3º Encontro de Esterilização. A importância da Higienização de Mãos e a Segurança do Paciente

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1 3º Encontro de Esterilização A importância da Higienização de Mãos e a Segurança do Paciente DRA. DEBORA OTERO MÉDICA INFECTOLOGISTA - CCIH HOSPITAL FEDERAL DE IPANEMA HEMORIO

2 Total de vidas perdidas por ano Qual o risco da assistência em saúde? (adaptado de Leape) 100,000 10,000 PERIGOSO (>1/1.000) Assistência em Saúde RISCO CONTROLADO Dirigir Automóveis SUPER SEGURO (<1/ ) 1, Alpinismo Bungee Jump Indústria de Produtos Químicos Vôos Fretados Vôos Comerciais Ferrovias Européias Usinas Nucleares ,000 10, ,000 1,000,000 10,000,000 Número de encontros para cada fatalidade

3 Qualidade em Assistência a Saúde Histórico Um dos marcos do movimento mundial de qualidade foi a publicação do relatório sobre erros relacionados com a assistência à saúde, Errar é humano: construindo um sistema de saúde mais seguro (To err is human: building a safer healh system) em Desde 2002 a OMS tem como alta prioridade a qualidade do cuidado e com a segurança do paciente em serviços de saúde

4 Em outubro de 2004 a OMS lança formalmente a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente

5 2005: Clean Care is Safer Care

6 2005: Clean Care is Safer Care Primeiro Desafio Global pela Segurança do Paciente Objetivo: garantir que o controle das infecções seja reconhecido universalmente como um os pilares para a segurança do paciente Principal Componente: SAVE LIVES: Clean Your Hands - defende a melhoria sustentada das práticas de higiene de mãos dos profissionais de saúde (nos momentos certos e da forma correta) para reduzir a transmissão cruzada de infecções

7 Hospital Geral de Viena Ignaz Semmelweis,

8 Mortalidade Materna (%) Mortalidade Materna devido à febre puerperal, Hospital Geral de Vienna, Austria, Intervenção na lavagem de mãos de Semmelweis Médicos Parteiras A anti-sepsia das mãos reduziu a mortalidade materna

9 anos de Clean Care is Safe Care e SAVE LIVES: Clean your Hands

10 Reflexos do movimento mundial da Qualidade em Assistência no Brasil Em 2007, o Brasil foi incluído na Aliança Mundial para a Segurança do Paciente Desde então o Brasil é signatário da Declaração de Compromisso na Luta contra as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde Vários materiais traduzidos da OMS e distribuídos no Brasil

11 RDC No. 42 de 25 de OUTUBRO de 2010 Dispõe sobre a obrigatoriedade de disponibilização de preparação alcoólica para fricção antisséptica das mãos, pelos serviços de saúde do País

12 Portaria No de 9 de julho/2013 Aprova os Protocolos Básicos de Segurança do Paciente: Identificação do Paciente Segurança na Prescrição, uso e Administração de Medicamentos Cirurgia Segura Higiene das Mãos Prevenção de Quedas Úlcera por Pressão

13 RDC No. 36 de 25 de julho/2013 Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde. Dentre suas 17 estratégias e ações: Implementação de protocolos estabelecidos pelo MS Higiene de mãos Segurança cirúrgica Prevenção e controle de eventos adversos em serviços de saúde, incluindo IRAS Promoção do ambiente seguro

14 HIGIENE DAS MÃOS É a atitude mais simples, econômica e eficaz na prevenção e controle da infecção hospitalar!!! 14

15 Qual a adesão?

16 Adesão a lavagem das mãos Ano do estudo Taxa de aderência Área do estudo 1994 (1) 29% Geral e UTI 1995 (2) 41% Geral 1996 (3) 41% UTI 1998 (4) 30% Geral 2000 (5) 48% Geral 1. Gould D, J Hosp Infect 1994;28: Larson E, J Hosp Infect 1995;30: Slaughter S, Ann Intern Med 1996;3: Watanakunakorn C, Infect Control Hosp Epidemiol 1998;19: Pittet D, Lancet 2000:356;

17 Problema Cultural

18 Como convencer o profissional de saúde?

19 TREINAMENTOS...

20 VÍDEOS...

21

22 Morbi-Mortalidade Nos EUA 1,7 milhão de pessoas adquirem infecções relacionadas a assistência em saúde (IRAS) por ano, resultando em cem mil mortes Na Europa 4,5 milhões de pacientes apresentam IRAS, com 37 mil mortes

23 Mortalidade por patógenos MR Dentre os patógenos causadores de IRAS, temos muitas Bactérias multi-resistentes (MR), cujas infecções têm alta mortalidade! Antibiotic Resistance Threats, CDC 2013

24 Transmissão Cruzada de patógenos causadores de IRAS

25

26 Opções para Higienizar as Mãos: Água e Sabão Água e antisséptico Formulações Alcoólicas a 70% com emoliente **sujidade *** C. difficile

27 COMPARAÇÃO ENTRE OS PRODUTOS Propriedade Sabão Álcool gel Clorhexidine Antibacteriana Antifúngica Antimicobacteriana /+ Antiviral Redução da microbiota log 10 Transitória (<1min) 0,5-3 2,5-4,5 2-3 Residente (<3min) 0 2,5 0,5-1,7 Ação na pele Desidratação Irritação Alergia

28 Rapidez de Uso da Formulação Alcoólica Tempo total gasto para lavagens das mãos em um plantão de 8h de enfermagem: Lavagem das mãos com água e sabão: 56 min (baseado em uma lavagem de mãos adequada) Uso de álcool gel: 18 min O uso de preparações alcoólicas reduz o tempo para limpeza das mãos!! Voss A and Widmer AF, Infect Control Hosp Epidemiol 1997:18;

29 Anti-Sepsia Cirúrgica Alcoólica A OMS recomenda que a anti-sepsia cirúrgica seja feita ou com água e antisséptico ou com formulação alcoólica não há necessidade e não se deve combinar as duas Não se recomendam escovas para a anti-sepsia cirúrgica (não há efeito benéfico adicional para anti-sepsia cirúrgica com o seu uso). O tempo da anti-sepsia cirúrgica com água e antisséptico, deve ser entre 2 a 5 minutos enquanto com a formulação alcoólica o tempo a instrução do fabricante, com uma média de 2 minutos. WHO guidelines on hand hygiene in health care, 2009

30 Anti-Sepsia Cirúrgica Alcoólica Se as mãos estiverem visivelmente sujas antes da anti-sepsia cirúrgica alcoólica higienize as mãos com água e sabão antes da anti-sepsia cirúrgica e remova possíveis sujidades debaixo das unhas Irritação de pele e dermatite são mais frequentemente observadas após anti-sepsia cirúrgica com clorexidina do que após anti-sepsia com formulação alcoólica. Anti-sepsia cirúrgica com antisséptico requer o enxague deste com água, e a OMS destaca que Pseudomonas spp. são frequentemente isoladas de torneiras em hospitais WHO guidelines on hand hygiene in health care, 2009

31 Anti-sepsia Cirúrgica Alcoólica WHO guidelines on hand hygiene in health care, 2009

32 Anti-sepsia Cirúrgica Alcoólica WHO guidelines on hand hygiene in health care, 2009

33 Anti-sepsia Cirúrgica Alcoólica WHO guidelines on hand hygiene in health care, 2009

34 Pro futuro...

35 0 0 0

36 DISPENSER DE ÁLCOOL NO PUXADOR DA PORTA

37 SISTEMAS ELETRÔNICOS MONITORIZAÇÃO E ALERTA

38 OBRIGADA!

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