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1 - CURSO DE DEPARTAMENTO PESSOAL - Copyright -Todos os direitos reservados. A reprodução não autorizada destes materiais, no todo ou em parte, constitui violação do direitos autorais. (Lei nº 9.610).

2 5. DECIMO TERCEIRO SALÁRIO 13º SALÁRIO: Instituído pela Lei 4.090/62 complementada pela Lei nº 4.749/65 Refere- se ao pagamento de 1/12 da remuneração devida em dezembro por mês de serviço do ano correspondente, a fração igual ou superior a 15 dias de trabalho dentro do mês dará direito a 1/12. A primeira parcela deverá ser pago até o dia 30 de novembro. Para pagamento da segunda parcela deverá ser obedecida a data de pagamento de 20 de dezembro, onde sofrerá os descontos devidos de INSS e IRRF. Para o recolhimento do FGTS é considerado na 1ª e na 2ª parcela. No caso de rescisão contratual o 13º deverá ser pago proporcionalmente a quantidade de meses trabalhados. Todo empregado faz jus ao 13 o salário, em duas parcelas no valor de 1/12 avos da remuneração devida em dezembro ou no mês da Rescisão, por mês de serviço. A fração de 15 dias trabalhados no mês é considerada mês integral para pagamento de 1/12 avos do salário. As faltas injustificadas serão computadas para desconto do 13º salário, considerando que só há dedução quando o empregado não trabalhar 15 (quinze) dias no mês. No afastamento por auxílio-doença é devido o 13º somente nos primeiros 15 (quinze) dias de afastamento, quando a empresa é responsável, inclusive, pelo pagamento normal do salário referente a este período. No afastamento por acidente do trabalho, fica a empresa obrigada a pagar o 13º salário do empregado, podendo descontar a parcela que este receber anualmente a título de abono. Súmula 46 do TST As faltas ou ausências decorrentes de acidente do trabalho não são consideradas para os efeitos de duração de férias e cálculo da gratificação natalina. Não terá direito ao 13º o empregado afastado para prestação de serviço militar. Na rescisão contratual, é devido, independente do tempo de serviço ou motivo, salvo por justa causa. (Conforme art. 7º do Decreto n de 3 de novembro de 1965). 5.1 SALÁRIO MISTO Os que percebem salário misto terão a primeira parcela do 13 o Salário equivalente à soma da média da comissão, acrescida do fixo, dividido por dois. Para salário misto (fixo + variável), apura-se a média mensal da parte variável e adiciona-se o salário fixo contratual vigente no mês anterior ao pagamento. Considera-se o salário ou a parte fixa dos salários mistos do mês anterior ao pagamento e não a média de janeiro a outubro. A média só é utilizada para apuração da parte variável ou da produção. 5.2 FALTAS - APURAÇÃO Para efeito de pagamento e cálculo do valor da gratificação de Natal é necessário apurar, mês a mês, as faltas não justificadas pelo empregado, a fim de verificar se houve pelo menos 15 dias de trabalho. Assim, para cada mês, restando um saldo de, no mínimo, 15 dias após o desconto das faltas injustificadas nos respectivos meses, assegura-se ao empregado o recebimento de 1/12 de 13º salário por mês. As faltas legais e justificadas ao serviço não são computadas a esse efeito.

3 5.3 ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Os empregados que trabalham em regime insalubre devem receber de acordo com a atividade o adicional respectivo máximo, médio ou mínimo, que equivale a 40%, 20% ou 10% do salário mínimo. Como o próprio nome diz, insalubre é algo não salubre, doentio, que pode causar doenças ao trabalhador por conta de sua atividade laboral. Assim, são consideras insalubres as atividades ou operações que por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, expõem o empregado a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza, da intensidade do agente e o tempo de exposição aos seus efeitos. Para caracterizar e classificar a insalubridade, em consonância com as normas baixadas pelo Ministério do Trabalho, far-se-á necessária perícia médica por profissional competente e devidamente registrado no Ministério do Trabalho e Emprego. 5.4 ADICIONAL DE PERICULOSIDADE O trabalho em condições de periculosidade, isto é, em contato com elementos que ponham em risco sua vida (tais como explosivos e inflamáveis), assegura ao empregado um adicional de 30% sobre o salário base de acordo com o artigo 193 Parágrafo 1º da CLT. Não são computados ao salário para efeito do adicional de periculosidade, os prêmios, gratificações, participações nos lucros e adicionais. Se o trabalho é ao mesmo tempo insalubre e perigoso, cabe ao empregador optar por um dos adicionais. 5.5 REAJUSTE SALARIAL Os salários sofrem correção nas datas bases, ou de acordo com a livre estipulação entre empregador e empregado. Data base é a data da Categoria do Sindicato ao qual pertence o empregado. As Categorias diferenciadas devem ter reajuste de acordo com o Sindicato a que pertence pela profissão, independente do Sindicato dos Empregados da Empresa. São Categorias diferenciadas. - aeronautas, aeroviários, agenciadores de publicidade, artistas e técnicos de espetáculos diversos, cabineiros, carpinteiros navais, classificadores de produtos de origem vegetal, condutores de veículos rodoviários (motorista), empregados nas áreas de desenhos técnicos, artísticos, industriais, copistas, projetista técnico e auxiliares, jornalistas profissionais, maquinistas e foguistas, músicos profissionais, - oficiais gráficos, operadores de mesas, telefônica (telefonista) professores, profissionais de enfermagem, técnicos duchistas, massagistas e empregados em hospitais e casas de saúde, profissionais de relações públicas, propagandistas, propagandistas -vendedores de produtos farmacêuticos, publicitários, radiotelegrafistas, radiotelegrafistas da marinha mercante, secretárias, técnicos de segurança do trabalho, tratorista, trabalhadores em atividades subaquáticas e afins, trabalhadores em agências de propaganda, trabalhadores na movimentação de mercadorias em geral, vendedores e viajantes do comércio.

4 5.6. NEGOCIAÇÃO COLETIVA A Negociação Coletiva de Sindicato para Sindicato, resulta em Convenção Coletiva. A Negociação Coletiva Entre o Sindicato e a Empresa, resulta em Acordo. Acordo - é um instrumento de caráter normativo celebrado entre sindicato e uma ou mais em presas que estipulam condições de trabalho no âmbito das partes acordadas. Pode ser individual ou coletivo. A Convenção Coletiva prevalece sobre o Acordo. Convenção - é um instrumento normativo celebrado entre duas ou mais entidades sindicais, onde se estipulam condições de trabalho na base das categorias abrangidas pela negociação. Dissídio as duas formas de negociação (acordo e convenção) são celebradas no âmbito administrativo, que podem recorrer a um mediador (DRT). DISSÍDIO OU ACORDO COLETIVO: Ocorrem por ocasiões da revisão salarial de cada categoria a que pertencem os empregados. As revisões partem da conversação entre empregador (Sindicato Patronal) e empregado (Sindicato da Classe). Quando do acordo entre as partes, o mesmo é formalizado e enviado ao TRT para homologação (Acordo Coletivo). Quando há dissidência entre as partes, fica o TRT responsável pela decisão, a esse fato denominamos: Dissídio. 5.7 RESCISÃO CONTRATUAL A rescisão pode ser caracterizada pelos motivos: por pedido de demissão, por dispensa sem justa causa, dispensa por justa causa e por termino de contrato. O aviso prévio é pago ao empregado que for mandado embora sem justa causa, podendo ser cumprido ou indenizado, para o aviso indenizado, o mesmo deve ser contado para integração no tempo de serviço do empregado. Se o empregado pedir demissão e não for cumprir o aviso prévio, o empregador tem o direito ao desconto. Mas é aconselhável tomar cuidado com esse tipo de desconto, pois o empregado deve assinar o aviso prévio de pedido de demissão, dizendo que está ciente do desconto por parte do empregador. A homologação da rescisão é feita pelo Sindicato da classe ou órgão do Ministério do Trabalho, no caso do empregado ter mais de doze meses de contrato de trabalho. Quando esse tempo for inferior a doze meses a rescisão é feita na própria empresa. Conceder ou receber o Aviso-Prévio. Dar baixa na Carteira de Trabalho, anotando a data do desligamento, número da Comunicação de Dispensa (Seguro Desemprego) caso demitido, alterações salariais, férias gozadas e ou recebidas, etc. Dar baixa na ficha ou livro de registro de empregados. Informar ao CAGED a movimentação do empregado. Solicitar extrato do FGTS ao banco depositário. Fornecer informe de rendimentos. Conceder a Comunicação de Dispensa - CD e o Seguro Desemprego. Exame médico demissional - 15 dias antecedentes ao desligamento.

5 5.8 FOLHA DE PAGAMENTO CONFECÇÃO Procedimentos: A folha de pagamento é a principal tarefa do departamento pessoal. Deve ser elaborada mensalmente e arquivada em lugar seguro para que se mantenha em bom estado. Pode ser solicitada a qualquer momento pela fiscalização do trabalho ou da previdência social. É documento confidencial e apenas os empregados do departamento pessoal devem ter acesso. Após a elaboração da folha de pagamento, devem ser processados os holerites individuais ou demonstrativos de pagamento. O pagamento dos salários deve ser feito até o quinto dia útil do mês seguinte, considerandose o sábado também como dia útil. A folha de pagamento é composta de vencimentos e descontos. As principais verbas de vencimentos são: Salário, Hora extra, Comissão, Adicional de Insalubridade, Adicional de Periculosidade, Adicional Noturno, DSR sobre variáveis e Salário família. As principais verbas de descontos são: INSS, IRRF, Contribuição Sindical, Faltas, Atrasos, DSR, Assistência medica, Vale refeição e Vale Transporte. Pagando o Adicional de Insalubridade Deve ser pago mensalmente aos empregados que trabalhem em condições insalubres acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego Art. 192 da C.L.T. Pagando o Adicional de Periculosidade Deve ser pago mensalmente aos empregados que trabalhem em condições ou atividades perigosas, que impliquem em contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado Art 193 da C.L.T Descontos Autorizados; artigo 462 da C.L.T determina que todos os descontos deverão ser autorizados expressamente pelo empregado. Exemplos: Vale Refeição, Vale Transporte, Assistência Medica, etc. Descontos Legais São aqueles previstos em Lei, e que, portanto, as empresas são obrigadas a efetuar o desconto do empregado. Exemplos: INSS, IRRF e contribuição Sindical. INSS Contribuição do Empregado As empresas estão obrigadas a descontar de seus empregados mensalmente, em folha de pagamento, a contribuição ao INSS de acordo com a tabela elaborada pela Previdência Social. Obs: Esta tabela tem seus valores reajustados anualmente. Para obter o valor base sobre o qual será aplicado o percentual previsto na tabela, as Leis 8.212/91 e 8.213/91 determinam quais serão as verbas consideradas. Para facilitar usamos a tabela de incidências. A este valor damos o nome de salário de contribuição. Este encargo vence no segundo dia útil do mês subseqüente a folha de pagamento e deve ser recolhido através da GPS (Guia da Previdência Social).

6 5.9 FORMA DE PAGAMENTO DE SALÁRIOS: SALÁRIO: Remuneração devida pelo empregador ao empregado, sendo inadmissível sua irredutibilidade. SALÁRIO MÍNIMO: Instituído pelo governo e nenhum empregado pode ganhar menos que um salário mínimo vigente. Mensal: É pago até o quinto dia útil do mês subseqüente ao trabalhado (considerando sábado, dia útil), é calculado e pago com base em trinta dias trabalhados, desconsiderando se o mês possui 28, 29 ou 31 dias. Quinzenal: É estabelecido com base nos quinze dias trabalhados, sendo pagos até o quinto dia da semana seguinte, ou seja dia 20. Salário Semanal: Tem como base a semana, é pago no quinto dia da semana seguinte. Salário Comissão: É calculado sobre a venda que o empregado intermediá, não sendo permitido por Lei que a soma dessas comissões sejam inferior ao salário mínimo ou menor que o piso salarial da categoria 5.10 SALÁRIO EXTRA A carga horária permitida por Lei é 7 horas e 33 minutos por dia e 44 horas semanais, salvo casos especiais previstos em Lei. Essa jornada pode ser acrescida de até duas horas diárias, mediante acordo por escrito entre empregado e empregador, não sendo permitida serem pagas com um percentual menor que 50% (cinqüenta por cento), sobre o valor da hora normal. Para o trabalho em dia de domingo e feriado o percentual da hora extra é 100% (cem por cento), em algumas convenções coletivas esse percentual também vigora para dias de trabalho já compensados ADICIONAIS: Adicional Noturno: Consideramos adicional noturno o período trabalhado entre as 22:00 e 05:00 da manhã, para trabalhadores urbanos, já para o trabalhador rural o horário noturno é considerado das 21:00 as 05:00 da manhã para aquele que trabalha na Lavoura. O empregado rural que trabalha na pecuária o horário noturno é das 20:00 as 04:00 da manhã. A duração da hora noturna para o trabalhador urbano é 52 minutos e 30 segundos. Para o trabalhador rural a hora noturna tem a mesma duração da hora diurna, ou seja, 60 minutos. Para o trabalhador urbano além da redução da hora normal, substitui o adicional noturno de pelo menos 20% (vinte por cento) sobre o valor da hora normal diurna. Para o trabalhador rural não existe a vantagem da redução da hora, em contrapartida, o adicional noturno é de pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) sobre o valor da hora normal diurna. Para o trabalhador que faz hora extra noturna, o calculo é efetuado sobre o valor da hora noturna. Adicional de Periculosidade: São consideradas atividades periculosas aquelas em que o empregado fica exposto a contato permanente com explosivos ou inflamáveis, em condições de risco acentuado. O empregado que trabalha em condições de periculosidade faz jus a um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário que percebe. Adicional de Insalubridade: São consideradas atividades insalubres, as atividades que por sua vez, expõem o empregado a agentes nocivos á saúde, acima dos limites de tolerâncias fixadas em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus

7 efeitos. O grau de insalubridade é classificado segundo as normas do M.T.E (Súmula 17 do T.S.T), dependendo do grau. Para grau Máximo o percentual é de 40% (quarenta por cento); Para grau médio o percentual é de 20% (vinte por cento); Para grau mínimo o percentual é de 10% (dez por cento); Todos calculados sobre o salário mínimo vigente INSS RECOLHIMENTO Os contribuintes individuais (empresários e autônomos) utilizavam a GPS para efetuar o recolhimento, mas com a implantação do conectividade social ficou mais fácil o recolhimento, o empresário pode fazer o pagamento do INSS juntamente com a folha de pagamento normal de seus empregados. Para o contribuinte individual ainda é permitido utilizar as regras anteriores. A empresa tem obrigação de manter a contabilidade em dia, não podendo exceder seis meses de atraso, por conta da fiscalização da previdência, manter em dia toda a documentação referente a pessoal para verificação, bem como folha de pagamento de empregados, sócios e pagamento a terceiros SEGURO DESEMPREGO O empregado tem direito ao beneficio concedido pelo governo quando tiver vínculo empregatício não inferior a seis meses, a empresa que demite o empregado sem justa causa, faz a liberação do FGTS pelo conectividade social e de posse do comprovante de recebimento do FGTS, o empregado junta com os demais documentos demissionais e dar entrada no beneficio junto ao M.T.E O valor da parcela a ser recebida é calculado de acordo com o salário do empregado dos últimos três meses, de acordo com o art. 8o da Resolução CODEFAT no 252 de 04/10/2000. A quantidade de parcelas é calculada de acordo com a quantidade de meses trabalhados no empregador atual e empregadores anteriores, em que o empregado não tenha auferido o beneficio. O seguro-desemprego tem o objetivo de proporcionar assistência financeira ao empregado demitido durante um certo período, a fim de que ele possa se orientar, se recolocar e se qualificar profissionalmente. Esse benefício será concedido por um período máximo variável de 3 a 5 meses, de forma contínua ou alternada, de acordo com o tempo que trabalhou na empresa em que foi demitido. O valor a ser recebido é baseado nas últimas remunerações recebidas pelo empregado, de acordo com o art. 8o da Resolução CODEFAT no 252 de 04/10/2000. Para receber esse seguro, o empregado não poderá estar recebendo outro tipo de benefício previdenciário e nem ser admitido num outro emprego. O requerimento deve ser feito a partir do 7o dia subsequente à rescisão, mediante entrega na Delegacia do Trabalho. FTGS O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço trata-se de uma indenização que o empregador deve pagar ao empregado demitido. Estão excluídos desse benefício somente os trabalhadores domésticos, eventuais, autônomos, servidores públicos civis e militares. Todos os demais trabalhadores, urbanos e rurais, têm esse direito garantido de acordo com o art. 3o da CLT.

8 O valor deve ser depositado na conta vinculada do empregado, juntamente com os depósitos feitos mensalmente, e os saldos são corrigidos monetariamente pelo Governo Federal em 3% ao ano. Os depósitos mensais devem ser feitos até o dia 7 do mês subsequente ao da competência devida. O recolhimento deve ser feito em guia própria (GFIP) pré-emitida mensalmente pela Caixa Econômica Federal, sempre em duas vias para que a primeira seja destinada ao banco depositário e a segunda fique com o empregador. Atualmente a contribuição do FGTS é de 8,5% sobre as verbas incidentes. Os resgates de complementos de atualização monetária deverão ser feitos mediante o preenchimento do Termo de Adesão na Caixa Eco- nômica Federal ou por meios eletrônicos ou magnéticos. A empresa poderá, via internet, efetuar adesões de todos os seus empregados e com isso facilitar os cálculos para pagamento. No caso de rescisão imotivada do Contrato de Trabalho, os valores devem ser devidamente corrigidos monetariamente e atualizados para cálculo da multa complementar de 50% do montante já depositado na conta vinculada dos empregados.

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