Primeira usina em Santa Catarina PCH Barra do Rio Chapéu é inaugurada

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1 Fevereiro 2013 Ano XIX Nº115 Um jornal para novos tempos Primeira usina em Santa Catarina PCH Barra do Rio Chapéu é inaugurada Págs. 6 e 7

2 Fevereiro 2013 Ano XIX Nº115 Um jornal para novos tempos Págs. 6 e 7 2 editorial O investimento em fontes alternativas EXPEDIENTE Diretoria Executiva Diretor-Presidente A Eletrosul inaugurou recentemente sua primeira usina de pequeno porte e o primeiro empreendimento de geração em Santa Catarina, confirmando sua vocação em investir em fontes renováveis e complementares à matriz energética. As fontes consideradas alternativas PCHs, eólica e biomassa são uma das apostas do País para reforçar a oferta de energia no Sistema Interligado Nacional até 2021, como já mostramos na edição de novembro. A gestão dos empreendimentos da Eletrosul tem mostrado perfeito alinhamento com essas diretrizes. Boa leitura. Primeira usina em Santa Catarina PCH Barra do Rio Chapéu é inaugurada Eurides Luiz Mescolotto Diretor de Engenharia e Operação Ronaldo dos Santos Custódio Diretor Financeiro e Administrativo Antonio Waldir Vituri Conselho Editorial Cleiton Luis Rezende Cabral Laércio Faria Luiz Ricardo Machado Renato Bunn Rubem Abrahão Gonçalves Filho Gerente ACS Sadi Rogério Faustino Coordenação Jonatas Andrade Edição Andréa Lombardo Jonatas Andrade Textos A então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, dando posse à nova direção da Eletrosul, em 17 de janeiro de 2003, com Milton Mendes, assumindo a Presidência, Antonio Waldir Vituri, a Diretoria de Gestão Administrativa e Financeira, e Ronaldo dos Santos Custódio, a Diretoria Técnica. Adriana Hass Anahi Gurgel Andréa Lombardo Cleusa Frese Gilberto Del Pozzo Tatiana Lima Umberto Petry Caletti Vivianne Nunes Edição de Fotografia Hermínio Nunes Fotos Anísio Borges Arquivo DDOM/DGI Arquivo Construtora Integração Arquivo Energia Sustentável do Brasil Arquivo UHE Teles Pires Augusto Ribeiro Isara Cleusa Frese Daniel Amorim Júnior Borba Hermínio Nunes Nélio Pinto Tatiana Lima Projeto Gráfico Agenciamob Conteúdo e Projeto Editorial Giusti Comunicação Integrada Tiragem 6 mil exemplares Nos últimos dez anos, a Eletrosul passou por um grande processo de modernização de gestão, marcando a retomada na geração de energia. Hoje, a empresa é referência nacional na utilização de fontes alternativas, com a estratégia de negócios voltada fortemente para investimentos em energia eólica, hidrelétrica, solar e biomassa. Periódico editado pela ACS Assessoria de Comunicação Social e Marketing Rua Dep. Antônio Edu Vieira, 999, Pantanal Florianópolis/SC CEP Fone (48) /

3 Eletrosul agora - Fevereiro de 2013 responsabilidade social 3 Cozinha comunitária Boa alimentação e qualidade de vida No espaço equipado com apoio da Eletrosul, grupo de trabalhadores de Curitiba recebe três refeições diárias Os catadores de material reciclável do Projeto Mutirão Profeta Elias, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba (PR), estão conquistando qualidade de vida e melhoria na alimentação com a cozinha comunitária equipada com apoio da Eletrosul. No espaço, os trabalhadores recebem três refeições diárias café da manhã, almoço e lanche da tarde. Atualmente, mais de 20 pessoas se beneficiam com a estrutura. A cozinha é bem importante porque acaba diminuindo a despesa em casa. Na correria, a gente nem comia, passava o dia todo sem colocar um pão na boca. Agora, a gente voltou a se alimentar direito. E melhora até no serviço porque ficamos mais dispostos, relata a presidente do grupo de catadores, Sandra Mara de Lemos (foto). A cozinha começou funcionar há cerca de três meses e também é aberta aos familiares dos catadores. O espaço se transformou em ponto de encontro e socialização da comunidade. A festa de final de ano das crianças, por exemplo, foi realizada na cozinha. Este local ajuda muito. Com esta cozinha, a gente pode fazer um almoço, um café, a qualidade de vida destas pessoas já melhorou muito, reforçou a vice-presidente do Projeto Mutirão Profeta Elias, Rosane Aparecida Herbst Kummer. Os equipamentos patrocinados pela Eletrosul incluem geladeira, fogão, armários, mesas, cadeiras, panelas, pratos, talheres, entre outros utensílios. Os alimentos preparados no espaço são obtidos por meio de doações. As cozinheiras são as próprias mulheres que participam do projeto e se revezam nas diversas atividades. Outras melhorias O grupo de catadores do Sítio Cercado reúne 12 famílias e já existe há 10 anos. Elas trabalham na coleta, seleção, prensagem e comercialização de 32 tipos de materiais recicláveis a maior parte deles, variações de plástico. Em 2011, a Eletrosul patrocinou uma prensa hidráulica com capacidade para 160 quilos, o que proporcionou aumento da produtividade. Só uma prensa não dava conta de todo o material que a gente recolhia. Agora, duas pessoas podem trabalhar na prensagem ao mesmo tempo. E o volume de material que vendemos aumentou muito, ressalta Sandra, ao lembrar que o grupo trabalhava com um equipamento de capacidade de processamento 50% menor. Segundo ela, só em relação ao papel comercializado, o aumento de produtividade e, consequentemente de renda, foi de aproximadamente 35%. Outra melhoria empreendida com o apoio da Eletrosul foi a instalação de uma cobertura para o pátio da associação, onde papéis e papelões ficam armazenados, evitando perdas de material em dias de chuva.

4 4 canteiro de obras Eletrosul agora - Fevereiro 2013 Fevereiro de 2013 AMPLIAÇÃO DO COMPLEXO EÓLICO CERRO CHATO 78 MW Preparação do guindaste que será utilizado para içar as peças na montagem dos aerogeradores. N RS Capacidade de atendimento: habitantes UHE são Domingos UHE TELES PIRES A energização da linha de transmissão, que liga a Subestação da Usina São Domingos a MS Subestação Água Clara, da Enersul, foi realizada em janeiro, dando condições para o N início dos testes nas unidades geradoras da Usina Hidrelétrica São Domingos. 48 MW Capacidade de atendimento: habitantes Vista da jusante dos condutos forçados e tomada d água. N MT PA MW Capacidade de atendimento: habitantes

5 Eletrosul agora - Fevereiro 2013 canteiro de obras 5 canteiro de obras Linhão do Madeira PCH João Borges Visão geral dos materiais depositados no canteiro de obras Alto Araguaia (MT). N 600 kv Maior LT de 600 kv do mundo, com Km de extensão Foi concluída a concretagem dos condutos forçados, bem como, a locação dos mesmos nas unidades geradoras 1 e 2, e está em andamento o lançamento do conduto da unidade 3. A ponte rolante da casa de força está pronta para o comissionamento. N SC 19 MW Capacidade de atendimento: habitantes UHE JIRAU MW Vista da montante da casa de força da margem esquerda, onde estão sendo montadas 22 turbinas tipo bulbo. Na casa de força da margem direita serão 28 turbinas. N RO Capacidade de atendimento: habitantes

6 6 especial PCH Barra do Rio Chapéu A aposta nas fontes complementares Em sintonia com o planejamento energético do País, Eletrosul entrega sua primeira usina de pequeno porte A Eletrosul deu mais um passo importante para a recomposição de seu parque gerador ao entregar à operação sua primeira usina em Santa Catarina. A Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Barra do Rio Chapéu, inaugurada no dia 28 de janeiro, reafirma o compromisso da empresa em investir em fontes limpas e renováveis de energia, atendendo ao planejamento energético do País, estruturado para esta década. Depois de muito sacrifício, voltamos à geração no Estado de Santa Catarina, onde a Eletrosul tem sua sede. Estamos orgulhosos por fazermos história com um empreendimento aqui em Rio Fortuna, que está gerando energia elétrica para o País. Essa é uma vitória de todos, declarou o presidente Eurides Mescolotto, durante a solenidade de inauguração, que reuniu auto- A Eletrosul é a subsidiária verde do grupo Eletrobras, pois além de energia hidrelétrica, investe em geração eólica, solar e até biomassa ridades, empregados e moradores da região. A construção da hidrelétrica é resultado do Acordo de Cooperação Brasil-Alemanha no Setor de Energia, com foco em Energias Renováveis e Eficiência Energética, firmado em Teve a parceria do banco de fomento KfW, que financiou as obras com recursos do Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha. A Eletrosul é a subsidiária verde do grupo Eletrobras, pois além de energia hidrelétrica, investe em geração eólica, solar e até biomassa. Estamos muito orgulhosos por apoiar a expansão do seu parque gerador Christoph Sigrist renovável e com isso ampliar a oferta de energia no Brasil, destacou o chefe da Divisão do Setor Financeiro e Infraestrutura Econômica do KfW para a América Latina e Caribe, Christoph Sigrist. PCH Barra do Rio Chapéu Potência instalada Energia assegurada Unidades geradoras Altura da barragem Capacidade de atendimento Localização Rio Geração de empregos

7 Eletrosul agora - Fevereiro de 2013 especial 7 Os benefícios do empreendimento 15,15 MW 8,61 MW médios 2 17 metros 128 mil habitantes 40,2 mil unidades residenciais Rio Fortuna e Santa Rosa de Lima (SC) Braço do Norte 520 diretos e indiretos A PCH Barra do Rio Chapéu aproveita o potencial do rio Braço do Norte, entre os municípios de Rio Fortuna e Santa Rosa de Lima, no Sul catarinense. O projeto aproveitou o relevo acentuado da região para obter mais eficiência energética com um reservatório menor, reduzindo o impacto ambiental. Represada por uma barragem a fio d água de 107 metros de comprimento e 17 metros de altura, a água segue do vertedouro por um túnel de 3,5 mil metros de extensão e 4,5 metros de diâmetro. Dois condutos forçados em aço levam a água até a casa de força, onde as duas turbinas são responsáveis pelo processo de geração da energia. A PCH Barra do Rio Chapéu leva o mesmo nome de uma comunidade rural vizinha à casa de força e próxima à foz do rio Chapéu. Sua construção proporcionou a geração de aproximadamente 520 empregos e movimentou a economia regional. Outros benefícios que ficam para a comunidade são as benfeitorias secundárias como acessos, construções, ramais de eletricidade e áreas em recuperação ambiental. A construção da usina permitirá, ainda, a promoção do lazer e do turismo por meio do aproveitamento das áreas balneáveis do reservatório. Agradeço muito a Deus por ter desenhado no nosso município um projeto natural para possibilitar a construção dessa usina, que muito vai contribuir com o sistema de energia do nosso País. E, Valdeci Dela Justina agradeço a Eletrosul por acreditar no potencial hídrico do rio Braço do Norte e construir este grande empreendimento que, além de energia, possibilitará o desenvolvimento da indústria do turismo e da economia da região, afirmou o vice-prefeito de Rio Fortuna, Valdeci Dela Justina. Agradeço a Eletrosul por acreditar no potencial hídrico do rio Braço do Norte e construir este grande empreendimento

8 8 geral Debêntures de infraestrutura Mais recursos para investimentos Projetos da Eletrosul e parceiros são considerados prioritários Cinco parques eólicos pertencentes às Sociedades de Propósito Específico (SPEs) nas quais a Eletrosul tem participação as holdings Livramento e Santa Vitória do Palmar, foram considerados prioritários pelo Ministério de Minas e Energia, por meio de portarias publicadas em dezembro do ano passado e janeiro último. Esse enquadramento é uma das condições previstas na Lei nº /2011 e no Decreto nº 7.603/2011 para que o empreendedor possa emitir as chamadas debêntures de infraestrutura. São títulos de renda fixa que contam, entre outros benefícios, com incidência de Imposto de Renda com alíquota de 0%, no caso de investidor pessoa física, inclusive por meio de fundos de investimento criados para esse fim, para emissões realizadas até 31 de dezembro de Ao instituir incentivos para a emissão desses títulos, o governo federal cria uma nova alternativa para as empresas captarem recursos diretamente no mercado de capitais, visando o investimento pelos empreendedores em obras de infraestrutura, sem depender, exclusivamente, das fontes tradicionais de financiamento, principalmente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Funciona como uma fonte de recursos complementar ao BNDES e que pode vir a ganhar mais espaço dentre as opções de financiamento das empresas, além de permitir ao investidor, até mesmo pessoa física, o acesso a novas opções de investimento, esclareceu o economista Rafael Judar Vicchini, gerente da Coordenadoria de Avaliação Econômico-Financeira de Projetos da Eletrosul. Vicchini lembra que a conjuntura de baixo patamar da taxa de juros básica da economia em relação à sua média histórica, com a consequente redução na remuneração dos títulos públicos, pode tornar essas debêntures atrativas ao investidor frente às outras opções disponíveis, sendo suportada pelo retorno do projeto financiado. Ao zerar a alíquota do Imposto de Renda para pessoas físicas, estima-se que parte da poupança desse universo de investidores seja direcionada para a expansão da infraestrutura. Para isso, entretanto, espera-se que gradualmente ocorra o alongamento dos prazos dos títulos, para que seja criada a compatibilidade entre prazos de investimento e financiamento pelo emissor, reforçou. Pioneirismo O parque eólico Cerro dos Trindade, em construção em Sant Ana do Livramento, no Rio Grande do Sul, foi o primeiro projeto de infraestrutura do setor elétrico, no segmento de energia eólica, considerado prioritário pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Em seguida, outros quatro parques Geribatu I, II, III e V, em Santa Vitória do Palmar (RS) também foram enquadrados. De acordo com o diretor financeiro das holdings constituídas para esses empreendimentos eólicos, Fábio Maimoni Gonçalves, foi solicitada a aprovação do MME para os demais parques dos complexos Livramento e Geribatu. Isso como forma de atender à legislação vigente e poder captar recursos junto a investidores. Mesmo enquadrados, no entanto, a emissão das debêntures depende, ainda, da aprovação do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Como agente financiador dos empreendimentos, cabe ao BNDES autorizar o compartilhamento das garantias prestadas com os futuros investidores. A efetiva emissão dos títulos dependerá, também, de decisão empresarial estratégica por parte das holdings e seus acionistas quanto à composição do endividamento.

9 Eletrosul agora - Fevereiro de 2013 geral 9 Obras de transmissão Interligando fronteiras Investimentos Brasil e Uruguai estão implantando a primeira interligação elétrica em extra alta tensão entre os dois países. Pelo lado brasileiro, o investimento de R$ 128 milhões prevê a construção de uma subestação de 500/230 kv, em Candiota (RS), uma linha de 500 kv com 60 quilômetros de extensão até a fronteira com o Uruguai e outra de 230 kv, com três quilômetros, que vai ser conectada à Subestação Presidente Médici, de propriedade da Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (CEEE). Já os uruguaios estão investindo na construção de uma linha de 500 kv, com cerca de 350 km, e uma estação conversora de frequência de 500 MW, em um investimento de aproximadamente R$ 300 milhões. O empreendimento nasceu de um memorando de entendimento entre os dois países, assinado em Em 2010, Eletrobras e Administración Nacional de Usinas y Transmisiones Eléctricas (UTE) assinaram um contrato para a implantação das instalações no lado brasileiro da interligação. A Eletrosul é parte integrante desse projeto. Em outubro do ano passado, a Eletrobras cedeu 40% do empreendimento para a Eletrosul, que ficará responsável pela implantação das linhas de transmissão em território brasileiro e, posteriormente, pela operação e manutenção do sistema. Tanto a subestação quanto os materiais das linhas de transmissão já foram licitados. A Eletrobras emitiu a ordem de serviço para elaboração do projeto executivo e para o fornecimento de materiais e equipamentos da SE Candiota. A Eletrosul autorizou o início das sondagens e a elaboração do projeto executivo das linhas de 230 kv Candiota- -Presidente Médici (3 km) e de 525 kv Candiota-Melo (60 km). Também já estão sendo fornecidas as 1,8 mil toneladas de estruturas metálicas e as 850 toneladas de cabos condutores para as linhas de transmissão. A mobilização para início da obra depende da emissão da Licença de Instalação pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Audiência pública Em novembro, foi realizada, em Candiota, uma audiência pública, com a participação de representantes da Eletrobras, Eletrosul e da Geo Consultores, para expor e tirar dúvidas sobre o empreendimento na Interligação Elétrica Brasil-Uruguai somarão aproximadamente R$ 428 milhões e apresentar o novo Relatório e Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) aos moradores dos municípios onde as obras serão implantadas. O Ibama validou a audiência, que é parte do processo de licenciamento ambiental, e emitiu a Licença Prévia do empreendimento. Técnicos da Eletrosul e Eletrobras elaboraram a documentação para ingressar com o pedido de Licença de Instalação e aguardam retorno do órgão ambiental. URUGUAI RIO GRANDE DO SUL SE CANDIOTA PARANÁ BRASIL SE PRES. MÉDICE PORTO ALEGRE SANTA CATARINA CONVERSORA MELO SE SAN CARLOS ENTENDA A INTERCONEXÃO BRASIL URUGUAI 3 km 60 km 65 km 283 km AMPLIAÇÃO SE PRESIDENTE MÉDICE 230 kv NOVA SE CANDIOTA 525/230 kv FRONTEIRA NOVA CONVERSORA MELO 60 Hz / 50 Hz AMPLIAÇÃO SE SAN CARLOS

10 10 ESPORTES Fora da sala de aula Capoeira vira reforço pedagógico Projeto envolve alunos de instituições públicas no contraturno escolar Implantado no ano passado, com o apoio da Eletrosul, o projeto Capoeira: A Roda que Transforma Vidas tem ajudado 160 crianças e adolescentes, com idade entre 6 e 17 anos, de escolas públicas de Ortigueira (PR) um dos municípios onde está instalada a Usina Hidrelétrica Mauá a melhorar o desempenho escolar e a desenvolver outras habilidades. O projeto é coordenado pela Casa da Criança e do Adolescente Padre Lívio Donati, onde as aulas são realizadas. Segundo a assistente social da instituição, Fabiane Alves Santana, a capoeira era novidade para a maioria dos estudantes e, rapidamente, conquistou a simpatia da criançada. Os menorzinhos se entregaram de imediato, o que tem ajudado muito na coordenação motora nessa fase de desenvolvimento. Já os adolescentes estranharam um pouco em um primeiro momento, quando tratamos da origem e história da capoeira, mas se identificaram muito com a musicalidade e aí aderiram facilmente, relatou. As aulas acontecem no contraturno escolar, quatro vezes por semana, sendo que cada turma participa das atividades em dois dias. Além do instrutor, outros seis educadores também participam do projeto, inclusive, praticando a arte da capoeira e auxiliando no treinamento dos estudantes. O instrutor de capoeira Marcos Antônio do Nascimento, o mestre Kako, como é conhecido, diz estar muito satisfeito com o avanço dos seus alunos. Percebemos uma grande melhoria na coordenação motora, ritmo e equilíbrio. A capoeira também auxilia muito no desenvolvimento cognitivo. Para a assistente social Fabiane Santana, a prática também propiciou melhora na frequência das aulas, no comportamento, atenção e disciplina desses alunos. A capoeira é importante para desenvolver o corpo e a mente. Aprender a respeitar nossas diferenças e saber das nossas raízes, avaliou Vitor Alencar Ribeiro, 12 anos, aluno de uma das escolas integrantes do projeto. O apoio da Eletrosul foi o pontapé inicial para a compra de equipamentos e contratação do instrutor no primeiro ano do projeto. Agora, vamos continuar com as próprias pernas, inclusive, mantendo o instrutor. No futsal, também foi assim. Tivemos o apoio da Eletrosul nos dois primeiros anos, 2010 e 2011, e agora o ensino dessa modalidade esportiva continua com os nossos professores, revelou Fabiane.

11 Eletrosul agora - Fevereiro de 2013 meio ambiente 11 Prédio Sustentável Modelo em eficiência energética Prédio da Eletrosul em Campos Novos atendeu a todos os conceitos de conservação de energia e preservação de recursos naturais Espaço da Gestão Ambiental Créditos de Carbono A Eletrosul construiu, em Campos Novos (SC), seu primeiro prédio comercial sustentável, que obteve a etiqueta Nível A em Eficiência Energética ao atender os critérios do Programa Brasileiro de Etiquetagem, coordenado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A empresa já havia recebido a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) Nível A, na fase de projeto. Após inspeção pela Fundação Certi organismo acreditado pelo Inmetro, recebeu o novo selo, agora, com o prédio construído. O projeto do prédio que sediará o Setor de Manutenção de Campos Novos tem 560 metros quadrados de área construída, divididos em dois pavimentos. A construção, concluída em novembro de 2012, atendeu a todos os conceitos de eficiência energética, conservação de energia e preservação de recursos naturais. Na construção, foi priorizado o uso de materiais que garantem melhor isolamento térmico e acústico e aproveitamento da luz natural, por exemplo. O prédio dispõe ainda de uma torre multifuncional, que reúne reservatório de água potável, sistema de coleta e reservatório de água da chuva (10 mil litros) e coletor para aquecimento solar. Para o tratamento de efluentes, foi utilizado um sistema de raízes auxiliado por uma fossa séptica de alta eficiência e um filtro anaeróbico. O objetivo da Eletrosul é tornar todas suas futuras construções referência na aplicação dos conceitos de eficiência energética, conservação de energia e de sustentabilidade. A Energia Sustentável do Brasil - concessionária formada pela Eletrosul (20%), Chesf (20%) e GDF Suez(60%) - tem autorização da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima para submeter o projeto da Usina Hidrelétrica Jirau à apreciação da Organização das Nações Unidas (ONU) para registro como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e comercializar os créditos de carbono que venham a ser gerados pela hidrelétrica. A energia gerada por Jirau, que tem MW de capacidade instalada, evitaria a emissão de 6 milhões de toneladas de CO2 ao ano. A Eólicas Cerro Chato, empresa na qual a Eletrosul detém 100% do controle acionário, também está buscando a autorização do governo e posterior aval da ONU para comercializar créditos de carbono do Complexo Eólico Cerro Chato (90 MW).

12 12 ESPECIAL Projeto Básico Ambiental Indígenas aprimoram cultivo agrícola Comunidades vizinhas à Hidrelétrica Mauá receberam assistência técnica e insumos para ampliar produção, que deve chegar a 80 toneladas O Programa de Apoio às Atividades Agropecuárias ação integrante do Projeto Básico Ambiental (PBA) da Usina Hidrelétrica Mauá para a questão indígena já está mostrando seus primeiros resultados. Em fevereiro, será iniciada a colheita das safras de feijão, milho e arroz nas oito comunidades vizinhas ao empreendimento, no Norte do Paraná. A expectativa é de que a produção alcance aproximadamente 80 toneladas, que serão destinadas à alimentação das famílias e à formação de um banco de sementes, além da comercialização do excedente. Desde o preparo do solo para o plantio, iniciado em outubro de 2012, o trabalho foi coordenado por uma equipe de antropólogos e engenheiros agrônomos contratada pelo Consórcio Energético Cruzeiro do Sul, formado pela Eletrosul e Copel para a implantação da usina. São cerca de 340 hectares plantados nas oito terras indígenas: Mococa, Queimadas, Apucaraninha, São Jerônimo, Barão de Antonina, Posto Velho, Laranjinha e Pinhalzinho. O engenheiro agrônomo Gilberto Shingo, que coordena o trabalho, conta que a definição das culturas foi feita pelos próprios indígenas, em oficinas realizadas em todas as comunidades. O consórcio forneceu as sementes e contratou equipamentos e mão-de-obra, que incluiu pessoas das próprias terras indígenas. Foram utilizados métodos orgânicos de produção agrícola com o objetivo de melhorar as condições de saúde e nutrição das famílias, acrescentou o agrônomo. Cada terra indígena formou um comitê gestor para acompanhar o trabalho e aplicar, nas próximas safras, as orientações técnicas recebidas. O PBA inclui outros programas como o de articulação de lideranças indígenas, vigilância e gestão territorial, recuperação de áreas degradadas e proteção de nascentes, melhoria da infraestrutura, fomento à cultura e às atividades de lazer, monitoramento da fauna e da qualidade da água. Projeto modelo O Projeto Básico Ambiental da Usina Mauá é considerado por especialistas na questão indígena como um exemplo a ser seguido nos empreendimentos em energia elétrica. Ele foi construído com base em estudos feitos por especialistas e muita discussão, tanto com os indígenas quanto com órgãos como a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Ministério Público Federal. O antropólogo Paulo Góes, que coordenou o trabalho, conta que o diálogo com os indígenas começou, efetivamente, com a realização de oficinas 34 ao todo, nas quais foram explicados o projeto da usina e o processo de licenciamento. A equipe contou com o auxílio de professores bilíngues. As oito terras indígenas são das etnias Guarani, Kaingang e Xetás. Uma das próximas ações do consórcio dentro do PBA Indígena será a entrega de tratores, vans, automóveis, motos e ambulância para as comunidades veículos que serão usados no desenvolvimento dos programas. Os indígenas que serão condutores desses veículos já passaram por cursos de habilitação. Além disso, serão construídos barracões, escritórios e salões de festas. Os programas do PBA terão continuidade pelos próximos cinco anos e contarão com o apoio permanente de antropólogos e engenheiros agrônomos. O PBA Indígena da UHE Mauá pode ser consultado no site

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