INFORME TÉCNICO Nº 01, de 05/11/2010

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1 Superintendência de Políticas de Atenção Integral à Saúde Gerência de Vigilância Epidemiológica Área Técnica de Endemias Coordenação Estadual do Programa de Hantavirose INFORME TÉCNICO Nº 1, de 5/11/1 Nas Américas, a hantavirose é considerada uma doença emergente e se manifesta sob diferentes formas, desde doença febril aguda inespecífica, cuja suspeita diagnóstica é baseada fundamentalmente em informações epidemiológicas, até quadros pulmonares e cardiovasculares mais severos e característicos. Este agravo ocorre principalmente pela inalação de aerossóis formados a partir da urina, fezes ou saliva de roedores silvestres. Casos Suspeitos: Paciente com quadro viral (febre acima de 3ºC, mialgia e cefaléia) e sinais/sintomas de insuficiência respiratória aguda de etiologia não determinada, na primeira semana da doença. Paciente com quadro viral (febre acima de 3ºC, mialgia e cefaléia) que tenha exposição a uma situação de risco nos últimos dias que antecedem o início dos sintomas, relacionado ou não a casos confirmados laboratorialmente. Paciente com enfermidade aguda, apresentando quadro de insuficiência respiratória aguda, com evolução para o óbito na primeira semana da doença. Casos Confirmados: 1) Critério laboratorial - Caso suspeito com confirmação laboratorial de um dos seguintes exames: Sorologia reagente para anticorpos da classe IgM Imunohistoquímica de tecidos positiva RT-PCR positivo para hantavírus ) Critério clínico epidemiológico: indivíduo com quadro clínico de insuficiência respiratória aguda, que tenha evoluído para o óbito, sem a coleta de amostras para exames específicos, e que tenha freqüentado áreas conhecidas de transmissão de hantavírus ou que tenha sido exposto à mesma situação de risco de pacientes confirmados laboratorialmente, nos últimos dias.

2 Situações de risco: Treinamento militar em área rural ou silvestre; Desmatamento, aragem de terra, plantio agrícola, colheita agrícola, corte de lenha; Exposição e/ou limpeza de casa, despensa, galpão, depósitos, sótão, porão; Moagem ou armazenamento de grãos, arrumar ou mover fardos de lenha, capim; Dormir ou descansar em barracas, galpão, paiol; Transporte e/ou carregamento de cargas em geral; Pescar, caçar, realizar turismo rural, participar de atividades de ecoturismo, freqüentar casas de veraneio; Teve contato direto ou indireto com rato silvestre ou do mato, vivo ou morto ou excretas ou vestígios de ratos silvestres (fezes, urina, cheiro de urina, sangue, saliva, roeduras, pegadas, trilhas, manchas. Situação Epidemiológica da Hantavirose em Goiás a partir do ano A hantavirose em Goiás tem apresentado baixa incidência e alta letalidade (em média de 5%). O período de incubação é em média, de a 3 semanas. Há predominância de casos no sexo masculino (,%), principalmente em adultos (média de 3 anos) e 5% dos pacientes desenvolviam atividade agropecuária ou se expuseram a ambiente rural. Houve hospitalização em 1% dos casos, sendo que febre, dispnéia, tosse, mialgia, cefaléia, náuseas e vômitos foram os principais sinais/sintomas registrados. Municípios de Goiás que foram caracterizados, a partir do ano de, como LPI (local provável de infecção): Abadiânia, Alexânia, Anápolis, Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Buriti Alegre, Caldazinha, Campo Alegre de Goiás, Catalão, Cidade Ocidental, Cocalzinho, Corumbá de Goiás, Cristalina, Flores de Goiás, Formosa, Gameleira de Goiás, Goianápolis, Goiânia, Ipameri, Itaberaí, Jataí, Leopoldo de Bulhões, Luziânia, Nerópolis, Pirenópolis, Pires do Rio, Santa Rosa de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Terezópolis e Valparaíso.

3 Casos confirmados, óbitos e letalidade por hantavirose. Goiás, a 1*. Casos casos óbitos letalidade 1, 5, 7,,, 17, 33,,, Anos casos óbitos letalidade 1, 1,,,,,, % Fonte: Sinan/SPAIS/SES Até /11/1 - caso Sazonalidade casos hantavirose. Goiás, a 9* 1 1 nº casos Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Meses Fonte: Sinan/SPAIS/SES até dez 9

4 Casos confirmados, óbitos e letalidade de hantavirose segundo ARS. Goiás, - 1* 1 1 casos 1 1 Pirineus Ent Sul Central Est Ferro Ent Norte SO II Rio Verm Sul Casos Óbitos % Let letalidade Fonte: Sinan/SPAIS/SES Até /11/1 - caso Medidas Preventivas: Informar a população sobre a doença, vias de transmissão, roedores envolvidos, medidas de prevenção e controle da hantavirose e a importância de ações de combate para. Eliminar todos os entulhos e objetos inúteis que sirvam de abrigos de roedores, bem como reduzir qualquer fonte de água e alimento. Armazenar grãos, hortigranjeiros e frutas em silos a no mínimo 3 metros do domicílio e suspensos. Conservar os produtos nos domicílios em recipientes fechados e a cm do solo. Vedar aberturas superiores a,5 cm, para evitar a entrada de roedores silvestres nos domicílios. Acondicionar o lixo em latões com tampa ou em sacos plásticos a 1,5 metro de altura. O plantio deve obedecer a uma distância mínima de 5 metros do domicílio. Em áreas rurais não é recomendado o controle químico de roedores, sendo a anti-ratização geralmente suficiente. Em relação aos locais prováveis de infecção (LPI): abrir as portas e janelas das residências, paióis, etc. por no mínimo, 3 minutos antes de ingressar para proceder a limpeza do local e

5 umedecer bem pisos dos imóveis contaminados, com uma solução de água sanitária a 1% (1 litro de água sanitária + 9 litros de água). Utilizar luvas de borracha durante a manipulação de roedores mortos/objetos/alimentos contaminados e eliminá-los em sacos plásticos, previamente molhados com desinfetante e enterrar a cm. Notificar os casos suspeitos imediatamente, via fax ( ) ou telefone ( 31 5). REFERÊNCIAS Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Guia de vigilância epidemiológica / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. 7. ed. Brasília : Ministério da Saúde, 9. 1 p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos) Nota Técnica Nº 5/9-COVEV/CGDT/DEVEP/SVS-Ministério da Saúde Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Relatório da Investigação de Surto de Doença Febril identificada como Síndrome Cardio-Pulmonar por Hantavirus no Distrito Federal e Municípios de Goiás, 3 a 3 outubro de. Brasília, 5. ELABORAÇÃO Veruska Castilho de Oliveira Neve Robélia Pondé Amorim de Almeida Luiz Flávio Virgínio Gerência de Vigilância Epidemiológica/SPAIS/SES-GO

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