PREVENÇÃO DE INFECÇÃO PRIMÁRIA DE CORRENTE SANGUÍNEA - IPCS

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1 1 de 6 Histórico de Revisão / Versões Data Versão/Revisões Descrição Autor 1.00 Proposta inicial EB, MS RESUMO As infecções primarias de corrente sanguínea (IPCS) estão entre as mais comumente relacionadas à assistência à saúde. As IPCS possuem uma importante associação com o aumento na mortalidade, a maior tempo de internação e a incrementos nos custos relacionados à assistência. A presença de dispositivos vasculares representa um grande fator de risco para aquisição de IPCS, por esta medidas como: colocação de cateteres somente quando há indicação clinica; adesão as medidas, recomendadas, durante a inserção e manuseio dos cateteres; retirada do cateter quando não mais indicação clinica; são ações de fundamental importância para a prevenção das IPCS. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO O Protocolo de Prevenção de Infecção de Corrente Sanguínea será aplicado a todos os pacientes com dispositivos vasculares. 1 CONDUTAS GERAIS PROFILAXIA Instalação: 1. Cateter venoso central: Na punção venosa central: seguir ordem de preferência de acesso subclávio > jugular > femoral. Fazer anti-sepsia rigorosa das mãos com solução anti-séptica degermante Clorexidina degermante 2% (ou PVPI caso o possua alergia à clorexidina) antes da inserção do cateter central. Utilizar paramentação completa (luvas estéreis, máscara, gorro ou touca, avental estéril e campo estéril), para passagem de acesso venoso central, cateter umbilical, PICC e flebotomias. Realizar anti-sepsia da pele do paciente, Clorexidina degermante 2% seguida pela clorexidina alcoólica 0,5%. Realizar o procedimento sob técnica asséptica, cobrindo toda a superfície corpórea do paciente com campos estéreis grandes. : Aprovação da Médica do :

2 2 de 6 Após o procedimento, ocluir o local de inserção com curativo simples de gaze estéril. Curativo transparente poroso pode ser colocado após 24 horas da inserção, se não houver extravasamento de sangue. 2. Cateter periférico: Na punção venosa periférica, dar preferência aos membros superiores, evitando locais de dobras cutâneas. Usar luvas de procedimento. Realizar fricção da pele com solução a base de álcool: álcool 70% ou clorexidina 0,5%. Sempre utilizar luvas de procedimento antes de qualquer manipulação do cateter. Realizar a degermação, previamente, da pele caso haja sujidade visível, antes da anti-sepsia com solução alcoólica. Remoção dos pêlos quando necessário. 2 - MANUTENÇÃO: Proteger o cateter durante o banho para não molhar ou outras situações em que o local de inserção do cateter possa estar exposto a fluidos ou secreções (ex.: durante aspiração das vias aéreas, quando paciente estiver intubado). Administrar NPP por cateter de lúmen único, exclusivo para esse fim. Se utilizado cateter de múltiplos lumens, reservar a via mais longa (distal). Troca de curativo: Trocar sempre que estiver úmido, sujo ou solto. Trocar a cada 7 dias, quando utilizado filme transparente, ou 24 horas, quando for usado gaze e micropore (cateter venoso central). Higienizar as mãos antes de troca do curativo. Usar luvas de procedimento. Usar técnica asséptica. Realizar inspeção e antissepsia do local de inserção a cada troca. Limpar o local com clorexidina alcoólica e ocluir com curativo. Na troca da cobertura atentar para que não haja deslocamento do cateter. Acessos vasculares devem ter sua permeabilidade mantida com cloreto de sódio 0,9% antes e após o uso para promover e manter o fluxo, além de prevenir a mistura de medicamentos e soluções. : Aprovação da Médica do :

3 3 de 6 Remoção do cateter (central ou periférico): Retira-lo quando não houver mais indicação clinica. Todo cateter intravascular dever ser trocado na suspeita de infecção associada ao cateter (como eritema > 2 cm de diâmetro, calor e secreção purulenta); Trocar todo cateter com mau funcionamento ou obstrução; Trocar o cateter venoso periférico a cada 72 horas, ou antes se houver sinais de infecção no local de inserção. Em pacientes pediátricos ou de difícil acesso o cateter poderá permanecer por maior tempo desde que não tenha sinas flogísticos; Quando o paciente queixar-se de dor ou desconforto no local de inserção do cateter, que não esteja relacionado a outra causa. Observações: Ao se administrar líquidos e sistema de infusão: Anti-sepsia com álcool 70% ao abrir frascos de soro e de medicamentos; Atentar para turvação, fendas e perfurações, vedação e perda de vácuo, data de validade; Manter o sistema de infusão sempre fechado; Administrar medicações em local próprio, injetor lateral, com anti-sepsia prévia das conexões com álcool a 70%; Trocar equipos simples, buretas, extensões, e outros dispositivos de acordo com a rotina de troca de cada dispositivo. (ver POP Rotina de troca de dispositivos Descartáveis) Sempre que houver refluxo de sangue, no caso de infusões intermitentes, como antimicrobianos, sangue e hemoderivados, trocar imediatamente o sistema de infusão. Coleta de hemocultura em casos suspeitos de infecção de corrente sanguínea: Sempre colher um par de hemocultura (aeróbio e anaeróbio) de sítios diferentes não ultrapassando o intervalo de 15 minutos. Usando técnica asséptica. (ver POP coleta de hemocultura) Coletar o sangue preferencialmente antes do inicio da antibioticoterapia ou uma hora após o termino da mesma. Enviar 5 cm da ponta do cateter caso suspeite que a infecção esteja relacionada ao cateter central, junto com 1 amostra de hemocultura periférica. : Aprovação da Médica do :

4 4 de 6 3 DE PREVENÇÃO DE IPCS Protocolo de Terapia Intravenossap Inicio Tipo de acesso Central PVC Medicamentos irritantes e vesicantes -NPP ( alta osmolaridade; -Drogas vasoativas; -Dificuldade de acesso periferico Periférico - Reposição de líquidos -Reposição de eletrólitos - Administração de fármacos Duplo lúmem Tipo de cateter -Administração de várias drogas - Monitorização hemodinâmica - Necessida de via exclusiva. Mono -Dificuldade acesso periférico - NPP alta osmolaridade. Enfermagem Inserção -Membros superiores,local mais distal do braço -Membro não dominante - Cateter nº 22 de preferência -Antissepsia com Swab álcool 70% Define local de inserção 1º Subclávia 2º Julgular 3º Inguinal Inserção -Lavagem das mãos -Paramentação -Antissepsia da pele com clorexidina degermante2% e clorexidina alcoólica 0,5% - Realizar curativo com gaze e micropore -Reavaliação diária,necessidade do cateter. Enfermagem / Enfermagem Monitoramento: - Lavagem das mão antes de manipular -Antissepsia com Swab alcóol 70% antes da administração de medicamento -Troca dos dispositivos há cada 72hs (torneirinhas,equipos e polifix ),no caso de medicamentos intermitente e NPP os equipos devem ser trocados a cada frasco; -Avaliação do local de inserção diária. - / Enfermagem Retirada -Substituição por terapia VO -Término da terapia Monitoramento -Realizar curativo com filme transparente,24 hs após inserção do cateter; - Antissepsia com Swab alcóol 70%antes da administração de medicamentos; -Troca dos dispositivos há cada 72hs (torneirinhas,equipos e polifix ),no caso de medicamentos intermitente e NPP os equipos devem ser trocados a cada frasco; -Avaliação do local de inserção diária. Retirada Não necessidade de: -Controlar PVC - Uso de medicamentos irritantes ou vesicantes -Uso de NPP (alta osmolaridade) - Drogas vasoativas Fim EDUCAÇÃO AO PACIENTE : Aprovação da Médica do :

5 5 de 6 Orientar o paciente a relatar qualquer dor ou desconforto que possa sentir durante a permanência do cateter, principalmente durante a infusão de medicamentos. EXECUTOR Equipe de Enfermagem, Médica, Fisioterapia. REFERENCIAS Orientações para Prevenção de Infecção Primária de Corrente Sanguínea. ANVISA, Manual para Prevenção das Infecções Hospitalares, HU-USP. São Paulo, DISTRIBUIÇÃO Todas as unidades assistenciais. : Aprovação da Médica do :

6 6 de Assinaturas Elaboração Aprovação Gerente de Monitoramento

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