Cap. I Um Universo de Galáxias 11. Cap. II Vida e Morte das Estrelas 19. Cap. II O nosso Sistema Solar na Galáxia 27

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1 ÍNDICE Introdução 9 Cap. I Um Universo de Galáxias 11 Cap. II Vida e Morte das Estrelas 19 Cap. II O nosso Sistema Solar na Galáxia 27 Cap. IV A Terra no Centro do Mundo 41 Cap. V O Céu das Estações do Ano 61 Cap. VI Constituição e Manuseamento de Pequenos Telescópios 81 Apêndice A Medidas e Símbolos em Astronomia 97 Apêndice B As 88 Constelações 101 Apêndice C As 30 Estrelas Mais Brilhantes 105 Apêndice D Os Objectos Messier/NGC 109 Apêndice E Questões / Respostas 115 Bibliografia 133 Índice Remissivo 135

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3 Introdução OPRESENTE LIVRO PRETENDE SER UM AUXILIAR (simples) para quem deseje iniciar-se na observação do céu e no entendimento da natureza e constituição dos astros observáveis, à vista desarmada, com binóculos e com pequenos telescópios. Para além disso, destina-se a facilitar a compreensão das causas de alterações no aspecto da esfera celeste, ao longo de uma noite ou no decorrer do ano. Naturalmente, o objectivo de manter o (eventual) observador sempre ligado à posição que ocupa no cosmos a Terra obriga a recordar o Universo mais geral das galáxias e dos seus constituintes principais: as estrelas. Estes corpos celestes, que possuem características comuns, independentemente das massas e das idades respectivas, formam-se, evoluem e atingem a fase final das suas vidas segundo uma sequência geral de fenómenos a que o nosso Sol não pode escapar. Tal como muitos outros sistemas solares que existirão em cada galáxia, o nosso Sistema Solar possui um conjunto de planetas diferenciados nos seus tamanhos e nas suas composições. Um deles a Terra dada a sua posição relativamente à estrela de que depende e tendo em conta a massa de que se formou, proporcionou o aparecimento e evolução de

4 organismos e seres vivos, de que resultaram os observadores que agora se dedicam a contemplar outros astros. Para o observador terrestre, a Terra parece ocupar o centro do mundo, com tudo a girar à sua volta. A rotação do nosso planeta sugere a rotação diária da esfera celeste e o movimento em volta do Sol faz com que o céu observável ao longo do ano a uma determinada hora se vá alterando de forma regular. Se o presente trabalho transmitir ao leitor a tranquilidade indispensável à convivência com muitas dúvidas ainda existentes acerca do próprio Universo e, simultaneamente, lhe facilitar o entendimento da extraordinária pequenez do ser humano face à imensidão incomensurável do Cosmos, o autor considerará alcançado o objectivo principal deste trabalho. No entanto, a satisfação será ainda maior se, para além disso, tiver ajudado a tornar fácil a compreensão de (quase) todos os fenómenos e alterações que os nossos olhos podem observar no céu!

5 Cap. I Um Universo de Galáxias

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7 AVERIFICAÇÃO DE QUE AS GALÁXIAS SE AFASTAM umas das outras sugere a ideia de um Universo em expansão, tornando-se cada vez maior e com espaços progressivamente mais vazios entre esses aglomerados de milhares de milhões de estrelas. Apesar de, actualmente, não se saber se a expansão continuará indefinidamente ou se, pelo contrário, virá a conter-se para, depois, o Universo voltar a contrair-se, existem algumas hipóteses acerca das possibilidades de um ou outro facto vir a verificar-se. Por outro lado, é lícito perguntar-se, como era o Universo no passado? Na tentativa de obter resposta poderia imaginar-se que um hipotético filme da vida do Universo poderia ser posto a rodar "para trás" ou seja, em sentido inverso ao do curso do tempo. Assim, ver-se- -iam as galáxias cada vez mais próxi- Fig. 1 - O Universo em expansão ou em contracção

8 14 O Pequeno Livro da Astronomia mas umas das outras (Fig.1) até ficarem tão juntas a ponto de se poder considerar que toda a matéria constituía como que uma sopa de matéria e radiação. Em tal extremo de concentração, a pressão e a temperatura seriam de tal forma elevadas que originariam um fenómeno semelhante a uma grande explosão (Big Bang), Fig. 2. Fig. 2 - O Big Bang Embora muitas questões relacionadas com a formulação desta hipótese para o início do Universo permaneçam sem resposta, existem boas razões para aceitar que qualquer coisa de semelhante aconteceu.

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