MPLA. Discurso do Camarada João Lourenço na 2ª Reunião do Comité Internacional da OMA

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1 MPLA Discurso do Camarada João Lourenço na 2ª Reunião do Comité Internacional da OMA Camarada Luzia Inglês, Secretária Geral da OMA, Camaradas do Presidium, distintos membros do Comitê Nacional da OMA, Estimados convidados, minhas senhoras e meus senhores, Agradeço a honra e a oportunidade que me concedem, para presidir a sessão de abertura desta segunda reunião do Comité Internacional da OMA, que se realiza pouco tempo depois do 7º Congresso do MPLA e que vai tratar de importantes assuntos da vida da organização. Ao longo dos anos, a OMA afirmou-se como a maior organização feminina angolana e aquela com maior história e tradição de luta na defesa dos interesses da mulher angolana, pela sua emancipação e igualdade de direitos. A sua trajetória remonta aos anos da luta de libertação nacional, contra o colonialismo português, quando nas matas dos Dengos e de Nambuangongo, nas densas florestas do Maiombe em Cabinda ou nas Chamas do leste de Angola, combateram de armas na mão, lado a lado com os seus companheiros de luta, por uma Angola livre da opressão, escravatura e humilhação, por uma Angola independente. Como consequência da vossa luta, a mulher angolana ganhou, por mérito próprio, o seu espaço na sociedade angolana; conquistou a igualdade de direitos consagrados na Constituição; obteve o acesso à educação, ao emprego; passou a desempenhar importantes funções nas instituições do poder, entre outros cargos igualmente relevantes na nossa sociedade.

2 A mulher angolana de hoje destaca-se nas áreas do saber, na gestão de importantes empresas públicas e privadas e constitui uma maioria do universo de estudantes em praticamente todos os estabelecimentos de ensino superior. A mulher angolana destaca-se também no desporto de competição, tendo conquistado ao longo dos anos, o título de campeã africana em modalidades como o andebol e o basquetebol, somente para citar algumas. A mulher angolana é por natureza lutadora, e por isso mesmo vencedora, conquistando passo a passo o espaço que por direito lhe está reservado. Em termos de participação da mulher angolana nos principais órgãos de decisão política do país, nomeadamente no Executivo e no Parlamento, acompanhamos os padrões africanos da nossa região da SADEC. No entanto, reconhecemos haver mais degraus a subir pela mulher, na escala do poder político. É um processo que não se alcança apenas pelas quotas definidas pelas organizações regionais, continentais ou internacionais, como a SADEC, a União Africana ou as Nações Unidas. Resulta sobretudo da vontade política dos poderes nacionais e da própria capacidade de a sociedade formar, educar e preparar líderes femininas. Neste aspecto, temos meio caminho andado porque o nosso partido, o MPLA, é sensível e aberto à necessidade da promoção da mulher em cargos de chefia e maior participação nos órgãos de decisão política. Esta luta não é apenas vossa, não estão sozinhas, o próprio desenvolvimento económico e social dos nossos países assim o exige. É do interesse de todos que a mulher seja uma força de trabalho activa e participativa em todos os processos de transformação política, social, comunitária, científica e económica no nosso país.

3 Apreciamos o papel da OMA, como pioneira destacada na luta contra o analfabetismo, violência doméstica, mas também contra a violação de crianças quantas vezes molestadas pelos próprios pais ou outros familiares mais próximos. Contamos com a OMA na luta que a sociedade angolana trava contra o tráfico e consumo de droga, que destrói a nossa juventude. Contamos convosco na luta contra os crimes violentos, sobretudo contra a mulher, contamos convosco na luta contra todo tipo de violência sexual, de abuso sexual de menores, de ambos os sexos. A mutilação genital feminina é uma prática que começa ser introduzida no nosso país há algum tempo. À luz da nossa cultura e das nossas tradições, esta prática constitui um crime contra a mulher, pelas profundas marcas físicas e psicológicas que deixa para sempre. Como tal, deve merecer o nosso total repúdio. Deve ser uma prática exemplarmente condenada. Temos a certeza de que se trabalharmos todos juntos na defesa dos nossos valores culturais, conseguiremos vencer todos esses fenómenos hediondos que minam os alicerces da nossa sociedade. Camaradas, o Camarada Presidente José Eduardo dos Santos na sua moção de estratégia aprovada no 7º Congresso do Partido, defende que a OMA deve ser a grande defensora dos ideais e aspirações das mulheres, e dedicar-se de forma permanente à identificação dos problemas, das aspirações e expectativas da mulher angolana e participar activamente na formulação e implementação das respetivas soluções, seja a nível rural, urbano ou na periferia das cidades. Estamos a falar dos planos da formação e capacitação do desenvolvimento, do empreendedorismo da mulher rural, da que trabalha no setor informal da economia. Uma atenção especial deve ser também prestada pela OMA, às mulheres empresárias e àquelas que exercem funções de chefia e liderança nos vários domínios da

4 sociedade, de modo a atraí-las para a causa do MPLA e tornar a OMA cada vez mais inserida em todos os segmentos da sociedade angolana. Aproximam-se as eleições gerais que terão lugar no próximo ano. A mulher constitui a maioria da população angolana, portanto a maioria dos eleitores deste país. Estando a OMA inserida em praticamente todos os estratos da sociedade, e em todo o território nacional, exortamo-la a se organizar na campanha de mobilização da mulher e em particular das nossas militantes. Desde as jovens estudantes e trabalhadoras das cidades à mulher do meio rural, para que façam a actualização do seu registo eleitoral, e o registo para quem votar pela primeira vez. As eleições ganham-se agora, cumprindo com o pressuposto número um: garantir que todos aqueles que vão votar no MPLA estejam em condições de exercer o seu direito e dever cívico e patriótico de votar a favor do nosso partido e do nosso candidato a Presidente da República. Sabemos que esta reunião do Comité Nacional vai aprovar o plano de actividades fundamentais da organização para o próximo ano. Por isso, gostaria de dizer que tal como o Partido, também a OMA e a JMPLA, a partir de agora só têm uma tarefa, um objectivo, prepararmo-nos para disputar e vencer, de forma convincente as eleições gerais de Tudo o que fizermos daqui para frente tem de ter em conta a necessidade de alcançar com bons resultados este objetivo. Reitero os votos de sucesso nos trabalhos desta segunda reunião do Comitê Nacional da OMA, com a certeza de que o partido pode continuar a contar com a vossa capacidade de organização e de mobilização permanente de novos membros para engrossar as fileiras da organização e consequentemente as do nosso partido, o MPLA.

5 Viva a OMA, viva a mulher angolana, viva o Camarada Presidente José Eduardo dos Santos, viva o MPLA! Muito obrigado. Fim de discurso.

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