Rodada #1 Direito Processual Penal

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1 Rodada #1 Direito Processual Penal Professor Pedro Ivo Assuntos da Rodada DIREITO PROCESSUAL PENAL (PPN): Noções Introdutórias. Inquérito Policial, Notitia Criminis. Jurisdição e competência. Prisão em flagrante e prisão preventiva. O livrar-se solto e afiança: a apresentação espontânea do acusado. Da prova: exame de corpo de delito, interrogatório e testemunhas. Das citações e intimações. Do reconhecimento de pessoas e coisas. Restituição das coisas apreendidas. Prisão especial. Atuação do advogado na fase inquisitiva.

2 a. Teoria em Tópicos 1. O Direito Processual Penal é o conjunto de normas e princípios que torna possível a aplicação do Direito Penal objetivo, pelo Estado, no caso concreto. 2. Sujeitos Processuais: são três os principais: Estado-Juiz, autor e réu. Daí afirmar-se o caráter triangular da relação processual. 3. Fontes do Direito Penal: 3.1. Materiais: a União e os Estados (quanto a este último, somente se houver delegação por lei complementar CF/1988, art. 22, parágrafo único); 3.2. Formais: Imediatas: a própria lei, lato sensu; Mediatas: Costumes: denominados no processo penal de praxe forense, podem ser secundum legem (conforme a lei) ou extra legem (além da lei no sentido de suprir lacunas), nunca contra legem (contra a lei) Princípios gerais do direito; Analogia; Doutrina; Jurisprudência; 3.3. Sistemas processuais penais: Sistema acusatório: caracteriza-se pela distinção absoluta entre as funções de defender, acusar e julgar. É o sistema adotado no Brasil. Tem como principais características a publicidade, a oralidade e o contraditório. 2

3 Sistema inquisitivo: caracteriza-se pela concentração na mesma pessoa das atribuições de julgamento, defesa e acusação. Segue um rito sigiloso e sem contraditório Sistema misto: há uma fase inicial inquisitiva, na qual ocorre a investigação preliminar. Posteriormente, se procede ao julgamento com todas as garantias atinentes ao processo acusatório. 4. Cabe ressaltar que, embora não seja um tema pacífico, a doutrina majoritária entende que o inquérito policial, apesar de inquisitivo, não integra o processo penal propriamente dito e, portanto, não há que se falar em aplicabilidade do sistema misto no Brasil. 5. Princípio da verdade real: cabe ao Judiciário, por meio da colheita de informações, atingir a verdade real e decidir através da livre apreciação das provas. 6. Na busca pela verdade real, a produção de provas, porque constitui garantia constitucional, pode ser determinada inclusive pelo juiz, de ofício, quando julgar necessário. 7. Princípio da iniciativa das partes: o juiz não pode dar início ao processo de ofício, ou seja, sem a provocação da parte interessada. 8. O CPP prevê expressamente o aludido princípio quando, por intermédio dos arts. 24 e 30, dispõe que a ação penal pública deve ser promovida pelo Ministério Público, por meio da denúncia, e que a ação penal privada deve ser promovida pelo ofendido ou por aquele a quem caiba representá-lo, mediante queixa. 3

4 9. Princípio do devido processo legal: ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal (CF/1988, art. 5º, LIV e LV). 10. Princípio da vedação à utilização de provas ilícitas: as provas ilícitas, ou seja, obtidas em violação a normas constitucionais ou legais, são inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo. 11. São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras (art. 157, 1º). 12. A doutrina e a jurisprudência atual admitem a utilização de provas ilícitas em favor do réu quando se tratar da única forma de absolvê-lo ou, então, para comprovar um fato importante à sua defesa. 13. Ainda sobre as provas, ensina a jurisprudência que o princípio da imediatidade ou da imediação é consubstanciado na colheita da prova oral direta, efetiva e concretamente realizada pelo juiz de primeiro grau, sem intermediários, para possibilitar que ele sinta o pulso de quem relata, capacitando-se para a motivação da sua decisão. 14. Princípio da presunção de inocência: ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória (CF/1988, art. 5º, LVII). 15. Princípio da publicidade: é uma garantia para o indivíduo, decorrente do próprio princípio democrático que visa dar transparência aos atos praticados durante a persecução penal, de modo a permitir o controle e a fiscalização, evitando, assim, os abusos. Comporta exceções e, portanto, no processo penal, recebe a denominação de publicidade restrita (arts. 201, 6º, 485, 2º etc.). 4

5 16. A publicidade subdivide-se em: a) Geral, plena ou popular: os atos podem ser assistidos por qualquer pessoa, não havendo qualquer limitação; b) Especial, restrita ou das partes: os atos só podem ser assistidos por algumas pessoas, geralmente as partes do processo ou quem, de alguma forma, tenha interesse justificado em relação ao objeto. 17. A restrição da publicidade encontra fundamento no art. 5º, LX, da CF/1988 ( a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem ) e no art. 93, IX, da CF/1988 ( todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação ). 18. Princípio do duplo grau de jurisdição: visa assegurar ao litigante vencido, total ou parcialmente, o direito de submeter a matéria decidida a uma nova apreciação jurisdicional, no mesmo processo, desde que atendidos determinados pressupostos específicos previstos em lei. 19. Princípio da imparcialidade do juiz: a atuação do juiz deve ser completamente imparcial, ou seja, desprovida de qualquer interesse pessoal. Há determinadas situações em que a lei presume parcialidade do magistrado e exige que este se afaste da causa (art. 252 e 254). São os casos de impedimentos (incapacidade objetiva do juiz) e suspeição (incapacidade subjetiva do juiz), que devem ser reconhecidos ex officio pelo magistrado. 5

6 20. Princípio do contraditório: garante que as partes tenham conhecimento de todos os atos do processo, possibilitando manifestações e produções de provas (CF/1988, art. 5º, LV). 21. Princípio da ampla defesa: o Estado tem o dever de proporcionar ao acusado a mais ampla defesa (CF/1988, art. 5º, LV). Deste princípio decorre o dever de prestar assistência jurídica integral e gratuita aos necessitados (CF/1988, art. 5º, LXXIV). 22. Princípio do juiz natural: estabelece que ninguém será sentenciado senão pela autoridade competente, representando a garantia de um órgão julgador técnico e isento, com competência estabelecida na própria Constituição e nas leis de organização judiciária de cada Estado (CF/1988, art. 5º, LIII). Decorre desse princípio a proibição de criação de juízos ou tribunais de exceção. (CF/1988, art. 5º, XXXVII). 23. Princípio do promotor natural: consagra a independência do órgão de acusação pública (CF/1988, art. 5º, LIII). Representa, ainda, uma garantia de ordem individual, já que limita a possibilidade de persecuções criminais pré-determinadas ou a escolha de promotores específicos para a atuação em certas ações penais. 24. Princípio da oficialidade: a pretensão punitiva do Estado deve se fazer valer por órgãos públicos (CF/1988, arts. 129, I, e 144, 4º). 25. Princípio da oficiosidade: a autoridade policial e o Ministério Público, tomando conhecimento da possível ocorrência de um delito, deverão agir ex officio (daí o nome princípio da oficiosidade), não aguardando qualquer provocação (art. 5º, 4º, 5º e 24). Tal situação é excepcionada nos casos de ação penal privada. 6

7 26. Princípio da indisponibilidade: proíbe a paralisação injustificada da investigação policial ou seu arquivamento pela autoridade policial. Também não permite que o Ministério Público desista da ação nem do recurso interposto (art. 42 e 576). 27. Como garantia do aludido princípio, a lei processual penal traz diversos dispositivos como, por exemplo, a determinação dos prazos para a conclusão do inquérito policial (art. 10) e, ainda, a proibição da autoridade policial de formular pedido de arquivamento (art. 17). 28. Princípio do in dúbio pro reo ou favor rei : baseia-se na predominância do direito de liberdade do acusado quando colocado em confronto com o direito de punir do Estado, ou seja, na dúvida, sempre prevalece o interesse do réu. 29. Lei processual penal no tempo e no espaço: a norma processual penal possui uma eficácia (aptidão para produzir efeitos) que não é absoluta, encontrando limitação em determinados fatores, tais como: Fatores de Ordem Espacial Impõem à norma a produção de seus efeitos em determinados lugares e não em outros Fatores de Ordem Temporal Impõem à norma a produção de seus efeitos em determinados períodos de tempo. 30. Atividade: período situado entre a entrada em vigor e a revogação de uma lei durante o qual ela está produzindo efeitos. 31. Extratividade: é a incidência de uma lei fora do seu período de vigência. Se atinge atos anteriores à sua entrada em vigor, atribui-se o nome retroatividade. Diferentemente, caso produza efeitos após sua revogação, dá-se o nome de ultratividade. 7

8 32. Norma processual: trata de aspectos relacionados ao procedimento ou à forma dos atos processuais. Não comporta retroação. 33. Norma material: é aquela que visa assegurar direitos ou garantias. Retroage em benefício do réu. 34. Lei processual penal no espaço: o CPP adota o princípio da territorialidade, segundo o qual a lei processual penal aplica-se a todas as infrações cometidas em território brasileiro (art. 1º). Exceções: a) os tratados, as convenções e regras de direito internacional; b) as prerrogativas constitucionais do Presidente da República, dos ministros de Estado, nos crimes conexos com os do Presidente da República, e dos ministros do Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade (CF/1988, arts. 86, 89, 2º, e 100); c) os processos da competência da Justiça Militar. 35. Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado (CP, art. 6º). 36. Lei processual penal no tempo: a lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior (art. 2º). 37. O legislador adotou o princípio da aplicação imediata das normas processuais, adotando aos fatos a lei que estiver em vigor no dia em que eles foram praticados (tempus regit actum). A adoção deste princípio ocasiona as seguintes consequências: 8

9 37.1. a) Os atos processuais praticados no período de vigência da lei revogada não estarão invalidados em virtude do advento de nova lei, ainda que importe esta em benefício ao acusado; b) A nova norma processual terá aplicação imediata, não importando, absolutamente, se o fato objeto do processo criminal foi praticado antes ou depois de sua vigência. 38. Interpretação e integração da lei processual penal: a lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito (art. 3º). 39. Interpretação extensiva: ocorre quando o intérprete percebe que a letra escrita da lei ficou aquém de sua vontade, ou seja, a lei disse menos do que queria e a interpretação vai ampliar seu significado. 40. Aplicação analógica: a analogia consiste em aplicar a uma hipótese não prevista em lei a disposição relativa a um caso semelhante. 41. Suplemento dos princípios gerais do direito: são regras que se encontram na consciência dos povos e são universalmente aceitas, mesmo que não escritas. 9

10 b. Mapas Mentais Duplo grau de Jurisdição Verdade Real Iniciativa das Partes Devido Processo Legal Vedação à utilização de provas ilícitas Presunção de Inocência Princípios do Processo Penal Publicidade Imparcialidade do Juiz Contraditório e Ampla Defesa Juiz Natural e Promotor Natural Oficialidade e Oficiosidade Indisponibilidade In Dubio Pro Reo ou Favor Rei 10

11 c. Revisão 01 QUESTÃO 01 - ADAPTADA JUIZ SUBSTITUTO TJ-SE 2015 A lei processual penal, a) não admite aplicação analógica, salvo para beneficiar o réu. b) não admite aplicação analógica, mas admite interpretação extensiva. c) somente pode ser aplicada a processos iniciados sob sua vigência. d) admite o suplemento dos princípios gerais de direito. e) admite interpretação extensiva, mas não o suplemento dos princípios gerais de direito. QUESTÃO 02 - ADAPTADA JUIZ SUBSTITUTO TJ-RR 2015 A lei processual penal brasileira a) admite interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito. b) aplica-se desde logo, em prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. c) retroage no tempo para obrigar a refeitura dos atos processuais, caso seja mais benéfica ao réu. d) não admite definição de prazo de vacatio legis. 11

12 e) será aplicada nos atos processuais praticados em outro território que não o brasileiro, em casos de extraterritorialidade da lei penal. QUESTÃO 03 - ADAPTADA ANALISTA JUDICIÁRIO TJ-AP 2014 Em relação à aplicação da lei processual penal no tempo, é correto afirmar: a) Aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. b) A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. c) O processo penal reger-se-á, em todo o território brasileiro, pelo Código de Processo Penal (Decreto- Lei nº 3.689/1941). d) A lei processual penal excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica- se ao processo iniciado durante sua vigência. e) A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito. QUESTÃO 04 - ADAPTADA TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS TJ-PE 2013 Sobre a aplicação da lei processual penal e a interpretação no processo penal, é INCORRETO afirmar: a) A legislação brasileira segue o princípio da territorialidade para a aplicação das normas processuais penais. 12

13 b) O princípio da territorialidade na aplicação da lei processual penal brasileira pode ser ressalvado por tratados, convenções e regras de direito internacional. c) A lei processual penal aplica-se desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. d) A norma processual penal mista constitui exceção à regra da irretroatividade da lei processual penal. e) No processo penal, assim como no direito penal, é sempre admitida a interpretação extensiva e aplicação analógica das normas. QUESTÃO 05 - ADAPTADA TÉCNICO DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA TJ-RJ 2012 A lei processual penal a) é retroativa. b) não admite interpretação extensiva. c) tem aplicação imediata, prejudicada a validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. d) admite aplicação analógica. e) tem aplicação apenas no Estado em que editada. QUESTÃO 06 - ADAPTADA OFICIAL DE JUSTIÇA TJ-PE A respeito da lei processual penal no tempo, considere: 13

14 I. A lei processual nova não prejudicará, em regra, a validade dos atos praticados sob a vigência da lei anterior. II. A lei processual nova não se aplicará aos processos em andamento, mas apenas aos que se iniciarem durante a sua vigência. III. A lei processual entra em vigor da data da sua publicação se nela não houver disposição em contrário. Está correto o que se afirma APENAS em a) I. b) I e II. c) I e III. d) II e III. e) III. QUESTÃO 07 - ADAPTADA JUIZ TJ-MS 2011 A lei processual penal a) tem aplicação imediata apenas nos processos ainda não instruídos. b) tem aplicação imediata apenas se beneficiar o acusado. c) é de aplicação imediata, sem prejuízo de validade dos atos já realizados. d) vigora desde logo e sempre tem efeito retroativo. e) é aplicável apenas aos fatos ocorridos após a sua vigência. 14

15 QUESTÃO 08 - ADAPTADA ANALISTA JUDICIÁRIO TJ-PA 2009 A nova lei processual penal a) é de incidência imediata, pouco importando a fase em que esteja o processo. b) não é aplicável aos processos, ainda em curso, iniciados na vigência da lei processual anterior. c) não é aplicável aos processos de rito ordinário, ainda em andamento, quando de sua vigência. d) é aplicável, inclusive, aos processos já findos. e) é aplicável somente aos processos, ainda em curso, da competência do Tribunal do Júri. QUESTÃO 09 - ADAPTADA PROMOTOR DE JUSTIÇA MPE-CE 2009 Quanto à eficácia temporal, a lei processual penal a) aplica-se somente aos fatos criminosos ocorridos após a sua vigência. b) vigora desde logo, tendo sempre efeito retroativo. c) tem aplicação imediata, sem prejuízo da validade dos atos já realizados. d) tem aplicação imediata nos processos ainda não instruídos. e) não terá aplicação imediata, salvo se para beneficiar o acusado. QUESTÃO 10 ADAPTADA - PROCURADOR TCE-AL

16 Em relação à lei processual penal no tempo, em caso de lei nova, a regra geral consiste na sua aplicação a) imediata, independentemente da fase em que o processo em andamento se encontre. b) imediata, somente em relação aos processos que se encontrem na fase instrutória. c) somente a processos futuros, ainda que por fatos anteriores. d) somente a processos futuros e sobre fatos posteriores. e) imediata ou a processos futuros conforme decisão fundamentada do juiz em cada caso. 16

17 d. Revisão 02 QUESTÃO 11 - CESPE - TÉCNICO - TJ-SE 2015 Conforme o STF, para que incida o princípio da insignificância e, consequentemente, seja afastada a recriminação penal, é indispensável que a conduta do agente seja marcada por ofensividade mínima ao bem jurídico tutelado, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão, e nenhuma periculosidade social. QUESTÃO 12 - CESPE - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS - TJ-SE 2013 Dado o princípio da ampla defesa, em se tratando de crimes funcionais, constitui nulidade absoluta a ausência de intimação do denunciado para oferecimento de resposta preliminar, independentemente de instrução por inquérito policial. QUESTÃO 13 - CESPE - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS - TJ-SE O fato de o juiz, quando do interrogatório judicial, não advertir o réu de seu direito constitucional ao silêncio importa nulidade absoluta, por violação aos princípios da não autoincriminação e da ampla defesa. QUESTÃO 14 - CESPE - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS - TJ-SE Dados os princípios do contraditório e da ampla defesa, constitui nulidade a ausência de intimação do denunciado para oferecer contrarrazões ao recurso interposto à rejeição da denúncia, ainda que lhe seja nomeado defensor dativo. 17

18 QUESTÃO 15 - CESPE - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS - TJ-SE 2013 O princípio da indisponibilidade da ação penal aplica-se tanto a ações penais privadas quanto a públicas. QUESTÃO 16 - CESPE - ANALISTA - TJ-SE 2014 Lei processual penal anterior à nova lei continuará a ser aplicada nos processos que se iniciaram sob a sua vigência. QUESTÃO 17 - CESPE - ANALISTA - TJ-SE 2014 Nova lei processual penal retroage para alcançar os atos praticados na vigência da lei processual penal anterior. QUESTÃO 18 - CESPE - ANALISTA - TJ-SE 2014 Nova lei processual penal tem incidência imediata nos processos já em andamento. QUESTÃO 19 - CESPE - ANALISTA - TJ-SE 2014 Atos processuais realizados sob a vigência de lei processual penal anterior à nova lei serão considerados inválidos. QUESTÃO 20 - CESPE - ANALISTA - TJ-SE

19 Nova lei processual penal será aplicada apenas aos processos que se iniciarem após a sua publicação. 19

20 e. Revisão 03 QUESTÃO 21 - CESPE - TÉCNICO - TJ-SE 2014 Conforme o STF, viola o princípio da presunção de inocência a exclusão de certame público de candidato que responda a inquérito policial ou a ação penal sem trânsito em julgado de sentença condenatória. QUESTÃO 22 - CESPE - TÉCNICO - TJ-SE 2015 Conforme o STF, para que incida o princípio da insignificância e, consequentemente, seja afastada a recriminação penal, é indispensável que a conduta do agente seja marcada por ofensividade mínima ao bem jurídico tutelado, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão, e nenhuma periculosidade social. QUESTÃO 23 - CESPE - TÉCNICO - TJ-SE 2014 Conforme o entendimento da doutrina majoritária, o princípio da insignificância afeta a tipicidade formal QUESTÃO 24 - CESPE - TÉCNICO - TJ-SE 2014 Em se tratando do crime de contrabando, é possível a aplicação do princípio da insignificância. QUESTÃO 25 - CESPE - PROMOTOR - MPE-AC

21 Independentemente do valor do tributo sonegado em decorrência de crime de descaminho, é possível a aplicação do princípio da insignificância. QUESTÃO 26 - CESPE - PROMOTOR - MPE-AC 2014 A reiteração delitiva impede a aplicação do princípio da insignificância em razão do alto grau de reprovabilidade do comportamento do agente. QUESTÃO 27 - CESPE - PROMOTOR - MPE-AC 2014 Para a aplicação do princípio da insignificância, exige-se a satisfação de um único requisito: ausência de periculosidade social da ação. QUESTÃO 28 - CESPE - JUIZ - TJ-AM 2016 O direito ao silêncio ou garantia contra a autoincriminação derrubou um dos pilares do processo penal tradicional: o dogma da verdade real, permitindo que o acusado permaneça em silêncio durante a investigação ou em juízo, bem como impedindo de forma absoluta que ele seja compelido a produzir ou contribuir com a formação da prova ou identificação pessoal contrária ao seu interesse, revogando as previsões legais nesse sentido. QUESTÃO 29 - CESPE - JUIZ - TJ-AM 2016 A elaboração tradicional do princípio do contraditório garantia a paridade de armas como forma de igualdade processual. A doutrina moderna propõe a reforma do instituto, priorizando a participação do acusado no processo como meio de permitir a 21

22 contribuição das partes para a formação do convencimento do juiz, sendo requisito de eficácia do processo. QUESTÃO 30 - CESPE - JUIZ - TJ-AM 2016 O princípio do juiz natural tem origem no direito anglo-saxão, construído inicialmente com base na ideia da vedação do tribunal de exceção. Posteriormente, por obra do direito norte-americano, acrescentou-se a exigência da regra de competência previamente estabelecida ao fato, fruto, provavelmente, do federalismo adotado por aquele país. O direito brasileiro adota tal princípio nessas duas vertentes fundamentais. 22

23 f. Normas comentadas CÓDIGO DE PROCESSO PENAL DO PROCESSO EM GERAL TÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1 o O processo penal reger-se-á, em todo o território brasileiro, por este Código, ressalvados: I - os tratados, as convenções e regras de direito internacional; II - as prerrogativas constitucionais do Presidente da República, dos ministros de Estado, nos crimes conexos com os do Presidente da República, e dos ministros do Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade (Constituição, arts. 86, 89, 2 o, e 100); III - os processos da competência da Justiça Militar; IV - os processos da competência do tribunal especial (Constituição, art. 122, n o 17); Parágrafo único. Aplicar-se-á, entretanto, este Código aos processos referidos nos n o s. IV e V, quando as leis especiais que os regulam não dispuserem de modo diverso. Art. 2 o A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. (O legislador pátrio, ao dar ao artigo 2º do Código de Processo Penal a seguinte redação: A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados 23

24 sob a vigência da lei anterior, adotou o princípio da imediatidade ou da aplicação imediata das normas processuais. Assim, pode-se concluir que, de igual forma, foi adotado o sistema de isolamento dos atos processuais, de modo que, além de os atos processuais serem regulados pela lei que vigorar no dia em que forem praticados (tempus regit actum), não haverá retroação quanto aos atos anteriores, pois estes permanecem válidos.) Art. 3 o A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito. (O que se procura com a interpretação é o conteúdo da lei, é a inteligência e a vontade da lei, não a intenção do legislador. Este é pessoa imaginária, cuja vontade dificilmente se chega a saber que coisa é, até porque o legislador é na maioria dos casos, órgão coletivo, em que cada componente, como pessoa física, tem vontade própria e possivelmente diversa dos demais.) 24

25 g. Gabarito D A A E D A C A C A C E E C E E E C E E C C E E E C E E E C 25

26 h. Breves comentários às questões QUESTÃO 01 - ADAPTADA JUIZ SUBSTITUTO TJ-SE 2015 A lei processual penal, a) não admite aplicação analógica, salvo para beneficiar o réu. b) não admite aplicação analógica, mas admite interpretação extensiva. c) somente pode ser aplicada a processos iniciados sob sua vigência. d) admite o suplemento dos princípios gerais de direito. e) admite interpretação extensiva, mas não o suplemento dos princípios gerais de direito. Nos termos do art. 3º, do CPP, a lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito. QUESTÃO 02 - ADAPTADA JUIZ SUBSTITUTO TJ-RR 2015 A lei processual penal brasileira a) admite interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito. b) aplica-se desde logo, em prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. c) retroage no tempo para obrigar a prefeitura dos atos processuais, caso seja mais benéfica ao réu. 26

27 d) não admite definição de prazo de vacatio legis. e) será aplicada nos atos processuais praticados em outro território que não o brasileiro, em casos de extraterritorialidade da lei penal. Nos termos do art. 3º, do CPP, a lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito. QUESTÃO 03 - ADAPTADA ANALISTA JUDICIÁRIO TJ-AP 2014 Em relação à aplicação da lei processual penal no tempo, é correto afirmar: a) Aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. b) A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. c) O processo penal reger-se-á, em todo o território brasileiro, pelo Código de Processo Penal (Decreto- Lei nº 3.689/1941). d) A lei processual penal excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica- se ao processo iniciado durante sua vigência. e) A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito. Nos termos do art. 2º, do CPP, A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. 27

28 QUESTÃO 04 - ADAPTADA TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS TJ-PE 2013 Sobre a aplicação da lei processual penal e a interpretação no processo penal, é INCORRETO afirmar: a) A legislação brasileira segue o princípio da territorialidade para a aplicação das normas processuais penais. b) O princípio da territorialidade na aplicação da lei processual penal brasileira pode ser ressalvado por tratados, convenções e regras de direito internacional. c) A lei processual penal aplica-se desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. d) A norma processual penal mista constitui exceção à regra da irretroatividade da lei processual penal. e) No processo penal, assim como no direito penal, é sempre admitida a interpretação extensiva e aplicação analógica das normas. A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito. Em direito penal não há essa previsão legal. QUESTÃO 05 - ADAPTADA TÉCNICO DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA TJ-RJ 2012 A lei processual penal a) é retroativa. b) não admite interpretação extensiva. c) tem aplicação imediata, prejudicada a validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. 28

29 d) admite aplicação analógica. e) tem aplicação apenas no Estado em que editada. Nos termos do art. 3º, do CPP, a lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito. QUESTÃO 06 - ADAPTADA OFICIAL DE JUSTIÇA TJ-PE A respeito da lei processual penal no tempo, considere: I. A lei processual nova não prejudicará, em regra, a validade dos atos praticados sob a vigência da lei anterior. II. A lei processual nova não se aplicará aos processos em andamento, mas apenas aos que se iniciarem durante a sua vigência. III. A lei processual entra em vigor da data da sua publicação se nela não houver disposição em contrário. Está correto o que se afirma APENAS em a) I. b) I e II. c) I e III. d) II e III. e) III. Assertiva I - Segundo o art. 2º do Código de Processo Penal: A lei processual penal aplicarse-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. 29

30 Assertiva II - Segundo o princípio da vigência imediata das leis processuais penais, deve ser aplicada a nova lei aos processos em andamento. Assertiva III - Segundo a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, em seu art. 45, a Lei processual entrará em vigor 45 dias após a sua publicação, exceto se houver menção dispositiva contrária. QUESTÃO 07 - ADAPTADA JUIZ TJ-MS 2011 A lei processual penal a) tem aplicação imediata apenas nos processos ainda não instruídos. b) tem aplicação imediata apenas se beneficiar o acusado. c) é de aplicação imediata, sem prejuízo de validade dos atos já realizados. d) vigora desde logo e sempre tem efeito retroativo. e) é aplicável apenas aos fatos ocorridos após a sua vigência. A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. QUESTÃO 08 - ADAPTADA ANALISTA JUDICIÁRIO TJ-PA 2009 A nova lei processual penal a) é de incidência imediata, pouco importando a fase em que esteja o processo. b) não é aplicável aos processos, ainda em curso, iniciados na vigência da lei processual anterior. 30

31 c) não é aplicável aos processos de rito ordinário, ainda em andamento, quando de sua vigência. d) é aplicável, inclusive, aos processos já findos. e) é aplicável somente aos processos, ainda em curso, da competência do Tribunal do Júri. A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. QUESTÃO 09 - ADAPTADA PROMOTOR DE JUSTIÇA MPE-CE 2009 Quanto à eficácia temporal, a lei processual penal a) aplica-se somente aos fatos criminosos ocorridos após a sua vigência. b) vigora desde logo, tendo sempre efeito retroativo. c) tem aplicação imediata, sem prejuízo da validade dos atos já realizados. d) tem aplicação imediata nos processos ainda não instruídos. e) não terá aplicação imediata, salvo se para beneficiar o acusado. A lei processual penal quando inserida no ordenamento jurídico tem aplicação imediata, atingindo inclusive os processos que já estão em curso, pouco importando se traz ou não situação gravosa ao imputado, em virtude do princípio do efeito imediato ou da aplicação imediata. Os atos anteriores já praticados continuam válidos. QUESTÃO 10 ADAPTADA - PROCURADOR TCE-AL

32 Em relação à lei processual penal no tempo, em caso de lei nova, a regra geral consiste na sua aplicação a) imediata, independentemente da fase em que o processo em andamento se encontre. b) imediata, somente em relação aos processos que se encontrem na fase instrutória. c) somente a processos futuros, ainda que por fatos anteriores. d) somente a processos futuros e sobre fatos posteriores. e) imediata ou a processos futuros conforme decisão fundamentada do juiz em cada caso. A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. (Art. 2º, do CPP). QUESTÃO 11 - CESPE - TÉCNICO - TJ-SE 2015 Conforme o STF, para que incida o princípio da insignificância e, consequentemente, seja afastada a recriminação penal, é indispensável que a conduta do agente seja marcada por ofensividade mínima ao bem jurídico tutelado, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão, e nenhuma periculosidade social. Certa. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, para se caracterizar hipótese de aplicação do denominado princípio da insignificância e, assim, afastar a recriminação penal, é indispensável que a conduta do agente seja marcada por ofensividade mínima ao bem jurídico tutelado, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão e nenhuma periculosidade social. 32

33 QUESTÃO 12 - CESPE - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS - TJ-SE 2013 Dado o princípio da ampla defesa, em se tratando de crimes funcionais, constitui nulidade absoluta a ausência de intimação do denunciado para oferecimento de resposta preliminar, independentemente de instrução por inquérito policial. Errada. Nos termos da Súmula 330, do STJ, é desnecessária a resposta preliminar de que trata o artigo 514, do Código de Processo Penal, na ação penal instruída por inquérito policial. Assim, percebe-se que a questão depende da instrução por inquérito policial (ou ausência da instrução). QUESTÃO 13 - CESPE - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS - TJ-SE O fato de o juiz, quando do interrogatório judicial, não advertir o réu de seu direito constitucional ao silêncio importa nulidade absoluta, por violação aos princípios da não autoincriminação e da ampla defesa. Errada. Não é caso de nulidade absoluta. Segundo a jurisprudência pátria, a necessidade de a autoridade policial advertir o envolvido sobre o direito de permanecer em silêncio há de ser considerada no contexto do caso concreto. QUESTÃO 14 - CESPE - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS - TJ-SE Dados os princípios do contraditório e da ampla defesa, constitui nulidade a ausência de intimação do denunciado para oferecer contrarrazões ao recurso interposto à rejeição da denúncia, ainda que lhe seja nomeado defensor dativo. Certa. Conforme a súmula 707, do STF, constitui nulidade a falta de intimação do denunciado para oferecer contrarrazões ao recurso interposto da rejeição da denúncia, não a suprindo a nomeação de defensor dativo. 33

34 QUESTÃO 15 - CESPE - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS - TJ-SE 2013 O princípio da indisponibilidade da ação penal aplica-se tanto a ações penais privadas quanto a públicas. Errada. A disponibilidade da ação penal privada manifesta-se na possibilidade de renúncia ao direito de queixa, na possibilidade de o querelante ensejar a perempção da ação e na possibilidade de o querelante perdoar o querelado se este com isso concordar. QUESTÃO 16 - CESPE - ANALISTA - TJ-SE 2014 Lei processual penal anterior à nova lei continuará a ser aplicada nos processos que se iniciaram sob a sua vigência. Errada. Nos termos do art. 2º, do CPP, a lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. QUESTÃO 17 - CESPE - ANALISTA - TJ-SE 2014 Nova lei processual penal retroage para alcançar os atos praticados na vigência da lei processual penal anterior. Errada. Nos termos do art. 2º, do CPP, a lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. QUESTÃO 18 - CESPE - ANALISTA - TJ-SE 2014 Nova lei processual penal tem incidência imediata nos processos já em andamento. 34

35 Certa. Nos termos do art. 2º, do CPP, a lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. QUESTÃO 19 - CESPE - ANALISTA - TJ-SE 2014 Atos processuais realizados sob a vigência de lei processual penal anterior à nova lei serão considerados inválidos. Errada. Nos termos do art. 2º, do CPP, a lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. QUESTÃO 20 - CESPE - ANALISTA - TJ-SE 2014 Nova lei processual penal será aplicada apenas aos processos que se iniciarem após a sua publicação. Errada. Nos termos do art. 2º, do CPP, a lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior. QUESTÃO 21 - CESPE - TÉCNICO - TJ-SE 2014 Conforme o STF, viola o princípio da presunção de inocência a exclusão de certame público de candidato que responda a inquérito policial ou a ação penal sem trânsito em julgado de sentença condenatória. Certa. O STF já decidiu no sentido de que viola o princípio da presunção de inocência a exclusão de certame público de candidato que responda a inquérito policial ou ação penal sem trânsito em julgado da sentença condenatória. 35

36 QUESTÃO 22 - CESPE - TÉCNICO - TJ-SE 2015 Conforme o STF, para que incida o princípio da insignificância e, consequentemente, seja afastada a recriminação penal, é indispensável que a conduta do agente seja marcada por ofensividade mínima ao bem jurídico tutelado, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão, e nenhuma periculosidade social. Certa. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, para se caracterizar hipótese de aplicação do denominado princípio da insignificância e, assim, afastar a recriminação penal, é indispensável que a conduta do agente seja marcada por ofensividade mínima ao bem jurídico tutelado, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão e nenhuma periculosidade social. QUESTÃO 23 - CESPE - TÉCNICO - TJ-SE 2014 Conforme o entendimento da doutrina majoritária, o princípio da insignificância afeta a tipicidade formal Errada. Conforme pacífico entendimento doutrinário, o princípio da insignificância afeta a tipicidade material. QUESTÃO 24 - CESPE - TÉCNICO - TJ-SE 2014 Em se tratando do crime de contrabando, é possível a aplicação do princípio da insignificância. Errada. O princípio da insignificância é aplicado somente ao crime de descaminho e não contrabando. 36

37 QUESTÃO 25 - CESPE - PROMOTOR - MPE-AC 2014 Independentemente do valor do tributo sonegado em decorrência de crime de descaminho, é possível a aplicação do princípio da insignificância. Errada. O princípio da insignificância é aplicado somente ao crime de descaminho e não contrabando. QUESTÃO 26 - CESPE - PROMOTOR - MPE-AC 2014 A reiteração delitiva impede a aplicação do princípio da insignificância em razão do alto grau de reprovabilidade do comportamento do agente. Certa. Observe o julgado do STF: Habeas corpus. 2. Tentativa de furto qualificado com emprego de chave falsa (rádio CD player automotivo, avaliado em cento e noventa e nove reais). Absolvição sumária. Reforma da decisão pelo TJ/MG. 3. Pedido de aplicação do princípio da insignificância. 4. Ausência de um dos vetores considerados na aplicação do princípio da bagatela: o reduzido grau de reprovabilidade da conduta. 5. Reiteração delitiva. Precedentes no sentido de afastar o princípio da insignificância a acusados reincidentes ou de habitualidade delitiva comprovada. 6. Ordem denegada. (HC ). QUESTÃO 27 - CESPE - PROMOTOR - MPE-AC 2014 Para a aplicação do princípio da insignificância, exige-se a satisfação de um único requisito: ausência de periculosidade social da ação. Errada. Para a aplicação do princípio da insignificância, exige-se a satisfação da ausência de periculosidade social da ação. 37

38 QUESTÃO 28 - CESPE - JUIZ - TJ-AM 2016 O direito ao silêncio ou garantia contra a autoincriminação derrubou um dos pilares do processo penal tradicional: o dogma da verdade real, permitindo que o acusado permaneça em silêncio durante a investigação ou em juízo, bem como impedindo de forma absoluta que ele seja compelido a produzir ou contribuir com a formação da prova ou identificação pessoal contrária ao seu interesse, revogando as previsões legais nesse sentido. Errada. Tal impedimento não ocorre de forma absoluta e o princípio pode ser excepcionado em casos específicos. QUESTÃO 29 - CESPE - JUIZ - TJ-AM 2016 A elaboração tradicional do princípio do contraditório garantia a paridade de armas como forma de igualdade processual. A doutrina moderna propõe a reforma do instituto, priorizando a participação do acusado no processo como meio de permitir a contribuição das partes para a formação do convencimento do juiz, sendo requisito de eficácia do processo. Errada. Para que a disputa se desenvolva lealmente e com paridade de armas, é necessária a perfeita igualdade entre as partes: em primeiro lugar, que a defesa seja dotada das mesmas capacidades e dos mesmos poderes da acusação; em segundo lugar, que o seu papel contraditor seja admitido em todo estado e grau do procedimento e em relação a cada ato probatório singular, das averiguações judiciárias e das perícias ao interrogatório do imputado, dos reconhecimentos aos testemunhos e às acareações. A elaboração tradicional do princípio do contraditório não garantia tal paridade. 38

39 QUESTÃO 30 - CESPE - JUIZ - TJ-AM 2016 O princípio do juiz natural tem origem no direito anglo-saxão, construído inicialmente com base na ideia da vedação do tribunal de exceção. Posteriormente, por obra do direito norte-americano, acrescentou-se a exigência da regra de competência previamente estabelecida ao fato, fruto, provavelmente, do federalismo adotado por aquele país. O direito brasileiro adota tal princípio nessas duas vertentes fundamentais. Certa. A questão enuncia de maneira correta o princípio de juiz natural e sua origem. 39

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