Solange David. Vice-presidente do conselho de administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)

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1 Solange David Vice-presidente do conselho de administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)

2 Contribuição das energias renováveis para a mitigação de GEE: oportunidades e desafios para o setor privado Evento Anual do Programa Brasileiro GHG Protocol 10/08/2017 Solange David Vice-presidente do Conselho de Administração

3 Agenda CCEE: a operadora do mercado de energia elétrica no Brasil As energias renováveis no mercado mecanismos adotados no Brasil Geração Distribuída Considerações finais

4 CÂMARA DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA - CCEE

5 Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE Criada em 1999, a CCEE é a operadora do mercado brasileiro de energia elétrica Instituição privada e sem fins lucrativos, tem como associadas todas as empresas que atuam na comercialização de energia no Brasil Principais atribuições Registro dos contratos de compra e venda Inclusive contratos do mercado livre, como energia renovável Coleta de medição (geração/ consumo) Verificação da geração renovável e consumo das empresas do mercado livre Divulgação de informações e resultados Capacitação e Treinamentos Gestão das Contas Setoriais Contabilizações e liquidações financeiras Cálculo do PLD

6 Número de associados da CCEE 6620 Participação Classe jul/17 [%] dez/16 [%] Gerador a Título de Serviço Público 42 0,6% 42 0,7% Gerador Autoprodutor 65 1,0% 63 1,1% Distribuidor 47 0,7% 50 0,9% Comercializador 205 3,4% 191 3,4% Gerador Produtor Independente ,4% ,1% Consumidor Especial ,1% ,5% Consumidor Livre ,1% ,4% Total ,0% % Última posição: jul/17 Mercado: negociação de energia RENOVÁVEL - incentivada Produtores independentes Consumidores especiais

7 Grandes números da CCEE agentes crescimento de 17% em 2017 (julho/17) contratos registrados na CCEE, sendo no mercado livre e de consumidores especiais (maio/17) R$ 15,8 bilhões Liquidações do MCP, Cotas de Garantia Física, Cotas de Angra, MCSD e Energia de Reserva (jan-jun 2017) contabilizados 9,15 bi 3,03 bi 1,55 bi 551 mi 1,59 bi (MCP) (Cotas de Garantia Física) (Cotas de Angra) (MCSD) (Energia de Reserva)

8 Crescimento recorde do Mercado Livre Consumidores Especiais Adquirentes de energia renovável 25X mais migrações Adesões por mês em Adesões por mês em Adesões por mês em JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL 108 Consumidor Especial Consumidor Livre

9 Parceria CCEE nas certificações verificação da medição da geração Selo de Energias Renováveis Parceria com Abeeólica, Abragel e o Instituto Totum: Certificados e selos para empresas que geram ou consomem energia de fontes renováveis Cada certificado equivale a 1 MWh de energia produzida comprovadamente a partir dessas fontes Selo Solar Parceria com Instituto Ideal O selo é concedido para empresas, instituições públicas e privadas e proprietários de edificações que consumam um valor mínimo anual de eletricidade solar Selo Verde Parceria com a ÚNICA e Abraceel Certificado que atesta que pelo menos 20% da energia elétrica consumida pelas empresas são produzidos de forma sustentável

10 MECANISMOS DE MERCADO PARA A EXPANSÃO DA MATRIZ E DAS FONTES RENOVÁVEIS

11 Comercialização de Energia Renovável - Possibilidades Gerador de energia renovável Acréscimo: PROINFA / Eletrobras (MDL) Mercado regulado ACR ou Energia de Reserva Mercado livre ACL Geração Distribuída Leilões específicos Energia reserva: também para consumidor do mercado livre Outros geradores Comercializadores Consumidores livres e especiais (fonte incentivada*) *Desconto TUSD / TUST) REN ANEEL 482/2012 e REN 687/2015 ProGD / MME Desenho para viabilizar a inclusão no ACL / CCEE Quem define os leilões: Ministério de Minas e Energia

12 Participação nos Leilões por fonte Fonte: CCEE, Info Leilão Dinâmico Atualização junho/2017.

13 Contratação de energia elétrica no Brasil Expansão da matriz Fonte: CCEE, Info Leilão Dinâmico Atualização preços IPCA junho/2017.

14 Preço médio leilões de energia elétrica Fonte: CCEE, Info Leilão Dinâmico Atualização pelo IPCA junho/2017.

15 Mercado livre de energia elétrica Duração dos contratos de compra de consumidores livres e especiais Entre 1 e 2 anos 9,1% 645 Menos de 1 ano 2,4% Fonte: InfoMercado Semanal Dinâmico Acima de 12 anos 22,3% Entre 2 e 4 anos 16,3% % dos contratos tem prazos acima de 4 anos Entre 10 e 12 anos 3,2% Entre 8 e 10 anos 9,0% Entre 4 e 6 anos 29,7% Dados prévios de julho de 2017 em MW médios 555 Entre 6 e 8 anos 7,9%

16 ENERGIA INCENTIVADA CONTABILIZAÇÃO NA CCEE

17 Energia Incentivada Renovável Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) Cogeração qualificada com requisitos mínimos de racionalidade energética (REN Aneel 235/2016) Centrais eólicas com potência injetada menor ou igual a 30 MW Centrais solares com potência injetada menor ou igual a 30 MW Usina térmica a biomassa com potência injetada menor ou igual a 30 MW Direito aos descontos nas Tarifas de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) ou Transmissão (TUST) Valores de 50%, 80% ou 100% de desconto na tarifa fio, conforme estipulado pela Aneel Em geral, tem maior preço em relação à Energia Convencional (sem desconto)

18 Tipos de contratos de energia incentivada Tarifa de Uso dos Sistemas de Transmissão TUST Tarifa de Uso dos Sistema de Distribuição - TUSD i5 i8 i1 Desconto de 50% a partir do 11º ano de operação da usina solar e para projetos que começarem a operar a partir de 1/1/2018 Desconto de 50% de usinas eólicas, biomassa e cogeração qualificada Desconto de 80% na TUST e na TUSD para usinas solares que entrarem em operação até 31/12/2017 Desconto de 100% para usinas (sem especificação da fonte) que entraram em operação antes de dezembro de 2003 (outorgas emitidas pela Aneel) Desconto de 100% para usinas que utilizam resíduos urbanos (biogás) Montantes de contratos de compra de energia incentivada (dados de maio/17) i MW médios i8 2,8 MW médios i1 349 MW médios

19 Geração (MW médios) e capacidade instalada (MW) por fonte (dados de maio/17) (MW médios) (MW) (MW médios) (MW) (MW médios) (MW) (MW médios) (MW) TOTAL (MW médios) e (MW) (MW médios) (MW) Eólica Hidráulica PCH e CGH Biomassa Solar Térmicas Geração solar / fotovoltaica ainda é incipiente 2 (MW médios) 138 (MW)

20 Geração Distribuída

21 Geração Distribuída Sistema de Compensação de Energia A Resolução Normativa ANEEL 482/2012 estabelece condições gerais para a conexão à rede da microgeração e minigeração distribuída e cria o Sistema de Compensação de Energia Geração > Consumo = Excedente na rede Créditos (abatimento do consumo) Geração < Consumo = Utiliza energia da rede

22 ProGD Portaria 538/2015 assinada pelo Ministério de Minas e Energia Institui o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica em dez/15, com participação da CCEE no grupo de trabalho do Programa Incentiva a expansão da geração distribuída de energia elétrica com fontes renováveis em residências, instalações industriais e comerciais, escolas técnicas e universidades federais, hospitais e edifícios públicos Tendência mundial, vem sendo considerada uma importante forma de expansão e diversificação da oferta de energia POTENCIAL ATÉ 2030 R$ 100 bi de investimento Fonte: MME (ProGD) 2,7 milhões MW de consumidores de energia limpa e renovável poderão ter energia gerada diretamente

23 Proposta de Geração Distribuída no mercado Distribuidora (comercialização no varejo) CCEE (comercialização no atacado) 1) Vendas de excedentes para os comercializadores são registradas junto à distribuidora local. Comercializador 1 Contratos no ACL Comercializador 2 Contratos no ACL 2) Coleta da medição dos excedentes de mini e microgeração, com sistema de medição atual. 3) Agregação da medição de acordo com as negociações de venda de excedentes dos consumidores para cada comercializador serviços remunerados 4) Dados agregados são transferidos para a CCEE, representando a geração das usinas virtuais de cada comercializador. 5) Energia é negociada normalmente no ACL por meio de contratos de venda, de acordo com a regulação vigente.

24 Considerações Finais

25 Considerações Finais 1. Setor elétrico revisão Consulta Pública 33 Ministério de Minas e Energia 2. Gerador / investidor energia incentivada possibilidades de negócio: ACR - leilões e contratos de longo prazo ACL - leilões privados e contratos Energia de reserva consumo do ACR e do ACL 3. Consumidor ACR decisão por parte da distribuidora / Ministério de Minas e Energia ACL escolha do consumidor - produto com menor impacto ambiental 4. Incentivos setoriais: descontos na rede (TUSD e TUST), leilões específicos, Reidi e financiabilidade (BNDES contata CCEE / cessão de recebíveis) 5. Políticas de subsídios das fontes de energia renovável em discussão pelo Ministério de Minas e Energia (Consulta Pública 33) 6. Geração solar / fotovoltaica - avanços da geração distribuída / compensação do consumo. Proposta para excedentes no mercado.

26 Conheça nossas páginas na internet ccee.org.br Site oficial com notícias, documentos e informações de mercado linkedin.com/company/ Conheça nossa página corporativa! slideshare.net/cceeoficial Acervo de apresentações da CCEE em conferências em geral vimeo.com/ccee Reúne vídeos institucionais e eventos gravados pela instituição

27 APOIO Comercialização de Energia

28 Estabelecido Estabelecido Preço Preço Tipo de Contrato Tipo de Contrato Contratação Contratação Funcionamento do Mercado Mercado regulado (cativo) Mercado livre Realizada por meio de leilões de energia promovidos pela CCEE, sob delegação da Aneel Livre negociação entre os compradores e vendedores Regulado pela Aneel, denominado Contrato de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (CCEAR) Acordo livremente estabelecido entre as partes Preço estabelecido no leilão Preço negociado entre comprador e vendedor Gerador, autoprodutor, distribuidor e comercializador*. (Negocia energia somente nos leilões de energia existente) Gerador, autoprodutor, comercializador, consumidores livres e especiais

29 Mercado Regulado Geradores Distribuidoras Consumidores Cativos Contrato Regulado Tarifa regulada Como identificar a contratação da energia renovável? Contratos Proinfa Contratos de Energia de Reserva Gestão das distribuidoras

30 Mercado Livre Comercializador Geradores Consumidor Livre / Especial Negociação bilateral Gestão do consumidor Contratos - preços e condições livremente negociados Agentes registram mensalmente volumes contratuais de energia na CCEE

31 Consumidor Especial x Consumidor Livre Requisitos básicos para participar: Demanda mínima de 500 kw (com a possibilidade de união de cargas) Tensão mínima de 2,3 kv Proposta de redução gradual dos requisitos e, a partir de 2018, exigência de representação na CCEE para demandas até 1MW Consumidor Especial Demanda contratada entre 500 kw e kw (unidades somadas) Consumidor Livre Demanda contratada maior ou igual a kw Atendimento em média ou alta tensão (mínima de 2,3 kv) Ligado após Ligado antes Energia de fontes incentivadas Tensão 69kV Eólicas PCH Biomassa Solar Qualquer fonte de energia

32 Comercializador Varejista Vantagens Gestão eficiente Menor custo operacional Tratamento adequado ao porte (Itaipu x Pequeno Empreendedor)

33 Raio-X da atuação dos Varejistas 6empresas habilitadas Comerc Power CPFL Brasil Varejista EKCE (Elektro) Copel COM EDP C Mega Watt 4empresas em processo de habilitação Safira Nova Energia ArcelorMittal Brookfield

34 Proposta de Geração Distribuída no mercado Impulsiona novos modelos de negócios, de modo a facilitar o financiamento dos projetos, além de gerar benefícios sociais e para a indústria nacional Empreendedores especializados - viabilização do projeto por meio da combinação de atendimento ao consumidor e venda de excedentes Investidores parceiros Aluguel de telhados Comunidades elétricas Promover o desenvolvimento da micro e minigeração baseado na competitividade dos projetos, sem subsídios oficiais ou encarecimento das tarifas dos demais consumidores

35 Regra para 2017 Combinações de tipos de energia Característica da Usina: Limite para comercialização de Energia Especial Fonte Data de Autorização / Participação em Leilão** Montante de Uso do Sistema de Distribuição ou Transmissão (MUSD/MUST)* Solar Anterior a 2016 Após 2016 Incentivada Especial Convencional Especial Incentivada Especial Convencional Não Especial Incentivada Não Especial Convencional Não Especial Eólica Anterior a 2016 Após 2016 Incentivada Especial Convencional Especial Incentivada Especial Convencional Não Especial Incentivada Não Especial Convencional Não Especial Biomassa Hidráulica* Anterior a 2016 Após 2016 Anterior a 2016 Após 2016 Incentivada Especial Incentivada Especial (parcial) Convencional Não Especial Incentivada Especial Incentivada Não Especial Convencional Não Especial Incentivada Especial Incentivada Especial (parcial) Convencional Não Especial Incentivada Especial Incentivada Especial (parcial) Convencional Não Especial Cogeração Qualificada Anterior a 2016 Após 2016 Incentivada Não Especial Incentivada Não Especial Convencional Não Especial Convencional Não Especial Demais Fontes - - Convencional Não Especial *Considerar a Capacidade Instalada para Usinas Hidráulicas. **Comercialização em Leilão (aqueles destinados à expansão da oferta de energia, assim classificados, não restritivamente, os leilões: A-5, A-3, de energia de reserva (LER) e de fontes alternativas (LFA)), observada a condição de ampliação conforme atos emitidos pela ANEEL ou MME.

36 OBRIGADA

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