Laudo de Avaliação Econômico-Financeira

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Laudo de Avaliação Econômico-Financeira"

Transcrição

1 Laudo de Avaliação Econômico-Financeira KALASSA CORRETORA DE SEGUROS LTDA. Elaborado por: RRP CONSULTORIA E PROJETOS S.S. LTDA. Rio de Janeiro, 03 de março de A/C Sr. José Ricardo Brun Fausto Brasil Insurance Participações e Administração S.A. Av. das Américas 500, Bl. 19, sala 301 Barra da Tijuca Rio de janeiro / RJ CEP: Versão Final Confidencial 1

2 Prezado Senhor, Conforme solicitação de V.Sa., apresentamos o laudo de avaliação econômico-financeira da empresa Kalassa Corretora de Seguros Ltda doravante denominada como KALASSA ou Corretora. Este laudo tem data-base de 31 de dezembro de 2011 e contempla o objetivo, escopo, procedimentos e metodologia utilizada na projeção econômico-financeira, bem como nossas conclusões sobre as premissas mercadológicas e operacionais que envolveram o cálculo do valor econômico da Corretora. Agradecemos à oportunidade de colaborarmos com a Brasil Insurance Participações e Administração S.A. (apenas Brasil Insurance para efeito deste trabalho), assim como pela atenção dispensada por seus executivos e funcionários durante a execução deste trabalho. Atenciosamente, Renato Ribas Pessoa Sócio - Administrador RRP Consultoria e Projetos Ltda. CORECON ª Região / SP Versão Final Confidencial 2

3 ÍNDICE I CONSIDERAÇÕES INICIAIS... 4 II Limitações... 5 III SUMÁRIO EXECUTIVO... 6 IV INTITUCIONAL... 7 IV.1 A Empresa... 7 IV.2 Serviços... 7 V Análise de Mercado... 8 V.1 Mercado de Seguros... 8 V.2 - Mercado de Corretagem de Seguros VI Sinergias VI.1 - Definição de Sinergias VI.2 - Sinergias da operação VII Metodologias de Avaliação VII.1 Fluxo de Caixa Descontado VII.2 Taxa de Desconto VII.3 Valor Residual/Método da Perpetuidade VIII PREMISSAS GERAIS IX PREMISSAS DA AVALIAÇÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA IX.1 Receita Bruta IX.2 Despesas Operacionais IX.3 Investimentos IX.4 Depreciação/Amortização IX.5 Deduções das Vendas X RESULTADOS ENCONTRADOS Versão Final Confidencial 3

4 I CONSIDERAÇÕES INICIAIS A RRP Consultoria e Projetos Ltda ( RRP ), no intuito de atingir o objetivo do trabalho de avaliação econômico-financeira da Corretora, embasou suas análises em documentos operacionais e financeiros consolidados fornecidos pela Corretora envolvida na operação e em expectativas futuras de seus profissionais. A aplicação da metodologia do fluxo de caixa descontado norteou as projeções realizadas, levando em consideração informações gerenciais e financeiras pretéritas, assim como expectativas futuras, merecendo estas algumas considerações: 1. Todas as considerações apresentadas foram elaboradas por profissionais da RRP, na qualidade de avaliadores independentes, baseados em dados e fatos contidos neste relatório; 2. Nenhum dos sócios ou profissionais da RRP tem qualquer interesse financeiro na empresa avaliada, caracterizando assim sua independência. Os honorários estimados para a execução deste trabalho não são baseados e não têm qualquer relação com os valores aqui reportados; 3. Este trabalho foi feito com base em informações contábeis e gerenciais fornecidas pelos executivos e funcionários da Brasil Insurance e da Corretora avaliada, e foram consideradas verdadeiras, uma vez que não faz parte do escopo deste trabalho qualquer tipo de procedimento de auditoria. Desta forma, a RRP não assume qualquer responsabilidade futura pela precisão das informações históricas utilizadas neste relatório; 4. Fez parte de nosso trabalho obter informações junto à diretoria e gerência da Brasil Insurance apresentadas nesse relatório, que julgamos confiáveis, mas não assumimos responsabilidade futura por sua precisão; 5. Algumas das considerações descritas neste relatório são baseadas em eventos futuros que fazem parte das expectativas da Corretora e dos profissionais da Brasil Insurance na época da avaliação. Estes eventos futuros podem não ocorrer e os resultados apresentados neste relatório poderão sofrer alterações; 6. Não foram efetuadas investigações sobre títulos de propriedade da Corretora envolvida neste relatório, nem verificações da existência de ônus ou gravames sobre as mesmas; 7. A RRP não tem responsabilidade de atualizar este relatório para eventos e circunstâncias que ocorram após a data-base do mesmo; Os valores contidos neste relatório são referências de valores justos e esperados da Corretora adquirida pela Brasil Insurance Versão Final Confidencial 4

5 II Limitações Este relatório e as opiniões e conclusões nele contidas são de uso exclusivo da Brasil Insurance, seus acionistas e administradores. Entretanto, a Empresa poderá distribuir este relatório a outras partes, observando o seguinte: A RRP deverá ser notificada a respeito de qualquer distribuição deste relatório, que por sua vez deverá ser previamente aprovada por aquela; Este relatório não deverá ser distribuído em partes; Qualquer usuário deste relatório deve estar ciente das condições que nortearam este trabalho, bem como das situações de mercado e econômicas do Brasil; e A RRP responderá às perguntas dos receptores relativas a este relatório, às custas da Brasil Insurance, somente se for acordado anteriormente entre a Brasil Insurance e os receptores, o escopo de tais perguntas e respostas. Os resultados neste relatório dependem de suposições que servem de base para as projeções. Os fluxos de caixa projetados utilizados nas análises de avaliação econômico-financeira da Corretora podem diferir materialmente dos fluxos de caixa reais, uma vez que as suposições representam estimativas futuras. Os fatores que possam resultar em diferenças entre os fluxos de caixa projetados e os resultados reais incluem mudanças no ambiente externo, alterações no ambiente operacional interno da empresa e diferença de modelagem. As projeções têm como base nosso entendimento dos produtos e serviços da Brasil Insurance e as experiências adquiridas, juntamente com os relatórios fornecidos pela mesma e discussões com seus executivos e administradores. Os resultados a serem apresentados em nosso relatório servem como referência de valor econômico para os negócios da empresa. Os resultados são significativos para os usuários apenas após estes terem compreendido os métodos e premissas envolvidas nas projeções. Versão Final Confidencial 5

6 III SUMÁRIO EXECUTIVO A Brasil Insurance é uma companhia holding, controladora de 38 (trinta e oito) corretoras de seguros, atuantes em diferentes ramos no Brasil, e mantém a continuidade da gestão independente de cada uma delas, buscando através da integração operacional de suas subsidiárias, negociação conjunta com as seguradoras e cross-selling, capturar os benefícios da escala no segmento de corretagem de seguros e serviços. Recentemente, a Brasil Insurance entrou em negociações com a Corretora foco do projeto para a negociação de suas respectivas operações. Neste contexto, foi solicitada a elaboração de uma avaliação independente e o respectivo laudo econômico-financeiro da Corretora. Este laudo tem como objetivo básico apresentar os resultados da avaliação econômicofinanceira pelo método do fluxo de caixa descontado da Corretora recém adquirida pela Brasil Insurance. O escopo deste trabalho incluiu: Reuniões com executivos e funcionários da Corretora e da Brasil Insurance para a obtenção de dados operacionais e gerenciais da mesma; Análise dos mercados de atuação da Corretora, buscando identificar suas perspectivas de crescimento e rentabilidade futura. Além da obtenção de dados e informações relevantes para a estimativa de parâmetros técnico-operacionais; Com base nas informações obtidas e nas expectativas perante a natureza do negócio, foram projetados, para a Corretora, o programa de receitas, custos, despesas operacionais e investimentos além do capital de giro e do fluxo de caixa, considerando a Corretora como parte integrante do Grupo Brasil Insurance; Para alcançar o valor econômico da Corretora, calcularam-se seus valores de rentabilidade, com base em previsão de seus resultados nos exercícios futuros, descontando-se seu fluxo de caixa livre projetado por taxa de desconto que refletisse o risco associado ao empreendimento; e Elaboração de um laudo conclusivo consolidando os aspectos relevantes da avaliação econômico-financeira. Versão Final Confidencial 6

7 IV INSTITUCIONAL IV.1 A Empresa A KALASSA, com sede na cidade de São Paulo, é uma corretora de seguros que atua nos segmentos de Saúde, Vida, Auto e outros ramos elementares. A corretora possui em sua carteira de clientes aproximadamente 3,2 mil clientes ativos e comercializou em 2011 aproximadamente R$ 12 milhões em prêmios de seguros. IV.2 Serviços A KALASSA é especialista em benefícios direcionados a pequenas e médias empresas, assessora seus clientes com atendimento personalizado em busca das melhores soluções em seguros disponíveis no mercado. Adicionalmente a corretora comercializa seguros para esportes, bicicletas de alta performance, grandes eventos e produtos com riscos estruturados. Dentre os produtos oferecidos destacam-se: Seguro Patrimonial; Seguro de Vida; Planos de saúde e odontológicos; Fiança Locatícia; Seguro de RC; Previdência Privada; Auto e Motocicletas; e Seguros de Esportes radicais. Versão Final Confidencial 7

8 V Análise de Mercado V.1 Mercado de Seguros O Brasil é o maior país da América Latina e o quinto maior do mundo, tanto em termos de tamanho territorial quanto em população. Segundo dados do IBGE obtidos no censo de 2010, o Brasil tem uma população de 190,7 milhões de habitantes. O mercado brasileiro de seguros é composto por aproximadamente 110 companhias seguradoras, reguladas pela SUSEP, aproximadamente operadoras de planos de saúde, reguladas pela ANS, e por 68 mil corretores de seguros, segundo a FENACOR. De acordo com o Artigo 19 da Lei nº /1964 toda apólice de seguro comercializada no Brasil deve ser obrigatoriamente intermediada por um corretor de seguros devidamente registrado, exceto aquelas apólices vendidas diretamente pelas companhias seguradoras. Neste caso, a companhia seguradora deverá recolher a taxa de comissão de corretagem a favor da FUNENSEG para ajudar na manutenção da educação no setor. O Brasil representa o maior mercado de seguros da América Latina com 50% dos Prêmios Diretos em 2010 e o 15º maior mercado no mundo, representando 1,48% do total de Prêmios Diretos no período, de acordo com o relatório Sigma (nº 2/2011). Em 2010, os Prêmios Diretos totalizaram R$162,8 bilhões no Brasil, de acordo com a SUSEP e a ANS. O montante de Prêmios Diretos cresceu a um ritmo acelerado entre 2003 e 2010, apresentando uma taxa de crescimento anual composta de 18,3%. A penetração de seguros, medida em termos de Prêmios Diretos como percentual do PIB, aumentou de 2,1% em 2000 para 3,1% em 2010 segundo dados do relatório divulgado pela Swiss Re Insurance in Latin America. Apesar do crescimento acelerado neste período, a penetração de seguros no Brasil ainda não atingiu os níveis observados em países industrializados, onde, em média, esta métrica corresponde a 8,6% do PIB, de acordo com o relatório Sigma. Além disso, a penetração de seguros no Brasil ainda é menor do que em países como Índia (5,1%) e China (3,8%). A densidade de seguros, medida em termos de valor em Prêmios Diretos per capita, indica também um potencial expressivo de expansão para o setor. A densidade no Brasil em 2010 foi de US$ 327,6 de acordo com o relatório divulgado pela Swiss Re Insurance in Latin America, enquanto que a média em países industrializados foi de US$ no mesmo período, segundo dados do relatório Sigma (no. 2/2011). Vale mencionar que se estima que apenas 30% da frota de veículos do Brasil é segurada (excluindo DPVAT), apenas 24% da população brasileira tem plano de saúde particular e apenas 8% tem plano odontológico. As significativas mudanças observadas na economia brasileira desde a introdução do Plano Real em 1994 representaram o principal fator de crescimento do setor de seguros. A estabilidade do ambiente econômico, com controle da inflação e redução das taxas de juros, resultou em um aumento substancial da renda per capita no País. Adicionalmente, em 2007, ocorreu um marco na história do setor de seguros no que diz respeito ao avanço em direção ao desenvolvimento e aprimoramento de outros produtos no mercado segurador brasileiro a partir da quebra do monopólio do IRB-Brasil. Com o advento da Lei Complementar n.º 126, de 15 de janeiro de 2007, foi decretado o fim do monopólio de 60 anos da estatal que era a responsável por prover serviços de resseguro às apólices emitidas por seguradoras no Brasil. Versão Final Confidencial 8

9 O mercado de seguros no Brasil é caracterizado por uma concentração das companhias seguradoras que competem significativamente por volume e participação de mercado, uma baixa sofisticação dos produtos oferecidos e um alto potencial de crescimento e aumento de penetração de produtos de seguros. Com base em dados da SUSEP e considerando apenas os seguros sob a regulamentação desta, os dez maiores grupos de companhias seguradoras detêm aproximadamente 83% dos Prêmios Diretos do mercado brasileiro. Tais grupos oferecem produtos concentrados nos segmentos de seguros de automóveis e de seguros saúde, que, segundo a SUSEP e ANS, representam, conjuntamente, aproximadamente 57% dos Prêmios Diretos em Segundo a SUSEP, o crescimento do volume de Prêmios Diretos no Brasil é reflexo do crescimento da economia, do aumento do poder aquisitivo e do volume de crédito ofertado, da expansão de renda e consumo das classes C e D, do aumento do emprego formal, do aumento da frota de veículos, da formalização de setores da economia e do aumento da penetração de produtos de seguros. Além disso, o Brasil tem investido em grandes projetos de infraestrutura e se beneficiará do impacto em obras necessárias para a Copa do Mundo de futebol em 2014 e as Olimpíadas no Rio de Janeiro em Acreditamos que tais tendências continuarão a beneficiar o mercado segurador brasileiro. Os fatores macroeconômicos somados à quebra do monopólio do IRB-Brasil são as principais diretrizes do potencial de crescimento do setor de seguros do Brasil que tende a se desenvolver e se sofisticar juntamente com o amadurecimento da economia brasileira. Entre os ramos de seguros com maior potencial de crescimento e de ganho de relevância no mercado estão os seguros habitacional, de riscos de engenharia, de responsabilidade civil, de garantia, saúde, automóvel, acidentes pessoais e vida. Versão Final Confidencial 9

10 V.2 - Mercado de Corretagem de Seguros O mercado de corretagem de seguros caracteriza-se por ser o principal canal de distribuição de seguros do Brasil. A capilaridade geográfica, representada por cerca de 68 mil corretores ativos, proporciona às companhias seguradoras um elevado grau de ramificação e proximidade aos seus clientes, permitindo a redução de investimento em estrutura e facilitando o entendimento e adaptação dos produtos para as particularidades das diversas características regionais brasileiras. Essa característica do mercado de seguros brasileiro de predominância do canal corretor na distribuição dos principais produtos, encontra-se destacada na presença dos corretores na comercialização dos principais segmentos do mercado segurador nacional conforme tabela a seguir: Canal de Distribuição dos Principais Segmentos Linha de produtos Corretores Automóveis 65% Crédito 75% Residencial 70% Marítimo 100% Riscos Financeiros 95% Riscos Industriais 90% Saúde em Grupo 85% Vida em Grupo 70% Outros 70% Fonte: Consultoria Axco De fato, a possibilidade das companhias seguradoras terceirizarem a distribuição de seus produtos a fim de reduzir sua alavancagem operacional e focar em seu core business é um forte indicativo do formato do mercado brasileiro de distribuição de seguros. O mercado de seguros no Brasil é caracterizado por uma concentração das companhias seguradoras que competem significativamente por volume e participação de mercado, uma baixa sofisticação dos produtos oferecidos e um alto potencial de crescimento e aumento de penetração de produtos de seguros na economia brasileira. Como consequência, as grandes companhias seguradoras competem agressivamente para aumentar suas participações acirrando a disputa pelo canal de distribuição com maior capilaridade e relacionamento com os clientes que são os corretores de seguros. Os corretores de seguros têm um papel fundamental na distribuição e venda de seguros, tendo em vista que são intermediários independentes que negociam contratos de seguro para clientes que procuram produtos de seguro e coberturas. O corretor de seguros assessora o cliente na avaliação de riscos, definindo o valor e a natureza de cobertura necessários e selecionando companhias seguradoras em troca de uma comissão, sem assumir qualquer risco de sinistralidade em relação ao seguro contratado. Devido a essa dinâmica com o cliente, são os corretores de seguros, ao invés das seguradoras, que mantêm Versão Final Confidencial 10

11 um relacionamento direto com clientes existentes e que têm melhor capacidade de captar novos clientes potenciais. Além disso, as normas brasileiras atuais exigem a intermediação de um corretor de seguros, ou o pagamento de uma comissão a uma associação de corretores (FUNENSEG). Isso favorece ainda mais a dinâmica de corretores independentes como o principal canal de distribuição de produtos de seguro. Segundo a Consultoria Axco, aproximadamente 70% dos seguros no Brasil são intermediados por sociedades corretoras ou corretores independentes, ou seja, não vinculados de forma exclusiva a nenhuma das companhias seguradoras. Em alguns produtos esse índice é ainda maior, tais como riscos financeiros (95%), riscos operacionais (90%) e riscos de crédito (75%). Além disso, a Consultoria Axco identificou a tendência de aumento nas comissões médias pagas, com crescimento composto de aproximadamente 13% para os seguros não-vida e 9% para os seguros de vida e os seguros saúde entre os anos de 2005 e Acreditamos que o mercado brasileiro de corretagem deverá seguir tendência de consolidação similar a outros mercados mais maduros, tal como o mercado norte-americano. Tal movimento proporcionou nesses mercados o surgimento de grandes companhias de corretagem de seguros e benefícios, o aumento da oferta de produtos diferenciados e customizados, a maior eficiência nos canais de distribuição e melhores comissões. Versão Final Confidencial 11

12 VI Sinergias VI.1 - Definição de Sinergias A projeção do Fluxo de Caixa de uma empresa leva em consideração uma série de fatores que devem ser analisados para que o resultado do trabalho seja realista e consistente. No caso da KALASSA, é válido enfatizar a análise das sinergias, visto que a aquisição da Corretora é estratégica para o adquirente, ela expandirá a base de clientes da Brasil Insurance na cidade de São Paulo o que possibilitará um maior ganho de escala operacional e maiores oportunidades de vendas cruzadas na região. Existem três categorias básicas de sinergia: Universais - Disponíveis a qualquer adquirente que disponha de administração capaz e recursos adequados. São exemplos as economias de escala (como alavancagem de custo fixo de departamentos de sistemas de informação gerenciais ou a eliminação de altos administradores redundantes) e algumas oportunidades passíveis de exploração (elevação de preços, redução de overhead corporativo e eliminação de desperdícios). Endêmicas - Disponíveis apenas para alguns adquirentes, geralmente os que se concentram no mesmo setor da empresa a ser vendida. Entre elas, estão economias de escopo (cobertura geográfica ampliada) e a maioria das atividades passíveis de exploração (redundância em equipes de vendas). Exclusivas - Oportunidades que só podem ser exploradas por um comprador. Além desta classificação, existem algumas tipologias que são utilizadas na descrição das sinergias: Sinergias de Aumento de Receitas Consistem na possibilidade de que as corretoras combinadas sejam capazes de gerar mais receita que o somatório das duas operações separadas. Os aumentos de receita baseiam-se em: 1. Ganhos de Marketing, com otimizações na rede de distribuição, utilização de meios de comunicação e linha de produtos desequilibrada; 2. Benefícios Estratégicos, associados à oportunidade de tirar proveito do ambiente de competição caso surjam certas situações (tais como entrada em novo setor, combinação de produtos e diferencial tecnológico) e; 3. Poder de Mercado, com a perspectiva da aquisição de uma empresa implica a redução da concorrência e aumento do poder de barganha sobre a determinação dos preços. Sinergias de Redução de Custos Um dos motivos mais comuns para Fusões e Aquisições é a possibilidade de que as corretoras combinadas operem de maneira mais eficaz que isoladamente. A eficiência operacional pode ser conquistada de diversas maneiras: Versão Final Confidencial 12

13 1. Economias de Escala, com a redução dos custos médios frente ao crescimento da receita, principalmente com a diluição dos custos indiretos (particularmente evidentes em combinações horizontais); 2. Economias de Integração Vertical, associadas aos benefícios da coordenação conjunta de atividades operacionais correlatas. Foram apresentados alguns casos clássicos de sinergia, entretanto existem diversos outros tipos de sinergia, tais como: eliminação de administração ineficiente; recursos complementares; ganhos fiscais ou redução do custo de capital. VI.2 - Sinergias da operação Existem diversas sinergias provenientes da operação de aquisição da KALASSA pela Brasil Insurance, a maior parte delas referentes à operação da Corretora, como: (i) o aumento das comissões sobre o prêmio de seguros; (ii) o aumento do volume de vendas via cross selling; e (iii) aumento da margem operacional em função da otimização das despesas operacionais, principalmente, gasto com pessoal. Cabe destacar que, para efeito deste estudo, estaremos considerando essas sinergias, uma vez que o objetivo deste trabalho é obter o valor econômico-financeiro da empresa. Neste sentido, estaremos considerando dois cenários de avaliação distintos, um primeiro levando em consideração o efeito global das sinergias e outro sem esse efeito. A seguir encontram-se descritas as sinergias existentes na operação: Adequação das condições comerciais pré-acordadas do Grupo Brasil Insurance com as Seguradoras e, consequentemente, aumento das comissões da Corretora; Cross Selling de vendas, através da integração da Corretora com as demais do Grupo, possibilitando a utilização da capilaridade e expertise em diferentes segmentos; e Redução da despesa com pessoal devido à maior integração da estrutura administrativa e comercial, proporcionando um ganho de escala, ou seja, uma redução no coeficiente de mão-de-obra em função do crescimento da receita. VII METODOLOGIAS DE AVALIAÇÃO VII.1 Fluxo de Caixa Descontado O Método do Fluxo de Caixa Descontado é reconhecido como o método que mais apropriadamente traduz o valor econômico de um empreendimento, seja ele uma empresa ou um negócio integrante de um grupo econômico, esteja em fase operacional ou de projeto. Neste método, o desempenho da empresa ou negócio é analisado sobre o enfoque operacional. O trabalho de avaliação econômica consistiu na determinação do valor de rentabilidade da Corretora, previsão dos resultados do negócio nos exercícios futuros, buscando ampliar ao máximo a consistência das expectativas futuras com a performance operacional do negócio. Os Versão Final Confidencial 13

14 resultados futuros projetados foram trazidos a valor presente pela taxa de desconto, obtendo-se assim o valor econômico do empreendimento. Para efetuar a projeção do fluxo de caixa operacional da Corretora, foram adotadas determinadas diretrizes básicas, quais sejam: Horizonte de projeção: o período projetivo utilizado precisa refletir um prazo onde a Corretora atinja uma performance média operacional, na qual possíveis movimentos cíclicos operacionais ou mercadológicos sejam minimizados de modo a reduzir o reflexo na determinação do valor presente líquido do empreendimento. Neste caso, o período projetivo adotado foi de 10 anos. Data-Base: 31 de dezembro de Necessidade de capital de giro operacional: a necessidade de capital de giro foi apurada pela projeção de usos e fontes operacionais, expurgando-se os valores referentes às aplicações financeiras (quando não-operacionais) no ativo e financiamentos no passivo, os quais são tratados à parte. Fluxo de Caixa do Acionista: para se obter o fluxo de caixa do acionista, o qual determinou o valor do negócio, começamos com a projeção da Receita Bruta da Corretora, subtraímos os impostos sobre a receita, adicionamos as despesas operacionais; estornamos a despesa com depreciação e amortização, adicionou-se e/ou subtraiu-se a variação no capital de giro, subtrairam-se as provisões de IR e CSLL adicionaram-se e/ou subtrairam-se os saques e amortizações financeiras e, para ativo fixo, foram deduzidos os investimentos. Valor Residual / Perpetuidade: Após o período de projeção explícita do fluxo de caixa, calculouse o valor residual com base no cálculo da perpetuidade. Estimou-se, pois, o fluxo de caixa normatizado após o período de projeção explícita. Este método baseia-se em algumas premissas, quais sejam: (i) manutenção das margens, do giro e do retorno sobre o capital investido, (ii) investimento suficiente para a reposição da depreciação e manutenção das atividades e; (iii) retorno igual ao CAPM - Capital Asset Pricing Model sobre qualquer novo investimento no período da perpetuidade. Vale ressaltar que foi adotada a premissa de crescimento real de 1,5% do fluxo de caixa na perpetuidade. Moeda: Considerou-se nesta projeção o real constante. VII.2 Taxa de Desconto As duas formas mais utilizadas para se calcular a taxa de desconto que deve trazer o fluxo de caixa de um empreendimento a valor presente são o Modelo de Precificação de Ativos (CAPM Capital Asset Pricing Model) e o Custo Médio Ponderado de Capital (WACC Weighted Average Cost of Capital). O CAPM deve ser usado em projeções onde o fluxo de caixa calculado já considera o efeito de juros, saques e amortizações. Já o WACC, é adequado para descontar o fluxo de caixa operacional porque reflete os custos de oportunidade dos provedores de capital, ponderados pela estrutura de capital da Corretora. Ao se utilizar o WACC, a dívida deve ser tratada a parte e o valor de mercado da mesma na data- Versão Final Confidencial 14

15 base deve ser descontado do valor presente do fluxo de caixa operacional. No método CAPM, este procedimento não deve ser realizado, uma vez que o valor presente do fluxo de caixa já considera o efeito da dívida. A taxa de desconto utilizada para trazer a valor presente o fluxo de caixa operacional da Corretora corresponde ao Custo do Capital Próprio CAPM (Capital Asset Pricing Model). Na data base desta avaliação, a Corretora não possui nenhuma dívida de longo prazo e desta forma a taxa de desconto deve representar apenas o custo de oportunidade dos acionistas. O procedimento adotado para o calculo do CAPM é mostrado a seguir. Custo de capital próprio (equity) Primeiramente, estimou-se uma taxa de retorno para o caso americano, na medida em que a aplicação deste modelo no Brasil é bastante difícil, já que não existem parâmetros locais estáveis para a maioria das variáveis que especificam o modelo (taxa de juros com risco zero, retorno do mercado e risco sistemático - beta). Em seguida, esta taxa foi ajustada para o mercado brasileiro, incorporando o spread atrelado ao risco Brasil, e prêmio de tamanho, segundo o índice ibbotson. A equação de precificação da taxa de retorno para o capital próprio é dada por: Onde: r f (E(r m ) - r f ) beta diversificado. r b p t r = r f + (E(r m ) - r f ) beta + r b + P t taxa de retorno com risco zero prêmio de risco, calculado em função da diferença entre a taxa de retorno do mercado acionário e a taxa de retorno com risco zero medida do risco sistemático da Empresa, em relação à um portfólio risco Brasil prêmio de tamanho Taxa de juros com risco zero (rf) A taxa de juros com risco zero foi estimada, utilizando-se como parâmetro a remuneração dos títulos do Tesouro Norte-Americano (Treasury Bonds) de 30 anos e, em seguida, foi deflacionada pela inflação média norte-americana, resultando em 1,70% a.a. Prêmio de risco (E(rm) - rf) 1 Normalmente, o prêmio de risco é apurado com base na expectativa de retorno adicional do mercado de capitais norte-americano frente aos títulos livres de risco. Tal parâmetro é estimado com base na variação do índice S&P 500 em relação à remuneração dos títulos do Tesouro Norte-Americano (Treasury Bonds) de 30 anos. O resultado encontrado seguindo esta metodologia foi 5,50% a.a. 1 Fonte: Damodaram média geométrica histórica (Stock + Bonds / ) Versão Final Confidencial 15

16 Beta () Um aspecto fundamental da determinação da taxa de desconto consiste em estimar o Beta, parâmetro este aplicado sobre o prêmio de risco (retorno adicional do mercado de capitais frente aos títulos livres de risco). O Beta mede o risco sistemático de um ativo num portfólio diversificado, onde se utiliza normalmente como parâmetro o mercado norte-americano. É importante notar que o Beta observado nos mercados de capitais para corretoras comparáveis incorpora os diferentes graus de alavancagem destas corretoras. É necessário, portanto, que se extraia o fator de alavancagem para calcular o fator de risco determinado pelo mercado sobre os riscos operacionais inerentes ao negócio. Para tal, a seguinte fórmula é empregada: d = / [1 + (1 - T) x (D/E)] Onde, d = Beta Desalavancado risco sistemático das ações de corretoras comparáveis ou média do setor, expurgando-se o fator de alavancagem; = Beta Alavancado risco sistemático das ações de corretoras comparáveis ou média do setor, incluindo o grau de alavancagem de cada uma delas ou o parâmetro médio; T = Alíquota de imposto de renda e contribuição social para cada empresa comparável ou média do setor; e D/E = Grau de alavancagem de cada empresa comparável ou para a média do setor. Definida a estrutura de capital da Empresa, deve-se calcular então o novo Beta, agora realavancando, usando-se a seguinte fórmula: r = d * [1 + (1 - T) x (D/E)] Onde, r = Beta realavancado a ser utilizado como base para o calculo do custo de financiamento através de capitais próprios; d = Beta Desalavancado risco sistemático das ações de corretoras comparáveis ou média do setor, expurgando-se o fator de alavancagem; T = Alíquota de imposto de renda e contribuição social para cada empresa comparável ou média do setor; e D/E = Grau de alavancagem das corretoras objeto de análise. Portanto, o Beta desalavancado para o setor de Insurance Insurance Brokers no mercado norte-americano foi estimado em 0,59, conforme dados históricos de janeiro de 2010 a dezembro de 2011 da Bloomberg. Versão Final Confidencial 16

Laudo de Avaliação Econômico-Financeira

Laudo de Avaliação Econômico-Financeira Laudo de Avaliação Econômico-Financeira ECONOMIZE NO SEGURO ADMINISTRADORA E CORRETORA DE SEGUROS LTDA. Elaborado por: RRP CONSULTORIA E PROJETOS S.S. LTDA. Rio de Janeiro, 18 de janeiro de 2012. A/C Sr.

Leia mais

Laudo de Avaliação Econômico-Financeira

Laudo de Avaliação Econômico-Financeira Laudo de Avaliação Econômico-Financeira SHT ADMINISTRAÇÃO E CORRETORA DE SEGUROS LTDA. Elaborado por: RRP CONSULTORIA E PROJETOS S.S. LTDA. Rio de Janeiro, 10 de outubro de 2011. A/C Sr. José Ricardo Brun

Leia mais

Laudo de Avaliação Econômico-Financeira

Laudo de Avaliação Econômico-Financeira Laudo de Avaliação Econômico-Financeira FAZON CORRETORA DE SEGUROS LTDA. Elaborado por: RRP CONSULTORIA E PROJETOS S.S. LTDA. Rio de Janeiro, 1 de julho de 2011. A/C Sr. José Ricardo Brun Fausto Brasil

Leia mais

Laudo de Avaliação Econômico-Financeira

Laudo de Avaliação Econômico-Financeira Laudo de Avaliação Econômico-Financeira PREVISÃO EMPREENDIMENTOS E CORRETAGENS DE SEGUROS LTDA. Elaborado por: RRP CONSULTORIA E PROJETOS S.S. LTDA. Rio de Janeiro, 31 de março de 2011. A/C Sr. José Ricardo

Leia mais

PORTO SEGURO ANUNCIA LUCRO LÍQUIDO DE R$110,9 MILHÕES OU R$0,48

PORTO SEGURO ANUNCIA LUCRO LÍQUIDO DE R$110,9 MILHÕES OU R$0,48 PORTO SEGURO ANUNCIA LUCRO LÍQUIDO DE R$110,9 MILHÕES OU R$0,48 POR AÇÃO ATÉ MAIO DE 2008. São Paulo, 02 de julho de 2008 Porto Seguro S.A. (BOVESPA: PSSA3), anuncia os resultados dos 5M08. As informações

Leia mais

FORMAÇÃO DE PREÇO DE VENDA MÓDULO 9

FORMAÇÃO DE PREÇO DE VENDA MÓDULO 9 FORMAÇÃO DE PREÇO DE VENDA MÓDULO 9 Índice 1. Lucro presumido...3 2. Lucro real...4 2 Dentre os regimes tributários, os mais adotados são os seguintes: 1. LUCRO PRESUMIDO Regime de tributação colocado

Leia mais

Divulgação de Resultados 3T11

Divulgação de Resultados 3T11 Divulgação de Resultados 3T11 15 de Novembro de 2011 Palestrantes Luis Eduardo Fischman Diretor Financeiro e de RI José Ricardo Brun Fausto Diretor Operacional 2 Disclaimer Esta apresentação não constitui

Leia mais

Panorama e Perspectivas 2011/2012. Mercado de Seguros, Previdência Complementar Aberta e Capitalização

Panorama e Perspectivas 2011/2012. Mercado de Seguros, Previdência Complementar Aberta e Capitalização Panorama e Perspectivas / Mercado de Seguros, Previdência Complementar Aberta e Capitalização 1. Sumário Executivo... 2 2. Seguradoras do grupo de seguros gerais... 2 2.1 Ramos do grupo de seguros gerais...

Leia mais

Empresa de Locação. Apresentação de avaliação financeira. São Paulo, Novembro de 2011 Confidencial

Empresa de Locação. Apresentação de avaliação financeira. São Paulo, Novembro de 2011 Confidencial Empresa de Locação Apresentação de avaliação financeira São Paulo, Novembro de 2011 Confidencial A IGC Partners Sobre a empresa Líder em operações de Estrutura local e internacional Fusões e Aquisições

Leia mais

Porto Seguro Anuncia Lucro Líquido de R$ 44,2 milhões no 4T04 Crescimento de 22% dos Prêmios Auferidos em 2004

Porto Seguro Anuncia Lucro Líquido de R$ 44,2 milhões no 4T04 Crescimento de 22% dos Prêmios Auferidos em 2004 Porto Seguro Anuncia Lucro Líquido de R$ 44,2 milhões no 4T04 Crescimento de 22% dos Prêmios Auferidos em 2004 São Paulo, 25 de fevereiro de 2005 - A Porto Seguro S.A. (Bovespa: PSSA3) anuncia hoje seus

Leia mais

Release de Resultado Janeiro/08

Release de Resultado Janeiro/08 PORTO SEGURO anuncia lucro líquido de R$10,0 milhões ou R$0,13 por ação em janeiro de 2008 São Paulo, 17 de Março de 2008 Porto Seguro S.A. (BOVESPA: PSSA3), anuncia os resultados de janeiro de 2008. As

Leia mais

Earnings Release. Relação com Investidores. Destaques do 2T11. Brasil Insurance Anuncia Resultados do 2T11

Earnings Release. Relação com Investidores. Destaques do 2T11. Brasil Insurance Anuncia Resultados do 2T11 Relação com Investidores Luis Eduardo Fischman Diretor de Relações com Investidores (55 21) 3433-5060 ri@brinsurance.com.br Teleconferência de Resultados 2T11 Terça-Feira, 16 de agosto de 2011 Português

Leia mais

Apresentação de Resultados 3T05

Apresentação de Resultados 3T05 Apresentação de Resultados 3T05 Destaques Crescimento do Lucro Líquido foi de 316% no Terceiro Trimestre Crescimento da Receita no 3T05 A receita bruta foi maior em 71% (3T05x3T04) e 63% (9M05x9M04) Base

Leia mais

Divulgação de Resultados 1T14

Divulgação de Resultados 1T14 Divulgação de Resultados 1T14 A Tarpon Investimentos S.A. ( Tarpon ou Companhia ), por meio de suas subsidiárias, realiza a gestão de fundos e carteiras de investimentos em bolsa e private-equity ( Fundos

Leia mais

Brito Amoedo Imobiliária S/A. Demonstrações Contábeis acompanhadas do Parecer dos Auditores Independentes

Brito Amoedo Imobiliária S/A. Demonstrações Contábeis acompanhadas do Parecer dos Auditores Independentes Brito Amoedo Imobiliária S/A Demonstrações Contábeis acompanhadas do Parecer dos Auditores Independentes Em 30 de Junho de 2007 e em 31 de Dezembro de 2006, 2005 e 2004 Parecer dos auditores independentes

Leia mais

Lucro Líquido de R$179,4 milhões ou R$2,33 por ação no 4T06 e R$460,2 milhões ou R$5,99 por ação em 2006.

Lucro Líquido de R$179,4 milhões ou R$2,33 por ação no 4T06 e R$460,2 milhões ou R$5,99 por ação em 2006. Lucro Líquido de R$179,4 milhões ou R$2,33 por ação no 4T06 e R$460,2 milhões ou R$5,99 por ação em 2006. São Paulo, 28 de fevereiro de 2007 - A Porto Seguro S.A. (Bovespa: PSSA3) anuncia seu resultado

Leia mais

Teleconferência Resultado 2T2013 13/08/2013

Teleconferência Resultado 2T2013 13/08/2013 Teleconferência Resultado 2T2013 13/08/2013 BB Seguridade S.A. Resultado do 2º Trimestre de 2013 Aviso Importante Esta apresentação faz referências e declarações sobre expectativas, sinergias planejadas,

Leia mais

ANÁLISE DE BALANÇOS MÓDULO 1

ANÁLISE DE BALANÇOS MÓDULO 1 ANÁLISE DE BALANÇOS MÓDULO 1 Índice Análise Vertical e Análise Horizontal...3 1. Introdução...3 2. Objetivos e técnicas de análise...4 3. Análise vertical...7 3.1 Cálculos da análise vertical do balanço

Leia mais

Relatório Analítico 27 de março de 2012

Relatório Analítico 27 de março de 2012 VENDA Código de Negociação Bovespa TGM A3 Segmento de Atuação Principal Logística Categoria segundo a Liquidez 2 Linha Valor de M ercado por Ação (R$) 29,51 Valor Econômico por Ação (R$) 32,85 Potencial

Leia mais

COMPRA. Relatório de Acompanhamento Porto Seguro S.A. A história da Porto Seguro tem como marco inicial a comercialização de seguros por

COMPRA. Relatório de Acompanhamento Porto Seguro S.A. A história da Porto Seguro tem como marco inicial a comercialização de seguros por COMPRA Código em Bolsa PSSA3 Setor de Atuação Seguros Categoria 1 Linha Cotação Atual R$ 22,5 Preço Alvo R$ 32,7 Potencial de Valorização 42,52% Preço / Lucro (11E) 13,28 Preço / Vendas (11E),76 Preço

Leia mais

Niterói Administradora de Imóveis S/A. Demonstrações Contábeis acompanhadas do Parecer dos Auditores Independentes

Niterói Administradora de Imóveis S/A. Demonstrações Contábeis acompanhadas do Parecer dos Auditores Independentes Niterói Administradora de Imóveis S/A Demonstrações Contábeis acompanhadas do Parecer dos Auditores Independentes Em 30 de Junho de 2007 e em 31 de Dezembro de 2006, 2005 e 2004 Parecer dos auditores independentes

Leia mais

DIRECIONAL ANUNCIA RECORDE HISTÓRICO DE VENDAS NO 3T09

DIRECIONAL ANUNCIA RECORDE HISTÓRICO DE VENDAS NO 3T09 Divulgação de Resultados 3T09 DIRECIONAL ANUNCIA RECORDE HISTÓRICO DE VENDAS NO 3T09 - VENDAS CONTRATADAS DE R$242,7 MILHÕES NO 3T09, COM VSO 45% - - EBITDA DE R$35,0 MILHÕES, COM 31,1% DE MARGEM EBITDA

Leia mais

O Lucro Líquido do 1T12 foi de R$2,5 MM, superior em R$10,7 MM ao prejuízo do 1T11, de R$8,2 MM negativos.

O Lucro Líquido do 1T12 foi de R$2,5 MM, superior em R$10,7 MM ao prejuízo do 1T11, de R$8,2 MM negativos. São Paulo, 13 de maio de 2013 - A Unidas S.A. ( Companhia ou Unidas ) anuncia os seus resultados do primeiro trimestre de 2012 (). As informações financeiras são apresentadas em milhões de Reais, exceto

Leia mais

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO 1. Introdução Em 31 de dezembro de 2014 a SANEAGO operava os sistemas de abastecimento de água e coleta e/ou tratamento de esgoto de 225 dos 246 municípios do Estado de Goiás,

Leia mais

NBC TSP 10 - Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária

NBC TSP 10 - Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária NBC TSP 10 - Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária Alcance 1. Uma entidade que prepara e apresenta Demonstrações Contábeis sob o regime de competência deve aplicar esta Norma

Leia mais

SHOPPING POPULAR DE CANOAS/RS

SHOPPING POPULAR DE CANOAS/RS SHOPPING POPULAR DE CANOAS/RS Análise Econômica e Financeira Este relatório, elaborado pela Projeobra Engenharia Ltda., apresenta a análise econômica e financeira da implantação de um Shopping Popular

Leia mais

A G Ê N C I A N A C I O N A L D E E N E R G I A E L É T R I C A. Módulo 9: Concessionárias de Transmissão. S u b m ó d u l o 9. 8

A G Ê N C I A N A C I O N A L D E E N E R G I A E L É T R I C A. Módulo 9: Concessionárias de Transmissão. S u b m ó d u l o 9. 8 A G Ê N C I A N A C I O N A L D E E N E R G I A E L É T R I C A Módulo 9: Concessionárias de Transmissão S u b m ó d u l o 9. 8 M e t o d o l o g i a d e c á l c u l o de p r e ç o t e t o d a R e c e

Leia mais

NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL

NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL Ana Beatriz Nunes Barbosa Em 31.07.2009, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou mais cinco normas contábeis

Leia mais

ELABORAÇÃO DE UM ORÇAMENTO DE CAPITAL

ELABORAÇÃO DE UM ORÇAMENTO DE CAPITAL ELABORAÇÃO DE UM ORÇAMENTO DE CAPITAL 1. Introdução Uma empresa é administrada para satisfazer os interesses e objetivos de seus proprietários. Em particular, a organização de atividades econômicas em

Leia mais

Anexo à Política de Investimentos 2010 a 2014

Anexo à Política de Investimentos 2010 a 2014 Anexo à Política de Investimentos 2010 a 2014 Diretrizes para Investimentos em Imóveis (aprovadas pelo CDE em sua 18ª reunião realizada nos dias 14 a 16 de dezembro de 2009 Índice Anexo à Política de Investimentos...1

Leia mais

Divulgação de resultados 3T13

Divulgação de resultados 3T13 Brasil Brokers divulga seus resultados do 3º Trimestre do ano de 2013 Rio de Janeiro, 13 de novembro de 2013. A Brasil Brokers Participações S.A. (BM&FBovespa: BBRK3) uma empresa com foco e atuação no

Leia mais

Direcional Engenharia S.A.

Direcional Engenharia S.A. 1 Direcional Engenharia S.A. Relatório da Administração Exercício encerrado em 31 / 12 / 2007 Para a Direcional Engenharia S.A., o ano de 2007 foi marcado por recordes e fortes mudanças: registramos marcas

Leia mais

CRITÉRIOS / Indicadores

CRITÉRIOS / Indicadores CRITÉRIOS / Indicadores A lista de conceitos desta MELHORES E MAIORES Os valores usados nesta edição são expressos em reais de dezembro de 2014. A conversão para dólares foi feita, excepcionalmente, com

Leia mais

Diretrizes para Investimentos em Imóveis

Diretrizes para Investimentos em Imóveis Diretrizes para Investimentos em Imóveis 21ª reunião do CAP - 15/12/2010 11ª reunião ordinária do CDE - 16/12/2010 Anexo à Política de Investimentos 2011 a 2015 Índice 1. Contratação de Corretores, Avaliadores

Leia mais

Unidade IV INTERPRETAÇÃO DAS. Prof. Walter Dominas

Unidade IV INTERPRETAÇÃO DAS. Prof. Walter Dominas Unidade IV INTERPRETAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Prof. Walter Dominas Conteúdo programático Unidade I Avaliação de Empresas Metodologias Simples Unidade II Avaliação de Empresas - Metodologias Complexas

Leia mais

Laudo de Avaliação da Ferronorte. Data Base: Novembro de 2004

Laudo de Avaliação da Ferronorte. Data Base: Novembro de 2004 Laudo de Avaliação da Ferronorte Data Base: Novembro de 2004 Contexto Os administradores da Brasil Ferrovias nos solicitam a avaliação do preço das ações da Ferronorte a serem emitidas no aumento de capital

Leia mais

ANÁLISE FUNDAMENTALISTA COM FOCO PARA A RECOMENDAÇÃO DE COMPRA / VENDA DE AÇÕES

ANÁLISE FUNDAMENTALISTA COM FOCO PARA A RECOMENDAÇÃO DE COMPRA / VENDA DE AÇÕES ANÁLISE FUNDAMENTALISTA COM FOCO PARA A RECOMENDAÇÃO DE COMPRA / VENDA DE AÇÕES! A análise do desempenho histórico! Análise setorial! Análise de múltiplos! Elaboração de projeções de resultados! Determinação

Leia mais

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - DVA

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - DVA DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO - DVA Sumário 1. Considerações Iniciais 2. Estrutura da Demonstração do Valor Adicionado 2.1 - Grupo de Receita Bruta - Outras Receitas 2.2 - Grupo de Insumos Adquiridos

Leia mais

Conciliação do BR GAAP com o IFRS Resultado e Patrimônio Líquido em 31 de dezembro de 2008

Conciliação do BR GAAP com o IFRS Resultado e Patrimônio Líquido em 31 de dezembro de 2008 Bovespa: TPIS3 www.tpisa.com.br Departamento de RI Diretoria Ana Cristina Carvalho ana.carvalho@tpisa.com.br Gerência Mariana Quintana mariana.quintana@tpisa.com.br Rua Olimpíadas, 205-14º andar Fone +55

Leia mais

ABERTURA DAS CONTAS DA PLANILHA DE RECLASSIFICAÇÃO DIGITAR TODOS OS VALORES POSITIVOS.

ABERTURA DAS CONTAS DA PLANILHA DE RECLASSIFICAÇÃO DIGITAR TODOS OS VALORES POSITIVOS. ABERTURA DAS CONTAS DA PLANILHA DE RECLASSIFICAÇÃO DIGITAR TODOS OS VALORES POSITIVOS. I. BALANÇO ATIVO 111 Clientes: duplicatas a receber provenientes das vendas a prazo da empresa no curso de suas operações

Leia mais

Marco Antonio Rossi Bradesco Seguros

Marco Antonio Rossi Bradesco Seguros Marco Antonio Rossi Bradesco Seguros MERCADO SEGURADOR BRASILEIRO PANORAMA DO GRUPO SEGURADOR PERSPECTIVAS E EVOLUÇÃO FUTURA ESTRATÉGIA EM AÇÃO MERCADO SEGURADOR BRASILEIRO MERCADO SEGURADOR BRASILEIRO

Leia mais

Potencial Econômico dos Clientes dos Corretores de Seguros Independentes do Estado de São Paulo Francisco Galiza www.ratingdeseguros.com.

Potencial Econômico dos Clientes dos Corretores de Seguros Independentes do Estado de São Paulo Francisco Galiza www.ratingdeseguros.com. Potencial Econômico dos Clientes dos Corretores de Seguros Independentes do Estado de São Paulo Francisco Galiza www.ratingdeseguros.com.br Julho/2005 1) Introdução O objetivo deste estudo foi avaliar

Leia mais

Demonstrativo de Preço

Demonstrativo de Preço 11:24 1/13 Demonstrativo de Preço 1. Sumário das Análises Apresentadas Nas análises apresentadas nesse documento demonstramos: (i) Como foi atingido o valor implícito da Telemig Celular (Operadora) (ii)

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Com relação a conceitos, objetivos e finalidades da contabilidade, julgue os itens que se seguem. 51 Auxiliar um governo no processo de fiscalização tributária é uma das finalidades

Leia mais

Unidade II Orçamento Empresarial. Profª Msc Mary Wanyza Disciplina : Orçamento

Unidade II Orçamento Empresarial. Profª Msc Mary Wanyza Disciplina : Orçamento Unidade II Orçamento Empresarial Profª Msc Mary Wanyza Disciplina : Orçamento Referências Bibliográficas Fundamentos de Orçamento Empresarial Coleção resumos de contabilidade Vol. 24 Ed. 2008 Autores:

Leia mais

ANEXO VIII MODELO PARA APRESENTAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS

ANEXO VIII MODELO PARA APRESENTAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS ANEXO VIII MODELO PARA APRESENTAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS Este Anexo tem por objetivo orientar a elaboração do Plano de Negócios, que compõe a proposta comercial da proponente. O documento deve corresponder

Leia mais

SUMÁRIO. Página 2 de 27

SUMÁRIO. Página 2 de 27 LAUDO DE AVALIAÇÃO LUPATECH-MNA INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA. Data-base da Avaliação: 30 de junho de 2007 Data de Emissão: 10 de agosto de 2007 SUMÁRIO CONTEXTO DA AVALIAÇÃO... 3 Sobre a CSL OFF-SHORE...

Leia mais

DESTAQUES NO PERÍODO. Dados Financeiros (R$ x 1.000)

DESTAQUES NO PERÍODO. Dados Financeiros (R$ x 1.000) Blumenau SC, 27 de julho de 2007 A Cremer S.A. (Bovespa: CREM3), distribuidora de produtos para a saúde e também líder na fabricação de produtos têxteis e adesivos cirúrgicos, anuncia hoje seus resultados

Leia mais

A representação institucional do mercado segurador

A representação institucional do mercado segurador A representação institucional do mercado segurador A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização CNseg é a entidade de representação

Leia mais

Estimação do Fluxo de Caixa Livre para a Empresa

Estimação do Fluxo de Caixa Livre para a Empresa Estimação do Fluxo de Caixa Livre para a! Principais passos! O efeito da depreciação! Outros fatores que geram obrigações ou direitos para a empresa Francisco Cavalcante (francisco@fcavalcante.com.br)

Leia mais

A Corretagem como Negócio

A Corretagem como Negócio A Corretagem como Negócio Robert Bittar, Presidente, FENACOR www.fenacor.com.br XVI Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros Florianópolis, Santa Catarina - Outubro/2009 Mudando o Conceito Corretor

Leia mais

Kinea Rendimentos Imobiliários - FII. Relatório de Gestão

Kinea Rendimentos Imobiliários - FII. Relatório de Gestão Kinea Rendimentos Imobiliários - FII Relatório de Gestão Janeiro de 2013 Palavra do Gestor Prezado investidor, O Kinea Rendimentos Imobiliário FII ( Fundo ) é dedicado ao investimento em Ativos de renda

Leia mais

TELECONFERÊNCIA DE RESULTADOS 1T15

TELECONFERÊNCIA DE RESULTADOS 1T15 TELECONFERÊNCIA DE RESULTADOS 1T15 RESULTADOS FINANCEIROS CONSOLIDADOS RECEITA LÍQUIDA 300,1 361,1 20,3% EBITDA AJUSTADO 56,5 68,7 21,6% MARGEM EBITDA AJUSTADO 1 17,9% 18,4% 0,5 p.p. LUCRO LÍQUIDO AJUSTADO

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Demonstrativo de Preço de transferência - Transfer Pricing consolidado na matriz

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Demonstrativo de Preço de transferência - Transfer Pricing consolidado na matriz Demonstrativo de Preço de transferência - Transfer Pricing consolidado na matriz 18/12/2013 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas Apresentadas pelo Cliente... 3 3. Análise da Consultoria...

Leia mais

RESULTADOS 2T15 Teleconferência 10 de agosto de 2015

RESULTADOS 2T15 Teleconferência 10 de agosto de 2015 RESULTADOS 2T15 Teleconferência 10 de agosto de 2015 AVISO Nesta apresentação nós fazemos declarações prospectivas que estão sujeitas a riscos e incertezas. Tais declarações têm como base crenças e suposições

Leia mais

Apresentação dos Resultados 3T06

Apresentação dos Resultados 3T06 Apresentação dos Resultados 3T06 Aviso Legal Esta apresentação contém considerações futuras referentes às perspectivas do negócio, estimativas de resultados operacionais e financeiros, e às perspectivas

Leia mais

Resultados 1T07 10 de maio de 2007

Resultados 1T07 10 de maio de 2007 PUBLICIDADE CAIXA CRESCEU 102% BASE DE ASSINANTES BANDA LARGA CRESCEU 32% São Paulo, O UOL (BOVESPA: UOLL4) anuncia hoje os resultados do 1T07. As demonstrações financeiras da Companhia são elaboradas

Leia mais

DIRETORIA DE PESQUISAS - DPE COORDENAÇÃO DE CONTAS NACIONAIS CONAC. Nova Série do Produto Interno Bruto dos Municípios referência 2002

DIRETORIA DE PESQUISAS - DPE COORDENAÇÃO DE CONTAS NACIONAIS CONAC. Nova Série do Produto Interno Bruto dos Municípios referência 2002 DIRETORIA DE PESQUISAS - DPE COORDENAÇÃO DE CONTAS NACIONAIS CONAC Nova Série do Produto Interno Bruto dos Municípios referência 2002 (versão para informação e comentários) Versão 1 Apresentação O Instituto

Leia mais

Teleconferência de Resultados do 3T09

Teleconferência de Resultados do 3T09 Teleconferência de Resultados do 3T09 2 Destaques do trimestre O forte resultado do 3T09 demonstrou nossa confortável posição competitiva na indústria de proteínas e confirmou os resultados esperados de

Leia mais

Resultados das Seguradoras Brasileiras e Mercado Mundial Uma Análise Comparada

Resultados das Seguradoras Brasileiras e Mercado Mundial Uma Análise Comparada Resultados das Seguradoras Brasileiras e Mercado Mundial Uma Análise Comparada Novembro/2001 SUMÁRIO: I) Introdução II) Análise Comparada III) Projeções e Conclusões Francisco Galiza Consultor e Mestre

Leia mais

Nos últimos anos, o setor de seguros brasileiro vem sofrendo uma. série de transformações. Algumas delas podem ser visualizadas na

Nos últimos anos, o setor de seguros brasileiro vem sofrendo uma. série de transformações. Algumas delas podem ser visualizadas na Visão das Seguradoras: Uma análise da distribuição de seguros no Brasil Francisco Galiza Mestre em Economia (FGV), membro do Conselho Editorial da FUNENSEG, catedrático pela ANSP e sócio da empresa "Rating

Leia mais

Rodobens Locação de Imóveis Ltda.

Rodobens Locação de Imóveis Ltda. Rodobens Locação de Imóveis Ltda. Demonstrações contábeis referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2013 e relatório dos auditores independentes Approach Auditores Independentes Relatório dos

Leia mais

COMO DETERMINAR O PREÇO DE LANÇAMENTO DE UMA AÇÃO NA ADMISSÃO DE NOVOS SÓCIOS

COMO DETERMINAR O PREÇO DE LANÇAMENTO DE UMA AÇÃO NA ADMISSÃO DE NOVOS SÓCIOS COMO DETERMINAR O PREÇO DE LANÇAMENTO DE UMA AÇÃO NA ADMISSÃO DE NOVOS SÓCIOS! Qual o preço de lançamento de cada nova ação?! Qual a participação do novo investidor no capital social?! Por que o mercado

Leia mais

O que é e como funciona uma operação de swap

O que é e como funciona uma operação de swap O que é e como funciona uma operação de swap! O que é Swap! O que é Hedge! Mecanismo básico de funcionamento de uma operação de Swap Autores: Francisco Cavalcante(f_c_a@uol.com.br)! Administrador de Empresas

Leia mais

Divulgação de Resultados 1T12

Divulgação de Resultados 1T12 Divulgação de Resultados 1T12 17 de maio de 2012 Palestrantes Bruno Padilha Presidente do Conselho de Administração Tuca Ramos - Presidente Luis Eduardo Fischman Diretor Financeiro e de RI José Ricardo

Leia mais

MBA EM GESTÃO FINANCEIRA: CONTROLADORIA E AUDITORIA Curso de Especialização Pós-Graduação lato sensu

MBA EM GESTÃO FINANCEIRA: CONTROLADORIA E AUDITORIA Curso de Especialização Pós-Graduação lato sensu MBA EM GESTÃO FINANCEIRA: CONTROLADORIA E AUDITORIA Curso de Especialização Pós-Graduação lato sensu Coordenação Acadêmica: Prof. José Carlos Abreu, Dr. 1 OBJETIVO: Objetivos Gerais: Atualizar e aprofundar

Leia mais

Abril Educação S.A. Informações Proforma em 30 de junho de 2011

Abril Educação S.A. Informações Proforma em 30 de junho de 2011 Abril Educação S.A. Informações Proforma em 30 de junho de 2011 RESULTADOS PRO FORMA NÃO AUDITADOS CONSOLIDADOS DA ABRIL EDUCAÇÃO As informações financeiras consolidadas pro forma não auditadas para 30

Leia mais

Divulgação de Resultados 1T15

Divulgação de Resultados 1T15 São Paulo - SP, 06 de Maio de 2015. A Tarpon Investimentos S.A. ( Tarpon ou Companhia ), por meio de suas subsidiárias, realiza a gestão de fundos e carteiras de investimentos em bolsa e private equity

Leia mais

Cadastro das Principais

Cadastro das Principais 46 Cenário Econômico Cadastro das Principais Corretoras de Seguros Primeiras conclusões Francisco Galiza O estudo ESECS (Estudo Socioeconômico das Corretoras de Seguros), divulgado pela Fenacor em 2013,

Leia mais

Política de Gerenciamento de Riscos Financeiros Endesa Brasil

Política de Gerenciamento de Riscos Financeiros Endesa Brasil Política de Gerenciamento de Riscos Financeiros Endesa Brasil Objeto Estabelecer uma política adequada de gerenciamento de riscos financeiros, de modo a resguardar as empresas do grupo Endesa Brasil de

Leia mais

RESULTADOS 3T11. Grupo Pão de Açúcar e Globex Utilidades. 4 de novembro de 2011

RESULTADOS 3T11. Grupo Pão de Açúcar e Globex Utilidades. 4 de novembro de 2011 RESULTADOS 3T11 Grupo Pão de Açúcar e Globex Utilidades 4 de novembro de 2011 ELETRO GPA ALIMENTAR AGENDA RESULTADOS Supermercados Proximidade Atacarejo Postos e Drogarias Hipermercado Lojas Especializadas

Leia mais

NBC T 19.4 - Subvenção e Assistência Governamentais Pronunciamento Técnico CPC 07

NBC T 19.4 - Subvenção e Assistência Governamentais Pronunciamento Técnico CPC 07 NBC T 19.4 - Subvenção e Assistência Governamentais Pronunciamento Técnico CPC 07 José Félix de Souza Júnior Objetivo e Alcance Deve ser aplicado na contabilização e na divulgação de subvenção governamental

Leia mais

Divulgação de Resultados 2T08

Divulgação de Resultados 2T08 Divulgação de Resultados 2T08 Rio de Janeiro, 14 de agosto de 2008 A Sul América S.A. (Bovespa: SULA11) anuncia hoje os resultados do segundo trimestre de 2008 (2T08). As informações operacionais e financeiras

Leia mais

Quanto vale FINANÇAS. Miguel A. Eiranova é diretor da área de corporate finance da Price Waterhouse, firma que integra a PricewaterhouseCoopers.

Quanto vale FINANÇAS. Miguel A. Eiranova é diretor da área de corporate finance da Price Waterhouse, firma que integra a PricewaterhouseCoopers. Quanto vale O preço de uma empresa, referência fundamental nas negociações de qualquer tentativa de fusão ou aquisição, nunca é aleatório. Ao contrário, sua determinação exige a combinação da análise estratégica

Leia mais

F.Q.S. DI - Fundo de Aplicação em Quotas de Fundos de Investimento Financeiro (Administrado pelo Banco Safra S.A.) Demonstrações financeiras em 31 de

F.Q.S. DI - Fundo de Aplicação em Quotas de Fundos de Investimento Financeiro (Administrado pelo Banco Safra S.A.) Demonstrações financeiras em 31 de F.Q.S. DI - Fundo de Aplicação em Quotas de Fundos de Investimento Financeiro Demonstrações financeiras em 31 de março de 2004 e de 2003 e parecer dos auditores independentes Parecer dos auditores independentes

Leia mais

Anexo à Política de Investimentos 2009 a 2013

Anexo à Política de Investimentos 2009 a 2013 Anexo à Política de Investimentos 2009 a 2013 Diretrizes para Investimentos em Imóveis Índice 1. Contratação de Corretores, Avaliadores e Consultores Imobiliários... 3 2. Critérios para Aquisições e Alienações...

Leia mais

A G Ê N C I A N A C I O N A L D E E N E R G I A E L É T R I C A. Módulo 12: Concessionárias de Geração. S u b m ó d u l o 12. 3

A G Ê N C I A N A C I O N A L D E E N E R G I A E L É T R I C A. Módulo 12: Concessionárias de Geração. S u b m ó d u l o 12. 3 A G Ê N C I A N A C I O N A L D E E N E R G I A E L É T R I C A Módulo 12: Concessionárias de Geração S u b m ó d u l o 12. 3 C U S T O D E C A P I T A L DA G E R A Ç Ã O Revisão Motivo da revisão Instrumento

Leia mais

Curso Completo de Contabilidade Geral e Avançada Professor: Silvio Sande

Curso Completo de Contabilidade Geral e Avançada Professor: Silvio Sande ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS É a técnica que consiste na decomposição, comparação e interpretação dos demonstrativos do estado patrimonial e do resultado econômico de uma entidade. Técnicas de análise

Leia mais

Basicamente, o relatório de fluxo de caixa deve ser segmentado em três grandes áreas:

Basicamente, o relatório de fluxo de caixa deve ser segmentado em três grandes áreas: CASHFLOW OU FLUXO DE CAIXA 1. CONCEITO É um demonstrativo que reflete dinamicamente o fluxo do disponível da empresa, em um determinado período de tempo. 2. FINALIDADES 2.1. Evidenciar a movimentação dos

Leia mais

DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS 4T05 e 2005

DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS 4T05 e 2005 DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS 4T05 e 2005 Americana SP, 23 de março de 2005 A VIVAX S.A. (Bovespa: VVAX11), ou Companhia, segunda maior operadora de TV a Cabo do Brasil, em número de assinantes, e uma das principais

Leia mais

Uma análise econômica do seguro-saúde Francisco Galiza Outubro/2005 www.ratingdeseguros.com.br

Uma análise econômica do seguro-saúde Francisco Galiza Outubro/2005 www.ratingdeseguros.com.br Uma análise econômica do seguro-saúde Francisco Galiza Outubro/2005 www.ratingdeseguros.com.br Um dos ramos mais importantes do mercado segurador brasileiro é o de saúde. Surgido sobretudo com uma opção

Leia mais

ANÁLISE ECONÔMICA DE BALANÇO

ANÁLISE ECONÔMICA DE BALANÇO 1 ANÁLISE ECONÔMICA DE BALANÇO 1 QUOCIENTES DE RENTABILIDADE Os Quocientes de Rentabilidade servem para medir a capacidade econômica da empresa, isto é, evidenciam o grau de êxito econômico obtido pelo

Leia mais

ANÁLISE DE BALANÇO DAS SEGURADORAS. Contabilidade Atuarial 6º Período Curso de Ciências Contábeis

ANÁLISE DE BALANÇO DAS SEGURADORAS. Contabilidade Atuarial 6º Período Curso de Ciências Contábeis ANÁLISE DE BALANÇO DAS SEGURADORAS Contabilidade Atuarial 6º Período Curso de Ciências Contábeis Introdução As empresas de seguros são estruturas que apresentam características próprias. Podem se revestir

Leia mais

O IMPACTO DOS TRIBUTOS NA FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA

O IMPACTO DOS TRIBUTOS NA FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA TRIBUTOS CARGA TRIBUTÁRIA FLS. Nº 1 O IMPACTO DOS TRIBUTOS NA FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA 1. - INTRODUÇÃO A fixação do preço de venda das mercadorias ou produtos é uma tarefa complexa, onde diversos fatores

Leia mais

1. Público-alvo. 2. Objetivos

1. Público-alvo. 2. Objetivos LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS dezembro/2013 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais sobre o. As informações completas sobre esse fundo podem ser obtidas no Prospecto e no Regulamento

Leia mais

ANALISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS. Prof. Mário Leitão

ANALISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS. Prof. Mário Leitão ANALISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Prof. Mário Leitão Estrutura das Demonstrações Financeiras A análise das demonstrações financeiras exige conhecimento do que representa cada conta que nela figura. Há

Leia mais

Como funcionam os fundos de investimentos

Como funcionam os fundos de investimentos Como funcionam os fundos de investimentos Fundos de Investimentos: são como condomínios, que reúnem recursos financeiros de um grupo de investidores, chamados de cotistas, e realizam operações no mercado

Leia mais

Senior Solution (SNSL3) Conhecendo a empresa

Senior Solution (SNSL3) Conhecendo a empresa Análise XP Fundamentos Senior Solution (SNSL3) Conhecendo a empresa A Empresa A Senior Solution está presente, há mais de 17 anos, no segmento de Tecnologia da Informação no mercado brasileiro, sendo uma

Leia mais

Guia de Recursos e Funcionalidades

Guia de Recursos e Funcionalidades Guia de Recursos e Funcionalidades Sobre o Treasy O Treasy é uma solução completa para Planejamento e Controladoria, com o melhor custo x benefício do mercado. Confira alguns dos recursos disponíveis para

Leia mais

ANEXO III. Nota Técnica nº 250/2007-SRE/ANEEL Brasília, 21 de agosto de 2007 METODOLOGIA E CÁLCULO DO FATOR X

ANEXO III. Nota Técnica nº 250/2007-SRE/ANEEL Brasília, 21 de agosto de 2007 METODOLOGIA E CÁLCULO DO FATOR X ANEXO III Nota Técnica nº 250/2007-SRE/ANEEL Brasília, 2 de agosto de 2007 METODOLOGIA E CÁLCULO DO FATOR X ANEXO III Nota Técnica n o 250/2007 SRE/ANEEL Em 2 de agosto de 2007. Processo nº 48500.004295/2006-48

Leia mais

Resultados 2005 Resultados 2005

Resultados 2005 Resultados 2005 Resultados 2005 Resultados 2005 Resultados 1T06 Bovespa: RSID3 NYSE (ADR): RSR2Y Receita Líquida alcança R$ 85,2 milhões VGV totaliza R$ 94,3 milhões Vendas contratadas crescem 63% São Paulo, 11 de maio

Leia mais

IFRS TESTE DE RECUPERABILIDADE CPC 01 / IAS 36

IFRS TESTE DE RECUPERABILIDADE CPC 01 / IAS 36 IFRS TESTE DE RECUPERABILIDADE CPC 01 / IAS 36 1 Visão geral O CPC 01 é a norma que trata do impairment de ativos ou, em outras palavras, da redução ao valor recuperável de ativos. Impairment ocorre quando

Leia mais

Agenda. A Companhia. Nossa Operação. 3 Nossa Performance Financeira

Agenda. A Companhia. Nossa Operação. 3 Nossa Performance Financeira APIMEC RIO Resultados do 1T12 Diretoria Econômico-Financeira e de Relações com Investidores Aviso Esta apresentação pode conter considerações futuras referentes às perspectivas do negócio, estimativas

Leia mais

Administração Financeira: princípios,

Administração Financeira: princípios, Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Ana Paula Mussi Szabo Cherobim Antônio Barbosa Lemes Jr. Claudio Miessa Rigo Material de apoio para aulas Administração Financeira:

Leia mais

Teleconferência de Resultados 1T11

Teleconferência de Resultados 1T11 Teleconferência de Resultados 1T11 13 de Maio de 2011 Aviso Legal Algumas das informações aqui contidas se baseiam nas hipóteses e perspectivas atuais da administração da Companhia que poderiam ocasionar

Leia mais

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO Olá, pessoal! Hoje trago uma aula sobre a Demonstração do Valor Adicionado DVA, que foi recentemente tornada obrigatória para as companhias abertas pela Lei 11.638/07, que incluiu o inciso V ao art. 176

Leia mais

ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2012 - TECNISA S/A Versão : 1. Composição do Capital 1. Balanço Patrimonial Ativo 2

ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2012 - TECNISA S/A Versão : 1. Composição do Capital 1. Balanço Patrimonial Ativo 2 Índice Dados da Empresa Composição do Capital 1 DFs Individuais Balanço Patrimonial Ativo 2 Balanço Patrimonial Passivo 3 Demonstração do Resultado 4 Demonstração do Resultado Abrangente 5 Demonstração

Leia mais

OI S.A. (Atual denominação de Brasil Telecom S.A.) 8ª Emissão Pública de Debêntures

OI S.A. (Atual denominação de Brasil Telecom S.A.) 8ª Emissão Pública de Debêntures OI S.A. (Atual denominação de Brasil Telecom S.A.) 8ª Emissão Pública de Debêntures Relatório Anual do Agente Fiduciário Exercício de 2013 Oi S.A. (atual denominação de BRASIL TELECOM S.A.) 8ª Emissão

Leia mais

MERCADO SEGURADOR BRASILEIRO PANORAMA DO GRUPO SEGURADOR ESTRATÉGIA EM AÇÃO

MERCADO SEGURADOR BRASILEIRO PANORAMA DO GRUPO SEGURADOR ESTRATÉGIA EM AÇÃO 1 MERCADO SEGURADOR BRASILEIRO 2 PANORAMA DO GRUPO SEGURADOR 3 4 PERSPECTIVAS E EVOLUÇÃO FUTURA ESTRATÉGIA EM AÇÃO 1 MERCADO SEGURADOR BRASILEIRO Seguros Gerais 14 Milhões de Automóveis Segurados 7 Milhões

Leia mais

Fundo de Investimento Imobiliário Hospital da Criança (Administrado pelo Banco Ourinvest S.A.) Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2009 e

Fundo de Investimento Imobiliário Hospital da Criança (Administrado pelo Banco Ourinvest S.A.) Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2009 e Fundo de Investimento Imobiliário Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2009 e de 2008 e parecer dos auditores independentes 2 Balanço patrimonial em 31 de dezembro Ativo 2009 2008 Passivo e patrimônio

Leia mais