Fernando Carvalho Silva, D.Sc.

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO Fernando Carvalho Silva, D.Sc. Pró-Reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação da UFMA Ex-Coordenador da Região Norte do FOPROF Ex-Coordenador da Regional Norte do COPROPI Câmara dos Deputados Brasília Agosto de 2015

2 NÚMERO DE CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO POR REGIÃO REGIÃO Centro- Oeste TOTAL DE CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO Total M D F Nordeste Norte Sudeste Sul Brasil Fonte: SNPG, 2015 M - Mestrado Acadêmico D - Doutorado F - Mestrado Profissional

3 NÚMERO DE CURSOS DE MESTRADO PROFISSIONAL POR REGIÃO Fonte: SNPG, 2015 CONSIDERANDO A MÉDIA DE 50 DISCENTES EM CADA CURSO, AS IFES ATENDEM APROXIMADAMENTE UM TOTAL DE 30 MIL DISCENTES

4 OFERTA DE MESTRADO PROFISSIONAL NO BRASIL IES PÚBLICAS IES PARTICULARES 35% 65% Fonte: MORGADO, V.R.C

5 PORTARIA NORMATIVA Nº 17/MEC DE 28 DE DEZEMBRO DE 2009 Dispõe sobre o mestrado profissional no âmbito da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES. Art. 4º São objetivos do mestrado profissional: I - capacitar profissionais qualificados para o exercício da prática profissional avançada e transformadora de procedimentos, visando atender demandas sociais, organizacionais ou profissionais e do mercado de trabalho; II - transferir conhecimento para a sociedade, atendendo demandas específicas e de arranjos produtivos com vistas ao desenvolvimento nacional, regional ou local;

6 III - promover a articulação integrada da formação profissional com entidades demandantes de naturezas diversas, visando melhorar a eficácia e a eficiência das organizações públicas e privadas por meio da solução de problemas e geração e aplicação de processos de inovação apropriados; IV - contribuir para agregar competitividade e aumentar a produtividade em empresas, organizações públicas e privadas.

7 AUTOFINANCIAMENTO DOS MESTRADOS PROFISSIONAIS PORTARIA Nº 080/CAPES, de 16 de dezembro de 1998, dispõe sobre o reconhecimento dos mestrados profissionais e dá outras providências. Art. 6º.- Os cursos da modalidade tratada nesta portaria possuem vocação para o autofinanciamento. Este aspecto deve ser explorado para iniciativas de convênios com vistas ao patrocínio de suas atividades. PORTARIA NORMATIVA Nº 17/MEC DE 28 DE DEZEMBRO DE 2009 Art. 11 Salvo em áreas excepcionalmente priorizadas, o mestrado profissional não pressupõe, a qualquer título, a concessão de bolsas de estudos pela CAPES.

8 O Parecer CNE/CES nº 81/2003 e o Parecer CNE/CES Nº 112/2012 entende que o setor produtivo ou entidades governamentais interessados nesses cursos poderiam estabelecer convênios de cooperação para a transferência de recursos para as Universidades ofertantes. Os mestrados e doutorados acadêmicos recebem recursos financeiros e bolsas da CAPES, sendo portanto a sua oferta gratuita. Os mestrados profissionais não possuem nenhuma dotação orçamentária da união para a execução das suas atividades científicas e tecnológicas, portanto não se pode esperar que as Universidades públicas destinem recursos públicos para atividades que não façam parte de sua missão constitucional.

9 MODELOS DE FOMENTO DOS MESTRADOS PROFISSIONAIS Recursos próprios; Através de agências de fomento (Mestrados Profissionais de Ensino) Convênios com instituições públicas e contratos com empresas Patrocínio de instituições públicas ou privadas através de chamada pública.

10 CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO OU PÓS- GRADUAÇÃO LATO SENSU A Resolução CNE/CES nº 1, DE 8 DE JUNHO DE 2007 e a Resolução CNE/CES nº 1, DE 8 DE JUNHO DE 2007 estabelecem as normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização. Os cursos de pós-graduação lato sensu ou especialização são cursos não regulares(temporários) que tem como finalidade o aprimoramento profissional e interessam diretamente ao desenvolvimento individual do participante.

11 QUANTITATIVO DE CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO DE 09 UNIVERSIDADES FEDERAIS DAS REGIÕES NORDESTE E NORTE IFES NA REGIÃO NORDESTE 10 IFES NA REGIÃO NORTE UFC UFPE UFAL UFRN UFPA UFAM UFMA UFBA UFS Fonte: Sites das Pró-Reitorias TOTAL DE 460 CURSOS COM APROXIMADAMENTE 20 MIL DISCENTES EM 9 UNIVERSIDADES

12 NÚMERO DE CURSOS E DISCENTES DOS CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO DA UFMA NO PERÍODO 2007 A CURSOS DISCENTES 20% DOS RECURSOS DAS ESPECIALIZAÇÕES SÃO DIRECIONADOS AS AÇÕES DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E INOVAÇÃO DA INSTITUIÇÃO E 30% INVESTIDOS EM COMPRA DE EQUIPAMENTOS, MOBILIÁRIOS E PEQUENAS REFORMAS ATENDENDO A GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO.

13 AUTOFINANCIAMENTO DOS CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO OU PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU Entendimento manifestado no Parecer CNE/CES nº 364/2002. Os cursos de especialização concedem certificados, logo não conferem graus acadêmicos. São cursos temporários com características de extensão, que atendem necessidades individuais, não caracterizam qualquer processo contínuo ou regular de preparação formal, tampouco constituem requisitos obrigatórios e academicamente complementares à graduação.

14 O Parecer CNE/CES Nº 112/2012 ratifica a conclusão feita nos Pareceres Nº 364/2002, 81/2003 e 143/2004, ou seja Os cursos de pós-graduação lato sensu não se configuram como atividade de ensino regular e, por consequência, podem ser objeto de cobrança de taxas ou mensalidades pelas instituições federais de educação superior; O Art. 213, 2º da C.F, estipula que as As atividades universitárias de pesquisa e extensão poderão receber apoio financeiro do Poder Público, dentro de suas possibilidades e interesse, não sendo vedada, todavia, a cobrança de mensalidades para a realização de tais atividades pelas Universidades.

15 Recurso Extraordinário Nº GERAL DA UNIÃO - AGU da ADVOCACIA Considerando que a Pós-Graduação lato sensu não constitui curso regular, pois atende a demandas individuais especializadas de aperfeiçoamento profissional, afasta-se das finalidades precípuas das instituições públicas de ensino superior admitindo, por esta razão, a contraprestação pecuniária. Considerando que a Constituição Federal estabeleceu que as atividades universitárias de pesquisa e extensão poderão receber apoio financeiro do poder público (Art. 213, 2º), é inafastável a conclusão de que tais atividades podem ter outras fontes de financiamento, entre elas a mensalidade paga pelo aluno.

16 Agravo de Instrumento nº TRF5. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) entendeu ser possível a cobrança de matrícula e mensalidades em curso de pós-graduação lato sensu pela UFPE. No julgamento, o TRF5 entendeu que o artigo 206 da Constituição Federal deve ser interpretado com moderação, a fim de garantir solução razoável ao litígio e evitar a "paralisação imediata de todos os cursos e projetos correlatos, envolvendo cerca de 75 especializações e milhares de alunos".

17 CASO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS A 6ª turma de desembargadores do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, localizado em Brasília, decidiu, por unanimidade, considerar como "ilegítima" a cobrança de mensalidades nos cursos de pós-graduação em nível de especialização e MBA (da sigla em inglês, Master Business Administration) realizados em universidades públicas. Segundo a UFG, o TRF-1 teria dado interpretação equivocada não só ao artigo 206, incisos I e VI dacf, como também aos artigos 205, 208, I, II, VII e parágrafo 1º, além do 212, parágrafo 3º, todos da CF, que abordam o direito do cidadão à educação. Observa, também, que o STF ainda não debateu esta matéria em sua extensão. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a existência de repercussão geral na matéria suscitada no Recurso Extraordinário (RE) , em que a Universidade Federal de Goiás (UFG) se insurge contra decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que considerou inconstitucional a cobrança de mensalidade pela frequência de um curso de pós-graduação lato sensu em Direito Constitucional, oferecido pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

18 Redação do Art.206, inciso IV Proposição da PEC 395/2014: Art IV - gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais de educação básica e, na educação superior, para os cursos regulares de graduação, mestrado e doutorado.

19 Redação do Art.206, inciso IV Substitutivo da PEC 395/2014: Art IV - gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais de educação básica e, na educação superior, para os cursos regulares: a) de graduação b) de pós-graduação stricto sensu, salvo os cursos de mestrado profissionalizante.

20 UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO CONTATO: FERNANDO CARVALHO SILVA Mail: Tel: /8701 Cel:

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