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1 apoio: IDF / SACA ANAD Clínica Diabetes JORNAL MULTIDISCIPLINAR DO DIABETES E DAS PATOLOGIAS ASSOCIADAS 2001 VOL JANEIRO / FEVEREIRO MARÇO / ABRIL MAIO / JUNHO JULHO / AGOSTO 2001 VOL. 5 SETEMBRO / OUTUBRO NOVEMBRO / DEZEMBRO 5www.atlanticaeditora.com.br

2 Diabetes Clínica Clínica 04 (2000) 1 JORNAL MULDISCIPLINAR DO DIABETES E DAS PATOLOGIAS ASSOCIADAS Índice (vol. 5 nº1-2001) EDITORIAL Plano de reorganização da Atenção ao Diabetes mellitus e Hipertensão arterial, Fadlo Fraige Filho... 3 MANIFESTO Insulina Humana Recombinante: O Governo decidindo contra si mesmo e contra o povo... 5 INFORMES DO DIABETES NO MUNDO... 7 O DIABETES NA IMPRENSA AVANÇOS TERAPÊUTICOS E TECNOLÓGICOS PRODUTOS E NOVIDADES Pêssego Grego Diet (La Pastina), Docigual (Vivalev Diatt), Freestyle (Therasense), NC-stat (Neurometrix) RESUMOS DE TRABALHOS E CONGRESSOS ARTIGOS CIENTÍFICOS Características clínicas do diabetes mellitus tipo 2 no Nordeste do Brasil, Josivan G. Lima, Lucia H. C. Nóbrega, Francisco Bandeira, William J. Jeffcoate, Geisa Macedo Aspectos sócio-psico-somáticos de uma amostra de pacientes diabéticos tipo 2, Maria Geralda Viana Heleno NOTÍCIAS DAS ASSOCIAÇÕES O tabagismo e o diabetes, Mário Albanese, Rodolfo Brumini FICHAS PRÁTICAS Insulinas humanas e animais disponíveis no Brasil Tabela de prognóstico de risco coronariano de Framingham CALENDÁRIO DE EVENTOS Formulário de assinatura de Diabetes Clínica Inscrição ao 6º Congresso Brasileiro Multiprofissional em Diabetes... 62

3 2 Diabetes Clínica 04 (2000) Diabetes Clínica JORNAL MULDISCIPLINAR DO DIABETES E DAS PATOLOGIAS ASSOCIADAS Diabetes Clínica é um jornal multidisciplinar sobre os aspectos médicos, psicológicos e sociais do diabetes e dos distúrbios associados. Para os especialistas Diabetes Clínica é um veículo de informação e formação continuada sobre o conhecimento científico da doença, a atualidade da prática clínica no tratamento do diabetes e das patologias associadas. Diabetes Clínica edita artigos científicos selecionados pelo editor científico, o conselho consultivo e profissionais de reconhecido saber na área. O objetivo do jornal é favorecer a discussão interdisciplinar em todas as questões relativas à diabetologia, bem como através de suas diferentes sessões idealizadas pelo editor científico, informar de uma maneira rápida, atual e sintética os múltiplos aspectos dos estudos em diabetes. Diabetes Clínica Editor científico : Dr. Fadlo Fraige Filho, presidente da FENAD e ANAD, Professor Titular de Endocrinologia Faculdade de Medicina ABC Coordenação: Educadora Lilian Fanny de Castilho Editor: Dr. Jean-Louis Peytavin, faculdade de Medicina de Lyon (França) Administração: Claudiane Benavenuto Conselho Consultivo Psicóloga Ada Verônica da Silva Maciel (SP) Dr. Adolpho Milech (RJ) Dr. Airton Golbert (RS) Dra. Alcina Vinhais (BA) Dra. Ana Míriam G. Carboni (SP) Dr. Antônio Carlos Lerário (SP) Dr. Arual Augusto da Costa (SP) Dr. Balduíno Tschiedel (RS) Nutricionista Celeste Elvira Viggiano (SP) Educador Cláudio Cancelliéri (SP) Dr. Edgard d Ávila Niclewicz (PR) Dr. Freddy Goldbert Eliaschewitz (SP) Dra. Geisa Macedo (PE) Dra. Hermelinda Pedrosa (DF) Dr. João Roberto de Sá (SP) Dr. José Egídio Paulo de Oliveira (RJ) Dr. Leão Zagury (RJ) Dr. Marcos Tambascia (SP) Enfermeria Mônica Antar Gamba (SP) Dr. Nelson Rassi (GO) Dr. Orsine Valente (SP) Enfermeira Paula Pascali (SP) Dra. Reine Marie Chaves (BA) Dr. Saulo Cavalcanti da Silva (MG) Dr. Sérgio Atala Dib (SP) Apoios IDF - SACA : International Diabetes Federation South America Central America FENAD : Federação Nacional de Associações de Diabéticos ANAD : Associação Nacional de Assistência ao Diabético COREN-SP : Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo Federação Nacional de Associações de Diabéticos (FENAD) Associação Nacional de Assistência ao Diabético (ANAD) Rua Eça de Queiroz, São Paulo - SP tel: (11) fax: (11) ATLANTICA EDITORA Marketing Maurício Galvão Costa Anderson ATMC - Av. São João, 56 sala Atibaia SP tel/fax: (11) cel: (11) Redação Jean-Louis Peytavin Av. Atlantica, Rio de Janeiro - RJ tel/fax: (21) ISSN ATMC - Atlântica Editora Ltda Assinatura 6 números ao ano: R$ 60,00 tel: (21) I.P. (Informação publicitária) As informações são de responsabilidade dos anunciantes Copyright ATMC Atlantica Editora Ltda Nenhuma parte dessa publicação pode ser reproduzida, arquivada ou distribuída por qualquer meio, eletrônico, mecânico, fotocópia ou outro, sem a permissão escrita do proprietário do copyright, Atlântica Editora. O editor não assume qualquer responsabilidade por eventual prejuízo a pessoas ou propriedades ligado à confiabilidade dos produtos, métodos, instruções ou idéias expostos no material publicado. Em razão do avanço rápido das ciências médicas, o Editor recomenda que uma verificação independente do diagnóstico e doses dos medicamentos seja realizada. Apesar de todo o material publicitário estar em conformidade com os padrões de ética médica, sua inserção na revista não é uma garantia ou endosso da qualidade ou do valor do produto ou das asserções de seu fabricante.

4 3 Diabetes Clínica Jornal Multidisciplinar do Diabetes e das Patologias Associadas EDITORIAL Plano de reorganização da Atenção ao Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial Fadlo Fraige Filho Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, Coordenador - Editor Científico de Diabetes Clínica Desde abril de 2000 estamos nos reunindo no Ministério da Saúde, em uma comissão em que participam técnicos e autoridades do Ministério da Saúde, das Sociedades Brasileiras de Diabetes, Cardiologia e Hipertensão, a FENAD e a Associação Paulista de Assistência ao Hipertenso, para elaborar o projeto do plano de reorganização da Atenção ao Diabetes Mellitus e Hipertensão arterial. Vem este plano, preencher uma lacuna dentro da saúde pública (até então de um programa inexistente), para atender aos diabéticos e hipertensos, tal qual como foi concebido. Constará de três fases, sendo que a primeira será numa mega Campanha de detecção da doença, através da glicemia capilar, onde serão realizados 36 milhões de testes, em aproximadamente 6500 municípios no Brasil, para a população acima de 40 anos de idade. Lembramos que os locais serão as Unidades básicas de Saúde do SUS. Em virtude da complexidade e do custo da 2 a e 3 a fases, optou-se, em todo o Brasil, com exceção de São Paulo, para ser um plano apenas de atenção ao diabetes. Naquele Estado, serão feitas medições de pressão arterial juntamente com outras ações específicas de hipertensão. A 2 a fase do plano, após a detecção, é o encaminhamento para o tratamento secundário nas Unidades de Saúde do SUS, bem como assegurado o acesso gratuito aos medicamentos necessários para o controle da doença. Estão sendo treinados, em todo o Brasil, através de um programa de capacitação multiprofissional, os profissionais de saúde da rede SUS que irão operacionalizar o plano. A 3 a fase constará do tratamento das complicações tardias do diabetes em hospitais, por especialistas de cada setor, sempre assegurada a medicação gratuita. Considerando que o defasado estudo de prevalência do Ministério da Saúde (publicado em 1990) estimava em 7,6% da população entre 30 e 69 anos de idade como portadores de diabetes, com o agravante de 50% desconhecer sua doença, a 1 o fase terá como objetivo a busca do diagnóstico precoce nesta população, que embora portadora, desconhece a doença.

5 4 Diabetes Clínica 01 (2001) Obviamente, espera-se que o chamamento da mídia para a realização da Campanha seja para o grupo de risco de ser portador de diabetes. A questão de um grande volume de pessoas diagnosticadas, em algumas semanas, poderá eventualmente criar uma pletora no atendimento da 2 a fase, porém como definiu o Sr. Secretário de Políticas de Saúde do Ministério da Saúde, Dr. Claúdio Duarte da Fonseca: Que se criem as dificuldades que o Ministério em conjunto com as Secretárias estaduais e Municipais buscarão as soluções. Uma posição corajosa e correta, contrário aos raros e infelizes médicos que no passado (ano de 1999) impediram o Ministério de entrar na 2 a Campanha nacional da FENAD, sob alegação da pletora das Unidades Assistenciais, defendendo assim, o NÃO DIAGNOSTICO, quando sabemos ser o diagnóstico precoce um dos principais pontos da prevenção das complicações graves do diabetes. As Campanhas têm sido, entre inúmeras atividades, uma ação quase que exclusiva das associações e Ligas de todo o Brasil e de clubes como Lions e Rotary, na maioria das vezes com o patrocínio dos laboratórios Farmacêuticos da área. Iniciamos as Campanhas na ANAD, há 17 anos, coordenadas e em conjunto com as Secretárias de saúde do ABC paulista e ao assurmimos a presidência da Fenad em março de 1998, já em novembro do mesmo ano foi realizado sob nossa coordenação a 1 a Campanha Nacional de Detecção, Educação e Prevenção das Complicações do Diabetes. O sucesso dessa 1 a Campanha foi repetido em 1999 e 2000, onde tivemos a parceria das nossas federadas e das secretarias da saúde de aproximadamente 500 cidades no Brasil. Assim, acreditamos que a semente que plantamos, gera neste ano uma grande árvore, desenvolvida pelo Ministério da Saúde, que seguramente frutificará em grandes benefícios e melhoria das condições de vida adversas dos portadores de diabetes no Brasil. A 1 a fase do plano, que é a Campanha de detecção, será realizada de 6 a 30 de março próximo. Destacamos, ainda, nesta edição, o trabalho produzido no Departamento de Diabetes e Endocrinologia do Hospital Agamenon Magalhães de Recife, que é uma referência para a implantação de um programa de atendimento ao paciente portador de diabetes, enfatizando o atendimento por uma equipe multiprofissional. Tenho impulsionado o mesmo ponto de vista a cerca de 17 anos na ANAD e há 11 anos, quando idealizei o 1 o Congresso Brasileiro Multiprofissional em Diabetes. O 6 o Congresso será realizado em 7, 8 e 9 de julho de 2001, para o qual desde já convido todos os multiprofissionais da área a participarem, visto que pela excelência na programação e amplitude de abordagem multiprofissional continuará sendo o mais completo evento em Diabetes. Comunicado: fim da comercialização dos refis 1,5 ml de Humulin e Humalog (Lilly) A Lilly tem sido a líder no mercado de diabetes desde a introdução de nosso primeiro produto a base de insulina em Nossa linha de produtos tem evoluído continuamente: de insulina animal para insulina humana (Humulin) e mais recentemente a insulina Lispro (Humalog). Esses avanços tecnológicos na produção das insulinas beneficiam os pacientes, oferecendo maior eficácia e segurança no tratamento, melhorando o controle glicêmico e reduzindo as complicações. Dentro desta evolução estamos comunicando que a partir de março de 2001, não estaremos comercializando mais os refis de 1,5 ml das insulinas Humulin e Humalog. Todos os refis de Humulin e Humalog serão de 3 ml. Atualmente, os refis de 3 ml são os mais utilizados no mundo devido a sua comodidade diminuindo a freqüência da troca do refil nas canetas.

6 Diabetes Clínica 01 (2001) 5 Manifesto Insulina Humana recombinante: O Governo decidindo contra si mesmo e contra o povo A FENAD (Federação Nacional de Associações de Diabéticos), que congrega 307 associações, Ligas e Centros de Diabetes, abrangendo cerca de pacientes e profissionais da área de saúde, vem, em nome dos 5 milhões de portadores de diabetes neste país manifestar sua preocupação e indignação com a Circular n o 5 da SECEX Secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, publicada no Diário Oficial da União do dia 12/02/2001, que recomenda o aumento do preço da Insulina Humana Recombinante Importada sob suposta alegação de dumping. Distante de competições de ordem comercial e políticas, que eventualmente possam ter determinado essa decisão, queremos alertar para os seguintes pontos que temos certeza não foram considerados pelas autoridades da área do Governo-SECEX ao sugerir o aumento do preço do medicamento: 1) O Governo, obrigando os laboratórios a aumentar os preços em até 76,1%, contraria seus próprios interesses, do Ministério da saúde, das Secretarias Municipais de Saúde; contraria o bolso dos portadores de diabetes, que há 7 anos não têm o seu salário reajustado, e o dos idosos que recebem ume pensão ínfima do INSS, também congelada; 2) O impacto financeiro que sofrerão as contas do próprio governo federal, que adquire Insulina Humana Recombinante para mais de 70% da população diabética de todo o país; 3) O impacto financeiro que o possível aumento ocasionará aos milhares de pacientes diabéticos, consumidores, que adquirem o produto nas farmácias em todo o País, que hoje utilizam a Insulina Humana Recombinante; 4) No momento que vemos o Ministério da Saúde desenvolver um enorme esforço para manter os preços dos medicamentos em patamares acessíveis às condições do povo brasileiro, a política dos genéricos para baratear os já existentes, o acordo de não aumentar o preço dos medicamentos no ano de 2001 e às vésperas do início do Plano de reestruturação da Atenção ao Diabetes e Hipertensão organizado pelo Ministério da Saúde, com apoio desta Federação e outras entidades da área, com distribuição de medicamentos e insulinas em uma segunda fase, concluímos que esta decisão é intempestiva e lesiva aos interesses dos pacientes portadores de diabetes e do próprio Governo. A quem interessa este aumento? Diante do exposto, queremos ressaltar nossa preocupação e reiterar que somos contrários a qualquer medida que resulte em aumento de preços de produtos essenciais à vida de milhares de pacientes em todo o País. A FENAD vem demonstrar a sua indignação e tornar público um fato que é lesivo à Nação e ao povo brasileiro. Este fato é inédito no mundo todo: Governo obrigar o aumento de uma medicação considerada essencial à vida num país pobre, que vive momentos difíceis, onde há recessão e desemprego, parece inacreditável. É mais uma vergonha nacional.

7 6 Diabetes Clínica 01 (2001) Entraremos contra a recomendação da Secretaria de Governo SECEX com ações no Ministério público, Procon e no Instituto de Defesa do Consumidor. Este fato também estará denunciado à International Diabetes Federation (IDF), com sede em Bruxelas, da qual somos Membros efetivos, para que medidas em conjunto com a Organização Mundial de Saúde (OMS) possam interferir em tal absurdo. Convidamos a todos os interessados a divulgarem este manifesto, denunciando e lutando em todas as instâncias pelos interesses desta população que, além de portadora de uma doença crônica, terá que arcar com custos maiores para a sua sobrevivência. UNIDOS SEREMOS FORTES. Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho Presidente da FENAD Delegado Executivo IDF SACA- Brasil Membro da Comissão do plano de reorganização da Atenção ao Diabetes e Hipertensão do Ministério da Saúde Manifestações de protesto podem ser enviadas a: Ministério do desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior Exmo. Sr. Ministro Alcides Lopes Tapias Esplanada dos Ministérios Bloco J 6 o andar Brasília DF Exmo. Sr. Ministro da Saúde D.D Dr. José Serra Esplanada dos Ministérios Bloco G 5 o andar Brasília DF

8 Diabetes Clínica 01 (2001) 7 Informes do Diabetes no Mundo Meigs JB et al, Diabetes 2000;49:2201-7, dezembro de 2000 Transmissão parental do diabetes tipo 2 no estudo Framingham Estudo da transmissão parental de diabetes fornece informações sobre as contribuições relativas das influências maternal e paternal. Avaliamos o risco para o diabetes tipo 2 e graus mais leve de intolerância à glicose associados a diabetes parental em indivíduos do Framingham Offspring Study, no qual os participantes são caucasianos com relativamente baixo risco de diabetes, e cujos fenótipos dos pais e filhos foram avaliados por exame clínico. O diabetes parental, avaliado por 40 anos de acompanhamento bi-anual, foi definido pelo uso de tratamento hipoglicemiante ou pela observação de uma taxa de glicose plasmática > 11,1 mmol/l em qualquer consulta. A tolerância dos filhos à glicose, avaliada durante 20 anos de acompanhamento, foi definida pela taxa de glicose plasmática de jejum > 7,8 mmol/l em pelo menos duas consultas, o uso de tratamento hipoglicemiante, ou pela realização de um teste de tolerância à glicose oral 75g, na consulta a mais recente. Os filhos nasceram em famílias nucleares, das quais 77,6% tinham dois ou mais irmãos por família e nas quais a prevalência do diabetes era 24,6%. A idade média era 54 anos (26-82), 53% mulheres, 8,6% portadores de diabetes, 11,4% com tolerância à glicose diminuída, 76,3% não tinham pais diabéticos, 10,5% tinham diabetes maternal, 11,5% diabetes paternal, e 1,7% diabetes dos dois pais. Para os indivíduos sem diabetes parental, o odds ratio ajustado à idade (IC 95%) para diabetes tipo 2 ou tolerância anormal à glicose (glicose plasmática de jejum > 6,1 mmol/l ou tolerância à glicose 2h póscarga > 7,8 mmol/l), eram, para os indivíduos com diabetes maternal 3,4 (2,3 4,9) e 2,7 (2,0 3,7), respectivamente, para os indivíduos com diabetes paternal 3,5 (2,3 5,2) e 1,7 (1,2 2,4), respectivamente, e para os indivíduos com diabetes biparental 6,1 (2,9-13,0) e 5,2 (2,6-10,5), respectivamente. Apesar de que o diabetes paternal ou maternal apresenta o mesmo risco de diabetes tipo 2 para a descendência, os filhos com diabetes maternal apresentaram mais riscos de tolerância anormal à glicose do que os com diabetes paternal (OR 1,6, 95% CI 1,1-2,4). Os filhos com diabetes maternal e idade < 50 anos apresentam risco aumentado para ambos diabetes tipo 2 (9,7, 4,3-22,0) e tolerância anormal à glicose (9,0, 4,2 19,7). Concluímos que os ratios de risco para o diabetes tipo 2 são consistentes com um modelo de adição simples de riscos, onde o risco, quando os pais são portadores da doença, está igual à adição dos riscos quando um dos pais é diabético. Para o

9 8 Informes do Diabetes no Mundo Diabetes Clínica 01 (2001) Continuação diabetes maternal conferir risco a mais para intolerância a glicose leve mas não declarada, os filhos de pai diabético podem apresentar relativamente rápida uma tolerância a glicose anormal ou diminuída, ou as mães diabéticas podem transmitir o risco de uma forma leve lentamente progressiva de tolerância anormal à glicose, em suplemento ao diabetes declarado. O risco muito alto de glicose anormal entre os filhos de mães precocemente diabéticas é consistente com a hipótese que a exposição perinatal aumento o risco de diabetes. Dados ratios de risco equivalentes para diabetes tipo 2, os pais podem transmitir fatores genéticos da mesma força do que os fatores ambientais maternais. Mauvais-Jarvis F et al, Diabetes 2000;49(12): , dezembro de 2000 Um modelo para estudar a interação entre a resistência à insulina no músculo e a disfunção da célula β no desenvolvimento do diabetes tipo 2 Diabetes tipo 2 é uma doença poligênica caracterizada por defeitos da secreção e da ação da insulina. Já observamos que a resistência isolada à insulina no músculo pelo receptor tissular especifico de insulina (rato MIRKO) não é suficiente para alterar a homeostase da glicose, enquanto que os ratos com receptor de insulina específico de célula β (betairko) apresentam intolerância progressiva severa à glicose, em razão da perda de produção de insulina na fase aguda estimulada pela glicose. Para estudar a interação entre a resistência à insulina no músculo e a secreção alterada de insulina, criamos um receptor tissular de insulina duplo-específico nesses tecidos. Surpreendentemente, os ratos betairko-mirko apresentaram uma melhora mais do que uma deterioração em relação aos ratos betairko. Isso é o resultado da melhora da produção da insulina na fase aguda estimulada pela glicose e da redistribuição dos substratos com uma melhora da absorção da glicose em tecido adiposo e fígado in vivo, sem diminuição significativa da absorção da glicose no músculo. A resistência à insulina no músculo aumenta a secreção da primeira fase insulínica estimulada pela glicose e provoca a derivação de substratos para os tecidos não-musculosos, melhorando assim a tolerância à glicose. Esses dados sugerem que o músculo, seja por mudanças na disponibilidade do substrato seja agindo como tecido endócrino, comunica com outros tecidos e regula a sensibilidade à insulina. Nielsen MF et al, Diabetes 2000;49(12): , dezembro de 2000 Eficácia da glicose prandial e gliconeogênese de jejum em parentes de primeiro grau resistentes à insulina de pacientes diabéticos tipo 2 A eficácia diminuída da glicose (i.e., a capacidade diminuída da glicose per se para facilitar o seu próprio metabolismo), a gliconeogênese aumentada, e a produção de glicose endogênica, são juntas, com a resistência à insulina e as anormalidades das células β, as características do diabetes tipo 2. Para estudar a fisiopatologia atrás o diabetes tipo 2, avaliamos em grupo de indivíduos saudáveis predispostos a desenvolver diabetes tipo 2 (n = 23), chamados parentes de primeiro grau de pacientes diabéticos tipo 2 (FDR), 1) a produção de glicose endogênico e a gliconeogênese de jejum medidas usando a técnica 2H2O e 2) a eficiência da glicose. O grupo FDR

10 10 Informes do Diabetes no Mundo Diabetes Clínica 01 (2001) era resistente à insulina comparado ao grupo controle (idade, sexo, IMC) sem histórico familiar de diabetes tipo 2 (n = 14), (clamp: 6,07 ± 0,48 vs. 8,06 ± 0,69 mg/kg peso corporal magro/min; P = 0,02). Taxas de gliconeogênese de jejum (1,28 ± 0,06 vs. 1,41 ± 0,07 mg/kg peso corporal magro/ min; FDR vs. controle, P = 0,18) não foram diferentes nos dois grupos e representaram 53 ± 2 e 60 ± 3% da produção total de glicose endogênica. A eficiência da glicose foi observada usando uma infusão combinada de somatostatina e insulina (0,17 vs. 0,14 mu/kg/min, FDR vs. controle), a última restaurando a insulina plasmática aos níveis da linha base. Uma infusão de glicose de 360 min. foi instaurada para simular o perfil da glicose prandial. Após infusão de glicose, a resposta integrada da glicose plasmática em cima da linha base (1,817 ± 94 vs. 1,789 ± 141 mmol/l per 6h), a capacidade da glicose para simular sua própria absorção (1,50 ± 0,13 vs. 1,32 ± 0,16 ml/kg peso corporal magro/min), e a capacidade da glicose per se para suprimir a produção da glicose endogênica, não foram diferentes entre o FDR e o grupo controle. Em conclusão, ao invés dos pacientes portadores de diabetes tipo 2 declarado, os indivíduos saudáveis com risco de desenvolver diabetes tipo 2 apresentam eficiência normal da glicose quando insulinemia é próxima da linha base e com níveis normais de gliconeogênese de jejum. Blaak EE et al, Diabetes 2000;49(12):2102-7, dezembro de 2000 Diminuição da oxidação dos ácidos graxos plasmáticos em pacientes diabéticos tipo 2 durante exercício de intensidade moderada Esse estudo foi desenvolvido para observar o uso dos diferentes componentes de ácidos graxos durante um período de 60 minutos de exercício de bicicleta de intensidade moderada (50% de VO 2 max), em 8 indivíduos homens portadores de diabetes tipo 2 (idade 52,6 ± 3,1 anos, gordura corporal 35,8 ± 1,3%) e 8 homens obesos controle (idade 45,1 ± 1,4 anos, gordura corporal 34,2 ± 1,3%), comparados por idade, composição corporal e capacidade aeróbica máxima. Para quantificar os diferentes componentes do metabolismo dos ácidos graxos, foi empregada uma infusão do isotópico [U-13C]- palmitato combinada com calorimetria indireta. Em experiência separada, a medida do 13C no ar expirado foi determinado durante uma infusão de [1,2-13C]-acetato. Não existia diferenças nos gastos de energia ou carboidratos e oxidação total de gordura entre os grupos. A taxa de ácido graxo livre (P < 0,05) e o aumento dessa taxa induzido pelo exercício foram significativamente menores (P < 0,05), em diabéticos tipo 2 em comparação com indivíduos controle (linha base vs. exercício [40-60 min]; diabetes tipo 2, 11,9 ± 0,9 vs. 19,6 ± 2,2 micromol/kg de massa adiposa livre/min e controle 15,8 ± 1,8 vs. 28,6 ± 2,1 micromol/kg massa adiposa livre /min). A oxidação dos ácidos graxos derivados do plasma era significativamente menor em diabéticos tipo 2 nas duas condições (P < 0,05, linha base vs. exercício [40-60 min]; diabetes tipo 2, 4,2 ± 0,5 vs. 14,1 ± 1,9 micromol/kg massa adiposa livre/min e controle 6,2 ± 0,6 vs. 20,4 ± 1,9 micromol/kg massa adiposa livre/min), enquanto que a oxidação dos ácidos graxos derivados dos triglicerídeos era mais elevada (P < 0,05). A hipótese é que essas diminuições no uso dos ácidos graxos podem ter um papel na etiologia da resistência insulínica hepática e musculo-esqueletica.

11 12 Informes do Diabetes no Mundo Diabetes Clínica 01 (2001) Weyer C et al, Diabetes 2000;49(12): , dezembro de 2000 A concentração elevada de insulina plasmática de jejum é um fator de prognóstico de diabetes tipo 2 independente da resistência à insulina: evidência para o papel patogênico da hiperinsulinemia relativa A hiperinsulinemia de jejum é uma medição muito usada de resistência à insulina e é um fator de prognóstico do diabetes tipo 2 em várias populações. Não sabemos se a hiperinsulinemia de jejum prevê o diabetes independentemente da resistência à insulina. Em 319 índios Pima com tolerância normal à glicose, a concentração plasmática de insulina de jejum e a glicose estimulada por glicose (M) (clamp hiperinsulínico) eram em relação invertida, mas, para um M dado, foram observadas variações importantes, em indivíduos hiperinsulínicos e outros hipoinsulínicos em função de seu grau de sensibilidade à insulina. Em 262 dos 319 pacientes acompanhados durante 6,4 ± 3,9 anos, a concentração elevada de insulina plasmática de jejum era um fator de prognóstico independente significativo de diabetes, mais do que o M baixo e baixa resposta de insulina aguda (AIR). Em 161 dos 319 pacientes com acompanhamento das medições de M e AIR (5,1 ± 3,9 anos), uma concentração elevada relativa de insulina plasmática de jejum era um fator prognóstico da diminuição de AIR mas não de M antes a declaração do diabetes. A concentração ajustada de insulina plasmática de jejum era uma característica familiar e a pesquisa genética mostrou uma ligação com uma região do cromossomo 3q, que possui o gene GLUT2. Esses resultados representam a primeira evidência em seres humanos que a hiperinsulinemia de jejum tem um papel na patogênese do diabetes, independentemente da resistência à insulina. Ainda deve-se elucidar se a melhora da hipersecreção de insulina pode prevenir o diabetes. Oscar A. Paniagua et al, Hypertension. 2000;36:941, dezembro de 2000 Hipertensão transitória diminui a vasodilatação dos microvasos humanos Hipertensão é associada à diminuição da vasodilatação dependente do endotélio. Mais é desconhecido se a disfunção endotelial é a causa ou a consequência da elevação da pressão sanguínea. Para determinar se a hipertensão pode causar diretamente uma disfunção endotelial, investigamos o efeito de aumentos da pressão intra-arterial sobre a vasodilatação dependente do endotélio em microvascularização humana. Pequenas artérias (diâmetro interno 202 ± 75 µm) foram isoladas a partir de biopsias de gordura glútea em 12 indivíduos saudáveis normotensos (8 homens e 4 mulheres; idade, 46 ± 10 anos). As artérias foram perfusadas em câmaras oxigenadas a 37 C. As respostas dependentes e independentes do endotélio a acetilcolina (Ach; 10-9 para 10-4 mol/l) e sódio nitroprussiato (SNP; 10-9 to 10-4 mol/l), respectivamente, foram obtidas após ter incubado o vaso com pressão intravascular incremental de 50, 80, e 120 mm Hg para 60 minutos cada um. A resposta a Ach foi também obtida em artérias diferentes após 3 incubações consecutivas a 50 mmhg. O diâmetro interno arterial foi medido diretamente a partir de imagens digitalizadas amplificadas. Uma diminuição significativa da resposta vasodilatadora a Ach foi observada com aumentos da pressão (vasodilatação média, 40%, 52%, e 57% a 50, 80, e 120 mm Hg, respectivamente; P = 0,10). Não foram observadas diferenças nas curvas dose-resposta a Ach obtidas com a mesma pressão intravascular (vasodilatação média 48%, 46%,

12 Informes do Diabetes no Mundo Diabetes Clínica 01 (2001) 13 Continuação e 49%; P = 0,61). Aumentos transitórios da pressão intravascular diminui significativamente a vasodilatação dependente do endotélio em artérias humanas. Esses achados sugerem que a elevação da pressão sanguínea per se pode causar uma disfunção endotelial em seres humanos e ter implicações na fisiopatologia da disfunção endotelial na hipertensão. Torffvit O et al, J Diabetes Complications 2000;14(6): , novembro de 2000 Prognóstico em pacientes diabéticos tipo 2 portadores de doença cardíaca. Estudo de 10 anos em 385 pacientes O objetivo foi estudar o desenvolvimento e a progressão da doença cardíaca em pacientes diabéticos tipo 2 e avaliar a influência dos processos de revascularização e seus sucessos. Foi realizado um estudo de observação de 385 pacientes acompanhados em ambulatório hospitalar. 156/385 pacientes apresentaram infarto do miocárdio (n = 68), angina (n = 44), insuficiência cardíaca (n = 34) ou morreram (n = 109). A taxa elevada de óbito foi observada em pacientes com infartos (73%) e insuficiência cardíaca (71%), ao invés dos pacientes com angina (25%). 30 pacientes foram submetidos à angiografia coronariana em razão da angina, dos quais 23 foram revascularizados. Quatro pacientes (17%) submetidos à cirurgia bypass ou angioplastia faleceram em comparação de 57 (67%) dos pacientes sem intervenção (p < 0,001). A ocorrência de infarto do miocárdio foi associada com idade (p < 0,0001), pressão sanguínea sistólica (p < 0,05) e diastólica (p < 0,05) média e grau de albuminúria no início (p < 0,05). Insuficiência cardíaca foi associada à idade (p < 0,0001) e níveis médios de HbA1c (p < 0,05) e angina foram associados só à idade (p < 0,05). O óbito foi associado à idade (p < 0,0001), duração do diabetes (p < 0,05), pressão sanguínea média diastólica (p < 0,05), e grau de albuminúria no início (p < 0,0001). Esse estudo mostra a elevada incidência da doença cardíaca em pacientes diabéticos tipo 2. O prognóstico melhorou em pacientes submetidos à revascularização. Um atitude mais ativa em relação à revascularização pode melhorar o prognostico dos pacientes diabéticos tipo 2 com doença cardíaca aterosclerótica. JAMA, 2001; 285: A análise de cabelo tem pouco valor para a informação nutricional ou mineral A análise de cabelo de pacientes para determinar a taxa de elementos minerais ou o balanço nutricional não é confiável nos Estados Unidos. Os serviços de saúde da Califórnia recomendam aos médicos que utilizam a análise de cabelos de verificar o balanço nutricional de seus pacientes. Os pesquisadores examinaram os dados de seis laboratórios comerciais que efetuam 90% das análises minerais a partir de amostras de cabelo nos EUA. Uma amostra de cabelo de uma mulher saudável de 40 anos, com cabelo não tratado, foi usada. Os resultados indicam que as diferenças entre as mais altas e mais baixas concentrações de minerais ultrapassam 10 vezes para 12 minerais. Valores extremos foram reportados por 14 dos 31 minerais analisados por três ou mais laboratórios. A pesquisa mostra a não confiabilidade desse tipo de testes. A análise de cabelo já foi usada para confirmar o envenenamento humano com elementos como arsênico ou mercúrio, mas para a maioria das outras substancias não existe evidência experimental que o cabelo posse ser um marcador biológico significativo.

13 Informes do Diabetes no Mundo Diabetes Clínica 01 (2001) 15 Kay-Tee Khaw et al, BMJ :15-18, janeiro de 2001 A concentração sanguínea de glicose é associada ao risco cardiovascular em homens não-diabéticos O aumento das concentrações de HbA1c pode ser um marcador da mortalidade cardiovascular para todos os homens e não só para com os portadores de diabetes. Os pesquisadores coletaram os dados de todas as causas de óbito como também de mortalidade cardiovascular em 4662 homens, idade entre 45 e 79 anos, que participaram na coorte Norfolk do European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition (EPIC-Norfolk). Na linha base, de 1995 a 1997, HbA1c foi medida e os pacientes foram acompanhados até dezembro de Como esperado, os pacientes diabéticos apresentam uma mortalidade aumentada para todas as causas, doenças cardiovasculares e isquêmicas. Foi notado também que as concentrações de HbA1c foram constantemente relacionadas à mortalidade cardiovascular e isquêmica em toda a população. As taxas de mortalidade as mais baixas foram associadas com concentrações de HbA1c inferiores a 5%. O grupo de pesquisa notou que um aumento de 1% da HbA1c é associada com um aumento de 28% do risco de morte, independentemente de idade, pressão sanguínea, colesterol, IMC ou tabagismo. 18% da população ultrapassa o risco de mortalidade associado à concentração e HbA1c de 5% ou mais, como ocorrendo em homens com diabetes, mas 82% ocorreram em homens com concentrações de 5% a 6,9% (a maioria da população). Os pesquisadores propõem que as concentrações elevadas de HbA1c sejam um marcador de risco absoluto maior para os homens, e que o tratamento preventivo da pressão sanguínea ou do colesterol seja empregado em tais pacientes. Se a concentração de HbA1c diminuir em 0,1% na população de homens não diabéticos, a mortalidade total poderia ser diminuída em 5%, e se a concentração diminuir em 0,2%, então a mortalidade total poderia ser diminuída em 10% nessa população. Giancarlo Tonolo et al, Eur J Clin Invest 2000;30: , novembro de 2000 As estatinas podem ter um efeito direito sobre a regulação da pressão sanguínea Em pacientes diabéticos tipo 2 hipertensos, o tratamento com sinvastatina diminui a pressão sanguínea e a taxa de excreção de albumina urinária (AER) independentemente da melhora do nível dos lipídios. Os pesquisadores observaram, de acordo com vários estudos anteriores, que os benefícios das estatinas, também conhecidas como inibidores da atividade da enzima HMG- CoA redutase, não podem ser explicados somente pelo efeito sobre o LDLcolesterol. Uma hipótese seria que as estatinas podem restaurar a produção de oxide nítrico dependente do endotélio, agindo independentemente da diminuição do LDL-colesterol. Para controlar a hipótese, os pesquisadores mediram a pressão sanguínea e a taxa de excreção de albumina urinária durante o tratamento com sinvastatina e colestiramina em 26 pacientes portadores de diabetes tipo 2, hipertensão e microalbuminúria. Embora que ambos os remédios diminuem os níveis de colesterol, só a sinvastatina reduziu significativamente a pressão sanguínea diastólica e os AER urinários. Sinvastatina foi também associada à redução significativa do glicosaminoglicano urinário total e a diminuição do complexo protéico condroitinossulfato, tão como ao aumento significativo dos nitritos/nitratos no soro total. Os resultados sugerem que a sinvastatina ativa a produção de oxide nítrico, resultando em uma diminuição da pressão sanguínea diastólica e AER.

14 18 Informes do Diabetes no Mundo Diabetes Clínica 01 (2001) Dennis C. Mynarcik et al, J Acquir Immune Defic Syndr 2000;25: , janeiro de 2001 O estímulo inflamatório pode contribuir à lipodistrofia do portador de HIV Os pacientes portadores de lipodistrofia associadas a HIV são severamente resistentes à insulina, mesmo quando os níveis plasmáticos são normais. Essa síndrome é associada também com taxas elevadas de tumor necrosis factor (TNF)-alfa tipo 2, sugerindo que o responsável é um processo inflamatório. Os pesquisadores avaliaram a sensibilidade à insulina e a ativação imunológica em 12 indivíduos controle saudáveis, 14 pacientes portadores de HIV sem lipodistrofias e 15 pacientes portadores de HIV com lipodistrofias. Todos os indivíduos apresentaram taxas normais de glicose de jejum e randomizada. A resistência severa à insulina, determinada como a taxa de glicose injetada para manter a normoglicemia durante a infusão de insulina, foi demonstrada nesses pacientes que apresentam uma perda patológica de gordura periférica. A resistência à insulina foi significativamente correlacionada à TNF-alfa solúvel tipo 2. A origem celular dessa citocina é até hoje desconhecida. Os indivíduos com lipodistrofias são diferentes dos indivíduos diabéticos porque os níveis do fator de crescimento insulin-like binding protein-1 de jejum são abaixo do normal. O tecido adiposo do tronco não era significativamente associado a lipodistrofia e os níveis plasmáticos de ácidos graxos livres eram normais. Os pesquisadores sugerem que as lipodistrofias do HIV aparecem como formas raras de lipodistrofias adquiridas e congênitas. Os pacientes portadores de HIV com redistribuição de gordura e níveis elevados de triglicerídeos devem ser observados para prevenir uma progressão prematura do diabetes tipo 2 e da doença arterial coronariana. Frank Hu et al, Annals of Internal Medicine, 16 de janeiro de 2001 A atividade física reduz o risco de doenças cardíacas e derrame em pessoas diabéticas Risco de doenças do coração é de duas a quatro vezes maior em pessoas diabéticas do que na população em geral, e em mulheres diabéticas o risco é de três a cinco vezes maior. É sabido que o exercício reduz o risco de doenças cardiovasculares na população em geral, mas não estava claro se era benéfico em pessoas com diabetes tipo 2 pois pode haver complicações. O quadro é mais complicado para diabéticos do que para a população em geral. No passado, médicos viam a atividade física para diabéticos com cautela, porque o exercício muda a taxa de açúcar no sangue, podendo induzir a uma hipoglicemia em diabéticos ou reduzir a quantidade de insulina que um diabético precisa. No entanto, um estudo recente sugere que, apesar dos vários problemas, atividade física moderada, como andar rápido, pode beneficiar os diabéticos. No estudo, que avaliou enfermeiras diabéticas tipo 2 de 1980 a 1994, os pesquisadores descobriram que mulheres que praticavam exercícios reduziram substancialmente o risco de complicações cardiovasculares. As que se exercitaram de forma moderada e vigorosa por pelo menos quatro horas semanalmente reduziram o risco de terem um ataque cardíaco ou um derrame 40% mais do que as que eram sedentárias. Até andar vigorosamente provou ser tão benéfico quanto exercícios mais pesados, como fazer jogging ou correr, pois um ritmo mais intenso pode reduzir mais o risco do que andar devagar. Os benefícios de reduzir problemas cardíacos podem ser mais importantes do que possíveis perigos associados à atividade física no passado.

15 20 Informes do Diabetes no Mundo Diabetes Clínica 01 (2001) Marjolein Visser et al, Pediatrics 2001;107(1), janeiro de 2001 Detecção de uma inflamação sistêmica de baixo grau em crianças com sobrepeso As crianças com sobrepeso apresentam concentrações maiores de proteína C-reativa e número maior de células sanguíneas brancas do que as crianças com peso normal, o que é o sintoma de uma inflamação sistêmica de baixo grau, podendo prognosticar futuras doenças cardiovasculares e diabetes. Os dados foram coletados por um estudo multicêntrico a partir de 3512 crianças de 8 a 16 anos de idade. Os pesquisadores encontraram níveis elevados de proteína C-reativa (> 0,22 mg/dl) em 7,1% dos meninos e 6,1% das meninas. As crianças com sobrepeso os com índice de massa corporal ou três dobras cutâneas em cima do 85 o percentil específico do genro tinham mais risco de apresentar níveis elevados de proteína C-reativa, comparados com as crianças de peso normal. Ainda mais os pesquisadores acharam que a taxa de células brancas é significativamente mais elevada em crianças com sobrepeso. Esses achados, que não podem ser explicados por doenças sub-clínicas ou outros fatores associados à inflamação, mostram que existe uma inflamação sistêmica de baixo grau em crianças com sobrepeso. Embora que os efeitos desta inflamação sobre a saúde das crianças sejam desconhecidos, já foi demonstrado que eles aumentam os riscos de doença cardiovascular e diabetes mellitus em adultos saudáveis. Robertsos et al, Diabetes 2001;50:47-50, janeiro de 2001 Transplante das próprias ilhotas pancreáticas após pancreatectomia previne diabetes Os pesquisadores demonstram que mais pacientes submetidos à pancreatectomia por pancreatite crônica devem ser considerados para realização de transplante das próprias ilhotas pancreáticas dentro do fígado, devido ao sucesso no tratamento em longo prazo na prevenção de diabetes. O estudo acompanhou seis pacientes não diabéticos submetidos ao transplante após pancreatectomia de 99% durante um período de 13 anos (6,2 anos média). Entre e células ilhotas foram transplantadas em cada paciente. Foi demonstrado que o diabetes clínico com leve hiperglicemia de jejum desenvolveu-se em apenas um paciente, justamente o que recebeu menor número de células. Dois dos pacientes apresentaram HbA1c elevada, porém a dosagem declinou para dentro de níveis do controle glicêmico em diabéticos tratados. Entretanto, foi evidenciada uma deterioração aparente na resposta da insulina à presença de glicose. Parece que ilhotas devem ser o suficiente para normalizar a tolerância a glicose. Os autores concluem que a função a longo prazo das ilhotas auto-transplantadas para prevenção de diabetes é possível em pacientes submetidos à ressecção de pâncreas devido a pancreatite crônica.

16 Diabetes Clínica 01 (2001) 21 O Diabetes na Imprensa 14 de janeiro de 2001 Governo faz campanha contra diabetes Todos os adultos com mais de 40 anos de idade serão convocados aos postos de saúde de todo o país no dia 6 de março. Eles são o alvo da campanha que o Ministério da Saúde fará para diagnosticar por meio de exame de sangue tirado do dedo, se sofrem ou não de diabetes. O resultado sairá em 20 segundos. Estatísticas do Ministério indicam que 5 milhões de brasileiros têm diabetes. Metade das pessoas não sabem que são portadoras da doença. Entre os que têm conhecimento, 23% não fazem qualquer tipo de tratamento. O Ministério estima que em 2010 o número de diabéticos chegará a 11 milhões de pessoas. O diabetes é a sexta cause de mortes no país com o registro de cerca de 25 mil óbitos por ano. O diabetes é um grave problema de saúde pública, afirma o Secretário de Políticas de Saúde, Cláudio Duarte da Fonseca. Em parceria com as secretarias estaduais e municipais, o Ministério quer fazer o diagnóstico precoce da doença e ampliar o atendimento ao paciente na rede pública. Se o exame for positivo, a pessoa deve marcar consulta no poste de saúde e se inscrever no programa de monitoramento de diabetes, recomenda Fonseca. Descoberto um dos genes responsáveis pelo diabetes tipo 2 4 de janeiro de de janeiro de 2000 Cientistas da Universidade Livre de Bruxelas acreditam ter descoberto um dos genes responsáveis pelo diabetes tipo 2, que afeta cerca de 100 milhões de pessoas em todo mundo. O SHIP2, nome dado pelos cientistas ao gene, parece agir como um freio na produção de insulina, hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue. Sem o gene, os níveis de insulina no organismo podem se elevar sem controle, empurrando os níveis de açúcar no sangue para baixo. Para Stephane Schurmans a descoberta pode estimular pesquisas de drogas que façam o gene SHIP 2 funcionar adequadamente. Assim, a sensibilidade da insulina do paciente poderia ser recomposta fazendo com que seus níveis de açúcar no sangue voltassem ao normal. Além disso, a descoberta pode motivar a criação de testes para diagnosticar a doença precocemente. Normalmente, muitas pessoas só ficam conhecendo sua condição de portadoras de diabetes tipo 2 quando surgem as complicações como cegueira e insuficiência renal. Estudos culpam computadores por falta de apetite sexual e gordura Dois estudos recentes sugerem que a sociedade moderna foi afetada de forma negativa pelo advento dos computadores. O primeiro estudo revela que homens americanos reclamam que perderam apetite sexual e, muitas vezes, preferem ficar mais tempo à frente do computador do que tendo relações

17 22 O Diabetes na Imprensa Diabetes Clínica 01 (2001) Continuação sexuais. O segundo estudo constatou que crianças estão engordando por ficarem mais tempo à frente da televisão ou dos computadores jogando videogame, ao invés de saírem de casa para brincar ou praticar algum tipo de esporte. O primeiro estudo, feito pela Youth Intelligence a pedido da revista Playboy, entrevistou 750 homens e 250 mulheres em todos os estados dos EUA e revelou ainda que os homens estão gastando menos tempo em outras atividades para se divertir com os aparelhos hi-tech. Cerca de 75% disseram que estão assistindo menos à televisão e também deixando de ir tanto ao cinema, enquanto 36% dizem que passam cada vez menos tempo fora de casa. Um terço dos respondentes fazem menos esportes, enquanto 80% afirmaram que precisam levar um dos gadgets quando viajam em férias. O segundo estudo constatou que o número oficial de crianças obesas na Grã-Bretanha dobrou e a culpa é dos jogos de computador. Pesquisadores do King s College, em Londres, analisou crianças entre quatro e 11 anos por cerca de 20 anos e notou que o número de meninas com sobrepeso subiu 50%, enquanto o número de meninos dobrou. Entre 1984 e 1994 os pesquisadores pesaram mais de 30 mil crianças. Em 1984 apenas 5% dos meninos e 9,3% das meninas estavam com sobrepeso. Em 1994, no entanto, os números evoluíram para 9% e 13,5%, respectivamente. 20 de novembro de 2000 Pesquisas brasileiras em genética do diabetes Quem acredita que produto nacional é de menor qualidade que o importado, engana-se. Mal a equipe do Departamento de Biologia da USP anunciou ter conseguido obter linhagens de células-tronco embrionárias de camundongos, dois candidatos apareceram para usá-las: o Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz, e o Instituto de Biofísica da UFRJ. No primeiro, as células estão viabilizando pesquisas para comprovar a relação de uma mutação genética com a diabetes tipo 1. No segundo, em breve, elas participarão de estudos de sangue artificial. A geneticista Letícia Guida, do Instituto Fernandes Figueira, está alterando geneticamente o gene galanina, presente tanto em camundongos como em humanos no cromossomo 11. Uma mutação neste gene, que os pesquisadores ainda não identificaram, faz com que ele atue no organismo inibindo a liberação de insulina, hormônio que regula a taxa de glicose no sangue. Embora não haja comprovação de que o gene mutante esteja relacionado com a diabetes tipo 1 - caracterizada pela não produção do hormônio -, Letícia acredita que o galanina é forte candidato a ser um dos genes causadores da doença. Estamos na fase de alterar o gene. A partir do ano que vem vamos introduzir os genes mutantes em camundongos e observar seu comportamento. Se as cobaias se tornarem diabéticas nossa hipóteses está certa. Esta é apenas uma parte da pesquisa. Letícia também selecionou 20 famílias com histórico de diabetes - pelo menos dois casos - para analisá-las geneticamente à procura de mutações no gene galanina. Das 10 já analisadas, 1 já apresentou alterações no gene. É cedo para afirmar qualquer coisa, mas acho que estamos no caminho certo. Insulina: inalação substitui injeção 11 de fevereiro de 2001 Em vez de picadas, a insulina inalada pode ser usada, com ação igual a das injeções, no tratamento do diabetes. Absorvida pelos alvéolos pulmonares, ela começa a agir em 15 minutos e seu efeito perdura por até 4 horas. A idéia

18 O Diabetes na Imprensa Diabetes Clínica 01 (2001) 23 Continuação surgiu há 76 anos na Alemanha. Mas só recentemente a formulação em pó de insulina para inalação, da Inhalc Therapeutics Systems e dos laboratórios Pfizer e Aventis, mostrou eficácia. A forma inalada da insulina permitiria a introdução precoce do hormônio no tratamento de diabéticos que ainda produzem um pouco de insulina orgânica, mas em quantidade insuficiente, o que permitiria melhor controle da doença tipo 2 e reduziria as complicações. No Brasil, conduzem estudos comparando a eficácia da insulina inalada em diabéticos tipo 2 as médicas Cristiani Adão Poço, Adriana Valente e Valéria Costa Bueno, sob chefia do médico Freddy Eliaschewitz, chefe da Endocrinologia do Hospital Heliópolis, do SUS. Diabetes e pressão alta causam declínio mental 12 de janeiro de 2001 Pessoas com diabetes e pressão alta não só tem o risco de morrer mais cedo, como também começar a perder as faculdades mentais na maturidade, e é importante tratar as duas condições o quanto antes, alertaram pesquisadores. Dr. David Knopman, da Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota, conduziu um estudo abrangendo mais de pessoas com idades entre 47 e 70 anos, nos Estados Unidos. Os pesquisadores aplicaram vários testes para medir função mental, incluindo testes de memória e agilidade mental, contra o relógio. O que vimos especificamente foi que, na realidade, não só a memória diminui em pessoas com diabetes e hipertensão, mas a velocidade delas em realizar tarefas mentalmente declinou, disse, acrescentando que a situação se agravava em quem apresentava as duas condições. Knopman disse que as descobertas, relatadas na publicação Neurology, sustentam outros estudos que associam o declínio mental com diabetes. O hábito de fumar, assim como níveis altos de colesterol, não têm relação com o declínio mental. Mas não ficou claro, segundo Knopman, como as duas condições possam causar a perda de uma função cerebral. Calcula-se que de 14 a 15 milhões de norte-americanos têm diabetes tipo 2, que se desenvolve na maturidade e cerca de 50 milhões, a partir de 6 anos de idade, têm pressão sangüínea alta. Uma recente pesquisa mostrou que cerca de 39 por cento dos norte-americanos se consideram acima do peso, mas apenas um terço se considera sob risco de desenvolver diabetes. Na verdade, mais da metade dos norte-americanos é obesa, fator que aumenta muito o risco de diabetes. Esses resultados são alarmantes porque mostram que os norte-americanos não fazem a ligação entre obesidade e diabetes tipo 2, afirmou Dr. Steven Heymsfield, diretor do centro de pesquisa sobre obesidade de Nova York, no Hospital St. Lukes-Roosevelt. Hormônio de crescimento - A droga do verão 28 de janeiro de 2001 Em busca de um corpo perfeito e da eterna juventude, homens e mulheres recorrem ao GH hormônio de crescimento que pode causar doenças como diabetes e hipertensão. Produzido no corpo pela hipófise, o GH começou a ser usado há cerca de 35 anos, em crianças com problemas de nanismo. Na última década, sua versão sintética, também chamada de hgh, deixou os consultórios médicos, ganhou ar de novidade e conquistou adeptos entre adultos interessados em

19 24 O Diabetes na Imprensa Diabetes Clínica 01 (2001) Continuação seus efeitos estéticos imediatos. Sua aplicação, acompanhada de dieta balanceada e exercícios físicos, provoca a redução da gordura do corpo e aumenta a massa muscular, além de dar uma sensação de bem-estar. Virou o anabolizante do verão nas academias de ginástica de São Paulo, apesar dos prejuízos que pode trazer à saúde. E eles não são poucos: risco de desenvolver diabetes resistente à insulina, acromegalia, inflamação e dores crônicas nas mãos e câncer do fígado, principalmente em pessoas com histórico familiar da doença. O hgh é a nova moeda corrente do tráfico de ilusão, critica o especialista em medicina esportiva Victor Matsudo. A maioria dos endocrinologistas procurados pela revista, tais como Fadlo Fraige Filho (Beneficiência Portuguesa) ou Geraldo Medeiros Neto (USP) são opostos ao uso indiscriminado do hormônio: É uma total imbecilidade jovens tomarem esse hormônio. Essas pessoas estão abrindo caminho para se tornarem diabéticas, diz Geraldo Medeiros Neto. Mesmo entre os sabidamente deficientes, o uso é considerado arriscado. Há três anos, o Hospital das Clínicas aplica o hgh em um grupo de 20 pessoas, com idade média de 60 anos, que revelam tendência à osteoporose, colesterol alto e diabetes. Os resultados não foram uniformes. Em média, houve redução de gordura, melhora no colesterol e na sensação de bem-estar, explica Sami Liberman. Um outro frente de estudo, com obesos, está sendo coordenado pelo endocrinologista Alfredo Halpern, no Hospital das Clínicas. Parte deles tem a chamada gordura perigosa, localizada no abdômen, que predispõe a hipertensão, infartos e derrames, além de diabetes. Halpern acredita que o medicamento pode diminuir essa gordura, mas ainda não concluiu a pesquisa. Anúncio DIATT Cor Filme 1/2 página 14cm x 21 cm

20 Diabetes Clínica 01 (2001) 25 Avanços terapêuticos e tecnológicos Carlo Caravaggi, MD, Diabetes Care 2000;23: , dezembro de 2000 Eficácia e segurança de formas de fibra de vidro versus calçados terapêuticos no tratamento de úlceras em pé neuropático Objetivo: Avaliar e comparar a taxa de redução da superfície de ulceras plantares neuropáticos em pacientes diabéticos tratados com formas de fibra de vidro com rigidez diferenciada ou calçados com palmilha rígida e corretivos de descarga. O objetivo secundário era avaliar os efeitos adversos e o grau de aceitação do tratamento pelo paciente. Desenho e métodos: 50 pacientes diabéticos com ulceras plantares neuropáticos foram randomizados para participar de um dos dois grupos. Dentre os 50 pacientes, 24 foram equipados com calçados especiais incluindo palmilha rígida e corretivos de descarga (grupo calçado), e 26 pacientes foram equipados com formas rígidas de fibra de vidro (grupo formas). Todos os pacientes foram avaliados semanalmente no consultório. As suas úlceras foram tratadas com as técnicas padrão. Desenhos das úlceras foram realizados no dia do início do tratamento e 30 dias depois. A presença de novas úlceras causadas pólo uso do equipamento foi notada. A aceitação do tratamento pelo paciente foi medida usando uma escala visual analógica. Resultados: No fim do tratamento, um aumento de 8,3% da superfície da úlcera foi observado em 2 pacientes do grupo calçados, enquanto que no grupo formas, nenhum paciente apresentou um aumento. A diminuição da superfície da úlcera foi estatisticamente mais rápida no grupo formas (teste de Mann-Whitney, P = 0,0004). O numero de úlceras completamente cicatrizadas no fim do período de 30 dias era 13 (50%) no grupo formas e 5 (20,8%) no grupo calçados (P = 0,03). Nos dois grupos, nenhum efeito adverso foi observado. O resultado médio ± DS de aceitação pelo paciente foi 91,15 ± 9,9 no grupo calçados e 88,33 ± 17,3 (NS) no grupo formas. Conclusões: Nosso estudo mostrou uma diferença significativa na velocidade de redução de úlceras plantares neuropáticas tratadas com forma de fibra de vidro, em comparação com calçado sob medida. O uso da fibra de vidro com rigidez variável mostrou também dois resultados importantes: eliminação dos efeitos adversos, incluídas as úlceras causadas pela forma, e alto nível de aceitação. Os dados comprovam que o uso de formas feitas de bandagens de fibra de vidro com rigidez variável é um tratamento adequado para úlceras plantares neuropáticas.

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