Palavras-chave: Etnomatemática; história da matemática; transdisciplinaridade.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Palavras-chave: Etnomatemática; história da matemática; transdisciplinaridade."

Transcrição

1 ENTRE O OCASO DO PARADIGMA CIENTÍFICO MODERNO E A EMERGÊNCIA DE NOVAS PROPOSTAS EPISTEMOLÓGICAS: O CASO DA ETNOMATEMÁTICA Gustavo Alexandre de Miranda 1 Faculdade das Américas Resumo: O objetivo deste trabalho é fazer uma leitura de dois momentos históricos distintos e entrelaçados: a do aparecimento da etnomatemática como campo de pesquisa formal; e a da emergência de críticas ao paradigma científico moderno. Embora, a princípio, essa problemática se mostre aberta e abrangente, a proposta é construir algumas reflexões a partir de um texto já clássico de Boaventura de Sousa Santos, de 1987, intitulado "Um Discurso sobre as Ciências". Parte-se aqui do pressuposto de que, sobretudo a partir das últimas décadas do século XX, e embasadas pelo pensamento de teóricos da complexidade e da transdisciplinaridade (MORIN, 2009; JAPIASSU, 2009), críticas acentuadas à produção e à difusão do conhecimento foram disparadas. A educação em geral e, particularmente, a educação matemática não ficaram à margem nesse processo. Bebendo, sobretudo, do cálice da filosofia e da história, trouxeram à pauta novas propostas e direções, muitas das quais enfatizando a necessidade de uma renovação epistemológica (D'AMBROSIO, 2009), bem como do reconhecimento (e consequente acolhimento) de culturas periféricas no fazer matemático (BISHOP, 1994; CARRAHER, 1988). Que relações podem ser traçadas entre essas duas histórias: a da crise do paradigma científico dominante e a da etnomatemática? Mais: que papel tem desempenhado a educação matemática frente a uma tal crise epistemológica? Uma possível resposta é construída a partir de alguns momentos históricos e de alguns preceitos do programa etnomatemática. Palavras-chave: Etnomatemática; história da matemática; transdisciplinaridade. 1. Introdução A proposta deste texto está ancorada em algumas premissas imediatas. Em primeiro lugar, na ideia de que, sob muitos aspectos, assiste-se hoje ao ocaso do paradigma científico oriundo da modernidade. Em segundo, na compreensão de que o desenvolvimento da educação matemática como campo de pesquisa não se deu, sobretudo no Brasil, alheio a essa problemática. Por fim, numa hipótese óbvia e observável na pesquisa em educação matemática nas últimas décadas (FIORENTINI, 1994; MELO, 2006): na compreensão de que a etnomatemática, como programa de pesquisa, está cada 1 Professor da área de educação e gestão e negócios da Faculdade das Américas.

2 vez mais atrelada às críticas que se vêm fazendo ao paradigma moderno, cartesiano e eurocêntrico de conhecimento, modelo esse que, entre outras coisas, tem também negado sistematicamente às culturas matemáticas periféricas o reconhecimento devido. Frente a essas premissas, que serão mais bem explicitadas no decurso deste trabalho, uma interrogação inicial se interpõe: que papel a educação matemática pode desempenhar num momento em que as limitações do paradigma científico dominante têm se mostrado tão evidentes? A proposta a seguir é construir uma leitura histórica a partir dessa pergunta. Para tanto, tomamos por referência o texto já clássico de Boaventura de Sousa Santos, de 1987, intitulado "Um Discurso sobre as Ciências"; e, ao final, traçamos algumas relações dessa temática com o campo da educação matemática, focalizando, principalmente, o Programa Etnomatemática. 2. Uma crise anunciada em dois movimentos Primeiro movimento. O início do período de consolidação da educação matemática, como campo de pesquisa formal, está localizado, como aponta Fiorentini (1994), na década de No Brasil, particularmente importantes foram os projetos realizados a partir de 1972, em parceria com a UNESCO, que desembocaram numa ação conjunta com a Organização dos Estados Americanos (OEA) e que, com a participação do PREMEN-MEC, impulsionaram a criação do PROMULMEC Projeto Multinacional para a Melhoria do Ensino de Ciências (MIRANDA, 2013). Esse projeto teve como desdobramento imediato a criação do Primeiro Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática da Unicamp, em E, segundo Melo (2006), foi um dos passos pioneiros rumo à instituição formal do ensino de matemática como campo de pesquisa. O PROMULMEC, porém, não foi o único (nem o primeiro) projeto com desdobramentos para a educação matemática. Antes dele, já se notava a efervescência da discussão nos congressos e conferências sobre o ensino de matemática pelo mundo. Em 1959, foi realizada a Conferência Royaumont, na França, cujo foco principal foi a reforma do currículo secundário; em 1960, encontros ocorreram em Zagrev e Dubrovnik, na Iugoslávia; em 1962, em Bolonha; em 1963, em Atenas; e, em 1969, a

3 UNESCO realizou o ICME (International Congress of Mathmatics Education), em Lyon, na França (SOARES, 2008). No Brasil, a discussão sobre o ensino de matemática também ganhou fôlego a partir do I Congresso Brasileiro do Ensino de Matemática, realizado em Salvador, Bahia, em Pinto (2005) argumenta que, já nesse primeiro congresso, as conclusões apontavam para uma questão aguda: a necessidade de reformar o ensino de matemática no Brasil. Em âmbito mundial, é desse período o surgimento do Movimento da Matemática Moderna, nas décadas de 1950 e Curiosamente, já naquela época, ficava patente que a ansiedade por melhorias no ensino de matemática atrelava-se diretamente a um evento tecnológico crucial: o lançamento do Sputnik, pela União Soviética, em Assim, segundo Schoenfeld (1991), o culto à Matemática Moderna (e a necessidade de reforma no ensino de matemática), no fundo, tinha também uma motivação políticotecnológica: era uma resposta imediata que os americanos tinham de dar aos russos (e, naturalmente, ao mundo inteiro). A partir de então, sobretudo das décadas de 1970 e 1980, o interesse formal pela pesquisa em educação matemática cresceu exponencialmente. Estavam lançadas as bases formais (e, posteriormente, institucionais) de nosso campo de saber! Embora ações particulares já tivessem ocorrido antes, como o caso de Euclides Roxo no Brasil (MIORIM, 1998; VALENTE, 2003), Felix Klein na Alemanha (BELTRÃO, 2001) e Silvanus Thompson na Inglaterra (MIRANDA, 2004), apenas para citar alguns, o fato novo era que, a partir da segunda metade do século XX, a pesquisa em educação matemática passava para um nível diferente, caminhando rumo à sua institucionalização e à composição de grupos de pesquisa Brasil afora. Segundo movimento. Ocorrendo de modo simultâneo a essa história, porém, um movimento aparentemente desconexo da educação matemática também ganha fôlego nesse período. São os movimentos de críticas e de dúvidas em relação ao paradigma científico da modernidade, que colocam em xeque de vez os modos de produção e de difusão do conhecimento. A matemática, e consequentemente seu ensino, não passa ilesa por esse período de questionamentos. Por representar a linguagem científica por excelência, logo algumas questões básicas surgem nesse panorama crítico: estaria a concepção tradicional de matemática também fadada a ser criticada? E seu ensino? E sua história?

4 A resposta para essas perguntas, como ficaria patente nas décadas posteriores, sobretudo a partir dos trabalhos de D'Ambrosio (1985; 1990), seria afirmativa. No entanto, não era a primeira vez que isso ocorria, visto que, segundo Schubring (1999), já em princípios do século XX era possível perceber o descontentamento com o ensino de matemática, razão por que esse período, principalmente com a criação do IMUK (Internacionale Mathematische Unterrichts Kommission), em 1908, acumulou incontáveis interrogações e iniciativas para a educação matemática. A diferença era que, desta vez, a natureza da crítica a partir da década de 1970 não focava mais exclusivamente o modo como o conteúdo matemático tradicional era transmitido nas salas de aula, mas, principalmente, a necessidade de reconhecer fazeres matemáticos distintos, oriundos de culturas diferentes, além é claro da necessidade de articular melhor os conteúdos. Estavam lançadas as bases para o Programa Etnomatemática, trazendo em seu bojo a revitalização de um problema antigo: a necessidade de transcender as fronteiras disciplinares que o modelo da modernidade havia estabelecido. 3. A crítica ao paradigma É nesse contexto que as críticas produzidas por Boaventura de Sousa Santos ganham destaque, proferidas na abertura solene das aulas da Universidade de Coimbra, no período letivo de 1985/86. Transformadas em livro em 1987, sob o título "Um Discurso sobre as Ciências", tais críticas pontuaram especificamente os limites do paradigma científico moderno, delineando, já de início, o que se devia compreender por racionalidade moderna: O modelo de racionalidade que preside à ciência moderna constituiu-se a partir da revolução científica do século XVI e foi desenvolvido nos séculos seguintes basicamente no domínio das ciências naturais. Ainda que com alguns prenúncios no século XVIII, é só no século XIX que este modelo de racionalidade se estende às ciências sociais emergentes. A partir de então pode falar-se de um modelo global de racionalidade científica que admite variedade interna mas que se distingue [...] de duas formas de conhecimento não científico [...]: o senso comum e as chamadas humanidades ou estudos humanísticos (em que se incluíram, entre outros, os estudos históricos, filológicos, jurídicos, literários, filosóficos e teológicos) (SANTOS, 2013, p. 21). Em pauta, uma problemática razoável: Santos (2013) questionava a validade e os limites da ciência moderna, argumentando, sobretudo, que ao se dissociar da ciência

5 aristotélica a ciência moderna havia crescido em explicações objetivas, ao mesmo tempo em que tinha se fechado para as explicações subjetivas. O perfil desse modelo de ciência é desenhado, então, a partir de duas características essenciais. Em primeiro lugar, pela quantificação: "o que não é quantificável é cientificamente irrelevante" (SANTOS, 2013, p. 28). Em segundo, pela redução da complexidade: "o mundo é complicado e a mente humana não o pode compreender completamente" (p. 28) (razão por que, em Descartes, tal premissa se transformou numa espécie de louvor ao método: dividir cada uma das dificuldades, em tantas parcelas quanto for possível e requerido para melhor as resolver). Essas considerações aparecem alinhadas em seu "Discurso Sobre as Ciências" com outras premissas fundamentais. E a crítica de Santos (2013) prossegue nesse tom até atingir seu ápice. Se, por um lado, reconhece os enormes feitos que a ciência moderna legou à humanidade; por outro, não economiza na crítica do reducionismo científico. E sentencia: São hoje muitos e fortes os sinais de que o modelo de racionalidade científica que acabo de descrever em alguns dos seus traços principais atravessa uma profunda crise (SANTOS, 2013, p. 40). A partir daí, o autor recapitula quatro momentos da história da ciência que, em seu entender, foram responsáveis pelo início da desconfiança no paradigma científico moderno. Em primeiro lugar, cita Einstein e sua decorrente relativização do rigor das leis de Newton; depois, o duro golpe disparado por Heisenberg e seu princípio de incerteza, segundo o qual há uma interferência estrutural do sujeito no objeto observável; em terceiro, cita também o teorema da incompletude de Gödel, responsável por mostrar a impossibilidade de encontrar, em certas circunstâncias e dentro de um sistema formal, a prova de sua consistência; por último, menciona as investigações do físico-químico Ilya Prigogine, que, em sua teoria das estruturas dissipativas e no princípio da ordem através de flutuações, propõe uma concepção de matéria e de natureza bastante diferente da que herdamos da física clássica. Em vez da eternidade, a história; em vez do determinismo, imprevisibilidade; em vez do mecanicismo, a interpenetração, a espontaneidade e a auto-organização; em vez da reversibilidade, a irreversibilidade e a evolução; em vez da ordem, a desordem; em vez da necessidade, a criatividade e o acidente. A teoria de Prigogine recupera inclusivamente conceitos aristotélicos tais como os conceitos de potencialidade e virtualidade que a revolução científica do século XVI parecia ter atirado definitivamente para o lixo da história (SANTOS, 2013, p. 48). Por trás dessas críticas, alguns desdobramentos sensíveis: primeiro, que todo conhecimento científico-natural é, também, científico-social, no sentido de que não é

6 possível dissociar ciência e cultura, ciência e sociedade, ciência e homem; segundo, que todo conhecimento é local e total, no sentido de que não é possível aceitar mais a fragmentação disciplinar do paradigma da modernidade. À época, Boaventura de Sousa Santos provavelmente não tinha como prever que os movimentos de contestação cresceriam tão rapidamente e ganhariam vozes em tantos campos acadêmicos. Mas é nesse contexto que, a nosso ver, repousa a importância e o aspecto visionário do Programa Etnomatemática, não apenas por estar diretamente atrelado a tais questionamentos como, também, por propor uma ampliação epistemológica do fazer matemático. Na ordem do dia, uma pergunta insolente se formava: estariam também as expressões matemáticas culturalmente e historicamente condicionadas? 4. Uma re-conceituação do pensar e do fazer matemáticos Do ponto de vista da ciência moderna, do modelo universalizado, disciplinar e cartesiano do paradigma dominante, a pergunta anterior não poderia fazer qualquer sentido, visto que não se supunha seriamente, até a segunda metade do século XX, que o pensar e o fazer matemáticos pudessem estar, de algum modo, condicionados culturalmente e historicamente. Antes de 1950, pouco se explorou sobre essas relações. As primeiras abordagens, como mostram Rohrer e Schubring (2011), viriam apenas com Ewald Fettweis ( ), um professor de matemática e etnólogo que, após a I Guerra Mundial, passou a se interessar pelos conhecimentos científicos e matemáticos dos Naturvölker (povos não colonizados / primitivos). Particularmente na década de 1920, Fettweis apresentaria algumas publicações etnográficas que focalizariam o conhecimento numérico desses grupos; e, em 1929, incluiria o conhecimento geométrico em suas investigações. Mas eram ainda estudos embrionários, que só então começavam a se alinhar com o trabalho independente de outros estudiosos, caso do psicólogo francês Georges-Henri Luquet ( ) e suas (não menos importantes) reflexões sobre a origem cultural das noções matemáticas (LUQUET, 1929).

7 Em termos de publicações, provavelmente o livro de Otto Friedrich Raum, intitulado Arithmetic in Africa, de 1938, foi um dos precursores nessa linha de raciocínio. O pensamento de Otto Raum se mostra perceptível já na introdução, quando o entrelaçamento entre os aspectos culturais da matemática e seus desdobramentos pedagógicos, em sala de aula, vem à tona: "[...] a educação [...] não pode ser realmente eficaz, a menos que seja inteligentemente baseada na cultura e nos interesses dos nativos" (RAUM, 1938, p. 4, tradução nossa). A partir daí, alguns marcos históricos são dignos de menção. Em 1950, em sua palestra no Congresso Internacional de Matemáticos, Raymond Louis Wilder ( ) trata do tema emergente a partir de sua fala: The cultural basis of mathematics. E o faz trazendo alguns aspectos novos para a discussão, já que, para Wilder (1950), os antropólogos já cultivavam o interesse por noções matemáticas de grupos não colonizados há bastante tempo, embora não dispusessem (os antropólogos) de um conhecimento matemático sólido a ponto de avaliar melhor os conceitos envolvidos no sistema de pensamento dos grupos que investigavam. Wilder (1950) alinha-se, assim, à reflexão proposta pelo antropólogo Leslie White ( ) em seu ensaio The locus of mathematical reality: an anthropological footnote, originalmente de Em White (1956), despontava então uma interrogação ainda mais seminal para os caminhos futuros da etnomatemática: "residem as verdades matemáticas no mundo exterior, sendo portanto susceptíveis de serem descobertas pelo homem, ou são fruto da invenção do próprio homem?" (WHITE, 1956, p. 2349, tradução nossa). Embora até a década de 1950 alguns precursores tivessem desenvolvido uma boa noção do que, posteriormente, viria a ser o campo de investigação da etnomatemática, não há como negar que somente a partir da década de 1970 tais inquietações ganhariam fôlego real. Gerdes (1996) dá alguns indicativos dessa nova fase: em primeiro lugar, menciona a criação de sessões sobre "objetivos sociais" da educação matemática e de "por que ensinar matemática?", no Congresso Internacional de Educação Matemática de 1976 (ICME 3, Alemanha); em segundo, as iniciativas que se seguiram mundo afora, como a Conferência sobre o Desenvolvimento da Matemática nos Países do Terceiro Mundo (1978, Sudão), o Workshop sobre

8 Matemática e Realidade (1978, Dinamarca), a sessão sobre Matemática e Sociedade (Congresso Internacional de Matemáticos, 1978, Finlândia), a Conferência sobre a Matemática para Benefício das Populações (Paramaribo, 1982), o Simpósio sobre a Matemática na Comunidade (Peru, 1982), entre outras. O brasileiro Ubiratan D'Ambrosio, coordenador do IMECC-Unicamp em fins da década de 1970, ao tomar parte nos movimentos que, de alguma forma, colocariam em xeque a noção de ciência e de matemática oriunda do projeto da modernidade (MIRANDA, 2013), desempenhou um papel dinâmico e unificador em todos esses acontecimentos (GERDES, 1996). Lançou, em 1984, no 4º Congresso Internacional de Educação Matemática (Adelaide, Austrália), suas reflexões fomentadas por décadas de experiência na pesquisa em matemática, educação, antropologia e história sobre as bases sócio-culturais da educação matemática. Tomava corpo, então, o Programa Etnomatemática, definido como uma "metodologia para descobrir as pistas e analisar os processos de origem, transmissão, difusão e institucionalização do conhecimento" (D'AMBROSIO, 1990, p. 78). Não sem razão, ainda que sem estabelecer fronteiras muito rigorosas, a matemática ocuparia lugar de destaque nesse programa. A pergunta, formulada no fim da seção anterior, passava enfim a ter uma resposta: sim, ciência e matemática estão, definitivamente, condicionadas histórica e culturalmente! 5. Considerações (parcialmente) finais A proposta do artigo foi reconstruir historicamente dois momentos que, a nosso ver, têm se mostrado entrelaçados: por um lado, o momento de contestação do paradigma científico moderno a partir da segunda metade do século XX; por outro, o aparecimento do campo de investigação da etnomatemática, no mesmo período. Embora com nuances particulares e diferentes, o objetivo foi mostrar algumas proximidades conceituais entre os dois movimentos, focalizando a crítica ao paradigma científico moderno num livro já clássico de Boaventura de Sousa Santos, "Um Discurso sobre as Ciências"; e o aparecimento da etnomatemática nos tantos trabalhos produzidos (dos quais, citamos, por questões de espaço, apenas os mais importantes)

9 durante o século XX, todos enfatizando o papel da cultura e da história na produção do conhecimento e, nesse sentido, também a marca indelével impressa pelo brasileiro Ubiratan D'Ambrosio a essa história. As conclusões parecem apontar para um resultado óbvio, que não nos furtamos a verbalizar: ambos os movimentos estão datados historicamente! Se, por um lado, questionam os limites epistemológicos da ciência moderna; por outro, ampliam os limites academicamente instituídos da matemática padronizada. São, portanto, sínteses de dúvidas, contestações e críticas que tomaram corpo no cenário epistemológico com a transição da modernidade para a pós-modernidade. Ao que acrescentamos: são produtos de nosso tempo! 6. Referências BELTRÃO, Maria Eli. Félix Klein, sua trajetória e concepções a respeito do ensino de Matemática. Anais do IV Seminário Nacional de História da Matemática. Rio Claro: SBHMat, BISHOP, A. Cultural conflicts in mathematics education: developing a research agenda, For the Learning of Mathematics, 14(2), p , CARRAHER, T. Street mathematics and school mathematics. Proceedings of the 12th International Conference on Psychology of Mathematics Education. Veszprem, p. 1-23, D'AMBROSIO, Ubiratan. Socio-cultural bases for mathematics education. Campinas, SP: Centro de Produções, Etnomatemática: arte ou técnica de explicar e conhecer. SP: Ática, Transdisciplinaridade. 2ª ed. SP: Palas Athena, FIORENTINI, D. Rumos da Pesquisa Brasileira em Educação Matemática. Tese de Doutorado em Educação. Campinas, SP: FE/UNICAMP, GERDES, Paulus. Etnomatemática e educação matemática: uma panorâmica geral. Quadrante, Revista Teórica e de Investigação. V. 5, n. 2, p , JAPIASSU, H. Ciência e Religião: articulação dos saberes. In: Soc. de Teologia e Ciências da Religião - SOTER. Religião, Ciência e Tecnologia. SP: Paulinas, p , 2009.

10 LUQUET, G. Sur l'origine des notions mathématiques: remarques psychologiques et ethnographiques. Journal de Psychologie, p , MELO, Marisol V. Três décadas de pesquisa em educação matemática na Unicamp: um estudo histórico a partir de teses e dissertações. Dissertação de mestrado em Educação. Campinas, SP: FE/UNICAMP, MIORIM, M. A. Introdução à História da Matemática. São Paulo, SP: Atual, MIRANDA, Gustavo A. de. Silvanus Phillips Thompson e a Desmistificação do Cálculo: resgatando uma história esquecida. Dissertação de mestrado. PUC-SP, Um Mundo Assombrado pela Fragmentação: na trilha da rearticulação do conhecimento. Jundiaí: Paco Editorial, MORIN, E. Educação e Complexidade: os sete saberes e outros ensaios. Trad. Edgard de Assis Carvalho. SP: Cortez, PINTO, Neuza Bertoni. Marcas históricas da matemática moderna no Brasil. Diálogo Educacional, p , RAUM, Otto F. Arithmetic in Africa. London: Evans Brothers, ROHRER, A. V. e SCHUBRING, G. Ethnomathematics in the 1930s-the contribution of Ewald Fettweis to the history of ethnomathematics. For the Learning of Mathematics, v. 31, n. 2, p , SANTOS, Boaventura de Sousa. Um Discurso sobre as Ciências. 7ª ed. São Paulo: Cortez, SCHOENFELD, Alan. Mathematical problem solving. New York: Academic, SCHUBRING, G. O primeiro movimento internacional de reforma curricular em matemática e o papel da Alemanha: um estudo de caso na transmissão de conceitos. Zetetiké, v. 7, n. 11, jan./jun SOARES, F. S. Ensino de Matemática e Matemática Moderna em Congressos no Brasil e no mundo. Revista Diálogo Educacional, Curitiba, v. 8, p , VALENTE, Wagner R. A disciplina Matemática: etapas históricas de um saber escolar no Brasil. In: OLIVEIRA, M. A. T; RANZI, S. M. F. História das disciplinas escolares no Brasil: contribuições para o debate. Bragança Paulista: EDUSF, p , WHITE, L. The locus of mathematical reality: an anthropological footnote. In: NEWMAN, J. (org.). The World of Mathematics. New York, v. 4, p , 1956 (reprodução do original de 1947). Wilder, R. L. The cultural basis of mathematics. Proceedings of the International Congress of Mathematicians, v. 1, p , 1950.

ENTRE O OCASO DO PARADIGMA CIENTÍFICO MODERNO E A EMERGÊNCIA DE NOVAS PROPOSTAS EPISTEMOLÓGICAS: o caso da etnomatemática

ENTRE O OCASO DO PARADIGMA CIENTÍFICO MODERNO E A EMERGÊNCIA DE NOVAS PROPOSTAS EPISTEMOLÓGICAS: o caso da etnomatemática 1 ENTRE O OCASO DO PARADIGMA CIENTÍFICO MODERNO E A EMERGÊNCIA DE NOVAS PROPOSTAS EPISTEMOLÓGICAS: o caso da etnomatemática Gustavo Alexandre de Miranda Faculdade das Américas gustavomiranda@usp.br Professor

Leia mais

Dados internacionais de catalogação Biblioteca Curt Nimuendajú

Dados internacionais de catalogação Biblioteca Curt Nimuendajú Catalogação: Cleide de Albuquerque Moreira Bibliotecária/CRB 1100 Revisão: Elias Januário Revisão Final: Karla Bento de Carvalho Consultor: Luís Donisete Benzi Grupioni Projeto Gráfico/Diagramação: Fernando

Leia mais

Atividades práticas-pedagógicas desenvolvidas em espaços não formais como parte do currículo da escola formal

Atividades práticas-pedagógicas desenvolvidas em espaços não formais como parte do currículo da escola formal Atividades práticas-pedagógicas desenvolvidas em espaços não formais como parte do currículo da escola formal Linha de Pesquisa: LINHA DE PESQUISA E DE INTERVENÇÃO METODOLOGIAS DA APRENDIZAGEM E PRÁTICAS

Leia mais

Objetivo da aula: Origens da ciência econômica. A Economia Política e sua critica (aula 1 Adam Smith)

Objetivo da aula: Origens da ciência econômica. A Economia Política e sua critica (aula 1 Adam Smith) Ciências Sociais (P.I) A Economia Política e sua critica (aula 1 Adam Smith) Temática: Economia e funcionamento social: fundamentos Adam Smith. Profa. Luci Praun Objetivo da aula: Conhecer as formulações

Leia mais

FORMAÇÃO CONTINUADA ONLINE DE PROFESSORES QUE ATUAM COM ESCOLARES EM TRATAMENTO DE SAÚDE Jacques de Lima Ferreira PUC-PR Agência Financiadora: CNPq

FORMAÇÃO CONTINUADA ONLINE DE PROFESSORES QUE ATUAM COM ESCOLARES EM TRATAMENTO DE SAÚDE Jacques de Lima Ferreira PUC-PR Agência Financiadora: CNPq FORMAÇÃO CONTINUADA ONLINE DE PROFESSORES QUE ATUAM COM ESCOLARES EM TRATAMENTO DE SAÚDE Jacques de Lima Ferreira PUC-PR Agência Financiadora: CNPq INTRODUÇÃO Este texto apresenta a pesquisa em andamento

Leia mais

Leônidas Siqueira Duarte 1 Universidade Estadual da Paraíba UEPB / leonidas.duarte@hotmail.com 1. INTRODUÇÃO

Leônidas Siqueira Duarte 1 Universidade Estadual da Paraíba UEPB / leonidas.duarte@hotmail.com 1. INTRODUÇÃO REFLEXÕES SOBRE ASPECTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO ENSINO DE GEOGRAFIA PRATICADO POR PROFESSORES CURSISTAS DA ESPECIALIZAÇÃO EM FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO UEPB 2013/2014 Leônidas Siqueira Duarte 1 Universidade

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NO ENSINO DA MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NO ENSINO DA MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NO ENSINO DA MATEMÁTICA NOS ANOS INICIAIS Jaiana Cirino dos Santos Graduanda de Pedagogia CFP / UFCG jaianacz@hotmail.com Alzenira Cândida Alves Graduanda de Pedagogia CFP /UFCG

Leia mais

PARALISIA CEREBRAL: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ACERCA DA INCLUSÃO ESCOLAR

PARALISIA CEREBRAL: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ACERCA DA INCLUSÃO ESCOLAR EDUCAÇÃO FÍSICA E PARALISIA CEREBRAL: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ACERCA DA INCLUSÃO ESCOLAR Gabrielle Cristina Sanchez Adriana Garcia Gonçalves São Carlos - UFSCar Eixo Temático: 9 Pesquisa e Inovação Metodológica

Leia mais

E-Learning Uma estratégia para a qualidade do ensino/aprendizagem. Ensino a Distância

E-Learning Uma estratégia para a qualidade do ensino/aprendizagem. Ensino a Distância E-Learning Uma estratégia para a qualidade do ensino/aprendizagem (num contexto académico) Vou dividir a minha apresentação sobre... em 3 partes: Conceito de e-learning Apresentar a intranet dos alunos

Leia mais

CIBERESPAÇO E O ENSINO: ANÁLISE DAS REDES SOCIAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL II NA ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR VIANA

CIBERESPAÇO E O ENSINO: ANÁLISE DAS REDES SOCIAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL II NA ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR VIANA 203 CIBERESPAÇO E O ENSINO: ANÁLISE DAS REDES SOCIAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL II NA ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR VIANA INTRODUÇÃO ¹ Elias Barbosa de Lima filho ² Dr. Flamarion Dutra Alves ¹ eliasbarbosalima141@gmail.com

Leia mais

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A SUA INTERDISCIPLINARIDADE

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A SUA INTERDISCIPLINARIDADE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A SUA INTERDISCIPLINARIDADE INTRODUÇÃO Autor: Franklin Vieira de Sá Instituição: Universidade Federal do Piauí E-mail: frankkkfalcon@hotmail.com A temática de Educação Ambiental

Leia mais

Sala de Jogos da matemática à interdisciplinaridade

Sala de Jogos da matemática à interdisciplinaridade Sala de Jogos da matemática à interdisciplinaridade Orientadora: Eliane Lopes Werneck de Andrade Matrícula SIAPE: 1697146 Orientada: Vitória Mota Araújo Matrícula UFF: 000105/06 Palavras-chave: Interdisciplinaridade,

Leia mais

A Orientação Educacional no novo milênio

A Orientação Educacional no novo milênio 15 1 A Orientação Educacional no novo milênio O presente estudo consiste na descrição e análise da experiência do Curso de Especialização em Orientação Educacional e Supervisão Escolar, realizado na Faculdade

Leia mais

A CONFLUÊNCIA ENTRE A FORMAÇÃO DO PROFESSOR E O CURRÍCULO: A INCLUSÃO EDUCACIONAL DO ALUNO SURDO.

A CONFLUÊNCIA ENTRE A FORMAÇÃO DO PROFESSOR E O CURRÍCULO: A INCLUSÃO EDUCACIONAL DO ALUNO SURDO. A CONFLUÊNCIA ENTRE A FORMAÇÃO DO PROFESSOR E O CURRÍCULO: A INCLUSÃO EDUCACIONAL DO ALUNO SURDO. Lucineide Machado Pinheiro Universidade Federal de São Paulo / Campus Guarulhos Eixo Temático: Formação

Leia mais

EDUCADOR, MEDIADOR DE CONHECIMENTOS E VALORES

EDUCADOR, MEDIADOR DE CONHECIMENTOS E VALORES EDUCADOR, MEDIADOR DE CONHECIMENTOS E VALORES BREGENSKE, Édna dos Santos Fernandes* Em seu livro, a autora levanta a questão da formação do educador e a qualidade de seu trabalho. Deixa bem claro em diversos

Leia mais

Entrevista com o Prof. José Sérgio Fonseca de Carvalho

Entrevista com o Prof. José Sérgio Fonseca de Carvalho Entrevista com o Prof. José Sérgio Fonseca de Carvalho Projeto Revoluções - Como podemos explicar a relação entre educação e direitos humanos? Prof. José Sérgio - Trata-se aqui de uma relação dupla e complementar.

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EDITAL

SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EDITAL SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EDITAL O REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições, torna público que

Leia mais

Gestão da Qualidade. Aula 5. Prof. Pablo

Gestão da Qualidade. Aula 5. Prof. Pablo Gestão da Qualidade Aula 5 Prof. Pablo Proposito da Aula 1. Gestão da Qualidade Total; 2. Planejamento; Gestão da Qualidade Total Gestão da Qualidade Total Como vimos na última aula a Gestão da Qualidade

Leia mais

Métodos de Estudo & Investigação Científica. Elaborando um projeto de pesquisa

Métodos de Estudo & Investigação Científica. Elaborando um projeto de pesquisa Elaborando um projeto de pesquisa A pesquisa é a realização concreta de uma investigação planeada, desenvolvido e redigida de acordo com as normas das metodologias consagradas pela ciência; Requerida quando

Leia mais

TABLETS COMO RECURSO DE ENSINO: UM ESTUDO COM PROFESSORES DE MATEMÁTICA NUMA ESCOLA PÚBLICA DA PARAÍBA

TABLETS COMO RECURSO DE ENSINO: UM ESTUDO COM PROFESSORES DE MATEMÁTICA NUMA ESCOLA PÚBLICA DA PARAÍBA TABLETS COMO RECURSO DE ENSINO: UM ESTUDO COM PROFESSORES DE MATEMÁTICA NUMA ESCOLA PÚBLICA DA PARAÍBA 1-Introdução LUCAS, Leandro Mário UEPB leandrosl.pb@gmail.com MOITA, Filomena Maria UEPB filomena_moita@hotmail.com

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA. 1. Justificativa

TERMO DE REFERÊNCIA. 1. Justificativa MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA, ALFABETIZAÇÃO, DIVERSIDADE E INCLUSÃO DIRETORIA DE POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA COORDENAÇÃO GERAL DE DIREITOS HUMANOS

Leia mais

As Novas Tecnologias no Processo Ensino-Aprendizagem da Matemática

As Novas Tecnologias no Processo Ensino-Aprendizagem da Matemática A UTILIZAÇÃO DE BLOGs COMO RECURSO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA Maria Angela Oliveira Oliveira Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho matematicangela2007@yahoo.com.br Resumo: O Mini-Curso

Leia mais

Plano de Trabalho Docente 2014

Plano de Trabalho Docente 2014 Plano de Trabalho Docente 2014 Ensino Médio ETEC Professora Nair Luccas Ribeiro Código: 156 Município: Teodoro Sampaio Área de conhecimento: Ciências Humanas Componente Curricular: Geografia Série: 2ª

Leia mais

PROJETO PROLICEN INFORMÁTICA NA ESCOLA : A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA E O ENSINO MÉDIO PÚBLICO

PROJETO PROLICEN INFORMÁTICA NA ESCOLA : A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA E O ENSINO MÉDIO PÚBLICO PROJETO PROLICEN INFORMÁTICA NA ESCOLA : A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA E O ENSINO MÉDIO PÚBLICO Formação de Professores e Educação Matemática (FPM) GT 08 RESUMO Melquisedec Anselmo da Costa AZEVEDO

Leia mais

paulinhaven@hotmail.com Introdução

paulinhaven@hotmail.com Introdução DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NO ENSINO DE BIOLOGIA: REFLEXÃO A PARTIR DE SUBSTRATOS TEÓRICOS E PESQUISAS EM UMA ESCOLA PÚBLICA DE PARNAÍBA/PI 1 Ana Paula Costa do Nascimento 1 Nailton de Souza

Leia mais

UM JOGO BINOMIAL 1. INTRODUÇÃO

UM JOGO BINOMIAL 1. INTRODUÇÃO 1. INTRODUÇÃO UM JOGO BINOMIAL São muitos os casos de aplicação, no cotidiano de cada um de nós, dos conceitos de probabilidade. Afinal, o mundo é probabilístico, não determinístico; a natureza acontece

Leia mais

A Informática Na Educação: Como, Para Que e Por Que

A Informática Na Educação: Como, Para Que e Por Que RBEBBM -01/2001 A Informática Na Educação: Como, Para Que e Por Que Autores:José A. Valente Afiliação:Departamento de Multimeios e Nied - Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, Campinas - SP javalente@unicamp.br

Leia mais

Análise do valor informacional em imagens de reportagens de capa da revista Superinteressante¹

Análise do valor informacional em imagens de reportagens de capa da revista Superinteressante¹ Análise do valor informacional em imagens de reportagens de capa da revista Superinteressante¹ Lauro Rafael Lima² Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS. Resumo O trabalho apresenta uma análise

Leia mais

RESOLUÇÃO CONSEPE/UFERSA Nº 007/2010, de 19 de agosto de 2010.

RESOLUÇÃO CONSEPE/UFERSA Nº 007/2010, de 19 de agosto de 2010. CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO RESOLUÇÃO CONSEPE/UFERSA Nº 007/2010, de 19 de agosto de 2010. Cria o Núcleo de Educação à Distância na estrutura organizacional da Pró- Reitoria de Graduação da

Leia mais

CLIPPING EVENTO DO DIA 18/04 SOBRE AS EXPECTATIVAS PARA A RIO+20

CLIPPING EVENTO DO DIA 18/04 SOBRE AS EXPECTATIVAS PARA A RIO+20 CLIPPING EVENTO DO DIA 18/04 SOBRE AS EXPECTATIVAS PARA A RIO+20 17 de abril de 2012 Amcham-Rio promove debate sobre Rio + 20 Faltando quase dois meses para a Rio + 20, a Câmara de Comércio Americana promove

Leia mais

VIII Oficinas de Formação A Escola na Sociedade da Informação e do Conhecimento praticar ao Sábado. E-learning. 3 de Março de 2007

VIII Oficinas de Formação A Escola na Sociedade da Informação e do Conhecimento praticar ao Sábado. E-learning. 3 de Março de 2007 VIII Oficinas de Formação A Escola na Sociedade da Informação e do Conhecimento praticar ao Sábado E-learning 3 de Março de 2007 Plataformas de E-learning em contexto educativo Intervenção de José Luís

Leia mais

DIMENSÕES DE PESQUISA EM ENGENHARIA DE SOFTWARE

DIMENSÕES DE PESQUISA EM ENGENHARIA DE SOFTWARE ESPECIAL Engenharia de Software DIMENSÕES DE PESQUISA EM ENGENHARIA DE SOFTWARE por Paulo Borba DECISÕES IMPORTANTES A SEREM TOMADAS NOS PROJETOS E NA CARREIRA DE UM PESQUISADOR EM ENGENHARIA DE SOFTWARE.

Leia mais

TRANSFORMAÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: OS PRIMEIROS PASSOS DE UMA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL1 1

TRANSFORMAÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: OS PRIMEIROS PASSOS DE UMA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL1 1 TRANSFORMAÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: OS PRIMEIROS PASSOS DE UMA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL1 1 Isadora Somavila 2, Fernando Jaime González 3. 1 Trabalho vinculado ao projeto Transformação da Educação

Leia mais

Projeto Político Pedagógico

Projeto Político Pedagógico Projeto Político Pedagógico UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA Disciplina: (EDC284) Didática Professora: Amaleide Lima Ivanilda Gonçalves da Silva Joice Assis de Souza Mércia Samyra Nascimento Ramon Castro

Leia mais

Panorama da Inovação no Brasil. Hugo Ferreira Braga Tadeu 2014

Panorama da Inovação no Brasil. Hugo Ferreira Braga Tadeu 2014 Panorama da Inovação no Brasil Hugo Ferreira Braga Tadeu 2014 INTRODUÇÃO Sobre o Relatório O presente relatório é uma avaliação do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da FDC sobre as práticas de gestão

Leia mais

Identidade e trabalho do coordenador pedagógico no cotidiano escolar

Identidade e trabalho do coordenador pedagógico no cotidiano escolar 9 Considerações finais A partir da análise dos dados coletados nessa pesquisa algumas considerações finais se fazem pertinentes em relação às questões iniciais levantadas nesta pesquisa. 9.1 Identidade

Leia mais

Os Tempos da Fotografia

Os Tempos da Fotografia Os Tempos da Fotografia No dia 13 de junho será o lançamento de um novo livro de Boris Kossoy intitulado Os tempos da fotografia: o efêmero e o perpétuo. O evento será na cidade de São Paulo e a obra é

Leia mais

ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS PARA ALUNOS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS PARA ALUNOS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS PARA ALUNOS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM MARA LÚCIA REIS MONTEIRO DA CRUZ mara.mcz@gmail.com INSTITUTO DE APLICAÇÃO FERNANDO RODRIGUES DA SILVEIRA (CAP-UERJ) 1 INTRODUÇÃO Alunos

Leia mais

PLANO DE DISCIPLINA. Faculdade Internacional do Delta Curso: Serviço Social. Período: 2º/2013 1. UNIDADE TEMÁTICA:

PLANO DE DISCIPLINA. Faculdade Internacional do Delta Curso: Serviço Social. Período: 2º/2013 1. UNIDADE TEMÁTICA: PLANO DE DISCIPLINA Faculdade Internacional do Delta Curso: Serviço Social Coordenação: Naiara Magalhães Professor (a): Adriana Barros Disciplina: Pesquisa Social I Carga horária: 60h Período: 2º/2013

Leia mais

Ceará e o eclipse que ajudou Einstein

Ceará e o eclipse que ajudou Einstein Ceará e o eclipse que ajudou Einstein Eixo(s) temático(s) Terra e Universo Tema Sistema Solar Conteúdos Sistema Terra-Lua-Sol / eclipses Usos / objetivos Retomada de conhecimentos / avaliação / problematização

Leia mais

UM ESPETÁCULO DE DANÇA COMO MEDIADOR SEMIÓTICO NA AULA DE ARTE

UM ESPETÁCULO DE DANÇA COMO MEDIADOR SEMIÓTICO NA AULA DE ARTE UM ESPETÁCULO DE DANÇA COMO MEDIADOR SEMIÓTICO NA AULA DE ARTE Mary Fátima Gomes Rodrigues Fundação Regional Educacional de Avaré e-mail: rodriguesmary@bol.com.br Laudo Rodrigues Sobrinho Universidade

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 42 Discurso na reunião da Academia

Leia mais

I ENCONTRO DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NOS CURSOS DE LICENCIATURA LICENCIATURA EM PEDAGOGIA: EM BUSCA DA IDENTIDADE PROFISSIONAL DO PEDAGOGO

I ENCONTRO DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NOS CURSOS DE LICENCIATURA LICENCIATURA EM PEDAGOGIA: EM BUSCA DA IDENTIDADE PROFISSIONAL DO PEDAGOGO LICENCIATURA EM PEDAGOGIA: EM BUSCA DA IDENTIDADE PROFISSIONAL DO PEDAGOGO Palavras-chave: Identidade do Pedagogo. Formação de Professores. Licenciatura em Pedagogia. LDB 9394/96. Introdução Este trabalho

Leia mais

Dislexia: dificuldades, características e diagnóstico

Dislexia: dificuldades, características e diagnóstico Dislexia: dificuldades, características e diagnóstico Célia Regina Rodrigues 1, Cristina Magalhães 1, Edna Rodrigues 1, Flávia Sousa Pereira 1, Maria das Graças Andrade 1, Solange Silva 1, Olavo Egídio

Leia mais

Plano de Trabalho Docente 2014. Ensino Técnico

Plano de Trabalho Docente 2014. Ensino Técnico Plano de Trabalho Docente 2014 Ensino Técnico Etec Dr. José Luiz Viana Coutinho Código: 073 Município: Jales Eixo Tecnológico: Recursos Naturais Habilitação Profissional: Habilitação Profissional Técnica

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA CAMPUS ALEGRETE PIBID

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA CAMPUS ALEGRETE PIBID PROPOSTA DIDÁTICA 1. Dados de Identificação 1.1 Nome do bolsista: Fabielli Vieira de July 1.2 Público alvo: alunos do 8º e 9º anos 1.3 Duração: 2 h 1.4 Conteúdos desenvolvido: As Pirâmides do Egito e a

Leia mais

ATUAÇÃO DO TRADUTOR INTÉRPRETE DE LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS E LÍNGUA PORTUGUESA NO CONTEXTO EDUCACIONAL

ATUAÇÃO DO TRADUTOR INTÉRPRETE DE LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS E LÍNGUA PORTUGUESA NO CONTEXTO EDUCACIONAL ATUAÇÃO DO TRADUTOR INTÉRPRETE DE LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS E LÍNGUA PORTUGUESA NO CONTEXTO EDUCACIONAL Elenay Maciel Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Maurício Loubet Universidade Federal de

Leia mais

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS - CURSO DE DOUTORADO - E D I T A L 2016

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS - CURSO DE DOUTORADO - E D I T A L 2016 PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS - CURSO DE DOUTORADO - E D I T A L 2016 O Departamento de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro torna pública a abertura das

Leia mais

PROEJETO ARBORIZAÇÃO, JARDINAGEM E HORTA COMUNIDADE BETEL: Contribuições Para a Formação Acadêmica

PROEJETO ARBORIZAÇÃO, JARDINAGEM E HORTA COMUNIDADE BETEL: Contribuições Para a Formação Acadêmica PROEJETO ARBORIZAÇÃO, JARDINAGEM E HORTA COMUNIDADE BETEL: Contribuições Para a Formação Acadêmica Fernanda S. Seger 1 Érika Lucatelli 2 RESUMO Este artigo propõe apresentar os resultados e discussões

Leia mais

Tipos de investigação educacional diferenciados por:

Tipos de investigação educacional diferenciados por: Bento Março 09 Tipos de investigação educacional diferenciados por: Praticalidade Básica Aplicada Método Qualitativo Quantitativo Experimental Não experimental Questões Etnográfica Histórica Descritiva

Leia mais

GEOGRAFIA ESCOLAR E O LÚDICO: ALGUMAS APROXIMAÇÕES NO ENSINO FUNDAMENTAL II

GEOGRAFIA ESCOLAR E O LÚDICO: ALGUMAS APROXIMAÇÕES NO ENSINO FUNDAMENTAL II GEOGRAFIA ESCOLAR E O LÚDICO: ALGUMAS APROXIMAÇÕES NO ENSINO FUNDAMENTAL II Aluno: Jhonata da Silva de Jesus Matricula: 005805/06. Professor (Orientador/Preponente): Daniel Luiz Poio Roberti Matricula

Leia mais

ESCOLA ESTADUAL LUIS VAZ DE CAMÕES FEIRA DE CIÊNCIAS NA ESCOLA: O PRAZER DE DEMONSTRAR OS CONHECIMENTOS IPEZAL-DISTRITO DE ANGÉLICA/MS

ESCOLA ESTADUAL LUIS VAZ DE CAMÕES FEIRA DE CIÊNCIAS NA ESCOLA: O PRAZER DE DEMONSTRAR OS CONHECIMENTOS IPEZAL-DISTRITO DE ANGÉLICA/MS ESCOLA ESTADUAL LUIS VAZ DE CAMÕES FEIRA DE CIÊNCIAS NA ESCOLA: O PRAZER DE DEMONSTRAR OS CONHECIMENTOS IPEZAL-DISTRITO DE ANGÉLICA/MS MAIO/2012 ESCOLA ESTADUAL LUIS VAZ DE CAMÕES FEIRA DE CIÊNCIAS NA

Leia mais

ESCOLA ESTADUAL DR. MARTINHO MARQUES VERA LUCIA DOS SANTOS GIVANILZA ALVES DOS SANTOS MARIA APARECIDA CRIVELI SIRLEI R. C. DO P.

ESCOLA ESTADUAL DR. MARTINHO MARQUES VERA LUCIA DOS SANTOS GIVANILZA ALVES DOS SANTOS MARIA APARECIDA CRIVELI SIRLEI R. C. DO P. ESCOLA ESTADUAL DR. MARTINHO MARQUES VERA LUCIA DOS SANTOS GIVANILZA ALVES DOS SANTOS MARIA APARECIDA CRIVELI SIRLEI R. C. DO P. VITORINO SÓLIDOS GEOMÉTRICOS E OS POLIEDROS DE PLATÃO TAQUARUSSU = MS AGOSTO

Leia mais

SISTEMA DE NUMERAÇÃO NA FORMAÇÃO DO ALUNO UTILIZANDO MATERIAL CONCRETO

SISTEMA DE NUMERAÇÃO NA FORMAÇÃO DO ALUNO UTILIZANDO MATERIAL CONCRETO 1 SISTEMA DE NUMERAÇÃO NA FORMAÇÃO DO ALUNO UTILIZANDO MATERIAL CONCRETO Ariana Oliveira Gomes - ariana_emanuelle@hotmail.com-uesb Christiano Santos Lima Dias - khristiano_dias@hotmail.com-uesb Evaneila

Leia mais

ENSINO-APRENDIZAGEM DA CARTOGRAFIA: OS CONTEÚDOS COM BASES MATEMÁTICAS NO ENSINO FUNDAMEANTAL 1

ENSINO-APRENDIZAGEM DA CARTOGRAFIA: OS CONTEÚDOS COM BASES MATEMÁTICAS NO ENSINO FUNDAMEANTAL 1 ENSINO-APRENDIZAGEM DA CARTOGRAFIA: OS CONTEÚDOS COM BASES MATEMÁTICAS NO ENSINO FUNDAMEANTAL 1 Priscilla Régia de Castro PEREIRA 2 Ivanilton José de OLIVEIRA 3 Introdução Dentre as pesquisas existentes

Leia mais

MODELO SUGERIDO PARA PROJETO DE PESQUISA

MODELO SUGERIDO PARA PROJETO DE PESQUISA MODELO SUGERIDO PARA PROJETO DE PESQUISA MODELO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE PESQUISA (Hospital Regional do Mato Grosso do Sul- HRMS) Campo Grande MS MÊS /ANO TÍTULO/SUBTÍTULO DO PROJETO NOME DO (s) ALUNO

Leia mais

O papel do Professor como mediador 1

O papel do Professor como mediador 1 O papel do Professor como mediador 1 Uma qualidade importante da profissão do professor na escola, na práxis de sala de aula, tem a ver com a necessidade de integrar o total das competências e exigências

Leia mais

Os alunos selecionados devem trazer no dia da primeira aula, os seguintes documentos:

Os alunos selecionados devem trazer no dia da primeira aula, os seguintes documentos: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROCESSOS SOCIOEDUCATIVOS E PRÁTICAS ESCOLARES EDITAL PPEDU 006/2014 ANUNCIA A ABERTURA DAS INSCRIÇÕES

Leia mais

ABORDAGEM METODOLÓGICA EM GEOGRAFIA: A PESQUISA DE CAMPO*

ABORDAGEM METODOLÓGICA EM GEOGRAFIA: A PESQUISA DE CAMPO* ABORDAGEM METODOLÓGICA EM GEOGRAFIA: A PESQUISA DE CAMPO* Agostinho Paula Brito CAVALCANTI Pós-Doutor, Departamento de Geografia (UFPI) agos@ufpi.br RESUMO O presente trabalho tem por objetivo uma abordagem

Leia mais

ESPECIALIZAÇÃO EM TERAPIA ANALÍTICO-COMPORTAMENTAL

ESPECIALIZAÇÃO EM TERAPIA ANALÍTICO-COMPORTAMENTAL ESPECIALIZAÇÃO EM TERAPIA ANALÍTICO-COMPORTAMENTAL O programa irá capacitá-lo a formulação de casos clínicos, avaliação e planejamento das sessões psicoterapêuticas a partir do modelo analítico comportamental

Leia mais

RESOLUÇÃO CEPE Nº 0030/2009. CONSIDERANDO a solicitação do Departamento de Filosofia do CCH, contida no processo nº 5745 /2009;

RESOLUÇÃO CEPE Nº 0030/2009. CONSIDERANDO a solicitação do Departamento de Filosofia do CCH, contida no processo nº 5745 /2009; RESOLUÇÃO CEPE Nº 0030/2009 Cria o Programa de Pós-Graduação em Filosofia, nível de Mestrado Acadêmico. CONSIDERANDO a solicitação do Departamento de Filosofia do CCH, contida no processo nº 5745 /2009;

Leia mais

RESENHA. Contrapontos - volume 3 - n. 3 - p. 547-550 - Itajaí, set./dez. 2003 545

RESENHA. Contrapontos - volume 3 - n. 3 - p. 547-550 - Itajaí, set./dez. 2003 545 RESENHA Contrapontos - volume 3 - n. 3 - p. 547-550 - Itajaí, set./dez. 2003 545 546 Ciberespaço e formações abertas: rumo a novas práticas educacionais Maristela Vanzuita Machado CIBERESPAÇO E FORMAÇÕES

Leia mais

PLANO DE ENSINO. TURMA: Formação mista, envolvendo acadêmicos da Católica de SC que cumprem os requisitos dispostos no Regulamento

PLANO DE ENSINO. TURMA: Formação mista, envolvendo acadêmicos da Católica de SC que cumprem os requisitos dispostos no Regulamento CATÓLICA DE SANTA CATARINA PRÓ-REITORIA ACADÊMICA SETOR DE EXTENSÃO COMUNITÁRIA PLANO DE ENSINO DISCIPLINA: PROJETO COMUNITÁRIO PROFESSORES(AS): FASE: Constituída a partir da conclusão de 30% DIVA SPEZIA

Leia mais

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA. PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N o 1.380, DE 2009 I - RELATÓRIO

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA. PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N o 1.380, DE 2009 I - RELATÓRIO COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N o 1.380, DE 2009 Susta a Portaria Interministerial nº 383, de 19 de fevereiro de 2009, dos Ministros de Estado da Saúde e da Educação que

Leia mais

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA PIBID

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA PIBID MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR DIRETORIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA PRESENCIAL DEB EDITAL Nº 02/2009 CAPES/DEB PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À

Leia mais

Fundamentos de Teste de Software

Fundamentos de Teste de Software Núcleo de Excelência em Testes de Sistemas Fundamentos de Teste de Software Módulo 1- Visão Geral de Testes de Software Aula 2 Estrutura para o Teste de Software SUMÁRIO 1. Introdução... 3 2. Vertentes

Leia mais

Contextualização Pesquisa Operacional - Unidade de Conteúdo II

Contextualização Pesquisa Operacional - Unidade de Conteúdo II Contextualização Pesquisa Operacional - Unidade de Conteúdo II O tópico contextualização visa vincular o conhecimento acerca do tema abordado, à sua origem e à sua aplicação. Você encontrará aqui as ideias

Leia mais

PLANO DE ENSINO PROJETO PEDAGÓCIO: 2010. Carga Horária Semestral: 40 h Semestre do Curso: 3º

PLANO DE ENSINO PROJETO PEDAGÓCIO: 2010. Carga Horária Semestral: 40 h Semestre do Curso: 3º PLANO DE ENSINO PROJETO PEDAGÓCIO: 2010 Curso: Pedagogia Disciplina: Metodologia da Pesquisa Aplicada a Educação I Carga Horária Semestral: 40 h Semestre do Curso: 3º 1 - Ementa (sumário, resumo) A natureza

Leia mais

II SEMINÁRIO DE PRÁTICA DE PESQUISA EM PSICOLOGIA Universidade Estadual de Maringá 28 a 30 de Novembro de 2012

II SEMINÁRIO DE PRÁTICA DE PESQUISA EM PSICOLOGIA Universidade Estadual de Maringá 28 a 30 de Novembro de 2012 AS CONCEPÇÕES DE PSICÓLOGOS SOBRE ANGÚSTIA/ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO E SUAS IMPLICAÇÕES NA PRÁTICA CLÍNICA Mayara Lúcia Embercics Calazans (Departamento de Psicologia,, Fundação Araucária, PIBIC); Paulo José

Leia mais

Relatório de Execução

Relatório de Execução Relatório de Execução Nome do Beneficiário: Francisco Edviges Albuquerque Período a que se refere o Relatório: De: 01/04/2013 a 31/12/2013 Auxílio nº: OBEDUC 912/2013 Instituição Vinculada: Universidade

Leia mais

DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A PESQUISA E USO DE LEGUMINOSAS EM PASTAGENS TROPICAIS: UMA REFLEXÃO. Sila Carneiro da Silva 1

DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A PESQUISA E USO DE LEGUMINOSAS EM PASTAGENS TROPICAIS: UMA REFLEXÃO. Sila Carneiro da Silva 1 DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A PESQUISA E USO DE LEGUMINOSAS EM PASTAGENS TROPICAIS: UMA REFLEXÃO Sila Carneiro da Silva 1 O interesse pela produção animal em pastagens tem crescido bastante nos últimos

Leia mais

Data: 06 a 10 de Junho de 2016 Local: Rio de Janeiro

Data: 06 a 10 de Junho de 2016 Local: Rio de Janeiro Data: 06 a 10 de Junho de 2016 Local: Rio de Janeiro Justificativas O Estado contemporâneo busca superar uma parte substantiva dos obstáculos que permeiam as políticas públicas e as ações privadas através

Leia mais

da Universidade Estadual de Goiás

da Universidade Estadual de Goiás SGUISSARDI, V.; SILVA JÚNIOR, J. R. Trabalho intensificado nas federais: pós-graduação e produtivismo acadêmico. São Paulo: Xamã, 2009.* Néri Emilo Soares Junior, da Universidade Estadual de Goiás Trabalho

Leia mais

REPRESENTAÇÃO/INVENÇÃO

REPRESENTAÇÃO/INVENÇÃO REPRESENTAÇÃO/INVENÇÃO Vanessa Pincerato Fernandes 1 Dolores Scarparo 2 RESUMO Este trabalho analisa dois textos, do discurso literário, produzidos por alunos de Ensino Fundamental. Esta análise compreende

Leia mais

Currículos e programas. Profa. Luciana Eliza dos Santos

Currículos e programas. Profa. Luciana Eliza dos Santos Currículos e programas Profa. Luciana Eliza dos Santos Currículo??? Base ordenadora da prática Quais os elementos que compõem a prática pedagógica? O que compõe um currículo? Como podemos abarcar conhecimentos

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS FACULDADE DE EDUCAÇÃO. Elaborado por Gildenir Carolino Santos Grupo de Pesquisa LANTEC

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS FACULDADE DE EDUCAÇÃO. Elaborado por Gildenir Carolino Santos Grupo de Pesquisa LANTEC UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS FACULDADE DE EDUCAÇÃO Elaborado por Gildenir Carolino Santos Grupo de Pesquisa LANTEC Campinas Fevereiro 2014 2 opyleft Gildenir C. Santos, 2014. Biblioteca - Faculdade

Leia mais

Módulo de Princípios Básicos de Contagem. Segundo ano

Módulo de Princípios Básicos de Contagem. Segundo ano Módulo de Princípios Básicos de Contagem Combinação Segundo ano Combinação 1 Exercícios Introdutórios Exercício 1. Numa sala há 6 pessoas e cada uma cumprimenta todas as outras pessoas com um único aperto

Leia mais

A Influência Do Cinema No Videoclipe: Uma Análise A Partir do Videoclipe De Janie s Got A Gun

A Influência Do Cinema No Videoclipe: Uma Análise A Partir do Videoclipe De Janie s Got A Gun A Influência Do Cinema No Videoclipe: Uma Análise A Partir do Videoclipe De Janie s Got A Gun Autoria: Luana Vitorino Sampaio Passos Resumo Este trabalho busca comprovar, não só a existência, mas como

Leia mais

REGULAMENTO DE PRÁTICA EDUCACIONAL / PROJETOS INTERDISCIPLINARES Curso de Letras Português e Inglês Licenciatura Currículo: LPI00001

REGULAMENTO DE PRÁTICA EDUCACIONAL / PROJETOS INTERDISCIPLINARES Curso de Letras Português e Inglês Licenciatura Currículo: LPI00001 REGULAMENTO DE PRÁTICA EDUCACIONAL / PROJETOS Fundamentação Legal PARECER CNE/CP 28/2001, DE 02 DE OUTUBRO DE 2001 - Dá nova redação ao Parecer CNE/CP 21/2001, que estabelece a duração e a carga horária

Leia mais

O ensino da música através da criação e sonorização de uma história para a produção de um vídeo educativo

O ensino da música através da criação e sonorização de uma história para a produção de um vídeo educativo O ensino da música através da criação e sonorização de uma história para a produção de um vídeo educativo Paulo Ricardo Ulrich 1 Israel Silva de Oliveira 2 Cristina Rolim Wolffenbüttel 3 cristina-wolffenbuttel@uergs.edu.br

Leia mais

A GEOGRAFIA DO PROFESSOR E A EMANCIPAÇÃO DO CIDADÃO

A GEOGRAFIA DO PROFESSOR E A EMANCIPAÇÃO DO CIDADÃO Jônatas Lima Candido Secretaria de Estado da Educação do Paraná SEED PR jonataslimacandido@seed.pr.gov.br A GEOGRAFIA DO PROFESSOR E A EMANCIPAÇÃO DO CIDADÃO INTRODUÇÃO Embora o Ensino de Geografia tenha

Leia mais

Integração das Tecnologias e Currículo - ITCL 2013.2

Integração das Tecnologias e Currículo - ITCL 2013.2 Universidade Federal do Ceará - Faculdade de Educação Programa de Pós-graduação em Educação Brasileira Linha de Pesquisa: LECE - Educação, Currículo e Ensino Integração das Tecnologias e Currículo - ITCL

Leia mais

Inteligência Artificial

Inteligência Artificial Inteligência Artificial Aula 7 Programação Genética M.e Guylerme Velasco Programação Genética De que modo computadores podem resolver problemas, sem que tenham que ser explicitamente programados para isso?

Leia mais

Negociação Estratégica e Gestão de Conflitos Porque Educação Executiva Insper Cursos de Curta e Média Duração Educação Executiva

Negociação Estratégica e Gestão de Conflitos Porque Educação Executiva Insper Cursos de Curta e Média Duração Educação Executiva 1 Porque Educação Executiva Insper A dinâmica do mundo corporativo exige profissionais multidisciplinares, capazes de interagir e formar conexões com diferentes áreas da empresa e entender e se adaptar

Leia mais

Inclusão de pessoas com deficiência no mercado trabalho: implicações da baixa escolarização

Inclusão de pessoas com deficiência no mercado trabalho: implicações da baixa escolarização Inclusão de pessoas com deficiência no mercado trabalho: implicações da baixa escolarização Suelen Moraes de Lorenzo 1 e-mail: suelen.lorenzo@gmail.com Amabriane da Silva Oliveira e-mail: amabriane@r7.com

Leia mais

Comportamento ético do Contador - Conciliando Interesses, Administrando pessoas, informações e recursos.

Comportamento ético do Contador - Conciliando Interesses, Administrando pessoas, informações e recursos. Comportamento ético do Contador - Conciliando Interesses, Administrando pessoas, informações e recursos. Thiago Silva Lima Resumo A contabilidade é um ramo muito importante em se falando de ética já que

Leia mais

DIOCESE DE GUARABIRA. Pastoral Familiar O QUE NÃO É PLANEJAMENTO PASTORAL MISSIONÁRIO

DIOCESE DE GUARABIRA. Pastoral Familiar O QUE NÃO É PLANEJAMENTO PASTORAL MISSIONÁRIO DIOCESE DE GUARABIRA Pastoral Familiar O QUE NÃO É PLANEJAMENTO PASTORAL MISSIONÁRIO Planejamento pastoral missionário não é uma caixa de mágicas nem um amontoado de quantificar não é planejar; Não é previsão

Leia mais

Eixo Temático ET-07-010 - Desenvolvimento de Estratégias Didáticas

Eixo Temático ET-07-010 - Desenvolvimento de Estratégias Didáticas 75 Eixo Temático ET-07-010 - Desenvolvimento de Estratégias Didáticas SANEAMENTO BÁSICO E A PERSPECTIVA DA COMUNIDADE COM RELAÇÃO AOS BENEFÍCIOS E IMPACTOS AMBIENTAIS Mara Araújo Ferreira*; Edna Lúcia

Leia mais

FORMAÇÃO DOCENTE NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIRG

FORMAÇÃO DOCENTE NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIRG FORMAÇÃO DOCENTE NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIRG Maria Wellitania de Oliveira Adriana de Miranda Santiago Terra Eduardo Fernandes de Miranda Sandra de Cássia Amorim Abrão

Leia mais

COMUNIDADE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM

COMUNIDADE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM COMUNIDADE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM ATIVIDADES Atividade Extra - Fórum SIEPE (Compensação da carga horária do dia 08/09/2012) A atividade foi postada no módulo X Atividade Módulo X - Fórum Agenda O cursista

Leia mais

MBA em Gerenciamento de Projetos

MBA em Gerenciamento de Projetos MBA em Gerenciamento de Projetos APRESENTAÇÃO A gestão eficiente de projetos é essencial para a sobrevivência das empresas em um cenário de competição global, avanços tecnológicos, clientes mais exigentes

Leia mais

MANUAL DO AVALIADOR O que é uma Feira de Ciência? Por que avaliar os trabalhos? Como os avaliadores devem proceder?

MANUAL DO AVALIADOR O que é uma Feira de Ciência? Por que avaliar os trabalhos? Como os avaliadores devem proceder? MANUAL DO AVALIADOR O que é uma Feira de Ciência? É uma exposição que divulga os resultados de experimentos ou de levantamentos realizados, com rigor científico, por alunos, sob a orientação de um professor.

Leia mais

CENTRO EDUCACIONAL SIGMA

CENTRO EDUCACIONAL SIGMA 5ºAno 1.5 CIÊNCIAS 4º período 10 de dezembro de 2015 Cuide da organização da sua prova. Escreva de forma legível. Fique atento à ortografia e elabore respostas claras. Tudo isso será considerado na correção.

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS CURSO DE PEDAGOGIA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS CURSO DE PEDAGOGIA 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS CURSO DE PEDAGOGIA 1 - IDENTIFICAÇÃO Disciplina: História da Educação Carga Horária: 60h 2 - EMENTA Debates teórico-metodológicos no campo

Leia mais

2 PLANEJAMENTO AMBIENTAL. 2.2 Conceito de Planejamento Ambiental

2 PLANEJAMENTO AMBIENTAL. 2.2 Conceito de Planejamento Ambiental 2 PLANEJAMENTO AMBIENTAL A crescente degradação das bacias hidrográficas evidencia a necessidade de se viabilizar um planejamento ambiental que garanta efetivamente a resolução dos problemas e conflitos

Leia mais

SUA ESCOLA, NOSSA ESCOLA CLARI E AS ATITUDES POSITIVAS

SUA ESCOLA, NOSSA ESCOLA CLARI E AS ATITUDES POSITIVAS SUA ESCOLA, NOSSA ESCOLA CLARI E AS ATITUDES POSITIVAS Resumo do Episódio: Clari e as atitudes positivas Em um tempo em que a profissão docente é assustada pela síndrome de Burnout, a escola apresentada

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS UFAL Coordenadoria Institucional de Educação a Distância - CIED

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS UFAL Coordenadoria Institucional de Educação a Distância - CIED Recomendação da Coordenadoria Institucional de Educação a Distância (CIED) sobre a inclusão de disciplinas nos cursos de licenciatura presencial e a distância da UFAL A Lei de Diretrizes e Bases da Educação

Leia mais

urbanismo sustentável e ordenamento do território mestrado da NOVA http://sites.fct.unl.pt/musot

urbanismo sustentável e ordenamento do território mestrado da NOVA http://sites.fct.unl.pt/musot urbanismo sustentável e ordenamento do território mestrado da NOVA http://sites.fct.unl.pt/musot Foco nas cidades e territórios urbanos As cidades são o espaço de vida e de trabalho de grande parte da

Leia mais

Métricas de Software

Métricas de Software Métricas de Software Plácido Antônio de Souza Neto 1 1 Gerência Educacional de Tecnologia da Informação Centro Federal de Educação Tecnologia do Rio Grande do Norte 2006.1 - Planejamento e Gerência de

Leia mais

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO ESTRATÉGIA DE COMBATE AO DESPERDÍCIO DE ALIMENTO

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO ESTRATÉGIA DE COMBATE AO DESPERDÍCIO DE ALIMENTO A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO ESTRATÉGIA DE COMBATE AO DESPERDÍCIO DE ALIMENTO SILVA, Cármen Cássia Velloso eprofessora do Departamento de Geociências/ UNIMONTES. Mestre em Educação. Integrante da equipe técnica

Leia mais