Eugenio Roberto Link 1 Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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1 A ELEVAÇÃO DAS VOGAIS MÉDIAS ÁTONAS FINAIS EM ESQUINA BARRA FUNDA - RIO GRANDE DO SUL FINAL UNSTRESSED MID-VOWEL RAISING IN ESQUINA BARRA FUNDA - RIO GRANDE DO SUL Eugenio Roberto Link 1 Universidade Federal do Rio Grande do Sul RESUMO: Este trabalho tem como objetivo geral a contribuição para a descrição do comportamento das vogais átonas finais /e/ e /o/ do português falado no sul do Brasil, mais especificamente a aplicação da regra de elevação (/bolo/ - /bolu/, /time/ - /timi/) destas vogais. Especificamente, objetivamos entender quais os fatores exercem influência na elevação das vogais médias em Esquina Barra Funda, comunidade localizada na área rural de Novo Machado/RS, município situado no noroeste do estado, na fronteira com a Argentina. Através desta pesquisa, tentaremos responder: (a) Qual é a proporção total de elevação das vogais médias átonas finais?; b)quais são os fatores linguísticos condicionantes da elevação destas vogais? e c)quais são os fatores sociais condicionantes para a elevação de //, //? Como hipóteses principais de possíveis respostas para estes questionamentos são: a) será baixo o índice de elevação das vogais; b) as vogais /e/ e /o/ apresentarão índices diferentes de elevação, sendo mais frequente a elevação de /o/; c) mulheres apresentarão maior índice de elevação; d) menor grau de escolaridade, proximidade com a fronteira e distanciamento de cidades maiores devem exercer influência na manutenção das vogais médias; e) fatores linguísticos como vogal alta na tônica, contextos de sílabas fechadas por coda /S/ e o contexto precedente devem exercer papel importante para a manutenção das vogais. A comunidade apresenta aspectos interessantes para a realização de uma análise linguística a luz da Teoria da Variação (LABOV, 1972), como por exemplo: é uma região rural, de colonização majoritariamente alemã e italiana e, que além do alemão e do italiano, também mantém contato com a língua espanhola. A amostra para a realização da pesquisa foi constituída por dezoito informantes, consideradas as variáveis sociais: Gênero (dois fatores: masculino e feminino), escolaridade (três fatores: 0-4 anos, 5 8 anos e 9 anos ou mais) e faixa etária (três fatores: anos, anos e mais de 55 anos). Os dados foram obtidos através de entrevistas de experiência pessoal, com questões descritivas de caráter geral sobre a comunidade, a vida na infância, os anos de escola, questões de contraste, que visavam a despertar emoções e a fazer com que o entrevistado relembrasse situações ou temporalidades, questões que levavam à descrição de algum momento ou objeto, e questões que buscavam tratar de alguma situação particular. Com a coleta já realizada e os dados codificados, utilizamos programas de análise estatística como GoldVarb e Rbrul para proceder as rodadas de análise e testarmos nossas hipóteses de pesquisa. Aqui, especificamente, apresentaremos uma análise piloto de dois informantes. PALAVRAS-CHAVE: VOGAIS MÉDIAS ÁTONAS, ELEVAÇÃO, SOCIOLINGUÍSTICA ABSTRACT: This work has as main aim to contribute to the description of the behavior of the final unstressed vowels / e / and / o / of the Portuguese spoken in southern Brazil, in particular the application of the raising rule (/bolo/ - /bolu/, /time/ - /timi/) of these vowels. Specifically, we intend to understand what factors influence the raising of the mid-vowels in Esquina Barra Funda, community located in the rural area in Novo Machado / RS, a city located in the northwest of the state, border with Argentina. 1 Mestrando em Teoria e Análise Linguística: Morfologia e Fonologia Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 1

2 Through this research, we try to answer: (a) what is the total proportion of final unstressed mid-vowel raising?; b) what are the linguistic factors that determine the raising of these vowels?; c) what are the social factors that influence the raising? The main hypotheses of possible answers to these questions are: a) it is the low index of raising vowels; b) the vowels / e / and / o / show different levels of raising, and the most frequent raising happens with / o /; c) women show higher raising index; d) lower education, proximity to the border and great distance to major cities should influence the maintenance of mid vowels; e) linguistic factors as high vowel in the root, syllables contexts closed by / S / coda and the previous context should play an important role in the maintenance of vowels. The community presents interesting aspects to make a linguistic analysis through Variation Theory (Labov, 1972), for example: it is a rural area, mostly with German and Italian colonization, and in addition to that German and Italian also maintain contact with the Spanish language. The sample for the research consisted of eighteen informants, considering the social variables: gender (two factors: male and female), education (three factors: 0-4 years 5-8 years and nine years or more) and age (three factors: years old, years and over 55 years). Data were obtained through personal experience interviews with descriptive questions about the community, life in childhood, school years, contrast issues, which intended to arouse emotions and to make the interviewee remember situations or temporalities, issues that led to the description of some point or object, and questions that sought to deal with a particular situation. With the collection already performed and the encoded data, we used statistical analysis programs such as GoldVarb and Rbrul to make the rounds of the analysis and to test our research hypotheses. Here, specifically, we present a preliminary analysis of two informants. KEYWORDS: Unstressed mid-vowel. Raising. Sociolinguistics 1. Introdução Existe um processo corrente na fonologia do português brasileiro chamado de neutralização e que consiste na perda da oposição entre dois fonemas. Melhor dizendo, quando em um determinado contexto dois fonemas que se opõem deixam de fazê-lo em outro. É através deste processo que Câmara Jr. propõe a redução do sistema vocálico na nossa língua. De acordo com Vieira (1997), seria a redução no número de fonemas nas posições átonas em comparação ao número de fonemas em posição tônica. Temos, portanto, um sistema começando pela posição tônica, onde os fonemas / / exercerão funções distintivas e devido ao processo de neutralização emergirão três subsistemas: na posição pretônica, na posição postônica e na posição postônica final. Exemplifiquemos os três subsistemas através do que nos traz Câmara Jr.: a- Na posição pretônica, ocorre a perda da distinção entre vogais médias de primeiro grau / / e/ɔ/ e vogais médias de segundo grau / / e / /, em formas como [ ] - [ ]. Resultando assim em um sistema de cinco vogais, sendo elas / /; 2

3 b- Na postônica não final, verifica-se a neutralização entre as vogais / / e / / como em e, por exemplo, mas não entre / / e / /. Desta maneira, teremos um sistema com quatro vogais, / /; c- O terceiro subsistema refere-se às vogais em posição átona final, neste subsistema perde-se o contraste entre as vogais altas / / e / / e as vogais médias / / e / /, como nos casos de / / - / / e / / - / /, restando as vogais / / Observemos mais especificamente o terceiro subsistema, foco deste estudo, onde por neutralização restam as vogais/ /. Vieira (1997) escreve que Lopez (1979) considera categórica, no dialeto carioca, a neutralização que reduz para três o sistema em posição postônica final. Desta forma a realização, invariavelmente, seria das vogais altas, como em /bolu/, /foni/, /timi/, /goli/, /comu/, indicando desta forma a estabilidade do sistema. Porém, quando levamos em consideração as pesquisas de Vieira (1995, 2002,2009,2010) perceberemos que no Rio Grande do Sul esta realização não é categórica, e sim variável e que existe uma tendência a conservação das vogais médias nas regiões de contatos entre línguas (polonês, italiano, alemão, espanhol). Tomando como campo de pesquisa a comunidade de Esquina Barra Funda município de Novo Machado, RS, município que faz fronteira e mantém estreitas relações comerciais com a Argentina e cultiva as tradições e as línguas trazidas pelos colonizadores (alemães e italianos) apresentando um constante contato entre o português, o espanhol e, principalmente, o alemão, buscaremos então, especificamente, conduzir a investigação a partir dos seguintes questionamentos: 1. Ocorre na fala de cidadãos de Esq. Barra Funda a elevação das vogais médias ( / /, / / em posição átona final? 2. Quais são os fatores linguísticos condicionantes para a elevação ou não destas vogais? 3. Quais são os fatores sociais condicionantes para a elevação ou não de / /, / / em posição átona final? Com base nos estudos de Vieira, já citados anteriormente e levando em consideração que a cidade de Novo Machado faz fronteira com a Argentina e que em sua composição étnica estão, principalmente, imigrantes alemães e italianos que possuem contato com a língua 3

4 espanhola, podemos formular algumas hipóteses de respostas possíveis para nossos questionamentos. A primeira hipótese que podemos aventar, com base nas observações de Silva (2009) é que o processo de neutralização proposto por Câmara Jr.(2007) está apenas no começo de sua implementação, pois na [...] comunidade o processo de elevação das vogais médias apresenta baixo índice. A segunda hipótese que podemos inferir é a de que existem comportamentos diferentes entre / / e / / em posição final. Possivelmente seja mais frequente a elevação de / / em relação à elevação de / /, indicando que a vogal média / / encontra-se na referida comunidade em um estágio mais avançado da regra de neutralização em relação à vogal média /e/. Silva (2009, pg. 14) Como condicionadores sociais, esperamos que o grau de escolaridade, o distanciamento de cidades maiores e a proximidade com a fronteira exerçam influência no comportamento das vogais. Linguisticamente, Silva e Vieira nos indicam que fatores como vogal alta na tônica e em contextos de sílabas fechadas por coda /S/ e o contexto precedente tenham papel importante na forma como se apresentarão as vogais médias. Desta forma, este trabalho tem como objetivo geral a contribuição para a descrição do comportamento das vogais átonas finais do português falado no sul do Brasil. Apresentamos aqui a análise piloto, com dois informantes, da aplicação da regra de elevação destas vogais e apresentaremos quais são os fatores condicionantes (sociais e linguísticos) para o comportamento de elevação ou não elevação das vogais na cidade de Novo Machado / RS, mais especificamente na localidade de Esquina Barra Funda, distante dezoito quilômetros da sede do município e fronteira com a cidade argentina de 25 de Mayo. 2. Revisão da Literatura Não são muitos os estudos que versam sobre a elevação das vogais médias quando em posição átona final, isso se dever em partes pelo fato de que, de acordo com Câmara Jr. a redução do sistema vocálico do português brasileiro é um fenômeno categórico e não variável. Porém, em estudos produzidos por pesquisadores como Maria José Blaskovski Vieira (1997, 2002, 2009, 2010), Susana Damiani Roveda (1998), Cristina JobSchimitt (1987), Miriam Cristina Carniato (2000), Ivanete Mileski (2013) sugerem uma visão diferente deste fenômeno. 4

5 Tais estudos apontam que esta estabilidade ocorre em quase todo o Brasil, com exceção dos três estados do sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Referimos aqui o estudo de Silva (2009), que analisou a elevação das vogais médias átonas finais na localidade de Rincão Vermelho, cidade que faz fronteira com a Argentina e se localiza no noroeste do Rio Grande do Sul. Tal estudo concluiu que a regra de elevação das vogais apresenta realização variável nesta comunidade, tendendo mais para a preservação das vogais médias. Sugerindo que a elevação estaria em fase inicial de implementação. Além disso, a análise estatística revelou que em posição final tem-se variavelmente a oposição entre /o/ e /u/ e /e/ e /i/. Os resultados apontaram, também, que a regra de elevação de /o/ final encontra-se em um estágio mais avançado em relação à vogal /e/. Outro trabalho que nos mostra o comportamento variável das vogais médias átonas é o de Maria José Blaskovski Vieira (2009) presente no livro Português do Sul do Brasil: Variação Fonológica. Em tal trabalho, Vieira analisou a realização das vogais médias nas três capitais do sul do Brasil e concluiu, assim como Silva, que a elevação nesta região, ainda está em processo de implementação, estando em Porto Alegre em uma etapa mais avançada, e em Curitiba em uma etapa mais inicial. A autora afirma que a neutralização é uma regra condicionada prosodicamente que ainda está sendo introduzida no sistema vocálico dos falantes da Região Sul. Em decorrência disso, tanto fatores linguísticos como extralinguísticos afetam a forma como esse sistema se manifesta, com três ou cinco vogais, variavelmente. (Vieira, 2009, pg. 72) e cita a variável extralinguística localização geográfica como determinante na realização das vogais médias átonas, e também pontua a variável linguística contexto precedente como tendo importante papel na manifestação variável das átonas finais. Desta forma, as análises de Silva (2009), e de Vieira (2009), nos apontam para dois fatores que exercerão importante função na utilização variável da regra de elevação das vogais médias no português do sul do Brasil. Tais fatores são: a localização geográfica, visto que para Vieira, em Porto Alegre a regra de elevação já se aplica categoricamente, enquanto em outras capitais da região sul o sistema ainda está em processo de mudança. Outro fator importante, teremos o contato entre línguas, seja com a língua espanhola, como no caso de Rincão Vermelho apontado por Silva, ou com o contato com dialetos presentes em regiões de colonização italiana e alemã. 5

6 Desta maneira, podemos citar, além do estudo de Silva e Vieira, também o de Roveda (1998) que analisou a elevação das vogais átonas finais em comunidades bilíngues portuguêsitaliano e o de Mallmann (2001) que analisou estas mesmas vogais em Santo Ângelo, podemos dizer que o comportamento variável destas vogais em regiões de colonização e de fronteira indica uma tendência à conservação da altura de / / e / /. Também Mileski (2013) faz a análise das vogais médias em posição átona final. Sua pesquisa, realizada na cidade de Vista Alegre do Prata com descendentes de imigrantes poloneses apresenta como resultado uma maior preservação das vogais médias, e como já esperado pela autora, uma frequência maior de elevação de / / em relação a / /. Tal resultado vai ao encontro do resultado das pesquisas já citadas, que concluem que as regiões de contato entre línguas tendem a preservação as vogais médias, principalmente na região sul do Brasil. Finalmente, Carniato (2000) ao analisar as mesmas vogais na cidade de Santa Vitoria do Palmar, conclui, confirmando que em comunidades do Rio Grande do Sul, o fenômeno de elevação é variável, influenciado tanto por fatores linguísticos como extralinguísticos. Sabendo, então, que as características da comunidade de fala analisada, são fator essencial para os resultados finais, cabe a nós fazer um breve esclarecimento acerca de comunidade de fala. Apesar de haver diversas definições para comunidade de fala, Guy (2000) nos apresenta uma definição que engloba características que são consensuais na literatura sociolinguística. Tais características são: Características linguísticas compartilhadas; Densidade de comunicação interna relativamente alta; Normas compartilhadas. A primeira destas características será, para Guy, definirá se um indivíduo é um membro de determinada comunidade ou se é um intruso, pois são as características compartilhadas que organizarão as diferenças e semelhanças em construções gramaticais, palavras ou sons utilizados dentro de uma comunidade mas não fora dela. A segunda característica diz respeito ao acesso que os indivíduos têm ao uso linguístico de outros falantes da sua comunidade. Uma alta densidade de comunicação entre os membros 6

7 da comunidade cria a possibilidade de adquirir deles certos traços linguísticos, ao contrário de uma situação de baixa densidade de comunicação, onde o contato com falantes de outra comunidade torna menos provável a aquisição de usos característicos de tal grupo. Chegamos assim na terceira característica, que nos diz: membros de uma comunidade compartilham normas e atitudes em comum sobre o uso da língua. (Guy, 2000.p.21) e são estas normas que definirão, dentro da comunidade o que é a fala formal e informal e em quais situações elas serão utilizadas. Por fim, Guy conclui que os muitos traços compartilhados por determinada comunidade são o reflexo de uma unidade maior, o português do Brasil, e o menor número de traços compartilhados reflete o status de subcomunidade, em uma comunidade de fala particular, ou seja, marcariam a distinção de uma comunidade dentro de uma comunidade maior a qual ela também pertence. Com base nisto, cabe agora apresentar a comunidade onde serão feitas as entrevistas e que será o alvo da análise do processo de elevação das vogas médias em posição átona final. A comunidade selecionada para a realização da pesquisa é a de Esquina Barra Funda, localizada na área rural de Novo Machado/RS (cf. anexo A). Esta comunidade apresenta aspectos interessantes para a realização de uma análise linguística a luz da teoria da variação, como por exemplo: é uma região rural, de colonização majoritariamente alemã e italiana e que possui fronteira com a Argentina, logo, existe o contato também com a língua espanhola. Antes de apresentarmos, mais especificamente o campo de pesquisa, cabe fazermos alguns apontamentos acerca da Teoria da Variação. Ao inquietar-se com a concepção de língua homogênea, a sociolinguística preocupa-se com a mudança linguística através de princípios de heterogeneidade e pluralidade. Sendo, pois, a língua um sistema heterogêneo, porém não desordenado. Pelo contrário, o sistema linguístico é estruturado internamente, através de fatores linguísticos e também extralinguísticos, de acordo com cada comunidade de fala. Para Mollica (2003), tais fatores são os motivadores da mudança, são eles que controlam a variação tornando a heterogeneidade previsível. Entende-se, então, que em determinada língua teremos variantes linguísticas, nas palavras de Tarallo (1986 pg. 08) 7

8 "variantes linguísticas são diversas maneiras de se dizer a mesma coisa em um mesmo contexto e com o mesmo valor de verdade. A um conjunto de variantes dá-se o nome de variável linguística" É a observação destas formas em concorrência através de suas variáveis linguísticas, extralinguísticas e sociais que a Sociolinguística Variacionista, ou Teoria da Variação (LABOV, 1972), busca entender, sincrônica e diacronicamente a estrutura e os processos de mudança em uma língua. A análise dos dados nos permite perceber se existe uma mudança em progresso (quando o processo dirige-se à predominância de uma variável em detrimento à outra) ou se existe variação estável (não existe a predominância de uma variável em relação à outra). Porém, esta análise não é assim tão simples, cabe aqui aclarar que a mudança em progresso pode ser confundida, por exemplo, com gradação etária, principalmente quando pegamos o recorte de uma língua em apenas um momento. Para minimizarmos as chances de uma má interpretação, é indicado realizarmos a pesquisa em tempo aparente e a pesquisa em tempo real. Enquanto a pesquisa em tempo aparente é a análise de um determinado fenômeno levando em consideração as faixas etárias e a clássica concepção de que a língua de um indivíduo se constitui até determinada idade, a pesquisa em tempo real prevê coletas de dados mais de uma vez na mesma comunidade, com um intervalo de tempo. A pesquisa em tempo real pode ser feita com os mesmos indivíduos e o mesmo instrumento da primeira pesquisa (estudo de painel) ou com indivíduos da mesma comunidade escolhidos aleatoriamente (estudo de tendência). Teremos assim, os dados de uma língua em dois momentos históricos diferentes, com suas particularidades sociais. Voltemos agora, a delimitar nosso campo de coleta de dados através de indicadores geográficos e sociais, retirados dos dados do IBGE, a fim de apresentar melhor o município e posteriormente, apresentarmos as formas variáveis que basearão este estudo. O município de Novo Machado foi criada pela lei 9555 de 20 de março de 1992 e está localizada no noroeste (cf. anexo B) do estado do Rio Grande do Sul e tem como municípios limítrofes Doutor Maurício Cardoso, Tucunduva, Tuparendi, Porto Mauá e ainda, possui fronteira fluvial (através do Rio Uruguai) com a comunidade de Colônia Aurora, situada no 8

9 município de 25 de Mayo, na Argentina. Novo Machado dista 534 quilômetros da capital gaúcha, e a cidade referência mais próxima é Santa Rosa, localizada a 54 quilômetros. A área territorial do município é de 218,699 km 2, o bioma específico é Mata Atlântica e a população estimada pelo Censo IBGE 2010 é de habitantes e divide-se em homens e mulheres. A população residente alfabetizada é de pessoas e quanto a crença religiosa, divide-se em católicos e evangélicos (englobando principalmente a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil IECLB e a Igreja Evangélica Luterana do Brasil IELB) A fonte principal da renda do município é a atividade rural, tanto a agricultura como a pecuária, além disso, nas localidades as margens do rio Uruguai existem colônias de pescadores que tem na pesca sua principal fonte de renda. No que diz respeito ao começo da colonização da então Linha Machado, Busse (2009) descreve a viagem de Gerard Kleinert para Linha Machado da seguinte maneira: Em 1924, da Alemanha à Santos/SP enfrentaram a longa e cansativa viajem de navio precário. Depois de alguns dias de aclimatização na Ilha das Flores, prosseguiram a Porto Alegre em outro navio, onde ficaram 15 dias acampados em barracas do exército na Praça da Alfândega, esperando a confirmação da ida a mais jovem colônia do Estado. A viagem da capital até Santa Maria foi feita de tremmaria Fumaça, que levava um dia... Ali foi necessário fazer baldeação para Cruz Alta e dali a Santo Ângelo, levava-se quase um dia. De Santo Ângelo, com as carretas do governo, até Santa Rosa, andava-se aproximadamente 60 km. Aconselhados, deixaram parte da família, a mãe com os filhos menores no acampamento do governo. De Santa Rosa partiu o pai com os dois filhos mais velhos. Chegando a Tucunduva, aproximadamente 32 km a cavalo, percorridos em um dia, pernoitaram. Seguiram no dia seguinte a pé, levando mais um dia para percorrerem aproximadamente mais15 km, pelas picadas até o centro de distribuição de terras de Linha Machado (pg. 27) Quanto ao nome Novo Machado, não foi possível definir qual a razão para esta denominação, o que se sabe é que quando os colonizadores chegaram aquelas paragens chamase Linha Machado, depois passou à Povoado Machado, Vila Machado e por fim, Novo Machado. 3. Metodologia 9

10 Como se trata de uma pesquisa para observação de vernáculo foi necessário realizar coleta de dados na comunidade selecionada, como o autor é familiarizado com a comunidade, a interação foi facilitada e o acesso aos moradores da comunidade se deu com tranquilidade, minimizando assim o paradoxo do observador. Em um primeiro momento foi observada a comunidade atentando para as atividades ali desenvolvidas, sejam elas religiosas, de lazer e de trabalho. Além disso, foram analisadas as relações de vizinhança e as redes de comunicação entre os moradores. Depois disto, ocorreu a seleção dos informantes, embasada nos critérios de enculturação total, envolvimento corrente, tempo adequado e informantes não analíticos, critérios estes propostos por Spradley e utilizados por Silva (2009) em seu trabalho. O primeiro critério nos aponta para a preferência pela entrevista com membros da comunidade que tenham nascido e se criado ali e não terem se ausentado por muito tempo. O segundo critério leva em consideração o envolvimento que o indivíduo tem com a comunidade, líderes de instituições, cidadãos que residem ali há mais tempo, etc. O terceiro critério leva em consideração a disponibilidade de tempo dos entrevistados, optando pelos que possuem maior disponibilidade de tempo e agendando previamente as datas das entrevistas. Por fim, o quarto critério refere-se à busca preferencial por informantes não analíticos, o que significa dar preferência para aqueles que respondam às questões de forma mais natural, sem distanciamento com relação a sua própria comunidade. (Silva, 2009, pg. 55). Como próximo passo, foi definida a constituição da amostra e o número de informantes da amostra, para tanto: O método mais comum em estudos de variação linguística para tal fim é o aleatório estratificado. De acordo com esse procedimento, deve-se dividir a população de interesse em várias unidades compostas, cada uma delas, de indivíduos com as mesmas características sociais (Oliveira e Silva, 1992, p. 104). Essas unidades são conhecidas como células e devem ser preenchidas de forma aleatória, o que significa dizer que cada membro da comunidade de interesse tem a mesma chance de ser escolhido para fazer parte da pesquisa. (Brescancini, 2012) Transformamos assim as características sociais (sexo, escolaridade e idade) em variáveis, multiplicamos seus fatores e assim temos a quantidades de células a serem preenchidas. No nosso caso temos: Sexo (dois fatores: masculino e feminino); Escolaridade (três fatores: até 04 anos, de 04 a 08 anos e mais de 08 anos de escolaridade); Idade (Três 10

11 fatores: 15 a 35 anos, 36 a 57 anos e 58 anos ou mais) e fazendo o cálculo 2x3x3 temos dezoito células. 4. Variáveis 4.1 Variável dependente Com relação à elevação das vogais médias em posição átona final, temos duas variáveis dependentes /e/ e /o/ em posição átona final, para cada variável, definimos o fator de aplicação como sendo a elevação da vogal média. Temos, então, duas regras variáveis e cada uma terá o seu fator de aplicação, ficando assim definidas as nossas variáveis dependentes: Elevação da vogal [ ] [i] em posição átona final Elevação da vogal [o] [u] em posição átona final 4.2 Variáveis Independentes Linguísticas: De acordo com os estudos de Silva (2009), Vieira (2002, 2009, 2010), e Carniato (2000) as variáveis independentes linguísticas que exercerão papel importante na realização variável de / / e / / em posição átona final e que deverão ser controladas na pesquisa serão: Contexto Contexto Contexto vocálico Acento Precedente seguinte da sílaba tônica Labial Labial Com vogal alta Antepenúltima sílaba Coronal [-ant] Coronal [+ant] Sem vogal alta Penúltima sílaba Coronal [+ant] Consoantes posteriores Vogal S/Z Dorsal Vogal Tabela 1- Variáveis independentes linguísticas 11

12 De acordo com apontamentos de Vieira (2010), podemos formular a hipótese de que para a vogal /e/ as consoantes [ ] favorecerão a elevação, enquanto que para a vogal /o/ as consoantes de favorecimento serão [ ]. Com o contexto vocálico espera-se que as palavras que contenham vogal alta em sua composição, favoreçam a elevação das vogais e levando em consideração o tipo de sílaba, a hipótese é a de que a maior probabilidade de elevação se dará com coda /S/ para /e/ e /o/ e nas palavras sem coda a maior probabilidade é a de que eleve apenas /e/. 4.3 Variáveis independentes sociais: As variáveis independentes sociais controladas serão: Sexo Escolaridade Idade Masculino Até 04 anos 15 a 35 anos Feminino 04 a 08 anos 36 a 57 anos Mais de 08 anos 58 anos ou mais Tabela 2 Variáveis independentes sociais No variável gênero,...considerando que na comunidade em estudo a elevação das vogais médias postônicas possa ser considerada uma variante de prestígio, espera-se que as mulheres pratiquem o alçamento das vogais finais com maior frequência do que os homens. (Silva, 2009, pg. 73). No que diz respeito à variável escolaridade, esperamos que quanto mais anos de estudo os indivíduos tiverem, mais eles se distanciem da língua usada cotidianamente e optem pela forma de prestigio, que no nosso caso será a elevação das vogais medias átonas em posição final. Por fim, a variável idade também deverá ser controlada, pois se sabe que a regra de elevação tem caráter variável, e em uma comunidade do interior, como Esquina Barra Funda, pode ser mais expandida entre os jovens, pois estes possuem mais contato com outras cidades do Rio Grande do Sul onde a elevação apresenta índices maiores. 5. Entrevistas De acordo com Labov, o objetivo da pesquisa sociolinguística na comunidade deve ser descobrir como as pessoas falam quando não estão sendo sistematicamente observadas no entanto, só podemos obter tais dados por meio da observação sistemática (2008, pg 244), o que traz à tona a questão do paradoxo do observador e a busca por uma maneira de coletar os dados que minimize este paradoxo. 12

13 O próprio Labov (2008) nos diz que uma das maneiras de fazer o vernáculo emergir de forma mais casual é fazendo perguntas que tratem de momentos de forte emoção vividos pelos entrevistados. Para tal, Lara (2013) e Silva (2009) nos fornecem uma ficha social (cf. Anexo C)e um roteiro de entrevistas (cf. anexo D),baseado em Spradley, que foi a nossa base para a realização das entrevistas pessoais. Este roteiro possui questões descritivas de caráter geral, que visam despertar emoções, sobre a comunidade, a vida na infância, os anos de escola. Além destas questões, também existem questões de contraste, que buscam uma resposta onde o entrevistado situações ou temporalidades e, finalmente, questões do tipo Gran Tour, com a descrição de algum momento ou objeto, e do tipo Mini Tour, buscando tratar de alguma situação particular. (Silva, 2009, pg. 58). 6. Análise piloto e considerações finais Para a realização do trabalho aqui apresentado, selecionamos dois informantes para realizar a análise sociolinguística quantitativa. Depois de codificados os dados, utilizamos como ferramenta de análise utilizamos os programas GoldVarb X e Rbrul para a obtenção dos índices de elevação e determinar quais os fatores que são mais favorecedores da regra de aplicação. A seguir apresentaremos alguns resultados relevantes desta primeira análise, lembrando que a medida em que forem acrescentados informantes na análise os resultados sofrerão modificações. Fator % Peso relativo Aplic/Total Elevação 6, /321 17, /699 Total 14,0 143/

14 Input: Significance: Tabela 3 Elevação das vogais médias finais Variável Fator % Peso relativo Aplic/Total Precedente g (dorsal) 27, /66 Tônica t (vogal alta na tônica) 22,1 0,644 74/261 Input: Significance: Tabela 4 Variáveis linguísticas favorecedoras da elevação Como podemos ver, na variável contexto precedente o fator dorsal apresentou um peso relativo de sendo, desta maneira um fator favorecedor para a elevação. Também apresentou um peso relativo favorecedor o fator vogal alta na tônica da variável contexto vocálico. Além disso, indo ao encontro do registro de Vieira (2002), a proporção de elevação de / / é maior em relação a de / /, sendo que o peso relativo de /o/ demonstra favorecimento, enquanto o peso relativo de /e/ está abaixo do ponto médio, indicando que os informantes selecionados para a amostra tendem à conservação desta vogal em posição átona final. Sabemos que a medida que os dados forem acrescentados e o equilíbrio for maior, alguns resultados deste piloto sofrerão alteração. Cabe ressaltar também que as variáveis sexo, escolaridade e idade exercem influência, pois alguns indicadores mostram que quanto mais escolarizado e mais jovem o informante maior é a elevação, além de serem, geralmente, os informantes do sexo masculino mais conservadores em relação aos do sexo feminino. 7. Referências Bibliográficas BATTISTI, Elisa. Elevação das vogais médias pré-tônicas em sílaba inicial de vocábulo na fala gaúcha f.:il. Dissertação (Mestrado em Letras (Lingüística Aplicada)) - Faculdade de Letras, PUCRS, Porto Alegre,

15 BISOL, Leda. Harmonia vocálica: uma regra variável. Rio de Janeiro, Tese de Doutorado. Faculdade de Letras, Universidade Federal do Rio de Janeiro. BUSSE, Valdino. A PRÁXIS PASTORAL ENTRE OS IMIGRANTES ALEMÃES E SEUS DESCENDENTES NA REGIÃO NOROESTE DO RIO GRANDE DO SUL f. Dissertações (Mestrado) - Curso de Teologia, Escola Superior de Teologia, São Leopoldo, Disponível em: <http://tede.est.edu.br/tede/tde_busca/arquivo.php?codarquivo=206>. Acesso em: 22dez BRESCANCINI, Cláudia. A teoria da variação linguística. IN: AGUIAR, Vera e WANNMACHER PEREIRA, Vera (Org.). Pesquisa em letras [recurso eletrônico] (Org.) - Porto Alegre: EDIPUCRS, p. CÂMARA Jr., Joaquim Mattoso. Estrutura da Língua Portuguesa. 39. ed. Petrópolis: Vozes,2007. CARNIATO, Miriam. A neutralização das vogais postônicas finais na comunidade de Santa Vitória do Palmar. Pelotas: UCPEL, Dissertação de Mestrado. Universidade Católica de Pelotas. GUY, Gregory R. A identidade linguística da comunidade de fala: paralelismo interdialetal nos padrões da variação linguística. Organon: Estudos da língua falada, Porto Alegre, v. 14, n. 28/29, p.17-32, 01 jan LABOV, William. Padrões sociolinguísticos. Tradução: Marcos Bagno, Maria Marta Pereira Scherre, Caroline Rodrigues Cardoso. -São Paulo, Parábola Editorial, LARA, Cláudia Camila. Variação fonológica, redes e práticas sociais numa comunidade bilíngue português-alemão do Brasil meridional f. Dissertação (Mestrado) Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de Letras, Programa de Pós Graduação em Letras, Porto Alegre, MACHRYDA SILVA, Susiele. Elevação das vogais médias átonas finais e não finais no português falado em Rincão Vermelho RS f. Dissertação (Mestrado em Letras) Programa de Pós-Graduação em Letras, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. 15

16 MALLMANN, Dálcio Otelon. A elevação das vogais médias átonas finais no português falado em Santo Ângelo (RS) f. Dissertação (Mestrado em Letras (Lingüística Aplicada)) - Faculdade de Letras, PUCRS, Porto Alegre, MILESKI, Ivante. A elevação das vogais médias átonas finais no português falado por descendentes de imigrantes poloneses em Vista Alegre do Prata RS Porto Alegre, f. Diss. (Mestrado) Fac. de Letras, PUCRS. MOLLICA, Cecília (2003). Fundamentação teórica: conceituação e delimitação. In.: MOLLICA, Cecília; BRAGA, Maria Luiza (orgs.). Introdução à Sociolinguística: o tratamento da variação. São Paulo: Contexto, p ROVEDA, Suzana Damiani. Elevação da vogal média átona final em comunidades bilíngues: português e italiano f. Dissertação (Mestrado em Letras (Lingüística Aplicada)) - Faculdade de Letras, PUCRS, Porto Alegre, SCHIMITT, Cristina. Redução vocálica e condicionamento prosódico. Porto Alegre, 1987.Dissertação de Mestrado. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. TARALLO, Fernando (1986). A Pesquisa Sociolinguística. São Paulo: Ática. VIEIRA, Maria José Blaskovski. A neutralização das vogais médias postônicas Dissertação (Mestrado em Letras (Lingüística Aplicada)) - Faculdade de Letras, PUCRS, Porto Alegre, As vogais médias postônicas: uma análise variacionista. IN: BISOL, Leda e BRESCANCINI, Cláudia (org.). Fonologia e variação: recortes do português brasileiro. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2002, p Aspectos do sistema vocálico do português f. Tese (Doutorado em Letras (Lingüística Aplicada)) - Faculdade de Letras. PUCRS, Porto Alegre, As vogais médias átonas nas três capitais do sul do país. IN: BISOL, Leda e COLLISCHONN, Gisela (org.). Português do sul do Brasil: variação fonológica [recurso eletrônico]; colab.cláudia Brescancini. [et al.]. Dados eletrônicos. Porto Alegre: EDIPUCRS, p.. As vogais médias átonas no sul do Brasil. In: MARÇALO, Maria João et al. (Ed.). Língua portuguesa: ultrapassar fronteiras, juntar culturas. Évora: Universidade de Évora, 16

17 2010. Disponível em: <http://www.simelp2009.uevora.pt/pdf/slg5/01.pdf>. Acesso em: 03 jan Anexos Anexo A Mapa de localização de Novo Machado Anexo B: Região noroeste do Rio Grande do Sul 17

18 Anexo C: Modelo de ficha social Ficha Social Nome: Endereço: Idade: Sexo: Local de Nascimento: Outras localidades onde residiu e por quanto tempo: 18

19 Grau de instrução: Profissão: Ocupação: Bilinguismo: Qual? ( )Ativo ( )Passivo ( )Zero Local de nascimento dos pais: Pai: Mãe: Estado Civil: Número de filhos: Idade: Sexo: Grau de Instrução: Atividades Sociais/Lazer Assuntos de maior interesse: Entrevistador: Data da entrevista: / / Duração da entrevista: Observações gerais: Anexo D: Roteiro para pesquisa de campo Entrevista Sociolinguística 1) Como é a vida aqui na comunidade? 2) Quais são suas atividades diárias? 19

20 3) Voltando alguns anos atrás, na sua infância, como era a comunidade? 4) Que brincadeiras você costumava fazer com seus amigos? 5) Quais eram as atividades dos seus pais? 6) Quando você era pequeno(a), nos seus primeiros anos escolares, você lembra de alguma coisa que tenha sido importante? Que atividades eram feitas? 7) Como era a vida na comunidade quando as pessoas não tinhas acesso aos meios de comunicação, como a televisão, por exemplo? O que era diferente com relação à hoje? O que as pessoas faziam nos momentos de folga? 8) Gostaria de saber um pouco mais de você, as coisas que você gosta de fazer no final de semana, as atividades da comunidade que você costuma participar: eventos, festas, entre outros. 9) Que tipos de atividades de lazer você costuma fazer ou gostaria de fazer? 10) Tem algum momento de sua vida que você consideraria o mais difícil? 11) De que coisas do tempo de sua infância você tem mais saudades? 12) Olhando para trás, existe algo que você gostaria de ter feito, mas que por algum motivo não foi possível, como, por exemplo, ter estudado mais, ter feito alguma viagem, ter feito algum trabalho? 13) Aqui na comunidade, quais as coisas que você mais admira? E o que você acha que poderia ser diferente? 14) Se você recebesse uma proposta de trabalho na cidade, você deixaria a comunidade? 15) Se você recebesse um bom dinheiro para ser utilizado em algo para a comunidade, em que você investiria? 20

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