UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ. Paulo Gustavo Marquetti DESENVOLVIMENTO DE UM SITE DINÂMICO NA INTERNET PARA O GERDS

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1 0 UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ Paulo Gustavo Marquetti DESENVOLVIMENTO DE UM SITE DINÂMICO NA INTERNET PARA O GERDS CURITIBA 2004

2 1 PAULO GUSTAVO MARQUETTI DESENVOLVIMENTO DE UM SITE DINÂMICO NA INTERNET PARA O GERDS Monografia apresentada como requisito parcial a obtenção do título de especialista em Desenvolvimento Web, da Faculdade de Ciências Exatas e de Tecnologia, da Universidade Tuiuti do Praná. Orientador: Prof. Roberto Néia Amaral CURITIBA 2004

3 2 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO TECNOLOGIAS UTILIZADAS LINGUAGEM HTML - HyperText Markup Language PHP - Personal Home Page Javascript PROGRAMAS Fireworks Dreamweaver BANCO DE DADOS MySQL DESIGN DO SITE DEFINIÇÃO DAS CORES A Teoria das Cores O Disco Cromático Cores Análogas Cores Complementares Cores X Idade Cores utilizadas no Site PRINCÍPIOS DO DESIGN Proximidade Alinhamento Repetição Contraste FRAMES Cabeçalho Menu Principal Login Rodapé PÁGINAS VISÍVEIS Home Cadastro de Pesquisas Alteração de Pesquisas Cadastro de Artigos Alteração de Artigos Cadastro de Notícias Alteração de Notícias Objetivos Estatuto Participantes Colaboradores Visualizar Pesquisas Visualizar Artigo...39

4 Visualizar Notícia Mural Exclusão do Mural Administração Cadastro de Usuários Alteração de Usuário PÁGINAS NÃO VISÍVEIS Conexão.php deleta_artigo.php deleta_mural.php deleta_noticia.php deleta_pesquisa.php deleta_usuário.php grava_alteracaoartigo.php grava_alteracaonoticia.php grava_alteracaopesquisa.php grava_alteracaousuario.php grava_artigo.php grava_notícia.php grava_pesquisa.php grava_mural.php grava_usuário.php login.php CÓDIGO FONTE CONCLUSÃO...50 REFERÊNCIAS...52 ANEXOS...54

5 4 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 - DISCO CROMÁTICO FIGURA 2 - REPRESENTAÇÃO DOS FRAMES FIGURA 3 - HOME FIGURA 4 - CADASTRO DE PESQUISAS FIGURA 5 - ALTERAÇÃO DE PESQUISAS FIGURA 6 - CADASTRO DE ARTIGOS FIGURA 7 - ALTERAÇÃO ARTIGOS FIGURA 8 - CADASTRO DE NOTÍCIAS FIGURA 9 - ALTERAÇÃO DE NOTÍCIAS FIGURA 10 - OBJETIVOS FIGURA 11 - ESTATUTO FIGURA 12 - PARTICIPANTES FIGURA 13 - COLABORADORES FIGURA 14 - VISUALIZAR PESQUISAS FIGURA 15 - DETALHE DA PESQUISA FIGURA 16 - VISUALIZAR ARTIGO FIGURA 17 - DETALHE DO ARTIGO FIGURA 18 - VISUALIZAR NOTÍCIA FIGURA 19 - DETALHE DA NOTÍCIA FIGURA 20 - MURAL FIGURA 21 - EXCLUSÃO DO MURAL FIGURA 22 - ADMINISTRAÇÃO FIGURA 23 - CADASTRO DE USUÁRIOS FIGURA 24 - PESQUISA USUÁRIOS FIGURA 25 - ALTERAÇÃO DE USUÁRIOS... 46

6 5 Resumo O presente trabalho aborda a análise e o desenvolvimento de um site dinâmico na Internet, tendo como contratante o Gerds (grupo de estudos interdisciplinar em redes de computadores e sistemas distribuídos) da Universidade Tuiuti do Paraná, que tem por objetivo divulgar as pesquisas realizadas por alunos, professores e colaboradores participantes do grupo em questão. Este foi elaborado a partir de técnicas de desenvolvimento de sites e entrevistas feitas diretamente com o contratante. Palavras-chave: Desenvolvimento de site, site dinâmico, PHP, MySQL, HTML.

7 6 1 INTRODUÇÃO Estima-se que hoje, existam mais de 250 milhões de pessoas que utilizam a Internet, não só como ferramenta de trabalho, mas também como diversão e pesquisa. Essas pessoas esperam obter da plataforma Web, um material de alta qualidade (incluindo imagens, animação, som e vídeo), e que esse material esteja apresentado de forma agradável e funcionando de forma rápida e eficiente. A especialização em Desenvolvimento Web ofereceu a preparação para o trabalho no desenvolvimento, conhecimento e utilização das tecnologias multimídia e Internet e dos sistemas e aplicações que fazem uso dessas tecnologias. O desenvolvimento do site do Gerds (grupo de estudos interdisciplinar em redes de computadores e sistemas distribuídos) da UTP, tem por objetivo divulgar o trabalho realizado por alunos, professores, colaboradores e participantes dos cursos de Engenharia da Computação, Bacharelado em Sistemas de Informação, Ciência da Computação e os cursos de Pós Graduação em Desenvolvimento Web e Redes de Computadores e Segurança de Redes, visando estreitar a ligação entre a universidade e a comunidade, seja através da prestação de serviços especializados ou por transferência de tecnologias, inserindo professores e alunos num contexto sócio-econômico mais amplo do que a realidade acadêmica. Essas informações são oferecidas pelo site através de pesquisas, artigos e notícias, periodicamente atualizadas, além de permitir que se desenvolva uma comunicação bilateral entre os interessados, através do cadastramento dessas pessoas no site, bem como a possibilidade de se deixar mensagens em um mural destinado a esse fim. Sendo o contratante do serviço o Gerds, ficou definido como pessoa responsável pela definição das necessidades do site, o professor Roberto Amaral. Através de técnicas de levantamento de dados (ver anexo I), foram obtidos os dados básicos necessários para o desenvolvimento do site. A presente monografia está estruturada em 5 capítulos, cujo conteúdo é apresentado sucintamente, a seguir: O Capítulo 2 apresenta uma introdução aos conceitos das tecnologias utilizadas, enfocando sua história e utilização na atual estrutura da Internet. O Capítulo 3 apresenta a descrição de como foi realizado o design do site e a funcionalidade das páginas. O Capítulo 4 apresenta a referência ao código fonte do trabalho.

8 O Capítulo 5 apresenta a conclusão do trabalho. 7

9 8 2 TECNOLOGIAS UTILIZADAS De acordo com os estudados realizados, as seguintes tecnologias foram utilizadas para o desenvolvimento do site do Gerds: Linguagem o HTML Utilizada para fazer o corpo principal das páginas. Adotado por ser gratuito e amplamente utilizado na Internet. o PHP Apesar do conteúdo apresentado nas aulas ter sido baseado em ASP, um novo estudo em linguagem PHP foi realizado em classe e extra classe, pois foi utilizado um servidor com sistema operacional Linux, com o servidor de banco de dados Apache, que interpreta somente a linguagem PHP. Foi utilizado para tornar as páginas dinâmicas e realizar a comunicação com o banco de dados. o JavaScript Utilizado para criar funções que são executadas na máquina do usuário. Adotado por ser gratuito e amplamente utilizado na Internet. Programas o Fireworks Utilizado para fazer as imagens e construir a parte visual do site. Foi adotado por ser uma ferramenta que permite trabalhar com layouts de sites de forma rápida e fácil e ter ampla compatibilidade com o Dreamweaver. o Dreamweaver Utilizado para a construção do site e a programação. Adotado por ser uma ferramenta completa e que permite desenvolver e administrar o site de forma rápida e eficiente. Banco de Dados o MySQL Utilizado para armazenar os dados do site. Adotado por ser gratuito e amplamente utilizado em aplicações Web. 2.1 Linguagem HTML - HyperText Markup Language No núcleo de toda página da Web, encontra-se a HyperText Markup Language, uma linguagem de diagramação baseada em marcadores, ou tags

10 9 (marcas utilizadas pela linguagem html que permitem ao browser formatar o texto entre as tags, de acordo com cada tag específica), como é mais comumente conhecido. A HTML é uma linguagem simples, baseada em texto e que pode ser visualizada em qualquer plataforma, tanto em navegadores somente texto (como o Lynx) como em navegadores mais avançados (como Netscape Navigator e Internet Explorer). A HTML é, na verdade, apenas texto com códigos de formatação que especificam diferentes fontes e estilos ou até mesmo outras funções mais avançadas. Ela é muito semelhante aos antigos editores de texto que exigiam a inserção de tags para especificar tipos em itálico, negrito ou sublinhado. O HTML nasceu em 1990 no CERN (European Council for Nuclear Research), na Suíça. Seu criador, o inglês Tim Berners-Lee, a concebeu unicamente como uma linguagem que serviria para interligar computadores do laboratório e outras instituições de pesquisa e exibir documentos científicos de forma simples e fácil de acessar (STANEK, 1996). Em 1992, com a liberação da biblioteca de desenvolvimento para WWW (World Wide Web ou Rede de Alcance Mundial), aconteceu uma grande evolução, o que foi fundamental para expansão do HTML. Essa biblioteca deu origem à construção de vários browsers e servidores, tornando a Web uma ferramenta viável. O MOSAIC, desenvolvido por Marc Andreeson, então do NCSA, foi o primeiro browser multi-plataforma que explorava completamente a capacidade de hipermídia da Web e que iniciou o crescimento explosivo da mesma. Em 1993, o HTML tornouse disponível a milhões de usuários, com a liberação das versões para Mac e Windows (STANEK, 1996). Quanto as suas especificações, o HTML percorreu um caminho longo, até chegar à sua atual especificação. Atualmente, 4 especificações do HTML estão definidas. Cada nova especificação é compatível com as especificações anteriores e incluem diversas melhorias. A primeira especificação do HTML, que é a versão original, foi a HTML 1.0. Tim Berners-Lee, juntamente com David Ragget a publicaram em Devido a sua capacidade limitada, a versão 1.0 permitia o desenvolvimento de documentos básicos. Incluía múltiplos níveis de cabeçalhos, exibição de parágrafos, navegação por referências a hipertextos (composição de elementos de informação, parágrafos, páginas, imagens, seqüências musicais etc. e

11 10 ligações entre esses elementos, indicando a passagem de um a outro) e formatações especiais para itens de uma lista (STANEK, 1996). A definição do HTML 2.0, concluída em 1995, foi a primeira versão recomendada pelo IETF Internet Engineering Task Force e se tornou um padrão da Internet. Ela oferece um melhor controle sobre os layouts dos textos apresentados nas páginas, além da inclusão de imagens e formulários, que permite aos desenvolvedores conseguir a participação dos usuários de forma fácil e rápida, além de explorar as capacidades multimídias da Web (STANEK, 1996). O HTML 3.0 de 1996, permite novos formatos de textos. Uma de suas características mais importantes, é a definição dos tags necessários para a criação de tabelas, que permitem que os desenvolvedores apresentem as informações desejadas formatadas em linhas e colunas (STANEK, 1996). Durante o desenvolvimento do HTML 3.0, com a rapidez da expansão da Web, os esforços de padronização não puderam acompanhar as tendências de desenvolvimento, que exigiam maiores recursos de apresentação gráfica do que o HTML 2.0 podia fornecer. Por isso, o HTML 3.0 acabou não sendo aprovado e em 1997, aprovou-se uma recomendação chamada HTML 3.2, que introduzia recursos de apresentação gráfica no HTML (INTRODUCING, 2004). O HTML 4.0, de 1998, é uma extensão do HTML 3.2. Essa versão oferece melhorias nos recursos de acessibilidade. Quando o HTML é usado de forma estruturada, um documento pode se adaptar a diferentes browsers, acomodar diferentes fontes, cores especiais, sintetizadores de voz e dispositivos Braille. Essa adaptabilidade, permite a pessoas com defeitos físicos trabalhar de forma facilitada na Web. Essa versão adotou também o Universal Character Set, que usa o suporte a convenções internacionais, permitindo a utilização de quase todas as linguagens do mundo. Outra novidade são os frames (dividem a página em duas ou mais partes framesets - e são geralmente usados para que um frameset permaneça enquanto outros mudem, baseados nos links que o usuário seleciona). Vários elementos do HTML 3.2 foram considerados deprecados (candidatos a se tornarem obsoletos) pelo HTML 4.0. forçando uma ênfase na separação da estrutura do documento e na apresentação dos elementos, que permitem definir cores, fontes, alinhamento, imagens de fundo e outras características da apresentação da página que dependem da plataforma onde a informação é visualizada. Essa separação pôde ser realizada graças a CSS (Cascading Style Sheets), que permite a criação de folhas

12 11 de estilo aplicáveis a várias páginas de um site. Se um dispositivo limitado não consegue exibir os estilos definidos no CSS, ele pelo menos consegue entender a estrutura do texto e imagens de forma que mesmo usuários com menos recursos podem ter acesso à informação contida na página (HTML, 2004) Forma Básica de um Documento HTML Como já foi citado anteriormente, o HTML é, na verdade, apenas texto com códigos de formatação que especificam diferentes fontes e estilos. Com a inserção das tags, o texto que está compreendido entre essas marcas, assume características diferentes, de acordo com cada uma delas. Cada tag informa ao browser como ele deverá formatar o texto, que deve estar dentro dos sinais de menor que (<) e maior que (>). Por exemplo: <HTML>, <BODY>. Os tags podem ser únicos ou duplos, com início e fim. Se forem duplos, existirá um tag informando que aquela formatação está sendo encerrada. Por exemplo, um tag simples pode ser representado por <br>, que indica uma quebra de linha. Já um tag duplo pode ser <b>...</b>, indicando que o que estiver entre esses campos deverá ser apresentado em negrito A estrutura de um documento HTML apresenta os seguintes componentes: <HTML> <HEAD><TITLE>Título do Documento</TITLE></HEAD> <BODY> texto, imagem, links.... </BODY> </HTML> Todo documento HTML deve estar entre os tags <HTML> e </HTML>. A partir daí, esses documentos são divididos em duas seções principais: a seção HEAD e a seção BODY. A HEAD contém informações sobre o documento. O tag <TITLE>, por exemplo, define um título, que é mostrado no alto da janela do browser. Tudo que estiver contido na seção <BODY> será mostrado na janela principal do browser.

13 12 Essa seção pode conter cabeçalhos, parágrafos, listas, tabelas, links para outros documentos, e imagens PHP - Personal Home Page Como as páginas em HTML são basicamente apresentações de texto e imagens, com o passar do tempo, surgiu a necessidade de uma interação maior com o usuário, permitindo que se tivesse um histórico desse usuário, além da possibilidade de se mostrar informações personalizadas aos mesmos. Para esse propósito, umas das linguagens que surgiram, e que tinham forte ligação com o HTML, foi o PHP. O PHP é uma linguagem de server-side (as páginas ficam armazenadas e são executadas em um servidor onde o site está localizado) e open-source (um programa que tem seu código fonte disponível para que qualquer pessoa que tenha uma idéia, uma sugestão, possa ajudar no seu desenvolvimento) para criação de páginas dinâmicas para a Web. Uma página dinâmica é aquela que interage com o usuário de forma que cada usuário ao visitar a página verá informações personalizadas. Os aplicativos dinâmicos da Web são predominantes nos sites comerciais(e-commerce sites de venda pela Internet), onde o conteúdo apresentado é gerado a partir de informações acessadas de um banco de dados ou outra fonte externa. Sua interface permite que se incluam comandos PHP diretamente na página HTML. O PHP sucede de um produto mais antigo, chamado PHP/FI. PHP/FI foi criado por Rasmus Lerdorf em 1994, inicialmente como scripts (arquivos texto com um conjunto de instruções de uma linguagem específica, nos quais estão contidas todas as instruções que dizem o que o programa fará) usados para gerar estatísticas de acesso para seu currículo on line. Ele nomeou esta série de scripts de Personal Home Page Tools, a qual adquiriu um relativo êxito devido a outras pessoas pedirem a Rasmus que lhes permitisse utilizar os seus programas nas suas próprias páginas Web. Como mais funcionalidades foram requeridas, Rasmus escreveu uma implementação em linguagem C muito maior, que era capaz de comunicar-se com uma base de dados, e possibilitava a usuários o desenvolvimento simples de aplicativos dinâmicos para Web. Devido à aceitação do primeiro PHP e de maneira adicional, o seu criador desenhou um sistema para processar formulários ao qual

14 13 deu o nome de FI (Form Interpreter) e o conjunto destas duas ferramentas, seria a primeira versão compacta da linguagem: PHP/FI. Rasmus resolveu distribuir o código fonte do PHP/FI para que todos pudessem ver, e também usá-lo, bem como corrigir bugs e melhorar o código (HISTÓRIA, 2004). O PHP/FI usava interpretações automáticas de variáveis vindas de formulário (dados passados pelos usuários) e era embutida diretamente no código do HTML. Porém, a sua sintaxe era limitada, simples, e um pouco inconsistente. Em 1997, PHP/FI 2.0, a segunda versão da implementação em linguagem C, obteve milhares de usuários ao redor do mundo, com um valor estimado de aproximadamente domínios, respondendo por basicamente 1% dos domínios da Internet. Enquanto isto havia milhares de pessoas contribuindo com pequenos códigos para o projeto, e ainda assim, o PHP/FI 2.0 foi oficialmente lançado somente ao final de 1997, após perder a maior parte de sua vida em versões beta (versões de um produto, que são distribuídas para teste dos usuários antes do lançamento oficial). O PHP/FI 2.0 foi rapidamente substituído pelas versões iniciais do PHP 3.0 (HISTÓRIA, 2004). O PHP 3.0 foi a primeira versão que se assemelha ao PHP que é utilizado atualmente. Ela foi criada por Andi Gutmans e Zeev Suraski em 1997 e foi totalmente reescrito, após eles descobrirem que o PHP/FI 2.0 poderia ajudá-los a desenvolver suas próprias aplicações de e-commerce de um projeto na sua Universidade. No esforço cooperativo e iniciativa de reescrever o PHP/FI a partir da base existente, Andi, Rasmus e Zeev decidiram unir esforços e anunciar o PHP 3.0 como uma versão oficial de seu antecessor (o PHP/FI 2.0) (HISTÓRIA, 2004). O PHP 3.0, além de oferecer aos usuários finais uma infraestrutura sólida para diversos bancos de dados, protocolos e APIs, a extensibilidade (possibilidade de uso para diversos objetivos) do PHP 3.0 atrai dezenas de novos desenvolvedores para se juntar e submeter novos módulos. Esta é a chave do sucesso do PHP 3.0. Outras características chaves introduzidas no PHP 3.0 foram o suporte à sintaxe para orientação a objetos e uma sintaxe muito mais poderosa e consistente. O PHP 3.0 foi oficialmente lançado em Junho de 1998, depois de ter passado aproximadamente 9 meses em testes públicos (versões beta). Os objetivos do projeto eram melhorar a performance de aplicações complexas, e melhorar a modularidade do código base do PHP.

15 14 O PHP 4.0, acompanhado com uma série de novas características, foi oficialmente lançada no início de 2000, quase dois anos após o seu antecessor. Além da melhora na performance, esta versão incluiu outras características chave como o suporte para muitos servidores Web, sessões HTTP, buffer de saída e maneiras mais seguras de manipular entrada de dados dos usuários (HISTÓRIA, 2004). De acordo com o site oficial do PHP (php.net/usage.php), atualmente, aproximadamente 17 milhões de domínios estão usando PHP na Web PHP - Por que utilizar A popularidade do PHP continua crescendo rapidamente devido a muitas vantagens. É rápido, pois devido a estar embutido no código HTML, o tempo para processar e carregar uma página Web é curto. É grátis e fácil de usar pois os códigos PHP são facilmente incluídos no arquivo HTML, é versátil, pois o PHP roda em uma grande variedade de sistemas operacionais, é muito seguro, pois se o código for escrito corretamente, o usuário não irá enxergar o código PHP, além de ser customizável, pois a licença open-source permite aos programadores modificarem o PHP, adicionando ou modificando as características necessárias ao seu próprio desenvolvimento. Devido ao PHP ser executado no servidor, ele pode dinamicamente criar o código HTML que irá gerar a página Web, permitindo que os usuários individuais vejam páginas customizadas. Os visitantes da página Web vêem a saída gerada pelos scripts, mas não os scripts propriamente ditos, tornando-o muito seguro. O PHP consegue trabalhar com sessões, ou seja, para executar determinadas ações (fazer um download, por exemplo) o usuário deve estar identificado no site. O PHP permite que se crie uma sessão, que identifica cada usuário no sistema, além de outros dados referentes ao mesmo. Se o usuário tentar entrar em uma página específica, primeiramente é verificado se existe uma sessão para o mesmo. Se não existir, é mostrada uma mensagem de acesso proibido. Se a sessão for válida, os outros parâmetros do usuário (salvos na sessão) podem ser verificados e validados caso necessário PHP - Como Funciona

16 15 Segundo Janet Valade (VALADE,2004) O código PHP é embutido no código HTML. As tags do HTML são usadas para incluir a linguagem PHP na linguagem HTML. Quando o PHP está instalado, o servidor Web é configurado para procurar por código PHP embutido em arquivos com extensões específicas (php ou phtml). Quando o servidor recebe uma requisição para um arquivo com uma dessas extensões, ele envia o código HTML como está, mas o código PHP é processado pelo software antes de ser enviado ao solicitante. Quando a linguagem PHP é processada, a saída consiste de código HTML. Os códigos PHP não são incluídos no HTML enviado ao browser, por isso o código PHP é seguro e transparente para o usuário. Quando um browser é apontado para um arquivo HTML, o servidor envia o arquivo ao browser. O browser processa o arquivo e mostra a página descrita pelos tags HTML do arquivo. Quando um Web browser é apontado para um arquivo PHP, o servidor procura por seções PHP no arquivo e os processa, enviando o resultado do processamento ao browser. Esses são os passos seguidos pelo servidor para processar um arquivo PHP: 1. O servidor inicia a procura no arquivo em modo HTML. Ele assume que o código é HTML e os envia ao browser sem nenhum processamento. 2. O servidor web continua em modo HTML até encontrar um tag de abertura do PHP (<?). 3. Quando o servidor encontra um tag de abertura do PHP, alterna para modo PHP, assume que todos os comandos subseqüentes são desse tipo, e os executa. Se o comando gera uma saída, a envia ao browser. 4. O servidor continua em modo PHP, até encontrar um tag de fechamento do PHP (?>). 5. Quando o servidor encontra um tag de fechamento do PHP, retorna ao modo HTML e repete o ciclo Forma Básica de um Documento PHP O PHP é embutido diretamente no programa HTML. Seus comandos são delimitados pelos tags <? e?>. Dentro dos tags de abertura e fechamento do PHP, são incluídos comandos específicos que são interpretados pela linguagem. A sintaxe é bastante parecida com a da linguagem C. Por exemplo: <HTML>

17 16 <HEAD><TITLE>Teste PHP</TITLE></HEAD> <BODY> <p> Linha HTML <? $id = $_GET["id"]; if ($id = 1) { echo <p>usuário Nº 1</p> ; } else { echo <p> Usuário Nº 2</p> ; }?> </BODY> </HTML> Javascript Javascript é uma linguagem criada pela Netscape que serve basicamente para aumentar os recursos do navegador. Todas as páginas escritas com HTML são estáticas. Conseguem fazer com que o browser apenas leia o que há no código e reproduza aquele conjunto de instruções. Um dos principais recursos do Javascript é a possibilidade de fazer com que a página HTML seja dinâmica, ou seja, capaz de fazer com que o usuário possa interagir com a página, ou usar outros recursos para fazer com que o documento Web se altere sem necessidade de um novo carregamento de página. O Javascript é uma linguagem de programação que funciona interativamente com o código HTML. O Javascript consegue ler, entender e manipular os objetos de uma página HTML, tendo a facilidade necessária para alterá-los automaticamente, quando programado. São inseridos nas páginas de uma maneira peculiar, podendo ter apenas uma área para scripts ou espalhados pelo código, do jeito que melhor se adapte às necessidades de cada usuário. Diferentemente da linguagem PHP, o Javascript é uma linguagem client-side (as páginas são armazenadas e executadas na máquina cliente) (LOURENÇO, 2000).

18 Programas Fireworks O Fireworks é uma ferramenta de produção gráfica para criação de interfaces e imagens Web, com interação em várias linguagens scripts (como php, cfml, html, xml, Xhtml), podendo montar sites através de desenhos. O Fireworks consegue combinar muito bem, recursos vetoriais (como o ajuste de textos, recursos práticos de desenho e edição de nós), com os recursos aplicados a bitmaps ou imagens (como o tratamento de cores e ferramentas de efeitos). Também permite trabalhar com layouts de sites, sendo que, pode-se transformar o layout em uma página HTML usando o recurso de slices (fatias). O programa permite que você divida o layout inteiro em várias imagens, de acordo com as áreas específicas que se deseja criar. Após essa divisão, cada uma dessas áreas é exportada com um formato de arquivo e com uma compactação específica, podendo gerar o HTML com as imagens (ou fatias) nos seus devidos lugares e posições, ou mesmo exporta-las para o Dreamweaver. Sua outra vantagem é a possibilidade de se trabalhar com os behaviors (comportamentos). Com os bahaviors, pode-se criar, rollovers (menus interativos) e menus pop ups (menus que abrem outros sub-menus de acordo com cada item) estilizados. Como o Fireworks foi inicialmente projetado para a Web, permite também a exportação de imagens para a rede. Esses recursos incluem a total otimização de cada formato de arquivo a ser exportado bem como GIFS e JPEGS. Além disso, pode-se fazer uma comparação visual e do tamanho do arquivo, simultaneamente de até 4 formatos ou configurações de exportações e também salvar as mesmas configurações para usar mais tarde em outros arquivos (CARACTERÍSTICAS, 2004) Dreamweaver O Dreamweaver é um editor profissional de HTML, utilizado para projetar, codificar e desenvolver sites, páginas e aplicações Web. Permite que se trabalhe as páginas HTML de forma manual ou em um ambiente de edição visual, fornecendo ferramentas úteis para esses fins. O Dreamweaver também permite que se construa aplicações Web dinâmicas usando linguagens que rodam nos servidores (PHP nesse caso) (PAGE, 2004). Algumas das facilidades do Dreamweaver são:

19 18 Administração remota do site e arquivos fonte localmente; Operação em CSS (Cascade Style Sheets); Geração automatizada de rotinas em Javascript; Formulários; Criação e uso de templates (modelos); Gerenciamento completo do site e seus componentes (por exemplo, se um arquivo de imagem for movido de um sub-diretório para outro, todo o site é reparado automaticamente); Apresentação do mapa do site, com diferentes níveis de detalhamento; Behaviors (comportamentos que depois podem ser reaproveitados), com rotinas de JavaScript; Manipulação de tabelas; Rollover de imagens; Administração do site a partir da barra de menu; Reparo automático do site, a partir da mudança de endereço, ou nome de uma mídia, ou link em geral. 2.3 Banco de Dados MySQL O MySQL é um SGDB (ou sistema gerenciador de banco de dados), que é desenvolvido e distribuído pela MySQL AB, a empresa fundada pelos suecos David Axmark, Allan Larsson e Michael Widenius. Ele derivou de outro banco de dados, o msql. Pelo fato do mesmo não ser rápido nem flexível o suficiente para as suas necessidades, os suecos resolveram criar um novo banco de dados utilizando a interface API (application programming interface - conjunto de rotinas padronizadas, que a aplicação utiliza para efetuar seus serviços) do próprio msql, utilizada para facilitar a portabilidade de códigos escritos do msql para o MySQL. Escrito em C e C++ e testado em várias plataformas diferentes, o MySQL possui um sistema de alocação de memória baseado em processos, que permite a execução de tarefas paralelas tornando-o extremamente rápido e eficiente. Ele é um banco de dados do tipo SQL (Structured Query Language), e por isso possui as características dos principais bancos de dados do tipo SQL, como operadores e funções, agrupamentos, joins (junções de tabelas), aceita vários tipos de campos

20 19 suportando registros de tamanhos fixos ou variáveis, controla a segurança dos dados, além de poder armazenar uma grande quantidade de dados, chegando a quantidades superiores a de registros. Além disso, o MySQL é multiusuário (programas de mais de um usuário podem estar em execução), é multitarefa (é capaz de executar vários programas simultaneamente, mesmo que a máquina possua somente um processador) e open-source. Esse servidor de banco de dados é considerado como o mais rápido entre os de sua categoria, tanto para grandes volumes de dados como pequenos. Porém, como ele foi criado para ser extremamente ágil, teve-se de descartar certos aspectos das especificações SQL e foi decidido não se implementar características que geram muita demanda de recursos, como os triggers, que são uma porção de código armazenado que se executa quando é realizada uma operação (atualização, inclusão, etc.) com o banco de dados. Naturalmente comprovar a própria existência do trigger e executá-lo, consome recursos e tempo. As principais vantagens do MySQL são a baixa demanda de recursos de hardware, a simplicidade de administração e a otimização para as aplicações típicas da web, onde ocorrem mais consultas do que atualizações (MySQL, 2004).

21 20 3 DESIGN DO SITE Através de um briefing (anexo 1), pode-se chegar a algumas conclusões que influenciaram na escolha da forma de apresentação das páginas e levaram a definição de quais cores, imagens e forma o site seria apresentado aos usuários. 3.1 DEFINIÇÃO DAS CORES A Teoria das Cores O que se convencionou chamar de Teoria das Cores de Leonardo da Vinci, são as formulações históricas esparsas contidas em seus escritos e reunidas no livro Tratado da Pintura e da Paisagem Sombra e Luz, que são anotações recolhidas pelo artista ao longo de anos de observação e é a teoria mais corrente, sendo um dos legados do renascimento para as artes visuais (TEORIA, 2004) O Disco Cromático O disco cromático não é um instrumento científico de classificação de cores, mas é muito útil no entendimento da teoria das cores. As cores se dividem em primárias, secundárias e terciárias. (TEORIA, 2004). Pode-se reproduzir qualquer sensação de cor misturando-se aditivamente diversas quantidades de vermelho, azul e verde. Por isso, conhecem-se essas cores como cores primárias (ENCARTA, 2000). Combinado-se duas cores primárias, obtemos as cores secundárias, resultando no laranja (amarelo com vermelho), verde (azul com amarelo) e violeta (vermelho com azul). As cores terciárias são obtidas pela mistura de uma primária com uma ou mais secundárias (TEORIA, 2004).

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