FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO

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1 PARTE III O GRUPO CAPÍTULO 8 FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO Prof. Germano G. Reis Prof. Luciel H. de Oliveira 2006 by Pearson Education

2 OBJETIVOS DO APRENDIZADO Depois de ler este capítulo, você será capaz de: 1. Diferenciar os grupos formais dos informais. 2. Comparar dois modelos de desenvolvimento de grupo. 3. Explicar como as exigências do papel mudam em diferentes situações. 4. Descrever como as normas exercem influência sobre o comportamento individual. 5. Explicar o que determina o status. 6. Definir folga social e seu efeito sobre o desempenho do grupo. 7. Identificar os benefícios e as desvantagens dos grupos coesos. 8. Listar os pontos fortes e fracos do processo decisório nos grupos. 9. Comparar a eficácia das reuniões de grupo de interação, das reuniões de brainstorming, das reuniões nominais e das reuniões eletrônicas. FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 1

3 DEFININDO E CLASSIFICANDO GRUPOS Grupo Dois ou mais indivíduos, interdependentes e interativos, que se reúnem visando à obtenção de um determinado objetivo. Grupo formal Grupo de trabalho definido pela estrutura da organização. Grupo informal Grupo que não é estruturado formalmente nem determinado pela organização; ele surge em resposta à necessidade de contato social. FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 2

4 DEFININDO E CLASSIFICANDO GRUPOS Grupo de comando É composto por um chefe e seus subordinados imediatos. Grupo de tarefa É formado por pessoas que se reúnem para executar uma determinada tarefa. Grupo de interesse Pessoas que se reúnem para atingir um objetivo comum. Grupo de amizade Pessoas que se reúnem por compartilharem características em comum. FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 3

5 QUADRO 8-1 Por que as pessoas se reúnem em grupos? Segurança Status Auto-estima Associação Poder Alcance de metas FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 4

6 FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 5 FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 5

7 O modelo de cinco estágios Formação O primeiro estágio de desenvolvimento do grupo, caracterizado por uma grande dose de incerteza. Tormenta O segundo estágio de desenvolvimento do grupo, caracterizado por conflitos entre os membros. Normalização O terceiro estágio de desenvolvimento do grupo, caracterizado por relacionamentos mais próximos e pela coesão. 8 6

8 O modelo de cinco estágios Desempenho O quarto estágio de desenvolvimento do grupo, quando sua estrutura é totalmente funcional e aceita. Interrupção Estágio final de desenvolvimento dos grupos temporários, caracterizado por uma preocupação maior com a conclusão das atividades do que com o desempenho da tarefa. FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 7

9 QUADRO 8-2 Estágios de desenvolvimento do grupo FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 8

10 Um modelo alternativo: para grupos temporários com prazos definidos Modelo de equilíbrio pontuado Os grupos temporários exibem longos períodos de inércia interrompidos por breves momentos revolucionários. Seqüência de ações: 1. Determinação da direção do grupo. 2. Primeira fase de inércia. 3. Uma transição acontece na metade do tempo alocado. 4. Mudanças importantes. 5. Segunda fase de inércia. 6. Atividades aceleradas. FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 9

11 QUADRO 8-3 O modelo de equilíbrio pontuado FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 10

12 ESTRUTURA DO GRUPO - PAPÉIS Papel Conjunto de padrões comportamentais esperados atribuído a alguém que ocupa uma determinada posição em uma unidade social. Identidade do papel Determinadas atitudes e comportamentos efetivos consistentes com um papel. Percepção do papel Visão que temos sobre como devemos agir em uma determinada situação by Pearson Education 8 11

13 ESTRUTURA DO GRUPO - PAPÉIS Expectativas do papel A forma como os outros acreditam que devemos agir em uma determinada situação. Conflito de papéis Uma situação em que um indivíduo se confronta com diferentes expectativas associadas aos papéis que desempenha by Pearson Education 8 12

14 ESTRUTURA DO GRUPO - NORMAS Normas Padrões aceitáveis de comportamento que são compartilhados por todos os membros do grupo. Classes comuns de normas: Normas de desempenho. Normas de aparência. Normas de organização social. Normas de alocação de recursos by Pearson Education 8 13

15 Os Estudos ESTRUTURA em Hawthorne DO GRUPO - NORMAS Conclusões dos estudos em Hawthorne (Estudos realizados por Elton Mayo na Western Electric Company, em Chicago, entre 1924 e 1932): Comportamento e sentimentos estão intimamente relacionados. As influências do grupo afetam significativamente o comportamento individual. Os padrões (normas) do grupo têm uma forte influência sobre os resultados individuais. O dinheiro é um fator menor na determinação de resultados se comparado com os padrões do grupo, os sentimentos do grupo e a segurança. FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 14

16 ESTRUTURA DO GRUPO - NORMAS Conformidade O ajuste do comportamento de uma pessoa para que ela se alinhe às normas do grupo. Grupos de referência Grupos importantes aos quais as pessoas pertencem ou querem pertencer e com cujas normas se conformam. FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 15

17 CONFORMIDADE Estudo de Salomon Asch Conformidade Desejo de aceitação do grupo Os grupos exercem forte pressão sobre os indivíduos para que mudem suas atitudes e comportamento e se adaptem aos padrões estabelecidos. ExperimentodeAsh impactos que as pressões do grupo podem ter sobre as opiniões e atitudes de seus membros. Grupos de 8 pessoas colocadas em uma sala Deveriam comparar dois cartões apresentados por ele. Apenas uma pessoa não sabia que o experimento era arranjado. O que aconteceria se os membros do grupo começassem a dar respostas erradas? A pressão para a conformidade com a resposta errada faz com que uma pessoa altere sua resposta para se alinhar com os demais? FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 16

18 QUADRO 8-4 Exemplos de cartões utilizados no estudo de Asch Diversos exercícios de comparação entre elementos... FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 17

19 ESTRUTURA DO GRUPO - NORMAS Desvios de comportamentos no ambiente de trabalho Atitudes anti-sociais praticadas por membros de organizações que violam intencionalmente as regras estabelecidas e resultam em conseqüências negativas para as empresas, para seus membros ou para ambos. FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 18

20 QUADRO 8-5 Tipologia de desvios de comportamentos no ambiente de trabalho Fonte: Adaptado de S. L. Robinson e R. J. Bennett, A typology of deviant workplace behaviors: a multidimensional scaling study, Academy of Management Journal, abr. 1995, p FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 19

21 ESTRUTURA DO GRUPO - STATUS Status Uma posição social definida ou atribuída pelas pessoas a um grupo ou a membros de um grupo. Normas do grupo Eqüidade do status Status do membro do grupo Cultura FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 20

22 ESTRUTURA DO GRUPO - TAMANHO "Folga" social Tendência que as pessoas têm de se esforçarem menos ao trabalhar em grupo do que o fariam se estivessem trabalhando sozinhas. Performance Desempenho Outras conclusões: Grupos com número ímpar de membros tendem a ser melhores do que aqueles com número par. Grupos com cinco ou sete membros conseguem obter o melhor das características dos grupos pequenos e grandes. Tamanho Group Sizedo grupo FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 21

23 ESTRUTURA DO GRUPO - COESÃO Coesão O grau em que os membros são atraídos entre si e motivados a permanecer como grupo. Medidas para estimular a coesão do grupo: Reduzir o tamanho do grupo. Estimular a concordância sobre os objetivos do grupo. Aumentar o tempo que os membros do grupo passam juntos. Aumentar o status do grupo e a dificuldade percebida para a admissão nele. Estimular a competição com outros grupos. Dar recompensas ao grupo, em vez de recompensar seus membros individualmente. Isolar fisicamente o grupo. FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 22

24 QUADRO 8-6 Relação entre coesão, normas de desempenho e produtividade do grupo FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 23

25 QUADRO 8-7 Fonte: S. Adams, Build a better life by stealing office supplies. Kansas City: Andrews & McMeal, p. 31. Reproduzido com autorização da United Feature Syndicate, Inc. 8 24

26 TOMADA DE DECISÕES EM GRUPO Pontos fortes Informações e conhecimentos mais completos Maior diversidade de pontos de vista Decisões de qualidade mais elevada (maior precisão) Melhor aceitação de uma solução Pontos fracos Consome muito tempo Pressões para a conformidade dentro do grupo Possibilidade de domínio de um indivíduo ou de um pequeno subgrupo Ambigüidade da responsabilidade 8 25

27 TOMADA DE DECISÕES EM GRUPO Pensamento grupal Fenômeno no qual as normas para o consenso passam por cima da avaliação realista das alternativas de ação. Mudança de posição grupal Situação em que, ao discutir um conjunto de alternativas e escolher uma solução, os membros do grupo tendem a exagerar suas posições iniciais; pode tender para o conservadorismo ou para a postura de risco by Pearson Education 8 26

28 Sintomas do fenômeno do pensamento grupal Os membros do grupo racionalizam qualquer resistência às suas premissas. Os membros exercem pressões diretas sobre aqueles que momentaneamente expressam dúvidas a respeito de qualquer visão compartilhada pelo grupo ou sobre quem questiona a validade dos argumentos que apóiam a alternativa favorita do grupo. Os membros que têm dúvidas ou pontos de vista diferentes procuram não se desviar do que parece ser o consenso do grupo, seja calando-se sobre suas apreensões, seja minimizando para si mesmos a importância de suas dúvidas. Parece haver uma ilusão de unanimidade by Pearson Education 8 27

29 Técnicas de tomada de decisões em grupos Grupos de interação Grupos nos quais os membros interagem face a face, usando a interação verbal e a não verbal para se comunicarem. Técnica de grupo nominal Método por meio do qual os membros se reúnem para escolher uma solução de maneira sistemática porém independente by Pearson Education 8 28

30 Técnicas de tomada de decisões em grupos Brainstorming Processo de geração de idéias que estimula especificamente toda e qualquer alternativa, ao mesmo tempo que impede críticas a essas alternativas. Reunião eletrônica Reunião na qual os participantes interagem com computadores, o que permite o anonimato dos comentários e dos votos de cada um. FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 29

31 QUADRO 8-8 Avaliação da eficácia dos grupos FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 30

32 Questões para revisão Leitura cap.8 FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 2006 by Pearson Education

33 QUESTÕES PARA REVISÃO 1. Defina e compare os conceitos de comando, de tarefa, de interesse e de amizade. 2. O que motiva ou motivaria você a entrar em um grupo? 3. Descreva com suas palavras o modelo de cinco estágios de desenvolvimento do grupo. 4. Explique o que foram os estudos em Hawthorne. O que eles revelaram sobre o comportamento dos grupos? 5. Explique o que foram os experimentos de Asch. Quais as implicações que estes experimentos trouxeram? FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 32

34 QUESTÕES PARA REVISÃO 6. Explique como as normas e o status estão relacionados entre si. Elabore um exemplo. 7. Explique quando é melhor tomar decisões em grupo do que individualmente. Elabore um exemplo. 9. Explique o que é pensamento coletivo. Quais seus efeitos sobre a qualidade do processo decisório? 10. Discuta a eficiência das reuniões eletrônicas. FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 33

35 QUESTÕES PARA REVISÃO 11. A alta coesão de um grupo conduz a uma maior produtividade desse grupo. Você está de acordo com esta afirmação? Discuta e Explique por meio de um exemplo. 12. As decisões em grupo geralmente chegam a melhores resultados do que aqueles obtidos pelas pessoas individualmente? Você pensa que todo trabalho deveria ser projetado para funcionar em grupo? Discuta e Explique por meio de um exemplo. FUNDAMENTOS DO COMPORTAMENTO EM GRUPO 8 34

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