Estruturas de Gerenciamento de Riscos e Comitê Regulatório de Gerenciamento de Riscos

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1 Estruturas de Gerenciamento de Riscos e Comitê Regulatório de Gerenciamento de Riscos

2 1. Definição de Risco Operacional Gerenciamento de Risco Operacional De acordo com a Resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional) nº 4.557/2017, define-se como risco operacional a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos, incluindo o risco legal associado à inadequação ou deficiência em contratos firmados pela instituição, bem como a sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais e a indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela instituição. 2. Estrutura e Monitoramento de Risco Operacional A INTL FCStone conta com uma área de Risco Operacional a qual é encarregada pelo gerenciamento do risco operacional da Instituição. O reporte funcional é independente e realizado para o time global de gerenciamento de risco operacional baseado no Kansas e, na INTL FCStone no Brasil a área reporta-se ao CRO local. A área de gerenciamento de risco operacional exerce uma função distinta da Auditoria Interna e atua de forma independente das áreas de Negócios. Não obstante, outras áreas Auditoria Interna, Controles Internos, Compliance e Legal (área Jurídica), também contribuem no Gerenciamento do Risco Operacional através de suas atividades. A estrutura de gestão de riscos e controles da INTL FCStone prevê um ciclo de acompanhamento de riscos e controles que incluem a identificação, avaliação, monitoramento, mitigação e reporte. Este processo visa garantir a qualidade do ambiente de controles internos e garante a aderência às diretrizes locais e globais e regulamentação local vigente. 2.1 Identificação de Riscos A identificação dos riscos visa garantir a Diretoria que os principais riscos sejam de ciência de todos os envolvidos e responsáveis. As fontes de identificação estão no mapeamento dos processos (políticas, manuais procedimentos, matrizes de riscos locais e globais), análise de produtos e serviços e levantamentos em geral. 2.2 Avaliação de Riscos Após a identificação os riscos devem ser avaliados e aprovados pelas alçados competentes. Em complemento, para os riscos não aceitos pela instituição, plano de ação são elaborados e acompanhados. 2.3 Monitoramento de Riscos O monitoramento dos riscos é realizado através da criação de indicadores de riscos em linha com os principais riscos identificados pela matriz. Em complemento, são realizados testes de controles internos trimestrais que avaliam os testes previamente entendidos como críticos para a Instituição.

3 2.4 Mitigação de Riscos A mitigação de riscos ocorre a partir do momento em que os riscos a que a Instituição incorre são reconhecidos e monitorados. A mitigação de riscos ocorre através da implementação de planos de ação a minimização ou extinção do impacto destes riscos na Instituição. 2.5 Reporte de Riscos A etapa de reporte assegura que todos o processo de gestão de riscos e controles seja divulgado à Administração. A divulgação ocorre em forma de warnings, comitês, relatórios de gerenciamento de risco operacional e reuniões tempestivas de acompanhamento. 3. Comunicação A Comunicação de falhas e pontos de melhoria é realizada através de comitê e anualmente é elaborado o relatório de Gerenciamento de Risco Operacional. Este relatório descreve a estrutura de gerenciamento de risco operacional, processos, ferramentas, resultados da avaliação dos controles, identificação, avaliação, monitoramento e mitigação dos eventos de risco operacional. O Relatório de Gerenciamento de Risco operacional é aprovado pelo Comitê Regulatório de Gerenciamento de Riscos. Em complemento, periodicamente, são realizados treinamentos de novos funcionários, treinamentos de risco operacional e warningns são enviados a todos os funcionários garantido a comunicação eficaz com todas as áreas. 1. Definição do Risco de Crédito Gerenciamento de Risco de Crédito De acordo com a Resolução do CMN nº 4.557/2017, define-se o risco de crédito é definido como a possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao não cumprimento pelo tomador ou contraparte de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, à desvalorização de contrato de crédito decorrente de deteriorações na classificação de risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas nas negociações e aos custos de recuperação. 2. Estrutura e Monitoramento do Risco de Crédito O Grupo INTL FCStone possui um processo de avaliação e acompanhamento de risco de crédito que é de responsabilidade do RMD (Risk Management Department ou Departamento de Gerenciamento de Risco) o qual dedica-se globalmente a todos os componentes de risco do Grupo INTL FCStone. O processo de aprovação de risco de crédito pode acontecer dentro do departamento RMD ou, em caso de exceções, através do RMC (Risk Management Committee ou Comitê de Gerenciamento de Riscos). Dentro do processo de crédito da INTL FCStone, a aprovação e acompanhamento ocorrem em conformidade com as políticas de créditos aprovadas pelo RMC. O RMD utiliza um processo desenvolvido internamente de pontuação de score de crédito. As pontuações de crédito interno correlacionam-se com os limites de crédito interno para cada contraparte. Para se qualificar para um limite de crédito, informações do cliente são avaliadas

4 através de um modelo de pontuação de crédito interno (CCM) usando fatores quantitativos e qualitativos (incluindo demonstrações financeiras, histórico de pagamentos, ratings de crédito da agência e fatores proprietários). O limite de crédito fornecido a um cliente é dependente de sua pontuação de crédito, as receitas e patrimônio líquido total. A avaliação da contraparte ocorre em conformidade com as regras estabelecidas pelo RMD e de acordo com as diretrizes da instituição. Cabe ao RMD acompanhar toda a exposição de risco do grupo incluindo exposição de risco de crédito. O RMC é composto de membros da organização indicados pelos diretores e se reúne mensalmente para discutir todos os aspectos de risco, inclusive risco de crédito. Em várias situações, o processo de aprovação de crédito é feito dentro do RMC. As operações de câmbio desenvolvidas pela INTL FCStone não originam nenhuma situação que envolva risco de crédito. Em ambos os casos as liquidações de câmbio são realizadas através dos pagamentos as contrapartes somente após as confirmações dos recebimentos dos recursos equivalentes no Brasil ou no exterior. 1. Definição do Risco de Liquidez Gerenciamento de Risco de Liquidez De acordo com a Resolução do CMN nº 4.557/2017, define-se o risco de liquidez como: I - A possibilidade de a instituição não ser capaz de honrar eficientemente suas obrigações esperadas e inesperadas, correntes e futuras, inclusive as decorrentes de vinculação de garantias, sem afetar suas operações diárias e sem incorrer em perdas significativas; e II - A possibilidade de a instituição não conseguir negociar a preço de mercado uma posição, devido ao seu tamanho elevado em relação ao volume normalmente transacionado ou em razão de alguma descontinuidade no mercado. 2. Estrutura e Monitoramento do Risco de Liquidez O gerenciamento do risco de liquidez da INTL FCStone visa assegurar a eficiência na gestão do capital e garantir sua capacidade de pagamento, monitorando diariamente a projeção de fluxos de caixa e seus descasamentos, monitorando cenários de stress, atuando dentro dos limites estabelecidos internamente e dos requerimentos regulatórios. Atuando com um modelo de negócios simplificado e consistente, a INTL FCStone possui uma unidade segregada da área de negócios e auditoria interna que é responsável pela identificação, mensuração, gerenciamento do risco de liquidez e sua aplicação, além de possuir autoridade para executar medidas que garantam os níveis adequados de liquidez. O atual modelo de negócios com reduzido nível de complexidade permite a aplicação de controles de monitorando e elaboração de projeção de fluxos de caixa e seus descasamentos por meio de relatórios de contas bancárias e relatórios sistêmicos. A Instituição utiliza ferramenta sistêmica a qual possui importante papel no auxílio ao gerenciamento do risco de liquidez. A Estrutura Global de Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone possui políticas, procedimentos e sistemas para monitoramento de cenários de stress de liquidez e limites corporativos.

5 1. Definição do Risco de Mercado Gerenciamento de Risco de Mercado De acordo com a Resolução do CMN nº 4.557/2017, define-se como risco de mercado a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições detidas por uma instituição financeira. A definição inclui os riscos das operações sujeitas à variação cambial, das taxas de juros, dos preços de ações e dos preços de mercadorias (commodities). 2. Estrutura e Monitoramento do Risco de Mercado Localmente, a INTL FCStone não possui carteira proprietária, em caso de mudança da estratégia, os controles já aplicados globalmente serão implementados no Brasil. O processo de avaliação e acompanhamento de risco de mercado é de responsabilidade do RMD e da área local de gerenciamento de riscos que se dedicam aos componentes de risco do Grupo INTL FCStone. As políticas de risco de mercado da empresa, limites e procedimentos associados são aprovadas pelo RMC globalmente e localmente pelo Comitê Regulatório de Gerenciamento de Riscos. A estrutura de gerenciamento compreende papéis e responsabilidades, organização e processos, metodologias e ferramentas, sistemas e infraestrutura. Dentre as responsabilidades da área de gerenciamento de risco de mercado destacam-se: Monitoramento e análise das posições aos fatores de risco; Controle e monitoramento do risco de liquidez; Assegurar que posições estão de acordo com limites estabelecidos e aprovados internamente; Assegurar que os procedimentos internos estão de acordo com as políticas globais de risco de mercado definido pela matriz e requerimentos locais; Análise prévia aos fatores de risco de novas operações/produtos; Elaboração e envio dos relatórios regulatórios referentes a risco de mercado; Elaboração e revisão da documentação das políticas e procedimentos da área de risco de mercado. A Estrutura Global de Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone possui políticas, procedimentos e sistemas para monitoramento do risco de mercado. 1. Definição de Gestão de Capital Gestão de Capital De acordo com a Resolução do CMN nº 4.557/2017, o gerenciamento de capital é definido como o processo contínuo de monitoramento e controle do capital mantido pela instituição, a avaliação da necessidade de capital para fazer face aos riscos a que a instituição está sujeita e o planejamento de metas e de necessidade de capital, considerando os objetivos estratégicos da instituição. No gerenciamento de capital a instituição deverá adotar postura prospectiva, antecipando a necessidade de capital decorrente de possíveis mudanças nas condições de mercado.

6 2. Estrutura de Gestão de Capital A estrutura de gerenciamento de capital visa atender determinações dos órgãos reguladores adotando mecanismos que possibilitam a identificação e avaliação dos riscos incorridos inclusive naqueles não coberto pelo PR (Patrimônio de Referência) assegurando um nível de capital compatível com os riscos incorridos pela instituição. A Política de Gestão de capital possui as diretrizes a serem seguidas e a área Finanças e a área de Riscos localmente são responsáveis pela gestão de capital garantindo um nível adequado a partir das perspectivas econômicas, regulatórias e diretrizes tais como: Apuração das parcelas dos riscos inerentes às instituições financeiras do grupo nos termos da Resolução CMN nº 4.280/2013; Apuração do índice de Basiléia; Identificar e avaliar riscos relevantes incorridos pela instituição; Avaliar potenciais impactos causados por eventos e condições de estresse de mercado, inclusive possíveis impactos no capital oriundos dos riscos associados às demais empresas integrantes do conglomerado econômico financeiro, caso aplicável; Apresentar à Diretoria Executiva os resultados das análises que possam indicar a necessidade de adequação do capital; Monitorar ações dos gestores para adequação de riscos incorridos. 3. Descrição do Módulo Basileia O módulo de Basileia do sistema internamente utilizado tem a finalidade principal de apurar os Ativos Ponderados pelo Risco (RWA) e o Patrimônio de Referência (PR) e gerar demonstrativos exigidos pelo Banco Central (DDR, DRM e DLO). O sistema permite o processamento independente das parcelas referentes ao risco de crédito RWACPAD), risco operacional (RWAOPAD) e ao risco de mercado (RWAMPAD: CAM, JUR, COM, ACS), conforme circulares relacionadas à Resolução CMN nº 4.193/2013 correspondentes às parcelas: RWAJUR1, RWAJUR2, RWAJUR3, RWAJUR4 RWAACS, RWACOM, RWACAM, RWACPAD, RWAOPAD. Além dos cálculos exigidos pelos normativos, permite análises gerenciais como: Concentração das operações por empresas, unidades de negócio, clientes etc; Verificação do custo da alocação de capital em diversas visões: fatores de risco, Unidades de negócio, produtos etc; Consulta de dados históricos; Batimentos contábeis conforme regras do Banco Central do Brasil; Permite auditoria dos cálculos. Entre as funcionalidades e relatórios disponíveis no sistema destacam-se: Cálculo do PR Patrimônio de Referência; Demonstrativos DRM (Demonstrativo de Risco de Mercado); DDR (Demonstrativo Diário de Risco); DLO (Demonstrativo de Limites Operacionais). 4. Plano de Contingência de Liquidez

7 Buscando gerenciar de forma prospectiva o Risco de Liquidez a INTL FCStone estabeleceu um plano de contingência de liquidez que visa elencar as ações que podem ser tomadas em caso de crise sistêmica de liquidez. Risco Socioambiental A INTL FCStone seguindo a regulamentação vigente e de acordo com as melhores práticas de mercado implementou uma Política de Responsabilidade Socioambiental a qual aborda as diretrizes do gerenciamento do risco socioambiental, critérios considerados de exclusão, assim como a governança e o papel das áreas no gerenciamento do risco socioambiental. Comitê Regulatórios de Gerenciamento de Riscos A INTL FCStone possui um Comitê Regulatório de Gerenciamento de Riscos o qual aborda assuntos ligados ao gerenciamento de riscos de Crédito, Mercado, Liquidez, Operacional e Gestão de Capital. De acordo com requerimento Regulatório Resolução 4.557/2017 do Conselho Monetário Nacional, o comitê possui as seguintes diretrizes: 1. Membros Diretor Presidente; Diretor Operacional, Financeiro e Riscos; Diretora de Legal & Compliance; Diretor Comercial; Coordenadora da área de Riscos; Diretora Global de Riscos. 1.1 Convidados Head da Consultoria; Coordenador da área de BM&F; Coordenador de TI e Continuidade; Coordenador da área de TI e Sistemas; Head da área de Operações; Coordenador da área de Câmbio; Gerente de Crédito. 1.2 Organização Presidente do Comitê; Vice-Presidente do Comitê; Secretária. 2. Frequência As reuniões do Comitê Regulatório de Gerenciamento de Riscos possuem frequência, no mínimo, semestral e/ou quando solicitado. 3. Quorum O comitê possui poder de decisão se atingir o quórum mínimo de 50% (cinquenta por cento) dos participantes e convidados. 4. Responsabilidades

8 Este comitê tem foco no gerenciamento de riscos da Instituição e possui como principais objetivos: Aprovação da Política e Procedimentos de Gerenciamento de Risco Operacional; Aprovação do Relatório de Gerenciamento de Risco Operacional (Circular BACEN nº 3.380/2006); Assuntos relacionados a Gestão de Crise; Análise do andamento das atividades de Risco Operacional de acordo com cronograma pré-estabelecido; Debate sobre os riscos com classificação alta e seus controles; Quando necessário, análise dos incidentes de risco operacional, perdas operacionais e deliberação sobre o plano de ação; Apresentação dos resultados dos testes de contingência; Revisar e aprovar Política de Gerenciamento de Risco de Mercado e atividades ligadas ao gerenciamento do risco de mercado; Revisar e aprovar a Política de Gerenciamento de Risco de Liquidez e atividades ligadas ao gerenciamento do risco de Liquidez; Revisar e aprovar a Política de Gerenciamento do Risco de Crédito e atividades ligadas ao gerenciamento do risco de crédito; Revisar e aprovar da Política de Gestão de Capital conforme Resolução CMN 3.988/2011 e atividades ligadas ao gerenciamento da gestão de capital; Aprovação do Plano de capital. 5. Ata da reunião A secretária da reunião é incumbida de formular ata da reunião com as conclusões e decisões tomadas. Após a reunião a ata será circulada entre os participantes e arquivada. São Paulo, 20 de junho de 2017.

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