AVALIAÇÃO DA CONTAMINAÇÃO MICROBIANA DOS PROCEDIMENTOS DE RADIOLOGIA NO AMBIENTE ODONTOLÓGICO

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1 AVALIAÇÃO DA CONTAMINAÇÃO MICROBIANA DOS PROCEDIMENTOS DE RADIOLOGIA NO AMBIENTE ODONTOLÓGICO Sílvia Coletti Martoni Faculdade de Odontologia Centro de Ciências da Vida Sérgio Luiz Pinheiro Dentística Minimamente Invasiva Centro de Ciências da Vida Resumo: o objetivo desse trabalho foi avaliar a contaminação microbiana dos procedimentos de radiologia. Foram selecionados 10 pacientes que necessitavam de exame radiográfico e a técnica utilizada foi a bissetriz: G1- (controle): ausência de barreira plástica e sobre-luva ou soluções desinfetantes; G2 - borrifamento com álcool; G3 - proteção do filme com barreira plástica e borrifamento com álcool; G4 - proteção do filme com barreira plástica, utilização de sobreluva e borrifamento com álcool. As regiões para avaliação foram: disparador, tubo de raios-x, manga da câmara escura portátil, água, revelador e fixador. Antes e após as tomadas radiográficas foram realizadas as coletas microbiológicas. Um ml do revelador, água e fixador antes e após as revelações dos filmes também foram coletados. As amostras foram incubadas em anaerobiose e aerobiose. Os resultados foram submetidos ao teste Q de Cochran e Mann-Whitney. A manga da câmara de revelação apresentou a maior contaminação anaeróbica seguida do tubo de raios-x e somente a utilização do álcool associado com as barreiras mecânicas foi eficaz no controle dessa microbiota. O disparador apresentou maior contaminação microbiana aeróbica e a utilização do álcool ou do álcool associado com as barreiras mecânicas foi eficaz no controle dessa microbiota. As soluções de revelação não apresentaram crescimento significativo de bactérias anaeróbicas e aeróbicas. A característica da cepa microbiana, aeróbica ou anaeróbica, influencia na contaminação microbiana durante as tomadas radiográficas e a utilização do álcool associado com barreira plástica e sobre-luva está indicado para redução dessa microbiota. 1. INTRODUÇÃO Os procedimentos radiográficos representam uma ferramenta complementar para o diagnóstico das principais patologias da cavidade bucal [1]. Durante a tomada radiográfica, o dentista manipula o filme na cavidade bucal do paciente possibilitando o contato com saliva e sangue que podem ser transferidos para o tubo de raios-x, disparador, manga da câmara escura e soluções reveladoras [2,3]. Infecções cruzadas podem acontecer durante todas essas fases do processamento radiográfico. Pesquisadores [4] avaliaram a contaminação microbiológica de pacientes após exames radiográficos, verificando a transferência de Streptococcus pyogenes, Staphylococcus aureus e pneumoniae. Alternativas foram propostas para o controle da contaminação durante a tomada radiográfica: utilização de desinfetantes [5], barreiras de proteção [6, 7, 8] e sobre-luva [9]. Alguns trabalhos mostram a necessidade da utilização simultânea desses três métodos de proteção para alcançar níveis aceitáveis de contaminação [10]. A remoção de resíduos da cavidade bucal e a secagem do filme também são procedimentos que auxiliam na redução microbiana [5,11]. Escassos são os trabalhos que se preocuparam em quantificar a microbiota existente nas regiões passiveis de contaminação durante a tomada e processamento radiográfico. Portanto, o objetivo desse trabalho foi quantificar o total de bactérias anaeróbicas e aeróbicas viáveis no tubo de raios-x, disparador, manga da câmara escura, soluções reveladoras assim como a eficiência do desinfetante, barreira de proteção e sobre-luva no controle dessa microbiota. Palavras-chave: Radiografia, Controle de Infecção, ambiente microbiológico. Área do Conhecimento: Grande Área do Conhecimento: Ciências da Saúde Sub-Área do Conhecimento: Odontologia CNPq. 2. MATERIAIS E MÉTODOS Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC- Campinas, protocolo 107/07). Foram selecionados 10 pacientes na Clínica Odontoló-

2 gica que necessitavam de exame radiográfico. A técnica radiográfica utilizada nesse trabalho foi a bissetriz ( Cieszynski, 1907) no aparelho Prodental (Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil 70 Kvp e 8 ma). Para avaliar a contaminação microbiana durante as tomadas radiográficas 4 grupos foram estudados: Grupo 1 (controle, ausência de barreiras mecânicas ou soluções desinfetantes): as radiografias foram executadas com o profissional usando luvas de látex (Descarpack, Itajaí, Santa Catarina, Brazil). O filme (Kodak, São Paulo, Brazil) revelado em câmara escura portátil (Unemol, São Paulo,Brazil) permanecendo 45 segundos no revelador (Kodak, São Paulo, Brazil), 10 segundos na água e 10 minutos no fixador (Kodak, São Paulo, Brazil). Grupo 2 (borrifamento com álcool): as tomadas radiográficas e a revelação foram executadas conforme descrito para o Grupo 1. A única diferença em relação ao grupo 1 é que logo após as tomadas radiográficas, o filme foi borrifado por 3 vezes consecutivas com álcool 70% (Emfal, Betim, Minas Gerais Brazil) a uma distância de 5 cm obtida por meio de régua milimetrada ( Polibras, São Paulo, Brazil). O borrifamento foi realizado em todas as faces do filme. Grupo 3 (proteção do filme com barreira e borrifamento com álcool): as tomadas radiográficas, revelação e o borrifamento foram realizados conforme descrito para o grupo 2. A única diferença existente entre os grupos 2 e 3 é que neste último, o filme foi envolto manualmente por 2 camadas barreira mecânica (filme de PVC, Magipack, São Paulo, Brazil) previamente a tomada radiográfica. Após essa etapa, a barreira (filme de PVC, Magipack, São Paulo, Brazil) foi retirada para o borrifamento com álcool 70% ( Emfal, Betim, Minas Gerais, Brazil). Grupo 4 (proteção do filme com barreira, utilização de sobre-luva e borrifamento com álcool 70%): o profissional utilizou sobre-luva (Lagrotta A- zurra, São Paulo, Brazil) previamente a tomada radiográfica e essa foi retirada após a revelação. O restante dos procedimentos foi executado conforme descrito para os grupos 3 e 4. As regiões para avaliação da contaminação microbiana foram: disparador, tubo de raio-x, manga da câmara escura portátil, água, revelador e fixador. Previamente as tomadas radiográficas, o disparador, tubo de raios-x e manga da câmara escura portátil foram desinfetados gaze estéril (Neve, São Paulo, Brazil) embebido com álcool 70% em movimento de varredura por 30 segundos. A padronização das á- reas para coleta microbiológica foi feita com etiqueta (Flax, São Paulo, Brazil) recortada internamente de maneira que a área vazada apresentasse 5 cm de comprimento por 2 cm de largura. Antes e após as tomadas radiográficas foram realizadas as coletas microbiológicas com um swab estéril (Zaragatoa Hisopo, São Paulo, Brazil) embebido no meio de cultura enriquecedor BHI(Acumedia Manufacturers, Inc. Lasing, Michigan 48912) por um minuto com movimentos de varredura nos locais previamente demarcados. Um ml do revelador, água e fixador antes e após as revelações dos filmes também foram coletados com o auxílio de pipeta de Pasteur (Zangatoa Hisopo, São Paulo, Brazil) e todo material coletado foi transportado no meio de cultura enriquecedor BHI para o processamento microbiológico (Figura 1). A semeadura foi realizada em placas de ágar-sangue por estriamento com a técnica de esgotamento utilizando fluxo laminar (Veco, Campinas, Brazil). As placas foram incubadas em anaerobiose e aerobiose na estufa (Fanem, São Paulo, Brazil) a 37 C por 72 ho - ras. O ambiente de anaerobiose foi obtido por meio de envelope geradores (Anaerobac, Probac, São Paulo, Brazil). Todas as coletas foram realizadas as terças-feiras no início do atendimento clínico das 13:15 h até as 15:45 hrs e a semeadura a partir das 16:00 hrs. Foi realizado o cálculo do aumento das unidades formadoras de colônias de cada região coletada dos diferentes grupos e os resultados submetidos ao teste Q de Cochran e Mann-Whitney Figura 1. Regiões das coletas. 3. RESULTADOS Foi realizado o cálculo do aumento das unidades formadoras de colônias de cada região coletada dos diferentes grupos e os resultados submetidos ao teste Q de Cochran e Mann-Whitney (Tabelas 1 e 2). Avaliando a microbiota anaeróbica, foi possível observar diferenças significantes na contaminação pelo

3 total de bactérias viáveis entre as regiões analisadas. A manga da câmara de revelação portátil foi a que apresentou a maior contaminação microbiana anaeróbica seguida do tubo do aparelho de Rx e somente a utilização do álcool 70% associado com as barreiras mecânicas (PVC e sobre-luva) foi eficaz no controle desta microbiota. As soluções de revelação (revelador, água e fixador) não apresentaram crescimento significativo de bactérias anaeróbicas. Tabela 1. Análise comparativa do aumento da contaminação microbiana entre as regiões analisadas (teste Q de Cochran) e entre os grupos amostrais (teste de Mann-Whitney) - anaeróbicas, ufc/ml. REGIÃO DA COLETA AUMENTO de ufc/ml Médias Aritméticas Mann- Whitney G1 G2 G3 G4 P DISPARADOR >0.05 CONE * * <0.05 MANGA * 0.00* <0.05 ÁGUA >0.05 FIXADOR >0.05 REVELADOR >0.05 MÉDIAS E DESVIOS- PADRÃO Valor de p Q de Cochran 4.05 (4.63) 3.88 (3.15) 4.44 (6.43) < (2.03) *Grupos que apresentam o mesmo símbolo no sentido horizontal: diferenças significantes Em relação à microbiota aeróbica, foi o disparador que apresentou a maior contaminação microbiana aeróbica significativa e assim como aconteceu para a microbiota anaeróbica, somente a utilização do álcool 70% associado com as barreiras mecânicas (PVC e sobre-luva) foi eficaz no controle desta microbiota. As soluções de revelação (revelador, água e fixador) e o cone do aparelho de RX não apresentaram crescimento significativo de bactérias aeróbicas (Tabela 2). Tabela 2. Análise comparativa do aumento da contaminação microbiana entre as regiões analisadas (teste Q de Cochran) e entre os grupos amostrais (teste de Mann-Whitney) - aeróbicas, ufc/ml. REGIÃO DA COLETA AUMENTO de ufc/ml Médias Aritméticas Mann W. G1 G2 G3 G4 P DISPARADOR 30.66* * <0.05 CONE >0.05 MANGA * * <0.05 ÁGUA >0.05 FIXADOR >0.05 REVELADOR >0.05 MÉDIAS E DESVIOS- PADRÃO Valor de p Q de Cochran 7.38 (11.58) 1.83 (2.04) 4.11 (5.44) 0.83 (1.39) < * Grupos que apresentam o mesmo símbolo no sentido horizontal: diferenças significantes 4. DISCUSSÃO A literatura descreve experimentos in vitro por meio de cepas padrão para avaliar a contaminação durante o processamento radiológico [12,7,5,13,14]. A vantagem de se utilizar cepas padrão em laboratório é o controle microbiológico do experimento. Na maioria desses trabalhos, são utilizados microrganismos, com destaque para Cândida albicans, Streptococcus pneumoniae, Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli. Stanczyk et al. (1993) [12] observaram contaminação cruzada nos filmes radiográficos durante o processamento automático, porém Parks e Farmam (1992) [15] afirmaram que durante a exposição do filme os operadores estão mais suscetíveis a contaminação cruzada do que no processamento. Hubar et al. (1994) [7] relataram que a utilização de barreiras confeccionadas manualmente para proteção do filme apresentam 57% de contaminação quando são retiradas com luvas e 33% quando são retiradas com tesoura esterilizada. Em 1993, Bajuscak et al. [10] ressaltaram a importância da utilização de agentes desinfetantes, proteção plástica e uso da sobre-luva para a manipulação dos filmes e Hubar et al. (1995) [5] destacaram a necessidade de secagem e utilização do hipoclorito de sódio 2.63% como solução desinfetante. A contaminação no ambiente odontológico pode influenciar na microbiota presente durante o processamento radiográfico. Zijnge et al. (2010) [16] analisaram a arquitetura do biofilme dentário e observaram Actinomyces sp., F. nucleatum, T. forsythia e espiroquetas no biofilme subgengival; Actinomyces, estreptococcus, leveduras e Lactobacillus sp. no biofilme supragengival. Hubar et al. (2005) [13] observaram bactérias cultiváveis nos monitores dos consultórios odontológicos e Goksay et al. (2008) [14] demonstraram que a água dos reservatórios de 20 consultórios particulares em Istambul excederam os padrões recomendados pela ADA (200 CFU-ml -1 ). Porém, Tuttlebee et al. (2002) [17] observaram que a adição semanal de soluções

4 desinfetantes a base peróxido de hidrogênio nos tubos de água acarreta redução microbiana abaixo do nível recomendado pela ADA [18]. Douglas et al. (1993) [19] mostraram que a adição de resina metilmetacrilato associada com acetato de clorexidina em pó elimina totalmente a contaminação bateriana dos equipamentos odontológicos por 3 meses. Na metodologia desse trabalho foi realizado estudo clínico com o objetivo de simular a contaminação que acontece durante as tomadas radiográficas no consultório dentário. Packota et al. (1992) [11] avaliaram clinicamente 2 métodos para desinfecção dos filmes radiográficos: 1} esfregaço único com gaze embebida em solução desinfetante e secagem imediata com papel estéril ou 2} duplo esfregaço com gaze embebida em solução desinfetante e secagem ao ar livre. Esses pesquisadores observaram que o segundo método foi mais eficiente na redução microbiana. Wolfgrang et al. (1992) [8] avaliaram clinicamente a eficiência da barreira de proteção em 300 filmes radiográficos e observaram que 233 filmes permaneceram estéreis com redução de 77.7% da microbiota e marcas diferentes de filmes radiográficos não influenciaram na contaminação. Porém, em 2000, Hokett et al. [9] observaram que a associação da barreira com a sobre-luva é mais eficiente do que a utilização exclusiva da barreira. Wenzel et al. (1999) [20] estudaram a contaminação microbiana em tomadas radiográficas interproximais e observaram pequeno número de bactérias cultiváveis com predominância de cocos catalase positivos e Gram-positivos, provavelmente Staphylococcus; e bacilos Gram-positivos indicando a possibilidade dessa contaminação ter origem na pele e não na cavidade bucal. Os resultados desse trabalho do grupo que não recebeu desinfecção e nenhum tipo de barreira em comparação com o grupo que recebeu desinfecção com álcool não mostraram redução significativa de bactérias anaeróbicas. Uma hipótese que pode explicar esse resultado é a predominância de bacilos a- naeróbicos Gram-negativos fermentadores de glicose na contaminação dos filmes radiográficos. Essas bactérias anaeróbias possuem paredes celulares com alto teor de lipídeos (principalmente o ácido micólico) e são resistentes na presença do álcool. Esses resultados concordam com Coogan et al. (2004) [21] que observaram menor capacidade de redução de Streptococcus mutans e Lactobacillus em condições de anaerobiose de desinfetantes a base de álcool-fenol-iodado. A utilização de desinfecção e barreira com filme de PVC nesse trabalho não acarretou em redução significativa de bactérias anaeróbicas. Esses resultados concordam com Packota (1992), Hubar et al. (1995) e Thomas et al. (2005) [11,5,22] que observaram que a simples utilização das barreiras sem a prévia remoção de detritos e a secagem do filme não produz redução da microbiota, porém Wolfgrang et al. (1992) [8] observaram redução de 77.7% da microbiota de filmes radiográficos utilizando somente a barreira de proteção. Hubar et al. (1994) [7] relataram que a utilização de barreiras confeccionadas manualmente para proteção do filme contem 57% de contaminação e o melhor vedamento dos filmes ocorre quando as barreiras são confeccionadas pelo fabricante. Concordando com Hubar et al. (1994), Neaverth et al. (1991) [7,23] observaram que as barreiras plásticas produzidas pelos fabricantes não apresentam vazamento, fato esse importante para prevenir a contaminação dos filmes e a penetração do desinfetante na película radiográfica. Os resultados desse trabalho do grupo que não recebeu desinfecção e nenhum tipo de barreira em comparação com o grupo que recebeu desinfecção com álcool mostraram redução significativa de bactérias aeróbicas. Isso pode ser explicado pela predominância entre as bactérias aeróbicas nos filmes radiográficos, de cepas Gram-positivas que são mais suscetíveis a ação química do álcool que promove desnaturação protéica. Esses resultados concordam com Neaverth et al. (1991) [23] que observaram redução significativa da microbiota presente nos filmes radiográficos, porém, esses pesquisadores utilizaram como solução desinfetante o hipoclorito de sódio 5.25% por 30 segundos e esse trabalho o borrifamento com álcool 70%. A utilização da desinfecção e proteção do filme com barreira plástica não promoveu redução significativa na contaminação de bactérias aeróbicas nos filmes radiográficos. Isto pode ter ocorrido porque na metodologia desse trabalho foi feito o borrifamento do filme radiográfico envolvo com proteção plástica, porém não houve espera da secagem do excesso de saliva ou da solução desinfetante. Esses resultados concordam com Packota et al. (1992) e Hubar et al. (1995) [11 e 13] que destacaram que a secagem dos filmes após a aplicação da solução desinfetante acarreta em maior redução microbiana em relação ao processamento do filme que ainda contém resíduos de solução desinfetante ou saliva. O fator diferencial para a redução do total de bactérias (anaeróbicas e aeróbicas) do grupo que não a- presentou nenhum tipo de barreira para o grupo que apresentou desinfecção com álcool 70% associado com as barreiras mecânicas (PVC e sobre-luva) foi à utilização da sobre-luva. Esses resultados estão de acordo com Hokett (2000) e Bajuscak et al. (1993) [9,10] que observaram que a utilização de proteção

5 plástica com sobre-luva preveniu melhor a contaminação cruzada do que a barreira plástica, principalmente em procedimentos altamente invasivos. Os resultados desse trabalho mostraram maior contaminação microbiana anaeróbica na manga da câmara escura e no tubo de Rx. Em relação às bactérias aeróbicas, houve contaminação significativa no disparador e manga. Nessas superfícies somente houve redução microbiana total (anaeróbicas e aeróbicas) quando os filmes foram desinfetados, protegidos com barreira plástica e o profissional utilizou a sobre-luva. As soluções de revelação apresentaram baixa contaminação microbiana anaeróbica e aeróbica. Esses resultados concordam com Parks; Farmam (1992) e Bachman et al. (1990) [15, 24] que observaram que durante a exposição dos filmes os operadores estão mais suscetíveis a contaminação cruzada do que no processamento. Os resultados desse trabalho mostraram que a característica da cepa microbiana, aeróbica ou anaeróbica, influencia na contaminação microbiana durante as tomadas radiográficas e a utilização do álcool associado com barreira plástica e sobre-luva está indicado para redução dessa microbiota. 5. CONCLUSÃO A característica da cepa microbiana, aeróbica ou a- naeróbica, influencia na contaminação microbiana durante as tomadas radiográficas e a utilização do álcool associado com as barreiras mecânicas está indicado para redução dessa microbiota. AGRADECIMENTOS Ao CNPQ pela bolsa de iniciação científica. A PUC- Campinas pela oportunidade de realização desse trabalho. Aos funcionários da Clínica Odontológica e da Microbiologia pelo auxílio na execução dessa pesquisa. REFERÊNCIAS [1] Thomas, LP., et. al. (2005), Infection Control for Dental Radiographic Procedures. Tex Dent J., vol. 122, p [2] Puttaiah R, Langlais RP, Katz JO, Langland OE. Infection Control in Dental Radiology. W V Dent J Jun;69: [3] Wyche CJ., (1996) Infection Control Protocols for Exposing and Processing Radiographs. J Dent Hyg. Vol, 70, p [4] White SC., et al (1978), Interpatient Microbiological Cross-contamination After Dental Radiographic Examination. J Am Dent Assoc vol. 96, p [5] Hubar JS., et al. (1995), Optimizing Efficiency of Radiograph Disinfection. Gen Dent., vol. 43, p [6] Ash JL., et al.(1984), The Use of a Sealed Plastic Bag for Radiographic Film to Avoid Crosscontamination. J Endod, vol. 10, p [7] Hubar JS., et al. (1994), Effectiveness of Radiographic Film Barrier Envelopes. Gen Dent, vol. 42, p [8] Wolfgang L., et al. (1992), Analysis of a New Barrier Infection Control System for Dental Radiographic Film. Compendium., vol. 13, p [9] Hokett SD., et al. (2000), Assessing the Effectiveness of Direct Digital: Radiographic Barrier Sheaths and Fingers Cots. J Am Dent Assoc., vol. 13, p [10] Bajuscak RE., et al. (1993), Bacterial Contamination of Dental Radiographic Film. Oral Surg Oral Med Oral Pathol, vol. 76, p [11] Packota CV., et al. (1992), Surface Disinfection of Saliva-contaminated Dental X-ray Film Packets. J Can Dent Assoc, vol. 58, p [12] Stanczyk DA., et al. (1993), Microbiologic Contamination during Dental Radiographic Film. Oral Surg Oral Med Oral Pathol, vol. 76, p [13] Hubar JS., et al. (2005), Low-cost Screening for Microbial Contaminants in Aerosols Generated in a Dental Office. Gen Dent, vol. 53, p [14] Goksay D., et al. (2008), Microbial Contamination Nation of Dental Unit Water Lines in Istambul, Turkey. Environ Monit Assess., vol. 147, p [15] Parks ET., et al. (1992),. Infection Control for Dental Radiographic procedures in US dental Hygiene Programmes. Dentomaxillofac Radiol, vol. 21, p [16] Zijnge V., et al. (2010) Oral Biofilm Architecture on natural teeth. PloS ONE 5:e9321 doi: /journal.pone , capturado online em 02/06/2010 de <http:// [17] Tuttlebee CM., et al. (2002), Effective Control of Dental Chair Unit Waterline Biofilm and marked Reduction of Bacterial Contamination of Output Wa-

6 ter using a Two Peroxide-based Disinfectants. J Hosp Infect., vol. 52, p [18] ADA Council on Scientific affairs., (2001) An Update on Radiographic Practices Information and Recommendations. J Am Dent Assoc., vol. 132, p [19] Douglas CWI., et al. (1993), Control of Bacteria in Dental Water Supplies. Br Dent J., vol. 6;n. 174, p [20] Wenzel A., et al. (1999), Patient Discomfort and Cross-infection Control in Bitewing Examination with a Storage Phosphor Plate and a CCd-based Sensor. J Dent, vol.27, p [21] Coogan MM., et al.(2004), Efficacy of three surface disinfectants for dental radiographic films and gloves. J Dent., vol. 32, p [22] Thomas LP., (2005), Infection Control for Dental Radiographic. Tex Dent J., vol.122, p [23] Neaverth EJ., et al. (1991), Chairside Disinfection of Radiographs. Oral Surg Oral Med Oral Pathol., vol. 71, p [24] Bachman CE., et al. (1990), Bacterial Adherence and Contamination During Radiographic Processing. Oral Surg Oral Med Oral Pathol., vol.70, p

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