COMPILAÇÃO DAS PRINCIPAIS MEDIDAS ADOTADAS PELO GOVERNO FEDERAL NA CRISE

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1 COMPILAÇÃO DAS PRINCIPAIS MEDIDAS ADOTADAS PELO GOVERNO FEDERAL NA CRISE Data Medidas Leilão de US$ 500 milhões pelo BC com compromisso de recompra da moeda 19 de setembro após 30 dias. 1ª mudança no recolhimento de depósitos compulsórios. Injeção de R$ de setembro bilhões no mercado. Antecipação de R$ 5 bilhões em crédito para o setor agrícola pelo Banco do 1º de outubro Brasil. 2ª mudança nos compulsórios. Redução do compulsório para os bancos que 2 de outubro comprem carteiras de crédito dos bancos pequenos. Injeção de R$ 23,5 bilhões na economia. - Criação de linha internacional de crédito de exportação com recursos das reservas internacionais do Banco Central. - Injeção de R$ 5 bilhões na linha de 6 de outubro financiamento para exportações do BNDES. - Autorização para o Banco Central comprar carteiras de crédito de bancos em dificuldades no Brasil. - 1º leilão de dólares pelo Banco Central com recursos das reservas. - 3ª 8 de outubro mudança nas regras do recolhimento sobre depósitos compulsórios. Injeção de R$ 23,2 bilhões. Nova regulamentação dando poderes ao Banco Central para interferir na 9 de outubro administração de bancos que vendem suas carteiras de crédito à instituição em busca de recursos. - 4ª mudança no compulsório. Injeção de R$ 47,1 bilhões, dentre elas o 13 de outubro abatimento em relação ao compulsório recolhido sobre operações de leasing. - 5ª mudança no compulsório. Ampliação das possibilidades para que bancos possam elevar o dinheiro que têm em caixa - Autorização pelo Conselho 16 de outubro Monetário Nacional para que o Banco Central direcione recursos para o comércio exterior das operações de empréstimos em moeda estrangeira e para o Banco Central receber debêntures emitidas por empresas não financeiras. - Autorização para os bancos públicos brasileiros (CEF e BB) adquirirem participações em instituições financeiras no país. - Redução para alíquota zero 22 de outubro do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para a aplicação no mercado de capitais e operação de empréstimos e financiamentos externos (atrair o investidor financeiro). 27 de outubro - 6ª mudança no compulsório. Injeção R$ 6 bilhões. - Acordo entre o Banco Central do Brasil e o Fed. (Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos) de uma linha de "swap" (troca) de dólares americanos por reais no valor de US$ 30 bilhões. - Disponibilização de uma 29 de outubro linha de crédito de capital de giro de R$ 3 bilhões para empresas de construção civil pela Caixa Econômica Federal. Permissão de outros bancos direcionarem mais recursos da poupança para empresas de construção civil. Medida do Banco Central para forçar os bancos a liberarem o crédito obtido 30 de outubro com o alívio no compulsório. Alteração de regras para os leilões de empréstimos de dólares destinados a 4 de novembro financiar o comércio exterior. Criação de uma linha de crédito operada pelo Banco do Brasil de R$ 1 bilhão 5 de novembro para financiamento dos produtores rurais. Disponibilização de R$ 19 bilhões em linhas de crédito para diversos setores via BNDES (banco estatal de investimento) e Banco do Brasil, sendo R$ 10 6 de novembro bilhões para financiar o capital de giro de empresas e para empréstimos em linhas de exportação, via BNDES e R$ 5 bilhões via Banco do Brasil para abrir

2 linha de crédito para capital de giro de pequenas e médias empresas. R$ 4 bilhões, via Banco do Brasil para aporte nos bancos das montadoras direcionados a elevar o crédito aos consumidores. R$ 4 bilhões, via Nossa Caixa, para os bancos e financeiras ligadas às 11 de novembro montadoras de veículos. Ampliação do limite de financiamento para compra de material de construção de R$ para R$ 25 mil pela CEF. Liberação de R$ 2 bilhões pela CEF para financiar bens de consumo 12 de novembro (eletrodomésticos, eletrônicos, móveis, TV e vídeo) diretamente no varejo, além de material de construção. 13 de novembro 7ª mudança no compulsório. Alteração das datas de pagamento de tributos federais (IR, contribuição 16 de novembro previdenciária, PIS/Cofins e IPI). Redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) dos financiamentos para a compra de motos por pessoas físicas. A alíquota 21 de novembro passa de 3,38% para 0,38%. Poderão ser financiadas com imposto mais baixo motocicletas, motonetas e ciclonetas. 8ª mudança no compulsório para aportar mais R$6,2 bilhões ao BNDES 25 de novembro (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) destinado a reforçar o capital de giro das empresas. Criação pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e 1º de dezembro Social) de uma nova linha de capital de giro de empresas brasileiras, de até R$ 6 bilhões. Autorização para o BC disponibilizar parte das reservas internacionais, por 11 de dezembro meio dos bancos, para as empresas brasileiras que precisem rolar financiamentos feitos no exterior. Redução de impostos da ordem de R$ 8,4 bilhões na economia. Entre as principais mudanças anunciadas estão: Nova tabela do Imposto de Renda; 11 de dezembro Redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para o consumo. Redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis. Programa Paulista: Linha de crédito de R$ 1,2 bilhão para empresas de autopeças e máquinas via Nossa Caixa; Parcelamento do pagamento ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de janeiro para os meses 12 de dezembro de janeiro e fevereiro; Prorrogação de 60 dias para cobrança do ICMS de empresas que sofrem substituição tributária; Devolução, em dinheiro, do ICMS pago nas compras feitas na indústria e no atacado para as Microempresas (faturamento de até R$ 240 mil anuais) via Nota Fiscal Paulista. Liberação de R$ 5,4 bilhões do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para os 16 de dezembro bancos pequenos utilizarem em operações de crédito para pessoas físicas e jurídicas. Redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para 18 de dezembro caminhões. Redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para jipes 16 de janeiro de 2009 nacionais. Disponibilização para 2009 e 2010 de R$ 100 bilhões por meio do caixa do governo e das captações feitas no exterior pelo Tesouro Nacional. Serão 22 de janeiro de 2009 priorizados investimentos na área de gás e energia, bens de capital e infraestrutura, entre outros setores, em especial, os investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e da Petrobras. Liberação de R$ 5,4 bilhões do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para os 16 de dezembro bancos pequenos utilizarem em operações de crédito para pessoas físicas e jurídicas. Redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para 18 de dezembro caminhões. Redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para jipes 16 de janeiro de 2009 nacionais. 22 de janeiro de 2009 Disponibilização para 2009 e 2010 de R$ 100 bilhões por meio do caixa do 2

3 10 de marco de de março de de março de de abril de de abril de de abril de de abril de de maio de 2009 governo e das captações feitas no exterior pelo Tesouro Nacional. Serão priorizados investimentos na área de gás e energia, bens de capital e infraestrutura, entre outros setores, em especial, os investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e da Petrobras. Ampliação do limite de empréstimo do consignado para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O beneficiário poderá voltar a comprometer até 30% da sua renda com empréstimos com desconto em folha. A medida tem como objetivo aumentar a oferta de crédito em um momento em que a economia está em desaceleração. Criação de um sistema de garantias para aumentar os recursos para bancos médios e pequenos. A medida deve representar uma injeção de pelo menos R$ 40 bilhões. O FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que hoje garante os depósitos até R$ 60 mil por CPF (pessoa física) ou CNPJ (empresas), vai garantir agora um novo tipo de CDB (Certificado de Depósito Bancário). O total de depósito a prazo de cada correntista contra a mesma instituição poderá ser garantido até o valor máximo de R$ 20 milhões. Além disso, o Banco Central prorrogou de 31 de março para 30 de junho o prazo pelo qual os grandes bancos poderão descontar do depósito compulsório a prazo as compras de carteiras de crédito e outros ativos dos bancos de menor porte. O governo federal anunciou a prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para o setor automotivo por mais três meses (até junho), mas com a contrapartida da manutenção dos empregos pelas montadoras. Também estendeu o benefício para motocicletas e para materiais de construção (muitos produtos tiveram a alíquota zerada). O governo, por decreto, ampliou a lista dos setores considerados prioritários na área da Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia) --têm isenção de IR (Imposto de Renda) de pessoas jurídicas. Os prefeitos vão receber um reforço de até R$1 bilhão para compensar as perdas nos repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) por conta da queda da arrecadação. O governo prevê que esse é o tamanho do impacto da crise financeira internacional para os municípios. O governo anunciou que reduzirá o aperto fiscal deste ano ao menor patamar desde o início do programa de contenção da dívida pública, há dez anos. O objetivo é ter mais dinheiro para investir em momentos de crise, uma vez que a arrecadação de impostos caiu com as desonerações fiscais anunciadas. Além disso, a Petrobras, maior empresa estatal, foi liberada da obrigação de controlar gastos e poderá ampliar seus investimentos em R$ 15,5 bilhões. O CMN (Conselho Monetário Nacional) anunciou a liberação de mais R$ 12,6 bilhões em crédito para as empresas do agronegócio. A maior parte do dinheiro, R$ 10 bilhões, será para uma linha que deve atender principalmente frigoríficos e empresas do setor de aves, suínos e carnes bovinas. CMN também anunciou a criação de uma linha de crédito de R$ 2,3 bilhões para estocagem da produção de álcool durante a safra deste ano. O objetivo do governo é evitar as variações de preços que ocorrem entre o período de produção e a entressafra. O Ministério da Fazenda ampliou a lista de materiais de construção que terão isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) nos próximos três meses. A nova lista inclui mais seis tipos de produtos, entre eles impermeabilizantes, revestimentos cerâmicos, cadeados e registros de gaveta. A isenção vale até 16 de julho. Além disso, foi reduzido o IPI da linha branca --geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos. as alíquotas do IPI vão de 15% para 5% para as geladeiras, de 5% ou 4% para 0% nos fogões, de 20% para 10% para as máquinas de lavar, e de 10% para 0% para os tanquinhos. O ministro Carlos Lupi (Trabalho) anunciou a intenção de conceder parcelas extras do seguro-desemprego a mais trabalhadores que foram 3

4 15 de junho de de junho de 2009 demitidos em dezembro e janeiro, período de agravamento da crise econômica mundial. O Banco do Brasil anunciou a ampliação do crédito para micro e pequenas empresas em R$ 11,6 bilhões. Simultaneamente, o banco reduziu taxas para operações com recebíveis (desconto de cheques e duplicatas) e capital de giro. Em evento em Brasília, o governo anunciou uma série de medidas: nova prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para veículos, caminhões, eletrodomésticos e materiais de construção. Trigo, farinha e pão também foram beneficiados. Para motos, também haverá um prazo adicional de três meses na desoneração da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). A redução do IPI tem como objetivo estimular o consumo desses produtos e garantir o emprego nesses setores, que estão entre os mais afetados pela crise econômica. O governo anunciou também um pacote de ajuda para o setor de máquinas e equipamentos. Haverá desoneração de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para 70 itens. Entre eles, estão geradores de energia eólica, válvulas industriais e congeladores industriais. 13 de julho de de julho de 2009 Medidas recentes (Específicas para a Agricultura e Agroindústria) Por fim, foi reduzida a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), usada nos empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), de 6,25% ao ano para 6% ao ano, menor nível da história. Camex (Câmara de Comércio Exterior) renovou, até 31 de dezembro de 2010, o regime que concede redução de impostos de 270 produtos, cuja vigência terminou em 30 de junho de Na mesma medida, o governo incluiu outros três itens. O regime é um mecanismo que reduz temporariamente o Imposto de Importação sobre bens de capital e de informática e telecomunicações, para produtos que não tenham produção nacional. O Codefat (Conselho Deliberativo do FAT) aprova a criação de uma linha de crédito para taxistas comprarem carros novos. Ao todo, serão liberados R$ 200 milhões, e as condições incluem prazo de cinco anos para o pagamento. O teto de cada financiamento será de R$ 60 mil, com financiamento de até 90% do valor do carro. Os juros anuais serão compostos pela TJLP (hoje em 6% ao ano) mais 4%. A linha será operada pelo Banco do Brasil e, possivelmente, também pela Caixa Econômica Federal. Os recursos para a linha de crédito virão do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). 1 - Programa de Financiamento para estocagem de álcool combustível com garantia em produto Com base no artigo 19 da Lei n , de 13 de 1bril de 2009, autorizou a União a conceder subvenção econômica, na forma de equalização de taxas de juros, para financiamento de estocagem de álcool etílico carburante da safra 2009/10, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a criação de uma linha de crédito específica destinada à estocagem O crédito será concedido pela União ao BNDES. A linha beneficiará usinas, destilarias, empresas comercializadoras de álcool etílico combustível. Serão financiados até 1,87 bilhão de litros Dado em garantia, o valor do produto deve corresponder, no mínimo, a 150% do valor do saldo devedor A taxa de juros é de 11,25% ao ano Serão destinados até R$ 1,31 bilhão no total, sendo que até 10% do valor deverão ser aplicados no Nordeste Essa nova linha deverá viabilizar a estocagem de aproximadamente 2,8 bilhões 4

5 de litros de álcool O Banco do Brasil vai disponibilizar ainda cerca de R$ 1 bilhão, com recursos da poupança rural, nas mesmas condições da linha proposta, totalizando R$ 2,3 bilhões, o que representa a estocagem de 5 bilhões de litros de álcool 2 Dispõe sobre contrato de opção de venda como instrumento de política agrícola O CMN aprovou alterações na regulamentação dos contratos de opção de venda, tanto na definição do preço de exercício utilizado no lançamento quanto no direito de vender o produto objeto da operação 3 Elevação do volume de recursos do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) do Moderfrota; e criação de Linha Especial de Crédito destinada à avicultura de corte e suinocultura em regime de parceria A resolução CMN n 3.678, de 29 de janeiro de 2009, autorizou, excepcionalmente para a safra 2008/09, o financiamento às cooperativas para capital de giro não associados a projetos de investimentos, no âmbito do Prodecoop e aumentou o volume de recursos desse programa de R$ 1 bilhão para R% 1,7 bilhão. No entanto, as necessidades de recursos de capital de giro não foram suprimidas porque estes financiamentos ficaram atrelados ao limite de crédito por cooperativas no Prodecoop investimento. Por isso, o CMN autorizou: a) Que o financiamento de capital de giro não seja deduzido do limite de crédito por cooperativa no âmbito do Prodecoop; b) Elevar o volume de recursos do Prodecoop de R$ 1,7 bilhão para R$ 2 bilhões sendo valor adicional oriundo de outros programas; c) Além dos R$ 500 milhões já alocados na safra 2008/09 no Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) para atender a benefícios do Programa de Geração d Emprego e Renda Rural (Proger Rural), identificou-se a necessidade de mais R$ 50 milhões. Por isso, o limite, de R$ 500 milhões para R$ 550 milhões, sendo o valor adicional remanejado de outros programas; d) O CMN autorizou também a concessão de credito no âmbito dos programas de investimento com recursos do BNDES após a datalimite de 30/6/2009, nas mesmas condições estabelecidas para a contratação da safra 2008/09 e com dedução dos valores das disponibilidades estabelecidas para o mesmo programa na safra 2009/10. 4 Linha de crédito ao amparo de recursos do BNDES para financiamento de capital de giro a agroindústrias, industrias de máquinas e equipamentos agrícolas e a cooperativas agropecuárias O artigo 19 da Lei n , de 13 de abril de 2009, autorizou a União conceder subvenção econômica, sob a modalidade de equalização de taxas de juros, nas operações para financiamento de capital de giro para agroindústrias, industrias de maquinas e equipamentos agrícolas e cooperativas agropecuárias realizados com recursos repassados pelo BNDES. Com base nesse dispositivo legal, o CMN autorizou a instituição de uma linha de crédito de até R$ 10 bilhões. Os agentes financeiros serão BNDES e instituições financeiras por este credenciadas; os juros serão de 11,255 ao ano e prazo de reembolso de até 24 meses, incluídos até 12 meses de carência para o principal. 5 Altera os prazos para renegociação das operações de crédito rural, no âmbito da Lei n , de setembro de 2008 O CMN autorizou novos prazos para operações de Securitização, Recoop, Funcafé-Dação, Cacau e Programa Especial de Saneamento de Ativos (PESA) Também foram estabelecidos novos prazos para operações de custeio prorrogadas ao amparo do Pronaf IV e novos prazos para a renegociação das operações de custeio Pronaf. 5

6 Fonte: Folha de São Paulo, Ministério da Fazenda e Jornal Valor Econômico. Elaboração: Subseção do DIEESE na CONTAG. 6

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