Inovação Tecnológica através do Software SISO Sistema Odontológico da UNIOESTE

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1 Inovação Tecnológica através do Software SISO Sistema Odontológico da UNIOESTE Rafael Voltolini 1, Anderson Zanardo Dias 1, Anselmo Luiz Éden Battisti 1, Claudia Brandelero Rizzi 1, Jorge Bidarra 1, Fabiana Scarparo Naufel 2, Alexandre Almeida Webber 2 1 Curso de Bacharelado em Informática Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas 2 Curso de Odontologia Centro de Ciências Biológicas e da Saúde Apresentação A Clínica Odontológica (CO) da UNIOESTE é considerada uma importante referência no atendimento a especialidades odontológicas na região oeste do Paraná. Através dela, são oferecidos, além do seu curso de graduação, cursos de atualização, aperfeiçoamento e especialização, além de atividades de atendimento à comunidade com necessidades de atendimento odontológico. A CO é composta por cinco Clínicas Especializadas, um Centro Cirúrgico, um Centro de Especialidades, uma Clínica do Bebê e um setor de Atendimento de Urgências, cujos serviços são prestados à comunidade de forma contínua, inclusive nos períodos de recesso acadêmico e férias. Nos serviços, incluem-se os procedimentos de dentística e cirurgia básicas, tratamentos preventivos individuais, procedimentos de periodontia, endodontia, odontologia cirúrgica e traumatologia buco-maxilo-facial. Considerando-se as especificidades do Curso de Odontologia, bem como o aumento crescente das atividades que vêm sendo desenvolvidas pela CO, constatou-se a necessidade de se construir um sistema automatizado de controle e gerenciamento das ações executadas, visando dessa forma, superar problemas que interferem na rotina de trabalho e atendimento. Para esse desenvolvimento, o Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da UNIOESTE solicitou ao Núcleo de Inovações Tecnológicas (NIT), em 2006, que realizasse um estudo de viabilidade para a construção e implantação do sistema. Esse trabalho se desenvolveu em regime de parceria estabelecida entre o NIT, o CCBS e a Diretoria de Informática (DRI) da Reitoria da Unioeste. Ao NIT, coube o levantamento de requisitos, o desenvolvimento e testes com o software. Ao CCBS, coube subsidiar a construção do sistema, fornecendo informações e dados relativos não só ao funcionamento da clínica, mas também de natureza financeira, ou seja, o CCBS, através do Sistema Único de Saúde (SUS) financiou o desenvolvimento do mesmo. Ao DRI cabe a implantação e manutenção desse trabalho, denominado Sistema Odontológico ou simplesmente SISO.

2 O objetivo geral do SISO é buscar a melhoria na qualidade do atendimento operacional e administrativo oferecido pela CO à seus pacientes e também aos seus profissionais, professores, alunos e técnico-administrativos, através de um sistema de controle automatizado. 2. Informações Técnicas Para o desenvolvimento do SISO, foram empregadas técnicas clássicas de Engenharia de Software. Os requisitos necessários para a execução do projeto foram elicitados, analisados, implementados, testados e submetidos a um processo de validação. Todo o trabalho de elicitação foi realizado em conjunto com os professores, alunos de graduação e de especialização, e técnicos vinculados à CO. A análise dos requisitos resultou de várias reuniões técnicas (brainstorm), culminando com o Documento de Requisitos, aprovado por representantes da CO. A validação dos requisitos foi feita por meio de testes e análises dos elementos componentes do sistema. As seguintes tecnologias foram usadas na implementação do sistema: 1. Banco de Dados: o sistema gerenciador de banco de dados (SGBD) do sistema é o SQL Server Este SGBD foi escolhido devido a necessidade de integrar dados já existentes na UNIOESTE ao sistema SISO; 2. Para aumentar a portabilidade do sistema, para a comunicação do SISO com o SGBD foi utilizado o padrão DAO (Data Access Object) [Freeman e Freeman]. Esta camada oferece a possibilidade que o SGBD utilizado pelo SISO seja modificado sem a necessidade da reescrita do sistema; 3. Programação no Servidor: A programação da lógica de negócio do sistema foi escrita em PHP Hypertext Preprocessor. PHP é uma linguagem de programação flexível e de fácil aprendizado, outro fator importante em sua adoção foi o fato dela ser software livre; 4. Programação no Cliente: sistemas Web tradicionais realizam pouco ou nenhum processamento na máquina que o acessa, tudo é processado no servidor. O SISO utiliza a técnica AJAX, que transfere parte do processamento do servidor para as estações dos clientes, melhorando a performance e a usabilidade do sistema. No cliente a lógica foi implementada utilizando a linguagem de programação JavaScript; 5. Camada de Apresentação: a interface com o usuário do SISO foi desenvolvida para ser acessada através de um navegador Web. O HTML (linguagem usada para preparar documentos Web de hipertexto) foi utilizado para as marcações dos dados e o CSS Cascading Style Sheet, para a personalização de textos cores e fontes. Outro recurso importante nesta camada são os ícones adicionados em locais estratégicos a fim de melhorar a usabilidade do sistema. Em dezembro de 2007, a implementação do SISO foi concluída e foram iniciadas atividades de transferência das informações existentes em formulários físicos para as respectivas bases de dados. Isso significa dar apoio a atividades administrativas com o cadastro de todos os envolvidos no atendimento (alunos, professores, monitores e pacientes), os planos de

3 tratamento dos pacientes e de todas as atividades e os procedimentos que formam estas atividades. Está sendo viabilizado um acompanhamento com dados exatos sobre as filas de esperas, emissões de relatórios específicos, como, por exemplo, o atual estado de uma determinada fila de espera, por clínica. O SISO permite que sejam emitidos termos como os de autorização de tratamento e reconhecimento de não promessa de atendimento; também viabiliza a manipulação de agendas, tanto às clínicas quanto aos atendentes. Nelas serão confirmados os pacientes a serem atendidos bem como as datas e horários para este fim. O SISO também permitirá o acompanhamento do CEO. O CEO é um credenciamento da CO com o programa Brasil Sorridente, cujos mecanismos de administração e funcionamento são distintos daqueles que são realizados nas clínicas da CO. Portanto, há no SISO um módulo específico para atendimento às particularidades do CEO. Para garantir segurança dos dados foi implantada uma política de níveis de acesso. Essa política se refere à maneira como os grupos de usuários acessarão o sistema e poderão nele fazer alterações. Além disso, através da parceria com a DRI, se garante a realização de backups de segurança e manutenções no sistema. Algumas ilustrações do SISO são apresentadas a seguir. A figura 1 é a tela inicial do sistema, a figura 2 mostra o cadastro do paciente e a figura 3 mostra o cadastro do exame físico. Figura 01: Tela Inicial do SISO

4 Figura 02: Cadastro de Paciente do SISO Figura 03: Cadastro de Exame Físico Em 2008, será necessário efetuar o treinamento do SISO junto aos professores e acadêmicos do curso de odontologia. Também se pretende solicitar o registro do SISO, junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), por intermédio do Núcleo de Inovações Tecnológicas (NIT), do referido software. 3. Considerações Finais Na área comercial, atualmente existem vários sistemas computacionais para fins odontológicos. A maioria deles, voltados para o mercado de clínicas odontológicas particulares que atendem a diversas especialidades. A título de ilustração, citam-se o Dental Office [Dental Office], o DentalPro [DentalPro], o BioDente [BioDente], o EasyDental [EasyDental], dentre outros.

5 Apesar das muitas soluções disponíveis no mercado, há pouco ou quase nenhum investimento na construção de sistemas que tenham como finalidade a viabilização de sistemas dedicados à administração e operacionalização de Clínicas Odontológicas voltadas ao ensino e a aprendizagem de alunos de odontologia e ao atendimento à comunidade. Tais sistemas, diferentemente daqueles comerciais, apresentam particularidades que não são contempladas por esses últimos. Um exemplo é o Sistema de Informatização de Clínicas da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP), unidade avançada da Universidade de São Paulo (USP), batizado de Romeu Romeu foi desenvolvido com o objetivo de centralizar as informações pessoais e de tratamento dos pacientes atendidos pela FORP num servidor de banco de dados. Isto porque, em 2003, existiam 197 consultórios odontológicos instalados em sete clínicas, que recebiam alunos de graduação, pós-graduação e estagiários. Naquele ano, a FORP realizou atendimentos em pacientes [Finco, Mercantil e Albuquerque]. Finco, Mercantil e Albuquerque relatam que com a implantação do Romeu, as informações cadastrais e de atendimento dos pacientes, anteriormente espalhadas por diversos pontos de atendimento a pacientes, tornaram-se disponíveis on-line a todos os usuários com acesso à rede de computadores da FORP. O sistema permitiu maior transparência com relação à documentação dos atendimentos odontológicos realizados e pagos pelo SUS. Segundo eles, o custo para o desenvolvimento do sistema, apesar de se tratar de uma ferramenta complexa, foi baixo, tendo em vista que para a sua implementação foram utilizados softwares livres [Finco, Mercantil e Albuquerque]. Pela revisão bibliográfica realizada, apenas esse sistema, o Romeu, apresenta alguma semelhança ao SISO, muito embora o SISO apresente funcionalidades específicas (não disponíveis no Romeu). Por esses motivos, se pretende pleitear o registro do SISO junto ao INPI. Cabe dizer que o registro de programas de computador é uma competência do INPI, atribuída através do Decreto 2.556/98, regido pela Lei 9.609/98 (Lei do Software) e a Lei 9.610/98, que trata de Direitos Autorais [INPI]. 4. Referências Bibliográficas Dental Office. Disponível em: Dentalpro. Disponível em: BioDente. Disponível em: EasyDental. Disponível em: Finco, L. L. Mercantil, J. P. Albuquerque, R.F. Software Livre: a Experiência da FORP/USP no Desenvolvimento de um Sistema de Informatização de Clínicas. Disponível em: Freeman, E., Freeman, E. Use a cabeça! Padrões de Projeto. Alta Books, INPI. Disponível em:

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