Período Regencial. Prof. Filipe Carota

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1 Período Regencial Prof. Filipe Carota

2 1)Respeitar Regras de Sala 2) Pedir 3) Cumprir

3 Dom Pedro II, imperador do Brasil O governo monárquico de Dom Pedro II foi marcado por uma série de temas como a escravidão, o café, a imigração, a modernidade e a abolição. Porém, como Dom Pedro II chegou ao poder? Lembre-se que o período anterior foi conturbado e marcado por uma série de disputas e divisões pelas províncias no Brasil.

4 Da chegada ao retorno da Família Real, a coroação de Dom Pedro I, e as revoltas regenciais, tornaram o Brasil uma grande disputa de poder em diferentes grupos políticos. Em meio estas agitações, era do desejo dos grupos políticos que o herdeiro do trono brasileiro, Pedro de Alcântara, assumisse o trono e unificasse o Brasil como novo imperador. Contudo, a Constituição de 1824 assinada pelo seu pai só lhe permitia assumir o trono aos 18 anos.

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6 Regências De um lado, grupos políticos restauradores defendiam o retorno de Dom Pedro I; os liberais exaltados, defendiam o fim da influência portuguesa no governo e os liberais moderados que pregavam a manutenção da ordem até a maioridade de Dom Pedro II. Uma regência trina provisória assumiu o governo (conforme previsto na constituição), até que os deputados (de recesso), pudessem eleger a Regência Trina Permanente. Mas, o que foram as regências? Pág 189

7 A regência una No período da regência una, em 1835, Padre Feijó foi nomeado regente. Contudo, era considerado pelos liberais como autoritário devido a censura com a impressa, e considerado liberal pelos conservadores por se posicionar pela abolição. Renunciou em 1837, dando lugar ao regressista Araújo Lima. Pelo país eclodiam revoltas contra o governo dos regentes e o poder centralizado do Rio de Janeiro, exigindo maior autonomia para as províncias.

8 Alguns projetos de lei foram apresentados visando antecipar a coroação do herdeiro aos 14 anos, porém, sem aprovação da Câmara dos Deputados. Antônio Carlos de Andrada e Silva e outros políticos liberais organizaram uma manobra e propuseram a maioridade ao jovem, que aos 14 anos, aceitou, e tornou-se legalmente imperador do Brasil no chamado Golpe da Maioridade. Esta ação era interessante aos regressistas, que descordavam do Regente Diogo Feijó e as mudanças ocorridas na fase regencial, como a autonomia das províncias com as Assembleias Legislativas.

9 Este grupo defendia a centralização política, a autoridade do governante e assim, o regresso.

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11 Grupos político do II Reinado A morte de Dom Pedro I fragmentou o movimento restaurador e intensificou as disputas por autonomia. Os grupos políticos eram fragmentados em liberais (ou Luzia, em referência a cidade mineira de Santa Luzia ou os liberais foram derrotados em 1842) e os conservadores (ou Saquaremas, em referência ao munícipio fluminense onde os líderes do partido possuíam terras). Estes grupos possuíam diferentes propostas políticas.

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14 Os liberais, que ansiavam pela coroação de Dom Pedro II, formaram a base do primeiro ministério de Dom Pedro II, desagradando os conservadores que eram maioria na Câmara e Senado. Em 1840, nas eleições que escolheriam os representantes da Câmara para legislatura em 1842, os liberais saíram pelas ruas dando cacetadas nos eleitores indecisos e opositores, e assim, esta eleição ficou conhecida como eleições do cacete.

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16 Os Conservadores pressionaram Dom Pedro II que destituiu e colocou fim a Assembleia e a Câmara. Passaram a substituir os liberais nos ministérios do império, e criaram o Conselho de Estado para auxiliar o imperador nas decisões, centralizar o poder judiciário, reorganizar todas as autoridades policiais e evitar rebeliões. Em São Paulo e Minas Gerais, os liberais que perdiam poder político no império, organizaram as revoltas liberais recusando as medidas tomadas pelos ministros conservadores e não reconheciam os presidentes de província nomeados por Dom Pedro II.

17 As revoltas liberais defendiam autonomia para as provinciais, porém foram reprimidas pelas tropas do imperador que vieram do Rio de Janeiro e atacaram São Paulo e Minas Gerais.

18 Enigma Brasil - Benim Leia o enigma da Página 190 Encontre as pistas na página193, 196 e 197 Qual é a resolução?

19 Tarefa de Casa Caderno de Atividade Página 44 e 45

20 Cabanagem No norte do país, na província do Grão Pará, formada por indígenas, negros livres e escravos, e mestiços, os cabanos (pelo seu tipo de moradia) exigiam maior participação política, umas vez que estavam distantes do governo regencial. Deste modo, em 1833, a regência tentou reprimir o movimento, que consolidando-se, tomou a cidade de Belém, unindo seringueiros, lavradores e latifundiários na proclamação de uma República. Divididos em seus ideais, a regência conseguiu retomar Belém, massacrando o rebeldes e executando muitos dos cabanos.

21 Farroupilha e Republicana Juliana Por outo lado, no Sul do Brasil, a Guerra dos Farrapos representava a insatisfação da população em uma área recentemente colonizada. Nesta região, a criação de gado se voltava a produção do charque (carne salgada consumida pela população mais pobre). Revoltados com os altos impostos cobrados pelos regentes quanto a produção agropecuária, somado as fronteiras com o Uruguai (recém separada Cisplatina) que impedia o avanço da pastagem do gado, fazendeiros que mantinha tropas particulares, deram início a Revolução Farroupilha, ou Guerra dos Farrapos, devidos aos trajes esfarrapados dos combates de guerra.

22 Iniciou-se um processo de emancipação, pois, liderados por Bento Gonçalves e Giuseppe Garibaldi, os farrapos proclamaram a República Rio-Grandense em 1836, avançando sobre Santa Catarina em 1839 e proclamando a República Juliana. Devido ao vasto território das repúblicas, os farrapos não conseguiam impedir o avanço das tropas regências, da Guarda Nacional e do Exército. O conflito chega ao fim quando Dom Pedro é coroado imperador em 1845 com o Golpe da Maioridade aos 14 anos, promovendo uma conciliação entre as elites

23 Sabinada Na Bahia, dois movimentos de revoltas se espalham. O primeiro deles foi liderado por Francisco Sabino (a Sabinada) que tinha como ideia marcar a revolta das classe médias com o governo regencial a renúncia de Feijó, e a proclamação da república Baiense até a maioridade de Dom Pedro II. Sem apoio dos latifundiários e escravocratas do recôncavo baiano, a revolta chega ao fim com mais de morte e Sabino foi deportado, deixando a Bahia em intervenção militar por 5 anos.

24 Balaiada No século XIX, a economia maranhense atravessou uma forte crise, em grande parte decorrente da concorrência do algodão norte-americano no mercado internacional. Além disso, o estabelecimento da Lei dos Prefeitos que concedia ao governador o privilégio de nomear os prefeitos municipais causou outro tipo de atrito onde o mandonismo político acirrou as relações do povo com as instituições governamentais. Dessa forma, podemos ver que a presença de três líderes nessa revolta, que muito bem representou a situação política ali vivida, impulsionou diversos focos de tensão. Raimundo Gomes, um dos primeiros líderes da revolta, mobilizou um grupo de escravos, vaqueiros e artesãos logo depois de libertar um grupo de vaqueiros aprisionados em Vila da Manga, a mando de um opositor político do patrão daqueles mesmos trabalhadores.

25 Revolta dos Malês Outra revolta foi o Levante dos Malês em que negros de origem árabe tomaram fazendas de latifúndios na luta pela abolição, levando forças regências ao duro combate temendo o avanço do haitianismo no Brasil. Por fim, no Maranhão e no Piauí, o período regencial despertou um grande avanço de rebeldes contra a crise econômica atrelada a grande presença de comerciantes portugueses e ingleses na região. Artesãos (balaios), vaqueiros, agricultores, e todas as camadas sociais se unem contra a regência, liderados pelos liberais do jornal Bemte-vi. A falta de unidade do grupo levou a sua queda e a morte de mais de 15 mil combatente da Balaiada, mesmo que algumas cidades maranheses tenham sido tomadas pelos rebeldes. Os líderes do movimento foram enforcados.

26 Reflexão Se dedique a ampliar seu círculo de influência. Exemplo: Vitor Frankl

27 Tarefa Página 198 Ex 2 ao 7 8º A (segunda aula, depois, tarefa estudar o mapa) 8º B (tarefa C.A, Página 198 e estudar o mapa)

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