O Problema dos Objetos Meramente Possíveis.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O Problema dos Objetos Meramente Possíveis."

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ FACULDADE DE FILOSOFIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA MESTRADO O Problema dos Objetos Meramente Possíveis. Projeto de Dissertação por Max William Alexandre da Costa Curitiba, setembro de 2010

2 1-Apresentação Geral da temática No ensaio Semantical Considerations on Modal Logic (1963) Saul Kripke propõe um modo não usual de interpretar a quantificação em modelos semânticos para diversos sistemas de lógica modal, a lógica da necessidade e da possibilidade 1. Essa proposta ficou conhecida na literatura como semântica dos mundos possíveis 2. Sua virtude era oferecer uma alternativa consistente com uma parte significativa das nossas intuições metafísicas, mas principalmente por estar de acordo com o atualismo 3, a tese que necessariamente tudo aquilo que existe, existe apenas no mundo atual. Ou seja, que não existem objetos meramente possíveis (possibilia), entidades que existem apenas em outros mundos possíveis. As intuições metafísicas que motivaram Kripke a desenvolver uma semântica alternativa correspondem as seguintes idéias: 1) diferentes objetos podem existir em diferentes mundos possíveis i.é., é contra-intuitivo acreditar que, caso o mundo fosse diferente, não importa o quanto, os mesmos objetos deveriam existir nessa nova situação; 2) Alguns objetos existem apenas contingentemente, i.e., caso meus pais não tivessem se conhecido bem provavelmente eu não teria existido; 3) Não existem objetos meramente possíveis, i.é., ainda que eu não tenha um irmão, possivelmente eu poderia ter tido um, mas isso não significa que esse meu irmão possível exista. Basicamente a idéia de Kripke era substituir o domínio dos indivíduos, fixo e único para todos os mundos possíveis, por uma função que atribui a cada mundo o seu próprio domínio. E restringir os quantificadores apenas ao domínio daquele mundo, como vemos na seguinte passagem: The rest of this paper concerns, with the exception of some concluding remarks, the introduction of quantifiers. To do this, we must associate with each world a domain of individuals, the individuals that exist in that world. Formally, we define a quantificational model structure (q.m.s.) as a model structure (G,K,R), together with a function ψ which assigns to each H K a set ψ(h), called the domain of H. Intuitively ψ(h) is the set of all individuals existing in H. Notice, of course, that ψ(h) need not be same set for different arguments H, just as, intuitively, in worlds other than the real one, 1 Essa proposta não se trata de uma revisão na quantificação. A diferença consiste, basicamente, na introdução de uma função φ que atribui a cada mundo possível um sub-conjunto próprio de individuais sobre os quais o quantificador varia. 2 A noção intuitiva de mundo possível é bastante simples. Um mundo meramente possível é um modo completo como este mundo poderia ter sido. Diz-se meramente possível porque o mundo tal como é também é possível. Mas, além de ser possível, está também atualizado, está em ato. 3 At any rate, the treatment of quantification in Semantical Considerations on Modal Logics is Actualistic, whether by fancy or determination I do not Know. KAPLAN, D.: How to Russel a Frege- Church, Journal of Philosophy 72 (1975), pp

3 some actually existing individuals may be absent, while new individuals, like Pegasus, may appear. 4 Porém, segundo Alvim Plantinga, apenas restringir a quantificação àqueles objetos atualmente existentes não é suficiente para impedir que o modelo de Kripke se comprometa com meros possibilia. Pois, além dos indivíduos que existem no mundo atual, há novos indivíduos como Pegasus, por exemplo, que existem apenas em outros mundos possíveis. Each possible world W, then, has its domain ψ(w ); but there is also the union call it U of the domains of all the worlds. This set contains the objects that exist in α, the actual world, together with those, if any, that do not exist in α but do exist in other possible worlds. (Plantinga, 1976, p.106 ) A idéia por trás desta crítica é que o sistema de Kripke deve se comprometer não apenas com os indivíduos do mundo atual, mas também com todos aqueles indivíduos que existem em outros mundos possíveis. O problema maior em torno dessas entidades meramente possíveis (possibilias) surge de uma constatação pouco intuitiva, a de que há indivíduos que não existem. Digamos que uma caracterização mais adequada do problema seja admitir que, se em algum sentido estamos autorizados a falar sobre o que há, aceitar a existência de possibilias nos obriga a assumir que dentre todas as coisas que existem (pessoas, objetos inanimados, entidades matemáticas) há também objetos que não existem 5. Dentre as intuições que Kripke tenta preservar alterando certos aspectos de caráter técnico, aspectos derivados da noção de quantificação em teoria dos modelos que vão resultar na sua semântica (como iremos analisar em seguida), uma das intuições mais significativas é aquela que nos incita a tomar que necessariamente tudo aquilo que existe é atual, atualismo. Digamos que o mundo que conhecemos (o mundo atual) seja um dentre uma infinidade de outros modos como ele poderia ter sido. Acontece que para explicar a intuição na base dessa crença, a crença que há vários modos distintos em que o mundo poderia ter sido 6, se assumimos o atualismo como máxima de nossa conduta, não podemos aceitar um discurso do qual faça parte meros possibilia. Essa é a motivação básica tanto de Kripke quanto de Plantinga. 4 KRIPKE, S., 1963, Semantical Considerations on Modal Logic, Acta Philosophica Fennica 5 Tomo o verbo existir em um único sentido. 6 Intuição que deve estar presente no tratamento das relações entre os enunciados que caracterizam o que chamamos de discurso modal.

4 Tem sido amplamente assumido que a Formula de Barcan, teorema que advém de implicações da semântica clássica, é, como veremos mais a frente, a principal responsável pelo compromisso que esta semântica mantém com aquelas entidades meramente possíveis. É basicamente por isso que Kripke propõe um modo não usual de interpretar a quantificação em modelos semânticos, para invalidar esse teorema. Mas Plantinga percebe que isso não é o bastante, e, seguindo o espírito de Kripke, desenvolve sua semântica para levar a cabo o projeto atualista. 2- Hipótese de Trabalho Meu objetivo é estudar a problemática do estatuto ontológico de objetos meramente possíveis ou possíveis não atuais. Em particular o debate entre Plantinga e Kripke com relação ao papel que esses objetos desempenham na caracterização das condições de verdade dos enunciados modais, enunciados onde operam advérbios modais como necessariamente ou possivelmente. Para tanto apresentaremos um esboço do problema explicando de modo geral a semântica de Kripke e sua relação com o atualismo. Em seguida iremos considerar os problemas levantados por Plantinga sobre a semântica de kripke, apontando quais aspectos levam a pressuposição daquelas entidades indesejáveis. Logo após faremos uma análise das alternativas desenvolvidas por Plantinga. A hipótese fundamental que norteará meu trabalho é que a crítica de Plantinga não atinge substancialmente o sistema de Kripke. Uma vez que ela não consiste em uma crítica acerca de algo que a semântica de Kripke se propõe a representar e que, porém, não da conta. O que pretendo mostrar é que são certos aspectos intrínsecos ao modelo (metalinguagem) de Kripke, ou seja, que não tem a finalidade exclusiva de representar as motivações metafísicas importantes, os aspectos responsáveis pelos problemas levantados por Plantinga. 3-Relevância Filosófica Uma vez que há uma demanda bastante significativa da filosofia por um discurso claro que nos mostre como conceitos modais (necessidade, possibilidade, impossibilidade e contingência) operam, e se dependendo do sistema ou semântica por

5 trás deste discurso nós somos obrigados a aceitar teses que contrariam algumas de nossas crenças metafísicas mais fortes, então parece ser de importância vital proceder a uma investigação desta natureza. Ou seja, proceder uma investigação dos compromissos ontológicos que determinadas semânticas, como as de Kripke e de Plantinga pressupõe. 4-Detalhamento do Problema (Kripke versus Plantinga) Intuitivamente, pode-se dizer que a verdade ou falsidade de enunciados como Sócrates é grego é determinada por meio de uma função de dois parâmetros: o significado lingüístico do enunciado e o mundo. Uma vez estabelecido o significado do enunciado (em uma dada ocasião de uso) o mundo então determina se o enunciado é verdadeiro ou falso 7. Contudo, o mesmo não se dá para enunciados modais, como possivelmente Sócrates é grego ou necessariamente Sócrates é humano. Embora Sócrates de fato tenha nascido na Grécia, ainda sim a proposição possivelmente é falso que Sócrates é grego é igualmente verdadeira. Isso se dá simplesmente em virtude da propriedade ser grego não ser um caráter constitutivo da natureza de Sócrates. Ou seja, a realidade é tal que nada impede que Sócrates possa ter nascido em outro local. Isso sugere que ainda que saibamos o significado do enunciado (que os fatos envolvendo Sócrates poderiam ter sido diferentes), o mundo atual não é suficiente para especificar as condições de verdade dos enunciados modais. Cabe a teoria dos modelos o papel de representar a função envolvida nas condições de verdade dos enunciados do primeiro caso, ou seja, representar o mecanismo segundo o qual o valor de verdade dos enunciados (não modais) de uma linguagem é determinado 8. Deve-se a Alfred Tarski (1944) a principal formulação dessa teoria 9. Um modelo semântico permite determinar se os enunciados ou, em todo caso, as formulas de uma linguagem são verdadeiras ou falsas, oferecendo uma interpretação das expressões dessa linguagem. Essa interpretação se dá por meio da atribuição de valores semânticos às expressões básicas da linguagem (atribuindo a referência aos nomes e as extensões aos predicados), permitindo assim uma caracterização recursiva da verdade desses enunciados. Geralmente uma linguagem é definida como um conjunto de expressões formada por nomes representados por constantes individuais (a,b,c...) e 7 Menzel (1990, p 2) 8 (idem) 9 Hodges (2009)

6 predicados, representados por letras predicativas Pⁿ mais um conjunto de regras que determinam as fórmulas bem formadas da linguagem. Desse modo a fórmula Fa é verdadeira se e somente se o objeto atribuído por meio de alguma interpretação particular à constante a pertence ao domínio formado pela extensão atribuída ao predicado F 10. Assim um modelo consiste basicamente de um par ordenado (D, I) onde o primeiro elemento, D, consiste de um conjunto possivelmente vazio cuja finalidade é representar os indivíduos sobre os quais pretendemos afirmar algo. O segundo elemento corresponde a uma função de interpretação. Basicamente uma função de interpretação atribui os elementos de D as expressões básicas da linguagem. Porém, o tratamento dos enunciados modais, do segundo caso, exige algo a mais. A idéia que o mundo poderia ter sido diferente pode ser facilmente representada acrescentando um conjunto não vazio de índices que representam as várias formas em que um conjunto de fórmulas recebe uma valoração específica. A rigor esse conjunto de índices representa o que se entende como o conjunto dos mundos e as diferentes valorações atribuídas as formulas em cada mundo representa, por exemplo, se Sócrates tem ou não certa propriedade, naquele mundo. Os primeiros desenvolvimentos de lógica modal correspondiam a uma extensão da lógica de primeira ordem como descrevemos acima mais os operadores modais e, os operadores de necessidade e possibilidade. Até meados da primeira metade do século XX grande parte dos sistemas de lógica modal apresentados era compatível apenas com a lógica proposicional de primeira ordem. Isto é, eles não continham as teses da lógica de primeira ordem com quantificadores. Foi só a partir dos trabalhos pioneiros de Ruth Barcan Marcus que a lógica modal pôde contar com sistemas com quantificação, esta lógica ficou conhecida como lógica modal clássica com quantificação (LMQ). Entretanto, questões cruciais eventualmente surgem na medida em que optamos por alguma semântica particular. A reação de Kripke, por exemplo, à (LMQ) se deve justamente ao fato dela validar certos teoremas que contradizem intuições importantes a respeito da realidade modal dos fatos. Por exemplo, de acordo com kripke, we must associate with each world a domain of individuals, the individuals that exist in that world (1963, p 85). Essa atitude representa uma reação à (LMQ) uma vez que esta lógica prevê um único domínio D de indivíduos comum a todos os mundos possíveis. De acordo, portanto, com a (LMQ) é como se cada objeto possível existisse 10 Intuitivamente, entende-se a extensão de um predicado como o conjunto dos indivíduos que satisfazem ou exemplificam aquele predicado.

7 necessariamente, uma vez que cada um deles irá fazer parte do domínio de avaliação de cada mundo possível. A interpretação proposta por Kripke tem origem na intuição de que qualquer objeto possível presente no mundo atual w poderia perfeitamente não existir em algum outro mundo possível v. Ou vice versa, no caso de algum objeto existindo em um mundo possível v, mas não no mundo atual w. De modo geral, a estratégia de Kripke tem a conseqüência de impedir que certos teoremas da (LMQ) sejam válidos em seu modelo. Esses teoremas são conhecidos na literatura como: Fórmula de Barcan FB; Conversa da Formula de Barcan CFB e Necessidade existencial NE: FB: xφ x φ (ou x φ xφ) CBF: x φ xφ (ou xφ x φ) NE: x y(y=x) A respeito de FB, tem sido amplamente assumido que ele implica a existência de individuais não atuais. Como Karen Bennett comenta, BF famously appears to entail the existence of mere possibilia; it seems to say that there are things that do not actually exist. (2006, p 1) Além disso, CFB implica NE 11. No caso da Formula de Barcan há uma passagem clara de uma mera possibilidade para uma verdade sobre o mundo atual. Dizer que possivelmente há algum indivíduo que exemplifica ou instancia uma certa propriedade, digamos, ser um alienígena, pode ser verdade mesmo que no universo inteiro não haja qualquer criatura desse tipo. Porém, o teorema nos autoriza a passar desta verdade para a verdade que de fato há um indivíduo que possui a propriedade de ser possivelmente um alienígena. Ou em outro caso, possivelmente há dragões pode ser sem muita dificuldade, concebida como verdadeira. Basta para isso imaginar um mundo possível onde a evolução das espécies se deu de maneira tal que propiciou o surgimento de tais criaturas. Contudo, há de se perguntar, se aplicarmos o teorema, qual dentre as criaturas do mundo atual possivelmente é um dragão? Para entender como Kripke lida com esses teoremas vejamos antes como ele desenvolve sua semântica. A estrutura semântica de Kripke corresponde basicamente a uma tripla ordenada (G, K, R) onde G é um elemento de K, K é um conjunto (não vazio) e R uma relação reflexiva sobre K. Intuitivamente G representa o mundo atual, K 11 Para ver isso, substitua φ por y(y=x) em CFB; o antecedente é verdadeiro e o conseqüente é NE.

8 o conjunto dos mundos possíveis e R uma relação de acessibilidade entre os elementos de K. Assim dizemos que um modelo de Kripke corresponde a uma função φ que atribui para cada par formado por uma formula atômica A e um mundo possível H um valor do domínio {V, F}. Um modelo fixa o valor de cada fórmula atômica em todos os mundos possíveis do modelo. Deste modo uma proposição A é verdadeira em um mundo possível H se e somente se φ(a, H) = V. Ou seja, se φ atribui o valor V para a proposição A no mundo possível H. Por sua vez, um modelo quantificacional corresponde a uma função binária φ(p, H) onde Pⁿ é uma variável que varia sobre letras predicativas n-ádicas. O valor de verdade de uma formula do tipo φ(p, H) varia de acordo com a atribuição de elementos de U às variáveis livres de Pⁿ. Onde U é o que nós podemos chamar de super domínio, ou seja, a união de todos os domínios associados a qualquer mundo possível pertencente a K. Para ilustrar exatamente como a semântica de Kripke invalida tais teoremas consideremos o modelo (G, K, R) onde K = {G, H}, G H, e R é simplesmente o produto cartesiano K². Como Kripke salienta R é reflexivo, transitivo e simétrico, desse modo suas considerações se aplicam a S5 12. For the Barcan formula, we extend (G, K, R) to a quantificational model structure by defining ψ(g ) = {a}, ψ(h ) = {a, b}, where a and b are distinct. We then define, for a monadic predicate letter P, a model φ in which φ(p, G) = {a} and φ(p, H) = {a}. Then clearly P(x) is true in G when x is assigned a; and since a is the only object in the domain of G, so is (x) P(x). But, (x) P(x) is clearly false in H (for φ(p(x), H) = F when x is assigned b), and hence (x)p(x) is false in G. (Kripke, 1963, p 87) For the converse of the Barcan formula, set ψ(g ) = {a, b}, ψ(h ) = {a}, where again a b. Define φ(p, G) = {a, b}, φ(p, H) = {a}, where P is a given monadic predicate letter. Then clearly (x)p(x) holds in both G and H, so that φ( (x), P(x), G) = T. But φ(p(x), H) = F when x is assigned b, so that, when x is assigned φ( (x), P(x), G) = F. Hence φ((x) P(x), G) = F, and we have the desired counterexample to the converse of the Barcan formula. (idem) 12 Existem quatro principais sistemas de lógica modal (T, B, S4, S5), que estão baseados no conceito de acessibilidade. Um mundo v é acessível a outro mundo v se e somente se v for possível em relação à v. Isso significa que um mundo v só é acessível ao mundo atual w se cada proposição verdadeira em v é possível em w. Refletividade, Transitividade e simetria são propriedades atribuídas a R a função que estabelece as relações de acessibilidade entre os elementos de K (conjunto dos mundos possíveis). Os sistemas são entendidos, basicamente, pelas propriedades lógicas que se atribui a R. Quanto mais propriedades se atribuem a R mais forte é o sistema. Desse modo é uma condição para um mundo ser acessível a ele mesmo (refletividade), que cada proposição verdadeira nele seja acessível a partir dele próprio, isto marca o sistema T: φ φ. A propriedade característica do sistema B é a simetria (a propriedade de ser irmão de, por exemplo, é uma propriedade simétrica): φ φ. S4 é transitiva i.é., se A B e B C então A C: φ φ. S5 é a relação de equivalência. Uma relação de equivalência é caracterizada como uma relação reflexiva, transitiva e simétrica: φ φ.

9 Portanto, a semântica de Kripke tem a virtude de invalidar aqueles teoremas cuja forma lógica pressupõe no domínio de quantificação objetos que não existem no mundo atual, possibilias. É nesse sentido que dizemos que o sistema de Kripke é compatível com o atualismo. Ou seja, a quantificação na linguagem objeto é sobre aquilo que existe no mundo atual. Entretanto, em certo sentido até mesmo o modelo de Kripke compromete-se com entidades meramente possíveis. Ou seja, para um modelo como o de Kripke ser considerado uma representação genuína dos fatos modais, ao menos alguns objetos possíveis devem existir a fim de oferecer uma distribuição adequada dos valores de verdade entre as sentenças modais da linguagem (ou do fragmento interpretado) em questão. Segundo Plantinga, a concepção de Kripke sobre mundos possíveis, a concepção canônica, sugere que há coisas que não existem: The last quarter-century has seen a series of increasingly impressive and successful attempts to provide a semantical understanding for modal logic and for interesting modal fragments of natural language (see, for example, Kripke [1963] 1974; Lewis 1972, p. 169; and Montague 1974). ( ) call it the Canonical Conception. (...) surely there are possible worlds in which you and I do not exist. These worlds are impoverished, no doubt, but not on that account impossible. There is, therefore, a possible world W in which you and I do not exist; but then the domain of w is not identical to U. So if w had been actual, U, the set of possible objects, would have had some members that do not exist; there would have been some nonexistent objects. You and I, in fact, would have been just such objects. The canonical conception of possible worlds, therefore, is committed to the idea that there are or could have been nonexistent objects. (Plantinga, 1976) Por exemplo, para representar a verdade de uma frase como: atual. (1) Possivelmente existe algo diferente de tudo aquilo que existe no mundo É comum o apelo a algum objeto não atual, uma vez que essas entidades são exigidas a fim de representar aquilo que ocupa o valor da variável ligada em (1), nesse caso os objetos meramente possíveis de U. Mesmo se aceitarmos que o domínio que compreende todos os indivíduos existentes em cada mundo possível do modelo for idêntico ao domínio do mundo atual, ao representar a verdade de (1) estaríamos ainda pressupondo esses objetos. Consequentemente, embora o seu modelo impeça que os teoremas FB, CFB e NE sejam válidos, ainda sim, alguns objetos meramente possíveis são exigidos a fim dar conta daqueles enunciados que falam sobre indivíduos meramente possíveis.

10 De modo geral o argumento de Plantinga tem a seguinte forma. Dizer que U = φ(g), ou seja, que os elementos do super domínio U coincidem com os elementos do mundo atual, não é suficiente para limitarmos o nosso universo de quantificação às entidades atuais. Pois, certamente, diz Plantinga, há mundos possíveis onde qualquer um de nós poderia não existir. Nesse caso haveria um mundo W onde nós não existimos, porém se é assim então U φ(w). E, se W é o mundo atual então certamente U, o conjunto dos objetos possíveis, deverá conter meros possibilia. Para dar conta desse problema a solução de Plantinga foi substituir mundos possíveis com world-propositions, entidades abstratas similares a proposições, e objetos possíveis com essências individuais (haecceities), propriedades essenciais de um único individual. Além avançar um argumento onde pretende provar que proposições e propriedades necessariamente existem. Além disso, ele reproduz a quantificação sobre mundos possíveis com a quantificação sobre world-propositions; e a quantificação sobre individuais possíveis por essências individuais. Mas, o principal aspecto de sua filosofia e que o permite engendrar uma solução ao problema dos possíveis não atuais, é a sua concepção de essência individual. Plantinga reproduz a idéia de um domínio formado por objetos possíveis (atuais ou não), por outra na qual o domínio é representado por meio de um conjunto composto exclusivamente por essências individuais, propriedades verdadeiras de um único indivíduo. Como vimos Plantiga concebe proposições e propriedades como necessariamente existentes (incluindo as propriedades essenciais), pois, se sua existência fosse contingente parte dessas essências poderiam não existir no mundo atual. Nesse caso as próprias entidades postuladas a fim de evitar compromissos indesejáveis com entidades meramente possíveis passariam a integrar esse hall. Nesse sentido, as condições de verdade de uma sentença como (1) irão envolver apenas referência às essências no domínio. Nenhum objeto possivelmente existindo é necessário a fim de explicar o valor de verdade de (1). Contudo, a crítica de Plantinga que sobrevém suas considerações acerca da semântica canônica e principalmente acerca de certas escolhas técnicas no sistema de Kripke é que modelos construídos com base nesses esquemas não oferecem uma representação genuína da realidade metafísica que nossas intuições mais básicas nos sugerem. Uma vez que o propósito de Kripke (1963) era oferecer uma semântica adequada a certo conjunto de intuições envolvendo questões de contingência e ontologia, e assim, permitir que os sistemas empregados na caracterização das

11 condições de verdade de enunciados modais se aproximem mais de nossas crenças comuns sobre a constituição metafísica da realidade, devemos concordar com Plantinga que essa tarefa não é levada totalmente a cabo. Isso porque Kripke faz apelo a um conjunto de entidades meramente possíveis, que não pertencem ao domínio daquilo que estamos inclinados a admitir que há, no momento de atribuir a extensão aos predicados da linguagem. Isso porque Kripke não se vale unicamente do domínio do mundo atual para atribuir a extensão aos predicados da linguagem. Como vimos isso ocorre, pois, a caracterização das condições de verdade de boa parte dos enunciados modais requer um estoque de entidades meramente possíveis a fim de oferecer uma distribuição adequada dos valores desses enunciados. Mas a disputa não acaba por aqui. David Kaplan (1975) ao abordar o problema da identificação de indivíduos através de mundos possíveis relaciona duas posições opostas sustentadas nesse debate, Haecceitism e Anti-Haecceitism a duas outras posições, também opostas, que disputam sobre a natureza das proposições. No primeiro par de teses o que está em jogo é se para identificar um mesmo objeto em mundos possíveis distintos devemos ou não empregar algum recurso técnico no modelo. Assim o Haecceitism diz que isso não é necessário e o Anti-Haecceitism afirma que é. Já as duas outras posições que disputam sobre a natureza das proposições divergem se uma proposição deve ser compreendida de modo geral ou singular. Uma proposição singular é aquela onde o constituinte é o próprio objeto i.e., o enunciado Sócrates é grego expressa uma proposição onde o próprio Sócrates é o constituinte direto da proposição juntamente com a propriedade de ser grego. Uma proposição geral é aquela onde, no lugar de Sócrates, o que a constitui corresponde a um conceito individual satisfeito unicamente por Sócrates. A conclusão de Kaplan é que a tese que defende proposições singulares é uma versão do Haecceitism, i.e., aceitar proposições singulares é um modo básico de tomar a identidade dos indivíduos através de mundos possíveis: Thus we see that, whichever outlook we take as basic, the acceptance of singular propositions is linked to the acceptance of trans-world identities. (Kaplan, 1975, p. 724) Parece bastante plausível sustentar o Haecceitism, pois a tese contrária implica que cada indivíduo existe apenas em um mundo. E representar a identidade através de mundos possíveis nesse sentido requer artifícios técnicos de um elevado grau de complexidade que muitas vezes é não só desnecessário como traz conseqüências bastante estranhas do ponto de vista metafísico.

12 Pretendo seguir a indicação de Kaplan e aplicá-la aos esquemas intensionais básicos de Kripke e Plantinga. Mais especificamente ao modo como cada um desses autores aborda o conceito de proposição. Kripke, não diz explicitamente qual sua compreensão sobre proposições. Mas é certo que ele não aceita a versão que toma proposições formadas por conceitos de qualquer espécie cuja função é estabelecer uma condição a ser satisfeita por algum indivíduo, que por sua vez torna-se o sujeito gramatical da proposição ao cumprir as condições estabelecidas no conceito. Essa por exemplo é a tese de Plantinga embora ele pareça assumir uma versão do Haecceitism. Podemos nesse caso aplicar o critério de Kaplan e demonstrar que o sistema de Kripke é uma forma muito mais interessante e intuitiva do atualismo. E mostrar que Plantinga talvez não possua recursos suficientes para defender sua forma de Haecceitism. E, embora Kripke empregue recursos que em certa medida impliquem uma inflação de entidades estranhas, esse caráter pode ser tratado como algo cuja relevância não se estende para o âmbito próprio da realidade representada pelo modelo. Como Kaplan sugere: When we construct a model of something, we must distinguish those features of the model which represent features of that which we model, from those features which are intrinsic to the model and play no representational role. (Kaplan, 1975, p.722)

13 BIBLIOGRAFIA DIVERS, J., 2002, Possible Words. FINE, K., 1985, Plantinga on the Reduction of Possibilist Discourse, in Tomberlin and van Inwagen. HODGES, W., 2009, Model Theory em E. Zalta, ed., The Stanford Encyclopedia of Philosophy Spring 2003 Edition. URL = KAPLAN, D., 1975, How to Russel a Frege-Church, Journal of Philosophy 72, pp KRIPKE, S., 1963, Semantical Considerations on Modal Logic, Acta Philosophica Fennica LOUX, M., 1979, Metaphysics: A Contemporary Introduction Routledge Contemporary Introductions to Philosophy MENZEL, C., 1990, Actualism, Ontological Commitment, and Possible Worlds Semantics, Synthese. MURCHO, Desidério. Essencialismo Naturalizado. Coimbra: Angelus Novus, PLANTINGA, A., 1976, Actualism and Possible Worlds, Essays in the Metaphysics of Modality, p TARSKI, A., The Semantic Conception of Truth and the Foundations of Semantics in Philosophy and Phenomenological Research, 4: , reimpresso em The Nature of Truth (ed. Michael Lynch), Massachussets, MIT Press, 2001.

Metafísica Uma Introdução Contemporânea: O Necessário e o Possível

Metafísica Uma Introdução Contemporânea: O Necessário e o Possível Metafísica Uma Introdução Contemporânea: O Necessário e o Possível Michael J. Loux (U. Notre Dame) Continuação (3ª parte, envolvendo o cap. 5) do resumão de LOUX, M.J. (2002), Metaphysics A Contemporary

Leia mais

Possibilidade relativa

Possibilidade relativa Page 1 of 7 criticanarede.com ISSN 1749-8457 30 de Setembro de 2003 Metafísica e lógica filosófica Possibilidade relativa Três concepções Desidério Murcho Segundo a concepção de Bob Hale (1997) e Ian McFetridge

Leia mais

Sobre o sintético a priori e o necessário a posteriori

Sobre o sintético a priori e o necessário a posteriori Sobre o sintético a priori e o necessário a posteriori Desidério Murcho Universidade Federal de Ouro Preto Problema central As descobertas científicas fundamentais são verdades necessárias ou contingentes?

Leia mais

AS ÁLGEBRAS DOS OPERADORES DE CONSEQÜÊNCIA

AS ÁLGEBRAS DOS OPERADORES DE CONSEQÜÊNCIA AS ÁLGEBRAS DOS OPERADORES DE CONSEQÜÊNCIA Mauri Cunha do NASCIMENTO 1 Hércules de Araújo FEITOSA 1 RESUMO: Neste trabalho, introduzimos as TK-álgebras associadas com os operadores de conseqüência de Tarski,

Leia mais

Welcome to Lesson A of Story Time for Portuguese

Welcome to Lesson A of Story Time for Portuguese Portuguese Lesson A Welcome to Lesson A of Story Time for Portuguese Story Time is a program designed for students who have already taken high school or college courses or students who have completed other

Leia mais

Algumas vantagens da Teoria das Descrições Definidas (Russel 1905)

Algumas vantagens da Teoria das Descrições Definidas (Russel 1905) Textos / Seminário de Orientação - 12 de Março de 2005 - Fernando Janeiro Algumas vantagens da Teoria das Descrições Definidas (Russel 1905) Assume-se que o objecto de uma teoria semântica é constituído

Leia mais

Guião M. Descrição das actividades

Guião M. Descrição das actividades Proposta de Guião para uma Prova Grupo: Inovação Disciplina: Inglês, Nível de Continuação, 11.º ano Domínio de Referência: O Mundo do trabalho Duração da prova: 15 a 20 minutos 1.º MOMENTO Guião M Intervenientes

Leia mais

DUALISMO, SUBSTÂNCIA E ATRIBUTO ESSENCIAL NO SISTEMA CARTESIANO

DUALISMO, SUBSTÂNCIA E ATRIBUTO ESSENCIAL NO SISTEMA CARTESIANO DUALISMO, SUBSTÂNCIA E ATRIBUTO ESSENCIAL NO SISTEMA CARTESIANO Ethel Menezes Rocha UFRJ/CNPq 1 Na Sexta Meditação, Descartes conclui seu argumento iniciado na Segunda Meditação em favor da distinção real

Leia mais

Guião A. Descrição das actividades

Guião A. Descrição das actividades Proposta de Guião para uma Prova Grupo: Ponto de Encontro Disciplina: Inglês, Nível de Continuação, 11.º ano Domínio de Referência: Um Mundo de Muitas Culturas Duração da prova: 15 a 20 minutos 1.º MOMENTO

Leia mais

GUIÃO A. What about school? What s it like to be there/here? Have you got any foreign friends? How did you get to know them?

GUIÃO A. What about school? What s it like to be there/here? Have you got any foreign friends? How did you get to know them? GUIÃO A Prova construída pelos formandos e validada pelo GAVE, 1/7 Grupo: Chocolate Disciplina: Inglês, Nível de Continuação 11.º ano Domínio de Referência: Um Mundo de Muitas Culturas 1º Momento Intervenientes

Leia mais

SENTIDOS DA PALAVRA AMOR EM UM SONETO DE CAMÕES 1

SENTIDOS DA PALAVRA AMOR EM UM SONETO DE CAMÕES 1 SENTIDOS DA PALAVRA AMOR EM UM SONETO DE CAMÕES 1 ADILSON VENTURA DA SILVA Departamento de Estudos Linguísticos e Literários Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia Estrada do Bem Querer, km 4 Centro

Leia mais

Título: Observações introdutórias sobre os paradoxos sorites e o fenômeno da vagueza na linguagem natural

Título: Observações introdutórias sobre os paradoxos sorites e o fenômeno da vagueza na linguagem natural Título: Observações introdutórias sobre os paradoxos sorites e o fenômeno da vagueza na linguagem natural Conceitos-chaves: Paradoxo sorites, Vagueza, Casos-fronteira, Teoria Epistêmica. 1. Introdução

Leia mais

Matemática Discreta - 03

Matemática Discreta - 03 Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Engenharia da Computação Matemática Discreta - 03 Prof. Jorge Cavalcanti jorge.cavalcanti@univasf.edu.br www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti www.twitter.com/jorgecav

Leia mais

René Pierre Maximilian Eduard Mazak. Um Sistema de Gentzen para Cálculos com Identidade Parcial e Universos Abertos

René Pierre Maximilian Eduard Mazak. Um Sistema de Gentzen para Cálculos com Identidade Parcial e Universos Abertos UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA, LETRAS E CIÊNCIAS HUMANAS DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA René Pierre Maximilian Eduard Mazak Um Sistema de Gentzen para

Leia mais

APRESENTAÇÃO. ABNT CB-3 Comitê Brasileiro de Eletricidade Comissão de Estudo CE 03:064.01 Instalações Elétricas de Baixa Tensão NBR 5410

APRESENTAÇÃO. ABNT CB-3 Comitê Brasileiro de Eletricidade Comissão de Estudo CE 03:064.01 Instalações Elétricas de Baixa Tensão NBR 5410 APRESENTAÇÃO ABNT CB-3 Comitê Brasileiro de Eletricidade Comissão de Estudo CE 03:064.01 Instalações Elétricas de Baixa Tensão NBR 5410 Instalações elétricas de baixa tensão NBR 5410:1997 NBR 5410:2004

Leia mais

Capítulo 2. Álgebra e imagens binárias. 2.1 Subconjuntos versus funções binárias

Capítulo 2. Álgebra e imagens binárias. 2.1 Subconjuntos versus funções binárias Capítulo 2 Álgebra e imagens binárias Em Análise de Imagens, os objetos mais simples que manipulamos são as imagens binárias. Estas imagens são representadas matematicamente por subconjuntos ou, de maneira

Leia mais

AULA 5 QUANTIFICADORES, PREDICADOS E VALIDADE

AULA 5 QUANTIFICADORES, PREDICADOS E VALIDADE Disciplina: Matemática Computacional Prof. Diana de Barros Teles AULA 5 QUANTIFICADORES, PREDICADOS E VALIDADE Quantificadores: são frases do tipo para todo, ou para cada, ou para algum, isso é, frases

Leia mais

Sergio da Silva Aguiar Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - I Seemat

Sergio da Silva Aguiar Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - I Seemat Introdução à Lógica Matemática Sergio da Silva Aguiar Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - I Seemat 1 Introdução O que é a Lógica? O que signi ca estudar Lógica? Qual a sua de nição? Ao iniciar

Leia mais

Ivan J. Varzinczak, Marcos A. Castilho. Departamento de Informática Universidade Federal do Paraná Caixa Postal 19081 81531-990 Curitiba PR Brasil

Ivan J. Varzinczak, Marcos A. Castilho. Departamento de Informática Universidade Federal do Paraná Caixa Postal 19081 81531-990 Curitiba PR Brasil Causalidade e dependência em raciocínio sobre ações Ivan J. Varzinczak, Marcos A. Castilho Departamento de Informática Universidade Federal do Paraná Caixa Postal 19081 81531-990 Curitiba PR Brasil ivan@irit.fr,

Leia mais

RAFAEL RIBEIRO SILVA PROJETO DE PESQUISA Linha de Pesquisa: Metafísica e Epistemologia

RAFAEL RIBEIRO SILVA PROJETO DE PESQUISA Linha de Pesquisa: Metafísica e Epistemologia RAFAEL RIBEIRO SILVA PROJETO DE PESQUISA Linha de Pesquisa: Metafísica e Epistemologia Salvador 2010 RAFAEL RIBEIRO SILVA ASCE SÃO SEMÂ TICA E O PRI CÍPIO DO CO TEXTO A OBRA DE MICHAEL DUMMETT Salvador

Leia mais

EXERCÍCIOS LÓGICA DE PRIMEIRA ORDEM - MODELOS

EXERCÍCIOS LÓGICA DE PRIMEIRA ORDEM - MODELOS EXERCÍCIOS LÓGICA DE PRIMEIRA ORDEM - MODELOS Lógica Prof. Tacla (UTFPR/Curitiba) assuntos: expressividade LP x LPO; modelos Conceituais 1. Explique a diferença em expressividade da Lógica Proposicional

Leia mais

01-A GRAMMAR / VERB CLASSIFICATION / VERB FORMS

01-A GRAMMAR / VERB CLASSIFICATION / VERB FORMS 01-A GRAMMAR / VERB CLASSIFICATION / VERB FORMS OBS1: Adaptação didática (TRADUÇÃO PARA PORTUGUÊS) realizada pelo Prof. Dr. Alexandre Rosa dos Santos. OBS2: Textos extraídos do site: http://www.englishclub.com

Leia mais

PRONOMES. Ø Pronomes Pessoais

PRONOMES. Ø Pronomes Pessoais PRONOMES O pronome é uma palavra usada no lugar do nome (substantivo) para evitar a sua repetição e concorda, em gênero e número com o substantivo que representa. Para cada tipo de Pronome há um tipo de

Leia mais

Relatório completo de proficiência da língua inglesa

Relatório completo de proficiência da língua inglesa Relatório completo de proficiência da língua inglesa 1 2 Entenda a avaliação Nesta avaliação de proficiência de inglês como língua estrangeira, quantificamos e identificamos o nível e perfil atual do candidato,

Leia mais

Aplicação de Lógica Fuzzy à avaliação de cursos, em particular dos cursos do sistema Arcu-Sul

Aplicação de Lógica Fuzzy à avaliação de cursos, em particular dos cursos do sistema Arcu-Sul Convenit Internacional 9 mai-ago 2012 CEMOrOc-Feusp / IJI - Univ. do Porto Aplicação de Lógica Fuzzy à avaliação de cursos, em particular dos cursos do sistema Arcu-Sul Ricardo Rhomberg Martins 1 Resumo:

Leia mais

GRAMÁTICA E MODALIDADE UMA ANÁLISE DE VERBOS MODAIS EM DUAS GRAMÁTICAS DE LÍNGUA INGLESA

GRAMÁTICA E MODALIDADE UMA ANÁLISE DE VERBOS MODAIS EM DUAS GRAMÁTICAS DE LÍNGUA INGLESA GRAMÁTICA E MODALIDADE UMA ANÁLISE DE VERBOS MODAIS EM DUAS GRAMÁTICAS DE LÍNGUA INGLESA Camila Nunes de Souza 1 Grande parte das gramáticas apresenta os verbos modais como unidades, fragmentando, definindo

Leia mais

A noção de função é imprescindível no decorrer do estudo de Cálculo e para se estabelecer essa noção tornam-se necessários:

A noção de função é imprescindível no decorrer do estudo de Cálculo e para se estabelecer essa noção tornam-se necessários: 1 1.1 Função Real de Variável Real A noção de função é imprescindível no decorrer do estudo de Cálculo e para se estabelecer essa noção tornam-se necessários: 1. Um conjunto não vazio para ser o domínio;

Leia mais

Thought s Footing: Themes in Wittgenstein s Philosophical Investigations, by Charles Travis. Oxford: Oxford University Press, 2006, 240 pp, 30.00.

Thought s Footing: Themes in Wittgenstein s Philosophical Investigations, by Charles Travis. Oxford: Oxford University Press, 2006, 240 pp, 30.00. 146 It would be no surprise for those familiar with Peacocke s work to learn that this is a difficult and challenging book; it is difficult to follow, sometimes obscure, full of new technical jargon and

Leia mais

Computabilidade 2012/2013. Sabine Broda Departamento de Ciência de Computadores Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

Computabilidade 2012/2013. Sabine Broda Departamento de Ciência de Computadores Faculdade de Ciências da Universidade do Porto Computabilidade 2012/2013 Sabine Broda Departamento de Ciência de Computadores Faculdade de Ciências da Universidade do Porto Capítulo 1 Computabilidade 1.1 A noção de computabilidade Um processo de computação

Leia mais

Os Sete Termos Sinônimos de Deus Satisfazem a Necessidade que o Mundo Tem de um Novo Sistema de Referência

Os Sete Termos Sinônimos de Deus Satisfazem a Necessidade que o Mundo Tem de um Novo Sistema de Referência Os Sete Termos Sinônimos de Deus Satisfazem a Necessidade que o Mundo Tem de um Novo Sistema de Referência Joel Jessen Traduzido para o Português do Brasil por Guita R. Herman a partir da versão inglesa

Leia mais

INE0003 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA

INE0003 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA INE0003 FUNDAMENTOS DE MATEMÁTICA DISCRETA PARA A COMPUTAÇÃO PROF. DANIEL S. FREITAS UFSC - CTC - INE Prof. Daniel S. Freitas - UFSC/CTC/INE/2007 p.1/52 7 - ESTRUTURAS ALGÉBRICAS 7.1) Operações Binárias

Leia mais

Parece claro que há uma, e uma só, conclusão a tirar destas proposições. Esa conclusão é:

Parece claro que há uma, e uma só, conclusão a tirar destas proposições. Esa conclusão é: Argumentos Dedutivos e Indutivos Paulo Andrade Ruas Introdução Em geral, quando se quer explicar que géneros de argumentos existem, começa-se por distinguir os argumentos dedutivos dos não dedutivos. A

Leia mais

PROVA COMENTADA E RESOLVIDA PELOS PROFESSORES DO CURSO POSITIVO

PROVA COMENTADA E RESOLVIDA PELOS PROFESSORES DO CURSO POSITIVO COMENTÁRIO GERAL DOS PROFESSORES DO CURSO POSITIVO Uma prova, para avaliar tantos candidatos deve ser sempre bem dosada como foi a deste ano. Houve tanto questões de interpretação (6) como de gramática

Leia mais

CAPÍTULO 1. A FACULDADE DE PERCEBER, A PERCEPÇÃO E OS OBJETOS DA PERCEPÇÃO

CAPÍTULO 1. A FACULDADE DE PERCEBER, A PERCEPÇÃO E OS OBJETOS DA PERCEPÇÃO CAPÍTULO 1. A FACULDADE DE PERCEBER, A PERCEPÇÃO E OS OBJETOS DA PERCEPÇÃO Muito antigo e pouco alterado no longo transcurso que teve dentro da história da filosofia, o sentido do termo latino facultas

Leia mais

Lógica Computacional. Argumentos válidos e sólidos. Métodos de Demonstração. Demonstrações formais. Regras de Inferência Igualdade

Lógica Computacional. Argumentos válidos e sólidos. Métodos de Demonstração. Demonstrações formais. Regras de Inferência Igualdade Lógica Computacional Argumentos válidos e sólidos Métodos de Demonstração Demonstrações formais Regras de Inferência Igualdade Não-consequências lógicas 6 Março 2013 Lógica Computacional 1 Argumentos Exemplo:

Leia mais

Representação do Conhecimento

Representação do Conhecimento UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO Representação do Conhecimento Licenciatura em Engenharia Informática e de Computadores Repescagem Segundo teste 0 de Julho de 004, 9:00H 0:0H Nome:

Leia mais

A MODELAÇÃO DE LEIS E TEORIAS CIENTÍFICAS

A MODELAÇÃO DE LEIS E TEORIAS CIENTÍFICAS A MODELAÇÃO DE LEIS E TEORIAS CIENTÍFICAS O ESPÍRITO HUMANO PROCURA LEIS E TEORIAS CIENTÍFICAS AO MENOS POR DOIS MOTIVOS Porque lhe dão um certo tipo de compreensão do real Porque lhe oferecem esquemas

Leia mais

Teoria Económica Clássica e Neoclássica

Teoria Económica Clássica e Neoclássica Teoria Económica Clássica e Neoclássica Nuno Martins Universidade dos Açores Jornadas de Estatística Regional 29 de Novembro, Angra do Heroísmo, Portugal Definição de ciência económica Teoria clássica:

Leia mais

A TEORIA DA CORRESPONDÊNCIA COMO MEIO DE SE CHEGAR À VERDADE (2012) 1

A TEORIA DA CORRESPONDÊNCIA COMO MEIO DE SE CHEGAR À VERDADE (2012) 1 A TEORIA DA CORRESPONDÊNCIA COMO MEIO DE SE CHEGAR À VERDADE (2012) 1 SIQUEIRA, Grégori Lopes 2 ; SILVA, Mitieli Seixas da 3 1 Trabalho de Pesquisa _UNIFRA. 2 Acadêmico do Curso de Filosofia do Centro

Leia mais

GUIÃO Domínio de Referência: CIDADANIA E MULTICULTURALISMO

GUIÃO Domínio de Referência: CIDADANIA E MULTICULTURALISMO PROJECTO PROVAS EXPERIMENTAIS DE EXPRESSÃO ORAL DE LÍNGUA ESTRANGEIRA - 2005-2006 Ensino Secundário - Inglês, 12º ano - Nível de Continuação 1 1º Momento GUIÃO Domínio de Referência: CIDADANIA E MULTICULTURALISMO

Leia mais

EMOÇÕES: ANÁLISE SEMÂNTICA DOS TEMPOS VERBAIS. RESUMO: Este artigo descreve como a concepção de ponto de referência para análise

EMOÇÕES: ANÁLISE SEMÂNTICA DOS TEMPOS VERBAIS. RESUMO: Este artigo descreve como a concepção de ponto de referência para análise EMOÇÕES: ANÁLISE SEMÂNTICA DOS TEMPOS VERBAIS Valeria Fernandes Nunes Mestranda em Linguística (UERJ) valeriafernandesrj@hotmail.com RESUMO: Este artigo descreve como a concepção de ponto de referência

Leia mais

A linguagem matemática

A linguagem matemática A linguagem matemática Ricardo Bianconi 1 o Semestre de 2002 1 Introdução O objetivo deste texto é tentar explicar a linguagem matemática e o raciocínio lógico por trás dos textos matemáticos. Isto não

Leia mais

NORMAS PARA AUTORES. As normas a seguir descritas não dispensam a leitura do Regulamento da Revista Portuguesa de Marketing, disponível em www.rpm.pt.

NORMAS PARA AUTORES. As normas a seguir descritas não dispensam a leitura do Regulamento da Revista Portuguesa de Marketing, disponível em www.rpm.pt. NORMAS PARA AUTORES As normas a seguir descritas não dispensam a leitura do Regulamento da Revista Portuguesa de Marketing, disponível em www.rpm.pt. COPYRIGHT Um artigo submetido à Revista Portuguesa

Leia mais

Aula 13: Lógica de Predicados

Aula 13: Lógica de Predicados Lógica para Computação Segundo Semestre, 2014 Aula 13: Lógica de Predicados DAINF-UTFPR Prof. Ricardo Dutra da Silva Na Lógica de Predicados existem símbolos que não ocorriam na lógica proposicional e

Leia mais

O que é a Necessidade Metafísica?

O que é a Necessidade Metafísica? O que é a Necessidade Metafísica? Desidério Murcho King s College London desiderio.murcho@kcl.ac.uk Resumo: Podemos distinguir três grupos de verdades necessárias: as necessidades lógicas, físicas e metafísicas.

Leia mais

UMA DEFESA DO NECESSÁRIO A POSTERIORI

UMA DEFESA DO NECESSÁRIO A POSTERIORI Maria Bouça UMA DEFESA DO NECESSÁRIO A POSTERIORI Dissertação de Mestrado em Filosofia da Linguagem e da Consciência apresentada à Faculdade de Letras de Lisboa 1999 INTRODUÇÃO O tema desta dissertação

Leia mais

II. DEFINIÇÕES INICIAIS 1

II. DEFINIÇÕES INICIAIS 1 -1- ELPO: Definições Iniciais [MSL] II. DEFINIÇÕES INICIAIS 1 No que se segue, U é um conjunto qualquer e X, Y,... são os subconjuntos de U. Ex.: U é um quadrado e X, Y e Z são três círculos congruentes

Leia mais

Lógica Formal e Booleana. Cálculo Proposicional

Lógica Formal e Booleana. Cálculo Proposicional Lógica Formal e Booleana Cálculo Proposicional lara.popov@ifsc.edu.br Charada: uma introdução ao uso de símbolos Um homem estava olhando uma foto, e alguém lhe perguntou: - De quem é esta foto? Ao que

Leia mais

GUIÃO A. Ano: 9º Domínio de Referência: O Mundo do Trabalho. 1º Momento. Intervenientes e Tempos. Descrição das actividades

GUIÃO A. Ano: 9º Domínio de Referência: O Mundo do Trabalho. 1º Momento. Intervenientes e Tempos. Descrição das actividades Ano: 9º Domínio de Referência: O Mundo do Trabalho GUIÃO A 1º Momento Intervenientes e Tempos Descrição das actividades Good morning / afternoon / evening, A and B. For about three minutes, I would like

Leia mais

São eles: SOME (Algum, alguma, alguns,algumas). É utilizado em frases afirmativas,antes de um substantivo. Ex.:

São eles: SOME (Algum, alguma, alguns,algumas). É utilizado em frases afirmativas,antes de um substantivo. Ex.: Pronomes Indefinidos Indefinite Pronouns Esses pronomes são utilizados para falar de pessoas, objetos ou lugares indefinidos Referem a pessoas ou coisas, de modo vago ou impreciso São eles: SOME (Algum,

Leia mais

Universidade Federal do ABC. BC 0004 Bases Epistemológicas da Ciência Moderna. Prof. Valter A. Bezerra. Prelúdio aos sistemas conceituais da ciência

Universidade Federal do ABC. BC 0004 Bases Epistemológicas da Ciência Moderna. Prof. Valter A. Bezerra. Prelúdio aos sistemas conceituais da ciência Universidade Federal do ABC BC 0004 Bases Epistemológicas da Ciência Moderna Prof. Valter A. Bezerra Prelúdio aos sistemas conceituais da ciência Proposições 54.42 e 54.43 do Vol. I do Principia Mathematica

Leia mais

Aula 2: Formação das equipes de desenvolvimento

Aula 2: Formação das equipes de desenvolvimento Aula 2: Formação das equipes de desenvolvimento Autores Eduardo Zancul (USP), Sergio Scheer (UFPR), Roseli Lopes (USP), Paulo Blikstein (Stanford University) A atividade de projeto de engenharia é realizada

Leia mais

Luiz Carlos Pereira Edward H. Hauesler 2 Maria da Paz N. de Medeiros

Luiz Carlos Pereira Edward H. Hauesler 2 Maria da Paz N. de Medeiros 105 1 2 Luiz Carlos Pereira Edward H. Hauesler 3 Maria da Paz N. de Medeiros Alguns Resultados sobre Fragmentos com Negação da Lógica Clássica Luiz Carlos Pereira Edward H. Hauesler 2 Maria da Paz N. de

Leia mais

O LIVRE-ARBÍTRIO AGOSTINIANO E A LIBERDADE HUMANA

O LIVRE-ARBÍTRIO AGOSTINIANO E A LIBERDADE HUMANA O LIVRE-ARBÍTRIO AGOSTINIANO E A LIBERDADE HUMANA Cícero Paulino dos Santos Costa E-mail: ciceropaulino100@hotmail.com Graduando do Curso de Licenciatura em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências

Leia mais

Capital Humano e Capital Social: Construir Capacidades para o Desenvolvimento dos Territórios

Capital Humano e Capital Social: Construir Capacidades para o Desenvolvimento dos Territórios UNIVERSIDADE DE LISBOA FACULDADE DE LETRAS DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA Capital Humano e Capital Social: Construir Capacidades para o Desenvolvimento dos Territórios Sandra Sofia Brito da Silva Dissertação

Leia mais

Computadores podem pensar?

Computadores podem pensar? Computadores podem pensar? Descubra você mesmo 2008-2013 Menno Mafait (http://mafait.org) 1 Índice 1. Introdução...4 1.1. O conceito Thinknowlogy...4 2. A álgebra e lógica em linguagem natural...5 2.1.

Leia mais

Os fundamentos do juízo: a faculdade do juízo e a conformidade a fins

Os fundamentos do juízo: a faculdade do juízo e a conformidade a fins 2. Os fundamentos do juízo: a faculdade do juízo e a conformidade a fins As considerações iniciais deste capítulo dizem respeito à faculdade do juízo, elemento sem o qual não é possível entender o fundamento

Leia mais

A natureza da filosofia e o seu ensino

A natureza da filosofia e o seu ensino A natureza da filosofia e o seu ensino Desidério Murcho Universidade Federal de Ouro Preto desiderio@ifac.ufop.br Universidade Federal de Santa Catarina 12 de Dezembro de 2007 Idéias principais Compreender

Leia mais

Accessing the contents of the Moodle Acessando o conteúdo do Moodle

Accessing the contents of the Moodle Acessando o conteúdo do Moodle Accessing the contents of the Moodle Acessando o conteúdo do Moodle So that all the available files in the Moodle can be opened without problems, we recommend some software that will have to be installed

Leia mais

Unidade 2. Lógica de Predicados. Objetivos:

Unidade 2. Lógica de Predicados. Objetivos: Unidade 2 Lógica de Predicados Objetivos: Conhecer a linguagem formal Lógica de Predicados, assim como gerar fórmulas bem formadas nessa linguagem, a atribuição de valor verdade às fórmulas envolvendo

Leia mais

Relatório completo de proficiência da língua inglesa

Relatório completo de proficiência da língua inglesa Relatório completo de proficiência da língua inglesa 1 2 Entenda a avaliação Nesta avaliação de proficiência de inglês como língua estrangeira, quantificamos e identificamos o nível e perfil atual do candidato,

Leia mais

COMO ESCREVER UM ENSAIO FILOSÓFICO 1. Artur Polónio CENTRO PARA O ENSINO DA FILOSOFIA SOCIEDADE PORTUGUESA DE FILOSOFIA

COMO ESCREVER UM ENSAIO FILOSÓFICO 1. Artur Polónio CENTRO PARA O ENSINO DA FILOSOFIA SOCIEDADE PORTUGUESA DE FILOSOFIA 1 Artur Polónio Índice 1. O que é um ensaio filosófico? 2. O que se espera que um estudante mostre ao escrever um ensaio? 3. Como escolher o título do ensaio? 4. Como se prepara um ensaio? 5. Como se deve

Leia mais

Introdução, motivação e conjuntos fuzzy

Introdução, motivação e conjuntos fuzzy Lógica Fuzzy Introdução, motivação e conjuntos fuzzy Professor: Mário Benevides Monitores: Bianca Munaro Diogo Borges Jonas Arêas Renan Iglesias Vanius Farias Introdução "A lógica difusa tem por objetivo

Leia mais

O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA

O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA Gilberto do Nascimento Lima Brito* 1. INTRODUÇÃO Nossa pesquisa consistirá em analisar o conceito de matéria na filosofia da natureza de Immanuel

Leia mais

Slide do Prof. Silvio Meira. http://www.innosight.com/documents/diprimer.pdf

Slide do Prof. Silvio Meira. http://www.innosight.com/documents/diprimer.pdf Slide do Prof. Silvio Meira http://www.innosight.com/documents/diprimer.pdf Slide do Prof. Silvio Meira http://www.innosight.com/documents/diprimer.pdf Slide do Prof. Silvio Meira Slide do Prof. Silvio

Leia mais

Lógica Binária. Princípios

Lógica Binária. Princípios Lógica Binária Lógica Binária Proposição é toda a expressão da qual faz sentido dizer que é verdadeira ou falsa. Cada proposição tem um e um só valor lógico, Verdadeiro (1) ou Falso (0). Princípios Princípio

Leia mais

Exercícios de Lógica para Programação

Exercícios de Lógica para Programação Exercícios de Lógica para Programação Ana Cardoso-Cachopo Maio de 2014 CONTEÚDO 1 Conteúdo 1 Argumentos e Validade 5 2 Lógica Proposicional Sistema de Dedução Natural 17 3 Lógica Proposicional Tabelas

Leia mais

Resíduos Quadráticos e Fatoração: uma aplicação à criptoanálise do RSA

Resíduos Quadráticos e Fatoração: uma aplicação à criptoanálise do RSA Resíduos Quadráticos e Fatoração: uma aplicação à criptoanálise do RSA Charles F. de Barros 20 de novembro de 2008 Resumo Faremos uma breve introdução ao conceito de resíduos quadráticos, descrevendo em

Leia mais

EXERCÍCIOS DE LÓGICA DE 1ª ORDEM

EXERCÍCIOS DE LÓGICA DE 1ª ORDEM QUANTIFICADORES EXERCÍCIOS DE LÓGICA DE 1ª ORDEM 1 {9.3} Tornar as frases verdadeiras. Abra Bozo s Sentences e Leibniz s World. Algumas das expressões não são wffs, algumas são wffs mas não são frases

Leia mais

269- Anais - Congresso de Fenomenologia da Região Centro-Oeste

269- Anais - Congresso de Fenomenologia da Região Centro-Oeste HEIDEGGER: A REDUÇÃO FENOMENOLÓGICA E A PERGUNTA PELO SER 269 - Caderno de texto IV Congresso de Fenomenologia da Região Cenro-Oeste. Resumo: Maria Clara CESCATO - UFPB, Campus IV cescato@voila.fr Eixo

Leia mais

Prova Escrita de Filosofia

Prova Escrita de Filosofia Exame Final Nacional do Ensino Secundário Prova Escrita de Filosofia 11.º Ano de Escolaridade Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho Prova 714/Época Especial 8 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

Para 10 perguntas 10 respostas

Para 10 perguntas 10 respostas Para 10 perguntas 10 respostas 1. Durante a minha infância lembro-me de desenhar, ser a minha forma de expressão e resolução de problemas. Com o passar dos anos pensava em ser artista, e para comprovar

Leia mais

Grice, o que é dito e o que é comunicado

Grice, o que é dito e o que é comunicado Grice, o que é dito e o que é comunicado Referências: Grice, Paul, Logic and conversation, in Studies in the Way of Words, Cambridge (Mas.), Harvard University Press, 1989, pp 22-40. Grice, Paul, Meaning,

Leia mais

FERNANDA APARECIDA FERREIRA DIMAS FELIPE DE MIRANDA DEMONSTRAÇÕES EM GEOMETRIA EUCLIDIANA:

FERNANDA APARECIDA FERREIRA DIMAS FELIPE DE MIRANDA DEMONSTRAÇÕES EM GEOMETRIA EUCLIDIANA: FERNANDA APARECIDA FERREIRA DIMAS FELIPE DE MIRANDA DEMONSTRAÇÕES EM GEOMETRIA EUCLIDIANA: Uma seqüência Didática como recurso metodológico para seu ensino 2008 FICHA CATALOGRÁFICA Elaborada pela Biblioteca

Leia mais

Avaliação em filosofia: conteúdos e competências

Avaliação em filosofia: conteúdos e competências Avaliação em filosofia: conteúdos e competências Desidério Murcho Universidade Federal de Ouro Preto desiderio@ifac.ufop.br 1 Immanuel Kant O jovem que completou a sua instrução escolar habituou- se a

Leia mais

ACFES MAIORES DE 23 ANOS INGLÊS. Prova-modelo. Instruções. Verifique se o exemplar da prova está completo, isto é, se termina com a palavra FIM.

ACFES MAIORES DE 23 ANOS INGLÊS. Prova-modelo. Instruções. Verifique se o exemplar da prova está completo, isto é, se termina com a palavra FIM. ACFES MAIORES DE 23 ANOS INGLÊS Prova-modelo Instruções Verifique se o exemplar da prova está completo, isto é, se termina com a palavra FIM. A prova é avaliada em 20 valores (200 pontos). A prova é composta

Leia mais

RÉPLICA A JORGE J. E. GRACIA 1

RÉPLICA A JORGE J. E. GRACIA 1 TRADUÇÃO DOI: 10.5216/PHI.V17I2.18751 RÉPLICA A JORGE J. E. GRACIA 1 Autor: Peter F. Strawson Tradutor: Itamar Luís Gelain(Centro Universitário Católica de Santa Catarina) 2,3 itamarluis@gmail.com Em seu

Leia mais

In this lesson we will review essential material that was presented in Story Time Basic

In this lesson we will review essential material that was presented in Story Time Basic Portuguese Lesson 1 Welcome to Lesson 1 of Story Time for Portuguese Story Time is a program designed for students who have already taken high school or college courses or students who have completed other

Leia mais

Notas de Aula - Álgebra de Boole Parte 1

Notas de Aula - Álgebra de Boole Parte 1 Universidade de Brasília Departamento de Engenharia Elétrica Sistemas Digitais 1 Prof. Dr. Alexandre Romariz Revisado em 27/4/06 Notas de Aula - Álgebra de Boole Parte 1 1 Introdução Fundamentos, Teoremas

Leia mais

TAMBÉM: UM OPERADOR ARGUMENTATIVO 1

TAMBÉM: UM OPERADOR ARGUMENTATIVO 1 TAMBÉM: UM OPERADOR ARGUMENTATIVO 1 Adilson Ventura da Silva UESB Vitória da Conquista RESUMO: De uma perspectiva enunciativa, este artigo discute a categoria gramatical da palavra também, e apresenta

Leia mais

161 FILOSOFIA Prova escrita

161 FILOSOFIA Prova escrita 161 FILOSOFIA Prova escrita PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA Duração: 90 min Ano: 2013 1ª fase - Junho 10º/11º anos Grupo I Selecione a alternativa correta: 1. A diferença entre ação e acontecimento

Leia mais

Searching for Employees Precisa-se de Empregados

Searching for Employees Precisa-se de Empregados ALIENS BAR 1 Searching for Employees Precisa-se de Empregados We need someone who can prepare drinks and cocktails for Aliens travelling from all the places in our Gallaxy. Necessitamos de alguém que possa

Leia mais

A LÓGICA DO RACIOCÍNIO MATEMÁTICO. GT 02 Educação matemática no ensino médio e ensino superior

A LÓGICA DO RACIOCÍNIO MATEMÁTICO. GT 02 Educação matemática no ensino médio e ensino superior A LÓGICA DO RACIOCÍNIO MATEMÁTICO GT 02 Educação matemática no ensino médio e ensino superior Aline Brum Ottes, UFSM, alinebrumottes@hotmail.com Ricardo Fajardo, UFSM, rfaj@ufsm.br Samuel Sonego Zimmermann,

Leia mais

A eficiência do signo empresarial e as estratégias de legitimação do campo do design

A eficiência do signo empresarial e as estratégias de legitimação do campo do design Marcelo Vianna Lacerda de Almeida A eficiência do signo empresarial e as estratégias de legitimação do campo do design Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Design

Leia mais

Olá, amigo concurseiro. Após uma certa ausência, vamos a mais um tópico importante de Raciocínio Lógico.

Olá, amigo concurseiro. Após uma certa ausência, vamos a mais um tópico importante de Raciocínio Lógico. Olá, amigo concurseiro. Após uma certa ausência, vamos a mais um tópico importante de Raciocínio Lógico. Haverá momentos em que a Lógica Proposicional sofrerá algumas limitações. Quando certos tipos de

Leia mais

MD Teoria dos Conjuntos 1

MD Teoria dos Conjuntos 1 Teoria dos Conjuntos Renato Martins Assunção assuncao@dcc.ufmg.br Antonio Alfredo Ferreira Loureiro loureiro@dcc.ufmg.br MD Teoria dos Conjuntos 1 Introdução O que os seguintes objetos têm em comum? um

Leia mais

Aula 11: Análise Dinâmica - 2a. parte

Aula 11: Análise Dinâmica - 2a. parte Aula 11: Análise Dinâmica - 2a. parte Nesta aula, continuaremos nossa discussão a respeito da análise dinâmica, focando na atividade de teste. Iremos dar uma breve olhada em algumas das noções básicas

Leia mais

LÍNGUA INGLESA CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA AULA. Conteúdo: Reading - Typographic Marks

LÍNGUA INGLESA CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA AULA. Conteúdo: Reading - Typographic Marks Conteúdo: Reading - Typographic Marks Habilidades: Utilizar as Marcas Tipográficas para facilitar a compreensão e também chamar a atenção do leitor. Typographic Marks O que são marcas tipográficas? As

Leia mais

SUBSTÂNCIA, MATÉRIA E ESSÊNCIA NA METAFÍSICA DE ARISTÓTELES

SUBSTÂNCIA, MATÉRIA E ESSÊNCIA NA METAFÍSICA DE ARISTÓTELES SUBSTÂNCIA, MATÉRIA E ESSÊNCIA NA METAFÍSICA DE ARISTÓTELES Rodrigo Jungmann Doutor em Filosofia Professor adjunto do DFL/UFS Resumo: Neste artigo, empreendemos um estudo da categoria aristotélica de substância,

Leia mais

IACR ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL PARA O REALISMO CRÍTICO XII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL da IACR Texto de Priscila Silva Araújo.

IACR ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL PARA O REALISMO CRÍTICO XII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL da IACR Texto de Priscila Silva Araújo. IACR ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL PARA O REALISMO CRÍTICO XII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL da IACR Texto de Priscila Silva Araújo. Rorty e o realismo como instrumento da emancipação humana Alguns filósofos 1

Leia mais

PARSER: UM ANALISADOR SINTÁTICO E SEMÂNTICO PARA SENTENÇAS DO PORTUGUÊS

PARSER: UM ANALISADOR SINTÁTICO E SEMÂNTICO PARA SENTENÇAS DO PORTUGUÊS Estudos Lingüísticos XXVI (Anais de Seminários do GEL) Trabalho apresentado no XLIV Seminário do GEL na UNITAU - Taubaté, em 1996 UNICAMP-IEL Campinas (1997), 352-357 PARSER: UM ANALISADOR SINTÁTICO E

Leia mais

Equivalência da estrutura de uma frase em inglês e português

Equivalência da estrutura de uma frase em inglês e português 1 Equivalência da estrutura de uma frase em inglês e português A partir do momento que você souber de cor a função de cada peça do nosso jogo de dominó, você não terá mais problemas para formular frases,

Leia mais

Como Escrever Propostas de Plano de Trabalho, Monografia, Dissertação ou Tese

Como Escrever Propostas de Plano de Trabalho, Monografia, Dissertação ou Tese Como Escrever Propostas de Plano de Trabalho, Monografia, Dissertação ou Tese Arndt von Staa arndt@inf.puc-rio.br Departamento de Informática Pontifícia Universidade Católica 22453-900 Rio de Janeiro,

Leia mais

CONTRA O EMPIRISMO DE QUINE

CONTRA O EMPIRISMO DE QUINE DAVIDSON CONTRA O EMPIRISMO DE QUINE Guilherme José Afonso de Carvalho Mestrado Universidade e São Judas Tadeu Bolsista CAPES guilherme.j@gmail.com INTRODUÇÃO É possível dizer que Quine avalia seu próprio

Leia mais

Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico:

Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico: 1 Jusnaturalismo ou Positivismo Jurídico: Uma breve aproximação Clodoveo Ghidolin 1 Um tema de constante debate na história do direito é a caracterização e distinção entre jusnaturalismo e positivismo

Leia mais

REGISTROS DE REPRESENTAÇÃO SEMIÓTICA E O ENSINO DAS NOÇÕES DE ÁREA E PERÍMETRO

REGISTROS DE REPRESENTAÇÃO SEMIÓTICA E O ENSINO DAS NOÇÕES DE ÁREA E PERÍMETRO REGISTROS DE REPRESENTAÇÃO SEMIÓTICA E O ENSINO DAS NOÇÕES DE ÁREA E PERÍMETRO CINTIA APARECIDA BENTO DOS SANTOS (UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL), EDDA CURI (UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL). Resumo Este artigo

Leia mais

PRÁTICAS DE LINGUAGEM ORAL E ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

PRÁTICAS DE LINGUAGEM ORAL E ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL PRÁTICAS DE LINGUAGEM ORAL E ESCRITA NA EDUCAÇÃO INFANTIL CRUVINEL,Fabiana Rodrigues Docente do curso de pedagogia da faculdade de ciências humana- FAHU/ACEG Garça/SP e-mail:fabianarde@ig.com.br ROCHA,

Leia mais

Câmbio MONEY CHANGER. I d like to exchange some money. Gostaria de cambiar um pouco de dinheiro. Where can I find a money changer?

Câmbio MONEY CHANGER. I d like to exchange some money. Gostaria de cambiar um pouco de dinheiro. Where can I find a money changer? MONEY CHANGER Câmbio I d like to exchange some money. Where can I find a money changer? Gostaria de cambiar um pouco de dinheiro. Onde posso encontrar um câmbio? I d like to exchange (I would) Where can

Leia mais

A gente em relações de concordância com a estrutura pronome reflexivo + verbo na variedade alagoana do PB 1

A gente em relações de concordância com a estrutura pronome reflexivo + verbo na variedade alagoana do PB 1 A gente em relações de concordância com a estrutura pronome reflexivo + verbo na variedade alagoana do PB 1 Ahiranie Sales Santos Manzoni 2 Renata Lívia de Araújo Santos 3 RESUMO: Este artigo analisa a

Leia mais

Palavras-chaves: paradoxos sorites; vagueza; ambiguidade; relatividade; teoria epistêmica.

Palavras-chaves: paradoxos sorites; vagueza; ambiguidade; relatividade; teoria epistêmica. OBSERVAÇÕES INTRODUTÓRIAS SOBRE OS PARADOXOS SORITES E O FENÔMENO DA VAGUEZA NA LINGUAGEM NATURAL Eduardo Dayrell de Andrade Goulart Universidade Federal de Minas Gerais Resumo: O objetivo deste artigo

Leia mais