Palavras-chave Balanus trigonus; fouling ; recrutamento; sucessão ecológica; estuário; Santos

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Palavras-chave Balanus trigonus; fouling ; recrutamento; sucessão ecológica; estuário; Santos"

Transcrição

1 Recrutamento e colonização de cirripédios Balanus trigonus em painéis artificiais em águas estuarinas de Santos-SP, Brasil: um estudo de 45 meses. Giordano, F. 1 ; Borges, R. P. 1 ; Santos, J. A. P. 2 ; Rosso, S. 3 1 Universidade Santa Cecília Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade de Ecossistemas Marinhos 2 Universidade Santa Cecília Faculdade de Ciências e Tecnologia Biologia Marinha 3 Universidade de São Paulo - Depto. de Ecologia do Instituto de Biociências Os estudos sobre comunidades de organismos incrustantes de substratos artificiais fouling particularmente os de sucessão, revelaram que alguns desses animais apresentam características que os qualificam como oportunistas. Esse parece ser o caso de algumas cracas. O presente estudo buscou identificar as espécies de cirripédios que ocorreram na área final do estuário de Santos, bem como revelar características de sua ocorrência ao longo de um período de 45 meses em placas cerâmicas que compuseram duas abordagens distintas: avaliação da sucessão e do recrutamento. Os possíveis mecanismos que explicam essa ocorrência também foram investigados. Detectou-se apenas uma espécie de craca nas placas, Balanus trigonus, que apresentou nítida periodicidade. As ocorrências da espécie nas placas com avançado processo sucessional indicaram a existência de espaços liberados, passíveis de ocupação. Palavras-chave Balanus trigonus; fouling ; recrutamento; sucessão ecológica; estuário; Santos Cirriped Balanus trigonus colonization and recruitment in artificial panels in estuarine waters in Santos -SP, Brazil: a 45 months study. Fouling community organisms studies, specially the successional ones, reveal that some animals appear to be opportunists. That s the some barnacle s case. The aim of this study is to identify outer Santos estuary cirripeds species and to reveal their occurrence characteristics through 45 months growing in ceramic tiles substract. The work was developed in two distinct fronts: succession evaluation and recruitment evaluation. Also, it was evaluated mechanisms that possibly explain species occurrence. Only one specie was found, Balanus trigonus, that clearly demonstrated periodicity. Its occurrence in long time succession tiles indicated the need of free space available to be occupied. Keywords Balanus trigonus; fouling; recruitment; ecological succession; Santos estuary INTRODUÇÃO Tradicionalmente estudos descritivos de sucessão primária e dinâmica temporal da comunidade são baseados no monitoramento da composição específica e da abundância das espécies em curto prazo e, mais raramente, médio ou longo prazos. Isso ocorre notadamente em trabalhos envolvendo organismos do fouling. Alguns desses organismos apresentam-se com maior evidência nas comunidades de certas regiões, como é o caso de Balanus trigonus (Garcia & Salzwadel, 1995; Garcia & Moreno, 1998; Glasby, 1). UNISANTA BioScience p ; Vol. 2 nº 1, (13) Página 35

2 Estudos realizados com B. trigonus caracterizaram-na como uma espécie oportunista, de ampla distribuição e sucessora inicial (Werner, 1967; Ayling, 1976; Chalmer, 1982; García & Moreno, 1998). Chalmer (1982) observou ainda, que a persistência dessa craca no processo sucessional era curta e que não apresentava capacidade de invadir comunidades em estágios mais avançados, o que foi contestado por outros autores (Garcia & Salzwadel, 1995; Garcia & Moreno, 1998). Walker et al. (7) observaram dominância de Balanus sp. após mais de um ano de sucessão em recifes artificiais. O padrão temporal do recrutamento de cracas pode variar de uma região para outra. Em geral nas áreas temperadas ocorre nítida sazonalidade (Cecere & Matarrese, 1983); em regiões tropicais ou subtropicais o recrutamento tende a ocorrer ao longo de todo o ano (Sutherland & Karlson, 1977; Silva et al., 198; Chalmer, 1982; Omena et al., 1983; García & Moreno, 1998), embora haja relatos de sazonalidade em águas subtropicais (Brown & Swearingen, 1998). Foi observado que os padrões de assentamento são, em parte, responsáveis pelo direcionamento do processo sucessional (Chalmer, 1982;). Porém, há muitas evidências de que o recrutamento deve ser tratado como um processo estocástico (Keough, 1983, Cowen & Sponaugle, 9). A distribuição de larvas não ocorre da mesma forma em lugares distintos e isso tem influência na dinâmica das comunidades. Só que na quase totalidade dos estudos, não se tem informações a respeito dessa distribuição (Gaines et al., 1985). Acompanhar o recrutamento e a sucessão ecológica por um período superior a um ano traz importantes informações sobre padrões que antes poderiam ser atribuídos ao aspecto puramente sazonal ou mesmo a simples acaso. Neste trabalho, desenvolveu-se um estudo de médio-longo prazo (45 meses) sobre o recrutamento e a dinâmica da população de cirripédios em comunidades de invertebrados marinhos, em placas de "fouling" na região estuarina. Procurou-se elucidar Quais espécies de cirripédios ocorreram neste local durante a sucessão; quando se deu esta ocorrência; com que intensidade e quais são os mecanismos prováveis para se explicar essa ocorrência. MATERIAIS E MÉTODOS Dois conjuntos, cada um com quatro placas de cerâmica não vitrificada do tipo lajota colonial, com dimensões de 15 cm por 15 cm, foram montados em duas plataformas planas de PVC de,5 m 2 conforme descrito por Rocha (1988). Os conjuntos foram submersos, presos ao Píer do Clube de Pesca, localizado na Ponta da Praia, entrada do estuário de Santos (SP). As placas ficaram submersas a uma distância fixa de cerca de,5 metro acima do fundo. Os conjuntos foram montados com as faces a serem analisadas voltadas para baixo, de modo a evitar o recebimento de luz e o crescimento de algas. Deste modo o trabalho trata apenas dos seres heterótrofos. Um cuidado importante foi o de suspender cada conjunto por um único cabo, permitindo a rotação da plataforma e dessa forma evitando o estabelecimento de gradientes que poderiam introduzir dependência adicional entre as quatro placas. A imersão inicial se deu no meio do período de inverno de A partir daí as placas foram periodicamente retiradas a intervalos entre e 4 dias para registro de dados, e devolvidas em seguida ao mar. No meio do outono de 1997 foi realizada a última leitura, totalizando 5 coletas de dados. No caso das placas destinadas ao recrutamento, estas foram sistematicamente raspadas e lavadas antes de retornar ao mar. Os registros para posterior estimativa dos recobrimentos específicos foi realizado pelo método dos contatos. Para isso, utilizou-se um reticulado traçado sobre uma chapa transparente UNISANTA BioScience p ; Vol. 2 nº 1, (13) Página 36

3 acrílica delimitando pontos regularmente espaçados, constituindo um elemento amostral quadrado de 11cm x 11 cm. Para possibilitar análise de séries temporais, os valores de recobrimento foram padronizados para um intervalo de 3 dias por meio de interpolação. RESULTADOS Aparentemente não deve haver na área e no tempo transcorrido do trabalho, cirripédios capazes de recrutar no "fouling" e que sejam competidores à altura de Balanus trigonus daí, essa espécie ter dominado e usufruído sozinha o próprio sucesso na exploração dos recursos quando eles se apresentaram. As Figuras 1 e 2 mostram a distribuição percentual de ocorrência desse cirripédio em 4 pontos analisados periodicamente, evidenciando quais foram os momentos de maior abundância nas 5 coletas. Figura 1 Ocorrência de Balanus trigonus de 8/1993 a 4/1997 : recrutamento e sucessão com dados originais, não interpolados. O tratamento das séries de dados por filtragem do ruído através da média móvel de três pontos, indicou a ocorrência de uma leve tendência decrescente dos valores de recobrimento, tanto nas placas de recrutamento como nas de sucessão, como pode ser observado na Figura 2. Contudo, apenas a tendência na sucessão foi considerada significativa em análise da correlação de Spearman entre recobrimento filtrado e o tempo (Tabela 1). UNISANTA BioScience p ; Vol. 2 nº 1, (13) Página 37

4 6 RECRUTAMENTO INTERPOLADO 6 6 SUCESSÃO INTERPOLADA Recobrimento 3 3 Recobrimento Número das amostras Número das amostras Figura 2 Série de dados interpolados, após remoção de ruído pela média móvel; à esquerda, recobrimento percentual nas placas de recrutamento; à direita, recobrimento percentual nas placas de sucessão. Tabela 1 Correlação de Spearman nas placas de recrutamento e sucessão. Correlação N R p Tempo x recrutamento 48 -,281217,52838 Tempo x sucessão 47 -,298849,41297 DISCUSSÃO Banaigs & Wahl (1991) definem "fouling" como sendo a colonização de superfícies vivas ou não vivas por microorganismos, plantas ou animais sésseis em um fenômeno onipresente em ambientes marinhos. Um dos fatos comuns aos experimentos conduzidos sobre "fouling" empregando painéis é a breve duração destes, em geral não mais que doze meses (Relini, 1974). Uma nova dimensão de discussão pôde ser dada com este estudo de duração bem maior (45 meses). Segundo Pawlick (1992) e Rodriguez et al. (1993), larvas de invertebrados marinhos bênticos freqüentemente requerem um caminho químico para recrutarem e se metamorfosearem. Podemos imaginar, portanto, que nas placas estudadas esse caminho químico naturalmente tenha sido fornecido pelas condições ambientais gerais e mais especificamente pelo substrato, seja ele biológico ou não. O fato das placas estarem protegidas dos raios de luz impediu que as algas fizessem parte deste tipo de comunidade. Banaigs & Wahl (1991) definiram a intensidade da colonização pelo "fouling" em dada superfície como dependente de pelo menos três parâmetros principais: 1) Pressão do "fouling" local, que potencialmente é um produto do "pool" local de colonização e da "atividade biológica" das águas locais (temperatura, nutrientes iluminação). 2) Tempo de exposição da superfície considerada, a qual pode ser determinada pela longevidade de um organismo, em relação à freqüência média da perturbação física do substrato, abiótico ou biótico. 3) Propriedades físico-químicas de uma superfície não-viva (grau de aspereza e umidade do substrato, cor, toxicidade, etc.), ou viva (defesas "anti-fouling" de organismos). No presente experimento sugere-se que os dois primeiros destes três parâmetros devam ter influenciado mais a intensidade do "fouling". UNISANTA BioScience p ; Vol. 2 nº 1, (13) Página 38

5 A pressão do "fouling" local foi confirmada ao se comparar visualmente a fauna das placas com a das pilastras do píer. Via de regra mudanças da composição nas placas era acompanhada por mudanças também nas pilastras. O tempo de exposição da superfície das placas a uma variedade de perturbações também pode ter influenciado a comunidade, sobretudo no caso de espécies que por serem mais volumosas estavam mais sujeitas às perturbações físicas. Esses efeitos foram reportados por Xavier et al. (8), que relataram que a área perturbada exerce influência direta na estrutura da comunidade ao longo do seu desenvolvimento, bem como detectaram nítido favorecimento de espécies oportunistas. O comportamento das larvas levando a agregações de indivíduos varia largamente entre os invertebrados marinhos sésseis. Em geral, larvas de espécies aclonais dispersam-se amplamente, porém na maioria das vezes isso se dá através de mecanismos comportamentais complexos que ocorrem antes ou durante o recrutamento (Jackson, 1985). Quanto ao recrutamento por espécies aclonias, como as cracas, percebeu-se um comportamento fortemente invasor de espaços vazios, revelados por intensos e breves picos de abundância. Thiyagarajan et al. (6) reforçaram a idéia do aproveitamento dos espaços vazios por B. trigonus ao verificarem a grande influência de filmes de microorganismos na seleção de local pelas larvas. Os biofilmes estão diretamente relacionados aos espaços liberados no substrato primário. Segundo Sutherland & Karlson (1977), a seqüência de espécies em uma comunidade de ambiente marinho de substratos consolidados, depende da época do ano em que o processo se inicia apenas em ambientes onde a reprodução é marcadamente sazonal como é o caso de comunidades de clima temperado. Jackson (1977) estudando recifes de coral em clima tropical valorizou muito mais a estratégia de permanência das espécies na comunidade, sobretudo as coloniais, do que a suas estratégias de colonização. Garcia & Moreno (1998) demonstraram que B. trigonus foi a espécie mais proeminente do "fouling" em trecho do litoral da Colômbia, apresentando grande recrutamento nos meses do final de inverno e início de primavera. De fato nos meses 24 (julho de 95) e 36 (julho de 96) observaram-se taxas de recobrimento de B. trigonus em torno de 3 a 4 %. Os dados presentes, no entanto, não apontam total concordância com as informações de Garcia & Moreno (op.cit.), sobretudo porque o maior pico de recrutamento de B. trigonus deu-se no 9º mês, no outono, portanto. O estudo daqueles autores demonstrou ainda que a orientação dos indivíduos recrutados não é aleatória havendo uma preferência em relação a corrente marítima. Não detectou-se no presente estudo essa orientação diferencial; embora não tenha sido registrada formalmente, a orientação das cracas nunca pareceu ser sistemática. Considerando que as correntes de maré no Canal de Santos são essencialmente unidirecionais (nos dois sentidos), não haver padrão definido de orientação dos indivíduos de cracas recrutados pode ser uma confirmação do efeito homogeneizante do fato da plataforma poder girar em torno de seu eixo central. B. trigonus pode ser considerada oportunista, mantendo-se importante na comunidade em sucessão provavelmente ao se aproveitar, entre outras coisas, da dinâmica de espaços abertos. Os resultados obtidos mostram que a espécie está recrutando praticamente o ano todo, embora com aparente sazonalidade. UNISANTA BioScience p ; Vol. 2 nº 1, (13) Página 39

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BANAIGS, B. & WAHL, M. - Marine Epibiosis. III. Possible antifouling defense adaptation in Polysyncraton lacazei (Didemnidadae, Ascidiaceae). J. Exp. Mar. Biol. Ecol., v. 145, pp , CHALMER, P. N. - Settlement patterns of species in a marine fouling community and some mechanisms of succession. J. Exp. Mar. Biol. Ecol., v. 58, n. 1, pp , COWEN, R. K. & SPONAUGLE, S. Larval Dispersal and Marine Population Connectivity. Annu. Rev. Marine. Sci., v. 1, pp , 9. GARCÍA, B. C. & MORENO, I. - Recruitment, growth, mortality and orientation patterns of Balanus trigonus (Crustacea: Cirripedia) during succession on fouling plates. Scientia Marina, v. 62, n. 1-2, pp , 1998 JACKSON, J.B.C. - Competition on marine-hard substrata: The adaptative significance of solitary and colonial strategies. American Naturalist, v. 111, pp , JACKSON, J.B.C. - Distribution and ecology of clonal and aclonal benthic invertebrates In: Population, Biology and evolution of clonal organisms Edited by J.B.C. Jackson, Yale University Press, New Haven, Connecticut, pp , KEOUGH M.J. & P. T. RAIMONDI, 1995 Behaviour variability in marine larvae. Austr. J. Ecol. 15: KROHLING, W.; BROTTO, D.S.; ZALMON, I.R. - Fouling community recruitment on an artificial reef in the North Coast of Rio de Janeiro State. Journal of Coastal Research, Special Issue 39, pp , 6. MENGE, B. A. - Relative importance of recruitment and other cause of variation in rocky intertidal community structure. J. Exp. Mar. Biol. Ecol., v. 146, pp. 69-, MENGE B.A. & SUTHERLAND, J.P. - Species diversity gradient: Synthesis of the roles of predation, competition, and temporal heterogeneity. American Naturalist, v. 1, pp , MENGE, B. A.; LUBCHENCO, J.; GAINES, S.D.; ASHKENAS, L.R. - A test of the Menge- Sutherland model of community organization in a tropical rocky intertidal food web. UNISANTA BioScience p ; Vol. 2 nº 1, (13) Página 4

7 Oecologia, v. 71, pp , PAWLIK, J.R. - Chemical ecology of the settlement of benthic marine invertebrates. Oceanogr. Mar. Biol. Annu. Rev.,v. 3, pp , RELINI, G. - La colonizzazione dei substrati duri in mare. Mem. Biol. Mar. Oceanogr., v. 4, n. 6, pp , ROCHA, R. M. - Ascidias do Canal de São Sebastião: uma abordagem ecológica (São Sebastião-SP). Dissertação de mestrado. Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Biologia. 148 p., RODRIGUEZ, S.R.; OJEDA, F. P.; INETROSA, N.C. - Settlement of benthic marine invertebrates. Mar. Ecol. Progr. Ser., v. 97, pp , SUTHERLAND J.P. & KARLSON, R. H. - Development and stability of the fouling community at Beaufort, North Carolina. Ecol. Monogr., v. 41, pp , THIERY, R.G. - Environmental instability and community diversity. Biol. Rev., v. 57, pp , WALKER, S. J.; SCHLACHER, T. A.; SCHLACHER-HOENLINGER, M. A. - Spatial heterogeneity of epibenthos on artificial reefs: fouling communities in the early stages of colonization on an East Australian shipwreck. Mar. Ecology, v. 28, pp. 1-11, 7. THIYAGARAJAN, V.; LAU, S.C.K.; CHEUNG, S.C.K.; QIAN; P.-Y. - Cypris habitat selection facilitated by microbial films influences the vertical distribution of subtidal barnacle Balanus trigonus. Microbial Ecology, v. 51, pp , 6. XAVIER, E. A.; GAMA, B. A. P.; PORTO, T. F.; ANTUNES, Bruno L.; PEREIRA, Renato C. - Effects of disturbance area on fouling communities from a tropical environment: Guanabara Bay, Rio de Janeiro, Brazil. Brazilian Journal of Oceanography, v. 56, n. 2, pp , 8. AGRADECIMENTOS Aos alunos do Curso de Biologia da UNISANTA pelo apoio e dedicação durante as coletas de campo e nas análises de laboratório. UNISANTA BioScience p ; Vol. 2 nº 1, (13) Página 41

TÍTULO: ESTUDOS DE SUCESSÃO ECOLÓGICA DE ANIMAIS INCRUSTANTES MARINHOS, ATRAVÉS DE FOULING, EM PERUÍBE SP.

TÍTULO: ESTUDOS DE SUCESSÃO ECOLÓGICA DE ANIMAIS INCRUSTANTES MARINHOS, ATRAVÉS DE FOULING, EM PERUÍBE SP. TÍTULO: ESTUDOS DE SUCESSÃO ECOLÓGICA DE ANIMAIS INCRUSTANTES MARINHOS, ATRAVÉS DE FOULING, EM PERUÍBE SP. CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS INSTITUIÇÃO:

Leia mais

COMPLEXIBILIDADE E ESTABILIDADE DE COMUNIDADES. META Nessa aula é importante aprender sobre o conceito de complexidade e estabilidade de comunidades

COMPLEXIBILIDADE E ESTABILIDADE DE COMUNIDADES. META Nessa aula é importante aprender sobre o conceito de complexidade e estabilidade de comunidades COMPLEXIBILIDADE E ESTABILIDADE DE COMUNIDADES Aula 8 META Nessa aula é importante aprender sobre o conceito de complexidade e estabilidade de comunidades OBJETIVOS Ao final desta aula, o aluno deverá:

Leia mais

RECRUTAMENTO E SUCESSÃO ECOLÓGICA DA MACROFAUNA INCRUSTANTE EM SUBSTRATOS NO PORTO DO RECIFE - PE, BRASIL

RECRUTAMENTO E SUCESSÃO ECOLÓGICA DA MACROFAUNA INCRUSTANTE EM SUBSTRATOS NO PORTO DO RECIFE - PE, BRASIL RECRUTAMENTO E SUCESSÃO ECOLÓGICA DA MACROFAUNA INCRUSTANTE EM SUBSTRATOS NO PORTO DO RECIFE - PE, BRASIL Patrícia Paula Coelho Felipe NERY¹; Sigrid Neumann LEITÃO²*; Mucio Luiz Banja FERNANDES¹; Andréa

Leia mais

Ao final da aula, nós deveremos:

Ao final da aula, nós deveremos: 1 Sucessão ecológica 1. Variação temporal em comunidades: básico 2. Sucessões primária e secundária 3. Mecanismos biológicos e a sucessão 4. Resumo 5. Para saber mais Ao final da aula, nós deveremos: 1.

Leia mais

DETERMINAÇÃO DE DENSIDADE POPULACIONAL DE Callichirus major NA PRAIA DE JOSÉ MENINO SANTOS E ITARARÉ SÃO VICENTE.

DETERMINAÇÃO DE DENSIDADE POPULACIONAL DE Callichirus major NA PRAIA DE JOSÉ MENINO SANTOS E ITARARÉ SÃO VICENTE. DETERMINAÇÃO DE DENSIDADE POPULACIONAL DE Callichirus major NA PRAIA DE JOSÉ MENINO SANTOS E ITARARÉ SÃO VICENTE. Angela Cristina Chichitosti Pedrucci*, Roberto Pereira Borges** * Acadêmica da Faculdade

Leia mais

COLONIZAÇÃO DA MEIOFAUNA EM SUBSTRATOS ARTIFICIAIS EM ECOSSISTEMA LÊNTICO NO SEMIÁRIDO PARAIBANO. Fábio Lucas de Oliveira Barros

COLONIZAÇÃO DA MEIOFAUNA EM SUBSTRATOS ARTIFICIAIS EM ECOSSISTEMA LÊNTICO NO SEMIÁRIDO PARAIBANO. Fábio Lucas de Oliveira Barros COLONIZAÇÃO DA MEIOFAUNA EM SUBSTRATOS ARTIFICIAIS EM ECOSSISTEMA LÊNTICO NO SEMIÁRIDO PARAIBANO Fábio Lucas de Oliveira Barros Laboratório de meiofauna (LABMEIO) /Universidade Federal de Campina Grande/

Leia mais

Investigação da sucessão ecológica em substratos artificiais na marina de Oeiras

Investigação da sucessão ecológica em substratos artificiais na marina de Oeiras Investigação da sucessão ecológica em substratos artificiais na marina de Oeiras IV Congresso A Ponte entre a Escola e a Ciência Azul 31/05/2017 Catarina Taveira, Clara Casanova, Laura Ferreira, Maria

Leia mais

CONCEITOS DE ECOLOGIA. É a história natural científica que se relaciona à sociologia e economia dos animais (Elton,1937)

CONCEITOS DE ECOLOGIA. É a história natural científica que se relaciona à sociologia e economia dos animais (Elton,1937) CONCEITOS DE ECOLOGIA É a ciência das biocenoses (Clemens, 1916) É a história natural científica que se relaciona à sociologia e economia dos animais (Elton,1937) É a ciência que estuda as leis que regem

Leia mais

Ervas marinhas: Ecologia e produção primária

Ervas marinhas: Ecologia e produção primária Ervas marinhas: Ecologia e produção primária João Silva Centro de Ciências do Mar do Algarve ERVAS MARINHAS SEAGRASSES O que são ervas marinhas? As ervas marinhas são angiospérmicas (plantas com flor),

Leia mais

ESTUDO QUALITATIVO DE SUCESSÃO DA FAUNA INCRUSTANTE SOBRE RECIFES ARTIFICIAIS EM ÁREA SOB INFLUÊNCIA DE USINA TERMOELÉTRICA EM PERNAMBUCO, BRASIL 1.

ESTUDO QUALITATIVO DE SUCESSÃO DA FAUNA INCRUSTANTE SOBRE RECIFES ARTIFICIAIS EM ÁREA SOB INFLUÊNCIA DE USINA TERMOELÉTRICA EM PERNAMBUCO, BRASIL 1. ESTUDO QUALITATIVO DE SUCESSÃO DA FAUNA INCRUSTANTE SOBRE RECIFES ARTIFICIAIS EM ÁREA SOB INFLUÊNCIA DE USINA TERMOELÉTRICA EM PERNAMBUCO, BRASIL 1. Múcio Luiz Banja Fernandes 2 ; Andréa Karla Pereira

Leia mais

O melhor lugar para se viver: o caso do camarão-ferrinho 1. Danielle Mayumi Tamazato Santos*

O melhor lugar para se viver: o caso do camarão-ferrinho 1. Danielle Mayumi Tamazato Santos* O melhor lugar para se viver: o caso do camarão-ferrinho 1 Danielle Mayumi Tamazato Santos* Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Câmpus de Assis. Departamento de Ciências Biológicas.

Leia mais

Influência do efeito de borda na riqueza de formigas em Cerradão

Influência do efeito de borda na riqueza de formigas em Cerradão Influência do efeito de borda na riqueza de formigas em Cerradão Danilo Fortunato, João Victor Caetano, Lauana Nogueira, Pamela Moser, Simone Reis, Taric Plaza Orientador do projeto: Reginaldo Constantino

Leia mais

Ecologia Introdução - Natureza

Ecologia Introdução - Natureza Introdução - Natureza http://travel.guardian.co.uk www.cantodasaves.hpg.ig.com.br Introdução - Ecologia Ecologia - ciência Aplicação do método científico Ciência fundamentalmente empírica, baseada em experimentação

Leia mais

USO DE NINHOS ARTIFICIAIS COMO METODOLOGIA PARA VERIFICAR A TAXA DE PREDAÇÃO DE NINHOS EM DOIS AMBIENTES: BORDA E INTERIOR DE MATA

USO DE NINHOS ARTIFICIAIS COMO METODOLOGIA PARA VERIFICAR A TAXA DE PREDAÇÃO DE NINHOS EM DOIS AMBIENTES: BORDA E INTERIOR DE MATA USO DE NINHOS ARTIFICIAIS COMO METODOLOGIA PARA VERIFICAR A TAXA DE PREDAÇÃO DE NINHOS EM DOIS AMBIENTES: BORDA E INTERIOR DE MATA Ivonete Batista Santa Rosa Gomes 1 Mariluce Rezende Messias 2 Resumo:

Leia mais

BI63B - ECOSSISTEMAS. Profa. Patrícia C. Lobo Faria

BI63B - ECOSSISTEMAS. Profa. Patrícia C. Lobo Faria BI63B - ECOSSISTEMAS Profa. Patrícia C. Lobo Faria pclfaria@uol.com.br http://paginapessoal.utfpr.edu.br/patricialobo Fonte: http://www.portalescolar.net http://exame.abril.com.br/mundo/noticias /fotografa-retrata-urso-polar-no-articoem-pele-e-osso

Leia mais

ESTUDO DO CONFORTO TÉRMICO DIURNO EM ESCOLAS PÚBLICAS NO MUNÍCIPIO DE BRAGANÇA-PA.

ESTUDO DO CONFORTO TÉRMICO DIURNO EM ESCOLAS PÚBLICAS NO MUNÍCIPIO DE BRAGANÇA-PA. ESTUDO DO CONFORTO TÉRMICO DIURNO EM ESCOLAS PÚBLICAS NO MUNÍCIPIO DE BRAGANÇA-PA. Ronaldo da Silva Rodrigues¹; Antonio Carlos Lôla da Costa²; Bruno Takeshi Tanaka Portela³; Paulo Henrique Lopes Gonçalves

Leia mais

2º RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DO PROJETO PLANTE BONITO

2º RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DO PROJETO PLANTE BONITO 2º RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DO PROJETO PLANTE BONITO PLANTIO NAS MARGENS DO CORREGO RESTINGA BONITO MS. 1. Apresentação O plantio de 104 mudas nas margens do córrego Restinga, localizado no perímetro

Leia mais

População conjunto de indivíduos de uma mesma espécie que ocorrem juntos em uma mesma área geográfica no mesmo intervalo de tempo (concomitantemente)

População conjunto de indivíduos de uma mesma espécie que ocorrem juntos em uma mesma área geográfica no mesmo intervalo de tempo (concomitantemente) Conceitos Básicos de Ecologia Professora: Patrícia Hamada Colégio HY Três Lagoas, MS População conjunto de indivíduos de uma mesma espécie que ocorrem juntos em uma mesma área geográfica no mesmo intervalo

Leia mais

VARIABILIDADE DA PRECIPITAÇÃO EM CAMPO GRANDE, MATO GROSSO DO SUL

VARIABILIDADE DA PRECIPITAÇÃO EM CAMPO GRANDE, MATO GROSSO DO SUL VARIABILIDADE DA PRECIPITAÇÃO EM CAMPO GRANDE, MATO GROSSO DO SUL CÁTIA C. B. RODRIGUES 1, HÉRCULES ARCE², ROSEMEIRE V. GOMES³ 1 Meteorologista, Responsável técnica pelo CEMTEC/AGRAER, Campo Grande MS,

Leia mais

Análise comportamental do deslocamento do caramujo Littorina flava em costão rochoso da Praia Barra do Una, Peruíbe - SP

Análise comportamental do deslocamento do caramujo Littorina flava em costão rochoso da Praia Barra do Una, Peruíbe - SP Análise comportamental do deslocamento do caramujo Littorina flava em costão rochoso da Praia Barra do Una, Peruíbe - SP Brunna da Silva Vianna 1 ; Fabio Giordano 2 ; Paloma Sant Anna Dominguez 1 ; Walter

Leia mais

ESTUDOS DOS MACROINVERTEBRADOS ASSOCIADOS À VEGETAÇÃO AQUÁTICA NO RIO NOVO - FAZENDA CURICACA, POCONÉ, MT

ESTUDOS DOS MACROINVERTEBRADOS ASSOCIADOS À VEGETAÇÃO AQUÁTICA NO RIO NOVO - FAZENDA CURICACA, POCONÉ, MT 1 ESTUDOS DOS MACROINVERTEBRADOS ASSOCIADOS À VEGETAÇÃO AQUÁTICA NO RIO NOVO - FAZENDA CURICACA, POCONÉ, MT DANILO G. Q. RIBEIRO DA SILVA 1, DAVI COUTO VALLE 1, EMANUEL LIMA TORRILHAS 1, MARIA EMILIANA

Leia mais

BIE-212: Ecologia Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental. Condições e recursos

BIE-212: Ecologia Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental. Condições e recursos BIE-212: Ecologia Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental Condições e recursos Programa Introdução Módulo I: Organismos Forrageamento Mecanismos de defesa Seleção sexual e cuidado parental Condições

Leia mais

Comunidade: definição

Comunidade: definição 1 Comunidade: definição 1. Definições e a importância dos padrões 2. Riqueza, diversidade e padrões de abundância 3. Padrões espaciais em comunidades 4. Resumo 5. Para saber mais... Ao final da aula, nós

Leia mais

COMISSÃO PERMANENTE DE SELEÇÃO COPESE PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO PROGRAD CONCURSO PISM III - TRIÊNIO PROVA DE BIOLOGIA

COMISSÃO PERMANENTE DE SELEÇÃO COPESE PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO PROGRAD CONCURSO PISM III - TRIÊNIO PROVA DE BIOLOGIA Questão 1: Os hormônios atuam como mensageiros químicos sobre determinado tecido, órgão ou sobre outra glândula endócrina, exercendo seus efeitos mesmo em quantidades muito pequenas. Sobre os hormônios,

Leia mais

Anais III Simpósio Regional de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto Aracaju/SE, 25 a 27 de outubro de 2006

Anais III Simpósio Regional de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto Aracaju/SE, 25 a 27 de outubro de 2006 VARIAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DE BOSQUES DE MANGUE CUNHA-LIGNON, M. 1 INTRODUÇÃO: Os manguezais são ecossistemas característicos das zonas estuarinas tropicais e subtropicais. Por muitos anos, os manguezais

Leia mais

Processos neutros em comunidades

Processos neutros em comunidades 1 Processos neutros em comunidades 1. Seleção levando ao neutro? 2. A teoria unificada da biodiversidade e da biogeografia 3. Evidência empírica 4. Resumo 5. Para saber mais Ao final da aula, nós deveremos:

Leia mais

Biodiversidade e prosperidade económica

Biodiversidade e prosperidade económica Biodiversidade e prosperidade económica Helena Castro e Helena Freitas Centro de Ecologia Funcional Universidade de Coimbra O que é a biodiversidade? Biodiversidade é a variedade de seres vivos. Aqui se

Leia mais

SILVICULTURA. Enga Agra Clélia Maria Mardegan

SILVICULTURA. Enga Agra Clélia Maria Mardegan SILVICULTURA Enga Agra Clélia Maria Mardegan ECOLOGIA FLORESTAL GRUPOS ECOLÓGICOS, DINÂMICA DE CLAREIRAS, SUCESSÃO SECUNDÁRIA, RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA. ESTRUTURA DAS FLORESTAS TROPICAIS Restauração e Sucessão

Leia mais

Discente do Curso de Ciências Biológicas FAP. Diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca. Coordenadores de campo do Projeto Baleia Franca

Discente do Curso de Ciências Biológicas FAP. Diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca. Coordenadores de campo do Projeto Baleia Franca COMPORTAMENTO DE PARES DE FÊMEAS COM FILHOTES DE BALEIAS-FRANCA-AUTRAIS (Eubalaena australis) NA TEMPORADA REPRODUTIVA DE 2013, ENSEADA DA RIBANCEIRA E IBIRAQUERA, SANTA CATARINA, BRASIL SILVA, M. D. 1

Leia mais

ASPECTOS DA BIOLOGIA POPULACIONAL DO TUCUNARÉ (Cichla piquiti) NO RESERVATÓRIO DE LAJEADO, RIO TOCANTINS

ASPECTOS DA BIOLOGIA POPULACIONAL DO TUCUNARÉ (Cichla piquiti) NO RESERVATÓRIO DE LAJEADO, RIO TOCANTINS 11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas ASPECTOS DA BIOLOGIA POPULACIONAL DO TUCUNARÉ (Cichla piquiti) NO RESERVATÓRIO DE LAJEADO, RIO TOCANTINS Leandro Amorim da Silva 1, Fernando Mayer Pelicice

Leia mais

Prof. Dr. Roberto M. Shimizu. Prof. Dr. Sergio Rosso.

Prof. Dr. Roberto M. Shimizu. Prof. Dr. Sergio Rosso. Ecologia BIE210 Prof. Dr. Roberto M. Shimizu (rshimizu@ib.usp.br) Prof. Dr. Sergio Rosso (serrosso2@gmail.com) Aula de hoje: 1.Introdução geral ao curso. 2.O que é Ecologia? 3.Ecossistema: a) conceito

Leia mais

ISSN: INTERAÇÃO ENTRE PROCESSOS DE COLONIZAÇÃO E SUCESSÃO ECOLÓGICA DE COMUNIDADES BIOINCRUSTANTES NA PRAIA DE PIEDADE.

ISSN: INTERAÇÃO ENTRE PROCESSOS DE COLONIZAÇÃO E SUCESSÃO ECOLÓGICA DE COMUNIDADES BIOINCRUSTANTES NA PRAIA DE PIEDADE. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO Departamento de Oceanografia TROPICAL OCEANOGRAPHY ONLINE ISSN: 1679-3013 INTERAÇÃO ENTRE PROCESSOS DE COLONIZAÇÃO E SUCESSÃO ECOLÓGICA DE COMUNIDADES BIOINCRUSTANTES

Leia mais

A MÚSICA DA BIODIVERSIDADE

A MÚSICA DA BIODIVERSIDADE Caroço-da-terra: ensaios agroecológicos A MÚSICA DA BIODIVERSIDADE Paula Martins paulamartins339@gmail.com O planeta possui uma grande diversidade de espécies que o caracterizam como um grande indivíduo

Leia mais

Monitoramento da Salinidade 2015.

Monitoramento da Salinidade 2015. Estado do Rio Grande do Sul Monitoramento da Salinidade 2015. Os dados diários de salinidade foram coletadas no âmbito do Contrato n 691/2014 SUPRG/FURG, relativo ao Monitoramento das espécies invasoras

Leia mais

Ecologia Marinha. Programa/Conteúdo/Métodos Ensino Teórico e Prático. Pedro Ré (Teóricas) 2007/2008

Ecologia Marinha. Programa/Conteúdo/Métodos Ensino Teórico e Prático. Pedro Ré (Teóricas) 2007/2008 Ecologia Marinha Programa/Conteúdo/Métodos Ensino Teórico e Prático Pedro Ré (Teóricas) 2007/2008 Joana Figueiredo, Sónia Brazão, Filipa Faleiro, Gil Penha-Lopes (Práticas) AULAS TEÓRICAS I- Ecologia do

Leia mais

Comunidade é a assembléia de populações de várias espécies que vivem no mesmo lugar.

Comunidade é a assembléia de populações de várias espécies que vivem no mesmo lugar. Comunidade é a assembléia de populações de várias espécies que vivem no mesmo lugar. Interações interespecíficas = relações entre espécies em uma comunidade Exemplos: competição, predação, herbivoria,

Leia mais

BIE-212: Ecologia Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental. Condições e recursos

BIE-212: Ecologia Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental. Condições e recursos BIE-212: Ecologia Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental Condições e recursos Programa Introdução Módulo I: Organismos Forrageamento & Mecanismos de defesa Reprodução: seleção sexual e cuidado

Leia mais

SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS INTEGRADAS DA UNAERP CAMPUS GUARUJÁ

SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS INTEGRADAS DA UNAERP CAMPUS GUARUJÁ SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS INTEGRADAS DA UNAERP CAMPUS GUARUJÁ Vulnerabilidade dos bancos naturais de mexilhões Perna perna na Baía de Santos. Nathalia de Sousa Motta Acadêmica em Oceanografia

Leia mais

SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS INTEGRADAS DA UNAERP CAMPUS GUARUJÁ

SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS INTEGRADAS DA UNAERP CAMPUS GUARUJÁ SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS INTEGRADAS DA UNAERP CAMPUS GUARUJÁ Vulnerabilidade dos bancos naturais de mexilhões Perna perna na Baía de Santos. Nathalia de Sousa Motta Acadêmica em Oceanografia

Leia mais

Ecologia de comunidades. Padrões e processos. Alexandre Palma

Ecologia de comunidades. Padrões e processos. Alexandre Palma Ecologia de comunidades Padrões e processos Alexandre Palma Comunidades Definição Conjunto de organismos de diferentes espécies vivendo em um dado local e tempo. Ecologia de comunidades Estudo dos padrões

Leia mais

Fragmentação. Umberto Kubota Laboratório de Interações Inseto Planta Dep. Zoologia IB Unicamp

Fragmentação. Umberto Kubota Laboratório de Interações Inseto Planta Dep. Zoologia IB Unicamp Fragmentação Umberto Kubota ukubota@gmail.com Laboratório de Interações Inseto Planta Dep. Zoologia IB Unicamp Fragmentação ou Mosaicos Naturais Fragmentação Processo no qual um habitat contínuo é dividido

Leia mais

Impactes na biodiversidade

Impactes na biodiversidade Impactes na biodiversidade A biodiversidade Biodiversidade é a variabilidade entre os organismos vivos de todas as fontes, inter alia, meio terrestre, meio marinho, e outros ecossistemas aquáticos e os

Leia mais

EFEITOS DE FRENTES FRIAS NO COMPORTAMENTO CLIMÁTICO DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA (ES)

EFEITOS DE FRENTES FRIAS NO COMPORTAMENTO CLIMÁTICO DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA (ES) EFEITOS DE FRENTES FRIAS NO COMPORTAMENTO CLIMÁTICO DO MUNICÍPIO DE VITÓRIA (ES) ANDERSON DA SILVA. SIMÕES 1, WESLEY SOUZA CAMPOS CORREA 2, EBERVAL MARCHIORO 3. 1 Graduando de Geografia, Universidade Federal

Leia mais

TÍTULO: LEVANTAMENTO DE BRIÓFITAS NA VEGETAÇÃO DO MUNICÍPIO DE BAURU-SP

TÍTULO: LEVANTAMENTO DE BRIÓFITAS NA VEGETAÇÃO DO MUNICÍPIO DE BAURU-SP Anais do Conic-Semesp. Volume 1, 2013 - Faculdade Anhanguera de Campinas - Unidade 3. ISSN 2357-8904 TÍTULO: LEVANTAMENTO DE BRIÓFITAS NA VEGETAÇÃO DO MUNICÍPIO DE BAURU-SP CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA:

Leia mais

Dinâmica da Vegetação Aquática Submersa no estuário da Lagoa dos Patos (Projeto DIVAS)

Dinâmica da Vegetação Aquática Submersa no estuário da Lagoa dos Patos (Projeto DIVAS) Dinâmica da Vegetação Aquática Submersa no estuário da Lagoa dos Patos (Projeto DIVAS) PELD I - Distribuição e Produção de Ruppia maritima Pesquisadores: Ulrich Seeliger (Coordenador), César Vieira Cordazzo

Leia mais

VARIAÇÃO ESPACIAL DA ABERTURA DE DOSSEL EM FLORESTA E PLANTIO DE CACAU NA RPPN DA SERRA DO TEIMOSO, BA

VARIAÇÃO ESPACIAL DA ABERTURA DE DOSSEL EM FLORESTA E PLANTIO DE CACAU NA RPPN DA SERRA DO TEIMOSO, BA VARIAÇÃO ESPACIAL DA ABERTURA DE DOSSEL EM FLORESTA E PLANTIO DE CACAU NA RPPN DA SERRA DO TEIMOSO, BA Andrade S.C.S. 1 ; Castro, L.S. 2 ; Coelho, C.P. 3 ; Fialho, M.S. 4 ; Pinheiro, T.F. 5 ; Santos, F.A.M.

Leia mais

Ciências do Ambiente. Prof. M.Sc. Alessandro de Oliveira Limas Engenheiro Químico (UNISUL ) Mestre em Engenharia de Alimentos (UFSC )

Ciências do Ambiente. Prof. M.Sc. Alessandro de Oliveira Limas Engenheiro Químico (UNISUL ) Mestre em Engenharia de Alimentos (UFSC ) Ciências do Ambiente Prof. M.Sc. Alessandro de Oliveira Limas Engenheiro Químico (UNISUL - 1995) Mestre em Engenharia de Alimentos (UFSC - 2002) Ciências Ambientais Estudo sistemático tico da natureza

Leia mais

Conceitos florestais e Sucessão Ecológica

Conceitos florestais e Sucessão Ecológica CAMPUS NILO PEÇANHA PINHEIRAL Disciplina: Ecologia Florestal Conceitos florestais e Sucessão Ecológica Prof a. Dr a. Cristiana do Couto Miranda O que é Floresta? Qual é a importância? VÁRIOS TIPOS DE FLORESTAS

Leia mais

VARIABILIDADE ESPACIAL E TEMPORAL DAS ESTAÇÕES NO ESTADO DE SÃO PAULO PARA AS VARIAVEIS TEMPERATURA E PRECIPITAÇÃO

VARIABILIDADE ESPACIAL E TEMPORAL DAS ESTAÇÕES NO ESTADO DE SÃO PAULO PARA AS VARIAVEIS TEMPERATURA E PRECIPITAÇÃO VARIABILIDADE ESPACIAL E TEMPORAL DAS ESTAÇÕES NO ESTADO DE SÃO PAULO PARA AS VARIAVEIS TEMPERATURA E PRECIPITAÇÃO BRUNO PARALUPPI CESTARO¹; JONATAN DUPONT TATSCH²; HUMBERTO RIBEIRO DA ROCHA³ ¹ Meteorologista,

Leia mais

Identificação da biodiversidade encontrada no costão rochoso da praia do Caramborê, Peruíbe, São Paulo, Brasil

Identificação da biodiversidade encontrada no costão rochoso da praia do Caramborê, Peruíbe, São Paulo, Brasil Identificação da biodiversidade encontrada no costão rochoso da praia do Caramborê, Peruíbe, São Paulo, Brasil Barbara Faria Lourenço 1 ; Edinéia Farraboti 1 ; Neilton Carvalho 1 ; Antônio Rosendo 1 ;

Leia mais

ECOLOGIA DEFINIÇÃO: ESTUDO DAS RELAÇÕES DOS SERES VIVOS ENTRE SI E COM O MEIO AMBIENTE. IMPORTÂNCIA DA ECOLOGIA

ECOLOGIA DEFINIÇÃO: ESTUDO DAS RELAÇÕES DOS SERES VIVOS ENTRE SI E COM O MEIO AMBIENTE. IMPORTÂNCIA DA ECOLOGIA ECOLOGIA DEFINIÇÃO: ESTUDO DAS RELAÇÕES DOS SERES VIVOS ENTRE SI E COM O MEIO AMBIENTE. IMPORTÂNCIA DA ECOLOGIA RACIONALIZAÇÃO DOS DESMATAMENTOS E DA EXPLORAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS CONTROLE DA POLUIÇÃO

Leia mais

EFEITO DO ISOLAMENTO E DO TAMANHO DA ÁREA SOBRE RIQUEZA DE ESPÉCIES DE FAUNA ABRIGADA EM TRONCOS

EFEITO DO ISOLAMENTO E DO TAMANHO DA ÁREA SOBRE RIQUEZA DE ESPÉCIES DE FAUNA ABRIGADA EM TRONCOS EFEITO DO ISOLAMENTO E DO TAMANHO DA ÁREA SOBRE RIQUEZA DE ESPÉCIES DE FAUNA ABRIGADA EM TRONCOS Discentes: Letícia Gomes, Poliana Moreno, Geraldo Freire, Pamela Moser, Mariana Garcez Stein e Danilo Fortunato

Leia mais

Aula 7 PRODUTIVIDADE DOS ECOSSISTEMAS

Aula 7 PRODUTIVIDADE DOS ECOSSISTEMAS PRODUTIVIDADE DOS ECOSSISTEMAS Aula 7 META Apresentar produtividade primária nos ecossistemas terrestres, os fatores limitantes da produtividade e os padrões de produção primária nos ecossistemas aquáticos.

Leia mais

Densidade de Callichirus major (Say, 1818) nas praias do José Menino, Santos/SP, e Itararé, São Vicente/SP.

Densidade de Callichirus major (Say, 1818) nas praias do José Menino, Santos/SP, e Itararé, São Vicente/SP. Densidade de Callichirus major (Say, 1818) nas praias do José Menino, Santos/SP, e Itararé, São Vicente/SP. Fernanda A. Moschetto¹; Roberto Pereira Borges 2 1 Aluna bolsista CAPES no Mestrado em Ecologia

Leia mais

Ecologia de Populações Padrões de distribuição

Ecologia de Populações Padrões de distribuição Ecologia de Populações Padrões de distribuição Padrões de distribuição Os habitats existem como um mosaico de diferentes manchas, portanto, cada população vive dentro de manchas de habitats adequados.

Leia mais

Professora Leonilda Brandão da Silva

Professora Leonilda Brandão da Silva COLÉGIO ESTADUAL HELENA KOLODY E.M.P. TERRA BOA - PARANÁ Professora Leonilda Brandão da Silva E-mail: leonildabrandaosilva@gmail.com http://professoraleonilda.wordpress.com/ PROBLEMATIZAÇÃO Como você acha

Leia mais

Fatores de Formação do Solo

Fatores de Formação do Solo Clima Forma ativa e diferencial de atuação na formação do solo; Rochas iguais + condições climáticas diferentes = solos diferentes Rochas diferentes + condições climáticas iguais = solos iguais Sheila

Leia mais

Prof. Oriel Herrera Bonilla Monitores: Giuliane Sampaio John David

Prof. Oriel Herrera Bonilla Monitores: Giuliane Sampaio John David UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS ECOLOGIA Prof. Oriel Herrera Bonilla Monitores: Giuliane Sampaio John David Fortaleza - CE Versão 2010 Ecossistemas Duas fontes

Leia mais

Plano de monitorização e gestão de espécies invasoras na área de influência de Alqueva. Pedro Bettencourt; Sara de Sousa nemus.pt

Plano de monitorização e gestão de espécies invasoras na área de influência de Alqueva. Pedro Bettencourt; Sara de Sousa nemus.pt Plano de monitorização e gestão de espécies invasoras na área de influência de Alqueva Pedro Bettencourt; Sara de Sousa nemus.pt Índice 1. Introdução 2. Área de estudo 3. Objecto de estudo 4. Tendências

Leia mais

Ecossistemas Costeiros

Ecossistemas Costeiros Ecossistemas Costeiros ECOSSISTEMAS Ecossistema (grego oikos (οἶκος), casa + systema (σύστημα), sistema: sistema onde se vive) designa o conjunto formado por todas as comunidades que vivem e interagem

Leia mais

Desde a escola ouvimos uma antiga definição de que meio ambiente era chamado de tudo o que é vivo, ou seja, todas as coisas que vivem neste planeta e

Desde a escola ouvimos uma antiga definição de que meio ambiente era chamado de tudo o que é vivo, ou seja, todas as coisas que vivem neste planeta e O Meio Ambiente Desde a escola ouvimos uma antiga definição de que meio ambiente era chamado de tudo o que é vivo, ou seja, todas as coisas que vivem neste planeta e estão ligadas a vida dos seres humanos.

Leia mais

Componentes do Ambiente. Leonardo Rodrigues EEEFM GRAÇA ARANHA

Componentes do Ambiente. Leonardo Rodrigues EEEFM GRAÇA ARANHA Componentes do Ambiente Leonardo Rodrigues EEEFM GRAÇA ARANHA Bióticos: Seres vivos Microorganismos Animais Plantas Bióticos: Seres vivos Microorganismos Animais Plantas Abióticos: Físico Químico Luz Temperatura

Leia mais

Ecologia. introdução, fluxo de energia e ciclo da matéria. Aula 1/2

Ecologia. introdução, fluxo de energia e ciclo da matéria. Aula 1/2 Ecologia introdução, fluxo de energia e ciclo da matéria ANEXO CAPÍTULO 1 Importância da Ecologia Níveis de organização Componentes de um ecossistema Cadeia e teia alimentar Aula 1/2 Hábitat e nicho ecológico

Leia mais

Mecanismos de suprimento de nutrientes de planta através da Tecnologia do Consórcio Probiótico (TCP) e seu efeito na produção da colheita

Mecanismos de suprimento de nutrientes de planta através da Tecnologia do Consórcio Probiótico (TCP) e seu efeito na produção da colheita Mecanismos de suprimento de nutrientes de planta através da Tecnologia do Consórcio Probiótico (TCP) e seu efeito na produção da colheita Sumário Para que se continue aumentando a produção das colheitas,

Leia mais

VARIABILIDADE CLIMÁTICA INTERDECADAL DA PRECIPITAÇÃO NA AMÉRICA DO SUL EM SIMULAÇÕES DO PROJETO CMIP5

VARIABILIDADE CLIMÁTICA INTERDECADAL DA PRECIPITAÇÃO NA AMÉRICA DO SUL EM SIMULAÇÕES DO PROJETO CMIP5 VARIABILIDADE CLIMÁTICA INTERDECADAL DA PRECIPITAÇÃO NA AMÉRICA DO SUL EM SIMULAÇÕES DO PROJETO CMIP5 Paola F. A. COSTA, Alice M. GRIMM UFPR- Grupo de Meteorologia - Curitiba Paraná - grimm@fisica.ufpr.br

Leia mais

Workshop: FURG e Corsan - Mapeando Competências

Workshop: FURG e Corsan - Mapeando Competências # 2 # 1 1999-2000 Porto Alegre #1 Arroio Pelotas (Capítoli et. al., 2005); #2 Canal São Gonçalo (Burns et.al., 2005); #3 Lagoa Mirim (Langone 2005); #4 Reserva do Taim (Burns et.al., 2006) Histórico de

Leia mais

ÀS QUARTAS, NA APA MORCEGOS: INFINDÁVEL DIVERSIDADE ECOLÓGICA

ÀS QUARTAS, NA APA MORCEGOS: INFINDÁVEL DIVERSIDADE ECOLÓGICA ÀS QUARTAS, NA APA MORCEGOS: INFINDÁVEL DIVERSIDADE ECOLÓGICA ECOLOGIA Estudo das interações entre os organismos e o seu ambiente, nas suas componentes bióticas e abióticas DIVERSIDADE DE ESPÉCIES ESTRATÉGIAS

Leia mais

ECOSSISTEMA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS ECOLOGIA

ECOSSISTEMA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS ECOLOGIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS ECOLOGIA ECOSSISTEMA Prof.: Dr. ORIEL HERRERA Monitores: John David & Giuliane Sampaio Fortaleza/CE Versão 2010 ECOSSISTEMA

Leia mais

Produtividade. Prof. Dr. Francisco Soares Santos Filho (UESPI)

Produtividade. Prof. Dr. Francisco Soares Santos Filho (UESPI) Produtividade Prof. Dr. Francisco Soares Santos Filho (UESPI) Estudo de energia do ecossistema Foram iniciados em 1942 por R. L. Lindeman The trophic dynamic aspect of ecology A idéia geral foi converter

Leia mais

CÉLIO ROBERTO JÖNCK INFLUÊNCIA DE UMA QUEDA D ÁGUA NA RIQUEZA, COMPOSIÇÃO E ESTRUTURA TRÓFICA DA FAUNA DE DOIS REMANSOS DE UM RIO DA MATA ATLÂNTICA

CÉLIO ROBERTO JÖNCK INFLUÊNCIA DE UMA QUEDA D ÁGUA NA RIQUEZA, COMPOSIÇÃO E ESTRUTURA TRÓFICA DA FAUNA DE DOIS REMANSOS DE UM RIO DA MATA ATLÂNTICA CÉLIO ROBERTO JÖNCK INFLUÊNCIA DE UMA QUEDA D ÁGUA NA RIQUEZA, COMPOSIÇÃO E ESTRUTURA TRÓFICA DA FAUNA DE DOIS REMANSOS DE UM RIO DA MATA ATLÂNTICA Dissertação apresentada como requisito parcial à obtenção

Leia mais

ANÁLISE COMPARATIVA DA ATUAÇÃO DO FENÔMENO EL NIÑO /OSCILAÇÃO SUL ENTRE AS CIDADES DE RIO GRANDE E PELOTAS-RS PARA O PERÍODO DE

ANÁLISE COMPARATIVA DA ATUAÇÃO DO FENÔMENO EL NIÑO /OSCILAÇÃO SUL ENTRE AS CIDADES DE RIO GRANDE E PELOTAS-RS PARA O PERÍODO DE ANÁLISE COMPARATIVA DA ATUAÇÃO DO FENÔMENO EL NIÑO /OSCILAÇÃO SUL ENTRE AS CIDADES DE RIO GRANDE E PELOTAS-RS PARA O PERÍODO DE 199-1998. ABSTRACT Martins, Janaina Senna (1); Lanau, Lúcia; Saraiva (1)

Leia mais

2 Histórico e tendências atuais da recuperação ambiental

2 Histórico e tendências atuais da recuperação ambiental 2 Histórico e tendências atuais da recuperação ambiental Danilo Sette de Almeida SciELO Books / SciELO Livros / SciELO Libros ALMEIDA, DS. Histórico e tendências atuais da recuperação ambiental. In: Recuperação

Leia mais

ANÁLISE DE ANOS COM ESTIAGEM NA REGIÃO DE BAGÉ/RS

ANÁLISE DE ANOS COM ESTIAGEM NA REGIÃO DE BAGÉ/RS ANÁLISE DE ANOS COM ESTIAGEM NA REGIÃO DE BAGÉ/RS Flavio Varone 1,2,3, Simone Ferreira 2, Rita Alves 2 1 FEPAGRO Brasil - Rio Grande do Sul - fvarone@gmail.com 3 2 CEPSRM/UFRGS - Brasil - Rio Grande do

Leia mais

PEA Projeto em Engenharia Ambiental

PEA Projeto em Engenharia Ambiental PEA Projeto em Engenharia Ambiental Prof. Antonio Germano Martins Engenharia Ambiental UNESP Sorocaba Grupo do Rafa Ana Lúcia Fermino Oliveira Mirella Yonezawa Paulo Roberto Takahama Rafael Takayama Garrafoli

Leia mais

Aquecimento global Rise of temperature

Aquecimento global Rise of temperature Aquecimento global Rise of temperature Drop by drop. Comenius project What is Global warming? Aquecimento global é o aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da Terra ocorrido

Leia mais

AVALIAÇÃO DO CONFORTO TÉRMICO NO CENTRO URBANO DE JOÃO PESSOA-PB

AVALIAÇÃO DO CONFORTO TÉRMICO NO CENTRO URBANO DE JOÃO PESSOA-PB AVALIAÇÃO DO CONFORTO TÉRMICO NO CENTRO URBANO DE JOÃO PESSOA-PB Natieli Tenório da Silva 1, 2, Diego Monteiro da Silva 1, José Fernandes de Souza Filho 1, Marcelo de Oliveira Moura 1 Universidade Federal

Leia mais

AJUSTE DE UM MODELO DE SÉRIES TEMPORAIS PARA PREVISÃO DA TEMPERATURA MÍNIMA DO AR PARA LAVRAS/MG EM 2011

AJUSTE DE UM MODELO DE SÉRIES TEMPORAIS PARA PREVISÃO DA TEMPERATURA MÍNIMA DO AR PARA LAVRAS/MG EM 2011 AJUSTE DE UM MODELO DE SÉRIES TEMPORAIS PARA PREVISÃO DA TEMPERATURA MÍNIMA DO AR PARA LAVRAS/MG EM 2011 LUIZ G. CARVALHO 1, CAMILA C. ALVARENGA 2 DANIELA C. RODRIGUES 3 1 Eng. Agrícola, Prof. Adjunto,

Leia mais

Ecossitemas e saúde Ambiental:: Prof MSc. Dulce Amélia Santos

Ecossitemas e saúde Ambiental:: Prof MSc. Dulce Amélia Santos SUCESSÃO ECOLÓGICA É a substituição sequencial de espécies em uma comunidade. Compreende todas as etapas desde a colonização das espécies pioneiras até o clímax. Engenharia Civil Disciplina Ecossistemas

Leia mais

Levantamento conquiológico da Praia do Boqueirão, Santos-SP.

Levantamento conquiológico da Praia do Boqueirão, Santos-SP. Levantamento conquiológico da Praia do Boqueirão, Santos-SP. A.A.C. Lucas¹; G.C. Zeineddine¹; B.G. Del Rey¹; B. Sassaki¹; C.R Nobre¹; P.C. Baroni¹; W. Barrella². ¹Discente do Programa de Pós-Graduação

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DR. SOLANO DE ABREU ABRANTES. Turma: A, B, C, D ANO: 8º ANO LECTIVO 2010/2011 ACTIVIDADES/ ESTRATÉGIAS. Discussão / Debate.

ESCOLA SECUNDÁRIA DR. SOLANO DE ABREU ABRANTES. Turma: A, B, C, D ANO: 8º ANO LECTIVO 2010/2011 ACTIVIDADES/ ESTRATÉGIAS. Discussão / Debate. ESCOLA SECUNDÁRIA DR. SOLANO DE ABREU ABRANTES 3º C.E.B. DISCIPLINA: Ciências Naturais Turma: A, B, C, D ANO: 8º ANO LECTIVO 2010/2011 COMPETÊNCIAS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS ACTIVIDADES/ ESTRATÉGIAS AULAS

Leia mais

Renascimento de florestas

Renascimento de florestas Renascimento de florestas regeneração na era do desmatamento Robin L. Chazdon SUMÁRIO 1. Percepções sobre florestas tropicais e regeneração natural... 15 1.1 Visão cíclica das florestas... 15 1.2 A resiliência

Leia mais

Macroinvertebrados bentônicos em riachos de cabeceira: Múltiplas abordagens de estudos ecológicos em bacias hidrográficas

Macroinvertebrados bentônicos em riachos de cabeceira: Múltiplas abordagens de estudos ecológicos em bacias hidrográficas Macroinvertebrados bentônicos em riachos de cabeceira: Múltiplas abordagens de estudos ecológicos em bacias hidrográficas Laboratório de Ecologia e Conservação ICB - UFPA Condições ecológicas em bacias

Leia mais

Sobre diversidade, escalas e padrões geográficos

Sobre diversidade, escalas e padrões geográficos Sobre diversidade, escalas e padrões geográficos Fabricio Villalobos Laboratorio de Ecologia Teórica e Síntese, ICB, UFG fabricio.villalobos@gmail.com Diversidade biológica cómo estudar-la? Nível de organização

Leia mais

Uso de séries temporais na análise da temperatura média mensal da cidade de Mossoró, RN

Uso de séries temporais na análise da temperatura média mensal da cidade de Mossoró, RN Uso de séries temporais na análise da temperatura média mensal da cidade de Mossoró, RN Ben Dêivide de Oliveira Batista 1 2 Tales Jesus Fernandes 2 Thelma Sáfadi 2 Wesley de Oliveira Santos 3 1 Introdução

Leia mais

Mestrando: Leonardo Martí. Orientador: Dr. Marcos E. C. Bernardes

Mestrando: Leonardo Martí. Orientador: Dr. Marcos E. C. Bernardes Análise da influência de eventos de El Niño e La Niña na produção e desembarque pesqueiro da Sardinha-verdadeira (Sardinella brasiliensis), no litoral do estado de São Paulo. Mestrando: Leonardo Martí

Leia mais

INFLUÊNCIA DE LA NIÑA SOBRE A CHUVA NO NORDESTE BRASILEIRO. Alice M. Grimm (1); Simone E. T. Ferraz; Andrea de O. Cardoso

INFLUÊNCIA DE LA NIÑA SOBRE A CHUVA NO NORDESTE BRASILEIRO. Alice M. Grimm (1); Simone E. T. Ferraz; Andrea de O. Cardoso INFLUÊNCIA DE LA NIÑA SOBRE A CHUVA NO NORDESTE BRASILEIRO Alice M. Grimm (1); Simone E. T. Ferraz; Andrea de O. Cardoso (1) Grupo de Meteorologia - Universidade Federal do Paraná Depto de Física Caixa

Leia mais

ECOSSISTEMAS CARACTERÍSTICAS

ECOSSISTEMAS CARACTERÍSTICAS ECOSSISTEMAS COMPONENTES, ESTRUTURA E CARACTERÍSTICAS ECOSSISTEMA Conjunto resultante da interação entre a comunidade e o ambiente inerte (Cap 1) 1. Unidade funcional básica, composta de uma BIOCENOSE

Leia mais

Guia do Professor Introdução

Guia do Professor Introdução Guia do Professor Introdução Uma simulação é um modelo dinâmico que busca representar, tanto quanto possível, o funcionamento real de um sistema, explorando as relações nele presentes. O Objeto Educacional,

Leia mais

INSTITUTO TECNOLÓGICO VALE ITV Curso de Mestrado Profissional (pós-graduação stricto sensu)

INSTITUTO TECNOLÓGICO VALE ITV Curso de Mestrado Profissional (pós-graduação stricto sensu) INSTITUTO TECNOLÓGICO VALE ITV Curso de Mestrado Profissional (pós-graduação stricto sensu) Uso Sustentável de Recursos Naturais em Regiões Tropicais Docentes Vera Lucia Imperatriz Fonseca, PhD. CV Lattes:

Leia mais

Discente do Curso de Ciências Biológicas FAP. Docente da faculdade de Apucarana. Mestre docente da Faculdade de Apucarana

Discente do Curso de Ciências Biológicas FAP. Docente da faculdade de Apucarana. Mestre docente da Faculdade de Apucarana DISTRIBUIÇÃO E OCORRÊNCIA DE BALEIAS FRANCAS AUSTRAIS (Eubalaena australis) NA ENSEADA DA PRAIA DA RIBANCEIRA NO LITORAL SUL DE SANTA CATARINA DA TEMPORADA REPRODUTIVA DE 2011 FLORIAN, D. P. 1 ; VILELA,

Leia mais

Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre. Processo de Seleção de Mestrado 2015 Questões Gerais de Ecologia

Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre. Processo de Seleção de Mestrado 2015 Questões Gerais de Ecologia Questões Gerais de Ecologia a. Leia atentamente as questões e responda apenas 3 (três) delas. identidade (RG) e o número da questão. 1. Como a teoria de nicho pode ser aplicada à Biologia da Conservação?

Leia mais

COMISSÃO PERMANENTE DE SELEÇÃO COPESE PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO PROGRAD CONCURSO VESTIBULAR 2010 PROVA DE BIOLOGIA

COMISSÃO PERMANENTE DE SELEÇÃO COPESE PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO PROGRAD CONCURSO VESTIBULAR 2010 PROVA DE BIOLOGIA Questão 1: O leitor já presenciou um encontro do mineiro com o mar? Eu já. E não quero ver de novo. Abandona-se tudo, roupas pelo caminho, carro na calçada, mãe no hospital, tudo passa, na lógica sedenta

Leia mais

EFEITOS LOCAIS E DE LARGA ESCALA NA DINÂMICA CLIMÁTICA DO MUNICÍPIO DE. Local and large scale effects on climate dynamics in Viçosa - Minas Gerais

EFEITOS LOCAIS E DE LARGA ESCALA NA DINÂMICA CLIMÁTICA DO MUNICÍPIO DE. Local and large scale effects on climate dynamics in Viçosa - Minas Gerais EFEITOS LOCAIS E DE LARGA ESCALA NA DINÂMICA CLIMÁTICA DO MUNICÍPIO DE Local and large scale effects on climate dynamics in Viçosa - Minas Gerais Jackson Martins Rodrigues Rafael de Ávila Rodrigues Flávio

Leia mais

Caracterização do microhabitat da estrela-do-mar Linckiaguildingii Gray, 1840que ocorre na Praia de Araçatiba, Ilha Grande, Angra dos Reis, Brasil

Caracterização do microhabitat da estrela-do-mar Linckiaguildingii Gray, 1840que ocorre na Praia de Araçatiba, Ilha Grande, Angra dos Reis, Brasil Caracterização do microhabitat da estrela-do-mar Linckiaguildingii Gray, 1840que ocorre na Praia de Araçatiba, Ilha Grande, Angra dos Reis, Brasil.. Amanda Vaccani do Carmo 1 Nayara Brandão Okada 2 Natalie

Leia mais

O que é a comunidade? Histórico. Histórico. Limite das comunidades - Nicho. Ecologia de Comunidade

O que é a comunidade? Histórico. Histórico. Limite das comunidades - Nicho. Ecologia de Comunidade Escalas de Organização Ecológica Ecologia de O que é a comunidade? Grupo de populações que coexistem no espaço e no tempo e interagem uma com as outras, direta ou indiretamente Interação ->? vegetal ->?

Leia mais

Comparação de Variáveis Meteorológicas Entre Duas Cidades Litorâneas

Comparação de Variáveis Meteorológicas Entre Duas Cidades Litorâneas Comparação de Variáveis Meteorológicas Entre Duas Cidades Litorâneas F. D. A. Lima 1, C. H. C. da Silva 2, J. R. Bezerra³, I. J. M. Moura 4, D. F. dos Santos 4, F. G. M. Pinheiro 5, C. J. de Oliveira 5

Leia mais

DIVERSIDADE. Priscila Rosa PGECOL Outubro 2007

DIVERSIDADE. Priscila Rosa PGECOL Outubro 2007 DIVERSIDADE Priscila Rosa PGECOL Outubro 2007 O QUE É DIVERSIDADE? Número de espécies encontradas em uma comunidade -RIQUEZA UNIFORMIDADE medida da distribuição no número de indivíduos entre as espécies

Leia mais

Talassociclo e Limnociclo. Profa. Dra. Vivian C. C. Hyodo

Talassociclo e Limnociclo. Profa. Dra. Vivian C. C. Hyodo Talassociclo e Limnociclo Profa. Dra. Vivian C. C. Hyodo BIOMAS DISTRIBUIÇÃO DOS NUTRIENTES VARIAÇÃO DO CLIMA SUPERFÍCIE DA TERRA GRANDE DIVERSIDADE DE HÁBITATS TOPOGRAFIA, ETC. GRANDE VARIEDADE DE SERES

Leia mais

Codex Troano: análise particional e principais gestos composicionais

Codex Troano: análise particional e principais gestos composicionais Codex Troano: análise particional e principais gestos composicionais MODALIDADE: COMUNICAÇÃO André Codeço dos Santos andrecdoeco@gmail.com Pauxy Gentil-Nunes pauxygnunes@gmail.com Resumo: Codex Troano

Leia mais