LBA NEWS. Direito Laboral. Janeiro de 2017

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1 LBA NEWS Direito Laboral Janeiro de 2017 Contactos: Manuel Lopes Barata - Diogo Lopes Barata - Catarina Correia Soares Esta informação é de caráter genérico, pelo que não deverá ser considerada como aconselhamento profissional. Se precisar de aconselhamento jurídico sobre estas matérias deverá contatar um advogado. Caso seja nosso cliente, pode contatar-nos por dirigido a um dos nossos colaboradores. RUA POETA BOCAGE, N.º 2 2.º D LISBOA PORTUGAL TEL. (351) FAX (351) Site:

2 Redução da Taxa Contributiva da Entidade Empregadora em 1,25% Entrada em vigor: 1 de fevereiro de 2017 Foi publicado o Decreto-Lei n.º 11-A/2017, de 17 de janeiro, que cria uma medida excecional de apoio ao emprego, através da redução de 1,25% da taxa contributiva de segurança social a cargo da entidade empregadora. Quem tem direito? As entidades empregadoras de direito privado, relativamente aos trabalhadores ao seu serviço, enquadrados no regime geral de segurança social dos trabalhadores por conta de outrem, com exceção dos trabalhadores abrangidos pelos seguintes esquemas contributivos: Com taxas inferiores às estabelecidas para a generalidade dos trabalhadores por conta de outrem, com exceção das entidades empregadoras sem fins lucrativos ou pertencentes a setores de atividade considerados como economicamente débeis, nos termos do Código Contributivo; Com base de incidência contributiva fixada em valores inferiores ao do indexante de apoios sociais ou à remuneração real ou em remunerações convencionais. A que contribuições se aplica a redução? Às contribuições referentes às remunerações devidas nos meses de fevereiro de 2017 a janeiro de 2018, nas quais se incluem os valores devidos a título de subsídios de férias e de Natal. Quais os pressupostos para a sua atribuição? a) O trabalhador abrangido estar vinculado à entidade empregadora beneficiária por contrato de trabalho, a tempo completo ou a tempo parcial, celebrado em data anterior a 1 de janeiro de 2017; b) O trabalhador ter auferido, nos meses de outubro a dezembro de 2016, uma retribuição base média mensal de valor compreendido entre os 530 e os 557, ou valor proporcional, nas situações de contrato a tempo parcial, e não ter

3 auferido qualquer outro tipo de remuneração, exceto se resultante de trabalho suplementar, trabalho noturno, ou ambos, até ao valor médio mensal acumulado com retribuição base de 700; c) A entidade empregadora ter a sua situação contributiva regularizada. Quais os procedimentos a adotar? No caso de trabalhadores com contrato a tempo completo, a verificação do direito à redução da taxa contributiva e a identificação dos trabalhadores abrangidos pela medida são efetuadas oficiosamente pelos serviços de segurança social, sendo depois comunicadas às entidades abrangidas. Para os trabalhadores com contrato a tempo parcial, o direito à redução da taxa contributiva depende da apresentação de requerimento. Este deve ser apresentado até ao dia , para a empresa poder beneficiar da redução da taxa logo nas contribuições referentes às remunerações devidas no mês de fevereiro de Se a empresa apresentar o requerimento em momento posterior, só tem direito à redução da taxa contributiva a partir do mês seguinte. Durante o período de redução da taxa contributiva, as entidades empregadoras devem entregar de forma autonomizada as declarações de remunerações de todos os trabalhadores abrangidos pela medida, de acordo com a redução da taxa contributiva aplicável. Nota: esta medida aplica-se às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, tendo por referência a retribuição mínima mensal garantida em vigor em cada uma das referidas regiões autónomas.

4 Medida Contrato-Emprego Entrada em vigor: 19 de janeiro de 2017 A Portaria n.º 34/2017, de 18 de janeiro, cria a medida Contrato-Emprego, que consiste na concessão de um apoio financeiro às entidades empregadoras que celebrem contratos de trabalho com desempregados inscritos no Instituto do Emprego e da Formação Profissional, I. P. Pode candidatar-se à medida: O empresário em nome individual ou a pessoa coletiva de natureza jurídica privada, com ou sem fins lucrativos, que preencha os seguintes requisitos: estar regularmente constituída e registada; reunir os requisitos legais exigidos para o exercício da sua atividade ou apresentar comprovativo de ter iniciado o processo aplicável; ter a situação tributária e contributiva regularizada; não se encontrar em situação de incumprimento no que respeita a apoios financeiros concedidos pelo IEFP, I. P.; ter a situação regularizada em matéria de restituições no âmbito dos financiamentos do Fundo Social Europeu; dispor de contabilidade organizada; não ter pagamentos de salários em atraso, com exceção das empresas em processo especial de revitalização ou em processo no Sistema de Recuperação de Empresas por Via Extrajudicial; não ter sido condenada em processo-crime ou contraordenacional por violação de legislação de trabalho, nomeadamente sobre discriminação no trabalho e no acesso ao emprego, nos últimos três anos, salvo se da sanção aplicada no âmbito desse processo resultar prazo superior, caso em que se aplica este último. Estes requisitos têm que verificar-se no momento do registo da oferta de emprego e durante todo o período das obrigações decorrentes da concessão do apoio financeiro.

5 Condições para a concessão do apoio financeiro: publicitação e registo de oferta de emprego, no portal do IEFP, I.P., sinalizada com a intenção de candidatura à medida; celebração de contrato de trabalho, a tempo completo ou a tempo parcial, com desempregado inscrito no IEFP, I. P.; criação líquida de emprego e a manutenção do nível de emprego atingido por via do apoio; proporcionar formação profissional durante o período de duração do apoio; a observância do previsto em termos de retribuição mínima mensal garantida e, quando aplicável, do respetivo instrumento de regulamentação coletiva de trabalho, nomeadamente na determinação da remuneração oferecida no contrato. É considerado desempregado inscrito no IEFP, I.P. para efeitos da aplicação da medida, aquele que reúna uma das seguintes condições: encontrar-se inscrito no IEFP, I.P., há seis meses consecutivos; independentemente do tempo de inscrição, se for: i) Beneficiário de prestação de desemprego; ii) Beneficiário do rendimento social de inserção; iii) Pessoa com deficiência e incapacidade; iv) Pessoa que integre família monoparental; v) Pessoa cujo cônjuge ou pessoa com quem viva em união de facto se encontre igualmente em situação de desemprego, inscrito no IEFP, I. P.; vi) Vítima de violência doméstica; vii) Refugiado; viii) Ex-recluso e aquele que cumpra ou tenha cumprido penas ou medidas judiciais não privativas de liberdade em condições de se inserir na vida ativa; ix) Toxicodependente em processo de recuperação. se encontre inscrito há pelo menos dois meses consecutivos, quando se trate de pessoa: i) com idade igual ou inferior a 29 anos; ii) com idade igual ou superior a 45 anos;

6 iii) que não tenha registos na segurança social como trabalhador por conta de outrem nem como trabalhador independente nos últimos 12 meses consecutivos que precedem a data do registo da oferta de emprego. quando, independentemente do tempo de inscrição, tenha concluído há menos de 12 meses estágio financiado pelo IEFP, I. P., no âmbito de projetos reconhecidos como de interesse estratégico, incluindo os projetos apresentados conjuntamente por entidades promotoras e centros de interface tecnológico. Montante do apoio financeiro: 9 vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), no caso de contrato sem termo; 3 vezes o valor do IAS, no caso de contrato a termo certo. Estes montantes podem ser majorados em determinadas condições. Nota: o IEFP, I.P. deve elaborar o regulamento aplicável à medida até ao próximo dia 25. Lisboa, 19 de janeiro de 2017

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