INCLUSÃO E EXCLUSÃO NO ÂMBITO ESCOLAR

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1 INCLUSÃO E EXCLUSÃO NO ÂMBITO ESCOLAR Fonte: 5_n.png? Discentes: Bruno Holmo Camila Rebouças Julia Imparato Natalia Mazzilli Thaís Dias

2 INTRODUÇÃO Neste trabalho abordaremos o tema inclusão e exclusão social na escola, considerando as contribuições de Jean Piaget, um eixo de extrema importância e necessário para a formação do profissional no âmbito escolar e também para a formação social do individuo. Igualdade não é de forma alguma tornar igual [...] Incluir não é nivelar e nem uniformizar o discurso e a prática, mas exatamente o contrário: as diferenças, invés de inibidas, são valorizadas. Portanto aluno-padrão não existe. Cada integrante deste cenário deve ser valorizado como é. (SANTOS, PAULINO p. 12)

3 O QUE É A EXCLUSÃO? São dificuldades ou problemas sociais que levam ao isolamento e até à discriminação de um determinado grupo. É considerado o ponto máximo atingível no decurso da marginalização, um processo no qual o indivíduo vai se afastando da sociedade através de rupturas consecutivas com a mesma. Fonte: n.png?

4 CAUSAS QUE LEVAM À EXCLUSÃO: A má distribuição de bens, tal como o acesso à cultura, lazer, educação, habitação, etc; A competitividade da cultura meritocrática, que menospreza os menos aptos; A cultura que leva a pensar que as diferenças são perigosas.

5 COMO COMBATER A EXCLUSÃO NA ESCOLA? Para que todos tivessem as mesmas oportunidades e direitos no âmbito escolar, criou-se o conceito de integração,, o qual defende que o indivíduo deve se inserir no ambiente, já estruturado, e adaptar-se a ele. Entretanto, tal conceito foi aprimorado e passou-se a defender a ideia de inclusão: : agora, o ambiente escolar deve se adaptar a todos os indivíduos e suas particularidades, disponibilizando diversos recursos para a sua aprendizagem.

6 Fonte:

7 Quando se fala em inclusão, há dois tipos complementares: Inclusão essencial: Essa assegura a todos os cidadãos de uma dada sociedade a participação e o acesso a todos os seus níveis e serviços. Está é uma questão que se prende com os direitos humanos e com a acepção básica de justiça social. Inclusão eletiva: Essa dimensão assegura que, independentemente de qualquer condição, um indivíduo tem direito de se relacionar e interagir com os grupos sociais que bem entender,, de acordo com o seu interesse e a partir de seus gostos.

8 Assim, às pessoas com doenças crônicas, com deficiência e outras características de risco, não basta que lhes seja dado um lugar de possível acesso na sociedade. É necessário que a perspectiva inclusiva se alargue até estar assegurada a possibilidade de escolha e opção. Essa possibilidade de opção poderá até chegar à recusa de aceitar o lugar que a sociedade preparou e previu para a sua colocação. (RODRIGUES, 2006, p. 12.)

9 O DIREITO À EDUCAÇÃO DE ACORDO COM A CONSTITUIÇÃO São fundamentos da República a cidadania e a dignidade do individuo (artigo 1, incisos II e III). Objetivos fundamentais: a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, cor, raça, idade e quaisquer outras formas de discriminação (artigo 3, inciso IV). Direito a igualdade (artigo 5 ). Direito de todos à educação (artigo 205 ).

10 A ESCOLA E AS DIFICULDADES DA INCLUSÃO A necessidade de inclusão escolar, já reconhecida e defendida por lei, também gera uma necessidade de organização da escola para receber e direcionar a aprendizagem de todos os tipos de alunos. Essa organização depende de ações políticas, pedagógicas, culturais e sociais, que facilitem e proporcionem a interação entre crianças com e sem necessidades especiais.

11 O Censo Escolar divulgado pelo INEP anualmente indicou no ano de 2005 um total de alunos com deficiência matriculados em escolas especiais e/ou classes especiais e escolas regulares e/ou classes comuns do sistema de ensino brasileiro. Entre esses alunos, possuem deficiência mental, possuem deficiência múltipla, possuem deficiência auditiva (surdez e deficiência auditiva) e possuem deficiência visual.

12 Observa-se que o percentual de crianças de 7 a 14 anos sem acesso à escola, que era de 5,5% (2000) em todo o Brasil, sobe para 11,4% se forem consideradas somente as crianças que possuem alguma deficiência. Esse quadro é ainda mais preocupante (39%) se forem consideradas só as crianças com paralisia ou falta de algum membro. De acordo com os dados apresentados pelo Censo do IBGE em 2000, pelo menos 179 mil crianças brasileiras que possuíam alguma deficiência, não estavam nas escolas e se encontravam privadas de seu direito ao ensino fundamental (UNICEF, 2005).

13 QUAL O PAPEL DO PROFESSOR NO PROCESSO DE INCLUSÃO? Na escola, para que seja possível reduzir os obstáculos que impedem o individuo de desempenhar atividades e participar plenamente da sociedade, é necessário muita criatividade e bom senso dos professores no cotidiano escolar, onde estes são fundamentais para o ensino e aprendizagem das crianças especiais. Muitas vezes a demanda da educação especial chega às escolas antes da capacitação profissional dos professores, dificultando o papel que deve ser desempenhado por eles. O professor [...] deve ser assessorado na construção dos saberes que envolvem a educação portadores de necessidades especiais, a fim de que a educação inclusiva de fato promova a aprendizagem de seus alunos e desenvolvimento de suas possibilidades. (SERRA p.31)

14 Fonte:

15 A CONTRIBUIÇÃO DE PIAGET A educação construtivista engloba essas questões, quando considera a interação pessoa/meio e a valorização dos papéis sociais, como elementos básicos do aproveitamento acadêmico do aprendiz. Por preconizar uma ensino escolar que se adapta as exigências curriculares às características e peculiaridades do processo educativos do aprendiz, constitui uma opção educacional que se ajusta aos requisitos de uma escolarização inclusiva, respeitando a idade cronológica do aluno deficiente, na formação das turmas escolares e ajustando-se às peculiaridades de seu desenvolvimento intelectual. (MANTOAN)

16 De acordo com a Teoria Construtivista, a aprendizagem depende diretamente da disposição do aluno para aprender e também sua individualidade. Isto entra em harmonia com a ideia de inclusão social, uma vez que os alunos a serem incluídos nas escolas tenham suas particularidades respeitadas, sintam-se motivados e possam progredir em sua aprendizagem. Além disso, de acordo com a proposta piagetiana, é ideal que haja interação entre os pares. Ou seja, que as crianças convivam e aprendam conjuntamente, ensinando-se mutuamente, de maneira que todos possam ser incluídos naturalmente, pelos próprios colegas. Fonte: Fonte:

17 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SANTOS, Mônica Pereira Dos. PAULINO, Marcos Moreira. Inclusão em educação. Editora Cortez: São Paulo RODRIGUES, David. Inclusão e Educação: Doze Olhares Sobre a Educação Inclusiva. Editora Summus: São Paulo MANTOAN, Maria Teresa Eglér. A Contribuição Piagetiana para a Pesquisa e a Reflexão Pedagógica. Ciclo de Debates

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