Filosofia Política Clássica

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1 Filosofia Política Clássica

2 Antiguidade Clássica - Platão Platão - seres humanos são divididos em três almas ou princípios de atividades: alma desejante que busca a satisfação dos apetites do corpo; alma colérica que defende o corpo contra as agressões do meio ambiente e de outros humanos; alma racional que se dedica ao conhecimento.

3 Antiguidade Clássica - Platão As pólis são divididas em três classes sociais: classe econômica dos proprietários de terra, artesãos, comerciantes; classe militar dos guerreiros; classe dos magistrados, encarregados da administração, do governo e da justiça na pólis;

4 Antiguidade Clássica - Platão Natureza Humana Desejo Coragem Razão Natureza da Pólis Classe Econômica Classe Militar Classe dos Magistrados A justiça acontece quando cada um aceita e respeita a classe que mais lhe cabe de acordo com sua alma. A sociedade justa é governada pelos filósofos, administrada pelos cientistas, protegida pelos guerreiros e mantida pelos produtores.

5 Antiguidade Clássica - Aristóteles Aristóteles o homem é um animal político, pois detém a linguagem ou a fala, e não simplesmente a voz. Pólis comunidade última. A mais importante, pois visa o bem comum. A comunidade política por natureza. A cidade deve realizar a justiça distributiva, que consiste em dar a cada um o que é devido e sua função é dar desigualmente aos desiguais para torná-los iguais.

6 Antiguidade Clássica - Aristóteles Justiça política depende do que cada cidade valoriza mais: honra - monarquia, virtude - aristocracia, igualdade - politeia. Sempre busca o Bem Comum. Formas degenerativas: tirania, oligarquia e democracia. Não busca o Bem Comum, mas interesses particulares.

7 Filosofia Política Moderna

8 Filosofia Política Moderna Maquiavel ( )

9 Filosofia Política Moderna Com Maquiavel: - política torna-se um campo autônomo, sem ser condicionada por princípios válidos a outros campos filosóficos, como a moral e a ética. - política se destaca do pensamento especulativo, ético e religioso.

10 Filosofia Política Moderna Não se preocupa como deveria ser o governo ou o governante ideal, mas o que interessa é: - como os homens governam? - qual o limite ao uso da violência para conquistar ou conservar o poder? - quando o poder se torna arbitrário?

11 Filosofia Política Moderna Principais características da política de Maquiavel: 1. Realismo político: a busca pela verdade efetiva das coisas. O "ser" e não o "dever ser" Contra a filosofia política de Platão, Aristóteles e Cícero. "Daí é necessário que um príncipe, desejoso de conservar-se, aprenda os meios de poder não ser bom e a fazer ou não uso disso, conforme as necessidades" (O príncipe)

12 Filosofia Política Moderna Principais características da política de Maquiavel: 2. Virtù e Fortuna: Virtù: força, vontade, habilidade, capacidade de dominar a situação. Fortuna: sorte ou destino. Árbitra de metade de nossas ações. Príncipe - deve se valer da virtú contra as intempestividades da fortuna.

13 Filosofia Política Moderna Tomás Morus ( )

14 Filosofia Política Moderna UTOPIA

15 Filosofia Política Moderna Utopia - "lugar que não existe" ou "aquilo que não existe em nenhum lugar" Capital: Amarouta - que evapora, que some como miragem.- Rio: anidro - sem água. Principe: Ademo - sem povo. - bastaria o homem seguir a razão e as leis da natureza para acabar com os males da sociedade.

16 Filosofia Política Moderna - não era um programa político, mas sim princípios que deveriam servir como normas. - não há classes sociais, nem diferença de status, as pessoas trabalhavam seis horas por dia para dar lugar ao lazer, não havia dinheiro, nem propriedade particular.

17 Filosofia Política Moderna O contratualismo Thomas Hobbes ( ) John Locke ( ) Jean-Jacques Rousseau ( )

18 Filosofia Política Moderna O contratualismo - Antes de criar a Sociedade Civil, os homens viviam em Estado de Natureza. - Estado de Natureza: situação pré-social na qual os indivíduos vivem isoladamente. - A passagem do Estado de Natureza para a Sociedade Civil se dá pelo Contrato Social, pelo qual os indivíduos renunciam à liberdade natural e transferem a um terceiro - o soberano - o poder de criar e aplicar as leis.

19 Filosofia Política Moderna O contratualismo Por que e como nasce o Estado? Estado de Natureza Contrato Social Estado Civil O Estado não é natural e sim socialmente construído por meio de um pacto, ou contrato, social.

20 Filosofia Política Moderna O contratualismo Thomas Hobbes e o Leviatã

21 Filosofia Política Moderna Filósofos do Absolutismo Jean Bodin ( ): O poder absoluto serve para fazer as leis sem estar sujeito a elas e nem às de seus predecessores. O rei não pode dar ordens a sim mesmo. Determinação divina. O rei não pode ser contestado pelos seus súditos. Jacques Bossuet ( ): O rei é o ministro de Deus e seu representante na Terra. O rei só deve dar explicações à Deus.

22 Thomas Hobbes e o Leviatã - Estado de Natureza - os indivíduos vivem isolados e em luta permanente. "A guerra de todos contra todos" "O homem é o lobo do homem" - Estado em que reina o medo, principalmente da morte violenta. - A vida não tem garantias, as posses não têm reconhecimento.

23 Thomas Hobbes e o Leviatã Os homens, por meio do contrato social, deixam a liberdade de lado em troca de segurança e proteção. Os homens reunidos numa multidão formam o corpo político - uma pessoa artificial criada pela ação humana e que se chama Estado. É preciso que todos os homens deleguem a um único homem (ou a uma assembléia) o poder de representá-los. Esse é um acordo entre os súditos e não entre os súditos e o soberano. O poder deste deve ser indivisível e absoluto.

24 John Locke e os três direitos inalienáveis Estado de Natureza - todos os homens nascem com três direitos naturais e inalienáveis: a vida, a liberdade e a propriedade (bens necessários para a conservação de ambas). Há um quarto direito que é a proteção a estes direitos naturais. O pacto social serve para que esses direitos sejam fortalecidos. O Estado nasce para assegurar os direitos naturais e inalienáveis dos homens.

25 John Locke e a propriedade privada

26 John Locke e a propriedade privada Como justificar a propriedade privada como um direito natural e o trabalho como legitimador da propriedade privada? Deus é um arquiteto que fez uma obra: o mundo. Como obra do trabalho divino, o mundo a Ele pertence. É seu domínio, sua propriedade. Deus criou o homem a sua imagem e semelhança, ao expulsá-lo do paraíso disse ao homem que ele teria o mundo com o suor de seu rosto. A primeira propriedade do homem é o seu corpo com o qual ele pode trabalhar e ampliar suas propriedades.

27 Jean-Jacques Rousseau e o Bom Selvagem Estado de Natureza: indivíduos vivem isolados pelas florestas sobrevivendo com que a natureza lhes dá. Estado de felicidade original.

28 Jean-Jacques Rousseau e a propriedade privada (UEL 2005) O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer isto é meu e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém!. (ROUSSEAU, Jean- Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Trad. de Lourdes Santos Machado. São Paulo: Nova Cultural, p. 87.)

29 Jean-Jacques Rousseau e a propriedade privada O Estado de Natureza rousseauniano se transforma em Estado de Sociedade (parecido com o Estado de Natureza hobbesiano) a partir do surgimento da propriedade privada. Os homens reunidos formam a vontade geral como corpo moral coletivo ou Estado. Os indivíduos criam-se a si mesmos como povo e é este que transfere os direitos naturais para que sejam transformados em direitos civis. Ou seja, o governante não é o soberano, mas representante da soberania popular. São cidadãos do Estado e súditos das leis.

30 Immanuel Kant ( ) Königsberg - Crítica da Razão Pura. - Crítica da Razão Prática. - Crítica do Julgamento.

31 A Crítica da Razão Prática Razão prática: - razão capaz de determinar a vontade e a ação moral; - a razão é suficiente por si só para mover a vontade e assim criar princípios e leis morais de valor universal. - Leis morais são imperativos categóricos.

32 A Crítica da Razão Prática Máximas - princípios práticos subjetivos - servem para aquele que propõe. Imperativos - princípios práticos objetivos - válidos para todos. Imperativos hipotéticos - determinam a vontade como condição - "se quiser passar de ano terá que estudar" Imperativos categóricos - determinam a vontade como vontade - "deve e pronto", "deves porque deves"

33 Imperativo categórico 1) Lei Universal: "Age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, através da tua vontade, uma lei universal." 2) Fim em si mesmo: "Age de tal forma que uses a humanidade, tanto na tua pessoa, como na pessoa de qualquer outro, sempre e ao mesmo tempo como fim e nunca simplesmente como meio". 3) Legislador Universal(ou da Autonomia): "Age de tal maneira que tua vontade possa encarar a si mesma, ao mesmo tempo, como um legislador universal através de suas máximas."

34 A Crítica da Razão Prática - Homem: natureza x liberdade. - Liberdade é a independência em relação à lei natural dos fenômenos. - Homem é livre por meio da razão, mas suas escolhas devem seguir a razão como um dever. Liberdade = Dever.

35 A Crítica da Razão Prática Lei moral kantiana - se dá pela forma e não pelo conteúdo. - Leis jurídicas: dirigidas às ações externas dos indivíduos. - Leis morais: dirigidas às ações internas dos indivíduos.

36 Contrato social kantiano Passagem do Estado de Natureza para a Sociedade Civil simplesmente por um comando a priori da razão e não por uma utilidade qualquer. (deontologia Teoria do dever ) - organizar-se segundo um direito; - adotar a forma republicana de governo; - estabelecer a paz internacional.

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