Hipertensão Arterial Sistêmica. Marina Politi Okoshi

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1 Hipertensão Arterial Sistêmica Marina Politi Okoshi Disciplina de Clínica Médica Geral Departamento de Clínica Médica Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP 2011

2 Hipertensão Arterial Sistêmica Conceito Condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial. Associa-se, frequentemente, a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas, com consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não-fatais. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão VI, 2010

3 Epidemiologia da Hipertensão Arterial Prevalência Homens: 35,8% Mulheres: 30% Homens: 35,8% Mulheres: 30% Média: 32,5% DBH VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão VI, 2010

4 Epidemiologia da HAS Hajjar I & Kotchen TA. JAMA 2003; 290: 199

5 Hipertensão arterial fator de risco tratável mais importante para ocorrência de: Infarto do miocárdio Acidente vascular cerebral Insuficiência cardíaca Doença vascular periférica Dissecção de aorta Insuficiência renal crônica

6 Importância do Tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica Prospective Studies Collaboration. Lancet 2002;360: estudos prospectivos n = 1 milhão adultos Lancet 2002; 360: 1903

7 Importância do Tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica Prospective Studies Collaboration. Lancet 2002;360: estudos prospectivos n = 1 milhão adultos Lancet 2002; 360: 1903

8 Hipertensão Arterial Sistêmica Mecanismos fisiopatológicos Bases para o tratamento Etapas para avaliação de pacientes hipertensos Diretrizes para o tratamento

9 Fisiopatologia da Hipertensão Arterial Sistêmica e Bases para o Tratamento Primária, idiopática, essencial Secundária

10 Etiologia da Hipertensão Arterial Sistêmica Hipertensão Arterial Secundária: 5 a 10% Doença renal crônica (5%) Renovascular (2%) Coartação de aorta Hiperaldosteronismo primário Síndrome de Cushing Feocromocitoma Hipo ou hipertireoidismo Acromegalia Hiperparatireoidismo Síndrome da apnéia/hipopnéia do sono Medicamentos e drogas

11 Fisiopatologia da Hipertensão Primária

12 Relação Pressão X Idade Third National Health and Nutrition Examination Survey, Hypertension 1995;25:305.

13 Fisiopatologia da Hipertensão Primária Pressão Pulso = P. sistólica P. diastólica P. Pulso Risco Cardiovascular Risco CV: 170 x 70 > 170 x 110 mmhg Franklin et al. Circulation 1999;100:

14 Relação Pressão X Idade Third National Health and Nutrition Examination Survey, Hypertension 1995;25:305.

15 Fisiopatologia da Hipertensão Primária Formas Hemodinâmicas Hipertensão Diastólica da Meia Idade Hipertensão Sistólica Isolada de Idosos Hipertensão Sistólica Isolada de Adultos Jovens

16 Mecanismos da Hipertensão Primária Formas Hemodinâmicas Hipertensão Diastólica da Meia Idade anos; homens; ganho de peso resist.vasc.perif. ( estimulação neurohormonal) volume plasmático ( excreção renal de sódio)

17 Mecanismos da Hipertensão Primária Formas Hemodinâmicas Hipertensão Sistólica Isolada de Idosos >60 anos; mulheres > fator de risco p/ IC diastólica Colágeno na Aorta Rigidez Pressão de Pulso

18 Formas Hemodinâmicas Hipertensão Sistólica Isolada de Idosos Burt et al. Hypertension 1995;25:305

19 Mecanismos da Hipertensão Primária Formas Hemodinâmicas Hipertensão Sistólica Isolada de Adultos Jovens anos; homens Pode preceder a hipertensão diastólica Atividade do SN Simpático Débito Cardíaco Tônus da Aorta Pressão Arterial

20 Mecanismos da Hipertensão Primária Mecanismos Nervosos Mecanismos Renais Mecanismos Vasculares Mecanismos Hormonais: SRAA

21 Mecanismos da Hipertensão Primária Mecanismos Nervosos Atividade Simpática Hipertensão Sistólica Isolada de Adultos Jovens FC DC Tônus Vascular PA Hipertensão Associada a: Obesidade Apnéia do Sono Diabetes Mellitus Doença Renal Crônica Terapia Imunossupressora

22 Mecanismos da Hipertensão Primária Mecanismos Renais Excreção Renal de Sódio (em excesso no organismo) Defeito hereditário ou adquirido Retenção Renal de Sódio Débito Cardíaco Vasoconstricção Resistência Vascular Pressão Arterial

23 Mecanismos da Hipertensão Primária Mecanismos Vasculares Endotélio Vascular Papel crítico na integridade do vaso Maior defesa contra elevação da pressão Disfunção Endotelial Liberação de óxido nítrico Liberação dos fatores: vasoconstritor derivado do endotélio pró-inflamatório pró-trombótico crescimento (endotelina, tromboxane, TGF-β)

24 Mecanismos da Hipertensão Primária Mecanismos Vasculares Ruschitzka et al. J Hypertens 1999;17 suppl 1:25.

25 Mecanismos da Hipertensão Primária Mecanismos Vasculares Angiotensina II Xantina Oxidase NADPH Oxidases Ácido Úrico Superóxido Vascular (Radicais Livres) Disfunção Endotelial

26 Mecanismos da Hipertensão Primária Remodelamento Vascular Mecanismos Vasculares Disfunção Endotelial Ativação Neurohormonal Hipertensão Arterial Remodelamento Vascular -Vasoconstricção - Espessura da Média

27 Mecanismos da Hipertensão Primária Mecanismos Hormonais: SRAA Quimase Ativação Simpática Angiotensinogênio Angiotensina I Angiotensina II Radicais Livres AT 1 R Crescimento Celular Aldosterona Inflamação Renina E.C.A. Pró-renina Inativa Bradicinina Fragmentos Inativos Pró-renina Ativa Fibrose Retenção de Sódio Victor & Kaplan. Braunwald s Heart Disease, 2008.

28 Mecanismos da Hipertensão Primária Mecanismos Hormonais: SRAA AT 1 R Radicais Livres Inflamação Vascular Hipertrofia Fibrose Aldosterona Norepinefrina Hipertensão Intolerância à Glicose Aterosclerose Remodelação Vascular e Cardíaca Progressão da Placa IAM AVE Morte Victor & Kaplan. Braunwald s Heart Disease, 2008.

29 Hipertensão Arterial Sistêmica: Bases para o Tratamento Como Avaliar o Paciente Hipertenso

30 Como Avaliar o Paciente Hipertenso 1 Determinar o grau da hipertensão e características individuais dos pacientes 2 Identificar causas de HAS secundária 3 Identificar outros fatores de risco cardiovascular 4 Identificar lesões de órgãos alvo da hipertensão 5 Identificar a presença de comorbidades

31 Classificação da pressão arterial de acordo com medida casual no consultório Classificação Pressão Sistólica (mmhg) Pressão Diastólica (mmhg) Ótima <120 <80 Normal <130 <85 Limítrofe* Hipertensão estágio Hipertensão estágio Hipertensão estágio Hipertensão sistólica isolada 140 <90 Se as pressões sistólica e diastólica situam-se em categorias diferentes, a maior deve ser utilizada para classificação da pressão arterial. * Pressão normal-alta ou pré-hipertensão são termos que se equivalem na literatura. VI DB HA, 2010

32 Mensuração da Pressão Arterial Medidas fora do consultório: SE adequadamente realizadas Habitualmente são menores Melhor correlação com lesões de órgãos-alvo Evidências atuais Podem auxiliar nas decisões Não devem substituir as aferições realizadas durante a consulta Hipertensão do avental branco: significado? (avaliar cada 6 m)

33 Valores de pressão arterial no consultório MAPA, AMPA e MRPA Consultorio MAPA vigilia 1 AMPA MRPA Normotensão ou hipertensão controlada <140/90 130/85 130/85 130/85 Hipertensão 140/90 >130/85 >130/85 >130/85 Hipertensão do avental branco Hipertensão mascarada 140/90 <130/85 <130/85 <130/85 <140/90 >130/85 >130/85 >130/85 MAPA = Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial MRPA = Monitorização Residencial da Pressão Arterial AMPA = Automedida da Pressão Arterial DBH VI

34 Hipertensão Arterial: História Clínica Doença geralmente assintomática Duração da hipertensão Efeitos de tratamentos prévios História pregressa ou sintomas atuais de outras doenças Medicações em uso História familiar de hipertensão e de outras patologias Manifestações clínicas de hipertensão secundária Entendimento da doença Desejo de alterar o estilo de vida, se necessário

35 Preparo do paciente: Diagnóstico da Hipertensão Arterial Sistêmica Medida da Pressão Arterial: Preparo do Paciente 1.Explicar o procedimento ao paciente e deixá-lo em repouso por pelo menos 5 minutos em ambiente calmo. Deve ser instruído a não conversar durante a medida. Possíveis dúvidas devem ser esclarecidas antes ou apos o procedimento. 2.Certificar-se de que o paciente NÃO: está com a bexiga cheia praticou exercícios físicos há pelo menos 60 minutos ingeriu bebidas alcoólicas, café ou alimentos fumou nos 30 minutos anteriores 3.Posicionamento do paciente: deve estar na posição sentada, pernas descruzadas, pés apoiados no chão, dorso recostado na cadeira. O braço deve estar na altura do coração (nível do ponto médio do esterno ou 4 o espaço intercostal), livre de roupas, apoiado, com a palma da mão voltada para cima e o cotovelo ligeiramente fletido. Koehler NR et al. Braz J Med Biol Res 2002; 35: Kohler NR et al. Am J Hypertens 2004; 17: DBH VI

36 Diagnóstico da Hipertensão Arterial Sistêmica Medida da Pressão Arterial 1.Selecionar e posicionar o manguito adequadamente 2. Estimar o nível da pressão sistólica pela palpação do pulso radial. 3. Inflar rapidamente até ultrapassar 20 a 30 mm Hg o nível estimado da pressão sistólica, obtido pela palpação. 4. Proceder à deflação lentamente (velocidade de 2 mmhg por segundo). 5. Determinar a pressão sistólica pela ausculta do primeiro som (fase I de Korotkoff). 6. Determinar a pressão diastólica no desaparecimento dos sons (fase V de Korotkoff). 7.Auscultar cerca de 20 a 30 mm Hg abaixo do ultimo som para confirmação 8. Se os batimentos persistirem ate o nível zero, determinar a pressão diastólica no abafamento dos sons (fase IV de Korotkoff) e anotar valores da pressão sistólica/diastólica/zero. 9. Aguardar cerca de um minuto para nova medida (controverso). 10. Anotar os valores exatos sem arredondamentos e o braço em que a pressão arterial foi medida. DBH VI

37 Mensuração da Pressão Arterial Paciente sentado há vários minutos Tronco apoiado Braço na altura do coração 2 a 3 medidas, intervalo de 1 a 5 minutos Doente em pé (hipotensão postural) Primeira consulta braços e pernas DBH VI

38 Mensuração da Pressão Arterial Sem fumo ou ingestão de cafeína (30 ) Manguito do esfigmomanômetro proporcional ao braço Idosos: cuidado com o gap auscultatório Sons de Korotkoff: Fase 1 pressão sistólica Fase 5 pressão diastólica

39 Diagnóstico da HAS Esfigmomanômetro

40 Diagnóstico da HAS Preparo do paciente

41 Diagnóstico da HAS Preparo do paciente

42 Diagnóstico da HAS Preparo do paciente

43 Diagnóstico da HAS Preparo do paciente

44 Diagnóstico da HAS Preparo do paciente

45 Diagnóstico da HAS Preparo do paciente

46 Diagnóstico da HAS Preparo do paciente

47 Diagnóstico da HAS Medida 1.Estimar PAS no pulso radial 2.Inflar rapidamente até ultrapassar 20mmHg da PAS estimada 3.PAS: 1 som 4.PAD: desaparecimento do som 5.Auscutar até 20mmHg abaixo do último som

48 Diagnóstico da HAS Medida Se batimentos persistirem até o nível zero, determinar PAD no abafamento do som (fase IV de Korotkoff) Informar a PA ao paciente Anotar valores absolutos

49 Diagnóstico da HAS Medida Obesos : Circunferência do braço > 50cm Manguito adequado Medida do antebraço - auscutar em pulso radial

50 Hipertensão Arterial: História Clínica Entendimento da Doença I ve also been treating the high cholesterol and then I stopped the medicine because I got my cholesterol down low. And, I had in the past, a little blood pressure problem, which I treated and then I got it dows... Ex-presidente EUA Clinton, em entrevista a Larry King por telefone, enquanto aguardava internado cirurgia para revascularização miocárdica

51 Como Avaliar o Paciente Hipertenso 1 Determinar o grau da hipertensão e características individuais dos pacientes 2 Identificar causas de HAS secundária 3 Identificar outros fatores de risco cardiovascular 4 Identificar lesões de órgãos alvo da hipertensão 5 Identificar a presença de comorbidades

52 Determinantes comportamentais da HAS Obesidade Ingestão diária de sódio Ingestão diária de álcool

53 Mecanismos associados a PA Efeito terapêutico da dieta, sódio e peso Sacks & Campos. N Engl J Med 2010;362:2102.

54 Como Avaliar o Paciente Hipertenso 1 Determinar o grau da hipertensão e características individuais dos pacientes 2 Identificar causas de HAS secundária 3 Identificar outros fatores de risco cardiovascular 4 Identificar lesões de órgãos alvo da hipertensão 5 Identificar a presença de comorbidades

55 Fatores de Risco Cardiovascular Fatores que causam ou estão associados a aumento no risco para desenvolver aterosclerose ou lesões de órgãos alvo da hipertensão Os fatores são aditivos: quanto maior o número e a gravidade dos fatores, maior o risco de desenvolver as complicações

56 Fatores de Risco para Doenças Cardiovasculares Maiores Idade: Homens > 55 anos - Mulheres > 65 anos (> 60 anos) Tabagismo Dislipidemia Diabetes mellitus História familiar de doença cardiovascular prematura VI DBHA, 2010

57 Outros Fatores de Risco Menores Glicemia de jejum mg/dl e hemoglobina glicada anormal Aumento da circunferência abdominal Pressão de pulso > 65 mmhg (idosos) História familiar de hipertensão VI DBHA, 2010

58 Fatores de Risco para Doenças Cardiovasculares Fatores de Risco: Interheart 90% dos casos de IAM em 52 países APO B/APO A1 (LDL/HDL) Tabagismo Diabetes mellitus Hipertensão arterial sistêmica Obesidade abdominal (Relação cintura/quadril) Estresse psicossocial Consumo de frutas e vegetais Consumo moderado de álcool Atividade física

59 Systolic blood pressure (mmhg) Jackson et al. Lancet 2005;365:434.

60 Estratificação do risco Normotensão Hipertensão Outros fatores de risco ou doenças Ótimo PAS < 120 ou PAD < 80 Normal PAS ou PAD Limítrofe PAS ou PAD Estágio 1 PAS PAD Estágio 2 PAS PAD Estágio 3 PAS 180 PAD 110 Nenhum fator de risco Risco basal Risco basal Risco basal Baixo risco adicional Moderado risco adicional Alto risco adicional 1 2 fatores de risco Baixo risco adicional Baixo risco adicional Baixo risco adicional Moderado risco adicional Moderado risco adicional Risco adicional muito alto 3 fatores de risco, LOA ou SM, DM Moderado risco adicional Moderado risco adicional Alto risco adicional Alto risco adicional Alto risco adicional Risco adicional muito alto Condições clínicas associadas Risco adicional muito alto Risco adicional muito alto Risco adicional muito alto Risco adicional muito alto Risco adicional muito alto Risco adicional muito alto (LOA: lesão de órgãos-alvos; SM: síndrome metabólica; DM: diabetes melito DBH VI

61 Estratificação do risco Hipertensão Arterial Grau 1 Grau 2 Grau 3 Sem outros fatores de risco risco baixo risco médio risco alto 1 a 2 fatores de risco risco médio risco médio risco muito alto 3 ou mais fatores de risco ou lesão de órgãos-alvo ou diabetes ou síndrome metabólica risco alto risco alto risco muito alto Condições clínicas associadas risco muito alto risco muito alto risco muito alto DBH VI

62 Tratamento da HAS Estratificar os pacientes quanto ao risco para desenvolver DCV Chance para desenvolver DCV nos próximos 10 anos Baixo 10% Moderado 10-20% Alto > 20%

63 Como Avaliar o Paciente Hipertenso 1 Determinar o grau da hipertensão e características individuais dos pacientes 2 Identificar causas de HAS secundária 3 Identificar outros fatores de risco cardiovascular 4 Identificar lesões de órgãos alvo da hipertensão 5 Identificar a presença de comorbidades

64 Pré-hipertensão Assintomático Hipertensão estabelecida Lesão de órgãos-alvo Oligossintomático Proteinúria Nefroesclerose Hipertrofia VE Retinopatia Doença de Binswanger Sintomático IRC DAC Angina Disfunção Sist/Diast FA e Arritmias Ventriculares Demência AIT Polissintomático ou doença terminal Doença Renal Terminal Infarto do Miocárdio ICC TV FV AVE Morte Messerli et al. Lancet 2007;370:591

65 Identificação de Lesões Subclínicas de Órgãos-Alvo ECG: sobrecarga ventricular esquerda ECO: - hipertrofia ventricular esquerda - espessura médio-intimal da carótida PA: índice tornozelo braquial Depuração estimada de creatinina Filtração glomerular ou clearance de creatinina Microalbuminúria ou relação albumina/creatinina Velocidade de onda de pulso VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, 2010.

66 Fundoscopia: Recomendada na hipertensão severa apenas ou se houver DM Alterações leves da retina são inespecíficas, exceto em pacientes jovens Lesões de Órgãos-Alvo Hemorragias, esxudatos e papiledema somente estão presentes na hipertensão severa e são associados com aumento do risco cardiovascular ESC Guidelines. Eur Heart J 2007 VI DBHA, 2010

67 Como Avaliar o Paciente Hipertenso 1 Determinar o grau da hipertensão e características individuais dos pacientes 2 Identificar causas de HAS secundária 3 Identificar outros fatores de risco cardiovascular 4 Identificar lesões de órgãos alvo da hipertensão 5 Identificar a presença de comorbidades

68 Identificar a Presença de Comorbidades Identificar a presença de doenças que determinam ou contra-indicam a utilização de determinados fármacos para controle da hipertensão

69 Identificar a Presença de Comorbidades Insuficiência cardíaca Infarto do miocárdio prévio Insuficiência renal Diabetes mellitus Asma brônquica

70 HAS Avaliação Laboratorial Em todas as regiões do mundo: Urina I Creatinina K + Glicemia de jejum Colesterol total, HDL, e triglicérides ECG Ácido úrico

71 HAS Avaliação Laboratorial Opcional Microalbuminúria Investigação de HAS secundária: Dosagens hormonais, ultra-som renal, Ca 2+, hemograma Ecocardiograma utilidade na prática clínica? Teste ergométrico Ultrassom de carótida Hemoglobina glicada MAPA, MRPA

72 Objetivos do Tratamento da HAS 1 - Reduzir o risco de doença cardiovascular 2 - Evitar lesões de órgãos-alvo

73 Tratamento da HAS Consensos mundiais e nacionais Tratamento deve ser individualizado Características pessoais, médicas, sociais, étnicas e culturais

74 Tratamento da HAS Meta: PA sistólica < 140 mmhg PA diastólica < 90 mmhg Sem ou com mínimos efeitos adversos decorrentes do tratamento

75 Tratamento da HAS Risco cardiovascular alto ou muito alto Três ou mais fatores de risco Diabetes mellitus Síndrome metabólica LOA Insuficiência renal e proteinúria PA < 130 X 80 mmhg Consenso AHA VI DB HA, 2010

76 Hipertensão Arterial Sistêmica Tratamento Medidas não farmacológicas Terapia definitiva Adjunto à farmacoterapia Medicamentoso

77 Hipertensão Arterial: Como iniciar o tratamento Categoria de risco Sem risco adicional Risco adicional baixo Risco adicional médio, alto e muito alto Considerar Tratamento não-medicamentoso isolado Tratamento não-medicamentoso isolado por até 6 meses. Se não atingir a meta, associar tratamento medicamentoso Tratamento não-medicamentoso + medicamentoso DBH VI

78 Hipertensão Arterial: Tratamento não Farmacológico Medidas Redução do peso corporal Dieta DASH Redução da ingestão de sódio Atividade física Moderação no consumo de álcool Redução da PA Sistólica 5 20 mmhg / 10 Kg de peso perdido 8 14 mmhg 2 8 mmhg 4 9 mmhg 2 4 mmhg

79 Hipertensão Arterial Sistêmica Tratamento não farmacológico Medida Redução do peso corporal em pessoas obesas Redução da PA Sistólica 5 20 mmhg / 10 Kg de peso perdido Insistência do médico para aderência Metas realísticas

80 Hipertensão Arterial Sistêmica Tratamento não farmacológico Medida Redução da PA Sistólica Dieta DASH 8 14 mmhg Frutas Vegetais Derivados do leite baixo teor de gordura Dieta rica em K + e Ca ++ Conteúdo de gorduras, principalmente as saturadas Sacks FM & Campos H. N Engl J Med 2010; 362: 22

81 Hipertensão Arterial Sistêmica Tratamento não farmacológico Medida Redução da ingestão de sódio Redução da PA Sistólica 2 8 mmhg 5 g cloreto de sódio / dia Brasileiro: ingestão média de 12 g/dia

82 Efeito aditivo benéfico da dieta DASH e sódio na PA sistólica Sacks & Campos. N Engl J Med 2010;362:2102.

83 Dieta DASH + sódio: alteração na PA sistólica com a idade Sacks & Campos. N Engl J Med 2010;362:2102.

84 Hipertensão Arterial Sistêmica Tratamento não farmacológico Medida Atividade física Redução da PA Sistólica 4 9 mmhg Exercícios aeróbicos + resistidos regularmente 30 min/dia Maioria dos dias (5x/semana) Pode ser fracionado durante o dia

85 Hipertensão Arterial Sistêmica Tratamento não farmacológico Medida Moderação no consumo de álcool Redução da PA Sistólica 2 4 mmhg 2 drinks / dia em homens 1 drink / dia em mulheres

86 Hipertensão Arterial Sistêmica Tratamento farmacológico Associado ao tratamento não farmacológico

87 Hipertensão Arterial Sistêmica Tratamento farmacológico Cinco classes de medicamentos são consideradas como primeira linha para iniciar o tratamento da HAS Diurético IECA Betabloqueador Bloqueador dos canais de cálcio ARA II

88 Hipertensão Arterial Tratamento Inicial Benefício das diferentes drogas: depende da capacidade de reduzir a pressão arterial VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial

89 Hipertensão Arterial Sistêmica Tratamento farmacológico Avaliar as indicações e contra-indicações específicas para as diversas classes de agentes anti hipertensivos: Diurético IECA Betabloqueador Bloqueador dos canais de cálcio ARA II

90 Hipertensão Arterial Sistêmica Qual fármaco se deve utilizar para iniciar o tratamento?

91 Hipertensão Arterial Tratamento Escolha da primeira droga: sem muita importância Considerando as evidências atuais para controle mais rigoroso da pressão arterial: A maioria dos pacientes necessitará de associação de drogas para o controle da hipertensão START LOW GO SLOW

92 Avaliação do Tratamento Resultado parcial ou nulo SEM reação adversa dose associar droga de outra classe Resultado parcial + reação adversa Resultado nulo em máxima dose substituir a droga OU

93 Hipertensão Arterial Tratamento Associações recomendadas: Classes distintas de medicamentos Baixas doses inicialmente Medicamentos em separado ou Associação de doses fixas Se houver necessidade de três fármacos: uma deverá, obrigatoriamente, ser diurético

94 ESC Guidelines, 2007

95 Hipertensão Arterial Tratamento Evidências: hipertensos adequadamente controlados mantêm risco cardiovascular mais elevado do que indivíduos normotensos. Após controle pressórico, se não houver contra-indicações AAS (100 mg/dia) Parece reduzir complicações cardiovasculares

96 Hipertensão Arterial Tratamento Outros medicamentos que podem ser prescritos: Simpatolítico de ação central: clonidina, metildopa Vasodilatador de ação direta: minoxidil, hidralazina Inibidor direto da renina: alisquireno

97 Hipertensão Arterial Tratamento Hipertensão resistente ou refratária: sem controle Medidas não farmacológicas Três fármacos (diurético) Resistência Aparente Verdadeira

98 Hipertensão Refratária Messerli F & Williams B. Lancet 2007; 370: 591

99 HAS Acompanhamento Ambulatorial Início: 1 a 4 semanas até controle pressórico 3 a 6 meses Orientar: Medir PA em casa ou no trabalho maior aderência

100 HAS Acompanhamento Ambulatorial 1 a 2 anos após controle pressórico Retirada gradual e monitorizada das drogas anti-hipertensivas Doses: lentamente Drogas: retirar 1 por vez se PA bem controlada OK: pacientes que aderiram às modificações do estilo de vida

101 HAS - Tratamento Grandes estudos: Diuréticos Betabloqueadores Bloqueadores dos canais de cálcio IECA Não houve aumento da mortalidade por doenças não cardiovasculares

102 HAS - Tratamento Grandes estudos: Diuréticos Betabloqueadores Bloqueadores dos canais de cálcio IECA Não houve aumento da mortalidade por doenças não cardiovasculares

103 Tratamento da HAS Se possível, envolver outros profissionais de saúde: Enfermeiros Nutricionistas Psicólogos Professores de educação física

104

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA).

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA). A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA). Associa-se frequentemente a alterações funcionais e/ou

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