Investimento em Tecnologia e Desenvolvimento da Indústria Nacional de Bens e Serviços no Brasil

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1 Investimento em Tecnologia e Desenvolvimento da Indústria Nacional de Bens e Serviços no Brasil Madhu Haridasan Coordenador de Tecnologia da Informação da Rede Brasil de Tecnologia

2 Dispêndios nacionais do PIB em P&D Ano: 2000 Brasil OCDE Razão % PIB investido em P&D 1,07 2,2 2,2 % PIB investido em P&D pelo setor empresarial % PIB investido em P&D pelo governo 0,4 1,39 3,5 0,67 0,81 0,82 OCDE - Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico Fonte: PINTEC-IBGE/ANPEI 2

3 Produto Interno Bruto/Países OCDE/ US$ Bilhões P A Í S E S Países Principais Estados Unidos Japão Alemanha (*) Franç a Itália Reino Unido Canadá Países da UE Países da Á rea Euro Austrália Á ustria Bélg ica Espanha N orueg a Países Baixos Portug al Suécia Suíç a

4 Recursos Aplicados em P & D Milhões R$ Milhões $ PPC % %PIB Total ,96 Dispêndios públicos ,19 0,55 Dispêndios federais ,39 0,33 Orçamento ,88 0,23 Pós-graduação ,51 0,1 Dispêndios estaduais ,8 0,22 Orçamento ,26 0,08 Pós-graduação ,54 0,14 Dispêndios empresariais ,81 0,42 Empresas ,45 0,4 Pós-graduação 143, ,36 0,02 Fonte:Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). Extração especial realizada pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica (Pintec) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 4

5 Inovação Tecnológica na Indústria Brasileira A P&D deve ser compreendido como o núcleo criativo das atividades científicas e tecnológicas. Para as empresas a P&D não é a única forma de criação de conhecimento. P&D constitui um insumo para o processo de inovação tecnológica. P&D pode ser desenvolvido no interior da própria empresa, como por meio da aquisição de bens, serviços e conhecimentos externos. 5

6 Empresas que implementaram Inovações - Período % 68% Empresas que inovaram Empresas que não inovaram Fonte: PINTEC-IBGE/ANPEI 6

7 Espécies de Inovação 14% 6% 69% 11% Produto Processo Produto e Processo Não Implementaram Fonte: PINTEC-IBGE/ANPEI 7

8 Espécies de Inovação - Aspectos A pesquisa envolve inovações para o mercado e para a própria empresa. Das empresas que implantaram inovação de produto, apenas 23,5% declaram que o produto era novo para o mercado. Para as inovações de processo, essa proporção é de 11%. Em suma, somente 4% do total das empresas lançaram produtos novos no mercado, e 3% lançaram processos novos para o mercado 8

9 Empresas que inovaram para o mercado em relação a origem do seu capital Total Brasil Nacionais Estrangeiras Total Empresas inovadoras Empresas inovaram produtos % inovações para o mercado 23,5 20,4 56,1 Empresas que inovaram em processos % inovações para o mercado 11 8,9 44,7 Fonte: PINTEC-IBGE/ANPEI 9

10 Importância atribuída às atividades inovadoras pelas empresas que introduziram inovação Atividades Inovativas das empresas de capital nacional Baixa importância e não realização (%) Atividades internas de P&D 67 Aquisição externa de P&D 92 Aquisição de outros conhecimentos externos 86 Aquisição de máquinas e equipamentos 23 Introdução de inovações tecnológicas no mercado 73 Projeto industrial e outras preparações técnicas 57 Fonte: PINTEC-IBGE/ANPEI 10

11 Brasil: Dispêndios do governo federal em pesquisa & desenvolvimento (P&D), por órgãos (em mil R$) Órgão / Unidade Orçamentária Total Justiça Eleitoral Ministério da Ag ricultura e do Abastecimento Ministério da Ciência e Tecnologia Ministério da Cultura Ministério da Defesa Ministério da Educação Ministério da Integração Nacional Ministério da Saúde Ministério de Meio Ambiente Ministério de Minas e Energ ia Ministério do Desenvolvimento Agrário Min. do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Ministério do Esporte e Turismo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Ministério do Trabalho e Emprego Presidência da República

12 A d m i n i s t r a ç ã o F i n a n c e i r a d o G o v e r n o F e d e r a l ( S i a f i ). E x t r a ç ã o e s p e c i a l r e a Lei nº , de 16/01/2004 Fundos PL CT-Aero CT-Agro CT-Amozônia CT-Biotec CT-Energ CT-Espacial CT-Hidro CT-Info CT-Infra CT-Mineral CT-Petro CT-Saúde CT-Transpo CT-FVA Total Despesa Total Res. Cont TOTAL GERAL

13 Desenvolvimento Tecnológico e Humano Desenvolvimento humano Saúde e expectativa de vida Conhecimento e criatividade Padrão de vida Participação social, econômica e política Conhecimento Criatividade Recursos para desenvolvimento tecnológico Recursos para educação, saúde, comunicações, emprego Crescimento Econômico Ganhos de produtividade Avanços em medicina, comunicações agricultura energia manufatura Transformação Tecnológica Fonte: UNDP

14 Fatores Relacionados ao Desenvolvimento Tecnológico Estímulo Negócios Meio-Ambiente Empresas Financiamento Legislação Capacidade de Promoção Comercial Articulação Institucional das Empresa Universidades Objetivo Principal Tecnologia 14

15 Objetivo Geral da RBT Promover a articulação institucional do Governo Federal de modo a propiciar a interação eficiente entre a administração pública, a universidade brasileira, as empresas e os agentes financeiros, para o desenvolvimento tecnológico dos setores produtivos locais, tendo como diretrizes gerais: I Estimular o desenvolvimento de redes de tecnologia; II Aproximar as empresas dos centros de pesquisa locais e das agências de fomento visando ao desenvolvimento tecnológico; III Articular a formação de grupos de trabalho entre empresas e centros de pesquisa; IV Desenvolver projetos tecnológicos articulados que promovam a substituição competitiva das importações de bens e serviços em setores estratégicos. Decreto n.º 4.776, de 10 de julho de

16 Setores Estratégicos Fatores para Tomada de Decisão: Diretrizes políticas do Governo Federal; Potencial de multiplicação de resultados nas cadeias produtivas; Foco de ação no estímulo ao desenvolvimento tecnológico pelo setor empresarial. Deve-se considerar as relações transversais entre as cadeias produtivas. A cadeia do petróleo, por exemplo, é suprida por cadeias que fornecem para os setores automotivo, elétrico, siderúrgico, de saneamento, etc. 16

17 Setores Priorizados em 2003 Petróleo, Gás Natural, Mineração, Energia Elétrica e Renováveis. 1. Volume de Investimentos Previstos; 2. Dinamismo das Cadeias Produtivas; 3. Empresas Líderes de Capital Nacional. 17

18 Articulação de Projetos na RBT Empresas Universidades Oportunidade 2 n 3 Projeto 3 n 18

19 Ação Regional da RBT Empresas Líders Instituições Federais Rede Brasil de Tecnologia Sistema Financeiro Rede 1 Rede 2 Rede n 19

20 Histórico

21 Edital CTPetro Edital: MCT-RBT/FINEP/CTPetro Valor R$ 4 milhões; Foco: desenvolvimento de materiais e equipamentos para os quais, atualmente, a Petrobras possui somente fornecedores no exterior; Construção: a Petrobras definiu os temas específicos para o desenvolvimento dos produtos. Foram recebidos 67 projetos e aprovados 13. Julgamento: os projetos foram avaliados por especialistas da Petrobras, das diferentes áreas temáticas envolvidas, e da FINEP. 21

22 Edital CTEnerg Edital: MCT-RBT/FINEP/CTEnerg Valor R$ 2 milhões; Foco: desenvolvimento de equipamentos nas áreas de energia solar e eólica para atender principalmente o programa de Universalização do MME; Construção: o MME definiu os equipamentos que serão demandados para desenvolvimento. Foram recebidos 18 projetos e aprovados 7; Julgamento: os projetos foram avaliados por Comissão Julgadora composta por representantes do MCT, do MME, da FINEP e do CEPEL. 22

23 Projetos na Modalidade Encomenda CTEnerg: projetos INPE/SP (R$ 750 mil); Planta Piloto/RS para fabricação de módulos fotovoltaicos com tecnologia nacional (R$ 2,5 milhões); CTMineral: projeto para desenvolvimento de Tear a Seco /ES (R$ 400 mil). 23

24 Projetos em andamento - Editais 2003

25 Atuador de falha segura Identificação da Oportunidade: área de materiais da Petrobras; Articulação do Projeto: resposta ao edital lançado em 2003 pela RBT/MCT em parceria com a Petrobras, FINEP, MME; Financiamento: recursos do fundo setorial do petróleo no montante de R$ 488,352,40. 25

26 Atuador de falha segura Parceria Petrobras UFRGS COESTER Automação S.A. 26

27 Fabricação de madeira plástica a partir de embalagens pós-consumidas de óleos lubrificante Identificação da Oportunidade: área de materiais da Petrobras; Articulação do Projeto: resposta ao edital lançado em 2003 pela RBT/MCT em parceria com a Petrobras, FINEP, MME; Financiamento: recursos do fundo setorial do petróleo no montante de R$ 499,930,00; Parceria: Petrobras/IMA-UFRJ/KROWN INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS 27

28 Fabricação de madeira plástica a partir de embalagens pós-consumidas de óleos lubrificante Parceria PETROBRAS IMA-UFRJ KROWN 28

29 Compressor de baixa vazão para pressão de entrada de 6 bar Identificação da Oportunidade: área de materiais da Petrobras; Articulação do Projeto: resposta ao edital lançado em 2003 pela RBT/MCT em parceria com a Petrobras, FINEP, MME; Financiamento: recursos do fundo setorial do petróleo no montante de R$ ,42 ; Parceria: Petrobras/UFMG/IEL/JUNQUEIRA COMPRESSORES E MÁQUINAS LTDA. 29

30 Compressor de baixa vazão para pressão de entrada de 6 bar Parceria Petrobras UFMG IEL JUNQUEIRA LTDA. 30

31 Projeto de turbina eólica de eixo vertical Identificação da Oportunidade: Definido por meio do programa de universalização de energia do MME; Articulação do Projeto: resposta ao edital lançado em 2003 pela RBT/MCT em parceria com o MME e a FINEP; Financiamento: recursos do fundo setorial de energia no montante de R$ ,00; Parceria: PUC-RS/INTERCÂMBIO ELETRO MECÂNICO LTDA. 31

32 Projeto de turbina eólica de eixo vertical Parceria Petrobras PUC/RS INTERCÂMBIO ELETRO MECÂNICO LTDA. 32

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