Segurança Alimentar e Obesidade

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1 Riscos e Segurança Alimentar Segurança Alimentar e Obesidade Vítor Rosado Marques Ana M. P. Melo Luís F. Goulão Instituto de Investigação Científica Tropical, IICT-2013 Vítor Rosado Marques, Conferência apresentada no Ciclo de Encontros da Iniciativa Riscos FCG, Lisboa, 31 de janeiro 1

2 Riscos Associados à Pobreza e à Transição Nutricional Alteração do modo de vida nas sociedades IICT, 2013 Vítor Rosado Marques, Ana Melo, Luís Goulão FCG Lisboa, 31 de janeiro 2

3 Abertura de fronteiras, com a circulação de pessoas, produtos, capitais e serviços As distâncias geográficas deixam de ter importância As mesmas possibilidades para todos Um mundo melhor..!?!? Uma vida mais fácil..!?!?... 3

4 As Três Transições Transição Demográfica Envelhecimento acelerado das populações Urbanização Descida da fecundidade Transição Epidemiológica Mortalidade por Doenças Crónicas supera a Mortalidade por Doenças Transmissíveis (Encargo dobrado para os SNS) Transição Nutricional Mudanças no perfil alimentar e nutricional das populações 4

5 Grande disponibilidade de alimentos altamente energéticos e ricos em açúcar e sal Mais Alimentos Melhores Alimentos (?) Alteração das dietas locais, com a introdução de novos alimentos, em detrimento dos produtos locais e alteração dos processos de confeção 5

6 Riscos Associados à Pobreza e à Transição Nutricional Modificações no padrão e no tipo de alimentação, com consequências no estado nutricional das populações Têm um impacto diferente nos Países Industrializados (PI) e nos Países em Desenvolvimento (PED) PI PED Ocorreu há mais tempo Mais lenta Impacto mais gradual É um fenómeno mais recente Mais rápida Maior impacto População mais desprotegida IICT, 2013 Vítor Rosado Marques, Ana Melo, Luís Goulão FCG Lisboa, 31 de janeiro 6

7 Riscos Associados à Pobreza e à Transição Nutricional Disponibilidade Acesso Utilização IICT, 2013 Vítor Rosado Marques, Ana Melo, Luís Goulão FCG Lisboa, 31 de janeiro 7

8 Riscos Associados à Pobreza e à Transição Nutricional IICT, 2013 Vítor Rosado Marques, Ana Melo, Luís Goulão FCG Lisboa, 31 de janeiro 8

9 Redução da qualidade da Alimentação Redução da Atividade Física 1ªs Causas do Excesso de Peso e da Obesidade 9

10 Fatores de Risco Má alimentação Sedentarismo Ambiente familiar / Estilo de vida familiar Genética Stress Fatores pré e neonatais Fatores socioeconómicos Fatores ambientais / Ambiente Obesogénico 10

11 OMS Epidemia do Séc. XXI atinge 350 milhões de pessoas a Obesidade aumentou mais de 3x nos últimos 20 anos Mais de metade dos adultos e 1 em cada 5 crianças têm Excesso de Peso, destes 1/3 são Obesos Mais de 1 milhão de mortes são devidas a doenças relacionadas com o Excesso de Peso A Obesidade Infantil é hoje 10x maior do que nos anos 70 11

12 Estudo Nacional de Prevalência de Obesidade na Infância. Influência de Factores Sócio-Demográficos. C. Padez, IR(FCTUC), V. Rosado Marques(IICT), Mª I. M. M.CarvalhaleJ.J.B.V.Raposo(UTAD);P.A.A.S.Moreira(UniversidadedoPorto).FCT-2002 Estudo Nacional de Prevalência de Obesidade Infantil em Portugal, alterações de 2002 a Avaliação dos efeitos do Estilo de Vida e do Ambiente. C. Padez, IR (FCTUC), V. Rosado Marques (IICT), Mª Augusta Antunes (FCUL), Mª Teresa M. Fernandes (EU), Mª I. M. M. Carvalhal (UTAD), Mª P. M. Lopes (ESS, UA), I. V. Silva (Loughborough University, Leicestershire, UK). FCT

13 Portugal 2002: (7-9A,n=4511)31,6%/11,3%;Masc:29%;Fem:33% Dieta: Rica em gorduras, particularmente gorduras saturadas, açúcares e proteínas Pobre em hidratos de carbono e fibras Apresentavam um elevado défice de alguns micronutrientes (Ca, Vit.E, folato, molibdénio ) 2009: (7-9A,n=4143)30,4% Coimbra: 21,5%/ 5,3%; Masc: 23,2%;Fem: 30,2% Ambiente: Ambientes pobres e inseguros Prática de atividade física reduzida 13

14 Portugal 1997: (Ex.P- Adultos) 42,0% WHO Global Database on BMI 1999: (Ex.P- Adultos) 51,5% WHO Global Database on BMI : (Ex.P-Adultos) 53,6% ; H 60,2%; M 47,8% Do Carmo etal., : (Obes- Adultos) 14,2% The World Factbook, Resumo da Prevalência da Obesidade Crianças: 11% Adolescentes: 6% Adultos: 14% Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade, SPEO,

15 Portugal Consumo diário de fruta 11 A 13A 15A Fem 56% 45% 40% Masc 48% 40% 36% Consumo diário de vegetais 11 A 13A 15A Fem 21% 25% 22% Masc 30% 27% 32% Inequalities in young people s health, HBSC survey, WHO

16 PALOP 16

17 Cabo Verde M H MH M H MH Excesso de Peso + Obesidade 31% 43% 31% 37% Observatório Africano da Saúde AHO/WHO Obesidade 7% 15% 7% 11% Moçambique INE, 1997 Obesidade 1,7% 7,8% 17

18 Consequências Doenças Cardíacas Diabetes Alguns tipos de cancro Problemas de auto-estima Hipertensão arterial Colesterol Problemas ortopédicos Custos económicos A diabetes tipo 2 e outras doenças, como as coronárias, têm surgido em idades cada vez mais precoces 18

19 A Globalização e a Modernização não podem ser travadas, mas há políticas que podem atenuar os efeitos negativos que afetam a saúde nos países industrializados e nos menos desenvolvidos Excesso de Peso / Obesidade Múltiplas Causas Múltiplas Estratégias Investir na Prevenção e no Tratamento 19

20 Prevenção / Tratamento Atividade Física OMS -30 minutos Alimentação Equilibrada Pequeno almoço e consumo diário de fruta Estilo de Vida Saudável Adesão mais fácil na infância e na adolescência 20

21 Medidas Preventivas Incentivar a prática da Atividade Física Redução do IVA nos Health Centers Desporto Escolar Melhores condições para a prática da atividade física 21

22 Medidas Preventivas Alimentação Equilibrada Melhorar os menus escolares Aumento do consumo de fruta e vegetais Informação nutricional nos restaurantes 22

23 23

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