O PLANEAMENTO FINANCEIRO A CURTO PRAZO (CP)

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1 O PLANEAMENTO FINANCEIRO A CURTO PRAZO (CP) INTRODUÇÃO O DINAMISMO DO FUNDO DE MANEIO NECESSÁRIO DE EXPLORAÇÃO O ORÇAMENTO ANUAL DE TESOURARIA O BALANÇO PREVISIONAL AS POLÍTICAS FINANCEIRAS DE CP O CONTROLO DO ORÇAMENTO DE TESOURARIA 1

2 INTRODUÇÃO OBJECTIVOS GLOBAIS ANUAIS FLUXOS FINANCEIROS PREVISIONAIS POLÍTICAS FINANCEIRAS DE CP OBJECTIVO FINANCEIRO DE CP EQUILÍBRIO DA TESOURARIA GLOBAL MINIMIZAÇÃO DO CUSTO DO CAPITAL MINIMIZAÇÃO DO RISCO FINANCEIRO 2

3 O EQUILÍBRIO DA TESOURARIA GLOBAL CONTROLO SISTEMÁTICO DOS FLUXOS FINANCEIROS (RECEBIMENTOS E PAGAMENTOS) EXPLORAÇÃO EXTRA-EXPLORAÇÃO 3

4 CONTROLO SISTEMÁTICO DOS FLUXOS FINANCEIROS (RECEBIMENTOS E PAGAMENTOS) DE EXPLORAÇÃO NATUREZA DA ACTIVIDADE (EX: AGRÍCOLA, INDUSTRIAL, COMERCIAL OU DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS) DETERMINA A DURAÇÃO DO CICLO DE EXPLORAÇÃO (COMPRA RECEBIMENTO) DETERMINA O NÍVEL DE STOCKS (PRODUTOS ACABADOS (PA), MATÉRIAS PRIMAS (MP), PRODUTOS EM CURSO (PC)) DETERMINA O NÍVEL DE CLIENTES DETERMINA O NÍVEL E ESTRUTURA DOS CUSTOS TOTAIS (CMVMC, FSE, AE, ) DETERMINA O NÍVEL DO VAB (> VAB => < COMPRAS => < FORNECEDORES, ) 4

5 CONTROLO SISTEMÁTICO DOS FLUXOS FINANCEIROS (RECEBIMENTOS E PAGAMENTOS) DE EXPLORAÇÃO (cont.) FACTORES A CONSIDERAR PARA DETERMINAÇÃO DO FUNDO DE MANEIO NECESSÁRIO DE EXPLORAÇÃO (FMNE) EMPRESAS INDUSTRIAIS DURAÇÃO DO CICLO DE EXPLORAÇÃO ESTRUTURA DOS CUSTOS TOTAIS NÍVEL E COMPOSIÇÃO DO VAB NATUREZA DOS PA E PC ORIENTAÇÃO DA PRODUÇÃO (VENDA VS STOCK) EMPRESAS AGRÍCOLAS FMNE COM COMPORTAMENTO SAZONAL EMPRESAS COMERCIAIS E EMPRESAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS (PS) FMNE MAIS REDUZIDO QUE NAS EMPRESAS INDUSTRIAIS PODE EVENTUALMENTE OCORRER FMNE NEGATIVO (RECURSOS>NECESSIDADES) NAS EMPRESAS PS OS STOCKS SÃO PRATICAMENTE INEXISTENTES 5

6 CONTROLO SISTEMÁTICO DOS FLUXOS FINANCEIROS (RECEBIMENTOS E PAGAMENTOS) DE EXPLORAÇÃO CONDIÇÕES GLOBAIS DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO EFICÁCIA DO APROVISIONAMENTO (GPO) RACIONALIDADE DO PROCESSO TÉCNICO-PRODUTIVO E PLANEAMENTO DA PRODUÇÃO GESTÃO COMERCIAL (FIXAÇÃO DE PREÇOS, CONDIÇÕES DE VENDA DE PA, ) GESTÃO DE CRÉDITOS S/b CLIENTES GESTÃO DE STOCKS NEGOCIAÇÃO E CONTROLO DAS CONDIÇÕES DE CRÉDITO ACOMPANHAMENTO DA TESOURARIA 6

7 O DINAMISMO DO FMNE NÍVEL DE ACTIVIDADE EX: PRODUÇÃO + VENDAS => FMNE SAZONALIDADE DA ACTIVIDADE EXEMPLO PAG 1 (OVERTRADING) ANÁLISE DOS FACTORES QUE AFECTAM O NÍVEL DOS RECEBIMENTOS E PAGAMENTOS A SAZONALIDADE DA PRODUÇÃO PODE SER DIFERENTE DA SAZONALIDADE DAS VENDAS IMPLICAÇÕES DA SAZONALIDADE ESTRUTURAIS CONJUNTURAIS 7

8 O DINAMISMO DO FMNE SAZONALIDADE DA ACTIVIDADE IMPLICAÇÕES DA SAZONALIDADE ESTRUTURAIS QUE FMNE CONSIDERAR PARA O CÁLCULO DO NÍVEL ADEQUADO DE CAPITAIS PRÓPRIOS (CP )? VALOR MÁX NO ANO - AUMENTO DO ENDIVIDAMENTO A MLP (+ CARO) - REDUÇÃO DO RISCO FINANCEIRO VALOR MIN DO ANO - AUMENTO DO RISCO FINANCEIRO - AUMENTO DO ENDIVIDAMENTO DE CP (+ BARATO) VALOR MÉDIO DO ANO - SOLUÇÃO DE EQUILÍBRIO ENTRE O RISCO ECONÓMICO E FINANCEIRO 8

9 O DINAMISMO DO FMNE SAZONALIDADE DA ACTIVIDADE IMPLICAÇÕES DA SAZONALIDADE CONJUNTURAIS QUAL A SITUAÇÃO DA TESOURARIA GLOBAL? VALOR MÁX NO ANO - EXCESSO DE DISPONIBILIDADES - APLICAÇÕES DE TESOURARIA QUASE TODO O ANO VALOR MIN DO ANO - INSUFICIÊNCIA DE DISPONIBILIDADES QUASE TODO O ANO - ENDIVIDAMENTO DE CP (CCC, LIVRANÇAS, ) VALOR MÉDIO DO ANO - SITUAÇÃO HÍBRIDA DA TESOURARIA (EXCESSO VS INSUFICIÊNCIA) 9

10 O DINAMISMO DO FMNE INFLAÇÃO O EQUILÍBRIO DA TESOURARIA DEPENDE DA EVOLUÇÃO DO FMN E DO FM FM = CAPITAIS PERMANENTES (CP) - IMOB. LIQUIDO A INFLAÇÃO : PROVOCA A DEGRADAÇÃO DO FM, ATRAVÉS DA DEGRADAÇÃO DO AUTO-FINANCIAMENTO SE A ROTAÇÃO DO A E DO P SE MANTIVER => FMNE EXEMPLO PAG 2 10

11 O ORÇAMENTO ANUAL DE TESOURARIA MATERIALIZAÇÃO, EM TERMOS DE FLUXOS FINANCEIROS PREVISIONAIS, DE TODOS OS OBJECTIVOS E POLÍTICAS DE CP DA EMPRESA ESQUEMA PAG 3 METODOLOGIA CLÁSSICA: RECEBIMENTOS E PAGAMENTOS DIRECTOS ORÇAMENTO DE EXPLORAÇÃO ORÇAMENTO DOS INVESTIMENTOS ORÇAMENTO FINANCEIRO ORÇAMENTO ANUAL DE TESOURARIA 11

12 O ORÇAMENTO DE EXPLORAÇÃO (MAPA PAG 4) RESULTA ESSENCIALMENTE: DA CONTA DE EXPLORAÇÃO PREVISIONAL ANUAL DA DEFINIÇÃO PRELIMINAR DE DIVERSAS POLITICAS DE CP PONTO DE PARTIDA: BAL FINAL N-1 = BAL INICIAL N SITUAÇÃO DO CRÉDITO CONCEDIDO SITUAÇÃO DO CRÉDITO OBTIDO SITUAÇÃO DOS STOCKS 12

13 O ORÇAMENTO DE EXPLORAÇÃO DEFINIÇÃO DOS SEGUINTES PARÂMETROS VENDAS E CUSTOS TEMPORIZADOS (MIM MENSAL) QUANTIDADES X PREÇOS DE VENDA UNITÁRIOS = VENDAS TOTAIS IVA DESCONTOS (COMERCIAIS, FINANCEIROS) STOCKS PA CUSTOS DISTRIBUIÇÃO, VENDAS, PRODUÇÃO E CUSTOS INDUSTRIAIS RENDIMENTOS FABRIS CUSTOS POR NATUREZA STOCKS PC, PVF, 13

14 O ORÇAMENTO DE EXPLORAÇÃO ORÇAMENTO DE EXPLORAÇÃO DEFINIÇÃO DOS SEGUINTES PARÂMETROS (cont.) COMPRAS, DESPESAS DAS COMPRAS STOCKS MP PREVISÃO DAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS E DOS ÓRGÃOS SOCIAIS DEFINIÇÃO DAS POLÍTICAS DE CP FORMAS DE RECEBIMENTO DAS VENDAS E CONCESSÃO DE CRÉDITO AOS CLIENTES (P.P., CRÉDITOS TITULADOS OU NÃO, ADIANTAMENTOS, ) DESCONTO DAS LETRAS A RECEBER (CUSTOS FINANCEIROS, ) CONSTITUIÇÃO DE STOCKS DE PA OBTENÇÃO DE CRÉDITO DE FORNECEDORES C/C E ESTADO MONTANTES ESPERADOS DOS CRÉDITOS BANCÁRIOS ORÇAMENTO DE TESOURARIA POLÍTICAS DE CP 14

15 O ORÇAMENTO DE INVESTIMENTOS (MAPA PAG 5) PONTO DE PARTIDA = PLANO GLOBAL ANUAL DE INVESTIMENTOS A MLP (ÓPTICA ECONÓMICA) O ORÇAMENTO DE INVESTIMENTOS É ELABORADO NA ÓPTICA FINANCEIRA, PELO QUE CONTEMPLA OS PAGAMENTOS E RECEBIMENTOS E NÃO OS FLUXOS ECONÓMICOS (AMORTIZAÇÃO, +/- VALIAS, ) CONTEMPLA TODOS OS (DES)INVESTIMENTOS EM CAPITAL FIXO (CF) EXEMPLO PAG 6 15

16 O ORÇAMENTO FINANCEIRO (MAPA PAG 7) CONTEMPLA OS RECEBIMENTOS E PAGAMENTOS RESULTANTES DAS OPERAÇÕES FINANCEIRAS (PASSADAS E FUTURAS) PASSADAS: BAL N-1 + ABDR N-1 FUTURAS PLANO FINANCEIRO DE MLP NO PRÓPRIO ORÇAMENTO DE TESOURARIA (AJUSTAMENTOS) 16

17 O ORÇAMENTO ANUAL DE TESOURARIA (MAPA PAG 8) CONTEMPLA TODOS OS FLUXOS FINANCEIROS PREVISIONAIS EXPLORAÇÃO EXTRA-EXPLORAÇÃO INVESTIMENTO FINANCEIROS OBJECTIVO: MAX A TESOURARIA GLOBAL AO MENOR CUSTO 17

18 O BALANÇO PREVISIONAL CONTA PREVISIONAL DE EXPLORAÇÃO + ORÇAMENTO DE TESOURARIA a) RESULTADOS EXTRA-EXPLORAÇÃO b) CUSTOS FINANCEIROS DE FINANCIAMENTO c) PROVISÃO PARA IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO (IRC) = CONTRA PREVISIONAL DE EXPLORAÇÃO E RESULTADOS a) DESINVESTIMENTOS (+/- VALIAS); OUTRAS RECEITAS/DESPESAS b) ATENÇÃO AO PRINCÍPIO DA ESPECIALIZAÇÃO DOS EXERCÍCIOS c) ESTIMATIVA PARA IRC = RAI X TAXA DE IRC 18

19 O BALANÇO PREVISIONAL BAL FINAL N-1 = BAL INICIAL N CONTA PREVISIONAL DE EXPLORAÇÃO E RESULTADOS PLANO DE INVESTIMENTOS ORÇAMENTO DE TESOURARIA BALANÇO PREVISIONAL EXEMPLO PAG 9 19

20 AS POLÍTICAS FINANCEIRAS DE CP GESTÃO DAS DISPONIBILIDADES CONCESSÃO DE CRÉDITO A CLIENTES DESCONTO DE LETRAS A RECEBER CONSTITUIÇÃO DE STOCKS ADIANTAMENTOS DE CLIENTES PAGAMENTO A FORNECEDORES C/C REFORMA DE LETRAS A PAGAR 20

21 AS POLÍTICAS FINANCEIRAS DE CP CONCEPÇÃO DE CENÁRIOS ALTERNATIVOS EQUILÍBRIO DE TESOURARIA: RESERVA DE SEGURANÇA = SALDO DA TESOURARIA GLOBAL NECESSIDADE DE REPONDERAÇÃO SISTEMÁTICA DOS PRESSUPOSTOS ECONÓMICOS E FINANCEIROS, EM BUSCA DE MELHORIAS 21

22 AS POLÍTICAS FINANCEIRAS DE CP DESEQUILÍBRIOS CONJUNTURAIS TESOURARIA EXCEDENTÁRIA APLICAÇÕES DE TESOURARIA ANÁLISE DA RENTABILIDADE EFECTIVA E DO GRAU DE LIQUIDEZ OBRIGAÇÕES (OBT, PRIVADAS, ) ACÇÕES DP/ CD S/ FUNDOS INVESTIMENTO AUMENTO DO CRÉDITO CONCEDIDO A CLIENTES C/C AUMENTO DOS STOCKS (ESPECULATIVOS) 22

23 AS POLÍTICAS FINANCEIRAS DE CP DESEQUILÍBRIOS CONJUNTURAIS TESOURARIA EXCEDENTÁRIA APLICAÇÕES DE TESOURARIA REDUÇÃO DE FORNECEDORES (C/C, TÍTULOS A PAGAR) P.P. OU ANTECIPAÇÃO DE PAGAMENTOS A FORNECEDORES ANTECIPAÇÃO DE REEMBOLSOS DE EMPRÉSTIMOS DE CP REALIZAÇÃO DE ALGUNS INVESTIMENTOS EM CARTEIRA (COM MAIOR PERÍODO DE RECUPERAÇÃO) ATRASO DE DESINVESTIMENTOS COM MAIOR POTENCIAL 23

24 AS POLÍTICAS FINANCEIRAS DE CP DESEQUILÍBRIOS CONJUNTURAIS TESOURARIA DEFICITÁRIA TESOURARIA DE EXPLORAÇÃO FACTORES DE NATUREZA ECONÓMICA NÍVEL DOS MLBE NÍVEL DE ACTIVIDADE ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO TÉCNICO- PRODUTIVO REDEFINIÇÃO 24

25 AS POLÍTICAS FINANCEIRAS DE CP REDEFINIÇÃO DE POLÍTICAS DE CP AUMENTO DOS PREÇOS DE VENDA ESMAGAR CUSTOS REDEFINIÇÃO DO NÍVEL DE ACTIVIDADE REDUÇÃO DAS NFME REDEFINIÇÃO DOS PROCESSO TÉCNICO- PRODUTIVOS EX: SUBCONTRATAÇÃO 25

26 AS POLÍTICAS FINANCEIRAS DE CP SUBCONTRATAÇÃO CICLO DE EXPLORAÇÃO NÚMERO DE OPERAÇÕES FABRIS PARA PRODUÇÃO PA STOCKS MP, PVF => NECESSIDADES EXPLORAÇÃO => CAPITAL CIRCULANTE CRÉDITO DE FORNECEDORES (MP + CUSTOS DE PRODUÇÃO) => RECURSOS EXPLORAÇÃO NFME 26

27 AS POLÍTICAS FINANCEIRAS DE CP DESEQUILÍBRIOS CONJUNTURAIS TESOURARIA DEFICITÁRIA TESOURARIA DE EXPLORAÇÃO FACTORES DE NATUREZA FINANCEIRA REDEFINIÇÃO DE POLÍTICAS DE CP a) PMR b) DESCONTO DE LETRAS A RECEBER c) POLÍTICA DE STOCKS d) PMP e) REFORMA DE LETRAS 27

28 AS POLÍTICAS FINANCEIRAS DE CP DESEQUILÍBRIOS CONJUNTURAIS TESOURARIA DEFICITÁRIA TESOURARIA DE INVESTIMENTOS REPONDERAR O PLANO ANUAL DE INVESTIMENTOS EX: ATRASAR INVESTIMENTO OU REALIZAÇÃO FASEADA 28

29 AS POLÍTICAS FINANCEIRAS DE CP DESEQUILÍBRIOS CONJUNTURAIS TESOURARIA DEFICITÁRIA TESOURARIA FINANCEIRA REPONDERAR OPERAÇÕES FINANCEIRAS REESTRUTURAÇÃO DA DIVIDA AUMENTO DE ENDIVIDAMENTO IMPLICAÇÕES NO PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA EMPRESA 29

30 O CONTROLO DO ORÇAMENTO DE TESOURARIA ARTICULAÇÃO E CIRCULAÇÃO DA INFORMAÇÃO (Dep. APROVISIONAMENTO, FINANCEIRO E COMERCIAL) CLARA DEFINIÇÃO DA METODOLOGIA INTERNA REVISÃO OBRIGATÓRIA TÉCNICA DE CORRECÇÃO MENSAL DAS PREVISÕES (+3M) ANÁLISE DE DESVIOS 30

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