Incentivo às Ações de Vigilância, Prevenção e Controle das DST, Aids e Hepatites Virais

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1 Incentivo às Ações de Vigilância, Prevenção e Controle das DST, Aids e Hepatites Virais Departamento DST, Aids e Hepatites Virais Secretaria de Vigilância em Saúde Ministério da Saúde Maio/2014

2 Portaria 1378, de 09 de julho de 2013 A Portaria 1378/2013, regulamenta as responsabilidades e define diretrizes para execução e financiamento das ações de Vigilância em Saúde pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, relativos ao Sistema Nacional de Vigilância em Saúde e Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

3 Esta Portaria está assim estruturada: Capítulo I - Dos Princípios Gerais Capítulo II Das Competências: da União, dos Estados, Dos Municípios e do Distrito Federal Capítulo III Do Financiamento das Ações: Do Bloco Financeiro de Vigilância em Saúde e da Transferência de Recursos, Do Componente da Vigilância em Saúde, Do Componente da Vigilância Sanitária, Das Diretrizes, Monitoramento das Ações, Resultados e Demonstrativo do Uso dos Recursos Capítulo IV Das Disposições Transitórias Capítulo V Das Disposições Finais

4 Capítulo III - Do Financiamento das Ações O Bloco Financeiro de Vigilância em Saúde é constituído por dois componentes: I - Componente de Vigilância em Saúde II - Componente da Vigilância Sanitária Piso Fixo de Vigilância em Saúde PFVS Piso Variável de Vigilância em Saúde PVVS

5 Piso Fixo de Vigilância em Saúde PFVS Art. 16. O PFVS compõe-se de um valor per capita estabelecido com base na estratificação das unidades federadas em função da situação epidemiológica e grau de dificuldade operacional para a execução das ações de vigilância em saúde.

6 Piso Variável de Vigilância em Saúde - PVVS Art. 18. O PVVS é constituído pelos seguintes incentivos financeiros específicos, recebidos mediante adesão pelos entes federados, regulamentados conforme atos específicos do MS: I Incentivo para implantação e manutenção de ações e serviços públicos estratégicos de vigilância em saúde II Incentivo às ações de vigilância, prevenção e controle das DST/AIDS e hepatites virais; e III Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde Portaria 3252, de 12/2009

7 Piso Variável de Vigilância em Saúde - PVVS Art. 19. O Incentivo para implantação e manutenção de ações e serviços públicos estratégicos de vigilância em saúde, do PVVS, será composto pela unificação dos seguintes incentivos: I. Núcleos Hospitalares de Epidemiologia NHE; II. Serviço de Verificação de Óbito SVO; III. Registro de Câncer de Base Populacional RCBP; IV. Apoio de laboratório para o monitoramento da resistência a inseticidas de populações de Aedes aegypti provenientes de diferentes estados do país; V. Fator de Incentivo para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública FINLACEN; VI. Vigilância Epidemiológica da Influenza; VII. Ações do Projeto Vida no Trânsito; e VIII.Ações de Promoção da Saúde do Programa Academia da Saúde.

8 Piso Variável de Vigilância em Saúde - PVVS Art. 20. O incentivo para as ações de Vigilância, Prevenção e Controle das DST/AIDS e Hepatites Virais será composto pela unificação dos seguintes incentivos: I. Qualificação das Ações de Vigilância e Promoção da Saúde as DST/AIDS e Hepatites Virais; II. Casas de Apoio para Pessoas Vivendo com HIV/AIDS; e III.Fórmula infantil às crianças verticalmente expostas ao HIV Parágrafo único. As Secretarias de Saúde dos Estados, Distrito Federal e Municípios que, na data da publicação desta Portaria, recebam os incentivos de que trata o caput, garantirão a manutenção do conjunto das ações programadas na oportunidade de sua instituição, incluindo o apoio a organizações da sociedade civil para o desenvolvimento de ações de prevenção e/ou de apoio às pessoas vivendo com HIV/AIDS e hepatites virais.

9 Piso Variável de Vigilância em Saúde - PVVS Art. 21. O Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde tem como objetivo induzir o aperfeiçoamento das ações de vigilância em saúde no âmbito estadual, distrital e municipal e será regulamentado por ato específico do Ministro de Estado da Saúde. Regulamentado pela Portaria 1708, de 16/08/2013, publicada no Diário Oficial da União de 19/08/2013

10 Piso Variável de Vigilância em Saúde - PVVS Art. 33. A manutenção do repasse dos recursos do Componente de Vigilância em Saúde está condicionada à alimentação regular do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), de Sistema de Informações de Nascidos Vivos (SINASC) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), conforme regulamentações específicas destes Sistemas.

11 Piso Variável de Vigilância em Saúde - PVVS Art. 40. Novas adesões aos incentivos financeiros para implantação e manutenção de ações e serviços públicos estratégicos de vigilância em saúde e para as ações de Vigilância, Prevenção e Controle das DST/AIDS e Hepatites Virais, ambos do PVVS, dispostos nos art. 19 e 20, serão disciplinadas por meio de ato normativo específico do Ministro de Estado da Saúde, no prazo de 90 (noventa) dias após a publicação desta Portaria. Art. 44. A periodicidade do repasse quadrimestral será mantida no ano de 2013 para efetivar a operacionalização de que trata o art. 14.

12 Regulamentação da Portaria 1378/2013 O valor de repasse anual do incentivo passa de R$ 160 milhões para R$ 179 milhões, um aumento de R$ 19 milhões que foi distribuído da seguinte maneira entre as Unidades Federadas: 50% (R$ 9,5 milhões) proporcional ao que cada Unidade Federada já recebia no atual incentivo e 50% (R$ 9,5 milhões) de acordo com a população dos novos Municípios prioritários que poderão ser incorporados. Assim, todas as Unidades Federadas tiveram aumento de recursos em comparação com os recursos recebidos atualmente. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal receberá o montante total relativo ao Incentivo às Ações de Vigilância, Prevenção e Controle das DST, Aids e Hepatites Virais atribuído a esta Unidade Federada. A população utilizada foi a estimativa do IBGE para 1º de julho de 2012.

13 Regulamentação da Portaria 1378/2013 Os critérios utilizados para a distribuição dos recursos foram modificados, sendo que, a partir da Portaria GM/MS Nº 3.276/13, os municípios são classificados a partir da carga de doença. Para isso, utilizaram-se dados coletados no SINAN referentes ao: - número de casos notificados de HIV em 2011; - número de casos de HBC e HCV em 2012; - número de casos de nascidos com Sífilis Congênita em 2012.

14 Regulamentação da Portaria 1378/2013 Além disso, foram atribuídos pesos para cada um dos agravos, de acordo com sua prevalência, conforme tabela abaixo: AGRAVOS CASOS NOVOS (2010) PREVALÊNCIA NACIONAL PESOS JUSTIFICATIVA SIFILIS CONGÊNITA ,14% 1,0 HIV/AIDS ,40% 1,5 HEPATITE B ,40% 1,5 HEPATITE C ,40% 2,0 A prevalência da sífilis congênita foi estimada em 25% da prevalência da sífilis em mulheres gestantes (0,56). A sífilis congênita é um agravo de fácil manejo na atenção primária e dispõe de uma rede de serviços estruturados com mais de 90% de cobertura na atenção ao pré-natal. O peso atribuído ao HIV/Aids foi definido a partir do número de casos e da estimativa da prevalência na população total. Tem como característica a transmissão sexual, quase 90% dos casos estão nessa categoria de exposição e as prevalências mais elevadas estão concentradas em subgrupos populacionais de maior risco. A transmissão da hepatite B tem características similares a transmissão do HIV. A categoria de exposição mais frequente é a sexual e a distribuição em subgrupos populacionais de maior risco está estabelecida. Dadas estas características o peso atribuído a hepatite B é o mesmo observado para o HIV. A hepatite B é passível de controle porque dispõe de vacina específica e de uma rede de imunização estruturada. A hepatite C é mais prevalente e sua distribuição na população em geral é variável, com maior concentração na população acima do 40 anos, a transmissão mais frequente é por via sanguínea e a detecção dos casos, e consequentemente as ações de vigilância, demandam maior densidade tecnológica.

15 Portaria 3276, de 26 de dezembro de 2013 A Portaria 3276/2013, regulamenta o incentivo financeiro de custeio às ações de vigilância, prevenção e controle das DST/AIDS e Hepatites Virais, previsto no art. 18, inciso II, da Portaria nº 1.378/GM/MS, de 9 de julho de 2013, com a definição de critérios gerais, regras de financiamento e monitoramento

16 Portaria 3276, de 26 de dezembro de 2013 Art. 3º Para habilitar-se ao recebimento do incentivo financeiro de custeio de que trata esta Portaria, os Estados e os Municípios terão até 90 (noventa) dias, contados a partir da data de publicação desta Portaria, para encaminhar à SVS/MS a Resolução da respectiva Comissão Intergestores Bipartite (CIB) que contenha a distribuição do valor dos recursos financeiros a serem repassados pelo Ministério da Saúde, segundo os valores consignados no anexo, entre a Secretaria de Saúde do Estado e cada uma das Secretarias de Saúde dos Municípios prioritários.

17 Portaria 3276, de 26 de dezembro de 2013 Art. 7º Apresentada a Resolução da CIB e do CGSES/DF, o Ministro de Estado da Saúde editará ato específico de habilitação com indicação dos entes federativos aptos ao recebimento do incentivo financeiro de custeio e os respectivos valores a serem repassados. 1º O valor do incentivo financeiro constante no ato específico de que trata o "caput" será repassado em 12 (doze) parcelas mensais, de idêntico valor, a partir da apresentação das Resoluções da CIB e do CGSES/DF, sendo retroativo a janeiro de º O repasse do incentivo financeiro de custeio será realizado mensalmente pelo Fundo Nacional de Saúde ao fundo de saúde do ente federativo estadual, distrital ou municipal beneficiário. 3º O incentivo financeiro de custeio de que trata esta Portaria será devido anualmente, com base nos valores constantes do anexo, e distribuídos nos termos previstos neste artigo. 4º Qualquer alteração na distribuição do incentivo financeiro de custeio de que trata esta Portaria no âmbito dos Estados e Municípios, tendo em vista o disposto nos 1º, 2º e 3º do art. 3º, deverá ser formalizada por meio do envio da nova Resolução da CIB à SVS/MS.

18 Portaria 3276, de 26 de dezembro de 2013 Art. 8º O detalhamento das ações de vigilância, prevenção e controle das DST/AIDS e Hepatites Virais deverá ser inserido pelo ente federativo beneficiário na Programação Anual de Saúde (PAS), observadas as diretrizes constantes nos Planos de Saúde. Art. 9º O Ministério da Saúde, por meio da SVS/MS, efetuará o monitoramento sistemático e regular das ações de vigilância por intermédio dos sistemas de informação de base nacional, previstos no art. 33 da Portaria nº 1.378/GM/MS, de 2013, para fins de manutenção do recebimento do incentivo financeiro de custeio mensal. Parágrafo único. A manutenção do repasse dos recursos do incentivo financeiro de que trata esta Portaria está condicionada à alimentação regular dos sistemas descritos no "caput". (Sistema de Informação de Agravos de Notificação SINAN, Sistema de Informação de Nascidos Vivos SINASC, Sistema de Informações sobre Mortalidade SIM)

19 Portaria 3276, de 26 de dezembro de 2013 Art.11. O monitoramento de que trata esta Portaria não dispensa o ente federativo beneficiário de comprovação da aplicação dos recursos financeiros percebidos por meio do Relatório Anual de Gestão (RAG) Art. 15. Ficam revogadas todas as Portarias anteriores da Política de Incentivo.

20 Portaria 3276, de 26 de dezembro de 2013 ANEXO Valores anuais destinados ao incentivo às Ações de Vigilância, Prevenção e Controle das DST/Aids e Hepatites Virais para as Unidades Federadas. Código UF Unidade Federada Incentivo (valor em R$) 12 Acre ,00 27 Alagoas ,00 16 Amapá ,00 13 Amazonas ,00 29 Bahia ,00 23 Ceará ,00 53 Distrito Federal ,00 32 Espírito Santo ,00 52 Goiás ,00 21 Maranhão ,00 51 Mato Grosso ,00 50 Mato Grosso do Sul ,00 31 Minas Gerais ,00 15 Pará ,00 25 Paraíba ,00 41 Paraná ,00 26 Pernambuco ,00 22 Piauí ,00 33 Rio de Janeiro ,00 24 Rio Grande do Norte ,00 43 Rio Grande do Sul ,00 11 Rondônia ,00 14 Roraima ,00 42 Santa Catarina ,00 35 São Paulo ,00 28 Sergipe ,00 17 Tocantins ,00 TOTAL ,00

21 Obrigada! Sandra Regina Miguel Assessoria de Ações Estratégicas (61) Endereço eletrônico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais:

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