PRODUTIVIDADE E MUDANÇA ESTRUTURAL NA INDÚSTRIA BRASILEIRA,

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1 RODUTIVIDADE E MUDANÇA ESTRUTURAL NA INDÚSTRIA BRASILEIRA, Frederco Rocha * Resumo Este trabalho tem como objetvo mensurar a contrbução da mudança estrutural da ndústra braslera para o ncremento da produtvdade, no período de 1970 a 2001 buscando comparar taxas de crescmento da produtvdade e processos de transformação estrutural em dstntas fases de desenvolvmento braslero que o período comporta. A partr de dados dos Censos Industras de 1970, 1980 e 1985 e da esqusa Industral Anual de 1996 e 2001, o artgo conclu que: () anda que o período medato após as reformas nsttuconas da década de 90 tenha apresentado um forte mpacto sobre a produtvdade, seus efetos não parecem ser contínuos; () não se pode dentfcar claramente a ocorrênca de bônus estrutural no período analsado; () a cração de postos de trabalho parece se dar nos segmentos de menor crescmento da produtvdade. 1. INTRODUÇÃO O objetvo deste trabalho é mensurar a contrbução da mudança estrutural para o ncremento da produtvdade da ndústra no Brasl, no período de 1970 a 2001, buscando comparar taxas de crescmento da produtvdade e processos de transformação estrutural em dstntas fases de desenvolvmento braslero que o período comporta. Chenery (1986) separa as vsões quanto ao crescmento econômco em duas prncpas correntes. De um lado, estão os tradconas modelos de crescmento, preocupados com as condções de equlíbro longo prazo para o crescmento do IB. Hpótese comum desses modelos é a nexstênca de obstáculos para movmentos de recursos de um setor para outro, mplcando em produtvdade margnal semelhante entre os dstntos setores da economa. Nessa abordagem, a explcação do crescmento da renda per capta de um país está centrada no ncremento da relação captal-trabalho e na avalação do resíduo de Solow, que aparece como uma medda da redução do custo real de produção da economa (Harberger 1998). A tentatva de explcar sua evolução segue duas trajetóras. or um lado, economstas procuram explcar o ncremento na produtvdade medante teoras do captal humano e, por outro, o foco da análse se volta para o progresso tecnológco, culmnando em modelos que procuram endogenezar o progresso técnco. A prncpal crítca a este tpo de abordagem está relaconada à dfculdade de captar os desequlíbros surgdos em processos de desenvolvmento. Conforme ressaltado por Chenery (1986), a hpótese de lvre mobldade de recursos, prncpalmente em economas em desenvolvmento que apresentam algumas peculardades no que se refere ao mercado de fatores, está longe de smular adequadamente o funconamento da economa. + O autor agradece o apoo da FAERJ e do IBIC-CNq. A elaboração deste trabalho desfrutou de dscussões e comentáros de Davd Kupfer e Fábo Fretas. O trabalho não podera ser realzado sem as tabulações e manuseo de bases de dados realzados por Danela res. Desnecessáro afrmar que os erros e omssões presentes são de ntera responsabldade do autor. * rofessor Adjunto do Insttuto de Economa da UFRJ. Endereço: Insttuto de Economa UFRJ, Av. asteur, 250, raa Vermelha Ro de Janero RJ, Tel: /5242, Fax: , endereço eletrônco:

2 O segundo tpo de abordagem está centrado na relevânca da transformação estrutural, ou seja, na composção setoral da demanda e da produção. Nesse últmo contexto, o processo de desenvolvmento sera resultado de mudança de recursos de segmentos de menor produtvdade para segmentos de maor produtvdade que aceleraram o processo de crescmento (Chenery 1986). Na metáfora utlzada por Harberger (1998), o crescmento da economa tomara a forma de cogumelo que brota de um da para o outro com expansões em dstntas dreções do que um processo de fermentação que correspondera a um crescmento unforme de todas as suas dmensões. Nesse sentdo, o crescmento da produtvdade da economa não sera smplesmente resultado de ncremento na qualdade dos recursos, como supõem as teoras do captal humano, ou aumento do esforço tecnológco, como sugerem os formuladores de teoras do crescmento endógeno, mas uma sére de elementos que envolvem entre outras cosas, economas de escala e movmentos ntersetoras e nter-empresaras de recursos. Este últmo elemento deve ser partcularmente relevante para o estudo da economa braslera que passou por profundas reformas nsttuconas de cunho lberalzante, cujo objetvo envolva a re-alocação de recursos entre setores a mudança na relação captal-trabalho, na dreção de técncas mas ntensvas em mão-de-obra, fator abundante (Renhardt e eres 2000). Este trabalho procura contrbur para esse debate em dos aspectos: () () aferndo a evolução do crescmento da produtvdade no período de 70 a 2001, em sére de valor adconado; e calculando a contrbução do bônus estrutural para o crescmento da produtvdade ndustral, por ntermédo de análse shft-share. A seção 2 trata da lteratura sobre mudança estrutural, procurando traçar hpóteses para o comportamento da estrutura ndustral em processos de desenvolvmento. A seção 3 apresenta a base de dados utlzada no artgo. Na seção 4 são apresentados os prncpas resultados empírcos do trabalho. 2. ANTECEDENTES ANALÍTICOS: TRANSFORMAÇÃO ESTRUTURAL 2.1. BÔNUS ESTRUTURAL O prncpal ponto a ser dscutdo com respeto à nfluênca do processo de mudança estrutural sobre o crescmento da produtvdade está assocado a países em desenvolvmento. O processo de desenvolvmento sera compreenddo como um conjunto de processos de transformações estruturas de longo prazo que acompanham o crescmento (Syrqun 1988:205). Exstem mutas acepções para estrutura e mutos são seus usos em economa. O sentdo utlzado neste trabalho se refere à tradção de Kusnetz (1973) de composção setoral do emprego. or consegunte, transformação estrutural mplca mudanças na localzação setoral do fator trabalho ou dos fatores de produção de uma forma geral. A aceleração do crescmento em países em desenvolvmento tera como prncpas determnantes um aumento na taxa de nvestmento e a aceleração da produtvdade dos fatores de produção. Esse últmo elemento estara prncpalmente assocado à re-alocação dos recursos para setores de maor produtvdade. O ncremento da produtvdade fruto desses movmentos é conhecdo na lteratura como bônus estrutural. 2

3 Além dos deslocamentos de fatores de setores de baxa produtvdade para segmentos de alta produtvdade, exstem outros elementos nfluencando a ocorrênca do bônus estrutural. Harberger (1998) enfatza a contrbução de cada setor para o crescmento da produtvdade é bastante dstnta, e, prncpalmente, tende a permanecer dferente por um longo período de tempo. ortanto, além de um elemento estátco, exste um mportante elemento dnâmco na contrbução de cada setor para o crescmento da produtvdade. Dentro desse racocíno, a especalzação produtva pode ter efetos sobre o crescmento da produtvdade. aíses que se especalzam em setores de alto crescmento da produtvdade tendem a ter taxas de crescmento superores àquelas apresentadas por países especalzados em segmentos de baxo crescmento da produtvdade. Isso só não ocorrera se o progresso técnco fosse repassado para os preços (Fagerberg 2000). Especalzação produtva surge, assm, como algo determnante para a determnação do bônus estrutural. Esse aspecto é partcularmente relevante quando se verfca que uma das prncpas dferenças entre os períodos a serem analsados neste trabalho é o grau de abertura comercal que nfluenca fortemente a especalzação da economa. Uma mportante característca das abordagens orgnas sobre mudança estrutural é o seu foco nos grandes setores. Assm, o bônus estrutural estara muto mas assocado à transferênca de recursos da agrcultura para a ndústra (Syrqun 1988). ouca ênfase é dada nos prmeros trabalhos às mudanças ocorrdas dentro da ndústra de transformação. Tmmer e Szrma (2000) levantam algumas formas tomadas pela transferênca de fatores entre setores que podem gerar ncremento da produtvdade. Uma das formas de transferênca geradoras de bônus estrutural sera o movmento de recursos de ndústras leves com baxa relação captal-trabalho para ndústras pesadas com alta relação captal-trabalho. Uma outra forma assumda sera a transferênca de ndústras tradconas para ndústras nascentes, normalmente assocadas com maor produtvdade. Enquanto a evdênca empírca sobre o bônus estrutural nas mudanças de fatores da agrcultura para a ndústra parece bastante forte (Syrqun 1988), em movmentos nternos à ndústra, ela não assume a mesma clareza. Salter (1960) encontra resultados bastante fortes em favor do bônus estrutural com dados referentes ao Reno Undo no período de 1924 a Contudo, trabalhos recentes apontam para a neutraldade do bônus estrutural ou até mesmo para o efeto negatvo da mudança estrutural sobre o crescmento da produtvdade (Fagerberg 2000 e Tmmer e Szrma 2000). 1 A prncpal razão apontada por Fagerberg (2000) para essa dferença é a relação entre setores tecnologcamente dnâmcos e emprego. No período analsado por Salter (1960), o ncremento de 1% na taxa de crescmento da produtvdade mplcava um ncremento em 1,4% do emprego, enquanto no período analsado por Fagerberg (2000), essa relação ca para 1% para menos de 0,5%. Ao mesmo tempo, ao contráro do que ocorre no período até 1950, os setores mas dnâmcos perdem partcpação no emprego entre 1970 e As ndústras de alto crescmento da produtvdade não parecem, portanto, grandes geradoras de emprego. 1 A análse de Fagerberg (2000) cobre cerca de 30 países no período de 1973 a 1990, enquanto Tmmer e Szrma (2000) se referem a quatro países asátcos em desenvolvmento no período de 1973 a

4 3. DESCRIÇÃO DOS DADOS E METODOLOGIA 3.1. MEDINDO BÔNUS ESTRUTURAL Este trabalho utlza a produtvdade aparente do trabalho, medda pela razão entre o valor adconado e o pessoal ocupado na ndústra em 31/12 de cada ano da análse. Na mesma lnha de Fagerberg (2000) e Tmmer e Szrma (2000), uma análse shft-share para mensurar o efeto da mudança estrutural sobre o emprego. A taxa de crescmento da produtvdade será t defnda por g =, em que é a produtvdade e g a taxa de crescmento da produtvdade. rodutvdade no período ncal será defnda como s = E E t 1 = n = 1 s, em que é a partcpação do emprego do setor no emprego total e t-1, a produtvdade do setor. ortanto, g s t t = t 1 s s. Fca claro que dos fatores ntervêm no aumento da produtvdade. De um lado, a produtvdade ntra-setoral pode estar varando, de outro, pode haver varação da dstrbução nter-setoral do emprego. Assm, pode-se expressar o crescmento da produtvdade por: ( 1+ ) s s ( 1+ g )( + ) + ( + )( + ) + ( )( ) 1 1 g1 1 s1 1 g 2 1 g 2 2 s2... s + 1+ g n 1+ g n n sn g = (1) em que g é a taxa de crescmento da produtvdade do setor e g S é a taxa de crescmento da parcela do emprego do setor. A partr de (1), pode-se, após algumas manpulações algébrcas, obter: g n n s s s = g + t g + 1 = = Efeto Efcênca Intrassetoral Efeto Composção n s s g g = Efeto Especalzação Dnâmca (2). Em uma economa sem mudança estrutural, ou seja, sem alteração na partcpação do fator trabalho de cada setor no total do trabalho da ndústra, o termo do efeto composção será 0 e o termo do efeto adaptação também será 0. Logo, a únca causa do crescmento da produtvdade terá sdo ntra-setoral, de mudança na efcênca das empresas. Caso a composção do emprego tenha se alterado e a produtvdade, de cada setor, tenha se mantdo constante, a varação da produtvdade terá sdo conseqüênca pura do efeto composção. Isto pode ocorrer, por exemplo, quando as ndústras de alta produtvdade contratam mas do que as ndústras de baxa produtvdade, anda que nenhuma delas ndvdualmente tenha alterado sua produtvdade. Tenta-se aqu captar os dos efetos em conjunto. Quando tanto a produtvdade ntra-setoral, quanto a composção ntersetoral do emprego se alteram, um tercero efeto deve ser mensurado referente à nteração do efeto efcênca ntra-setoral e do efeto composção estrutural. Suponha a exstênca de dos setores com a mesma partcpação ncal na produtvdade. O prmero setor tem alta taxa de crescmento da produtvdade e o segundo setor tem baxa taxa de crescmento da produtvdade. Se há ncremento da partcpação do segmento de alto crescmento da produtvdade no emprego, o tercero termo 4

5 da equação (2) será postvo. Caso contráro, será negatvo. Com n setores se, dada a s ponderação ncal, os setores de maor ncremento da produtvdade ncrementarem sua partcpação no emprego, em detrmento dos setores de menor crescmento da produtvdade. Neste sentdo, ele resume a dreção da especalzação da economa ou, como defnem Tmmer e Szrma (2000), o efeto composção dnâmco BASE DE DADOS O trabalho foca no ncremento da produtvdade entre os anos de 1970, 1980, 1985, 1996 e A escolha da perodzação tenta compatblzar dferentes estágos da economa braslera com a dsponbldade de dados. 2 Informações para 1970, 1980 e 1985 são extraídas dos Censos Industras do IBGE, para os respectvos anos. Dados de 1996 e 2001 advêm da esqusa Industral Anual (IA) do IBGE. Como proxy do valor adconado, utlza-se o valor da transformação ndustral que resulta da dferença entre o valor bruto da produção e os custos das operações ndustras. Os valores foram transformados a preços constantes de agosto de 1994 pelo IA setoral da FGV. 3 Foram fetas duas mportantes adaptações para compatblzar os dados da IA com o Censo Industral. rmero, fo necessáro adequar a Classfcação Naconal de Atvdades Econômcas (CNAE) da IA, à classfcação utlzada pelo Censo Industral. A tabela de conversão é apresentada no anexo 1. ermanecem alguns problemas assocados à localzação dos servços de manutenção e reparação, centralzados na CNAE e dstrbuídos pelos setores usuáros no Censo. Segundo, o Censo Industral utlza o conceto de estabelecmento do IBGE para a coleta de dados, enquanto a IA coleta dados no nível da undade local. Essa dferença cra algumas dstorções que devem ser explctadas. O conceto de estabelecmento do IBGE permte a dvsão de uma mesma undade local em dferentes estabelecmentos, de acordo com a heterogenedade dos produtos. Dessa manera, uma undade local produtora de equpamentos que também produza aço, no prmero caso, aparecerá dvdda em dos estabelecmentos. 4. RESULTADOS 4.1. EVOLUÇÃO DA INDÚSTRIA A ndústra braslera apresentou elevado grau de nstabldade no período de 1970 a Em méda, o valor bruto da produção cresceu 4,5% a.a., no período analsado. No mesmo período, o valor adconado se ncrementou 4,35% a.a., e o pessoal ocupado, 2,53% a.a.., resultando em um crescmento médo da produtvdade de cerca de 1,77% a.a. (0). ercebe-se, contudo, que há grandes flutuações, nos sub-períodos expostos. Entre 1970 e 1980, tanto o valor da transformação ndustral, quanto o pessoal ocupado crescem, resultando em um ncremento da produtvdade de 1,81% a.a.. Já entre 1980 e 1985, há uma contração no valor adconado, mas elevação do pessoal ocupado, mplcando dmnução da produtvdade. O período de 1985 a 1996 apresenta elevação do valor da transformação ndustral com redução do pessoal ocupado, resultando na maor taxa de crescmento da produtvdade de todo o período. Cabe destacar que esse período concde com a mplementação e conclusão do processo de abertura comercal, que teve níco no fnal da década de 80 e fnal por volta de Entre 1996 e 2 Os Censos Industras se encontram à dsposção nos períodos analsados. A IA de 1990 apresenta problemas assocados à expansão de sua amostra e encontra elevadas dfculdades para conversar com a IA de anos posterores. 3 Ver anexo 1 para a tabela de conversão da classfcação setoral. 5

6 2001, há desaceleração do crescmento do valor da transformação ndustral e o pessoal ocupado volta a crescer, obtendo-se um ncremento da produtvdade bastante reduzdo. Os dados apresentados concdem com Bonell (2002), que levanta evdênca de queda do crescmento da produtvdade entre o medato pós-guerra e o fnal da década de 80. Segundo o autor, a taxa de crescmento da produtvdade da ndústra se stuava próxmo a 6% ao ano, na década de 50, tendo mantdo uma tendênca de queda, até cerca de 2,5%, na década de 70, e obtendo taxas negatvas durante a década de 80. A partr de 90, há uma mudança nesta tendênca, quando a economa passou a regstrar taxas de crescmento da produtvdade recordes superores a 7% ao ano. A maor dscordânca entre os dados de Bonell (2002) e os apresentados neste trabalho está relaconada ao período de 1996 a 2001, em que a produtvdade, de acordo com os dados acma, cresce a uma taxa nferor a 0,5% a.a. e pelos dados de Bonell, se ncrementa a taxas próxmas a 8%. Exstem mportantes razões para essas dferenças. O própro Bonell (2002) chama a atenção para a possbldade de haver superestmatva do crescmento da produtvdade pela utlzação de séres de produção físca (IM-pf), em vez de valor adconado no período de 1990 a Ao mesmo tempo, a IA apresenta um espectro de tamanho de empresas mas amplo do que a IM-pf e uma atualzação da composção setoral mas adequada. Este elemento é partcularmente relevante uma vez que exste grande dscussão sobre a nfluênca das reformas nsttuconas da década de 90 sobre mudança estrutural (Renhardt e eres 2000) e ncremento da produtvdade (Ferrera e Ross 2003). Tabela 1 Taxas de Crescmento do Valor Bruto da rodução, Valor da Transformação Industral, essoal Ocupado e rodutvdade na Indústra Braslera, dversos períodos, (%) 1980/ / / / /1970 VB Total 161,52-11,43 44,83 16,25 290,00 a.a. 10,09-2,40 3,42 3,06 4,49 VTI Total 139,02-4,19 50,46 8,50 273,85 a.a. 9,10-0,85 3,78 1,64 4,35 O Total 99,81 11,85-8,31 5,87 116,93 a.a. 7,17 2,26-0,79 1,15 2,53 VTI/O Total 19,62-14,34 64,11 2,48 72,33 a.a. 1,81-3,05 4,61 0,49 1,77 Fonte: Elaboração própra a partr do Censo Industral 1970, 1980 e 1985 e da IA 1996 e Dos argumentos costumam ser utlzados para explcar os efetos da abertura comercal sobre a produtvdade. O prmero está assocado ao ncremento da partcpação de nsumos estrangeros na produção de mercadoras do país. O segundo tem referênca na maor pressão compettva sobre os produtores. Bonell (2002), a partr de dados setoras, não encontra evdênca para comprovar a relação entre ncremento da produtvdade e aumento do coefcente de mportação. Ferrera e Ross (2003) encontram, utlzando mcro-dados da IA, que a redução de tarfas no período de 1988 a 2000 mplcou um ganho médo de cerca de 6% na produtvdade. Muendler (2002) encontra correlação postva entre o aumento da produtvdade e dos fatores: o ncremento da competção externa e o fechamento de empresas, anda que o aumento no coefcente de nsumos na mesma lnha de Bonell (2002) não represente efeto postvo sobre a produtvdade. Schor (2003) aponta para ganhos na produtvdade pela redução de tarfas de produtos e de nsumos das empresas, anda que ressalte que a resposta possa vr a ser heterogênea, dependendo do setor de atuação e do tamanho da empresa. 6

7 Anda que os resultados desses estudos venham a sugerr efetos postvos do processo de abertura sobre a produtvdade, os números do período 1996 até 2001 apresentados na 0ndcam que seu fôlego é reduzdo. Após 1996, na méda, a ndústra apresentou baxíssmo crescmento da produtvdade. Assm, a reversão da tendênca à queda da produtvdade, corretamente dentfcada por Bonell (2002), não parece ter tdo efetos de longo prazo RODUTIVIDADE E MUDANÇA ESTRUTURAL Um tercero possível efeto da abertura comercal sobre a produtvdade são as transformações estruturas. A abertura comercal ao alterar o vetor de preços relatvos nfluencara o movmento nter-setoral de recursos, que mgraram de segmentos de baxa produtvdade relatva para outros de elevada produtvdade relatva (Tmmer e Szrma 2000). Kupfer (1998) sugere que, no período posteror à abertura, houve uma mudança na dreção de segmentos mas leves da ndústra. Este processo sugerra uma tendênca nversa à compreendda em Chenery et al. (1986) como bônus estrutural para o ncremento da produtvdade, sto é, ao aumentar a partcpação de ndústras menos ntensvas em captal no valor adconado, pode estar ocorrendo uma reestruturação ndustral na dreção de ndústras de produtvdade nferor. Em oposção, Renhardt e eres (2000) e Katz (2000) encontram redução do valor adconado em ndústras tradconas e ncremento do valor adconado em ndústras pesadas, baseadas em recursos naturas. A 0apresenta a análse shft-share apresentada no seção Quando se contrasta a estrutura produtva de 2001 com a de Somando-se o efeto composção ao efeto especalzação, estma-se que o bônus estrutural explca 12% do crescmento da produtvdade do período. Quando os dos efetos são analsados em separados, verfca-se que o snal apresentado por cada um dos dos efetos é nvertdo. Enquanto o efeto composção contrbuu em quase 85% para o crescmento da produtvdade contrbução próxma ao do efeto efcênca o efeto especalzação contrbuu negatvamente para o crescmento da produtvdade. O efeto composção sugere que o emprego da economa cresceu na dreção de setores de produtvdade ncal (em 1970) maor. O snal do efeto especalzação dnâmca ndca que o emprego da economa cresceu na dreção de setores com menor taxa de crescmento da produtvdade. O snal nvertdo pode ser um ndcador de que, em méda, os segmentos de maor produtvdade ncal não necessaramente foram aqueles que mas ncrementaram sua produtvdade ao longo do período, sugerndo convergênca no nível de produtvdade dos setores. Os resultados em cada um dos sub-períodos são bastante dferentes. No período entre 1970 e 1980 em que a produtvdade da ndústra cresceu a uma taxa de 1,81% a.a., o efeto efcênca ntrassetoral é o grande responsável pelo desempenho postvo, tendo atngdo 2,34% a.a.. O bônus estrutural é negatvo. Tanto o efeto composção, quanto o efeto especalzação dnâmca atuaram no sentdo de reduzr o ncremento da produtvdade do período. No período de 1980 a 1985, em que a produtvdade decresce a uma taxa de 3,05% a.a., a efcênca ntrassetoral tem resultado negatvo. O bônus estrutural é, contudo, postvo. Isso ocorre em razão de um efeto composção postvo. No período entre 1985 e 1996, o efeto efcênca é responsável por quase 90% do crescmento da produtvdade. Contudo, tanto o efeto composção, quanto o efeto especalzação são postvos, explcando cerca de 10% do ncremento da produtvdade. No período que va de 1996 a 2001, o efeto efcênca apresenta uma taxa de crescmento da produtvdade de cerca de 2,28% a.a., semelhante àquela apresentada no período de 1970 a O resultado medíocre do crescmento da produtvdade parece ser, portanto, conseqüênca de uma mudança estrutural negatva. Deve 7

8 ser enfatzado, portanto, que a trajetóra de decréscmo da taxa de crescmento da produtvdade dentfcada para o período 1996 a 2001 anda que possa ter nfluênca do decréscmo da taxa de ganho de efcênca da economa é marcada pela nversão do snal da mudança estrutural. Tabela 2 Dstrbução do Crescmento da rodutvdade entre os Efetos Efcênca, Estrutural e Adaptação Dnâmca, Brasl, Efeto 1970 a a a a a 2001 Total 25,98-17,78 57,59 11,91 88,19 Efcênca % 132,41 123,96 89,83 479,70 121,91 Intrassetoral a.a. 2,34-3,84 4,22 2,28 2,06 Total -3,36 7,90 6,04-4,08 61,30 % -17,10-55,05 9,43-164,26 84,75 Composção a.a. -0,34 1,53 0,53-0,83 1,55 Total -3,00-4,46 0,48-5,35-77,15 % -15,30 31,09 0,74-215,44-106,66 Especalzação a.a. -0,30-0,91 0,04-1,09-4,65 Total 19,62-14,34 64,11 2,48 72,33 % 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 Total a.a. 1,81-3,05 4,61 0,49 1,77 Fonte: Elaboração própra a partr do Censo Industral 1970, 1980 e 1985 e da IA 1996 e RODUTIVIDADE E EMREGO Uma das observações mas consstentes da 0parece ser o nsstente efeto especalzação dnâmca de snal negatvo. Apenas no período de 1985 a 1996, esse efeto não é negatvo, mesmo assm, sua contrbução para o crescmento da produtvdade é rrsóra. Em exame cross-secton para 39 países, Fagerberg (2000) apresenta resultados semelhantes. Em apenas ses países, o efeto não assume snal negatvo, mas seu mpacto é desprezível. A Tabela 3 dvde os setores em quatro categoras, de acordo com a taxa de crescmento da produtvdade e apresenta a partcpação de cada setor para a cração de novos postos de trabalho. Ao longo de todo o período, a maor parte dos postos de trabalho é crada em setores que pouco cresceram a produtvdade. Em todos os períodos, os setores de alto crescmento da produtvdade contrbuem para a cração de postos de trabalho menos do que proporconalmente a sua partcpação ncal no total de postos de trabalho. Com a exceção do período de 1985 a 1996, os setores de baxa e méda baxa taxa de crescmento da produtvdade têm uma relação contrbução para o crescmento dos postos de trabalho/partcpação ncal nos postos de trabalho superor aos setores de méda alta e alta taxa de crescmento da produtvdade. Esses dados corroboram a descrção apresentada na 0O emprego parece camnhar para os setores de mas baxo crescmento da produtvdade. Algumas explcações podem ser encontradas para esse fenômeno: () () a justfcatva de Fagerberg (2000) está voltada para mudanças na dreção do progresso técnco; em stuações de produção estagnada, uma possível forma de crescmento da produtvdade sera expressa pelo decréscmo do pessoal ocupado. Nesse caso, 8

9 exstra uma tendênca para a redução da partcpação no emprego dos setores de alto crescmento da produtvdade; e () mesmo ocorrendo crescmento da economa, na presença de lvre mobldade de fatores e lvre concorrênca, haverá tendênca ao repasse da produtvdade medante queda de preços. Mantendo-se fxa a composção do produto, haverá concentração do emprego nos setores de baxo crescmento da produtvdade (Baumol 1967). 4 Tabela 3 artcpação dos Setores, de Acordo com Nível de Crescmento da rodutvdade, na Cração de ostos de Trabalho, Brasl, város períodos, (%) Dstrbução dos Setores por Categora de Acordo com a Taxa de Crescmento da rodutvdade em Cada eríodo Dados Baxo Médo Baxo Médo Alto Alto Total geral artcpação O ,45 24,80 28,53 22,22 100,00 Contrbução para Crescmento da O 70 a 80 28,87 29,84 23,44 17,85 100,00 Contrbução/artcpação 1,18 1,20 0,82 0,80 1,00 Méda Artmétca Crescmento da rodutvdade -16,80 24,62 67,85 167,35 56,81 artcpação O ,12 28,02 38,23 21,63 100,00 Contrbução para Crescmento da O 80 a 85 30,51 28,95 36,08 4,46 100,00 Contrbução/artcpação 2,52 1,03 0,94 0,21 1,00 Méda Artmétca Crescmento da rodutvdade -48,19-30,26-15,74 81,35-6,35 artcpação O ,62 25,80 36,67 17,91 100,00 Contrbução para Crescmento da O 85 a 96 34,30-1,95 75,13-7,48 100,00 Contrbução/artcpação 1,75-0,08 2,05-0,42 1,00 Méda Artmétca Crescmento da rodutvdade -4,10 44,21 82,32 394,83 119,48 artcpação O ,32 48,24 28,99 7,45 100,00 Contrbução para Crescmento da O 96 a 01 21,67 94,48 10,36-26,51 100,00 Contrbução/artcpação 1,41 1,96 0,36-3,56 1,00 Méda Artmétca Crescmento da rodutvdade -23,12-2,79 19,10 135,61 28,37 Fonte: Elaboração própra a partr do Censo Industral 1970, 1980 e 1985 e da IA 1996 e A Tabela 4 apresenta a estmatva para o Brasl das regressões rodadas por Fagerberg (2000) para Reno Undo e para a base da UNIDO. A varável dependente é varação do emprego no período e a varável ndependente varação do valor da transformação ndustral. À semelhança de Fagerberg (2000) parece haver uma redução ao longo do tempo da elastcdade do emprego 5 com relação à produtvdade. 6 Fca claro, portanto, que no período mas recente a dreção do progresso técnco apresenta um vés mas poupador de mão-de-obra do que no passado. Fagerberg (2000:404-5) nterpreta seu resultado afrmando que: no período anteror, ndústras caracterzadas por rápda mudança tecnológca também ncrementavam sua partcpação na produção e no emprego a taxas 4 Deve-se ressaltar que o trabalho de Baumol (1967) apresenta hpóteses bastante smplfcadoras quanto ao progresso técnco, não consderando ntrodução de novos produtos, cração de novos setores, entre outros. Não é estranho que obtenha uma tendênca à estagnação da economa. 5 Obtêm-se a relação a partr da ntrodução da substtução da varação da produtvdade na equação. 6 Conforme pode ser vsto, a súbta queda referente ao período de 1985 a 1996 não deve ser levada em consderação, dado o snal da varável VTI não ser sgnfcatvo. 9

10 rápdas.... Contudo, as ndústras lídres tecnológcas no atual período de estudo, sto é, eletrônca, não estão assocadas a mudanças na estrutura da demanda na mesma extensão.... Essa mesma abordagem pode ser dada ao caso braslero. Nesse caso, o processo de desenvolvmento naconal mplantou durante a década de 70 uma sére de ndústras que, por consegunte, tveram sua partcpação no produto e no emprego ncrementada. ode-se lustrar o argumento a partr da varação da partcpação do emprego dos setores de alto crescmento da produtvdade. Entre 1970 e 1980, os ses setores que mas ncrementaram sua produtvdade foram Materal Eletrônco, Vestuáro, Calçados e Artefatos de Tecdos, Construção e Montagem de Avões, Outros Transportes, Têxtl e Materal de Comuncações. Apenas Têxtl e Materal Eletrônco tveram redução de suas partcpações no emprego, no período. Têxtl parece ser um setor já nstalado e que fo modernzado. Dos setores que ncrementaram sua partcpação no emprego, apenas Vestuáro, Calçados e Artefatos de Tecdos já se encontrava consoldado no níco do período. As ndústras aeronáutca, de construção naval e de materal de comuncações estavam sendo mplantadas no período, razão para seu ncremento na partcpação no emprego. No entanto, para que o argumento se mantenha, os setores mas dnâmcos no período fnal devem, alternatvamente, reduzr sua partcpação no emprego e não devem ter, ao contráro do que ocorreu na década de 70, uma partcpação ncal desprezível. Dos ses setores que mas crescem a produtvdade entre 1996 e 2001, apenas dos tveram sua partcpação no pessoal ocupado ncrementada: Construção e Montagem de Avões e Materal Eletrônco. Os dos já tnham empresas fortemente consttuídas no período. Os demas setores dnâmcos são Combustíves e Lubrfcantes, Fumo, Materal de Comuncação e Extração de Mneras. Todos já tnham posção consttuída no níco do período e reduzem sua partcpação no emprego. Tabela 4 Regressão Varação do Valor da Transformação Industral contra Varação do essoal Ocupado Regressão Elastcdade do Emprego com Relação à rodutvdade Constante DVTI R2 ajustado ,13* 0,28* 0,666 0, ,10* 0,21 + 0,086 0, ,90* 0,03 0,057 0, ,89* 0,13* 0,671 0,15 *Sgnfcatvo a 1%. + Sgnfcatvo a 10%. 5. CONCLUSÕES O trabalho levanta dúvdas sobre a permanênca de uma trajetóra de crescmento da produtvdade após a abertura da economa. Anda que o período medato após as reformas nsttuconas da década de 90 tenha apresentado um forte mpacto sobre a produtvdade, seus efetos não parecem ser contínuos. A produtvdade cresce a taxas bastante pobres após O comportamento revelado pela produtvdade sugere a ocorrênca de um choque cujos efetos se reduzem com o tempo. 10

11 Não se pode dentfcar claramente a ocorrênca de bônus estrutural no período analsado. Apenas nos períodos ntermedáros de 1980 a 1985 e de 1985 a 1996, a mudança estrutural contrbu postvamente para o crescmento da produtvdade. Mesmo assm, a contrbução é pequena. Nos demas períodos, sua contrbução é negatva. Quando a mudança estrutural é decomposta em dos efetos (composção e especalzação dnâmca), pode-se perceber que o efeto composção apresenta efetos postvos em dos períodos, enquanto o efeto especalzação dnâmca é negatvo em três dos quatro períodos analsados. No geral, a cração de postos de trabalho parece se dar nos segmentos de menor crescmento da produtvdade. Os resultados apresentados parecem sugerr a confrmação de hpótese levantada por Fagerberg (2000) de que os setores líderes da economa parecem ter uma menor tendênca ao crescmento do emprego. A conjugação desses resultados com aqueles obtdos por Tmmer e Szrma (2000) e o própro Fagerberg (2000) parece sugerr que o período em que a mplantação de ndústras de alta produtvdade em países em desenvolvmento gerava, por s só, avanço da produtvdade. Um questonamento parece ser mportante de ser nvestgado em pesqusas futuras. A evdênca gerada de que os setores dnâmcos apresentam redução de sua partcpação no emprego pode nduzr ao pensamento de que exste uma possível tendênca à estagnação da economa. Corrobora com esta déa a evdênca levantada aqu e por Fagerberg (2000) de que os setores líderes não mas provocam mudança estrutural na demanda. Neste sentdo, é partcularmente mportante a redução da partcpação dos setores dnâmcos no emprego. 6. BIBLIOGRAFIA 1. Baumol W. Macroeconomcs of Unbalanced Growth: The Anatomy of an Urban Crss. Amercan Economc Revew, June Bonell, R. Labor roductvty n Brazl durng the 90 s. IEA, Texto para dscussão, n. 906, Ro de Janero, Chenery, H. Growth and Transformaton. In Chenery, H., Robnson, S. E Syrqun, M. Industralzaton and Growth. Oxford Un. ress, Oxford, Chenery, H., Robnson, S. E Syrqun, M. Industralzaton and Growth. Oxford Un. ress, Oxford, Fagerberg, J. Technologcal progress, structural change and productvty growth: a comparatve study. Structural Change and Economc Dynamcs, 11, , Ferraz, J. C. Kupfer, D. e Iootty, M. Made n Brazl: Industral Compettveness Tem Years after Economc Lberalzaton. In Hamaguch, N. A Study on the Ecbnuc Lberalzaton n Brazl: , IDE_JETRO, Chba, Ferrera,. e Ross, J. New Evdence from Brazl on Trade Lberalzaton and roductvty Growth. Internatonal Economc Revew 44(4), , Harberger, A. A vson of the growth process. Amercan Economc Revew, 88(1), 1-32,

12 9. Katz, J. Structural Change and Labor roductvty Growth n Latn Amercan Manufacturng Industres, , World Development, 28 (9), , Kusnetz, S. Modern Economc Growth: Fndngs and reflectons. Amercan Economc Revew, 63, , Muendler, M. A. Trade Technology and roductvty: A Study of Brazlan Manufacturers CESfo Workng aper Seres No. 1148, Renhardt, N. e eres, W. Latn Amerca s New Economc Model: Mcro Responses and Economc Restructurng, World Development, 28 (9), , Rocha, F. e Kupfer, D. Structural Changes and Specalzaton n Brazlan Industry: The Evoluton of Leadng Companes and the M&A rocess. The Developng Economes, vol. XL, 4, , Schor, A. roductvty: Competton, Emboded Technology and Heterogeneous Response to Tarff Reducton. Evdence from Brazlan Manufacturng Industres. NBER Workng aper No. W10544, June, Syrqun, M. atterns of Structural Change. In Chenery, H. E Srnvasan, T. Handbook of Development Economcs. Elsever, Syrqun, M. roductvty Growth and Factor Allocaton. Chenery, H., Robnson, S. E Syrqun, M. Industralzaton and Growth. Oxford Un. ress, Oxford, Wolff, E. Industral Composton, Interndustry Effects and the US roductvty Slowdown. The Revew of Economcs and Statstcs, 67(2), ,

13 7. ANEXOS Anexo 1 Compatblzação da Classfcação Censo Desagregação CNAE FGV Extração de Mneras Seção C 28 Transformação de Mneras Não Metálcos Metalurga Mecânca Materal Elétrco e Comuncações Materal Elétrco Eletrônco Comuncações Materal de Transporte Automóves, Camnhões e Auto-peças Outros Transportes Construção e Montagem de Avões Madera Mobláro apel e apelão Borracha Couros e eles Químca Químca-Fabrcação de produtos Químcos Dervados do rocessamento do etróleo, de Rochas Olegenas, do Carvão Mneral e do Álcool Fabrcação de produtos Químcos Dervados do rocessamento do etróleo, de Rochas Olegenas, do Carvão Mneral e do Álcool rodutos Farmacêutcos e Veternáros erfumara, Sabões e Velas rodutos de Matéras lástcas Têxtl Vestuáro, Calçados e Artefatos de Tecdos rodutos Almentares Bebdas Fumo Edtoral e Gráfca Dversas

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