e-business (Negócio Eletrônico): Conceitos e Estratégia

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1 e-business (Negócio Eletrônico): Conceitos e Estratégia DAS5316 Integração de Sistemas Corporativos DAS Departamento de Automação e Sistemas UFSC Universidade Federal de Santa Catarina

2 SUMÁRIO Conceitos associados ao e-business Motivação para o uso do e-business Modalidades de e-business Mudanças nas empresas com a adoção do e- business Problemas a serem enfrentados Arquitetura de sistema para o e-business Tecnologias de Informação (TI) para o e- business Conclusões

3 CONCEITOS Comércio Eletrônico (ou E-Commerce) Atividade que abrange a compra, venda e troca de produtos, serviços e informações, entre empresas/organizações, consumidores e governo, por intermédio de redes de computadores, públicas (Internet) e privadas (VPN), essencialmente executados por usuários. Negócio Eletrônico (ou E-Business) Extensão do Comércio Eletrônico. Engloba também o relacionamento e atividades de colaboração com clientes, com fornecedores e transações eletrônicas gerais dentro das organizações, essencialmente executados por sistemas computacionais.

4 SEGMENTOS DE ATUAÇÃO DO E-BUSINESS Indústrias Instituições financeiras Comércio (Atacado e Varejo) Serviços Governo Hospitais e empresas de saúde Educação Tecnologia, Telecom e Mídia Turismo, Lazer e Entretenimento Agro-negócio...

5 PORQUE SE INTERESSAR POR E-BUSINESS?! Algumas Estatísticas do Setor No Brasil, em 2007, o volume de transações on-line entre empresas (B2B) chegou a 492,4 bilhões de reais, 39,7% a mais do que em Em termos de B2C, foram transacionados R$ 22,5 bilhões, um crescimento nominal de 20% em relação a Já o volume de comércio varejista pelas vias tradicionais, segundo o IBGE, tem crescido no Brasil a uma taxa de ~5 %....

6 PORQUE SE INTERESSAR POR E-BUSINESS?! Em 2012, o ranking das cinco categorias com maior volume de pedidos foi: Eletrodomésticos em primeiro, com 12,4%, seguida de Moda e Acessórios, cada vez mais consolidada, com 12,2%. Em terceiro, Saúde, beleza e medicamentos com 12%. Completando a lista ficaram Informática com 9,1% e Casa e Decoração, com 7,9%. Compras Coletivas Em 2012 a modalidade faturou R$ 1,65 bilhão, um crescimento nominal de 8% em relação a Mobile Commerce Em janeiro de 2013 alcançou 2,5% de participação nas compras online, e vem dobrando desde

7 PORQUE SE INTERESSAR POR E-BUSINESS?! Estudos do Comunidade Europeia afirmam que as empresas que não investirem em agregação de valor aos seus negócios via Internet simplesmente desaparecerão dentro de 10 anos, ou ficarão completamente restritas a nichos de mercados locais, de baixa rentabilidade e escala.

8 O E-BUSINESS COMO ESTRATÉGIA?! É estratégia da sua empresa introduzir mais este canal de trabalho e vendas?! Se sim, o que isso impacta nos processos, e nos sistemas computacionais e de automação?

9 QUAIS BENEFÍCIOS POTENCIAIS DO E-BUSINESS? reduz custos: obriga as empresas a racionalizarem todos os seus processos e, assim, serem mais eficientes, que é uma base essencial para melhoria contínua e competitividade. ajuda na integração entre empresas: o esforço de vendas on-line e a conexão com os parceiros forçam as empresas a contarem com processos informatizados, facilitando a interação, planejamento da produção e estoques sob medida. é mais um canal de vendas, de suporte, de marketing, de interlocução com os clientes e com os fornecedores....

10 QUAIS BENEFÍCIOS POTENCIAIS DO E-BUSINESS? acesso a novos mercados. A empresa pode vender para qualquer lugar do mundo sem estar fisicamente na maioria deles, com o mesmo nível de serviço se estivesse. melhora do atendimento ao cliente: a Web, para um grupo de consumidores que em geral são os de maior poder aquisitivo, é um canal conveniente para resolver os problemas. Muitas vezes este contato on-line é mais barato do que outros meios, como o telefone. em alguns setores, tende a se tornar a diferença entre a sobrevivência e a falência. Vislumbre o futuro das formas tradicionais de funcionamento de lojas de livros, CDs, eletroeletrônicos, agências de viagem, etc..

11 QUAIS BENEFÍCIOS POTENCIAIS DO E-BUSINESS? Importante ressaltar que uma grande parte dos empresários é ainda hoje de pessoas com mais de 40 anos, ou seja, pessoas que não nasceram com a Internet e o videogame. No entanto, fazem parte desta geração atual uma enorme parte dos novos consumidores, que não partilham dos conceitos daqueles: a Internet é uma rotina, e não um empecilho. Essas pessoas serão / têm vindo já a ser os novos executivos, com grande facilidade de trabalho na rede e com uma visão muito mais aberta e menos arraigada (inclusive emocionalmente) a modelos tradicionais de negócios e de família.

12 O E-BUSINESS COMO ESTRATÉGIA DE NEGÓCIOS Em suma, o e-business é uma estratégia de realização e alargamento dos negócios que se apoia na Internet para se criar uma vantagem competitiva frente aos concorrentes. Porém, o produto a ser vendido e o modelo de negócios que estarão por trás desta estratégia é que é o segredo e é totalmente particular a cada empresa. Ex.: Centenas de empresas do ramo musical têm sites e vendem músicas pelas Internet. Qual é a diferença entre essas e a Apple, com o seu itunes?! INOVAÇÃO!

13 E-BUSINESS É PARA QUALQUER TIPO DE EMPRESA? SIIIIMMM!!! Porém, há um dura realidade a ser enfrentada...

14 PORÉM... 99% das empresas no Brasil são compostas de MPMEs. 97.8% são micro empresas com até 4 pessoas e 70% duram no máximo até 7 anos. Em 2010, 58% das empresas de pequeno porte fecharam as portas antes de completar cinco anos. Porque as vezes vão à falência se são potencialmente muito mais ágeis que grandes empresas?! falta de clientes (29%), capital (21%), concorrência (5%), burocracia e os impostos (7%). Segundo o Sebrae e algumas empresas de consultoria, duas são as razões principais para as empresas contornarem esses problemas: 1) falta de conhecimento gerencial adequado; 2) falta de inovação, sem agregação de valor, apostam nos modelos tradicionais de vendas. No Brasil, 80% MPMEs das empresas não têm sequer um website.

15 PASSARÁ O E-BUSINESS A SER UM REQUISITO DE TRABALHO?! Montadoras, grandes redes de supermercado, indústria aeronáutica, entre outras, passam cada vez mais a só aceitar fornecedores que adotam o e-business, de forma a estarem melhor integrados aos seus processos de negócios e com isso terem uma maior eficiência na gestão dos negócios.

16 PASSARÁ O E-BUSINESS A SER UM REQUISITO DE TRABALHO?! A crescente necessidade de se integrar toda a cadeia de empresas tem exigindo destas níveis de eficiência operacional cada vez maiores, só atingidos com a integração de processos e e- business. Ou seja, ou a empresa o adota ou tenderá cada vez mais a ser simplesmente excluída do mundo dos melhores negócios. O e-business está sendo cada vez mais visto como um selo de qualidade.

17 MODALIDADES DE E-BUSINESS... As mais relevantes B2C (Business-to-Consumer) Compreende transações comerciais onde os compradores são pessoas e os vendedores são empresas. Responde entre 3% e 5% do volume financeiro transacionado. B2B (Business-to-Business) Compreende transações comerciais diretamente entre empresas. Ou seja, tanto os compradores como os vendedores são empresas. Responde entre 95 e 97% do volume financeiro transacionado. M-commerce Compreende transações comerciais através de dispositivos móveis, via redes sem fio.

18 MODALIDADES DE E-BUSINESS... Outras modalidades B2E (Business-to-Employees) Compreende transações comerciais entre as empresas e os seus funcionários. G2C (Govern-to-Consumer) Compreende transações onde os clientes são pessoas e o prestador de serviços é o governo. B2G (Business-to-Govern) Compreende transações comerciais onde o comprador é o governo e os vendedores são empresas (p.ex. leilão eletrônico). Mercado Eletrônico (E-Marketplace) Mercado virtual de compra e venda entre empresas, onde estas expressam o que querem e as negociações e transações são realizadas pela Internet. Portais Ambiente virtual de fornecedores comuns a setores (p.ex. construção civil) ou a certos conglomerados (p.ex. Ford) para negócios e colaborações.

19 MAS NÃO BASTA APENAS DESEJAR TER E-BUSINESS... Como qualquer aposta em um modelo de negócios, tudo tem o seu risco. Como tal, uma não adequada gestão da implantação de e-business pode levar a empresa a ter resultados muito longe dos esperados. Raramente a culpa está na tecnologia, mas sim em qual é a usada e quão adequadamente é ela implementada. A TI é uma mera ferramenta! Porém, esta não (!!!) é a questão de base, que deve nortear todas as decisões em relação ao e-business e que é fundamental para o sucesso da solução.

20 MAS NÃO BASTA APENAS DESEJAR TER E-BUSINESS... O problema número 1 é ao mesmo tempo a primeira pergunta que deve ser respondida e para a qual a empresa deve ter uma resposta concreta, clara e mensurável: O que a empresa pretende alcançar e agregar com a sua entrada no e- business?!

21 MAS NÃO BASTA APENAS DESEJAR TER E-BUSINESS... Esta pergunta geral pode ser ajudada através de outras três: Qual será o diferencial frente aos concorrentes? Em que perspectiva(s)? Como a melhora com o e-business será medida? Quão capacitada está a empresa para atingir os resultados pretendidos?

22 MAS NÃO BASTA APENAS DESEJAR TER E-BUSINESS... Investir no e-business tem sido visto como uma estratégia correta, lucrativa e de longo prazo para a vida das empresas. No entanto, o funcionar como uma empresa na era do e- business é complexo, custa caro e leva um razoável tempo até se concretizar. E é um processo contínuo! A implantação de e-business implica em grandes mudanças organizacionais/processos, culturais, tecnológicas e de recursos humanos. Cada um desses aspectos, totalmente inter-relacionados, têm as suas complexidades particulares e nenhuma solução terá sucesso se não se atacar a todas e adequadamente.

23 ADOTAR O E-BUSINESS É UM NOVO DESAFIO Portanto, o se adotar o E-business tem um preço. Inúmeros problemas adicionais e outros que sequer existiam antes são trazidos à reboque com ele. E quando se pensa na sua adoção por MPMEs, o problema se torna muito maior!

24 ADOTAR O E-BUSINESS É UM NOVO DESAFIO Alguns exemplos de mudanças: - nível de agilidade / velocidade de resposta; - nível e padrão de qualidade; - política de segurança de dados; - gastos com consultores, pessoal (contratação e treinamento) e em TI (software, middleware e hardware); - mudança em processos e inclusão de novos; - diferentes políticas comerciais, de marketing e de relacionamento com fornecedores e clientes; - eficiência e confiabilidade nos sistemas; - adequação a legislações e regulamentações da área; - padronizações impostas pelas grandes empresas/clientes; - re-engenharia dos sistemas computacionais ora em uso; - redesenho das interfaces de integração entre os sistemas; - readequação das infra-estruturas de rede; -...

25 ADOTAR O E-BUSINESS É UM NOVO DESAFIO Em resumo, é complexo de se gerir a dinâmica das mudanças-consequentes associadas a: Processos Colaboradores Tecnologias, Técnicas e Métodos TI Inovação o e-business é um processo, e como tal tem seu tempo de aprendizagem e maturação dentro de uma empresa, que pode levar alguns anos.

26 NEM TUDO NO E-BUSINESS ESTÁ RESOLVIDO Apesar dos avanços e do já grande uso de soluções de e- business por muitas empresas, há ainda problemas por resolver. Por exemplo: Problemas de segurança na rede (vírus, spywares, etc.); Ausência de padrões de processos de negócios. Variam de empresa para empresa, implicando em um grande esforço de padronização; As TIs de suporte mudam constantemente, requerendo pessoal qualificado para manter o sistema; Condução do processo de mudança cultural dos clientes assim como num grande impacto junto aos vendedores tradicionais; Legislação (nacional e internacional) de comércio eletrônico ainda insuficiente;...

27 ARQUITETURA BÁSICA DE UM MODELO E-BUSINESS Interfaces desktop com o usuário Navegador Infra-estrutura de rede Modelo usual nas Pequenas empresas - Baixo volume de transações. - Internet não interligada aos processos. - Interface, Aplicações e Dados centralizados, e implantados num mesmo computador. Processos Sistemas - Processos tradicionais. - Média eficiência. Dados Interface nativa do Banco de Dados Banco de Dados ou Arquivos - Poucos dados em formato digital. - Baixa preocupação com segurança. - Baixo investimento em TI. - Ferramentas simples.

28 Infra-estruturas de rede ARQUITETURA BÁSICA DE UM MODELO E-BUSINESS B2B B2C Modelo B2B Interfaces desktop com o usuário Navegador Segurança Tratador de eventos Navegador - Grande volume de transações. - Internet interligada aos processos. - Interface, Aplicações e Dados distribuídos, e implantados em vários computadores Processos Dados Sistemas Interfaces (EAI) Bancos de Dados - Processos e-x. - Alta eficiência. - Intra/Extranet. - Dados quase todos em formato digital. - Alta preocupação com segurança. - Alto investimento em TI. - Ferramentas mais complexas.

29 Infra-estruturas de rede ARQUITETURA BÁSICA DE UM MODELO E-BUSINESS Interfaces desktop com o usuário Navegador Infra-estrutura de rede Interfaces desktop com o usuário B2B Navegador Segurança B2C Navegador Tratador de eventos Processos Sistemas Processos Sistemas Interface nativa do Banco de Dados Interfaces (EAI) Dados Banco de Dados ou Arquivos Dados Bancos de Dados

30 TIs BÁSICAS EM SOLUÇÕES DE E-BUSINESS Navegador (browser); Máquina Virtual Java; Aplicações que trabalhem que aceitem requisições chegadas através do protocolo HTTP (e muito possivelmente entendam SOAP); Aplicativos de Segurança (anti-virus, firewalls, etc.); Sistemas de Banco de Dados que flexibilizem a separação de informação pública de privada; Aplicações de EAI (Enterprise Application Integration) para atuarem como interface entre os sistemas legados e o que é requisitado pelas aplicações web; XML como formato de qualquer documento transacionado pela rede.

31 Evolução dos modelos de negócios Evolução das TICs E O FUTURO ESTÁ APENAS COMEÇANDO RCO SCM & Logística integrada E-business Há centenas de casos no Brasil, mas ainda num nível embrionário de redes colaborativas Das 90% das de organizações. grandes, 60% já tem pelo menos algum nível de SCM. 90% das grandes e 20% das médias empresas já estão no nível Integração de sistemas Organização TI Organização de processos Alguma automação Segundo o Sebrae, mais de 80% das empresas têm ainda sérios problemas nos nível 1 e 2.

32 CONCLUSÕES Não há nenhuma apologia ao uso do e-business e aos seus futuros desdobramentos e evoluções. O e-business é UMA estratégia e não é barato de se adotá-la. Portanto, cabe a cada empresa decidir o momento adequado para ela. A questão da TI é o menor dos problemas / impactos. Há toda uma mudança de cultura de trabalho, no desenho dos processos, de timing para se anteder o cliente. A introdução do e-business é um processo.

33 F I M

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