RAIMUNDO WILANE DE FIGUEIREDO, FRANCO MARIA LAJOLO, RICARDO ELESBÃO ALVES, HELOÍSA ALMEIDA CUNHA FILGUEIRAS

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1 ALTERAÇÕES NA TEXTURA, PECTINAS E ENZIMAS PECTINOLÍTICAS DURANTE O DESENVOLVIMENTO E MATURAÇÃO DE PEDÚNCULOS DE CAJUEIRO ANÃO PRECOCE

2 RAIMUNDO WILANE DE FIGUEIREDO, FRANCO MARIA LAJOLO, RICARDO ELESBÃO ALVES, HELOÍSA ALMEIDA CUNHA FILGUEIRAS Embrapa Agroindústria Tropical, CP 3761, , Fortaleza, Ceará, Brasil

3 INTRODUÇÃO O crescimento do consumo de pedúnculos como fruto de mesa vem aumentando acentuadamente a cada safra no Brasil, tanto pela abertura de novos mercados como pela consolidação dos mercados tradicionais. As características físicas de frutos, notadamente a textura, são de técnicas de manuseio pós-colheita, assim como para boa aceitação do produto pelo consumidor. É largamente aceito que o amaciamento de frutos que acompanham o amadurecimento é essencialmente causado pela conservação de protopectinas insolúveis de alto peso molecular em pectinas solúveis em água. Essa mudança é proporcionada pela ação coordenada de enzimas hidrolíticas na parede celular e ocorre junto com as atividades fisiológicas e bioquímicas dentro da célula que convertem o fruto de um estado não comestível para um comestível. A atividade de enzimas pécticas, tem sido mostrada estar intimamente correlacionada com o aumento no amaciamento de muitos frutos e o simultâneo aumento das pectinas solúveis. A exemplo da maioria dos frutos estudados, a mais destacada mudança durante o amadurecimento do pedúnculo de caju está associada ao amaciamento da polpa, porém inexistem na literatura registros que incluam estes importantes aspectos, apesar da crescente demanda por este produto in natura.

4 MATERIAIS E MÉTODOS Os cajus (pedúnculos + castanha) avaliados neste trabalho foram colhidos em um cultivo comercial da Empresa Mossoró Agroindustrial S.A. MAISA, Mossoró RN, Brasil, submetido a irrigação. No laboratório, os cajus (pedúnculo + castanha) foram separados em sete estádios de desenvolvimento e maturação de acordo com a cor da casca do pedúnculo: 1 verde (castanha + pedúnculo), 2 verde com castanha seca, 3 verde claro, 4 início de cor amarelo, 5 laranja claro, 6 laranja, 7 laranja escuro. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2 x 6, com três repetições. O experimento foi conduzido em Delineamento Inteiramente Casualizado com sete tratamentos (estádios de maturação) e quatro repetições de cinco cajus. Os resultados foram submetidos a análise de variância e as médias comparadas através do teste de Tukey (5%). Após a determinação de textura, os pedúnculos foram cortados em secções iguais no sentido longitudinal, e acondicionados em sacos transparente de polietileno de baixa densidade (27,0 x 31,0 cm) com fecho hermético e armazenados em freezer a -20 C para as análises de pectinas (total e solúvel) e atividades das enzimas poligalacturonase (PG) e pectinametilesterase (PME).

5 RESULTADOS E DISCUSSÃO Fator Textura Pectina total Solubilidade de pectinas PME Pectina 0,900** total Solubilidade -0,828* -0,966** de pectinas PME -0,861** -0,851* 0,799* PG -0,817* -0,968** 0,997** 0,784* * e ** = F significativo ao nível de 5 e 1%, respectivamente.

6 CONCLUSÕES Paralelamente ao incremento em peso e tamanho, constatou-se uma diminuição da textura durante o desenvolvimento e maturação dos pedúnculos de caju. Por conseguinte, o amaciamento está intimamente associado ao amadurecimento, que atinge o seu ápice no estádio 7 ocasião em que o pedúnculo encontra-se completamente maduro. A atividade de PG mais alta resultou em maior solubilização de pectinas, muito embora a partir do estádio 4 não tenha sido detectada variação estatística significativa. As atividades da PME e PG correlacionaram-se entre si, com a textura e com a solubilização de pectinas.

7 Textura Pectina Total

8 Textura Pectina Total

9

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