O casamento é a união plena entre duas pessoas, na qual ambos têm os MESMOS direitos e deveres.

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1 Casamento O casamento é a união plena entre duas pessoas, na qual ambos têm os MESMOS direitos e deveres. PRAZO PARA DAR ENTRADA No mínimo 40 (quarenta) dias antes da data prevista para celebração do casamento. Prescrevendo-se os autos em 90 (noventa) dias. DOCUMENTOS NECESSÁRIO Certidão de Nascimento atualizada dos Noivos (Original validade até 90 dias) se solteiro (a); Certidão de Casamento com averbação do divórcio (Original validade até 90 dias) se divorciado (a) e Cópia da Sentença; Certidão de Casamento com averbação do óbito (Original validade até 90 dias), e Certidão de Óbito original se viúvo (a); Documento de Identificação original (Carteira de Identidade e CPF; ou Carteira de Trabalho e CPF; ou Carteira de Habilitação válida); Comprovante de endereço em nome de cada Noivo ou dos pais; 02 Testemunhas maiores de idade e alfabetizadas: apresentar os documentos de Identificação (RG e CPF; ou Carteira de Habilitação válida, Certidão de Casamento, se for casada); Se menor (es) Consentimento dos Pais (para noivos menores de idade - maiores de 16 e menores de 18 anos) - caso um dos pais seja falecido, trazer Certidão de Óbito e basta o comparecimento do sobrevivente - caso ambos sejam falecidos é necessário o comparecimento do tutor, com respectivo termo de tutela.

2 REGIME DE BENS Comunhão Parcial de Bens: É o regime legal. O mais utilizado atualmente, onde os bens que cada cônjuge possuir antes do casamento permanecem exclusivamente para si. Comunicam-se os bens havidos por ato oneroso após o casamento, excluindo-se os bens havidos por doação, herança ou testamento. E para venda de qualquer bem, necessita-se da anuência do outro cônjuge. Comunhão Universal de Bens: Todos os bens, presentes ou futuros, são comunicáveis entre os cônjuges, salvo as exceções adiante enumeradas. Assim, a comunicabilidade é a regra, tendo-se a meação independentemente de aferição do esforço comum; depende de pacto antenupcial por escritura pública. A regra geral é que os bens particulares (antes do casamento) integrarão à comunhão de bens após o casamento (ou seja, pertencerão a ambos os cônjuges) e os bens adquiridos após o casamento também pertencerão à comunhão. Também pertencerão a ambos os cônjuges as dívidas adquiridas por qualquer um deles, após o casamento. São excluídos da comunhão: I - Os bens doados ou herdados com a cláusula de incomunicabilidade e os sub-rogados em seu lugar; II - Os bens gravados de fideicomisso [ex: "A" (testador) deixa uma casa a "B" (fiduciário), para que, por ocasião da maioridade de "C" (fideicomissário), transfira a casa a ele, "C"] e o direito do herdeiro fideicomissário, antes de realizada a condição suspensiva; III - As dívidas anteriores ao casamento, salvo se provenientes de despesas com seus aprestos (providências e equipamentos necessários à realização do casamento), ou reverterem em proveito comum; IV - As doações antenupciais feitas por um dos cônjuges ao outro com a cláusula de incomunicabilidade; V - Os bens de uso pessoal, os livros e instrumentos de profissão; VI - Os proventos do trabalho pessoal de cada cônjuge; VII - as pensões, os meios-soldos, montepios e outras rendas semelhantes. As incomunicabilidades dos bens acima referidos não se estendem aos frutos, quando se percebam ou vençam durante o casamento. O novo C.C. atribui a administração dos bens a ambos os cônjuges ou a qualquer um deles. Claro está que a administração dos bens particulares pertence ao seu respectivo proprietário, não podendo

3 exerce-lo o outro automaticamente em razão da lei, mas podendo fazelo se assim consignar o pacto antenupcial, ou mesmo se não for assim, na qualidade de mandatário. Na medida em que houver um cônjuge incumbido de administrar o patrimônio comum, e em razão disso, houver este contraído dívidas, ficarão a ela obrigados os bens que constituírem o acervo comum e também os bens particulares dele, administrador. Os bens particulares do cônjuge que não estiver na administração do patrimônio comum, somente responderão pela dívida se comprovado proveito pessoal desse consorte em razão dela. Regime da Separação de Bens: Nenhum bem entra na comunhão e cada um administra seus bens sem anuência do outro cônjuge. A exceção dá-se na compra conjunta de um bem ou direito, onde ambos devem adquirir conjuntamente tal bem para terem direito igual sobre os mesmos. Necessita-se de Escritura Pública de Pacto Antenupcial. O regime da separação de bens advinda da obrigação legal se dá nos casos do artigo 1.641, do C.C., como segue: I - das pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento [Art Não devem casar: I - o viúvo ou a viúva que tiver filho do cônjuge falecido, enquanto não fizer o inventário dos bens do casal e der partilha aos herdeiros; II - a viúva, ou a mulher cujo casamento se desfez por ser nulo ou ter sido anulado, até dez (10) meses depois do começo da viuvez, ou da dissolução da sociedade conjugal; III - o divorciado, enquanto não houver sido homologada ou decidida a partilha dos bens do casal; IV - o tutor ou o curador e os seus descendentes, ascendentes, irmãos, cunhados ou sobrinhos, com a pessoa tutelada ou curatelada, enquanto não cessar a tutela ou curatela, e não estiverem saldadas as respectivas contas. Parágrafo único: É permitido aos nubentes solicitar ao juiz que não lhe sejam aplicadas as causas suspensivas previstas nos incisos I, III e IV, deste artigo, provando-se a inexistência de prejuízo, respectivamente, para o herdeiro, para o ex-cônjuge e para a pessoa tutelada ou curatelada. No caso do inciso II, a nubente deverá provar o nascimento de filho, ou inexistência de gravidez, na fluência do prazo; II - Da pessoa maior de 70 anos de idade; III - de todos que dependerem, para casar, de suprimento judicial. O artigo 1.641, do CC, estabelece que as formas em que o regime de bens não pode ser outro senão o da separação de bens. Trata-se de uma separação obrigatória, que sob o novo C.C., também possibilitará a comunicação dos bens havidos após o casamento. Assim, permanece

4 válida a Súmula 377, do STF, que possibilita a similitude, quanto aos efeitos, entre os regimes de separação legal obrigatória e o regime de comunhão parcial de bens. Na modalidade da separação de bens por convenção, o domínio, posse e administração dos bens é exercido com exclusividade pelos seus respectivos detentores, assim como a responsabilidade pelas dívidas constituídas em qualquer tempo. Não há comunicação do patrimônio, remanescendo na esfera das relações econômicas tão somente a obrigação de contribuição conjunta para o sustento da família, proporcionalmente aos ganhos. Estipulada a separação de bens, estes permanecerão sob a administração exclusiva de cada um dos cônjuges, que os poderá livremente alienar ou gravar de ônus real. O novo código civil libera os consortes que optaram pelo regime da separação de bens, permitindo que vendam ou gravem de ônus reais seus respectivos bens, sejam móveis ou imóveis, independentemente do consentimento do outro cônjuge. Ambos os cônjuges são obrigados a contribuir para as despesas do casal na proporção dos rendimentos de seu trabalho e de seus bens, salvo estipulação em contrário no pacto antenupcial. Assim, a absoluta incomunicabilidade do patrimônio dos cônjuges unidos pelo regime da separação de bens não pressupõe isenção de nenhum deles no esforço comum em resolver as despesas do casal. Essa obrigação, contudo, poderá excepcionalmente ser deferida expressamente a apenas um dos cônjuges, quando tal for por ambos manifestado no instante da realização do pacto antenupcial, o que não libera o outro do dever de assistência à prole. Regime de Participação Final nos Aquestos: Trata-se de um regime misto (Separação de Bens, durante a vigência do casamento, e Comunhão Parcial quando houver a dissolução do casamento). Bens aquestos são os bens adquiridos por qualquer dos cônjuges, na vigência da sociedade conjugal, e que passam a integrar a comunhão no final do casamento. Por este regime, cada cônjuge possui patrimônio próprio, que será constituído pelos bens que cada cônjuge possuía anteriormente ao casamento, assim como por aqueles que forem por ele adquiridos individualmente, a qualquer título (herança, legado, doação, compra e venda, etc.), durante o casamento. A administração dos bens que integram o patrimônio é exclusiva de cada cônjuge. Todavia, no caso de alienação e tratando-se de coisa imóvel, será obrigatória a anuência do outro cônjuge, ressalvada a hipótese do art , desde que inserida na Escritura Pública de Pacto Antenupcial, o que não ocorre para os bens móveis, que podem ser alienados livremente, salvo nos casos de doação (art , parágrafo único e

5 art ). Havendo dissolução do matrimônio, o montante dos aquestos será apurado, bem como as dívidas de cada um, visando divisão dos bens entre os cônjuges, excluindo-se da soma dos patrimônios próprios os bens anteriores ao casamento e os que em seu lugar se sub-rogaram, os que sobrevieram a cada cônjuge por sucessão ou liberalidade e as dívidas relativas a esses bens. Necessita-se de Escritura Pública de Pacto Antenupcial. É OBRIGATÓRIO O REGIME DA SEPARAÇÃO DE BENS, não necessitando de Pacto, quando as pessoas o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento: a) o viúvo ou a viúva que tiver filho do cônjuge falecido, enquanto não fizer inventário dos bens do casal e der partilha aos herdeiros; b) a viúva, ou a mulher cujo casamento se desfez por ser nulo ou ter sido anulado, até dez meses depois do começo da viuvez, ou da dissolução da sociedade conjugal; c) o divorciado, enquanto não houver sido homologada ou decidida a partilha dos bens do casal; d) o tutor ou o curador e os seus descendentes, ascendentes, irmãos, cunhados ou sobrinhos, com a pessoa tutelada ou curatelada, enquanto não cessar a tutela ou curatela, e não estiverem saldadas as respectivas contas; e) da pessoa maior de setenta anos; f) de todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial (Menores de dezesseis anos e os entre dezesseis e dezoito anos em que um dos pais não autorize).

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