INFORME EPIDEMIOLÓGICO 002/2017

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1 SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE SUBSECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA E AMBIENTAL COOERDENAÇÃO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA INFORME EPIDEMIOLÓGICO 2/217 Gerência de Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Respiratória MENINGITE VIRAL Rio de Janeiro, 17 de maio de 217.

2 BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO 2/217 A meningite, processo inflamatório das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinal (meninges), causada por diferentes agentes, ainda é reconhecida como importante e grave doença de interesse na saúde pública mundial. As meningites causadas por vírus possuem distribuição universal e podem causar casos isolados e surtos (principalmente por enterovírus). Em algumas regiões do país o aumento dos casos está relacionado às epidemias de varicela, sarampo, caxumba e eventos adversos pós-vacinais. Estudos epidemiológicos evidenciam que a frequência de casos eleva-se nos meses de outono e da primavera. (BRASIL, 216). Atualmente com a ocorrência de surtos de viroses (Zika Vírus, Dengue, Chikungunya) e eventos adversos pós-vacinais pela vacina Febre Amarela torna-se relevante acompanhar os casos confirmados de meningite viral. Como as demais meningites, casos suspeitos devem ser notificados em 24h, com envio de ficha específica de investigação, sendo responsabilidade de todos os serviços de saúde, públicos ou privados e profissionais de saúde, notificarem todo e qualquer caso suspeito da doença às autoridades municiais de saúde, e estas às autoridades estaduais. Constitui-se de investigação em até 48h, segundo Resolução SES nº 674 de 12 de julho de 213. Foram inseridos na presente análise os casos confirmados laboratorialmente como meningite viral registrados no Sinan com início dos sintomas entre 27 e 217. Entre os anos de 27 e 216 foram confirmados 247 casos de meningite viral no Estado do Rio de Janeiro. Este período registra 66 óbitos, taxa de incidência por 1. habitantes de 1,47 e de letalidade de 3%. Até o momento o ano de 217 registra no Sinan 131 casos confirmados, 3 óbitos, taxa de incidência por 1. habitantes de,78 e de letalidade de 2%. Entre os anos de 27 e 216 os casos ficaram concentrados na Capital (62%), Região Metropolitana I (76%) e na Região Metropolitana II (16%), em razão da maior densidade populacional. 2 P á g i n a

3 BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO 2/217 Tabela 1. Casos de meningite viral por regiões de saúde segundo ano de início dos sintomas, Rio de Janeiro Regiões TOTAL Capital* Região Metropolitana I Região Metropolitana II Região Noroeste Fluminense Região Norte Fluminense Região Serrana Região Baixada Litorânea Região do Médio Paraíba Região Centro-Sul Fluminense Região Baia da Ilha Grande Total* *Casos da Região Metropolitana I incluem os casos da Capital. 3 P á g i n a

4 BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO 2/217 Figura 1. Casos de meningite viral segundo ano de início dos sintomas, Rio de Janeiro *Casos da Região Metropolitana I incluem os casos da Capital. 4 P á g i n a

5 Tabela 2. Casos de meningite viral segundo mês e ano de início dos sintomas, Rio de Janeiro *. Mês TOTAL JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Total Fonte: SINAN/GDITR/SES-RJ, dados atualizados em 12 de maio de 217 e sujeitos à revisão*.

6 Figura 2. Casos de meningite viral segundo mês de início dos sintomas, Rio de Janeiro JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Fonte: SINAN/GDITR/SES-RJ, dados atualizados em 12 de maio de 217 e sujeitos à revisão*. Figura 3. Casos e taxa de incidência de meningite viral segundo ano de início dos sintomas, Rio de Janeiro *Taxa de incidência por 1. habitantes. Um dos fatores que prejudica de forma bastante significativa os dados levantados diz respeito à qualidade dos dados inseridos no banco do Sinan. É preciso que as coordenações municipais estejam atentas quanto à realização de uma revisão das fichas digitadas no banco do Sinan, procurando manter o banco atualizado e fidedigno. O não preenchimento,5dos campos de investigação da ficha ou o preenchimento incorreto prejudica a avaliação e a análise para a tomada de decisões. 2 1,5 1 CASOS TX. INC. Tabela 2. Casos, incidência*, óbitos e letalidade de meningite viral segundo faixa etária, Rio de Janeiro *Taxa de incidência por 1. habitantes.

7 BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO 2/217 Tabela 3. Casos e óbitos por meningite viral segundo faixa etária, Rio de Janeiro FAIXA ETÁRIA CASOS CONFIRMADOS ÓBITOS <1 Ano e mais TOTAL *Taxa de incidência por 1. habitantes. Figura 4. Casos e óbitos de meningite viral segundo faixa etária, Rio de Janeiro CASOS ÓBITOS 2 1 <1 a 1-4 a 5-9 a 1-14 a a 2-29 a 3 e mais 7 P á g i n a

8 Tabela 4. Frequência de casos de meningite viral segundo etiologia, Rio de Janeiro * ETIOLOGIA * TOTAL Não identificado Caxumba Herpes simples Varicela Echovírus 2 2 Coxsackie 3 3 Outros enterovírus Vírus do Nilo Dengue Outros Vírus Outros Arbovírus IGN/BRANCO TOTAL Fonte: SINAN/GDITR/SES-RJ, dados atualizados em 12 de maio de 217 e sujeitos à revisão*.

9 Figura 5. Casos confirmados de meningite viral segundo etiologia, Rio de Janeiro HERPES SIMPLES VARICELA OUTROS ENTEROVÍRUS DENGUE OUTROS VÍRUS OUTROS ARBOVÍRUS Figura 6. Casos confirmados de meningite viral segundo etiologia, Rio de Janeiro * HERPES SIMPLES VARICELA OUTROS ENTEROVÍRUS DENGUE OUTROS ARBOVÍRUS OUTROS VÍRUS Fonte: SINAN/GDITR/SES-RJ, dados atualizados em 12 de maio de 217 e sujeitos à revisão*.

10 BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO 2/217 A identificação de agentes virais causadores de meningite no Rio de Janeiro só tem sido possível em algumas situações, tais como surto, nas quais existe um esforço conjunto para o esclarecimento etiológico. Sendo assim, o sistema de vigilância epidemiológica de meningites dispõe de poucos dados sobre estes principais agentes. Visando aumentar a especificidade do sistema e conhecer os principais Enterovírus causadores de meningite, assim como o comportamento epidemiológico em relação às meningites virais, aprimorar a detecção e o esclarecimento diagnóstico em situações de surto e otimizar a qualidade dos dados do sistema de informação, pretende-se em futuro próximo dar início o Protocolo de Implementação de Vigilância de Meningites Virais. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Guia de Vigilância Epidemiológica. Volume único. Brasília: Ministério da Saúde, Ministério da Saúde. Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/SVS/MS). Brasil, 21c. Para mais informações contate a área técnica responsável. Vigilância da meningite: Rua México, 128 Sala 49 Castelo Rio de Janeiro/RJ Tel.: (21) / meningite.sesrj Técnicos: Elaine Cerqueira, Evelin Munan, Solange Barboza, Angela, Lolita e Fátima Calderaro Gerência de Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Respiratória: Rua México, 128 Sala 41 Castelo Rio de Janeiro/RJ Tel.: (21) / Gerente: Itacirema Bezerra 1 P á g i n a

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