INSTITUTO DE GESTÃO, ECONOMIA E POLÍTICAS PÚBLICAS DIREITO CONSTITUCIONAL PROF. LEO VAN HOLTHE Aulas 14 e 15

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1 INSTITUTO DE GESTÃO, ECONOMIA E POLÍTICAS PÚBLICAS DIREITO CONSTITUCIONAL PROF. LEO VAN HOLTHE Aulas 14 e 15 Pontos do edital enfrentados neste material: Poder Legislativo: arts. 44 a 52 e 57 e 58 da CF/ Funções típicas e atípicas do Poder Legislativo São consideradas funções típicas do Legislativo: a) a função legislativa, que consiste na produção de normas gerais, abstratas, coercitivas, inovadoras do ordenamento jurídico e que se fundam direta e imediatamente na Constituição. Ela abrange a elaboração de todas as espécies normativas consagradas no art. 59 da CF/88, à exceção das medidas provisórias e das leis delegadas, cuja elaboração é de responsabilidade primordial do chefe do Poder Executivo; b) a função fiscalizadora envolve o controle da atividade dos demais Poderes, principalmente do Executivo, seja por meio da convocação de ministros de Estado para depor (CF, art. 50) ou da formação de CPIs (fiscalização político-administrativa), seja por meio da fiscalização contábil, financeira, orçamentária e patrimonial, prevista nos arts. 31 e 70 a 75 da CF/88 e realizada com o auxílio dos tribunais de contas (fiscalização financeiro-orçamentária); c) função representativa, traduzida na capacidade de o Legislativo representar toda a diversidade existente na sociedade. Nas palavras de José Afonso da Silva, a ideia de representação foi, pois, o móvel que causou não só o surgimento, mas também a estrutura do Poder Legislativo. Por outro lado, são funções atípicas do Legislativo: a) a função de administrar, exercida por esse Poder quando dispõe sobre sua organização, polícia e provimento de seus cargos (CF, art. 51, IV, e art. 52, XIII); b) a função do Senado Federal de julgar, nos crimes de responsabilidade, as mais altas autoridades públicas brasileiras (CF, art. 52, I e II); c) a função de fiscalizar a constitucionalidade dos atos normativos, exercida pelo Senado quando suspende a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional em decisão definitiva do STF (CF, art. 52, X). 2. Bicameralismo Art. 44. O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O bicameralismo é adotado pelas Constituições brasileiras desde a Carta do Império de São características do bicameralismo brasileiro: a) O nosso bicameralismo é do tipo federativo, pois decorre da opção do Brasil pela forma federal de Estado, tendo a segunda Casa (o Senado) a função de abrigar os representantes dos estados-membros e do DF e permitir que essas entidades federativas participem da formação das leis nacionais (princípio da participação). b) No bicameralismo brasileiro, não há predominância ou hierarquia de uma Casa Legislativa sobre a outra. O que a CF/88 concede em favor da Câmara dos Deputados é certa primazia em relação à iniciativa legislativa, uma vez que é a esta Casa que o presidente da República, o STF, os tribunais superiores e os cidadãos apresentam seus projetos de lei (arts. 61, 2.º, e 64). 3. Legislatura, sessão legislativa ordinária e extraordinária, Mesa do CN e comissões parlamentares Art. 44. [...] Parágrafo único. Cada legislatura terá a duração de quatro anos. 1

2 [...] Art. 57. O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital Federal, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. (Redação da EC nº 50, de 2006) 1º As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil subseqüente, quando recaírem em sábados, domingos ou feriados. 2º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. 3º Além de outros casos previstos nesta Constituição, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal reunir-se-ão em sessão conjunta para: I - inaugurar a sessão legislativa; II - elaborar o regimento comum e regular a criação de serviços comuns às duas Casas; III - receber o compromisso do Presidente e do Vice-Presidente da República; IV - conhecer do veto e sobre ele deliberar. 4º Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente. (Redação da EC nº 50, de 2006) 1 5º A Mesa do Congresso Nacional será presidida pelo Presidente do Senado Federal, e os demais cargos serão exercidos, alternadamente, pelos ocupantes de cargos equivalentes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. 6º A convocação extraordinária do Congresso Nacional far-se-á: (Redação da EC nº 50, de 2006) I - pelo Presidente do Senado Federal, em caso de decretação de estado de defesa ou de intervenção federal, de pedido de autorização para a decretação de estado de sítio e para o compromisso e a posse do Presidente e do Vice-Presidente da República; II - pelo Presidente da República, pelos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ou a requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas, em caso de urgência ou interesse público relevante, em todas as hipóteses deste inciso com a aprovação da maioria absoluta de cada uma das Casas do Congresso Nacional. (Redação da EC nº 50, de 2006) 7º Na sessão legislativa extraordinária, o Congresso Nacional somente deliberará sobre a matéria para a qual foi convocado, ressalvada a hipótese do 8º deste artigo, vedado o pagamento de parcela indenizatória, em razão da convocação. (Redação da EC nº 50, de 2006) 8º Havendo medidas provisórias em vigor na data de convocação extraordinária do Congresso Nacional, serão elas automaticamente incluídas na pauta da convocação.(incluído pela EC nº 32/2001, de 2001) Não devemos confundir os termos legislatura, sessão legislativa e período legislativo: 1 legislatura (mandato do deputado federal) = 4 anos = 4 sessões legislativas ordinárias 1 sessão legislativa ordinária (2/02 a 22/12) = 1 ano = 2 períodos legislativos 1 período legislativo (02/02 a 17/07 e 01/08 a 22/12) = 6 meses = x x Ainda, não devemos confundir as sessões conjuntas com as sessões unicamerais do Congresso. Nas sessões conjuntas, os trabalhos serão presididos pela Mesa do Congresso Nacional (CF, art. 57, 5.º) e, apesar de a reunião ser conjunta, os votos da Câmara e do Senado 1 Quanto à Mesa da Câmara, do Senado e do Congresso, entende-se que a vedação de recondução para o mesmo cargo da mesa em eleições subsequentes, prevista no art. 57, 4º, da CF/88, apenas é válida dentro de uma mesma legislatura, razão pela qual a referida proibição não impede que o membro da Mesa no segundo período de uma legislatura seja eleito para o mesmo cargo no primeiro período da legislatura seguinte. 2

3 não se confundirão e deverão ser computados separadamente (art. 43 da Resolução n.º 1, de 1970-CN). Assim, para haver aprovação, são necessários os votos favoráveis da maioria dos 81 senadores e da maioria dos 513 deputados em separado. O voto contrário de uma das Casas importa a rejeição da matéria. Nas sessões unicamerais, os votos dos 513 deputados e dos 81 senadores são somados e formam um só universo de votação. A única hipótese de sessão unicameral prevista na CF/88 consiste na revisão constitucional, prevista no art. 3.º do ADCT Comissões parlamentares Art. 58. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias, constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação. 1º - Na constituição das Mesas e de cada Comissão, é assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa. 2º - às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe: I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do regimento, a competência do Plenário, salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa; II - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil; III - convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições; IV - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas; V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão; VI - apreciar programas de obras, planos nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer. [...] 4º - Durante o recesso, haverá uma Comissão representativa do Congresso Nacional, eleita por suas Casas na última sessão ordinária do período legislativo, com atribuições definidas no regimento comum, cuja composição reproduzirá, quanto possível, a proporcionalidade da representação partidária. Quanto às comissões parlamentares, é importante registrar que existem no âmbito do Congresso Nacional: a) comissões temporárias, que são as criadas para apreciar determinado assunto e que se extinguem ao término da legislatura, ou antes dele, quando alcançado o fim a que se destinam ou expirado seu prazo de duração (RICD, art. 22, II). É exemplo de comissão temporária a CPI (CF, art. 58, 3.º); b) comissões permanentes, que são as que não possuem prazo de validade determinado e que não se extinguem ao término da legislatura, pois fazem parte do quadro institucional permanente da Casa Legislativa. As comissões permanentes são essencialmente as comissões temáticas ou em razão da matéria, a exemplo da CCJ, da Comissão de Educação, etc.; c) comissões mistas, que são as comissões do CN, e não apenas da CD ou do SF, compostas de deputados e senadores, a exemplo da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização CMO (CF, art. 166, 1.º) e das comissões mistas instituídas para a apreciação das medidas provisórias (CF, art. 62, 9.º); d) Comissão Representativa do CN (CF, art. 58, 4.º), que será eleita por suas Casas na última sessão ordinária do período legislativo e atuará durante os recessos parlamentares. Essa comissão tem as atribuições definidas no regimento comum e sua composição reproduzirá, tanto quanto possível, a proporcionalidade da representação partidária. Por fim, no intuito de prestigiar ao máximo o direito das minorias parlamentares de participar de maneira efetiva dos trabalhos legislativos e de compor as comissões, o art. 58, 1.º, da CF determina que, na constituição das mesas e de cada comissão, seja assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa. 3

4 4. Quorum Art. 47. Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus membros. A partir do art. 47 da CF/88, sempre que a Constituição não especificar um quorum de presença e um quorum de aprovação, as matérias no âmbito do Congresso, no plenário ou nas comissões, serão aprovadas (quorum de aprovação) pela maioria simples dos votos, desde que presente (quorum de presença), no mínimo, a maioria absoluta dos seus membros. Essa regra geral vale para a aprovação das leis ordinárias e para a maioria das resoluções e dos decretos legislativos. Já as leis complementares são aprovadas (quorum de aprovação) por maioria absoluta (CF, art. 69). Caro aluno, para facilitar o seu estudo, segue um quadro-resumo com as hipóteses constitucionais em que o Poder Legislativo (federal, estadual, distrital ou municipal) deve deliberar pelo quorum de maioria absoluta ou qualificada. Memorize esse quadro! Quorum de maioria absoluta - Perda de mandato parlamentar (art. 55, 2.º). - Aprovação de convocação extraordinária do Congresso Nacional (art. 57, 6.º, II). - Apreciação do veto presidencial (art. 66, 4.º). - Aprovação de lei complementar (art. 69). - Aprovação prévia, por resolução do Senado Federal, dos membros do STF, STJ, TST, CNJ e CNMP (arts. 101, parágrafo único, 104, parágrafo único, 111-A, 103-B, 2.º, e 130-A). - Aprovação prévia do PGR, bem como a sua destituição e a destituição dos procuradores-gerais de Justiça dos estados e do DF antes do término dos seus mandatos (arts. 52, III, e, XI, e 128, 1.º, 2.º e 4.º). - Apreciação dos estados de defesa e de sítio (arts. 136, 4.º, e 137, parágrafo único). - Fixação de alíquotas do ICMS interestaduais e de exportação, bem como de alíquotas mínimas nas operações internas (art. 155, 2.º, IV e V, a). - Autorização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital (art. 167, III). - A revisão constitucional (art. 3.º do ADCT). Quorum de dois terços - Aprovação das leis orgânicas municipais e do DF (arts. 29 e 32). - Autorização da CD para a instauração de processo por crime comum ou de responsabilidade contra o PR, vice-pr e ministros de Estado (em crimes conexos com aqueles) (art. 51, I). - Condenação pelo Senado, em razão do cometimento de crime de responsabilidade (processo de impeachment), do PR, do vice-pr, dos ministros do STF, do PGR, do AGU, dos membros do CNJ/CNMP ou, ainda, dos ministros de Estado e comandantes das Forças Armadas em crimes conexos com o PR (art. 52, parágrafo único). - Suspensão das imunidades parlamentares durante o estado de sítio (art. 53, 8.º). - Fixação de alíquotas máximas nas operações internas para resolver conflito específico que envolva interesse de estados e do DF (art. 155, 2.º, V, b). Quorum de dois quintos - Não renovação das concessões de rádio e TV (art. 223, 2.º). Quorum de três quintos - Tratados internacionais de direitos humanos (art. 5.º, 3.º) e emendas constitucionais (art. 60, 2.º). 5. Câmara dos Deputados (CD) Art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal. 1º - O número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal, será estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população, procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados. 2º - Cada Território elegerá quatro Deputados. 4

5 Os deputados federais são representantes do povo brasileiro (CF, art. 12), e não apenas representantes dos seus eleitores ou do povo do estado que o elegeu. Já os senadores são representantes dos estados e do DF. No Brasil, as eleições para deputado federal, deputado estadual ou distrital (do DF) e vereador ocorrem pelo sistema proporcional de lista aberta, enquanto as eleições para senador e chefes do Poder Executivo (presidente, governador e prefeito) obedecem ao sistema eleitoral majoritário (CF, arts. 27, 1.º, 28, 29, II, 45, 46 e 77). A circunscrição eleitoral para a eleição de deputados federais será o estado-membro, o DF ou os territórios federais. Enquanto os dois primeiros (estados e o DF) elegem um número de deputados proporcional às suas populações, no mínimo de oito e no máximo de setenta, os territórios federais elegem o número fixo de quatro deputados. 6. Senado Federal (SF) Art. 46. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o princípio majoritário. 1º - Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de oito anos. 2º - A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços. 3º - Cada Senador será eleito com dois suplentes. O art. 46 da CF/88 afirma que os senadores serão eleitos segundo o princípio majoritário (simples ou de maioria relativa). Pelo sistema eleitoral majoritário, divide-se o território de um País em circunscrições eleitorais, considerando-se eleitos, em cada uma delas, os candidatos que obtiverem o maior número de votos, independente de quociente eleitoral ou partidário (característicos do sistema proporcional). A eleição dos senadores pelo sistema majoritário, o qual favorece os partidos políticos mais conservadores; o mandato de oito anos e a exigência da idade mínima de 35 anos, bem superior aos 21 anos exigidos para eleger-se deputado, evidenciam o papel do Senado Federal como casa do resfriamento ou da moderação. Deputados Senadores - Representantes do povo brasileiro. - Representantes dos estados e do DF. - O número de deputados será proporcional à população dos estados e do DF, os quais nunca terão menos de 8 ou mais de 70 deputados. Os territórios federais terão invariavelmente 4 deputados. LC n.º 78/ deputados. - Número fixo de 3 por estado e pelo DF, totalizando 81 senadores. Os territórios federais não elegem senador. - Eleitos pelo sistema proporcional (de lista aberta). - Eleitos pelo sistema majoritário (simples, de maioria relativa ou puro, i.e., sem 2.º turno). - Mandato de 4 anos (uma legislatura). - Mandato de 8 anos (ou duas legislaturas). - Idade mínima de 21 anos. - Idade mínima de 35 anos. 7. Competências do CN O art. 48 da CF/88 prevê de forma exemplificativa as competências legislativas do CN. Daí a redação do caput deixar claro que cabe ao Congresso dispor sobre todas as matérias de competência da União e que os incisos apenas especificam alguns desses conteúdos. Observe-se que as atribuições legislativas previstas no art. 48 são exercidas pelo CN por meio de lei ordinária ou complementar cujo processo legislativo prevê a participação do PR por meio da sanção presidencial. Já as atribuições deliberativas (as competências exclusivas do CN, nas palavras da CF/88) são realizadas pelo Congresso por meio de decretos legislativos, cujo procedimento de elaboração não prevê a participação do PR. 5

6 Façamos alguns comentários acerca da literalidade dos arts. 48 e 49 da CF/88. Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, especialmente sobre: I sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas; II plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito, dívida pública e emissões de curso forçado; As leis orçamentárias (PPA, LDO e LOA) são de iniciativa do chefe do Poder Executivo (presidente, governadores e prefeitos) e devem ser encaminhadas obrigatoriamente para discussão e votação nos Legislativos respectivos (CF, art. 165). Emissões de curso forçado referem-se às emissões de quaisquer espécies de moeda (ex.: papel-moeda), a que o Estado confere poder liberatório, a fim de tornar a sua aceitação obrigatória e impedir a sua recusa pelos credores como pagamento de dívidas. O art. 29 da LC n.º 101/00 (LRF) traz as definições de dívida pública consolidada ou fundada, dívida pública mobiliária e operação de crédito. III fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas; IV planos e programas nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento; V limites do território nacional, espaço aéreo e marítimo e bens do domínio da União; VI incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as respectivas Assembleias Legislativas; VII transferência temporária da sede do Governo Federal; VIII concessão de anistia; Registre-se que a anistia penal não se confunde com a graça e com o indulto. Basicamente, a anistia somente é concedida por lei, enquanto a graça (perdão individual) e o indulto (perdão coletivo) são concedidos por decreto do PR (CF, art. 84, XII). IX organização administrativa, judiciária, do Ministério Público e da Defensoria Pública da União e dos Territórios e organização judiciária e do Ministério Público do Distrito Federal (Redação dada pela EC n.º 69/12); X criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas, observado o que estabelece o art. 84, VI, b (Redação dada pela EC n.º 32/01); XI criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública (Redação dada pela EC n.º 32/01); Os incisos X e XI do art. 48 tiveram suas redações alteradas pela EC n. o 32/01, a qual produziu alterações também no art. 84, VI, da CF/88. De acordo com a atual redação do art. 84, VI, o presidente da República pode dispor mediante decreto sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos. Assim, devemos analisar os referidos incisos do art. 48 em conjunto com o art. 84, VI, para concluir que continuam sendo matéria reservada à lei ordinária: a) a criação e a extinção de funções, empregos e cargos públicos (com a ressalva da extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos, que pode ser feita por decreto); b) a criação e a extinção de ministérios e órgãos da administração pública. Lembremos que o decreto do presidente da República somente pode dispor sobre a organização da administração federal, quando não invadir esse conteúdo nem implicar aumento de despesa. 6

7 XII telecomunicações e radiodifusão; XIII matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações; XIV moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida mobiliária federal. Dívida mobiliária federal é a resultante de títulos de crédito emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, nos termos do art. 29 da LC n.º 101/00. XV fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, observado o que dispõem os arts. 39, 4.º; 150, II; 153, III; e 153, 2.º, I (redação dada pela EC n.º 41/03). A EC n. o 41/03 alterou o inciso XV do art. 48 e eliminou a necessidade de que a lei fixadora do subsídio dos ministros do STF fosse de iniciativa conjunta dos presidentes da República, da CD, do SF e do STF (requisito idealizado pela EC n. o 19/98). Atualmente, entende-se que essa lei ordinária federal é de iniciativa privativa do STF, diante da interpretação sistemática do art. 48, XV, com o art. 96, II, b, da CF. Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: I resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional; Tratado internacional é o acordo formal celebrado entre sujeitos de direito internacional público (exs.: Estados independentes e organizações internacionais ONU, OIT, UNESCO, etc.) e destinado a produzir efeitos jurídicos. Registre-se que, apesar de a redação do art. 49, I, nos levar a crer que apenas os tratados internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional devam ser apreciados pelo Congresso Nacional, a melhor doutrina entende que a deliberação do Poder Legislativo é necessária para a incorporação ao direito brasileiro da grande maioria dos tratados internacionais. Essa incorporação decorre, na verdade, de um ato complexo, derivado da manifestação de vontade dos Poderes Executivo e Legislativo. Em verdade, apenas os tratados internacionais considerados como acordos executivos não precisam da aprovação do Congresso Nacional, a exemplo daqueles que simplesmente interpretam cláusulas de um tratado anterior ou que decorram lógica e necessariamente de algum tratado vigente, funcionando como seu complemento. II autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei complementar; Harmonizando o art. 49, II, com o art. 84, XIX e XX, da CF, temos que o presidente da República declarará a guerra ou celebrará a paz, desde que autorizado previamente pelo Congresso Nacional ou referendado posteriormente por ele, quando tais fatos ocorrerem em períodos de recesso parlamentar. Quanto à possibilidade de o PR permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional, a leitura do presente dispositivo com o art. 84, XXII, da Lei Maior, nos remete às seguintes conclusões: a) a Lei Complementar n. o 90/97 traz as hipóteses em que o presidente da República pode permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, independentemente da autorização do Congresso; b) nos demais casos, o trânsito ou a permanência temporária de forças estrangeiras em nosso território somente podem ser autorizados pelo presidente com prévia aquiescência do Congresso Nacional mediante decreto legislativo. 7

8 III autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a ausência exceder a quinze dias; IV aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas; O art. 49, IV, refere-se à aprovação do estado de defesa e da intervenção federal, indicando, pois, que a deliberação do CN será posterior à decretação de tais medidas pelo PR (CF, arts. 36, 1.º e 136, 4.º). O mesmo inciso alude à autorização do estado de sítio, demonstrando que a deliberação do CN deve ser anterior ao decreto presidencial, ou seja: primeiro o CN autoriza e somente após essa deliberação o PR pode decretar o estado de sítio (CF, art. 137). V sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa; Sobre esse dispositivo, tecemos as seguintes considerações iniciais: a) o Executivo dispõe do poder regulamentar (CF, art. 84, IV), que é a faculdade de expedir decretos para a fiel execução de uma lei, a fim de facilitar sua aplicação e eficácia; b) os decretos regulamentares não podem extrapolar os limites da lei e criar direitos ou obrigações novos, pois eles são expedidos para regulamentar a fiel execução de uma lei; c) a Constituição admite que o Poder Executivo elabore leis delegadas, a partir de autorização concedida pelo CN, por meio de resolução, a qual especificará os termos e o conteúdo da delegação legislativa (CF, art. 68). Feitas essas considerações, o art. 49, V, permite que o CN, por meio de decreto legislativo, suste (não é revogar nem anular, mas apenas sustar com efeitos ex nunc, i.e., não retroativos) os efeitos: a) de um decreto que exorbitou do seu poder regulamentar (CF, art. 84, IV); b) de uma lei delegada que extrapolou os limites da delegação concedida (CF, art. 68). VI mudar temporariamente sua sede; A transferência temporária da sede do Congresso Nacional, aqui prevista, depende apenas da aprovação de um decreto legislativo. Essa hipótese não deve ser confundida com a possibilidade de transferência temporária da sede do Governo Federal (Legislativo, Executivo e Judiciário), a qual exige a edição de lei ordinária, nos termos do art. 48, VII, da CF/88. VII fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, 4.º, 150, II, 153, III, e 153, 2.º, I (redação dada pela EC n.º 19/98); Os subsídios dos deputados federais e dos senadores são obrigatoriamente idênticos e fixados por decreto legislativo do Congresso Nacional. As referências aos arts. 37, XI; 39, 4.º; 150, II; 153, III; e 153, 2.º, I, dizem respeito à submissão da remuneração do parlamentar ao teto nacional do funcionalismo público, às regras próprias do subsídio (a saber: pagamento em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer outra verba remuneratória) e à incidência de tributos (ex.: imposto de renda). Jurisprudência 1) O STF decidiu, nos termos do art. 49, VII, da CF, que a fixação dos subsídios dos congressistas federais há de ser objeto de decreto legislativo específico, a ser aprovado por ambas as Casas do Congresso Nacional, não podendo decreto legislativo anterior delegar a um simples ato conjunto 8

9 das Mesas da Câmara e do Senado o poder para fixar tais subsídios (MS /DF-MC, vide Informativo n. o 453 do STF). VIII fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, 4.º, 150, II, 153, III, e 153, 2.º, I (redação dada pela EC n.º 19/98); IX julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo; Em relação ao julgamento anual das contas prestadas pelo PR, o art. 84, XXIV, da CF/88 dispõe que compete ao PR prestar anualmente ao CN, dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior. O Congresso poderá aprovar ou rejeitar tais contas. Rejeitando-as, é possível que o PR seja enquadrado em crime de responsabilidade (CF, art. 85, V e VI), a ser apurado por meio do processo de impeachment. X fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta; XI zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes; XII apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão; XIII escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União; De acordo com o art. 73 da CF/88, o TCU é formado por nove ministros, sendo três (um terço) escolhidos pelo presidente da República e seis (dois terços) escolhidos pelo Congresso Nacional. XIV aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares; XV autorizar referendo e convocar plebiscito; Referendo e plebiscito são consultas formuladas ao povo para que este delibere sobre matéria de acentuada relevância, de competência do Legislativo ou do Executivo. É autorizado ou convocado por decreto legislativo, por proposta de, no mínimo, um terço dos membros de qualquer das Casas do CN (arts. 2.º e 3.º da Lei n. o 9.709/98). Quanto à distinção entre eles, o plebiscito é conceituado como a consulta popular anterior à edição de um ato legislativo ou administrativo, cabendo ao povo, pelo voto, aprovar ou denegar o que lhe for submetido. Já o referendo é a consulta popular posterior ao ato legislativo ou administrativo, cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição. XVI autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais; XVII aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares. 8. Competência privativa da CD (CF, art. 51) Para além da competência legislativa da CD, a ser exercida em parceria com o Senado e com a participação do PR, o art. 51 da CF/88 prevê as suas competências privativas. Nesses casos, a Câmara atua de forma isolada, sem a participação do Senado ou do chefe do Poder Executivo federal, e exerce essas competências por meio de resoluções, aprovadas em um turno de discussão e votação, em regra por maioria simples (salvo no caso do art. 51, I, o qual depende da aprovação de 2/3 dos deputados). Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados: 9

10 I autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado; Para a instauração de processo, por crime comum ou de responsabilidade, contra o PR, o vice-pr e os ministros de Estado (neste último caso, desde que os ministros tenham cometido o crime em conexão com o PR STF, QC 427/DF-QO), é indispensável a autorização da CD, a qual se dará por meio de resolução da Câmara aprovada por 2/3 dos seus membros. II proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não apresentadas ao Congresso Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa; Vide comentários ao art. 49, X, da CF/88. Relembremos que o art. 51, II, não retira nem excepciona a competência do CN de julgar anualmente as contas anuais do Governo Federal. O que o art. 51, II, da CF/88 pretende é que a Câmara funcione como uma instância fiscalizadora intermediária, ao cobrar a prestação de contas do PR, no caso de ele não apresentá-las em até sessenta dias após a abertura da sessão legislativa. III elaborar seu regimento interno; IV dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; (Redação dada pela EC n.º 19/98) A EC n. o 19/98 alterou a redação do art. 51, IV, exatamente para retirar da CD a prerrogativa de fixar a remuneração dos seus servidores mediante simples resolução, o que lhe havia sido concedido desde a promulgação da CF/88. A partir de então, a Câmara possui competência apenas para propor a iniciativa de lei para a fixação da remuneração dos seus servidores. Assim, não devemos confundir: a) a Câmara pode, por simples resolução, criar, transformar ou extinguir cargos, empregos e funções de seus serviços auxiliares, o que, inclusive, difere da criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções dos demais Poderes, que dependem da edição de lei ordinária, nos termos do art. 48, X, com a ressalva do art. 84, VI, b, da CF/88; b) apesar de ter competência para criar, transformar ou extinguir seus cargos, empregos e funções por resolução, a Câmara apenas propõe a iniciativa de lei para a fixação da remuneração dos seus servidores, o que demonstra que há intervenção do Senado e do PR na fixação da remuneração dos seus serviços. Ressalte-se que, enquanto a fixação da remuneração dos servidores da Administração Pública Direta e Indireta depende de lei de iniciativa do presidente da República (CF, art. 61, 1.º, II, a) e a fixação da remuneração dos servidores do Poder Judiciário demanda lei de iniciativa de determinados tribunais (CF, art. 96, II, c), a definição da remuneração dos servidores da Câmara e do Senado depende de leis de iniciativa dessas Casas Legislativas, nos termos dos arts. 51, IV, e 52, XIII, da CF/88. Jurisprudência 1) Considerando que a Constituição exige, em tema de remuneração dos servidores públicos, a reserva de lei específica (CF, art. 37, X, art. 51, IV, art. 52, XIII), o STF reconheceu a inconstitucionalidade formal do Ato Conjunto n.º 01/2004 das Mesas do Senado e da Câmara, o qual reajustava a remuneração dos servidores dessas Casas Legislativas e do TCU (ADI 3.369/DF-MC). 2) Súmula n.º 397 do STF: O poder de polícia da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em caso de crime cometido nas suas dependências, compreende, consoante o regimento, a prisão em flagrante do acusado e a realização do inquérito. 10

11 3) O STF decidiu que eventual antinomia entre preceitos de lei e de regimento interno das câmaras legislativas, na maioria das vezes, não se resolve como questão de hierarquia ou de conflito intertemporal de normas, mas, sim, mediante a prévia demarcação, à luz de critérios constitucionais explícitos ou implícitos, dos âmbitos materiais próprios a cada uma dessas fontes normativas. No caso concreto, entendeu-se que o prazo de duração das CPIs é matéria reservada à lei formal, e não a um regimento interno, considerando que tal matéria cria restrição a direitos de cidadãos estranhos aos corpos legislativos e ao pessoal dos seus serviços auxiliares, além de não estar incluída no restrito âmbito do poder de polícia administrativa das câmaras (HC /RJ). V eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII. Nos termos do art. 89, VII, da CF/88, compete à CD eleger dois cidadãos brasileiros natos, com mais de 35 anos de idade, para cumprir mandato de três anos no Conselho da República, órgão superior de consulta do PR (CF, arts. 89 e 90). 9. Competências privativas do SF (CF, art. 52) Das competências privativas do SF, destacamos: a) as que transformam o SF em tribunal político, o qual processa e julga determinadas autoridades no processo de impeachment (art. 52, I e II); b) as que exigem a aprovação prévia do Senado, por meio de arguição (sabatina), no processo de escolha de autoridades públicas (art. 52, III e IV); c) as relacionadas com matéria financeira (art. 52, V a IX); d) a que amplia os efeitos da decisão do STF em controle difuso de constitucionalidade (art. 52, X). Percebe-se que o SF, além de sua atribuição típica de legislar, recebeu da CF/88 importantes funções políticas para que atue em prol do equilíbrio federativo. Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: I processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles; (Redação dada pela EC n.º 23/99) II processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade; (Redação dada pela EC n.º 45/04) Os incisos I e II do art. 52 trazem a competência julgadora do Poder Legislativo, a evidenciar que a função jurisdicional do Estado não é exercida de maneira exclusiva pelo Poder Judiciário. Com efeito, ao ser definido como o juízo natural competente para processar e julgar os crimes de responsabilidade praticados pelas autoridades referidas nesses incisos, o Senado (SF) funciona como um tribunal jurisdicional que condena ou absolve tais autoridades em caráter definitivo e cujas decisões produzem coisa julgada material. Tendo em vista que, no art. 52, I e II, o SF exerce não apenas jurisdição, mas também função política, a melhor doutrina entende que essa atividade não pode ser revista pelo Poder Judiciário, razão pela qual não cabe qualquer recurso ao STF da decisão definitiva do SF, o que não impede a impetração de MS para que o Judiciário invalide eventuais atos procedimentais praticados pelo SF no decorrer do impeachment que violem o devido processo legal e os direitos fundamentais do acusado. O processo que apura a prática de crime de responsabilidade é denominado processo de impeachment, expressão que não se limita ao PR, mas a qualquer autoridade que responda por crimes dessa natureza. 11

12 O Senado Federal é competente para processar (i.e., receber a peça acusatória, realizar audiências, colher provas, etc.) e julgar (condenar ou absolver) as autoridades referidas nos incisos I e II. Porém, a competência do Senado limita-se a julgar o processo de impeachment (pelo cometimento de crime de responsabilidade) das autoridades elencadas no art. 52, I e II. Essa competência não abrange o processamento de crimes comuns, tampouco de ações populares ou de ações civis pela prática de improbidade administrativa por parte dessas autoridades. Ressalte-se que os ministros de Estado e os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica apenas são julgados pelo SF quando cometem os seus crimes de responsabilidade em conexão com o PR ou com o vice-pr. Fora desses casos, os crimes de responsabilidade dos ministros de Estado e dos comandantes das Forças Armadas são processados e julgados no STF, nos termos do art. 102, I, b, da CF/88. As demais autoridades do art. 52, II (ministros do STF, o PGR, o AGU, os membros do CNJ e do CNMP) têm sempre os seus crimes de responsabilidade julgados no Senado Federal. III aprovar previamente, por voto secreto, após arguição pública, a escolha de: a) Magistrados, nos casos estabelecidos nesta Constituição; Nos termos dos arts. 101, parágrafo único; 104, parágrafo único; e 111-A, todos da CF/88, os ministros do STF, do STJ e do TST são nomeados pelo PR, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. De acordo com o art. 123 da CF, os ministros do STM são também nomeados pelo PR, depois de aprovada a indicação pelo Senado Federal (por maioria simples). Notem que a escolha dos ministros do TSE não se submete à aprovação do Senado Federal, de acordo com o art. 119 da CF/88, diferentemente do que ocorre no STF e nos demais tribunais superiores. Além desses magistrados, devemos lembrar que os membros do CNJ e do CNMP também são nomeados pelo PR, após aprovação da indicação pela maioria absoluta do SF (CF, arts. 103-B, 2.º, e 130-A). b) Ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo Presidente da República; Nos termos do art. 73, 2.º, da CF/88, dois terços dos nove ministros do TCU (ou seja, seis ministros) são escolhidos pelo CN, enquanto um terço (três ministros) é escolhido pelo PR, após aprovação do SF por maioria simples (CF, art. 47). Assim, apenas os ministros do TCU indicados pelo PR dependem da aprovação senatorial. Na prática, o PR submete a sua indicação ao Senado, que fará uma arguição pública da pessoa indicada para o cargo de ministro do TCU. Após tal arguição, o nome do escolhido será apreciado pelo Plenário do SF em sessão pública, mas com votação secreta. Aprovada a escolha pela maioria simples do Senado, fica o PR autorizado a nomear a pessoa indicada para o cargo de ministro do TCU. c) Governador de Território; d) Presidente e diretores do banco central; e) Procurador-Geral da República; f) titulares de outros cargos que a lei determinar; Esse dispositivo evidencia que o elenco constitucional de autoridades cuja nomeação necessita da aprovação prévia do Senado Federal (art. 52, III e IV) não é exaustivo, podendo a lei trazer outros cargos cuja escolha dependa do aval do Senado. A título de ilustração, trazemos alguns desses casos: 12

13 a) o defensor público-geral da União (art. 6.º da LC n.º 80/94); b) os conselheiros do Conselho Administrativo de Defesa Econômica CADE (art. 4.º da Lei n.º 8.884/94); c) o presidente e os diretores das agências reguladoras ANATEL, ANEEL, etc. (art. 5.º da Lei n.º 9.986/00). IV aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente; Como missão diplomática de caráter permanente, devemos entender a representação do Brasil tanto em países estrangeiros, quanto em organismos internacionais ONU, OEA, etc. V autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios; Do inciso V ao inciso IX do art. 52, a CF/88 trouxe algumas atribuições privativas do Senado Federal relacionadas com questões de natureza financeira de interesse dos entes federativos. Tais atribuições revelam uma necessária interferência da União nas operações de crédito externas e internas e na capacidade de endividamento das entidades da Federação, a fim de evitar um comprometimento da soberania nacional e da própria autonomia dos entes federativos. No inciso V, a CF/88 exige que toda e qualquer operação financeira (empréstimo, abertura de crédito, etc.) a ser realizada no exterior pela União, pelos estados, pelo DF, pelos territórios federais ou pelos municípios dependa da autorização prévia do Senado Federal. VI fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais para o montante da dívida consolidada da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; Dívida consolidada ou fundada é aquela assumida pelos entes da federação para pagamento em prazo superior a doze meses (art. 29, I, da LC n.º 101/00 LRF) ou relacionada com operação de crédito de prazo inferior a doze meses, cujas receitas tenham constado do orçamento (art. 29, 3.º, da LRF). Pelo presente inciso, o Senado fixará, por proposta do PR, os limites globais para o total da dívida consolidada da União, dos estados, do DF e dos municípios. VII dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas pelo Poder Público federal; No inciso V do art. 52, vimos que a realização de qualquer operação financeira no exterior por parte da União, dos estados-membros, do DF, dos territórios federais ou dos municípios depende de autorização prévia do Senado Federal. Já no presente inciso, a CF/88 exige que o SF edite resolução, dispondo sobre os limites globais e as condições para as operações de crédito externo e interno das entidades federativas, das suas autarquias e das demais entidades controladas pelo Poder Público (fundações, sociedades de economia mista e empresas públicas). VIII dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno; 13

14 Não raro, quando as demais entidades da Federação brasileira realizam operações financeiras no exterior ou internamente, a União oferece uma garantia de adimplemento da obrigação financeira assumida. É para esses casos que o presente dispositivo constitucional determina que o Senado Federal edite uma resolução e regulamente os limites e as condições para a concessão de garantia por parte da União em operações de crédito externo e interno. IX estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; Dívida pública mobiliária é aquela oriunda de títulos de crédito emitidos pela União (inclusive os emitidos pelo Banco Central do Brasil), pelos estados, pelo DF e pelos municípios (art. 29, II, da LRF). De acordo com o dispositivo constitucional em análise, o Senado deve estabelecer, por resolução, os limites globais e as condições para o montante da dívida mobiliária dos estados, do DF e dos municípios. X suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal; Registramos algumas considerações sobre a possibilidade de ampliação pelo Senado Federal da decisão de inconstitucionalidade de uma lei proferida pelo STF: a) qualquer lei ou ato normativo (medida provisória, decreto, resolução, etc.) federal, estadual, distrital ou municipal pode ser incidentalmente declarado inconstitucional pelo STF e ter a sua execução suspensa pelo Senado Federal; b) suspender a execução não significa anular nem revogar a lei ou o ato normativo (sabemos que uma lei só pode ser revogada por outra). Na verdade, a resolução do Senado suspende os efeitos da norma e faz com que ela não possa mais ser aplicada aos casos concretos (seu cumprimento não pode mais ser exigido de qualquer pessoa). Entende a maioria da doutrina que a suspensão de efeitos ocorre erga omnes e ex nunc e ninguém mais está obrigado a respeitar os ditames da lei suspensa, a partir da publicação da resolução do SF na imprensa oficial; c) o art. 52, X, somente se aplica às decisões de inconstitucionalidade proferidas pelo STF no controle de constitucionalidade difuso-incidental, uma vez que, no controle concentrado-principal (exemplo: ADI genérica), as declarações de inconstitucionalidade do STF já produzem efeitos contra todos; d) a doutrina majoritária entende ser um poder discricionário do Senado Federal ampliar ou não os efeitos da declaração de inconstitucionalidade proferida pelo STF em sede de controle incidental, razão pela qual o SF não está obrigado a fazê-lo; e) de acordo com o entendimento majoritário da doutrina acerca da expressão no todo ou em parte, o SF não pode suspender a execução de uma lei em maior ou em menor extensão em relação ao que foi decidido pelo STF, mas apenas nos seus exatos termos. Assim, se o STF declarou incidentalmente a invalidade de toda a lei, o SF ou suspende a execução da totalidade da norma ou não suspende nada, não podendo suspender a execução de parte da lei. Seguindo o mesmo raciocínio, se o STF declarou a invalidade de parte da lei, o Senado somente pode suspender a execução da mesma parte, não podendo suspender menos ou mais do que o decidido pelo STF. XI aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador-Geral da República antes do término de seu mandato; 14

15 O presente dispositivo constitucional (em conjunto com o art. 128, 2.º) permite que o PR exonere o PGR, antes do término do seu mandato de dois anos, devendo tal decisão ser aprovada pela maioria absoluta do Senado, em votação secreta. XII elaborar seu regimento interno; XIII dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; (Redação dada pela EC n.º 19/98) XIV eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII. XV avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua estrutura e seus componentes, e o desempenho das administrações tributárias da União, dos Estados e do Distrito Federal e dos Municípios. (Incluído pela EC n.º 42/03) Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. A presidência das sessões do SF nos processos de impeachment será conduzida pelo presidente do STF, o qual deve contribuir, inclusive, para que os direitos processuais das partes sejam respeitados. A doutrina afirma que, nesses casos, a CF/88 transforma o Senado em um tribunal político de colegialidade heterogênea. Registramos que o impedimento para o exercício de função pública refere-se não apenas a mandatos eletivos, mas também a qualquer cargo (efetivo ou comissionado), emprego ou função públicos, bem como ao exercício de munus público (ex.: mesário da Justiça Eleitoral e membro do Tribunal do Júri). 10. Fiscalização político-administrativa do Poder Legislativo A fiscalização, função típica do Poder Legislativo, é classificada em: a) políticoadministrativa, que ocorre pela convocação de ministros de Estado para depor (CF, art. 50) ou por meio das comissões parlamentares de inquérito (CF, art. 58, 3.º); b) financeiroorçamentária, prevista nos arts. 70 a 75 e 31 da CF/88, que é realizada pelas casas legislativas com o auxílio dos tribunais de contas (TCU, TCEs, TCDF e TCMs). Neste tópico, estudaremos as duas modalidades de fiscalização político-administrativa realizadas pelo Poder Legislativo Convocação de ministros de Estado Art. 50. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, ou qualquer de suas Comissões, poderão convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República para prestarem, pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado, importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada. (Redação dada pela ECR n. 2, de 1994) 1º - Os Ministros de Estado poderão comparecer ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados, ou a qualquer de suas Comissões, por sua iniciativa e mediante entendimentos com a Mesa respectiva, para expor assunto de relevância de seu Ministério. 2º - As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal poderão encaminhar pedidos escritos de informações a Ministros de Estado ou a qualquer das pessoas referidas no caput deste artigo, importando em crime de responsabilidade a recusa, ou o não atendimento, no prazo de trinta dias, bem como a prestação de informações falsas. (Redação dada pela ECR n. 2, de 1994) Nos termos do art. 50 da CF, a Câmara e o Senado ou suas comissões podem convocar ministros de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República para prestarem, pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado, importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada. 15

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