Instituto de Tecnologia de Pernambuco ITEP/OS Unidade Gestora de Projetos Barragens da Mata Sul UGP Barragens RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL R I M A

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2 Instituto de Tecnologia de Pernambuco ITEP/OS Unidade Gestora de Projetos Barragens da Mata Sul UGP Barragens RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL R I M A SISTEMA DE CONTROLE DE CHEIAS DA BACIA DO RIO SIRINHAÉM BARRAGEM BARRA DE GUABIRABA Recife Setembro/2011

3 ESTADO DE PERNAMBUCO Governador Eduardo Henrique Accioly Campos Vice-Governador João Soares Lyra Neto Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos - SRHE João Bosco de Almeida Secretário Executivo de Recursos Hídricos - SRHE José Almir Cirilo Secretário Executivo de Energia - SRHE Eduardo Azevedo Rodrigues Gerência Geral de Recursos Hídricos - SRHE Carlos Marcelo Sá Gerência de Infraestrutura Hídrica - SRHE Maria Lorenzza Pinheiro Leite Presidente da Agência Pernambucana de Àguas e Clima APAC Marcelo Cauás Asfora Gerente de Revitalização de Bacias - APAC Terezinha Matilde Menezes Uchôa Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP-OS) Diretor Presidente - DPR Frederico Cavalcanti Montenegro Diretor Técnico - DT Ivan Dornelas Falcone de Melo Diretoria Administrativa Financeira - DAF Fabiana Albuquerque de Freitas Superintendente de Inovação Tecnológica - SITEP Marcia Maria Lira Pereira Superintendente de Pesquisa e Pós-graduação - SPP José Geraldo Eugênio de França Superintendente de Relações e Cooperações Internacionais - SRCI Jean Paul Raul Marie Gayet EQUIPE TÉCNICA Análise do Projeto Ana Paula Batista Lemos Ferreira, Engª. Civil Análise Jurídica Talden Farias, Advogado Meio Físico Margareth M. Alheiros, Drª Geóloga Ana Mônica Correia, Msc Geógrafa Weronica Meira, Drª. Meteorologista Rizelda Regadas, Msc Geóloga Roberto Quental Coutinho, Dr. Eng. Geotécnico Simone Rosa da Silva, Drª. Engª. Hidróloga Antônio Carlos B.Corrêa, Dr. Geógrafo Luciano Cintrão Barros, Dr.Geógrafo Aguinaldo Batista de Queiroz, Eng Químico Meio Socioeconômico Lucia Soares Escorel, Arquiteta e Urbanista Osmil Torres Galindo Filho, Economista Luis Henrique R. Campos, Dr. Economista Veleda Lucena, Drª.Arqueóloga Apoio Administrativo Solange C. da Costa e Silva, Advogada Marlúcia Alves Rodrigues, Pedagoga Viviane Cabral, Administradora Bibliotecária Simone Rosa de Oliveira, Ms. Ciência da Informação Assistente Social Cândida Jucá Redação e edição Rossini Bandeira Arte Romildo Araújo Lima (Ral) Revisão e Diagramação Eva Luzia Nesso Meio Biótico Marcondes A. Oliveira, Dr.Biólogo/Botânico Wbaneide Martins de AnDrªde, Msc Bióloga/Botânica Maristela Casé Costa Cunha, Drª. Bióloga/Oceanógrafa Cristiane Maria V.A Castro, Drª. Bióloga/Oceanógrafa Alfredo Matos Moura Júnior, Dr. Biólogo/Botânico Aurelyanna C. B. Ribeiro, Msc. Bióloga/Zoóloga Silvia Helena L. Schwamborn, Drª. Enga. de Pesca/Oceanógrafa Maria Adélia O. M. da Cru, Drª.Bióloga/Zoóloga Ednilza Maranhão dos Santos, Drª.Bióloga/Zoóloga Luiz Augustinho M. da Silva, Dr.Biólogo/Zoólogo Yumma Bernardo M. Valle. Msc.Bióloga/Zoóloga Roberta Rodrigues da Costa, Msc.Bióloga/Zoóloga Felipe José Alves, Geógrafo Geoinformação Aramis Leite de Lima, MSc Engº. Cartógrafo Flávio Porfírio Alves, MSc Engº. Cartógrafo Daniel Quintino Silva, Tecnólogo em Geoprocessamento Apoio Técnico Glauber Matias de Souza, Geólogo Otávio Leite Chaves, Geólogo I59 Instituto de Tecnologia de Pernambuco Relatório de Impacto Ambiental Rima: Sistema de Controle de Cheias da Bacia do Rio Sirinhaém- Barragem Barra de Guabiraba/ Instituto de Tecnologia de Pernambuco; Unidade Gestora de Projetos Barragens da Mata Sul. Recife, f. : il. ISBN: 1.Relatório de Impacto Ambiental - RIMA. 2. Impactos Ambientais. 3. Sistema de Controle da Bacia do Rio Sirinhaém-Barragem Barra de Guabiraba. 4. Meio Ambiente. 5. Enchentes. 6. Bacia do Rio Sirinhaém. I. Instituto de Tecnologia de Pernambuco. II. Unidade Gestora de Projetos Barragens da Mata Sul. III. Título. CDU 504

4 APRESENTAÇÃO Diante dos graves desastres por inundações ocorridas em junho de 2010, atingindo dezenas de municípios da Mata Sul e da Região Metropolitana, o Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos, SRHE firmou Contrato de Gestão com a Associação Instituto de Tecnologia de Pernambuco ITEP/OS. Em decorrência, foi criada a Unidade Gestora de Projetos Barragens da Mata Sul, UGP-Barragens, com o fim de acompanhar e coordenar os estudos ambientais e projetos de barragens nos rios Una, Sirinhaém e Jaboatão, para o controle das enchentes nessas regiões. Este Relatório de Impacto Ambiental - RIMA apresenta uma síntese dos estudos desenvolvidos para obtenção de licenciamento junto à Agencia Ambiental de Pernambuco CPRH, do empreendimento denominado Barragem Barra de Guabiraba, situada no alto curso do rio Sirinhaém, no município Barra de Guabiraba. O RIMA apresenta os principais resultados dos estudos realizados para os meios físico, biótico e socioeconômico, no que se refere ao diagnóstico ambiental da situação atual da área, dos prováveis impactos e das formas de mitigação e controle dos mesmos, além dos dados sobre o empreendimento e dos responsáveis envolvidas no projeto da barragem e nos estudos ambientais.

5 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO PARTE I CONHECENDO O EMPRENDIMENTO 1. QUEM É RESPONSÁVEL PELO EMPREENDIMENTO E PELOS ESTUDOS? COMO É O EMPREENDIMENTO? PARTE II CONHECENDO O MEIO AMBIENTE 3. QUE ÁREAS SERÃO AFETADAS? COMO ESSAS ÁREAS SE ENCONTRAM ATUALMENTE? PARTE III CONHECENDO OS IMPACTOS RESULTANTES 5. QUAIS OS IMPACTOS ANALISADOS E MEDIDAS MITIGADORAS PREVISTOS? QUAIS OS PROGRAMAS AMBIENTAIS RECOMENDADOS? AFINAL, COMO FICA A QUALIDADE AMBIENTAL FUTURA? CONCLUSÕES...39

6 PARTE I CONHECENDO O EMPRENDIMENTO 1. QUEM É RESPONSÁVEL PELO EMPREENDIMENTO E PELOS ESTUDOS? 1.1. Identificação do Projeto Empreendimento Projeto Localização/Municípios Barragem de contenção de Barra de Guabiraba Sistema de contenção de enchentes da Bacia Hidrográfica do Rio Sirinhaém Barra de Guabiraba e Bonito 1.2. Identificação do Empreendedor Razão social: SECRETARIA DE RECURSOS HÍDRICOS E ENERGÉTICOS CNPJ: / Endereço: Av. Cruz Cabugá, CEP: Santo Amaro Recife/PE Responsável: João Bosco de Almeida Telefone: (081) Identificação da empresa consultora responsável Razão Social ITEP Associação Instituto de Tecnologia de Pernambuco CNPJ / Endereço Av. Professor Luiz Freire, 700 Cidade Universitária Recife/PE Responsável Frederico Cavalcanti Montenegro Telefone (81)

7 1.4. Identificação da equipe multidisciplinar responsável pelo EIA/RIMA Nome Função Registro Profissional CTF IBAMA Eng. Cartógrafo Ivan Dornelas Falcone de Melo Engenheira Civil Ana Paula B. L. Ferreira Bióloga Wbaneide Martins de Andrade Geóloga Margareth Alheiros Biólogo Marcondes Albuquerque de Oliveira Arquiteta e Urbanista Lúcia de Fátima Soares Escorel Meteorologista Weronica Meira de Souza Geógrafo Antônio Carlos de Barros Corrêa Geógrafa Ana Mônica Correia Meteorologista Romilson Ferreira da Silva Geógrafo Luciano Cintrão Barros Engª Civil Simone Rosa da Silva Geóloga Rizelda Regadas de Carvalho Engª Química Alessandra Maciel de Lima Barros Engº Químico Aguinaldo de Queiroz Batista Biólogo Marcondes A. de Oliveira Bióloga Elcida de Lima Araújo Bióloga Elba Maria Nogueira Ferraz Bióloga Wbaneide Martins de Andrade Bióloga Yumma Bernardo Maranhão Valle Coordenador Técnico Analista do Projeto Básico Supervisão Geral de Estudos Ambientais Coordenação Técnica Supervisão Meio Biótico Supervisão Meio Antrópico Meio Físico Clima e Condições Meteorológicas PE32724/D PE28680/D CRBio 27620/5D PE02569/D CRBio 27377/5D PE8843/D PE Geomorfologia - Clima e Condições Meteorológicas Clima e Condições Meteorológicas Pedologia Recursos Hídricos Superficiais Recursos Hídricos Subterrâneos Qualidade da Água RPS PE6649/D RS069372/D PE D Qualidade do Ar CRQ Ruídos Meio Biótico Flora e Vegetação Terrestre Flora e Vegetação Terrestre Mastofauna terrestre CRBio 27377/5D CRBio 03684/5D CRBio 11077/5D CRBio 27620/5D CRBio 36839/5D

8 Bióloga Ednilza Maranhão dos Santos Bióloga Fabiana Oliveira de Amorim Biólogo Luiz Augustinho Menezes da Silva Biólogo Patrícia Pilatti Alves Biólogo Alfredo Matos Moura Júnior Bióloga Maristela Casé Costa Cunha Bióloga Cristiane Maria Varela de Araújo de Castro Engª de Pesca Sílvia Helena Lima Schwamborn Bióloga Roberta Costa Rodrigues Bióloga Aurelyanna Christine Bezerra Ribeiro Engº Florestal Kléber Costa de Lima Engº Florestal João Paulo Ferreira da Silva Economista Osmil Torres Galindo Filho Economista Luís Henrique Romani Campos Arquiteta e Urbanista Lúcia de Fátima Soares Escorel Arqueólogo Marcos Antônio Gomes de Mattos de Albuquerque Arqueóloga Veleda Christina Lucena de Albuquerque Advogado Talden de Queiroz Farias Herpetofauna Mastofauna alada Macrófitas Fitoplâncton Zooplâncton e Bentos Ictiofauna Avifauna CRBio 19676/5D CRBio 59256/5D CRBio 19949/5D CRBio /5D Nº CRBio 27115/5D CRBio 24488/5D CRBio /5D PE030792/D CRBio 36720/5P Macrozoobentos PE041391/D Inventário Florestal e Projeto de Compensação/reposição Ambiental Socioeconomia Meio Antrópico Uso e Ocupação do Solo Arqueologia e Patrimônio Histórico e Cultural Legislação Análise Jurídica /Compensação Ambiental /Passivo Ambiental PE PE CORECON 1821/PE CORECON 4731/PE PE8843/D SAB 12 SAB 237 OAB/PB

9 Advogado Talden de Queiroz Farias Engª Cartógrafa Ana Carolina Schuler Correia Engº Cartógrafo Flávio Porfírio Alves Engº Cartógrafo Aramis Leite Lima Legislação Análise Jurídica /Compensação Ambiental /Passivo Ambiental Cartografia Cartografia Cartografia Cartografia OAB/PB PE33740D PE033392D PE Tecnólogo em Geoprocessamento Daniel Quintino Geógrafo Felipe José Alves de Albuquerque Tecnólogo em Geoprocessamento Diego Quintino Arqueóloga Rubia Nogueira Arqueóloga Milena Duarte Geólogo Glauber Souza da Rocha Geólogo Otávio Leite Chaves Biólogo Josinaldo Alves da Silva Bióloga Cacilda Michele Cardoso Rocha Engº de Pesca Ericarlos Neiva Lima Engª de Pesca Jana Ribeiro de Santana Biólogo Pedro Jorge Brainer de Carvalho Bióloga Paloma Joana Albuquerque de Oliveira Biólogo Anthony Epifânio Alves Tecnologia da Geoinformação Geografia Tecnologia da Geoinformação PE PRO Equipe de Apoio Coleta de Dados SAB Arqueologia e Patrimônio 537 Histórico e Cultural SAB 539 Mapeamento Geológico PE04508/D Mapeamento Geológico PE045081/D Vegetação Terrestre CRBio 77332/5D Vegetação Aquática Ictiologia Ictiologia Avifauna Mastofauna Alada Ictiofauna/Fitoplâncton CRBio 77874/5P /BA /BA CRBio 85023/05/D

10 2. COMO É O EMPREENDIMENTO? O empreendimento localiza-se no município de Barra de Guabiraba, que possui área de 114,22 2 Km e população de habitantes (0,16% do total do Estado), com uma densidade 2 demográfica de 122 habitantes/km. A sede do município situa-se a uma altitude aproximada de 482 metros, com coordenadas geográficas de de latitude sul e de longitude oeste, distando 132,6km da capital, com acesso pela BR-232 e PE-103/085. A análise das alternativas para escolha da solução técnica e economicamente viável para a construção da barragem Barra de Guabiraba levou em consideração os seguintes fatores: custo, acumulação, custo/m3 de água acumulada e população a ser atendida. Com base nestes dados, na presente fase de realização do projeto, a alternativa de barragem que se mostrou mais indicada, satisfazendo, portanto, os critérios acima citados, é a Alternativa Barragem em CCR, com coroamento na cota 509,00m, cuja concepção apresentou menor custo executivo, aproveitando ao máximo a topografia local e atendendo às necessidades primordiais de controle de cheias. O estudo hidrológico indicou um volume de acumulação é da ordem de m³, inundando uma área de ,635m², baseado na curva cota x área x volume da bacia hidrográfica do Rio Sirinhaém. Características Gerais do Empreendimento Nome da Barragem:...Barra de Guabiraba Município:...Barra de Guabiraba Estado:...Pernambuco Rio Barrado:...Rio Sirinhaém Área da Bacia Hidrográfica:...221,96km² Capacidade de Acumulação (cota 509,00m) m³ Características da Barragem Tipo...Gravidade - Concreto Compactado a Rolo (CCR) Cota do Coroamento...509,0m Largura do Coroamento...6,50m Altura Máxima...29,0m Extensão pelo Coroamento...560,0m Altura Máxima...29,0m Talude de Montante...vertical Talude de Jusante Escalonado...(geratriz) 0,7(H):1(V) 11

11 Características do Vertedouro Tipo...Concreto (no corpo da barragem) Largura...150,00 m Descarga de Projeto (milenar) ,66,00 m³/s Cota da Soleira...504,50 m Lâmina máxima de Sangria (milenar)... 2,56 m Cota do Eixo da Galeria de controle de cheias centenárias:...490,50m Dimensões da galeria de controle de cheia centenária...2,0 x 3,0 m Prazo de execução do empreendimento Prazo 12 meses Previsão de início da obra Fevereiro de 2012 Estimativa de custo total para a obra R$ ,00 12

12 PARTE II CONHECENDO O MEIO AMBIENTE 3. QUE ÁREAS SERÃO AFETADAS? Para os fins do Estudo de Impacto Ambiental - EIA, foram definidas as áreas de influência da barragem quanto às mudanças que poderão ocorrer com a sua construção. A legislação ambiental determina que essas áreas devem ser definidas como: área de influência indireta AII (aquela onde os impactos poderão repercutir de forma indireta), área de influência direta AID (quando os impactos são sentidos de forma mais imediata em áreas próximas do empreendimento) e área diretamente afetada ADA (onde o empreendimento será implantado sendo seus impactos mais fortemente percebidos). Área de Influência Indireta (AII) A AII corresponde à bacia hidrográfica do Rio Sirinhaém, em cujo alto curso será implantada a barragem Barra de Guabiraba, no município de mesmo nome. Tendo em vista a continuidade do rio desde a área da barragem até a foz, como um meio contínuo onde se desenvolvem a fauna e a flora aquáticas, estima-se a possibilidade de impactos da barragem em todo o curso do rio, especialmente sobre as comunidades de peixes. A Figura 1 mostra essa área. Figura 1 13

13 Área de Influência Direta (AID) A AID foi definida como sendo o município de Barra de Guabiraba e em alguns casos incluindo o município de Bonito, tangencialmente tocado pelas águas do lago formado pela barragem. É nessa área onde os impactos se darão de forma mais efetiva, razão pela qual serão indicadas várias medidas mitigadoras e maximizadoras. A Figura 2 apresenta a AID. Figura 2 Área Diretamente Afetada (ADA) A Área Diretamente Afetada (ADA) compreende o lago formado pela barragem, acrescida de uma faixa de 100m em todo o seu entorno e de um trecho de 200m para jusante. É nessa área que ocorrerão as principais modificações ambientais, com a total supressão da cobertura vegetal e afugentamento da flora. Para os estudos socioeconômicos, essa área compreende os municípios de Barra de Guabiraba e Bonito. A Figura 3 apresenta a ADA. Figura 3 14

14 4. COMO ESSAS ÁREAS SE ENCONTRAM ATUALMENTE? As áreas foram analisadas para compor um Diagnóstico Ambiental, enfocando o meio físico (clima, geologia, geotecnia, geomorfologia, pedologia, hidrologia e hidrogeologia, qualidade do ar e ruídos); o meio biótico (flora terrestre e aquática e as diversas temáticas da fauna, como mamíferos, répteis, aves e peixes, entre outros); e o meio socioeconômico (socioeconomia, uso do solo e patrimônio cultural). Os aspectos mais relevantes do diagnóstico são mostrados a seguir. O USO E OCUPAÇÃO DO SOLO A bacia hidrográfica do rio Sirinhaém é composta por dezessete municípios, distribuídos em três regiões de desenvolvimento - RD: Agreste Central, Mata Sul e Metropolitana. A Área de Influência Indireta AII, que inclui como subconjunto a Área de Influência Direta AID e a Área Diretamente Afetada - ADA, esta definida como a área que compreende a cota máxima da barragem, mais uma faixa de 100 metros em seu entorno, que corresponde a Área de Preservação Permanente APP (Lei Federal nº 4.771/65) e de 500 metros no trecho a jusante da mesma. As áreas de influência ocupam, juntas, um território urbano de km² e um território rural de totalizando uma área de 5.679,40km². O uso e ocupação do solo desenvolvidos no território dos municípios encontram-se diretamente relacionados com as atividades econômicas locais e regionais. Na AII apresentam-se atividades predominantemente rurais, caracterizadas pela pecuária e lavoura de produtos de subsistência, principalmente, a mandioca, a fruticultura (com destaque para a banana) e a atividade sucroalcooleira. Apenas três dos 17 municípios componentes da AII Camocim de São Félix, São Joaquim do Monte e Sairé não desenvolvem atividade agrícola da cana-de-açúcar. Desses, apenas o município de São Joaquim do Monte não integra a AID. A maior parte da economia local e regional está baseada no cultivo da cana-de-açúcar. Na bacia, ocupa uma área 29,3% de seu território com plantio, respondendo por 28,3% do total da produção do Estado de Pernambuco, associadas a atividades industriais a ela integradas e desenvolvidas por usinas e destilarias localizadas, sobretudo na RD Zona da Mata. As categorias de uso do solo encontradas na região de estudo foram as seguintes: - Cobertura vegetal natural; - Áreas de lavouras temporárias; - Áreas de lavouras permanentes; - Áreas de horticultura e floricultura; - Área para a produção de sementes, mudas e outras formas de propagação vegetal; - Áreas com predomínio de pastagens (pecuária e criação de outros animais); - Áreas Urbanas e Sistema rodo-ferroviário; - Áreas de Produção florestal - florestas plantadas; - Áreas de Produção florestal - florestas nativas; - Áreas de pesca e aqüicultura; - Área de atividade mineraria de argila e areia. A SOCIOECONOMIA O quadro histórico elaborado para o estudo de impactos socioambientais das barragens da Zona da Mata de Pernambuco pode ser sumarizada nos seguintes tópicos: 15

15 Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da Barragem Barra de Guabiraba > População da região com problemas de baixa escolaridade e capacitação para o trabalho, onde parcela significativa da mão-de-obra conhece apenas parte do processo produtivo da cana-de-açúcar ou da criação de gado bovino. Isto dificulta ações de remoção de pessoas, pois esta população tem dificuldades de adaptação em novas realidades produtivas; > Ocupação de áreas de risco nas cidades e no campo. Conflitos agrários são responsáveis pela expulsão de trabalhadores de áreas cobiçadas pela produção agrícola. Estes, então, passam a ocupar áreas onde o conflito é menor, expondo-se ao risco, pois muitas vezes isto ocorre às margens dos rios ou em encostas no entorno das cidades; 16

16 > Altos índices de desemprego nas cidades nos períodos de entressafra. O contingente de trabalhadores que atua no corte da cana-de-açúcar e que fica desempregado na época da entressafra é superior a 45%. Tal desemprego provoca problemas sociais, como o alcoolismo e a violência, por exemplo; > Alta concentração fundiária. A forma de ocupação descrita levou a alta concentração fundiária, situação que é mantida até os dias de hoje; > Problemas de posse das terras. As sucessivas crises da produção da cana-de-açúcar e a estrutura fundiária geraram uma situação onde os engenhos, fazendas e usinas acumularam dívidas junto a bancos e passivos trabalhistas. Este endividamento gerou entraves legais à transferência da posse da terra, dificultando ações de desapropriação para retirada e realocação da população nas áreas que serão inundadas. Os aspectos demográficos permitem destacar alguns pontos relevantes para a análise dos impactos da barragem na população, entre os quais se destacam: > As taxas de crescimento populacional indicam que alguns municípios estão perdendo população para os vizinhos, principalmente aqueles que pertencem à AID; > A conversão dos municípios de rurais para urbanos já se completou em boa parte da área em questão, mas o processo ainda indica que haverá movimentos migratórios em direção às cidades, com consequente pressão por aumento da infraestrutura urbana; > A população tem envelhecido pela diminuição da taxa de natalidade, o que reduz a necessidade de crescimento da infraestrutura para atendimento da primeira infância, mas aumenta a necessidade de crescer a oferta de infraestrutura para atendimento aos idosos. O crescimento econômico dos municípios da bacia hidrográfica do rio Sirinhaém apresenta-se bastante superior ao de Pernambuco devido à presença de Ipojuca. Se for feita a análise da AII sem este município, a conclusão se reverte, ou seja, existe bastante heterogeneidade na economia da região de influência da barragem. Os efeitos do desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário de Suape para os municípios vizinhos dependem de alguns fatores, mas com a centralidade na questão logística. Seja a abertura de uma média empresa fornecedora de alguma empresa instalada no âmbito do complexo, ou a geração de um cinturão verde que supra as necessidades de alimentos para os moradores da parte sul da RMR, que está com sua população crescendo fortemente. Para que estas cadeias de suprimentos desloquem-se para os demais municípios da bacia é preciso que haja facilidade de escoamento da produção destes para Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho. Fazendo-se o controle das enchentes na região é mais fácil manter uma infraestrutura viária com qualidade. Um impacto positivo bastante relevante da barragem é a melhoria das condições logísticas tirando um entrave para que o desenvolvimento que está se verificando no Complexo de Suape possa ser aproveitado pelos municípios da AII. Excetuando-se Ipojuca, a economia da AII é basicamente rural. Essa característica deixa as condições de vida nos municípios muito dependentes da flutuação dos preços dos produtos agrícolas, principalmente da cana-de-açúcar e dos seus principais derivados. A vulnerabilidade é mais acentuada no âmbito dos pequenos produtores familiares, que representam parcela substancial da população local, devido à sua menor produtividade, acesso mais precário a informações estratégicas sobre as condições do mercado e condições menos vantajosas de comercialização tanto dos insumos utilizados quanto da produção gerada. A estrutura fundiária da área analisada mostra-se uma das mais desigualmente distribuídas do Nordeste, onde a posse da terra é extremamente concentrada em razão da ocupação histórica das 17

17 terras para a produção de açúcar. Deve-se ressaltar que a cana-de-açúcar é o principal produto agrícola cultivado em 12 dos 17 municípios da área em questão, e sua cultura é normalmente intensiva no uso da terra tendo em vista as grandes dimensões das unidades de produção que dão suporte à produção do açúcar. Naqueles municípios onde se localizam unidades industriais que transformam a cana-de-açúcar, o tamanho médio da unidade de produção agropecuária chega a ser superior a 200 hectares, com a posse da terra sendo geralmente mais concentrada do que naqueles onde dominam ainda outras culturas alternativas à produção de cana. Nos municípios onde predominam pequenos fornecedores de cana ou existe uma produção mais diversificada, o tamanho médio baixa para menos de 50 hectares. A indústria está concentrada nos segmentos de alimentação e bebidas, construção civil, material de transporte, químico e metalúrgico. A maior parte do emprego industrial da AII está localizada em Ipojuca. O impacto dos investimentos estruturadores de Suape faz com que Ipojuca responda por 71,9% da massa salarial da região. O setor de serviços envolve bens públicos, tais como educação, saúde, saneamento, segurança pública, entre outros. Como principais conclusões da análise dos diversos segmentos de serviços da AII e da AID salientam-se: > Existe pouca oferta de serviços de telefonia fixa, com consequente baixa taxa de conexão à internet; > A malha ferroviária está desativada, mas com projeto de revitalização em curso; > A falta de acessibilidade da rede de transportes tem influência negativa na economia local, uma vez que as principais rodovias apresentam tráfego intenso, gerando sérios problemas de desgaste. > Apesar do quadro favorável da infraestrutura energética da região, observam-se algumas vezes a interrupção do fornecimento de energia tanto nas sedes municipais quanto nas áreas rurais. Segundo a Celpe, as quedas no fornecimento de energia na área decorrem de queimadas ilegais da cana-de-açúcar ou de roubo de fios para a venda do cobre. No que diz respeito ao Índice de Desenvolvimento Humano IDH, os municípios apresentam significativo índice de pobreza, que não se limita à renda, incluindo dificuldades de acesso ao serviço público. O IDH é um indicador síntese que utiliza como referência a renda, a expectativa de vida e a escolaridade. Os municípios apresentam um baixo índice de desenvolvimento, mostrando números abaixo da média de Pernambuco no censo de Os números sugerem que para os cálculos do IDH de 2010 esses municípios deverão apontar melhora considerável nos indicadores por conta da proximidade do Complexo Industrial e Portuário de Suape, onde ocorreram, nos últimos cinco anos, investimentos econômicos consideráveis, mas é de se esperar que essa posição relativa ainda seja desfavorável em relação à média estadual por conta dos níveis de pobreza que são bastante elevados. Dos 17 municípios que compõem a AII, apenas cinco apresentaram em 2000 índices inferiores ao da média estadual (Barra de Guabiraba, Bonito, Cortês, Gameleira e São Joaquim do Monte os três primeiros também fazendo parte da AID); fato que deve ser ressaltado porque, em 1991, apenas Ribeirão achava-se no patamar superior ao da média estadual. 1 Cumpre destacar que retirar um entrave não é garantir que o desenvolvimento de Suape chegue aos demais municípios da AII, uma vez que existem outros entraves como a oferta de mão-de-obra qualificada e com boa escolaridade. 2 Na AII localizam-se 10 empresas agroindustriais, a saber: Destilaria Campo Belo, em Amaraji; Usina Pedrosa, em Cortês; Usina Pumaty, em Joaquim Nabuco; Usina União e Indústria, entre Primavera e Escada; Usina Interiorana, em Ribeirão; Usina Cucaú, em Rio Formoso; Usina Trapiche, em Sirinhaém; e Usinas Ipojuca e Salgado, em Ipojuca. 18

18 O setor de serviços envolve bens públicos, tais como educação, saúde, saneamento, segurança pública, entre outros. Como principais conclusões da análise dos diversos segmentos de serviços da AII e da AID salientam-se: > Existe pouca oferta de serviços de telefonia fixa, com consequente baixa taxa de conexão à internet; > A malha ferroviária está desativada, mas com projeto de revitalização em curso; > A falta de acessibilidade da rede de transportes tem influência negativa na economia local, uma vez que as principais rodovias apresentam tráfego intenso, gerando sérios problemas de desgaste. > Apesar do quadro favorável da infraestrutura energética da região, observam-se algumas vezes a interrupção do fornecimento de energia tanto nas sedes municipais quanto nas áreas rurais. Segundo a Celpe, as quedas no fornecimento de energia na área decorrem de queimadas ilegais da cana-de-açúcar ou de roubo de fios para a venda do cobre. No que diz respeito ao Índice de Desenvolvimento Humano IDH, os municípios apresentam significativo índice de pobreza, que não se limita à renda, incluindo dificuldades de acesso ao serviço público. O IDH é um indicador síntese que utiliza como referência a renda, a expectativa de vida e a escolaridade. Os municípios apresentam um baixo índice de desenvolvimento, mostrando números abaixo da média de Pernambuco no censo de Os números sugerem que para os cálculos do IDH de 2010 esses municípios deverão apontar melhora considerável nos indicadores por conta da proximidade do Complexo Industrial e Portuário de Suape, onde ocorreram, nos últimos cinco anos, investimentos econômicos consideráveis, mas é de se esperar que essa posição relativa ainda seja desfavorável em relação à média estadual por conta dos níveis de pobreza que são bastante elevados. Dos 17 municípios que compõem a AII, apenas cinco apresentaram em 2000 índices inferiores ao da média estadual (Barra de Guabiraba, Bonito, Cortês, Gameleira e São Joaquim do Monte os três primeiros também fazendo parte da AID); fato que deve ser ressaltado porque, em 1991, apenas Ribeirão achava-se no patamar superior ao da média estadual. Em relação à Saúde, a maior parte dos problemas que afligem a população resulta das condições de subdesenvolvimento em que elas estão mergulhadas, e à qual se conjuga a extrema pobreza das famílias que vivem em meio à precariedade da infraestrutura social e urbana básica, que inclui água, esgotamento sanitário e coleta de lixo, asim como a deficiência dos serviços públicos de saúde. Devem ainda ser destacadas determinadas deficiências e inadequações no sistema de atendimento à saúde, entre as quais: a insuficiência de medicamentos, equipamentos e de instrumental nas unidades de saúde em relação à demanda; a infraestrutura precária e deficiente dos hospitais; o tratamento dispensado ao lixo hospitalar; a quantidade reduzida de leitos hospitalares; e o desconhecimento da população sobre o funcionamento do Programa de Saúde da Família - PSF. A distribuição dos recursos de saúde na região tem sua eficiência reduzida pela desproporção existente no número de médicos por habitantes. A carência de profissionais de saúde de nível superior (médico, dentista, enfermeiro e nutricionista, entre outros) é reconhecidamente um dos gargalos do setor de saúde em quase todas as regiões do País. Em onze municípios da AII houve aumento no número de leitos, em cinco ocorreram diminuição, entre os quais quatro fazem parte da AID, e em apenas um o número permaneceu o mesmo. Na AID a média de leitos por cada 10 mil habitantes é de 8,6, em 2009, quase 3 vezes abaixo da média estadual e aproximadamente 1,7 vezes menor do que a da AII; proporção inclusive bem abaixo da que essa área detinha em 2007 que correspondia a 10,5 leitos por 10 mil habitantes. 19

19 Quanto à Educação, os dados apresentados enfatizam as deficiências no sistema educacional tanto local quanto estadual. Em relação aos problemas, o mais apontado pelas estatísticas, e confirmado pelos especialistas em educação no país, é o analfabetismo, principalmente no grupo de idade de 15 anos e mais. Essa questão é ressaltada devido a esse grupo representar parcela significativa de pessoas em idade produtiva e, se não for atenuada, poderá impedir a busca de oportunidades e uma melhor colocação no mercado de trabalho. Embora se tenha observado nos últimos dez anos um avanço na formação dos professores, através de programas de capacitação, essa formação não é, ainda, a ideal, e não contribui significativamente para a elevação do rendimento escolar, o que reforça a tese da baixa qualidade do ensino. Em relação ao número de estabelecimentos de ensino nota-se que o nível fundamental é o que oferece maior quantidade de instituições na AII (819 instituições em 2006), com as escolas municipais representando 77,3% desse total, quantidade que apresentou pequena mudança em relação a 2001 (814 unidades escolares). Um fato representativo na educação é o incremento do ensino médio na região, apesar do ainda restrito número de instituições em 2006 (60 unidades), mas comparando-se esse número com o de 2001 observa-se que o mesmo cresceu seis vezes mais no período. No que diz respeito ao Saneamento, apesar da melhora verificada, os dados permitem concluir que alguns municípios continuam apresentando condições precárias nesse conjunto de serviços básicos de infraestrutura. Sobre o fornecimento de água encanada os dados mostram que menos da metade dos domicílios da AII (49,8%) contam com esse serviço em 2000 (em 1991, essa parcela equivalia a 42,2%). Na maioria dos municípios estudados, a água disponibilizada na rede, em geral, é proveniente de poços, nascentes, cisternas ou de reservatórios abastecidos pelas chuvas. O abastecimento d'água ligado à rede geral na AII é ainda precário, atendendo em poucos casos a mais da metade dos indivíduos em 2000, como é o caso de sete dos 17 municípios da área. O PATRIMONIO CULTURAL A legislação federal aplicável ao patrimônio histórico-cultural protege os conjuntos urbanos, e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico. O estudo do Patrimônio Cultural na Barragem Barra de Guabiraba foi realizado através de levantamento de dados secundários e primários dos municípios de Barra de Guabiraba e Bonito. Durante o Diagnóstico foram levantados os aspectos culturais dos municípios estudados, incluindo o levantamento do patrimônio material (arqueológico e histórico), do patrimônio imaterial (festas, danças, comidas típicas, lendas, artesanato), do patrimônio espeleológico (cavernas e furnas) e do patrimônio paisagístico. Quanto ao patrimônio imaterial dos referidos municípios, merecem destaque as festas populares como o Carnaval, São João e festas religiosas. Nessas festas ocorrem manifestações culturais típicas como o frevo, o boi lavrado, apresentações de grupos de bacamarteiros, as quadrilhas juninas; as comidas típicas como a macaxeira, o cuscuz, a carne-de-sol, comidas a base de milho, doces com frutas regionais, entre outras. O patrimônio material identificado, do ponto de vista arqueológico e histórico, corresponde a ocorrências de material lítico e cerâmico relacionado a grupos indígenas que outrora habitaram a região (referente ao período pré-histórico) e remanescentes de estruturas históricas (Engenhos) referentes ao ciclo da cana-de-açúcar em Pernambuco. Na área que será diretamente afetada pela construção da Barragem foi realizado um levantamento detalhado para identificação do patrimônio cultural presente na área. As 20

20 informações foram obtidas através de entrevistas com a população e através de prospecção visual, enfocando a identificação de eventuais vestígios arqueológicos e históricos. O estudo realizado revelou o potencial arqueológico pré-histórico e histórico da área, com base tanto nas informações de habitantes das cercanias, quanto da identificação direta de um sítio arqueológico pré-histórico, de grupo ceramista da Tradição Tupi-Guarani. Foram identificadas 14 ocorrências históricas de interesse arqueológico. As referências históricas correspondem ao período entre os séculos XIX e XX, época que predominava na região a economia açucareira. No que tange ao patrimônio imaterial identificou-se a existência de lendas relacionadas à Cachoeira do Galo. O estudo realizado revelou o potencial e diversidade cultural desta região. - - Figura 1 - Casa-grande do Engenho Guabiraba, atual câmara de vereadores do município de Barra de Guabiraba. Fotografia fornecida por Gilberto Leopoldino Cavalcanti. Sem data. - Figura 2 - Fragmentos de cerâmica pré-histórica da Tradição ceramista Tupi-Guarani. Figura 3 - Engenho Burarema em Barra de Guabiraba-PE. Figura 4 - Sobrado localizado na Praça da Igreja de São Sebastião. 21

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