UMA ABORDAGEM INTEGRADA PARA GESTÃO E SIMULAÇÃO DE PROCESSOS E SUA APLICAÇÃO À GERÊNCIA DE PROJETOS

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1 INPE TDI/1259 UMA ABORDAGEM INTEGRADA PARA GESTÃO E SIMULAÇÃO DE PROCESSOS E SUA APLICAÇÃO À GERÊNCIA DE PROJETOS Paulo Roberto Nascimento Travassos Tese de Doutorado do Curso de Pós-Graduação em Computação Aplicada, orientada pelos Drs. Germano de Souza Kienbaum, Lamartine Nogueira Frutuoso Guimarães e José Demisio Simões da Silva, aprovada em 23 de março de INPE São José dos Campos 2007

2 Publicado por: esta página é responsabilidade do SID Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) Gabinete do Diretor (GB) Serviço de Informação e Documentação (SID) Caixa Postal 515 CEP São José dos Campos SP Brasil Tel.: (012) Fax: (012) Solicita-se intercâmbio We ask for exchange Publicação Externa É permitida sua reprodução para interessados.

3 INPE TDI/1259 UMA ABORDAGEM INTEGRADA PARA GESTÃO E SIMULAÇÃO DE PROCESSOS E SUA APLICAÇÃO À GERÊNCIA DE PROJETOS Paulo Roberto Nascimento Travassos Tese de Doutorado do Curso de Pós-Graduação em Computação Aplicada, orientada pelos Drs. Germano de Souza Kienbaum, Lamartine Nogueira Frutuoso Guimarães e José Demisio Simões da Silva, aprovada em 23 de março de INPE São José dos Campos 2007

4 :658.5 Travassos, P. R. N. Uma abordagem integrada para gestão e simulação de processos e sua aplicação à gerência de projetos / Paulo Roberto Nascimento Travassos. - São José dos Campos: INPE, p. ; (INPE TDI/1259) 1. Simulação discreta. 2. Gerência de projetos. 3. Gestão de Processos de Negócios (BPM). 4. Program Evaluation Review Technique (PERT). 5. Critical Path Method (CPM). 6. Engenharia de software. I. Título.

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7 Grandes realizações são possíveis quando se dá atenção aos pequenos começos. (Lao Tsé)

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9 Dedico esta tese à minha esposa Dalva e aos meus filhos Rafael, Camila e Beatriz, pelo apoio, compreensão e palavras de incentivo recebidos durante toda a pós-graduação.

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11 AGRADECIMENTOS Aos Profs. Drs. Germano de Souza Kienbaum, Lamartine Nogueira Frutuoso Guimarães e José Demísio Simões da Silva pela orientação, incentivo, colaboração, amizade e paciência demonstradas não apenas durante a elaboração da tese, mas também nas reuniões e convívio acadêmico. Aos membros da banca examinadora pela predisposição em analisar este trabalho. E aos alunos de pós-graduação e em especial aos integrantes do grupo NEMESIS, nas pessoas dos professores Germano e Lamartine e dos alunos Silene Fernandes Bicudo, Valeska Pivoto Patta Marcondes, Álvaro Augusto Neto, Alexandre Franco de Magalhães e Dawilmar Guimarães de Araújo pelas contribuições, sugestões, apoio e incentivo recebidos em todos os nossos encontros.

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13 RESUMO Este trabalho apresenta os fundamentos conceituais de uma abordagem inovadora, visando a integração e padronização na aplicação de técnicas de modelagem, de simulação e de gestão automática de modelos de processos. Estas técnicas, embora já bastante utilizadas na gestão de processos, são tradicionalmente aplicadas no ciclo de vida do desenvolvimento de seus modelos de forma autônoma e complementar, ao passo que a presente abordagem propõe a criação de conceitos e procedimentos com o objetivo de representar e permitir a simulação e a gestão automática a partir de um único modelo de processo criado. O objetivo principal do trabalho é apresentar a abordagem e mostrar que ela pode servir como base para o desenvolvimento de diversos sistemas aplicativos para gestão de processos em geral, bem como demonstrar seu uso em gerência de projetos.

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15 AN INTEGRATED APPROACH FOR BUSINESS PROCESS MANAGEMENT AND SYSTEM SIMULATION AND ITS APPLICATION IN PROJECT MANAGEMENT ABSTRACT This work presents the fundamentals of an innovative approach aiming at the integration and standardization of simulation and automatic management of process models. These techniques, although already well known and used in process management, are traditionally applied in this area in an autonomous and complementary way during its model development life cycle, whereas the proposed approach aims at the creation of concepts and procedures to allow a complete unification of model representation, the simulation and the automatic management of the models created using the approach. The main goal of this work is to present the approach and to show that it can be used to develop different application systems for Business Process Management in general, as well as to demonstrate its use in Project Management.

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17 SUMÁRIO Pág. LISTA DE FIGURAS LISTA DE TABELAS LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO Considerações iniciais O estado da arte da gestão de processos O uso de simulação em gestão de processos A identificação do problema Origem e motivação Objetivos Contribuições Estrutura do trabalho...40 CAPÍTULO 2 - FUNDAMENTOS DE SIMULAÇÃO Considerações iniciais Ciclo de vida do modelo na gestão de processos Ciclo de vida tradicional do modelo para simulação A abordagem integrada para gestão e simulação de processos Uma representação genérica de modelos de processos Diagramas de ciclos de atividades Diagramas do tipo PERT/CPM Diagramas do tipo workflow Diagramas para Modelagem Unificada em Simulação - DMUS Ilustração do uso de DMUS Modelo da aciaria A modelagem do problema...58

18 Transformação dos DCAs em diagramas DMUS Domínios de aplicação...62 CAPÍTULO 3 - FUNDAMENTOS DE PROCESSO Considerações iniciais Definições A evolução dos sistemas de gestão automatizada de processos A tecnologia de processos e a máquina contextual Exemplo de processo segundo a máquina contextual A generalização de modelos de processos segundo a abordagem integrada Diferenciações entre a abordagem integrada e a máquina contextual Padrões de referência da WfMC Arquitetura básica Modelo de referência...79 CAPÍTULO 4 - ARQUITETURA DO AMBIENTE Considerações iniciais Arquitetura orientada a serviços Concepções gerais do ambiente ProcessManager Requisitos e arquitetura do aplicativo ProjectManager As interfaces de usuários Interface do Administrador Interface do Gerente Interface do Usuário A máquina de workflow...97 CAPÍTULO 5 - PLATAFORMAS DE DESENVOLVIMENTO Considerações iniciais O ambiente de gerenciamento de projetos dotproject Uma visão geral Arquitetura do dotproject...108

19 Permissões dos usuários Papéis dos usuários Interface web Gestão de projetos e tarefas Criação de um novo projeto Código fonte Ambiente para simulação Simprocess Visão geral A arquitetura monousuário O Simprocess e a arquitetura orientada a serviços A linguagem XPDL e a padronização de modelos de processos CAPÍTULO 6 - ESTUDO DE CASO Considerações Iniciais Modelagem do problema O problema da manutenção de aeronaves O uso do diagrama PERT Transformação do diagrama PERT em DMUS Síntese do processo de modelagem Construção do modelo com o Simprocess Mapeamento entre simbologias Conversão de modelos DMUS para o Simprocess Elaboração do modelo gráfico Elaboração da lógica do modelo Simulação e análise de cenários do modelo Análise utilizando o MS Project / dotproject Análise utilizando o Simprocess CAPÍTULO 7 CONCLUSÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...159

20 APÊNDICE A - Processo Componente Básico de Processo de Negócio A.1 - Descrição do processo A.2 - Relatório de simulação APÊNDICE B - Atividades para manutenção de aeronaves APÊNDICE C - Percentual de utilização de Recursos...175

21 LISTA DE FIGURAS Pág Ciclo de vida do modelo na gestão de processos Ciclo de vida do modelo de simulação Transformação do modelo da abordagem tradicional para a integrada Simbologia dos digramas de ciclos de atividades DCA do bar inglês PERT de um projeto Diagrama do tipo workflow para o check-in de passageiros Descrição e Simbologia DMUS Desenho da aciaria DCA da aciaria Representação gráfica do tipo DMUS obtida do DCA da aciaria Business Process Management Systems BPMS Máquina Contextual Modelo de processo na ferramenta PADesigner Arquitetura básica para sistemas de workflow Modelo de referência de workflow da WfMC Esquema do paradigma Find-Bind-Execute Arquitetura simplificada do aplicativo ProjectManager Interface do administrador Interface do gerente Interface do usuário trabalhador Detalhamento do núcleo da arquitetura integrada Estrutura das ferramentas do ambiente dotproject Representação do banco de dados do dotproject para n projetos Arquitetura do Ambiente dotproject Interface de trabalho do dotproject...114

22 5.5 Interface do Administrador Interface do gerente do projeto Interface de usuário trabalhador Interface de relatórios Arquitetura Monousuário do Simprocess Arquitetura Web Service do Simprocess Intercâmbio entre diferentes ferramentas de modelagem de Workflow Parte de um documento XPDL PERT de manutenção de aeronave DMUS do problema de manutenção de aeronave Componentes pré-construídos do Simprocess Árvore de componentes Representação de uma árvore de componentes no Simprocess Representação cíclica do modelo Atividade elementar Exemplo de expressão para cálculo de tempo de simulação GANT/PERT - manutenção de aeronaves (MS Project) Importação de projeto via arquivo XML Manutenção de aeronaves (dotproject) Manutenção de Aeronaves (Simprocess) Percentual de utilização de recursos C.1 - Equipe de trem de pouso C.2 - Equipe de equipamentos aviônicos C.3 - Equipe de motores C.4 - Equipe de recebimento C.5 - Equipe de fuselagem...176

23 LISTA DE TABELAS PERT/CPM para a construção de uma planta industrial Elementos XPDL importados pelo Simprocess e seus correspondentes Elementos exportados pelo Simprocess e seus correspondentes XPDL Mapeamento entre a simbologia DMUS e a utilizada no Simprocess Resultado do projeto para manutenção de aeronave (horas) Percentual de utilização de recursos B.1 - Atividades para manutenção de aeronaves - modelo completo Pág.

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25 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS BAM BI BPEL BPM BPMI BPML BPMN BPMS CAP CGI COM CRM CSS CVS DCOM DSS EAI EJB - Business Activities Management - Business Intelligence - Business Process Execution Language - Business Process Management - Business Process Management Initiative - Business Process Management Language - Business Process Management Notation - Business Process Management Systems - Computação Aplicada - Common Gateway Interface - Component Object Model - Customer Relationship Management - Cascating Style Sheets - Concurrent Version System - Distributed COM - Decision Support Solutions - Enterprise Application Integration - Enterprise Java Bean

26 ERP GPL GPSS GUI HTTP IEC INPE JSP LAC LDAP NEMESIS OASIS OMG PDCA PDF PHP RCPSP SDPS SOA SOAP - Enterprise Resource Planning - GNU General Public License - Gestão de Processos e Simulação de Sistemas - Graphical User Interface - HyperText Transfer Protocol - Departamento de Ciência da Computação - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Java Server Pages - Laboratório Associado de Computação e Matemática - Lightweight Directory Access Protocol - Núcleo de Estudos em Modelagem e Simulação de Sistemas - Organization for the Advancement of Structured Information Standards - Object Management Group - Plan, Do, Check, Act - Portable Document Format - HyperText Preprocessor - Resource Constrained Project Scheduling Problem - Society for Design and Process Science - Services-Oriented Architecture - Simple Object Access Protocol

27 SQL UDDI WfMC WSDL WSFL WWW XHTML XLANG XML XPDL - Structured Query Language - Universal Data Description Interface - Workflow Management Coalition - Web Services Description Language - Web Service Flow Language - World Wide Web - extensible HyperText Markup Language - XML Business Process Language - extensible Markup Language - XML Process Definition Language

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29 CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO 1.1 Considerações iniciais Este capítulo se inicia com uma análise do estado-da-arte das técnicas de gestão de processos e de simulação de sistemas, com vistas à contextualização do trabalho de pesquisa realizado. O panorama atual com relação à gestão automática de processos é objeto de breve revisão, que descreve a técnica como ela é vista atualmente e aponta algumas de suas ferramentas de apoio existentes. O mesmo é feito com relação ao uso de simulação como ferramenta auxiliar para a gestão de processos. A identificação de analogias existentes nas metodologias empregadas nas áreas acima mencionadas e a possibilidade de fusão destas técnicas serviram como ponto de partida para a formulação do objeto do estudo (identificação do problema). A origem e motivação do trabalho apresenta um histórico da evolução gradual da pesquisa, desde a forma como o problema em estudo foi inicialmente percebido e formulado, até a forma adquirida pelo mesmo na proposta final e na abordagem para sua solução por meio deste trabalho. Os objetivos gerais e específicos do estudo são sintetizados numa seção à parte e o capítulo se conclui com a estruturação geral do trabalho. 27

30 1.2 O estado da arte da gestão de processos A gestão de processos torna-se cada vez mais importante para todas as organizações cujos serviços e produtos são constantemente desafiados pela pressão do mercado. Desta forma, ela obriga que os processos internos das empresas sejam plenamente eficazes no emprego dos esforços e da energia em suas operações, principalmente aqueles processos diretamente vinculados com os seus objetivos finais. De acordo com a organização européia independente de pesquisa Butler Group, "somente adotando uma visão orientada a processo, uma organização pode ter esperanças de ganhar a visão necessária, o controle e a flexibilidade requerida para competir eficazmente em mercados agressivos" (Butler Group,2003). Como se pode observar, a gestão de processo passou a ser vista como uma atividade fundamental para definir, aperfeiçoar e ampliar o alcance dos processos da empresa. O uso dela visa obter processos operacionais que possam ser usados continuamente por todos os usuários do negócio. Diante desta realidade, a gestão de processos tem se apoiado em recursos tecnológicos cada vez mais avançados para aperfeiçoar o próprio processo de gestão. Diversas ferramentas automatizadas e diferentes tipos de metodologias de áreas de aplicações distintas começaram a ser utilizados na gestão de processos, como alternativa para diminuir a complexidade encontrada nos ambiente de trabalhos. Entre as técnicas existentes, a mais empregada para a monitoração em tempo real da execução das atividades componentes de um modelo de gestão de processos emprega a tecnologia de workflow. Um sistema de gerenciamento de workflow é um aplicativo computacional para definir, criar e gerenciar a execução de um modelo de workflow, utilizando uma ou mais máquinas de workflow, capazes de interpretar a definição do processo e interagir com seus participantes (WfMC, 199b). A tecnologia de workflow já vem sendo utilizada há quase uma década para a monitoração de processos, 28

31 principalmente na área de serviços, e ela é considerada como um dos elementos fundamentais da integração almejada por este trabalho. Mais recentemente, os sistemas de workflow passaram também a ter a denominação de Business Process Management Systems (BPMS), ou sistemas para gerência de processos de negócios. Eles apresentam alguma funcionalidade de simulação embutida, mas estes sistemas foram desenvolvidos para uma determinada aplicação e esta funcionalidade é parte integrante da gestão automática do processo da aplicação específica em estudo. Uma classe particular deste tipo de sistemas é constituída pelos ambientes integrados para o planejamento da produção e a gestão de processos, denominados ERP (Enterprise Resource Planning), como o SAP (System Application Product). Ocorre que o ERP é uma evolução de conceitos da área de planejamento e controle da produção em organizações fabris. Ele busca a integração de todos os recursos necessários para a produção industrial, e procuram uma universalização destes conceitos, através de sua adaptação para organizações não industriais. Esses pacotes que fazem a automatização, integração e gestão da empresa são compostos por sistemas proprietários muito complexos, onde a solução empregada para o problema não contempla uma metodologia de desenvolvimento de novos sistemas, uma metodologia de aplicação a áreas diferenciadas, e assim sucessivamente. Na área de serviços, as aplicações tradicionais do tipo workflow são usadas para auxiliar nos serviços internos das empresas (back office) e em necessidades com processos estruturados, padronizados, integrando os trabalhadores em seus sistemas internos. Esses processos tendem a ter procedimentos rígidos e são projetados visando principalmente à eficiência e o controle interno da empresa (Miers et Al., 2006). Geralmente, assume-se que nos serviços internos, os processos sofrem poucas alterações, enquanto todos compartilham um modelo de processo comum. Por outro 29

32 lado, as exigências dos serviços de atendimento direto ao público são completamente diferentes. Esses trabalhadores requerem uma flexibilidade muito maior para lidar com diferentes critérios de atendimento, tendo em vista as várias possibilidades de clientes e de entidades externas. Raramente esses usuários seguem um comportamento padrão em suas interações e freqüentemente têm o hábito de criar situações difíceis de serem previstas. Fornecer ferramentas do tipo BPM para esse tipo de processo ainda é um desafio para ser solucionado no futuro (Miers et Al., 2006). Para Becker et al. (2002), existem basicamente três tipos de ferramentas para gestão de processos: frameworks que são embutidos na solução de software específico para a coordenação de processos, ferramentas de repasse de mensagens e orquestração de serviços e ferramentas de acompanhamento de processos organizacionais. Já para AALST et al. (2003) não existem diferenças significativas na questão de modelagem dos processos entre os sistemas de workflow e BPM e sim nas funcionalidades por eles oferecidas, principalmente para a avaliação do processo após a sua execução. Nas ferramentas de workflow há pouco suporte para a fase de diagnóstico e o auxílio oferecido na fase de criação do modelo é limitado ao fornecimento de um editor, faltando funcionalidades para a sua análise. Observa-se também que poucos sistemas de workflow dão suporte para simulação, verificação e validação do modelo do processo, nem fazem uso dos dados gerados em tempo real para monitoramento e controle do processo. Nos últimos anos, a gerência de processos de negócio (BPM) tem sido um tópico recorrente de estudo, pois se acredita que ela é a continuação lógica de várias tecnologias surgidas nas últimas décadas, tais como Six Sigma (Motorola, 2007), reengenharia de processos, workflow e ERP (Wolf e Harmon, 2006). Em virtude de suas múltiplas raízes, e porque há vários aspectos novos incluídos nas recentes discussões sobre BPM, ainda é muito difícil desenvolver um retrato claro da tecnologia, uma vez que ela ainda está em seus estágios iniciais de amadurecimento. 30

33 Segundo Bortolino (2006), um dos fatores que interferem na consolidação das tecnologias de BPM e contribuem para a confusão são os diferentes padrões existentes criados por vários organismos internacionais. O objetivo principal do padrão é normalizar as diversas soluções desenvolvidas, auxiliando para interoperabilidade e comunicação entre plataformas diferentes de processos. Essa meta, entretanto, não foi alcançada por nenhuma especificação criada até agora, dada a complexidade da matéria. Entre os padrões mais difundidos encontra-se o XML Process Definition Language (XPDL), criado por iniciativa da organização Workflow Management Coalition (WfMC), para permitir a portabilidade entre diferentes produtos de workflow, tais como sistemas de gerenciamento de workflow e ferramentas de modelagem e simulação de processos (WfMC, 2004). Uma outra instituição denominada Business Process Management Initiative (BPMI) também desenvolveu novas especificações destinadas à gestão de processos. Dentre elas destacaram-se a linguagem de desenvolvimento Business Process Modeling Language (BPML) e um outro paradigma para modelar processos de negócios denominado Business Process Modeling Notation (BPMN). Assim como o XPDL, a especificação BPML utiliza o padrão XML para descrever seus processos, entretanto, diferentemente das especificações anteriores a linguagem BPMN é uma especificação para modelagem visual de processos. Seu objetivo é fornecer uma interface que possa ser tanto utilizada por analistas de negócios quanto por analistas de sistemas. Na realidade, o BPMN compõe-se de um conjunto de padrões de representação gráfica e de lógica no projeto de processos. Em 2005, o Object Management Group (OMG) e o BPMI anunciaram sua junção nas atividades referentes ao BPM (OMG, 2005). Um outro padrão mais recente denominado BPEL4WS (Business Process Execution Language for Web Services) ou BPEL, foi proposto por um grupo de grandes fabricantes de sistemas, dentre eles a Microsoft, IBM, Siebel, BEA, SAP e etc. Como 31

34 nos modelos anteriores, excetuando-se o BPMN, o BPEL é uma especificação em formato XML, criada para definir as regras de negócio de um processo. A linguagem surgiu da união das especificações XLANG (XML business process language) da Microsoft e WSFL (Web Service Flow Language) da IBM e atualmente é mantido pela Organization for the Advancement of Structured Information Standards (OASIS, 2007). Exemplos de ferramentas para workflow e BPMS disponíveis em código aberto e algumas comerciais podem ser encontradas em Baeyens (2004), Mourão (2006), Miers et al. (2006) e Perez (2007). A revisão da literatura e dos sistemas de apoio existentes na área permitem concluir que as aplicações de gestão de processos automatizados precisam ser desenvolvidas para cada caso em particular, devido à falta de modelos padronizados, genéricos e que possibilitem a reutilização de artefatos e processos já criados quando da criação de um novo sistema. 1.3 O uso de simulação em gestão de processos As técnicas de modelagem e simulação de sistemas discretos, cujas mudanças de estado ocorrem pontualmente no tempo, são amplamente conhecidas e utilizadas na análise de sistemas, inclusive como ferramenta auxiliar para a melhoria da gestão de processos. Sistemas de simulação, entretanto, não são concebidos com a finalidade de permitir sua aplicação integrada com a gestão e análise dos modelos de processos em execução, visando sua automatização e o cumprimento de seus prazos, a contenção dos custos de suas atividades, ou a melhoria da produtividade geral dos mesmos, pela otimização na alocação de seus recursos e pela redução da duração do ciclo dos processos completos, ou de seus subprocessos componentes. A gestão e análise de processos utilizando ferramentas típicas de simulação tratam os aspectos acima descritos apenas a posteriori, de forma completamente desvinculada da 32

35 execução dos processos em tempo real. Essas análises são realizadas como uma forma complementar ou de melhoria dos modelos de processos, criados separadamente dos modelos de processos efetivamente utilizados para a execução dos serviços em operação. A razão disto é a falta de mecanismos adequados nos sistemas de simulação que permitam a construção de modelos genéricos de processos e sua execução como serviços automatizados, e que possibilitem a realização deste tipo de análise de forma simultânea com a execução do modelo, a partir de elementos pré-construídos, e independentemente do modelo específico do sistema em estudo. Na gerência de projetos, uma área distinta de gestão de processos, esses mesmos aspectos são considerados os mais relevantes e são parte integrante das ferramentas utilizadas para análise. Ocorre que um projeto é tradicionalmente visto como um empreendimento temporário, único e não repetitivo, de duração determinada, formalmente organizado e que congrega e aplica recursos visando o cumprimento de objetivos preestabelecidos (Prado, 1984). Por esse motivo o gerenciamento de projetos tem sido tradicionalmente tratado na literatura e pelos desenvolvedores de sistemas computacionais como um tema desvinculado de processos seriados, não merecendo uma análise dinâmica aprofundada do seu processo descritivo da forma como é feita em estudos típicos de simulação. Novos métodos para a melhoria da gerência de projetos são também tema de estudo da Teoria das Restrições (Goldratt e Cox, 2003), numa abordagem alternativa que deu origem à utilização de uma macro especialmente desenvolvida para uso conjunto com sistemas de gerenciamento de projetos, buscando melhorar a execução do projeto pela identificação e balanceamento de suas restrições mais críticas. Outro avanço identificado refere-se à adição de algumas funcionalidades típicas de sistemas de simulação em aplicativos de outras áreas de estudo, como é o caso do uso de planilhas eletrônicas de cálculo. Outro exemplo são os de programas para gerenciamento de projetos, adaptados ou estendidos para utilizarem variáveis aleatórias e um mecanismo simples de interação. Estes mecanismos permitem a execução de uma 33

36 simulação de Monte Carlo sobre alguns aspectos de interesse de um projeto em estudo, por exemplo, a questão do tempo de execução de uma dada atividade. A completa integração entre as técnicas de simulação e gestão de processos é, entretanto, objeto de pesquisas ainda em andamento. Um trabalho identificado na literatura como um grande avanço na direção da generalização do conceito de processos é o que cria a definição de máquina contextual (Sobrinho, 2002). Na máquina contextual, o processo se realiza dentro de um contexto onde as referências, isto é, onde as regras precisam ser satisfeitas e que haja a infra-estrutura necessária para a transformação na forma de recursos humanos, tecnológicos e materiais. Com base nos trabalhos de Sobrinho, e utilizando uma arquitetura e uma forma de representação genérica de modelos originais, este trabalho se propõe a aprofundar a questão da integração entre as técnicas mencionadas anteriormente, criando uma abordagem unificada para o uso da gestão automática de processos e da simulação de sistemas. 1.4 A identificação do problema O problema em estudo pode ser claramente definido como sendo a necessidade de se desenvolver com eficiência e rapidez ferramentas de apoio à gestão de processos, com vistas a uma gestão moderna e automatizada. Sistemas específicos do tipo SAP, citados anteriormente, podem atender a empresas de grande porte, mas são complexos e necessitam de adaptações para serem adequados à realidade de cada usuário e não seriam acessíveis ou utilizáveis num contexto genérico de gerência de projetos ou por pequenas empresas prestadoras de serviços. Sistemas de gestão eficientes e automatizados atualmente necessitam ser criados de forma específica para cada caso de aplicação, pela inexistência de modelos 34

37 padronizados e de ambientes capazes de acelerar seu desenvolvimento, reutilizando os artefatos e processos originários de aplicações anteriores. Os estudos e aplicações de tecnologia de processos necessitam a generalização de conceitos, a uniformização e a agregação de técnicas diversas, para a criação de uma metodologia integrada e de suas ferramentas de apoio. Estas devem permitir o desenvolvimento de modelos, a simulação, a execução, a análise e a melhoria de processos de forma rápida e eficaz. O ambiente integrado de apoio idealizado desempenha uma função semelhante à de uma ferramenta case dentro de uma fábrica de software, tendo como objetivo o desenvolvimento de modernos sistemas automatizados destinados à gestão e monitoramento de processos, que podem ser estendidos e diversificados para atender a várias classes de problemas. 1.5 Origem e motivação Este estudo teve início a partir da constatação das semelhanças na representação de modelos de simulação contendo redes de atividades e filas com os diagramas do tipo PERT/CPM (Program Evaluation Review Technique / Critical Path Method), usados no gerenciamento de projetos. Com a observação de que as planilhas de cálculo podem ser utilizadas em simulação Quick and Dirty, pela adição de variáveis aleatórias, mas que sistemas do tipo MS Project não dispunham desses recursos, nem da capacidade para análise dinâmica, surgiu a idéia de acrescentar mecanismos de simulação a esse tipo de sistema. Outra fonte de motivação foi a Teoria das Restrições, que utiliza outra abordagem para o gerenciamento de projetos, empregando uma macro denominada ProChain (ProChain, 2007), especialmente desenvolvida para uso conjunto com o MS-Project. Portanto, já é realidade o uso de outros métodos de gerência de projeto, utilizando-se como base 35

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