A formação dos Estados Modernos

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1 A formação dos Estados Modernos Onde: Europa Período: fim da Idade Média e início da Idade Moderna Dividido em dois momentos: Estados Monárquicos (centralização do poder econômico e político) e Estados Absolutistas

2 Características principais Centralização administrativa: o rei passou a controlar todas as decisões importantes do Estado. Renovação do interesse no Direito Romano. Soberania: o rei é soberano nas atitudes relativas ao Estado que governa, substituindo o conceito feudal de suserania. Burocracia: o rei era auxiliado na administração do Estado por um amplo funcionalismo.

3 Exército nacional: veio substituir a cavalaria feudal para impor as vontades do rei e garantir a integridade do território do Estado, assim como fazer guerras contra Estados vizinhos ou senhores insubordinados. Delimitação fronteiriça: o rei precisava saber até onde poderia exercer o seu poder. Tributação: somente o Estado poderia cobrar impostos da população.

4 Exercício da violência: o Estado tomou para si o direito de fazer justiça, reprimindo as formas tradicionais e pessoais de justiçamento ( fazer justiça com as próprias mãos ). Uniformização do sistema de pesos e medidas: visava facilitar as trocas comerciais, favorecendo o desenvolvimento econômico estatal. Uniformização linguística: a língua nacional era necessária para que as pessoas se sentissem parte de um todo coeso.

5 Teóricos do Absolutismo Nicolau Maquiavel ( ): Sua obra mais conhecida O Príncipe, foi escrita para a educação de um futuro soberano, Lorenzo de Médici. Nela argumentou que os fins justificam os meios ; esse novo princípio ético separou a condição de moral individual da condição de moral pública. No modelo de Maquiavel, o maior objetivo do príncipe ou do rei seria o de defender e ampliar seu poder adaptando-se à realidade política de sua época.

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7 O príncipe não precisa ser piedoso, fiel, humano, íntegro e religioso, bastando que aparente possuir tais qualidades (...). O príncipe não deve se desviar do bem, mas deve estar sempre pronto a fazer o mal, se necessário. Nicolau Maquiavel, O Príncipe.

8 Thomas Hobbes ( ): Tem fundamental importância no pensamento político contemporâneo. Seu livro Leviatã, é um elogio ao absolutismo, no qual o autor destaca o papel do Estado absoluto no aprimoramento social, pois sem Estado o homem é o lobo do homem, eternamente dilacerando-se em contendas sangrentas. Ao Estado Leviatã coube a tarefa de impor regras de conduta civilizadas aos súditos, mesmo que para isso tenha de usar de violência (exército ou polícia).

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10 Isso é mais do que consentimento ou concórdia, pois resume-se numa verdadeira unidade de todos eles, numa só e mesma pessoa, realizada por um pacto de cada homem com todos os homens [...] Esta é a geração daquele enorme Leviatã, ou antes com toda reverência daquele deus mortal, ao qual devemos, abaixo do Deus Imortal, nossa paz e defesa [...] É nele que consiste a essência do Estado, que pode ser assim definida:

11 Uma grande multidão institui a uma pessoa, mediante pactos recíprocos uns aos outros, para em nome de cada um como autora, poder usar a força e os recursos de todos, da maneira que considerar conveniente, para assegurar a paz e a defesa comum. O soberano é aquele que representa essa pessoa. (HOBBES, 2003, p ).

12 Jacques Bossuet ( ): pregava que o Estado deveria se resumir a um rei, uma lei, uma fé. Na obra Política Segundo as Sagradas Escrituras. Defendeu que o poder do rei (predestinado) provém diretamente de Deus. Para ele, a autoridade do rei em seus domínios e em relação aos súditos deveria ser superior à do próprio papa. Também conhecida como o Teoria do Direito Divino.

13 O trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus... Os reis... São deuses e participam de alguma maneira da independência divina. O rei vê de mais longe e de mais alto; deve acreditar-se que ele vê melhor, e deve obedecer-se-lhe sem murmurar, pois o murmúrio é uma disposição para a sedição. (JACQUES-BÉNIGNE BOSSUET)

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