Guia de Saúde. g e ns. n a vi o

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1 Guia de Saúde g e ns a i V de n a vi o

2 Guia de Saúde Viagens de Navio Uma publicação do Centro Brasileiro de Medicina do Viajante CBMEVi autoria e Coordenação Médica Dra. Isabella Ballalai (CRM: ) Dra. Flavia Bravo (CRM: ) Coordenação Editorial Ricardo Machado Design Gráfico Silvia Fittipaldi Ilustrações Claudius Ceccon Ícones Agência Dreamstime Revisão Sonia Cardoso Guia de Saúde Viagens de Navio Você pode: copiar, distribuir e exibir a obra. Sob as seguintes condições: Atribuição. Você deve dar o seguinte crédito: Ballalai, Isabella & Bravo, Flavia. Guia de Saúde Viagens de Navio. Rio de Janeiro: Centro Brasileiro de Medicina do Viajante (CBMEVi), Uso Não Comercial. Você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais. Vedada a Criação de Obras Derivadas. Você não pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta. Para cada novo uso ou distribuição, você deve deixar claro para outros os termos da licença desta obra. Qualquer uma destas condições pode ser renunciada, desde que você obtenha permissão das autoras. Nada nesta licença prejudica ou restringe os direitos morais das autoras.

3 Sumário Capítulo 9 Crianças no navio 38 Anexos 43 Apresentação 5 Introdução: Você, viajante, e a medicina de viagem 7 10 Capítulo 1 Cuidados antes de embarcar Capítulo 8 Cuidado com o calor e a exposição ao sol Capítulo 7 Cuidados com o balanço do navio Capítulo 6 Terra à vista! Você em terras estrangeiras 28 Capítulo 5 Para não ficar a ver navios Capítulo 4 Comunicados oficiais e uso de medicamentos Capítulo 2 Principais Riscos Capítulo 3 Alterações fisiológicas e outros desconfortos

4 Apresentação Viagens de lazer rimam com diversão, descontração, alegria, e tudo isso rima com saúde. Então, antes de embarcar, pegue carona neste guia e faça da informação sua melhor aliada. Ele vai ajudar você a prevenir pequenos e grandes problemas de saúde associados às características da sua viagem, o que inclui o tipo de cruzeiro, as atividades e os destinos. Trata, portanto, da prevenção de danos à saúde, item essencial para que você retorne para casa com as melhores lembraças do seu passeio. Alguns motivos para você ler este guia elaborado pelo Centro Brasileiro de Medicina do Viajante (CBMEVi)*: Um navio de cruzeiro transporta cerca de três mil passageiros e mil tripulantes. O período médio de permanência é de 7,3 dias por pessoa embarcada. A concentração de pessoas contribui para a propagação de doenças, seja por transmissão interpessoal, seja por meio de superfícies, água ou alimentos contaminados. Entre 1970 e 2003 foram registrados mais de cem surtos de doenças em viagens de navio, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse número é subestimado, já que muitos surtos não são notificados. *Fundado em 2008, o Centro Brasileiro de Medicina do Viajante (CBMEVi) é o primeiro centro privado de medicina do viajante no Rio de Janeiro. 4 GUIA DE SAÚDE VIAGENS DE NAVIO CBMEVi 5

5 Em novembro de 2011, 86 pessoas a bordo de um navio de cruzeiro holandês, atracado no porto do Rio de Janeiro, foram acometidas por surto de gastroenterite causada por norovírus. Itinerários internacionais reúnem pessoas de diversos países, o que facilita ainda mais a transmissão de doenças, seja durante o convívio na embarcação ou durante as visitas aos portos. Muitas dessas pessoas podem vir de países sem programas de vacinação de rotina e, portanto, podem ser fontes de transmissão de agentes infecciosos. A ansiedade e o estresse gerados pela viagem podem agravar condições crônicas de saúde em grupos especiais, como gestantes e idosos, que são mais suscetíveis às complicações em decorrência de doenças infecciosas. A essa altura, é possível que você esteja pensando: Acho que o melhor é ficar em casa! Saiba que você está errado(a). O melhor é prevenir! A vida está repleta de oportunidades que passam pelo contato com as pessoas, novas experiências e culturas, e é isso que a faz ainda mais interessante. Basta que você esteja preparado(a). Portanto, faça a sua parte: cuide-se bem! Boa leitura e boa viagem! A t e n ç ã o Este guia pretente ser um instrumento de informação e educação para a prevenção. Não substitui, de forma alguma, a avaliação e a orientação médica. Lembre-se de que nenhum medicamento ou procedimento deve ser adotado sem que tenha sido prescrito por médico. Em caso de dúvidas, consulte um especialista. I n t r o d u ç ã o Você, viajante, e a medicina de viagem Antes de você seguir viagem por este guia, vamos conhecer alguns conceitos básicos. Medicina de viagem Durante muitos anos, principalmente quando os deslocamentos pelo globo terrestre eram mais difíceis, os cuidados saúde-viagem ficavam restritos à medicina tropical (prevenção de doenças típicas de países geralmente em desenvolvimento). Nos últimos 20 anos, entretanto, a medicina de viagem se expandiu nas correntezas da globalização. Hoje, abrange uma série de cuidados que visam prevenir danos à saúde daqueles que se deslocam entre cidades de seu país ou para o exterior. É representada pela Sociedade Internacional de Medicina de Viagem (ISTM, na sigla em inglês), da qual o CBMEVi faz parte. A ISTM reúne mais de profissionais da saúde em instituições localizadas em mais de 80 países. A medicina de viagem, ou medicina do viajante, é uma especialidade interdisciplinar preocupada não apenas com a prevenção de doenças infecciosas, mas também com a segurança pessoal dos viajantes, o que significa ajudar a evitar até mesmo os riscos ambientais. 6 GUIA DE SAÚDE VIAGENS DE NAVIO CBMEVi 7

6 A consulta da medicina de viagem inclui orientações sobre: comportamento pessoal responsável, doenças evitáveis por vacinação e necessidade de atualizar o calendário vacinal; prevenção e tratamento de doenças transmitidas por insetos, água e alimentos contaminados e de doenças sexualmente transmissíveis; necessidade de uso de determinados medicamentos (quimioprofilaxia) para a prevenção da malária (para itinerários que implicam risco dessa doença); a melhor opção de seguro médico de viagem; O senhor não precisa ver meu histórico pessoal por quê? cuidados especiais para viajantes portadores de doenças crônicas (diabetes, doenças do coração, pulmonares, imunológicas, entre outras); transporte adequado e seguro de medicamentos (incluindo questões de alfândega); acesso a cuidados médicos durante a viagem (instituições de atendimento ao viajante que integram o International SOS e oferecem acesso a mais de seis mil médicos em 70 países). Riscos associados a viagens de navio Segundo a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), o Brasil é o quinto maior mercado consumidor de cruzeiros no mundo. A Abremar afirma que na temporada 2010/2011, mais de 792 mil pessoas embarcaram em viagens de navio ( eram estrangeiros a expectativa da associação é que esse número aumente 35% em 2012, chegando a 134 mil). Pessoas de diversas localidades, portos em várias cidades e até mesmo países, diferentes padrões de saúde pública (saneamento, controle de doenças, qualidade de vida, etc.), favorecem a exposição a diversos riscos e facilitam a introdução de doenças transmissíveis pelos passageiros e membros da tripulação. Nas últimas décadas, foram notificados os seguintes surtos entre os passageiros de navios: sarampo, rubéola, catapora, meningite meningocócica, hepatite A, legionelose, doenças respiratórias e gastrointestinais. Os recentes surtos do vírus da gripe (influenza) e norovírus (um dos principais causadores de diarreia em cruzeiros) representam desafios para a saúde pública e para as navegações. Mesmo assim, não é preciso deixar de curtir suas férias no navio! Esses surtos ocorrem também em terra firme e a palavra de ordem, marujo, é PREVENÇÃO. Definição de risco Imagine que você partiu de navio e foi aportar em uma ilha onde você não conhece bem as condições ambientais, não tem informações sobre a ocorrência de surtos, e vai praticar mergulho, caminhar por trilhas... E mais: você não sabe se está com as vacinas em dia! É isso: os riscos relacionados à saúde do viajante são todas as condições ou situações que possam causar dano, comprometendo sua segurança e bem-estar físico e emocional. 8 GUIA DE SAÚDE VIAGENS DE NAVIO CBMEVi 9

7 C a p í t u lo 1 Cuidados antes de embarcar Prazo ideal para a realização da consulta? De um mês a um mês e meio antes de viajar... mas se você é um(a) viajante de última hora, não deixe de buscar orientação médica. Consulta pré-viagem Entre os detalhes que serão avaliados pelo médico estão as características epidemiológicas das localidades a serem visitadas por você, ou seja, o nível de risco a que você poderá estar exposto, conforme as condições de cada lugar. Os riscos acarretados por agentes infecciosos podem variar muito, ainda que dentro de uma mesma região geográfica, implicando diversas situações: os surtos de doenças podem ser restritos àquele local; os portos de alguns países podem exigir a vacina da febre amarela; algumas doenças podem ser endêmicas (ocorrer de forma concentrada) em determinadas áreas... Portanto, procure descobrir o máximo de detalhes sobre os locais que visitará, os meios de transporte que vai usar, tipos de hospedagem (em caso de pernoite em terra), de alimentação e de atividades durante a viagem. Esses detalhes serão preciosos para que o médico, na consulta pré-viagem, possa fornecer as orientações específicas sobre vacinas, medicamentos para a prevenção e outros conselhos de saúde. E então, doutor, o senhor acha que tem tratamento pra mim aqui na aldeia? 10 GUIA DE SAÚDE VIAGENS DE NAVIO CBMEVi 11

8 Na consulta será feito um mapa da sua condição de saúde e dos possíveis riscos. Este mapa será elaborado a partir da análise do seu histórico de adoecimento, da condição imunológica (considerando vacinas já recebidas) e do levantamento de informações, como: O que você deve informar Histórico médico: doenças crônicas, tratamentos, gravidez. Aproveite também o seu momento de preparação para: Tipo de viagem a ser realizada. Tipos de hospedagem. Condições de saneamento nos locais de destino, disponibilidade de água potável e de acesso a recursos médicos adequados. Ocorrência (epidemiologia) de determinadas doenças nas localidades de destino. Histórico de vacinações. Medicamentos de que faz uso. Alergias a medicamento ou alimentos. Reações após aplicação de vacinas ou medicamentos contra malária. Nome do médico assistente, endereço, telefone e . Nome da empresa e endereço (se for viagem de trabalho). Datas de partida e regresso. Todos os locais que serão visitados durante a viagem. Natureza da viagem (negócios, prazer, visita a amigos e parentes, estudo ou ensino, missionária ou a serviço). Em caso de pernoite em terra: tipos de hospedagem que utilizará (hotel, pousada, alojamento, casa de amigos ou outros). 1) atualizar todas as vacinas do calendário de vacinação conforme a faixa etária (incluindo a da gripe, independentemente da época do ano, em particular se o viajante pertencer a grupo de risco para a doença); 2) fazer um check-up dental (dor de dente durante viagens pode fazer você perder o melhor da programação); 3) lembrar que as mulheres devem fazer também um check-up ginecológico principalmente se for uma viagem de média ou longa duração; 4) analisar a contratação de um seguro de assistência médica de viagem. História de problemas de saúde ou acidentes em viagens anteriores. Condições a que o viajante estará exposto, como: mudanças bruscas e significativas de altitude, umidade, temperatura. Tipos de transporte. Problemas no retorno e encaminhamentos para especialistas (se foi o caso). 12 GUIA DE SAÚDE VIAGENS DE NAVIO CBMEVi 13

9 E fique atento(a): viajante portador(a) de doença crônica e sob tratamento contínuo deve solicitar uma revisão ao médico que o(a) acompanha no tratamento. Legislação internacional Conhecendo a estrutura do navio Você já escolheu a cabine, já sabe que o navio tem boate, cinema, shopping, academia... Ufa! Tem até cassino! Mas, como ninguém quer entrar de gaiato no navio, solicite ao seu agente de viagem informações sobre as instalações para atendimento médico e sobre a equipe de profissionais da saúde; investigue se o navio oferece estrutura adequada para atendimento ambulatorial básico, capaz de dar conta das intercorrências mais comuns (sala para atendimento, com disponibilidade de material para curativos e medicamentos para as situações mais comuns de emergências médicas, como náuseas, diarreias, dores, crises de asma e crises de hipertensão, por exemplo). Procure saber também se a empresa responsável pelo cruzeiro oferece uma estrutura em terra capaz de atender a problemas mais graves que possam exigir tratamento e equipamentos hospitalares, e qual é o procedimento adotado nos casos de ocorrências desse tipo quando o navio ainda não aportou. Cabe à empresa responsável pelo cruzeiro garantir que: Noruega, Panamá, Itália e muitas outras nacionalidades são representadas nas bandeiras dos navios que a cada ano aportam em terras brasileiras. Por essa razão, eles são regidos por normas internacionais. As Normas de Saneamento, que integram o Regulamento Sanitário Internacional revisado pela Assembleia Mundial da Saúde em 2005, estabelecem que as viagens de navio devem passar por vigilância sanitária e que a tripulação deve estar apta a atuar nas situações a bordo relacionadas com doenças infecciosas. Essas normas incluem protocolos sobre o fornecimento de água potável e alimentos, controle de vetores (roedores, moscas, pássaros, entre outros) e eliminação de resíduos. Contudo, não há requisitos especiais para o corpo médico em navios de cruzeiro (ao contrário dos navios mercantes) e cada país determina sua legislação, de modo que os equipamentos e requisitos médicos podem variar muito. Em geral, o serviço oferecido restringe-se ao atendimento ambulatorial. Embora nenhuma agência oficial regule a prática médica a bordo de navios de cruzeiro, os profissionais são encorajados a adotar as diretrizes baseadas em consenso. A Clia (Associação Internacional de Linhas de Cruzeiro) representa as 25 principais empresas de cruzeiro no mundo e recomenda que as instalações médicas tenham capacidade para: As orientações também se estendem às competências mínimas desejadas de médicos e enfermeiros (experiência no atendimento de situações de emergências e de pronto atendimento), aos treinamentos da equipe de saúde, aos equipamentos, medicamentos e suprimentos, e aos recursos laboratoriais e radiológicos. Durante a consulta de pré-viagem você será orientado(a) sobre isso. a estrutura e as rotinas do navio foram planejadas de modo a facilitar a manutenção de um ambiente saudável espaços físicos arejados, qualidade do ar e higiene de ambientes adequadas, etc.; a água, os alimentos e os materiais disponibilizados a bordo são seguros; a tripulação foi treinada para a manutenção de um ambiente saudável, tendo disponíveis equipamentos, instalações e materiais necessários para isso; um sistema de gerenciamento de risco é praticado para assegurar a identificação, a notificação e a minimização dos riscos à saúde. fornecer cuidados médicos emergenciais para os passageiros e a tripulação; estabilizar a condição de saúde dos pacientes e dar início à intervenção de diagnóstico e tratamento; facilitar a transferência de pacientes gravemente doentes ou feridos. 14 GUIA DE SAÚDE VIAGENS DE NAVIO CBMEVi 15

10 Consultas aos serviços médicos em navios de cruzeiro principais causas C a p í t u lo 2 Principais riscos Condições infecciosas (69%-88%) respiratórias (19% a 29%) gastrointestinais (9%) Acidentes (12% a 18%) Outras causas (19%) Fonte: Clia, 2010 A partir de agora, prepare-se: vamos falar de probleminhas de saúde e esse tipo de assunto não costuma agradar muito. Mas foi pensando na sua saúde que elaboramos esse guia. O melhor é prevenir!, lembra? Este é o nosso lema e esperamos que seja também o seu. Então, vamos lá! Os surtos em navios de cruzeiro mais frequentemente documentados estão associados a infecções respiratórias (gripe e legionelose), infecções gastrointestinais (principalmente por norovírus) e doenças preveníveis, como rubéola e catapora. Doenças gastrointestinais fique atento(a) Mal-estar, enjoo, cólica... Se você não exagerou na bebida, é importante ficar atento(a). As doenças que acometem o sistema digestivo são, ao lado das doenças respiratórias, as causas mais frequentes de comprometimento da saúde do viajante em navio de cruzeiro. A maior parte dos surtos de doenças gastrointestinais associa-se a alimentos ou água consumida a bordo e os principais fatores que contribuem para surtos em navio incluem: contaminação dos reservatórios de água; desinfecção inadequada da água de consumo; contaminação da água potável pelo esgoto do navio; inadequação da construção dos tanques de armazenamento de água potável; deficiências na manipulação de alimentos; preparo de alimentos com uso de água do mar pela cozinha do navio. 16 GUIA DE SAÚDE VIAGENS DE NAVIO CBMEVi 17

11 Norovírus Diarreia do viajante O que é? Esse vírus contra o qual não existe vacina adora uma festa com muitos convidados e usa como principal porta de entrada a negligência com os cuidados básicos de higiene pessoal. É o agente mais envolvido em surtos de gastroenterites em navios. O norovírus é altamente contagioso e se reproduz com muita agilidade. Em caso de surto em navio de cruzeiro, mais de 80% dos passageiros podem ser afetados. Isso se deve à fácil transmissão do vírus de pessoa a pessoa e à sua capacidade de sobreviver aos procedimentos rotineiros de limpeza. Forma de transmissão além da transmissão de pessoa a pessoa, o norovírus pode ser disseminado por meio de alimentos, água ou superfícies contaminadas. Se você já está querendo procurar um culpado, saiba que mãos mal lavadas são veículos classe A para o norovírus. Então, mantenha as suas sempre limpas. Sintomas em geral, iniciam de modo súbito, com vômitos e/ou diarreia. Pode haver febre, dor abdominal e mal-estar. Tratamento existe medicamento capaz de inibir a capacidade de multiplicação do vírus, reduzindo, assim, a duração da doença. Lembre-se: nenhum medicamento deve ser usado sem orientação médica. Converse sobre isso durante a consulta pré-viagem. Prevenção para prevenir ou reduzir os riscos de surtos por norovírus, os navios estão implementando medidas de maior controle da higiene de alimentos e da água, bem como a desinfecção de superfícies. Muitos disponibilizam reservatórios de álcool em gel nos locais estratégicos para higienização das mãos de passageiros e da tripulação. Faça a sua parte! Uma vez embarcado(a), fique atento(a): aos primeiros sintomas gastrointestinais, procure os serviço de atendimento médico de bordo e permaneça em isolamento pelo menos até 24 horas após o desaparecimento dos sintomas. Esse cuidado é importante para proteger os demais passageiros e a tripulação. Forma de transmissão assim como ocorre com o norovírus, aqui a transmissão também se dá por água e alimentos contaminados por agentes infecciosos. Os mais associados aos surtos em navios são: Escherichia coli, Salmonella, Shigella, Vibrio, Staphylococcus aureus, Clostridium perfringens, Cyclospora e o vírus da hepatite A. Sintomas pode causar grande desconforto, impedir a realização de atividades importantes e prejudicar a programação durante a viagem. A principal complicação costuma ser a desidratação, principalmente em crianças, idosos e portadores de doenças crônicas. A doença costuma ser autolimitada (evolui para cura ao longo de dois ou três dias), porém, durante esse tempo, dias de viagem a negócios ou de lazer podem ser perdidos. Tratamento é importante evitar o consumo de alimentos gordurosos, de grãos (por estimularem o movimento natural de digestão, contribuindo para aumentar a dor abdominal em função da cólica) e priorizar alimentos leves. Além disso, fique atento(a) à ingestão abundante de líquido (água, água de coco e sucos). Prevenção depende basicamente dos cuidados de higiene na manipulação e conservação dos alimentos. Contra alguns dos agentes causadores da diarreia do viajante existem vacinas específicas: Salmonella typhi (vacina da febre tifoide), E. coli (vacina da diarreia do viajante) e vacina da hepatite A (pode ser aplicada em conjunto com a da hepatite B e, assim, ampliar a prevenção). O que é? O termo diarreia do viajante aplicase a um grupo de distúrbios que têm a diarreia como principal sintoma. 18 GUIA DE SAÚDE VIAGENS DE NAVIO CBMEVi 19

12 Doenças respiratórias Legionelose O que é? A gripe é a principal complicação respiratória em navios, responsável por surtos entre passageiros e tripulação. É causada pelo vírus influenza. Elas são as vedetes em ambientes fechados e com grande concentração de pessoas (salões de shows, bares e restaurantes, boates e cassinos, por exemplo). Basta um... Aaaaaaaaatchim! Gripe (Influenza) Forma de transmissão por meio de gotas de saliva (durante um espirro ou fala, por exemplo) ou por contato com objetos contaminados recentemente. Viajantes e tripulantes que vêm de várias partes do mundo nas quais o vírus influenza está em circulação sazonal (no hemisfério Sul, de abril a setembro, e no hemisfério Norte, de outubro a abril) podem levar esse vírus e transmiti-lo durante a viagem por mais de sete dias após o surgimento dos sintomas da gripe. Sintomas febre alta de início súbito, calafrios, dor de cabeça e garganta, fadiga, tosse seca e falta de apetite são os principais. Em idosos e crianças menores de dois anos a gripe costuma ser mais grave, podendo provocar sintomas como vômito, dor no abdômen, diarreia e complicações, como a otite média aguda e a pneumonia. Tratamento em geral são prescritos medicamentos para amenizar os sintomas. Já os pacientes com maior risco de complicações requerem atenção especial. Em qualquer caso, deve-se buscar a avaliação médica. Prevenção a vacinação anual é a forma mais eficaz de prevenção da gripe. Está indicada a partir dos seis meses de vida. O médico saberá orientar você durante a consulta de medicina de viagem. Forma de transmissão é causada por inalação ou aspiração da bacteria Legionella presente em gotículas ou aerossóis de águas superficiais como as de lagos, rios e reservatórios contaminados mesmo em temperaturas elevadas. Não há transmissão de pessoa a pessoa nem pela ingestão de água e alimentos. Piscinas e banheiras de hidromassagem contaminadas são as principais fontes de Legionella em navios, mas as melhorias na construção naval e nos sistemas de tubulação, além da padronização de medidas de desinfecção de spas e dos reservatórios de abastecimento de água, têm contribuído para reduzir os riscos. Sintomas são três as condições geradas por essa bactéria: a infecção pode ocorrer de forma assintomática; pode provocar um quadro clínico conhecido como Febre Pontiac (geralmente autolimitada e caracterizada por dor nas articulações e musculatura), afetação do estado geral e desordem gastrointestinal sintomas que tendem a desaparecer em até 48 horas após o iníco das manifestações; pode também provocar pneumonia grave, produzindo sintomas como febre elevada, tosse, dor muscular, calafrios, dor de cabeça, dores torácicas, falta de ar, salivação, diarreia, confusão ou alteração do estado de consciência. Tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível com antibióticos específicos que só podem ser prescritos pelo médico. Vale lembrar que o uso inadequado de antibióticos, tomados por conta própria, pode mascarar os sintomas e contribuir para deixar a bactéria mais resistente. Portanto, diga Não para a automedicação. Prevenção uso de cloração, biodispersantes, higienização periódica de reservatórios de água; evitar o banho em lagos, rios e fontes caso não se tenha certeza da qualidade da água. O que é? O nome é bastante estranho, mas um dos distúrbios causados pela bactéria Legionella é bem conhecido: a pneumonia grave. Nos últimos 30 anos foram relatados cerca de 50 surtos de legionelose em navios, envolvendo mais de 200 casos. Pessoas acima de 65 anos ou com o sistema imunológico comprometido apresentam maior risco de desenvolver a infecção. 20 GUIA DE SAÚDE VIAGENS DE NAVIO CBMEVi 21

13 Outros riscos de origem infecciosa MENINGITE MENINGOCÓCICA CATAPORA SARAMPO LEGIONELOSE HEPATITE A RUBÉOLA DOENÇAS RESPIRATÓRIAS E GastroinTESTINAIS GRIPE (INFLUENZA) PREVENÇÃO Você pode pensar, como muitos ainda acreditam, equivocadamente, que catapora e rubéola sejam doenças de criança. Ledo engano. Adultos suscetíveis também têm risco de contrair essas doenças que já produziram surtos em viagens de navio. Por isso, é tão importante que todos estejam com a caderneta de vacinação em dia. Problemas como a malária, a dengue e a febre amarela (causadas por mosquitos) e outros como a febre maculosa (causada por carrapatos) costumam ser endêmicos em algumas regiões que podem fazer parte dos trajetos de cruzeiros (já é comum, por exemplo, roteiros que incluem regiões da Amazônia e do Pantanal, por exemplo). Contra a febre amarela existe vacina eficaz e o certificado de vacinação pode ser exigido para a entrada em alguns países. Contra dengue, malária e febre maculosa ainda não há vacina e a prevenção se faz com o uso de repelentes específicos, de acessórios como cortinado para dormir (ambientes com ar-condicionado também afastam os mosquitos) e de roupas e calçados que protejam o corpo durante caminhadas por matas e rios, ou mesmo durante o desembarque em portos das regiões endêmicas. Esses cuidados fazem parte das orientações da medicina de viagem. CONVÉM LEMBRAR Os passageiros e tripulantes devem atualizar as vacinas de rotina antes da viagem. Isso deve ser feito preferencialmente 15 dias antes do embarque.* * Esse tempo é necessário para que o organismo produza anticorpos. Como agir em caso de surtos A equipe de saúde do navio é quem define as condutas e medidas de prevenção que devem ser adotadas por passageiros e pela tripulação. Fique atento(a) às instruções, acatando-as com rigor, mas sem se deixar influenciar pelo medo de contágio e pela ansiedade, pois eles só atrapalham. Ademais, redobre os cuidados com a higiene, principalmente a das mãos. 22 GUIA DE SAÚDE VIAGENS DE NAVIO CBMEVi 23

14 C a p í t u lo 3 Alterações fisiológicas e outros desconfortos Quem já navegou, sabe: é difícil fugir dos efeitos do balanço do mar, repetido por horas a fio. Os principais sintomas sofridos pelas pessoas mareadas são: enjoo, mal-estar, suor excessivo, fadiga e dor de cabeça. O quinteto compõe um quadro também chamado de doença do balanço do navio e pode ocorrer mesmo nas embarcações de grande porte e com estabilizadores (embora seja menos frequente nessas condições). Felizmente, não se trata de uma doença, mas de uma reação natural do organismo às variações rápidas e contínuas de posição. Medo ou ansiedade, assim como o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, podem contribuir para o surgimento e/ou intensificação desses sintomas. Então, fique atento(a) e procure se acalmar praticando atividades recreativas que distraiam a sua atenção da viagem. Variações de temperatura e umidade, mudanças nos hábitos alimentares e exageros nas atividades físicas também contribuem para o surgimento de desconfortos. Costumam ser mais frequentes em idosos que, como agravante, podem ter a condição crônica de saúde piorada. Acidentes causando ferimentos e emergências odontológicas também são frequentemente relatados. Se enjoos e dores de cabeça surgirem e se tornarem incômodos demais, podem ser tratados com medicamentos. Para isso, procure o auxílio da equipe de saúde. Para saber mais, leia o capítulo 7 Cuidados com o balanço do navio (p.32). 24 GUIA DE SAÚDE VIAGENS DE NAVIO CBMEVi 25

15 C a p í t u lo 4 Comunicados oficiais e uso de medicamentos Lembre-se: nas viagens de navio, queira ou não, você pertence a um grupo. Isso significa que o que acontecer a terceiros pode impactar você, e vice-versa. Portanto, qualquer sintoma que fuja da normalidade deve ser comunicado ao serviço médico. O passageiro que estiver doente deve agir com responsabilidade, jamais se automedicar e permanecer em relativo isolamento, evitando o contato com os demais passageiros, até que seu quadro clínico seja esclarecido ou o risco de transmissão para outros esteja afastado. Comunicar ao serviço médico do navio: Febre Diarreia Vômito Queda do estado geral (desânimo, sonolência, etc.) Calafrio Tosse Dor muscular localizada ou não, entre outros. Ao ser informado sobre qualquer um desses sintomas, o serviço médico, além de assumir o acompanhamento do seu estado de saúde, se responsabilizará pela avaliação dos riscos epidemiológicos, pela implementação de medidas de contenção da disseminação da doença e notificará às autoridades sanitárias a existência ou probabilidade de surtos. 26 GUIA DE SAÚDE VIAGENS DE NAVIO CBMEVi 27

16 Dicas gerais de cuidados com a saúde C a p í t u lo 5 Para não ficar a ver navios Todo viajante deve adotar as medidas descritas a seguir, visando não apenas a proteção de sua saúde, mas também a dos passageiros e tripulantes do navio, das pessoas que vivem nas cidades que visitará e tambem daqueles que habitam sua comunidade de origem, por ocasião do retorno (passageiros desprevenidos transformam-se em possíveis vetores agentes de transmissão de doenças infecciosas). adotar cuidados simples de prevenção, como lavar as mãos com água e sabão (ou com álcool em gel) com frequência, observar outras condições de higiene, evitar excessos alimentares e de bebidas alcoólicas, evitar alimentos e bebidas de procedência desconhecida; comunicar imediatamente ao serviço médico do navio qualquer sintoma sugestivo de doença infecciosa; acatar as eventuais recomendações do serviço médico do navio; usar protetor solar; evitar contato com pessoas doentes; praticar sexo seguro; incluir na bagagem todos os medicamentos de uso pessoal em suas embalagens originais, bem como a prescrição ou declaração do médico referente a estes medicamentos; levar na bagagem os medicamentos básicos para as situações mais comuns, como náusea, febre, dor de cabeça, pequenos ferimentos; evitar viajar enquanto estiver doente, principalmente no caso de doenças contagiosas. Adiar ou cancelar uma viagem pode ser inconveniente e resultar em despesas adicionais, mas esses gastos podem ser pequenos em comparação com os custos de saúde pública relacionados a um surto da doença. evitar automedicação; Lembre-se de realizar a consulta pré-viagem para avaliação dos riscos e receber orientações gerais e específicas de prevenção de danos à saúde (incluindo a necessidade de atualizar o calendário de vacinação e tomar vacinas específicas). 28 GUIA DE SAÚDE VIAGENS DE NAVIO CBMEVi 29

17 C a p í t u lo 6 Terra à vista! Você em terras estrangeiras Orientações básicas em terra Os mesmos cuidados gerais de prevenção de doença e acidentes adotados dentro do navio devem ser observados quando você desembarcar nas localidades de visitação do cruzeiro. Mas algumas medidas básicas devem ser sempre observadas, independentemente das especificidades epidemiológicas locais: lavar as mãos com frequência; evitar alimentos crus ou mal cozidos em caso de frutas, preferir aquelas que possam ser descascadas; não consumir alimentos e bebidas de ambulantes; beber muita água, de preferência mineral (industrializada) com gás (porque é mais difícil de ser adulterada); usar repelentes e protetores solares adequados e certificados por instituições de confiança, como a OMS; evitar exageros alimentares; precaver-se contra acidentes. Orientações específicas Medicamentos Alguns medicamentos podem tratar ou encurtar quadros infecciosos, como os antibióticos e as medicações para diarreia com maior cobertura. Nestes casos, devem ser previamente prescritos pelo médico. Na consulta pré-viagem, esta possibilidade deve ser discutida com o médico, que poderá fornecer a prescrição e as orientações sobre o uso. Vacinas Qualquer que seja o destino do cruzeiro ou a idade do viajante, as vacinas do calendário brasileiro de vacinação devem estar em dia. Outras vacinas podem ser recomendadas, de acordo com os destinos específicos, grau de exposição aos riscos infecciosos, condições de saúde do viajante e exigências locais de vacinação. A consulta de medicina de viagem é útil para se obter essa definição. Veja no Anexo (p. 46) as vacinas de rotina indicadas e as que podem ser recomendadas conforme a análise individual de risco em cada viagem. Oba! Ainda falta muito para chegar! 30 GUIA DE SAÚDE VIAGENS DE NAVIO CBMEVi 31

18 C a p í t u lo 7 Cuidados com o balanço do navio Qualquer viajante pode ter enjoos causados pelo movimento constante da embarcação, mas alguns grupos são de maior risco: crianças entre dois e 12 anos de idade são mais suscetíveis, enquanto as menores e bebês raramente são afetados; mulheres, especialmente durante a gravidez, no período menstrual ou sob tratamento com hormônios; pessoas que sofrem de dor de cabeça com frequência ou de enxaqueca tendem a apresentar crises de náusea durante os episódios de dor de cabeça, e vice-versa; pessoas que embarcam predispostas ao sintoma e já esperam sentir enjoo, provavelmente serão afetadas. Tratamento Medicamentos Os sintomas causados pela exposição contínua aos movimentos do navio tendem a diminuir espontânea e progressivamente. Quando for necessário o uso de medicamentos, eles devem ser indicados por médico para que você receba todas as informações sobre os riscos e benefícios, sobre os efeitos adversos possíveis e eventuais interações medicamentosas. Por isso é tão importante a consulta antes da viagem. Alternativas que podem aliviar o quadro de náuseas Evitar as situações já conhecidas como desencadeadoras dos sintomas, como odores fortes, luz, sabores, etc. Priorizar as cabines localizadas na região central do navio, para hospedagem. Tentar alimentar-se antes do início dos sintomas. Esta medida acelera o esvaziamento gástrico, contudo, em algumas pessoas, pode agravar o enjoo. Estude o seu caso. Reduzir estímulos sensoriais. Por exemplo: deite-se; olhe para um ponto fixo (pode ser o horizonte) ou mantenha os olhos fechados. Descubra como se sente melhor. Alguns odores trazem alívio para algumas pessoas, como os de hortelã, de lavanda e de gengibre. Outro recurso que você pode experimentar é o consumo de balas ou pastilhas ácidas e refrescantes. PARA OBSERVAR Os anti-histamínicos são os medicamentos mais usados, mas muitos causam sedação (os antihistamínicos não sedativos parecem ser menos eficazes). A sedação excessiva de crianças pequenas por anti-histamínicos pode levar a efeitos secundários graves. Não é raro as crianças apresentarem agitação devido ao uso de antihistamínicos. Por isso, essa medicação, quando prescrita pelo médico, deve ser testada em casa, antes da viagem. Muitos medicamentos não podem ou não devem ser usados em crianças ou, se não houver alternativa, devem ser administrados com precaução, seguindo estritamente a orientação médica. No caso das gestantes, os obstetras definirão quais medicações levar e como poderão ser usadas

19 C a p í t u lo 8 Cuidado com o calor e a exposição ao sol Não exagere: hidrate-se, proteja-se e aproveite! Calor e alterações na umidade do ar Hidratação calor excessivo e alterações na umidade do ar são condições frequentes em viagens de cruzeiro. O calor causa perda de água e eletrólitos pelo suor, o que gera a sensação de cansaço e, em situações extremas, exaustão térmica e insolação. Portanto, beba muito líquido. O truque para controlar uma hidratação adequada é observar se a produção de urina está normal (número de micções, cor e odor). Os bebês e crianças pequenas devem rece- ber atenção especial, pois perdem líquidos e desidratam com mais facilidade. Além de beber muito líquido, outra medida que pode ajudar, se não houver problema de saúde que a contraindique, é a ingestão preferencial de alimentos e bebidas ricos em potássio, que auxilia na reposição dos eletrólitos perdidos na transpiração excessiva (água de coco, banana, frutas cítricas, inhame, abóbora, beterraba, arroz, feijão, lentilha, castanhas, uva-passa, alface, pimentão, tomate, etc.). Pele calor e umidade também favorecem o surgimento de lesões de pele (brotoejas) que podem complicar com infecção fúngica. Banho diário e o uso de roupas leves, de tecido natural (algodão), ajudam a prevenir a propagação destas infecções. Olhos a exposição à radiação solar, ao ar quente e à poeira (quando em terra firme) pode irritar os olhos. Procure usar óculos escuros com garantia de filtro contra os raios UV e evite usar lentes de contato nessas condições climáticas. 34 GUIA DE SAÚDE VIAGENS DE NAVIO CBMEVi 35

20 Radiação solar As radiações ultravioletas UVA e UVB são prejudiciais à pele e aos olhos. Quanto maior o índice de radiação, maior o risco de danos e menor o tempo de exposição necessário para provocar estes danos. O índice dessa radiação será maior quanto mais próximo você estiver da Linha do Equador. A radiação UVB é mais intensa no verão, no período das 10h às 16h. Ela penetra na água limpa até a profundidade de cerca de um metro, aumenta cerca de 5% a cada ganho de 300 m de altitude e é intensificada pelo reflexo na água, na neve e na areia clara. A radiação UVA tem intenso efeito na estrutura da pele por penetrar mais profundamente que a radiação UVB, favorecendo seu ressecamento e envelhecimento prematuro; e também contribui para o desenvolvimento de câncer de pele. Os principais danos causados pelas radiações UV, mesmo em dias nublados ou sob a sombra, são: Queimaduras na pele, sobretudo em pessoas de cor clara. Pterígio, catarata e ceratite ocular. Urticária solar (prurido e vermelhidão na pele). Envelhecimento acelerado e câncer de pele. Fotossensibilização com alguns medicamentos (anticoncepcionais, antimaláricos, alguns antimicrobianos, antiinflamatórios e diuréticos) em caso de uso de uma dessas medicações, leia a bula para saber se há risco de sensibilidade à luz. Prejuízo do sistema imunológico por exposição excessiva ao sol, facilitando o aparecimento de doenças infecciosas. Cuidados que não devem ser negligenciados Evite o sol entre 10h e 15h, horários de maior intensidade das radiações. Aplique o protetor solar labial e para o corpo, com FPS acima de 15, cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol. Reaplique a cada duas horas ou após nadar ou usar a toalha (até mesmo em dias nublados). Atenção especial à aplicação nas orelhas, couro cabeludo (se exposto), lábios, nuca, dorso do pé e das mãos. A aplicação do filtro solar deve ser feita antes do uso de repelentes de insetos porque aqueles que contêm Deet podem diminuir em um terço a eficácia do FPS e os protetores solares podem aumentar a absorção de Deet pela pele. Use roupas leves, de tecido natural, ou roupas de tecidos especiais com proteção contra radiação se você for de maior risco para queimadura solar e câncer de pele (esses tecidos são tratados com compostos incolores que absorvem as radiações UV). Proteja especialmente as crianças. Use óculos escuros e chapéus com abas. Evite exposição ao sol durante a gestação. Escolha do protetor solar Alguns protetores contêm substâncias que refletem a luz e as radiações UV. São especialmente recomendados para pessoas que tomam medicamentos que podem causar reações de fotossensibilidade. Em geral são opacos e mancham as roupas. Outros protetores absorvem no lugar de refletir a radiação UV. São uma combinação de agentes químicos que fornecem proteção contra raios UVA e UVB. Para escolher a melhor opção para você, além de sempre conferir a data de validade, considere: FPS não deve ser menor que 15. Resistentes à água e ao suor. Que contenham pelo menos três diferentes ingredientes ativos: derivados do Paba, salicilatos (homossalato e salicilato de octilo substâncias que filtram as radiações) ou cinnamates (octil methoxicinnamate, cinoxato) para absorção de UVB; benzofenonas (oxibenzona, dioxibenzona, sulissobenzona) para proteção de UVA de comprimento de onda menor; avobenzona, ecamsule, dióxido de titânio ou óxido de zinco para o espectro UVA restante. Evite produtos que contenham protetor solar e repelente de insetos juntos, pois o protetor solar geralmente precisa ser reaplicado mais vezes e em maior quantidade do que o repelente. 36 GUIA DE SAÚDE VIAGENS DE NAVIO CBMEVi 37

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