MINUTA DE REGIMENTO DO CONSELHO CONSULTIVO DE CÂMPUS

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1 MINUTA DE REGIMENTO DO CONSELHO CONSULTIVO DE CÂMPUS CAPÍTULO I Das Disposições Iniciais, Categoria e Finalidades Art. 1º - O Conselho de Câmpus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás, doravante denominado CONCÂMPUS, é uma instância Institucional que, em conformidade com os princípios expressos na legislação do IFG, no planejamento institucional, nas políticas acadêmicas elaboradas mediante escuta, participação e deliberação da comunidade, e atuando por meio de apreciações, recomendações e deliberações, conduz processo decisório compartilhado com a Direção Geral do Câmpus, no que se refere à gestão administrativa, orçamentária e acadêmica. É um Colegiado Representativo, Normativo, Consultivo e Deliberativo, segundo as matérias, temas e institucionalidade vigente no âmbito institucional, presente em cada Câmpus. Art. 2º - A finalidade do CONCÂMPUS é democratizar a tomada de decisões no âmbito das políticas de ensino, pesquisa, extensão e administração, concorrendo para que a Instituição cumpra sua função social. Art. 3º - O CONCÂMPUS será coordenado e presidido pelo Diretor Geral do Câmpus. CAPÍTULO II Da Composição e Funcionamento Art. 4º - O CONCÂMPUS, integrado por membros titulares e suplentes, designados por Portaria do Reitor, tem a seguinte composição: I Membros Natos: a) Diretor (a)-geral, na qualidade de Presidente; b) Chefe(s) do(s) Departamento(s) das Áreas Acadêmicas; c) Diretor/ Gerente de Administração; d) Gerente de Pesquisa, Extensão e Pós-graduação; e) Gerente/ Coordenador (a) de Administração Acadêmica e Apoio ao Ensino; f) Coordenador (a) de Recursos Humanos e Assistência Social ao Servidor; II Membros Representantes: 1

2 a) 01 (um) representante dos servidores docentes, em efetivo exercício, para o universo de 50 professores efetivos ou fração, eleitos por seus pares; b) 01 (um) representante dos servidores técnico-administrativos, em efetivo exercício, para o universo de 50 servidores técnico-administrativos efetivos ou fração, eleitos por seus pares; c) 01 (um) representante do corpo discente de nível médio e 01 (um) representante do corpo discente de nível superior, com matrícula regular ativa, inicialmente com até 500 alunos matriculados, sendo que será ampliada a representação de cada um destes segmentos, por meio de 01 (um) novo representante, sempre que o universo de novas matrículas totalizar 500 matrículas, computadas a partir do número básico de 500 matrículas; d) Coordenadores de áreas acadêmicas dos Câmpus da Instituição onde estas unidades acadêmicas existirem; e) Coordenadores de Cursos; f) 01 (um) representante da sociedade civil, preferencialmente oriundo de organizações vinculadas à educação e aos arranjos produtivos, sociais e culturais locais, presentes na microrregião que o Câmpus se fizer presente; g) 01 (um) representante das Secretarias Municipais de Educação que integram a microrregião que o Câmpus se fizer presente. 1º Para cada membro efetivo do CONCÂMPUS haverá um suplente, cuja designação obedecerá às normas previstas para os titulares, à exceção dos membros natos. 2º Terão direito a voto todos os membros titulares, sendo o voto do presidente somente em caso de empate. 3º Os membros suplentes podem participar de todas as reuniões do Conselho, sem direito a voz e voto e, na ausência dos respectivos titulares, com direito a voz e voto, bem como podem participar das Comissões Especiais e de Grupos de Trabalhos com direito a voz. 4º Os mandatos dos conselheiros membros representantes terão duração de 2 (dois) anos, sendo permitida uma recondução para o período imediatamente subsequente. 5º Em caso de pedido de desligamento por parte do Conselheiro seu suplente assumirá a vaga. Neste caso seus pares elegerão novo suplente. Art. 5º - O CONCÂMPUS reúne-se ordinária ou extraordinariamente, com a presença da maioria absoluta de seus Conselheiros, e decide por maioria dos presentes, em votação nominal. 1º - As reuniões do CONCÂMPUS acontecem ordinariamente, com antecedência de até 03(três) 2

3 meses, totalizando um mínimo de 4 reuniões anuais, quando convocadas, por escrito, por seu Presidente, com antecedência mínima de 10 (dez) dias e com pauta definida, prevista em agenda, com atenção nos temas estruturantes da atuação acadêmica e administrativa do Câmpus. 2º - As reuniões do CONCÂMPUS acontecem extraordinariamente, quando convocadas com antecedência mínima de 05(cinco) dias, por iniciativa do Presidente do Conselho de Câmpus ou por 2/3 (dois terços) de seus membros, para exame de matéria de extrema relevância, nos mesmos termos e orientações das reuniões ordinárias. Art. 6º Os atos do CONCÂMPUS terão a forma de Resoluções encaminhadas pelo seu Presidente. CAPÍTULO III Da Estrutura e Competências Art. 7º - A estrutura organizacional do CONCÂMPUS compreende: I. Presidência; II. Secretaria, exercida por 01(uma) pessoa eleita entre os membros do CONCÂMPUS; III. Membros. Art. 8º - Compete ao Presidente: I. Convocar por escrito e presidir as reuniões ordinárias e extraordinárias do CONCÂMPUS; II. Coordenar, no âmbito do Conselho de Câmpus, o estabelecimento da agenda de temas e ações estruturantes da atuação acadêmica e administrativa do Câmpus e a sua condução III. Encaminhar a proposta de pauta das reuniões, ordinárias e extraordinárias, de acordo com a agenda de temas e ações estruturantes da atuação acadêmica e administrativa definido pelo CONCÂMPUS; IV. Dirigir as discussões, mantendo a ordem, concedendo a palavra aos conselheiros, coordenando os debates e nele intervindo para esclarecimentos, encaminhamentos e apurando as votações e proclamando os resultados. V. Intervir, com seu voto de qualidade, quando houver empate na votação da matéria em apreciação; VI. Organizar as Câmaras e estabelecer Grupos de Trabalho no seu interior das mesmas e formalizar a criação de Comissões Especiais definidos nas reuniões do CONCÂMPUS; VII. Participar, quando julgar conveniente, dos trabalhos das Câmaras, Grupos de Trabalho e Comissões Especiais; 3

4 Art. 9º - Compete à Secretaria: I. Sistemátizar a agenda de temas e ações estruturantes da atuação acadêmica e administrativa do câmpus, debatida, pactuada e aprovada no Conselho de Câmpus; II. Providenciar a convocação dos membros do Conselho; III. Secretariar as reuniões e lavrar atas, registrando o comparecimento dos membros, bem como os atos e fatos consignados e as votações ocorridas; IV. Manter sob guarda o material da secretaria, neles incluídos os arquivos e registros; V. Executar outras atividades inerentes a sua área ou às que venham a ser delegadas pelo Presidente; VI. Registrar, por termo, os votos em separado e as declarações de voto; VII. Encaminhar à Presidência, semestralmente, a frequência dos Conselheiros; VIII. Promover a publicação das Resoluções do CONCÂMPUS. Art. 10º Compete aos membros do CONCÂMPUS: I. Comparecer às reuniões; II. Debater matéria em discussão; III. Requerer informações, providências e esclarecimentos ao Presidente; IV. Participar de Câmaras e seus Grupos de Trabalho e de Comissões Especiais, cujas composições são atribuições do CONCÂMPUS; V. Propor matéria à deliberação na forma deste Regimento; VI. Propor questões de ordem nas reuniões; VII. Relatar assuntos de interesse da Instituição. Art. 11º Compete ao CONCÂMPUS: I. Analisar e definir as prioridades para o desenvolvimento do ensino, pesquisa, extensão e administração do Câmpus, agindo em sintonia com o planejamento e com as políticas acadêmicas e administrativas institucionais e observando as deliberações e/ou recomendações dos órgãos superiores. II. Propor e/ou apreciar, no âmbito do Câmpus: a. A criação de mecanismos e ações para fomentar e implementar programas e projetos de ensino, pesquisa e extensão; b. A criação, reestruturação ou extinção de programas de pesquisa e de extensão criados no âmbito do câmpus, observadas as exigências da legislação pertinente, as políticas 4

5 institucionais e a pertinência e relevância social, precedido de pareceres da gerência de pesquisa, extensão e pós-graduação e dos Conselhos Departamentais das Áreas Acadêmicas; c. A criação de mecanismos e processos de avaliação das atividades do Câmpus e das políticas institucionais, com vista ao desenvolvimento pedagógico, acadêmico, estrutural, técnico e administrativo do mesmo, objetivando melhorias nas condições de desempenho das atividades, bem como o atendimento às comunidades interna e externa. III. Analisar e aprovar no âmbito do Câmpus: a. A criação, reestruturação ou extinção de cursos técnicos e de graduação, com parecer encaminhado pelo Conselho Departamental das Áreas Acadêmicas que os ofereça, bem como de(os) parecer(es) do(s) Conselho(s) Departamental(is) das Áreas Acadêmicas quando estas definições envolverem cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu; b. O planejamento estratégico de desenvolvimento e consolidação do Câmpus, nele incluindo os projetos estruturantes de ensino, pesquisa e extensão e o plano diretor de construção das suas edificações e demais estruturas físicas; c. O projeto político-pedagógico do Câmpus em consonância com o projeto políticopedagógico (PPP) e o plano de desenvolvimento institucional (PDI) da Instituição, assim como a organização didática, regulamentos internos e normas disciplinares; d. O planejamento plurianual, a partir de minuta proposta apresentado pelo Diretor Geral do Câmpus, contendo os objetivos a serem alcançados e metas anuais para cada indicador de gestão proposto pelas diretorias; e. O Plano Anual de Capacitação dos Servidores, com atenção na política de desenvolvimento das suas respectivas carreiras, envolvendo capacitação, aperfeiçoamento e ações de qualificação, dentre outras; f. A demandas de contratação de pessoal, os critérios básicos para a alocação de vagas de servidores e a realização de concursos públicos e de seleção de servidores temporários, no âmbito de sua competência; g. O calendário Acadêmico do Câmpus. IV. Constituir Câmaras e Grupos de Trabalho no âmbito das mesmas e Comissões Especiais, no âmbito de sua esfera de atuação; V. Deliberar sobre questões submetidas à sua apreciação. VI. Consolidar métodos, processos e ações em nível do Câmpus, por iniciativa própria e por atendimento às instâncias institucionais superiores, voltadas para a avaliação e a elaboração das políticas acadêmicas e administrativas institucionais. 5

6 VII. Deliberar sobre o planejamento, a execução e a avaliação do trabalho das diretorias, visando a melhoria da qualidade, da eficiência e eficácia dos processos de gestão do ensino, da pesquisa, da extensão e dos assuntos administrativos. VIII. Deliberar sobre o orçamento anual para o exercício seguinte, com o respectivo cronograma de execução orçamentária, indicando origens e destinação dos recursos de forma detalhada. IX. Emitir parecer e deliberar sobre assuntos relativos ao uso e à expansão da infraestrutura do Câmpus. CAPÍTULO IV Das Reuniões e Sua Organização Art. 12 O comparecimento dos membros do CONCÂMPUS às sessões, salvo motivo justificado, é obrigatório e prefere a qualquer atividade da Instituição. Art. 13 As sessões terão início no horário previsto na convocação, com presença da maioria simples dos membros do Conselho, sendo que a ordem dos trabalhos das reuniões será a seguinte: I. Abertura da reunião, discussão e votação da ata da reunião anterior; II. Leitura da ordem do dia, compreendendo relato, discussão e votação da matéria; III. Apresentação de proposições, pareceres e comunicações dos membros; IV. Assuntos de ordem geral. 1º A pauta será organizada pela Secretaria do CONCÂMPUS, com as matérias a serem submetidas a exame, acompanhadas, quando necessário, de pareceres. 2º A ordem dos trabalhos, estabelecida neste artigo, poderá ser alterada mediante proposta de qualquer membro do CONCÂMPUS, desde que devidamente justificada e aceita. 3º Não havendo quem se manifeste sobre a ata, será esta considerada aprovada. Art As sessões do CONCÂMPUS poderão ser transmitidas por videoconferências ou outra mídia disponível. Art. 15 O presidente da sessão, após declarar encerrada a discussão, tomará os votos dos Conselheiros de forma nominal. Parágrafo único Na votação nominal, o Presidente solicitará que cada Conselheiro pronuncie seu voto e serão registrados em ata o número de votos favoráveis, contrários e abstenções à matéria. 6

7 Art O período de duração das seções será de ate 03 (três) horas, admitindo sua prorrogação, em caráter excepcional, a critério dos conselheiros. CAPÍTULO V Das Câmaras e Grupos de Trabalho e das Comissões Especiais Das Instâncias Art. 17 Deverão ser constituídas Câmaras para o encaminhamento de temas que acarretem dimensões estruturantes e contínuas, com destaque para o ensino, pesquisa, extensão e gestão, bem como poderão ser criados Grupos de Trabalhos no seu âmbito para melhor proceder ao referido encaminhamento. Art. 18 Cada Câmara elegerá o seu Coordenador, ao qual competirá coordenar a agenda de temas e reuniões, e encaminhar e apresentar na plenária do CONCAMPUS estudos e proposições oriundos dos Grupos de Trabalho, aprovados na Câmara, quando será objeto de apreciação e deliberação. 1º - Os membros dos Grupos de Trabalho que vierem a ser constituídos serão eleitos pelo plenário do Conselho na sessão que definir pela sua criação. 2º - Fica automaticamente dissolvido o Grupo de Trabalho, a partir do momento em que o assunto ou encaminhamento em função do qual foi criada for decidido pelo Conselho de Câmpus. Art. 19 Poderão ser criadas Comissões Especiais sempre que o assunto submetido ao Conselho ou encaminhamentos a serem implementados assim o exigir. Art. 20 Cada Comissão Especial elegerá o seu Presidente, ao qual competirá distribuir entre os demais membros iniciativas, processos e outras matérias que ensejar estudo e proposição e designar o respectivo relator. 1º - Os membros das Comissões Especiais que vierem a ser constituídas serão eleitos pelo plenário do Conselho na sessão que definir pela sua criação. 2º - Fica automaticamente dissolvida a Comissão Especial, a partir do momento em que o assunto ou encaminhamento em função do qual foi criada for decidido pelo Conselho de Câmpus. CAPÍTULO VI Das Eleições e Do Mandato 7

8 Art. 21 As normas para a eleição dos representantes do CONCÂMPUS serão fixadas em regulamento próprio, aprovado pelo Colégio de Dirigentes, que designará comissão para elaborar as referidas normas. 1º - Exceto para os Conselheiros natos, cujos mandatos duram pelo período em que se mantêm nos respectivos cargos, o mandato dos membros do CONCÂMPUS terá duração de 02(dois) anos, sendo permitida uma recondução para o período imediatamente subsequente. 2º- Nenhum indivíduo poderá exercer mais de uma posição no Conselho, devendo representar somente um segmento. 3º- Entre a convocação e a efetiva eleição dos representantes do CONCÂMPUS deverá ser assegurado um período mínimo de 60 dias, com atenção na realização de debates que envolvam a discussão do caráter e natureza desse Conselho e os desafios colocados para o Câmpus a curto, médio e longo prazo. Art. 22 Perderá o mandato o Conselheiro eleito que: I. Faltar, injustificadamente, a 02(duas) reuniões consecutivas; I. Vier a ter exercício profissional ou representatividade diferente daquele (a) que determinou a sua designação como Conselheiro; III. Sendo servidor do IFG, aposentar-se; IV. Remoção, cessão, redistribuição ou aposentadoria, no caso de representante dos servidores; V. Sendo discente do IFG, perder o vínculo com a Instituição. VI. Renuncia expressa ou tácita. Art. 23 Ocorrida a vacância, será nomeado, por indicação do segmento a que pertença o conselheiro afastado, outro representante para que complete o mandato interrompido. Parágrafo único No caso da representação de técnico-administrativos e docentes, assumirá o suplente eleito por seus pares. CAPÍTULO VII Das Disposições Gerais Art. 24 Será considerada como relevante serviço a participação dos membros do Conselho de Câmpus nas reuniões, não lhes sendo atribuída qualquer remuneração pela presença. Art. 25 Poderá haver revisão deste Regimento após 02(dois) anos da data de sua aprovação. 8

9 Art. 26 Os casos omissos e as dúvidas suscitadas na aplicação deste Regimento serão dirimidos, no que couber, pelo plenário do CONCÂMPUS. Art. 27 Cabe ao CONCÂMPUS a proposição de alterações de regulamentos que orientam a aplicação deste Regimento, por decisão de no mínimo dois terços dos seus conselheiros. Art. 28 O presente Regimento vigorará a partir de sua aprovação pelo Conselho Superior. 9

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