SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO DE ALAGOAS

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1 SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO DE ALAGOAS Indicadores dos Níveis de Atividade e Emprego mantém a tendência de queda na Indústria da Construção de Alagoas e do Nordeste no 3º Trimestre de º TRI/ Publicado em Novembro de 2016

2 2 SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO DE ALAGOAS DADOS Nível de atividade Os dados das Sondagens da Indústria da Construção de Alagoas e do Nordeste, para o terceiro trimestre de 2016, extraídos da pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), respectivamente para Alagoas e Nordeste, gráfico nº 1, registraram melhoria no nível de atividade usual, apesar dos números deste indicador ainda continuarem, para os meses em análise, bem abaixo da linha divisória dos 50 pontos, o que significa queda na atividade; e leve redução na utilização da capacidade operacional do setor, quando comparado ao segundo trimestre. Seguindo a mesma tendência, conforme gráfico nº 2, no final do terceiro trimestre de 2016 há melhoria nos indicadores de atividade como de emprego, inclusive em relação ao segundo trimestre, tanto em Alagoas como no Nordeste sendo no primeiro caso mais expressiva. Contudo, ainda é cedo para se afirmar que a melhora desses indicadores representa uma tendência, uma vez que ainda existe muita incerteza seja quanto ao ritmo do processo de recuperação da economia brasileira, seja do ponto de vista político. No que tange ao nível de Utilização da Capacidade de Operação (UCO), gráfico nº 3, há redução neste indicador tanto para Alagoas como Nordeste em relação ao segundo trimestre quando a média foi de 55,0%. Os dados do gráfico nº4 demonstram que os empresários da indústria da construção alagoanos e nordestinos, assim como no segundo trimestre, continuam pessimistas no tocante ao nível de atividade para os próximos seis meses quando comparado ao número de empregados e, no caso de Alagoas, este sentimento passa de otimista em junho em relação ao nível de atividade, com 52,4 pontos, para pessimista no terceiro trimestre. 01 Indicador do nível de atividade em relação ao usual e utilização da capacidade de operação da Indústria da Construção de Alagoas e Nordeste - Julho a Setembro CNI - Elaboração Núcleo de Pesquisa IEL/FIEA

3 3 SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO DE ALAGOAS 02 Indicadores do nível de atividade e emprego em relação ao mês anterior da Indústria da Construção Civil de Alagoas e Nordeste - Julho a Setembro Sondagem da CNI - Elaboração Núcleo de Pesquisa IEL/FIEA 03 Nível de Utilizaçao da Capacidade Operação - UCO (%) da Indústria da Construção de Alagoas e Nordeste - Julho a Setembro Sondagem da CNI - Elaboração Núcleo de Pesquisa IEL/FIEA

4 4 SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO DE ALAGOAS EXPECTATIVAS Número de empregados. Todavia, o fato das expectativas dos empresários se manterem abaixo dos 50 pontos, que significa retração para os indicadores, refletem um ambiente econômico ainda relativamente frágil em função do aumento paulatino na taxa de desemprego, que já alcança aproximadamente doze milhões de pessoas e com perspectiva de crescimento; mesmo em processo de desalavancagem, a taxa de endividamento das famílias ainda é muito elevada, em torno de 43% da renda, segundo o Banco Central, o que limita o seu potencial de consumo; o crédito tanto para famílias como para empresas ainda continua racionado principalmente com o aumento significativo da provisão de crédito duvidosos por parte dos bancos, com médias móveis trimestrais crescentes; além da dificuldade de acesso ao crédito, a redução gradual da taxa básica de juros praticada pelo BCB tem frustrado as expectativas dos empresários. Assim, em nível nacional, segundo a CNI, a baixa utilização da capacidade operacional, a fraca atividade e a difícil situação financeira das empresas do segmento da construção desestimulam os empresários a investir. O indicador de intenção de investimento ficou praticamente estável em 26,9 pontos, na passagem de agosto para setembro, permanecendo entre os menores níveis da série. 04 Indicadores do nível de atividade e emprego para os próximos seis meses da Indústria da Construção Civil de Alagoas e Nordeste - Julho a Setembro Sondagem da CNI - Elaboração Núcleo de Pesquisa IEL/FIEA

5 5 SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO DE ALAGOAS EXPECTATIVAS Insumos e matérias-primas. No tocante aos indicadores de compras de insumos e novos empreendimentos para os próximos seis meses, gráfico nº 5, as expectativas empresariais tem um comportamento distinto: no caso de Alagoas, para o segundo indicador se mantém muito próxima a 50 pontos enquanto o Nordeste só passa a apresentar redução do pessimismo em setembro. Em relação a compra de insumos Alagoas e Nordeste passam a ser menos pessimista e muito próxima a expectativas otimistas no último mês do trimestre. A estabilidade do segundo indicador demonstra que o empresário alagoano na média está menos pessimista que o nordestino. De maneira geral, as expectativas dos empresários alagoanos e nordestinos para ambos os indicadores no mês de setembro estão melhores que a dos empresários em nível nacional, com 45,0 e 45,5, respectivamente. 05 Indicadores do nível de compras de insumos e novos empreendimentos para os próximos seis meses da Indústria da Construção Civil de Alagoas e Nordeste - Julho a Setembro 2016 Sondagem da CNI - Elaboração Núcleo de Pesquisa IEL/FIEA

6 6 SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO DE ALAGOAS PROBLEMAS Apontados pela Indústria da Construção No mês de setembro do corrente ano, conforme gráfico nº 6, são apontadas pelos empresários alagoanos e nordestinos como os maiores problemas enfrentados pela Indústria da Construção as elevadas taxas de juros e inadimplência dos clientes. Não há dúvida que estes problemas refletem junto com demanda insuficiente e falta de financiamento de longo prazo os fatores apontados acima que tem contribuído para retardar a recuperação da economia brasileira, como elevado desemprego, insuficiência de crédito e baixa capacidade de endividamento das famílias e empresas, e taxa de inflação, apesar de cadente, ainda elevada. Para as empresas alagoanas a falta de capital de giro e a burocracia constitui outros problemas de peso importante enquanto que no caso das nordestinas a elevada carga tributária se destaca. Por fim, a carência de mão-deobra qualificada e de matéria-prima associadas a seu custo elevado e falta de capital de giro são apontados pelos empresários nordestinos e alagoanos como problemas a serem considerados. 06 Principais Problemas apontados pelos empresários da Indústria da Construção de Alagoas e do Nordeste - Julho a Setembro Sondagem da CNI - Elaboração Núcleo de Pesquisa IEL/FIEA

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