PLD (Preço de Liquidação das Diferenças)

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1 PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) Fonte: PLD: CCEE / PLD médio: PONDERAÇÃO COMERC. PLD médio é a média ponderada dos valores já divulgados do PLD, pelas horas das semanas publicadas. 2. PLD médio 2 supondo que o último PLD publicado se estenda pelas semanas restantes de junho de Fonte: PLD CCEE e CMO ONS A atualização da previsão de ENA pelo ONS, para a semana de 20 a 26 de junho, resulta na elevação do CMO em todos os submercados, de R$349,8/MWh para R$36,45/MWh. Carga de energia segue abaixo do observado em 204 Em 205, a carga de energia do SIN, verificada pelo ONS, ficou abaixo dos patamares de 204, salvo o mês de março. 24 DE JUNHO DE 205

2 A maior diferença ocorreu em fevereiro quando a carga atingiu recorde em 204 com MW médios. Isso ocorreu em função das altas temperaturas registradas no mesmo período do ano passado, especialmente no Sudeste e Sul, regiões que bateram recordes sucessivos de demanda de energia. A seguir, o comparativo das demandas registradas em 204 (à esquerda) e em 205 (à direita): No ano passado, a demanda máxima registrada ocorreu em fevereiro; neste ano, ocorreu em janeiro, resultando no corte da carga de 20 de janeiro (leia mais aqui). A carga de energia é o consumo médio observado em um período, enquanto a demanda é uma foto deste consumo registrado a cada instante. O gráfico abaixo traz a carga diária registrada pelo ONS entre maio e junho de 205 em comparação ao mesmo período de 204. A alternância de picos e vales no gráfico deve-se ao consumo sazonal típico dos finais de semana e feriados, quando a média observada reduz drasticamente. De maneira geral, a carga relacionada a 205 para o SIN (curva azul escuro) é inferior à registrada no ano passado em diversas semanas. O gráfico também revela a carga da região Sudeste, responsável pelo maior consumo de energia do País. A curva em vermelho, referente a 205, está abaixo dos níveis registrados em DE JUNHO DE 205 2

3 Esta análise diária é importante para monitorar o comportamento da carga a partir do período seco, quando o impacto da temperatura se reduz. Desta forma, é possível observar se a redução da carga está correlacionada à desaceleração econômica. A próxima revisão quadrimestral da carga será em setembro. A Comerc acompanha diariamente essas variações para se antecipar às novidades antes da data prevista. Energia Natural Afluente - ENA Fonte:ONS Legenda: Previsto Submercado = ENA mensal prevista em MW médios Observado Submercado: ENA diária registrada no IPDO em MW médios Média Submercado: média dos valores diários observados de ENA mensal em MW médios Os gráficos acima mostram a Previsão mensal de ENA e a vazão mensal acumulada, registrada dia-a-dia. Esses dados são divulgados pelo ONS. No quadro abaixo, as previsões de afluência mensal em junho, revisadas semanalmente: Tabela de previsão de ENA mensal: A ENA mensal observada indica uma redução sucessiva das vazões no Sudeste, passando de MW médios no início do mês para MW médios. Quanto à previsão, a Revisão 2 chegou a 95% da MLT no Sudeste e, em seguida, retornou para 89% da MLT na última revisão do mês. Isso se deve ao fato de a revisão do ONS, ao término do mês, ser feita a partir de médias que consideram os valores observados no período. As linhas tracejadas no gráfico acima representam a 24 DE JUNHO DE 205 3

4 % média dos valores observados no IPDO. Entre º e 2 de junho, a média da ENA observada no Sudeste ficou em 96% da MLT. No Nordeste e no Norte, a ENA se manteve próxima do previsto pelo ONS ao longo da primeira revisão e das três revisões subsequentes. Na região Nordeste, a ENA observada em 2 de junho está próxima da média mensal projetada na última revisão, com 56% da MLT, ou seja, quase metade da média histórica de vazão para o período. Aumento significativo dos reservatórios no Sul Entre a segunda e a terceira semana de junho, o nível dos reservatórios do submercado Sul aumentou significativamente, cerca de 3,5 pontos percentuais. Os reservatórios dos demais submercados sofreram quedas de mais de 0,5 pontos percentuais neste mesmo período. 20 Energia Armazenada (Sul) 00 98, ,4 43,8 5, 39,3 34,2 38, 54,2 36,5 57, jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez O comportamento do nível do reservatório na região Sul não possui um padrão definido, uma vez que as vazões dessa região variam ano a ano, independente do período seco ou úmido. Analisando de perto essa região, observa-se que o nível dos reservatórios teve um crescimento significativo desde 3 de junho, conforme revela o gráfico abaixo: 24 DE JUNHO DE 205 4

5 A melhora do nível dos reservatórios no Sul está relacionada às frentes frias que alcançaram a região Sul na semana passada. A melhora da ENA impactou a expectativa do ONS para a Energia Armazenada das próximas semanas. Se o nível dos reservatórios no Sul permanecer em alta, a geração térmica por ordem de mérito na região pode cair, sendo substituída por uma maior geração hidráulica e outra parcela despachada fora da ordem de mérito. Despacho térmico programado por ordem de mérito (em MW médios) Submercado Semana Semana 2 Semana 3 Semana 4 Sudeste Sul Nordeste Norte Meteorologia da semana 3/6 a 9/6/205 A figura mostra o comparativo entre os valores da precipitação prevista, observada, normal climática para o período de 98 a 200 e a porcentagem do desvio em relação à climatologia para a semana de 3/6 a 9/6/205. A previsão do modelo ETA (figura a) mostra valores superestimados se comparados ao que realmente choveu na região Sul do País (figura b). Entretanto, a localização espacial das precipitações foi mais precisa e assertiva. As outras regiões, por sua vez, apresentaram características do período seco, como mostram as duas figuras. Essa configuração era esperada, se observada a normal climática (figura c). 24 DE JUNHO DE 205 5

6 Figura : Fonte: Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climático/Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais/Operador Nacional do Sistema (CPTEC/INPE/ONS) e Climate Prediction Center/National Centers for Environmental Prediction/National Oceanic and Atmospheric Administration (CPC/NCEP/NOAA). A figura 2 mostra as previsões de precipitação feitas pelos modelos ETA (CPTEC/INPE/ONS), figura 2a, e COSMO (INMET), figura 2b, para semana operativa de 20/6 a 26/6/205. A figura 3 mostra a normal climática de 98 a 200 (OMM) para mesma semana operativa. Os modelos ETA e COSMO mostram totais de precipitação significativos apenas na região Sul (figura 2a e 2b). De acordo com as previsões dos modelos, as outras regiões do País apresentam baixos totais pluviométricos. Se observarmos a normal climática para essa semana operativa (figura 3), a previsão dos modelos revela uma configuração semelhante, ou seja, com valores já esperados climaticamente. Figura 2: Fonte: Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climático/Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais/Operador Nacional do Sistema (CPTEC/INPE/ONS) e Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). 24 DE JUNHO DE 205 6

7 Figura 3: Fonte: Organização Meteorológica Mundial (OMM) e Climate Prediction Center/National Centers for Environmental Prediction/National Oceanic and Atmospheric Administration (CPC/NCEP/NOAA). Legenda: Figura : Mapas de precipitação para semana de 3/6 a 9/6/205, em (a) precipitação acumulada prevista pelo modelo ETA (CPTEC/INPE/ONS), em (b) precipitação acumulada observada para semana, em (c) normal climática (98 a 200) para a semana e em (d) porcentagem do desvio em relação a normal climática (CPC/NOAA). Figura 2: Precipitação acumulada prevista pelos modelos em (a) ETA 40 km (CPTEC/INPE/ONS) e (b) COSMO 7 km (INMET) para o período de 20/6 a 26/6/205. Figura 3: Normal climática de 98 a 200 (OMM) para a semana operativa da ONS de 20/6 a 26/6/205. Energia em pílulas A ANEEL divulgou o Índice de Reajuste Tarifário (IRT) das distribuidoras RGE e COPEL, válidos a partir dos dias 9 e 24 de junho de 205, respectivamente. Para ler o Glossário de Termos, clique aqui 24 DE JUNHO DE 205 7

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