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1 Portaria SUACIEF nº 12, de DOE RJ de Dispõe sobre alterações de prazos para usufruir da anistia concedida pela Lei nº 5647/2010, prorrogada pela lei nº 7508/2010. O Superintendente de Arrecadação Cadastro e Informações Econômico-Fiscais, no uso de suas atribuições legais, e tendo em vista o disposto na Lei nº 7508, de 30 de abril de 2004, Resolve: Art. 1º Para usufruir dos benefícios previstos no Decreto nº /2010, com relação a débitos tributários não inscritos em dívida ativa, deverão ser observados os procedimentos estabelecidos nesta Portaria. DO PAGAMENTO À VISTA Art. 2º Poderão ser pagos à vista: I - todos os débitos de ICMS, ITD ou IPVA que não foram objeto de auto de infração ou parcelamento, cujo fato gerador tenha ocorrido até , com redução de 100% (cem por cento) dos acréscimos moratórios. II - os débitos objeto de auto de infração, com as seguintes reduções: a) 100 % (cem por cento) das multas; b) 40% (quarenta por cento) das penalidades pecuniárias por descumprimento de obrigações acessórias; c) 45% (quarenta e cinco por cento) dos acréscimos moratórios. III - O saldo de parcelamento de débitos já existentes, com as seguintes reduções: a) se originário de débito declarado espontaneamente, com 100% (cem por cento) dos acréscimos moratórios; b) se oriundo de auto de infração: 1-100% (cem por cento) da multa; 2-40% (quarenta por cento) das penalidades pecuniárias por descumprimento de obrigações acessórias; e 3-45 % (quarenta por cento) dos acréscimos moratórios. 1º O pagamento dos débitos de ICMS declarados, não declarados ou exigidos em auto de infração ou ainda a quitação de parcelamento em curso, deverá ser efetuado por DARJ emitido pelo portal da SEFAZ, independentemente de solicitação às repartições fiscais, observando- se ainda o seguinte: I - os débitos não declarados nas operações do respectivo mês de referência deverão ser informados em GIA-ICMS retificadoras, nos respectivos meses de suas competências, até 31/05/2010 declarando, no campo "Outros ICMS Devidos", suas origens e a indicação do Decreto nº /2010. II - poderá ser emitido um único DARJ para pagamento dos valores de ICMS não declarados e incluídos nas GIA-ICMS retificadoras, devendo o contribuinte, até , peticionar junto a sua Repartição Fiscal, informando a opção e juntando a memória de cálculo com as respectivas competências, origem e valores individualizados que foram lançados nas GIA-ICMS e que totalizam o DARJ pago.

2 III - na hipótese do inciso II, a Repartição Fiscal lavrará termo relativo ao comunicado no Livro RUDFTO, dará forma processual à petição e encaminhará o processo para a SUACIEF. 2º O pagamento do ITD deverá ser efetuado por Guia de Controle e do respectivo DARJ, emitida nos termos da Resolução SEFAZ nº 048/ º O pagamento de débitos de IPVA, relativos aos exercícios de 2005, 2006, 2007 e 2008 será efetuado através de Guia para Regularização de Débitos (GRD), retirada pelo contribuinte no terminal de consultas de qualquer agência do banco ITAÚ S/A. 4º O pagamento de débitos de IPVA, relativos aos exercícios de 2004 e anteriores que estão com exigibilidade suspensa por recurso interposto, será feito através de DARJ emitido pela IFE 09 - IPVA e poderão ser solicitados: I - por encaminhado à IFE 09 - IPVA até 24/05/2010; ou II - diretamente na Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09, situada na Rua Visconde de Rio Branco, 22, Centro, Rio de Janeiro - RJ até º Podem ainda ser pagos diretamente nas agências do Banco do Brasil e do Banco Itaú os débitos relativos às estimativas devidas pelas microempresas e empresas de pequeno porte e pessoas físicas contribuintes, enquadradas no antigo Regime Simplificado do ICMS, mediante emissão do Documento Eletrônico de Arrecadação - DEA. Art. 3º O pagamento à vista poderá ser efetuado até o dia DO PARCELAMENTO Art. 4º Os débitos de que trata o Decreto nº /2010 poderão ser parcelados: I - em até 30 (trinta) parcelas iguais com as seguintes reduções: a) 90% (noventa por cento) dos acréscimos moratórios, se débito não lançado em auto de infração; b) Se o débito tiver sido lançado em auto de infração: 1-90% (noventa por cento) da multa; 2-40% (quarenta por cento) dos acréscimos moratórios; c) 35% (trinta e cinco por cento) de redução, se débito oriundo de auto de infração por descumprimento de obrigação acessória. II - em até 60 (sessenta) parcelas iguais com as seguintes reduções: a) 80% (oitenta por cento) dos acréscimos moratórios, se débito não lançado em auto de infração; b) Se o débito tiver sido lançado em auto de infração: 1-80% (oitenta por cento) da multa; 2-35% (trinta e cinco por cento) dos acréscimos moratórios; c) 30% (trinta por cento) de redução, se débito oriundo de auto de infração por descumprimento de obrigação acessória. 2

3 DO PARCELAMENTO DE ICMS E ITD Art. 5º O pedido de parcelamento de ICMS será formalizado na repartição fiscal de circunscrição do contribuinte. Parágrafo único. O parcelamento de ICMS poderá, também, ser requerido na Rua da Alfândega, nº 48 - sobreloja, independentemente da repartição fiscal de circunscrição do contribuinte. Art. 6º O pedido de parcelamento de ITD será formalizado: I - no caso de parcelamento de ITD decorrente de doações de bens móveis objeto especificamente do "Programa de Apuração Especial de Imposto de Renda": no posto de atendimento instalado, a partir de , na Rua Buenos Aires, 29 - térreo - Centro - Rio de Janeiro; II - nos demais casos: a) na IFE ITD, à Rua Visconde do Rio Branco, 55 para os contribuintes sediados no município do Rio de Janeiro; b) na repartição fiscal da região, na hipótese de contribuinte sediado fora do município do Rio de Janeiro. Art. 7º Nas hipóteses dos arts. 5º e 6º, o pedido será formalizado mediante o preenchimento e apresentação dos Anexos I e II e/ou III, e deverá ser protocolizado até o dia Art. 8º O pedido de parcelamento de débitos de ICMS deverá ser instruído com os seguintes documentos: I - cópia do Contrato Social da empresa ou da Declaração de Firma Individual e cópia do documento de identidade do requerente; II - procuração, nos casos de pedido feito por terceiros. Art. 9º O pedido de parcelamento de débitos de ITD deverá ser instruído com os seguintes documentos: I - DARJ referentes aos lançamentos das Guias de Controle a serem parceladas; II - cópia do documento de identidade e CPF do requerente; III - procuração ou outro documento que comprove a legitimidade do preposto, quando o pedido for feito por terceiros. Art. 10. Para o pagamento das parcelas, inclusive da primeira, o contribuinte deverá imprimir o DARJ no Portal de Pagamento da Secretaria de Fazenda, no endereço Parágrafo único. A primeira parcela vencerá em e as demais no dia 20 dos meses subseqüentes. DO PARCELAMENTO DE IPVA Art. 11. Os débitos de IPVA, não inscritos em dívida ativa, relativos aos exercícios de 2003 a 2008 poderão ser parcelados na forma prevista no art. 2º desta Portaria, observadas as seguintes normas: I - poderão solicitar o parcelamento: a) o proprietário do veículo; 3

4 b) o arrendatário do veículo; c) o comprador do veículo objeto de comunicação de venda prevista no art. 135 da Lei nº 9.503/97 - Código de Trânsito Brasileiro (CTB); d) o comprador de veículo cuja comunicação de venda, prevista no art. 135 da Lei nº 9.503/97 - Código de Trânsito Brasileiro (CTB), ainda não tenha sido realizada, desde que o pedido seja acompanhado de fotocópia autenticada do Certificado de Registro de Veículo - CRV (frente e verso). II - o formulário para o pedido de parcelamento de IPVA está disponível na página o qual, após devidamente preenchido, deverá ser impresso para envio à IFE 09 - IPVA, devendo constar o para correspondências e notificações. III - o pagamento da primeira parcela deverá ser realizado até IV - o vencimento das demais parcelas será no dia (20) dos meses subsequentes ao pagamento da primeira parcela. V - no prazo de 10 dias, contados do pagamento da primeira parcela, o contribuinte deve comparecer ou enviar correspondência com aviso de recebimento à Inspetoria de Fiscalização Especializada de IPVA - IFE 09, situada na Rua Visconde de Rio Branco, 22, Centro, Rio de Janeiro - RJ, CEP , contendo: a) O Pedido de parcelamento devidamente assinado e com firma reconhecida; b) Fotocópia autenticada do Certificado de Registro de Veículo - CRV (frente e verso), exigido somente dos compradores de veículo cuja comunicação venda prevista no art. 135 da Lei nº 9.503/97 - Código de Trânsito Brasileiro (CTB) ainda não tenha sido realizada. DO REPARCELAMENTO Art. 12. Havendo parcelamento em dia ou com atraso poderá o contribuinte requerer o reparcelamento nas seguintes condições: I - em até 30 (trinta) parcelas iguais com as seguintes reduções: a) 90% (noventa por cento) dos acréscimos moratórios, se débito não lançado em auto de infração; b) Se débito lançado em auto de infração: 1-90% (noventa por cento) da multa; 2-40% (quarenta por cento) dos acréscimos moratórios; c) 35% (trinta e cinco por cento) de redução, se débito oriundo de auto de infração por descumprimento de obrigação acessória. II - em até 60 (sessenta) parcelas iguais com as seguintes reduções: a) 80% (oitenta por cento) dos acréscimos moratórios, se débito não lançado em auto de infração; b) Se débito lançado em auto de infração: 1-80% (oitenta por cento) da multa; 2-35% (trinta e cinco por cento) dos acréscimos moratórios; 4

5 c) 30% (trinta por cento) de redução, se débito oriundo de auto de infração por descumprimento de obrigação acessória. Art. 13. Em qualquer dos casos a parcela não poderá ser menor do que 85% (oitenta e cinco por cento) do valor da parcela original. Art. 14. O pedido de reparcelamento deverá ser feito na repartição fiscal de circunscrição do contribuinte, obedecido o disposto nos arts. 8º e 9º. DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 15. Poderão ser objeto de pagamento à vista ou de parcelamento, com os mesmos benefícios da anistia, os débitos porventura não declarados, como por exemplo: I - receitas omitidas de qualquer espécie; (Vendas sem emissão de nota fiscal ou cupom fiscal - decorrente ou não de Cartões de Créditos, Débitos, Cheques, Omissões de Totalizadores "Z" e outras); II - erros nos somatórios dos Mapas Resumos dos ECFs ou MFD, transcritos no Livro Registro de Saídas; III - erros nas alíquotas dos produtos cadastros nos ECFs ou MFD; IV - diferencial de alíquota não apurado á época; V - FECP não apurado à época; VI - créditos indevidos lançados na escrita fiscal, dentre eles: Energia Elétrica, Comunicação, Uso e Consumo, Ativo Imobilizado, produtos sujeitos a Substituição Tributária, produtos da cesta básica e outros; VII - erros nos somatórios dos livros de entradas e/ou saídas ou nas transcrições destes totais para a GIA-ICMS; VIII - erros nos lançamentos das transferências entre estabelecimento, acarretando créditos indevidos nos estabelecimentos destinatários ou ausência de débitos nos estabelecimentos emitentes; IX - créditos indevidos de aquisições interestaduais, onde o remetente é beneficiário de incentivo fiscal no Estado de Origem, cuja legislação não é amparada por Convênio; X - ICMS não debitado referente aos serviços de comunicação interestaduais, conforme prevê o 3º do art. 30 da Lei nº 2657/96; XI - ICMS não debitado decorrente de saídas abaixo do custo nas transferências; XII - estorno de créditos decorrente de vendas abaixo do custo; XIII - ICMS a recolher declarado no Anexo VIII do Convênio ICMS nº 110/2007. XIV - outras. Art. 16. Não incide taxa de serviços estaduais sobre os parcelamentos ou reparcelamentos previstos nesta Portaria. Art. 17. Na hipótese de interesse em utilizar créditos representados por precatórios judiciais pendentes para liquidar débitos ainda não inscritos em dívida ativa, o contribuinte deverá solicitar a imediata inscrição em dívida ativa dos referidos débitos para fins de uso de precatórios, preenchendo o Anexo IV e entregando-o na repartição fiscal de circunscrição da empresa. 5

6 1º O pedido de que trata o caput deste artigo deve ser efetivado até o dia 14 de maio de 2010, conforme disposto no Decreto nº , de 30 de abril de º Na hipótese de o processo estar em julgamento de impugnação ou recurso, o pedido de desistência deverá ser entregue no respectivo órgão julgador. Art. 18. Considerando o disposto no art. 12 do Decreto nº /2010, no caso de parcelamento de ITD decorrente de doações de bens móveis objeto especificamente do "Programa de Apuração Especial de Imposto de Renda", fica delegada a competência da concessão do parcelamento, a título provisório, de imediato, ao próprio posto de atendimento, durante a vigência do REFIS. Art. 19. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Rio de Janeiro, 03 de maio de 2010 JOSÉ CORREA DA SILVA Superintendente 6

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