LEVANTAMENTO DE DADOS E DESENVOLVIMENTO DE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "LEVANTAMENTO DE DADOS E DESENVOLVIMENTO DE"

Transcrição

1 LEVANTAMENTO DE DADOS E DESENVOLVIMENTO DE FERRAMENTAS PARA GERENCIAMENTO DE REDES DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO DATA ASSESSMENT AND TOOL DEVELOPMENT FOR MANING SANITARY SEWER SYSTEMS MARIA LÚCIA CALIJURI DS Engenharia Civil, Prof. Titular Universidade Federal de Viçosa LIGIANE ALVES DE SOUZA Estudante Graduação Universidade Federal de Viçosa JULIANA FERREIRA LORENTZ Estudante Graduação Universidade Federal de Viçosa PEDRO JOÃO ANTUNES DE SOUZA Estudante Graduação Universidade Federal de Viçosa EDUARDO MACEDO BHERING MS, Universidade Federal de Viçosa Recebido: 16/05/02 Aceito: 27/08/03 RESUMO As cidades brasileiras têm se deparado com graves problemas relacionados ao saneamento. Na maioria delas as redes coletoras apenas afastam os efluentes das residências e os lançam in natura nos corpos d água, elevando a sua contaminação e degradação, aumentando a incidência de doenças e internações hospitalares, e conseqüentemente comprometendo o abastecimento tanto em quantidade como na qualidade da água. Como a grande maioria dos municípios, Cachoeiro de Itapemirim (ES) lança esgoto in natura em seus córregos e no Rio Itapemirim, num total de 22 milhões de litros diários. Este artigo expõe detalhadamente as condições sanitárias do município, destacando suas deficiências, e apresenta o processo de levantamento de dados que foi conduzido com o objetivo final de promover a reabilitação da rede existente. O instrumental técnico utilizado e os diversos problemas encontrados nesta etapa são explicitados. Este levantamento serviu de base para o desenvolvimento de um conjunto de aplicativos computacionais que se mostraram de extrema utilidade no gerenciamento das redes de esgotamento sanitário. O artigo também relata a funcionalidade destes aplicativos e destaca a utilidade e importância de cada um. ABSTRACT Brazilian urban centers face serious sanitation-related problems. In most cities, the collecting systems only remove the effluents from the households, launching them untreated into the watercourses, increasing contamination and degradation, and consequently the incidence of diseases and hospitalizations. This severely compromises the quantity and quality of the water supply. As most Brazilian municipalities, Cachoeiro do Itapemirim (ES) launches 22 million liters of untreated sewage into the Itapemirim River and other streams. This article describes its sanitary conditions in detail focusing on its deficiencies and presenting the data survey process which was carried out to ultimately promote the rehabilitation of the existing sanitation network. The technical tool used and the various problems found at this stage are explained. This survey was the basis for the development of a set of computational tools, which were found to be extremely useful in the management of sanitation networks. The functionality of these tools is also reported, with emphasis on their usefulness and relevance. PALAVRAS-CHAVE: Esgotamento sanitário, aplicativos computacionais, sistema de informação geográfica. KEYWORDS: Sewage system, geographic information system (GIS), sanitary exhaustion. engenharia sanitária e ambiental 202

2 Ferramentas para gerenciamento de redes de esgoto sanitário INTRODUÇÃO Segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico realizada pelo IBGE em 2000, o Brasil possuía 87,9% de distritos atendidos por redes de água e 41,6% por redes de esgotos sanitários. No que se refere à água, a região melhor atendida é a sudeste (96,56%) e a pior a nordeste (82,68%). Se por um lado o atendimento é significativo para a água o mesmo não pode ser dito com relação ao esgotamento sanitário, onde ainda há muito por fazer. Na pesquisa acima mencionada, o IBGE constatou índice, de distritos atendidos por redes de coleta e afastamento de esgotos, de 82% para a região Sudeste, 30,25% para a Nordeste, 21,4% para a Sul, 12% para a Centro- Oeste e 5,77% para a Norte. Com o crescimento desordenado das cidades, as obras de saneamento têm se restringido ao atendimento de emergências: evitar o aumento do número de vítimas de desabamento, contornar o problema de enchentes, ou controlar epidemias de cólera ou dengue citado em Costa (2001). Estudos realizados por Heller (1997), revelam que a precariedade dos serviços de saneamento no Brasil, explica o agravamento de algumas enfermidades já controladas, o ressurgimento de outras já erradicadas e o descompasso entre o desenvolvimento econômico e o quadro da saúde pública. Em termos comparativos apresentados por Martins e Boranga (2002), a relação entre os investimentos em saneamento básico e a correspondente redução de despesas na área de saúde é da ordem de 1x3,5. Ainda que só 0,1% dos esgotos de origem doméstica seja constituído de impurezas de natureza física, química e biológica, e o restante seja água, o contato com esses efluentes e a sua ingestão é responsável por cerca de 80% das doenças e 65% das internações hospitalares. Atualmente, apenas 10% do total de esgotos produzidos recebem algum tipo de tratamento, os outros 90% são despejados in natura nos solos, rios, córregos e nascentes, constituindo-se na maior fonte de degradação do meio ambiente e de proliferação de doenças infecciosas e parasitárias como pode ser visto em Costa (2001). O esgotamento sanitário requer, portanto, não só a implantação de uma rede de coleta, mas também um adequado sistema de tratamento e disposição final. Combinado com políticas de saúde e habitação, o saneamento ambiental diminui a incidência de doenças e internações hospitalares. Por minimizar o comprometimento dos recursos hídricos disponíveis na região, o saneamento ambiental garante o abastecimento e a qualidade da água. A cidade de Cachoeiro de Itapemirim, ES, como a grande maioria das cidades brasileiras, apresenta condições sanitárias insatisfatórias. Apesar de afastar os efluentes das residências por meio de extensa rede coletora, os esgotos são lançados in natura nos corpos d água, contaminando e causando a completa degradação das águas superficiais, além de constituir-se em focos de disseminação de doenças relacionadas à água. CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA A concessão dos serviços de água e esgotos sanitários do município de Cachoeiro de Itapemirim (ES) teve início em 1998 e foi assumida pela Citágua Águas de Cachoeiro S.A. A concessionária é responsável pela gestão integral dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, no perímetro urbano, incluindo operação, conservação, manutenção, modernização, ampliação, expansão, cobrança direta aos usuários dos sistemas, estudos técnicos, serviços e obras necessárias para atingir as metas estabelecidas pelo período de 30 anos. Segundo JVJ (2001), o sistema atual de abastecimento de água é composto por uma estação de tratamento com capacidade de produção de 800L/s, trabalhando a uma vazão média de 470L/s. O volume de produção anual é de 16,9 milhões de m 3, o faturamento de 8,94 milhões de m 3, e as perdas da ordem de 35%. O rio Itapemirim, que abastece a cidade, apresenta alto índice de contaminação por esgotos sanitários, lixos e resíduos industriais. Em maio de 2001, a rede coletora de esgotos sanitários tinha cerca de 320km de extensão, com uma cobertura aproximada de 85% na sede do município, e 93% dos efluentes continuam sendo lançados in natura nos corpos d água ou redes de drenagem. O sistema de coleta é formado por rede específica de esgotos que está ligada, em diversos pontos, à rede pluvial e esse é um dos grandes problemas a ser resolvido, pois propicia a contaminação das águas pluviais, não possibilitando o controle das mesmas e, ao mesmo tempo, aumenta, consideravelmente a vazão de esgotos a ser transportada nos períodos de chuvas intensas. Um Plano Diretor de esgotos foi elaborado para definir e implantar o novo sistema, com vistas a atingir as metas estabelecidas na concessão. Esse Plano teve por objetivos a identificação e quantificação de todos os fatores intervenientes com o sistema de esgotos; o diagnóstico do sistema existente, considerando a situação atual e futura; o estabelecimento dos parâmetros básicos do projeto; identificação de soluções e descrição da alternativa selecionada; prédimensionamento das unidades do sistema e plano de implantação do projeto. A alternativa que apresentou as melhores condições previu a instalação de uma única estação de tratamento de esgotos ETE e a construção de dois interceptores ao longo do córrego Valão e do rio Itapemirim, direcionando o escoamento de toda a contribuição de esgotos da margem direita do rio Itapemirim, que representa cerca de 75% do volume total a ser tratado, por gravidade, até a estação elevatória principal e a contribuição da margem esquerda, que representa 25%, será transferida para o interceptor do rio Itapemirim com um mínimo de bombeamento. De acordo com JVJ (2001), a área de planejamento foi delimitada abrangendo o perímetro urbano de Cachoeiro de Itapemirim, e após estudos da macro drenagem, a região foi dividida em dezoito bacias de contribuição. A figura 1 apresenta as bacias de contribuição da área urbana. De acordo com JVJ (2001), a rede coletora existente foi separada por bacias e cadastrada de acordo com as normas estabelecidas pela ABNT, com vistas a passarem por um processo de reabilitação para possibilitar o seu total aproveitamento, tornando-as operacionais, eliminando os pontos de interligação e lançamentos indevidos. Cada bacia, após reabilitação das redes coletoras de esgotos, contará com redes coletoras tronco que foram pré-dimensionadas para escoamento total das contribuições até os interceptores. Na elaboração do Plano Diretor de esgotos sanitários constatou-se que, não existe padrão de ligação, não são utilizadas caixas de gordura entre a economia e a rede coletora, e as drenagens de água de chuva dos telhados são interligadas ao sistema de esgotos. Os poços de visita não são padronizados e as distâncias entre eles não obedecem às Normas Brasileiras, bem como suas localizações muitas vezes são engenharia sanitária e ambiental 203

3 Calijuri, M. L. et al. inadequadas. Existem cerca de quatro mil poços de visita (PVs), muitos deles enterrados e com tampa de concreto, propiciando entrada de água de infiltração e carreamento de materiais sólidos para o sistema de esgotos. As operações de manutenção da rede coletora são feitas com grandes dificuldades e são realizadas apenas manutenções corretivas, pois ainda não é possível o estabelecimento de um programa de manutenção preventiva. O planejamento das obras referentes ao sistema de esgotos sanitários estabeleceu o atendimento de cerca de 15% da população a partir de janeiro de 2003 passando gradativamente para 40% em junho de 2003 atendendo 85% da população, até dezembro de As obras obedecem a seqüência de implantação gradativa, começando pela estação de tratamento, em construção à jusante da cidade, continuando pela estação elevatória principal de esgotos sanitários e de trechos do interceptor do rio Itapemirim. Gradativamente, serão reabilitadas as redes coletoras e construídos coletores tronco por bacia de contribuição, sempre no sentido de jusante para montante. MODELO DE DADOS PARA A REPRESENTAÇÃO DA REDE DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO Figura 1 - Bacias de contribuição da área urbana de Cachoeiro de Itapemirim, ES. pais da escolha foram a facilidade de uso do software, a compatibilidade do formato de dados do ArcView o formato shape com vários outros SIGs e a familiaridade do pessoal envolvido no projeto com o software. Além disto, o ArcView trás embutido em seu ambiente, um editor de scripts que permite automatizar tarefas, através de uma linguagem de programação chamada Avenue. O banco de dados geográfico foi, então, estruturado em dois temas básicos: um para o armazenamento dos trechos de rede e outro para os pontos notáveis. Estes pontos notáveis representam uma generalização dos vários tipos de elementos pontuais presentes na rede, tais como os já mencionados pontos de coleta de esgotos, pontos de lançamento dos efluentes, poços de visita, etc. Um campo no banco de dados indica o tipo do ponto. Um atributo importante dos pontos notáveis é a cota, útil em cálculos hidráulicos e em outras análises. A figura 2 mostra uma tela do ArcView com os temas, pontos e trechos e suas respectivas tabelas de atributos. Esta interface foi o mecanismo básico de entrada e edição dos dados espaciais e tabulares do sistema durante o levantamento. Tomou-se o cuidado de se manter a consistência lógica dos dados, garantindo que todo trecho de rede estivesse relacionado a um ponto notável no seu extremo inicial e a outro no seu extremo O sucesso do projeto se deu devido a vários fatores, entre eles a qualidade do trabalho de modelagem conceitual dos dados. Segundo Ullman (1982), um modelo de dados é uma descrição geral de um conjunto específico de entidades e os relacionamentos existentes entre estes conjuntos de entidades. A eficiência e consistência do banco de dados e, conseqüentemente, dos sistemas que o utilizarão, dependem diretamente de uma modelagem acertada. A modelagem do projeto consistiu na identificação dos elementos, atributos e relacionamentos presentes na rede de esgotos sanitários e considerados relevantes para compor a solução do sistema; sendo de grande importância nesta etapa, um envolvimento dos responsáveis pela modelagem com o ambiente a ser transportado para o modelo. O que se segue é uma descrição geral do sistema analisado, ponto de partida para montar a estrutura lógica do banco de dados. Para a implantação física do banco de dados, optou-se por utilizar o SIG ArcView, da ESRI. Os motivos princifinal, sempre com a preocupação de indicar a correção topológica dos dados e o sentido real do fluxo do esgoto. CADASTRAMENTO DAS REDES COLETORAS A necessidade do cadastramento das redes coletoras foi identificada logo no início do levantamento de dados para o Plano Diretor, devido à falta de sistematização e a deficiência do cadastro do sistema de esgotos existentes. Foi feita a opção pela reabilitação da rede existente, uma vez que sempre foi descartada a substituição total dos 320km atuais. Em conjunto com o cadastramento da rede foram levantados outros elementos, como postes e pontos de amarração e de referência (pontos que representam elementos do ambiente que auxiliam na localização da rede, como uma árvore, por exemplo). Além disso, o levantamento dos pontos de meio-fio permitiu a localização espacial das quadras e a medição das larguras das calçadas possibilitou definir o alinhamento predial. Estes dados foram coletados paralelamente ao levantamento da rede propriamente dita, utilizandose aparelhos GPS. Durante o processo de levantamento da rede de esgoto, houve a preocupação em coletar-se as cotas dos elementos que a compõem; o que permitiu a geração do modelo de elevação digital do ter- engenharia sanitária e ambiental 204

4 Ferramentas para gerenciamento de redes de esgoto sanitário reno. Esta informação é extremamente valiosa em projetos de redes de esgotamento sanitário, pois é uma peça importante para a análise do sistema existente e a elaboração de novos projetos. Os dados digitais podem ser reconstituídos em escala 1:1000, facilitando em muito os trabalhos. O processo de levantamento demandou um período de doze meses e teve como principal objetivo identificação, quantificação e caracterização das redes coletoras. Este consistiu em referenciar espacialmente o PV e identificar os trechos de rede que nele chegam e que dele partem. Logo no início dos trabalhos, percebeu-se que encontrar os PVs não seria uma tarefa tão simples, já que muitos estavam enterrados. A previsão inicial era que dos PVs, 30% estariam enterrados e 70% visíveis. Esta expectativa mostrou-se totalmente incompatível com a realidade encontrada, já que, ao contrário do que se imaginava, aproximadamente 70% dos poços se revelaram inacessíveis. Este fato, por si só, causou um atraso na execução do projeto, pois a localização desses poços exigiu um tempo ainda maior porque as primeiras técnicas empregadas não apresentaram bons resultados. Na localização dos PVs foi utilizado, inicialmente, um detector de massa metálica, justificado pelo fato da grande maioria dos PVs possuir tampões de ferro. Alguns problemas encontrados levaram ao abandono da técnica, como a existência de tampas não metálicas e a presença de corpos estranhos identificados pelo detector. Como alternativa foi utilizado o equipamento de diagnóstico conhecido por Seesnake, que apresentou bons resultados. O Seesnake é composto por uma sonda dotada de uma câmera de vídeo e um emissor de sinais. A partir de um PV, com localização conhecida, introduz-se a sonda na tubulação e o trecho passa a ser monitorado, em superfície, pelo monitor do equipamento até a identificação visual de um ponto notável e a emissão, pela sonda, de um sinal captado pelo receptor em superfície. No momento em que a posição da sonda é identificada pelo receptor de sinais define-se com precisão a localização do ponto. A figura 3 mostra o esquema de operação do Seesnake. Após a localização do ponto, e para facilitar a identificação e acesso futuro com vistas a inspeção e manutenção do sistema, na grande maioria das vezes, o pescoço do PV foi levantado e nivelado até a cota do greide da rua. Figura 2 Interface de entrada e edição dos dados no SIG ArcView. Procedia-se então a inspeção do poço de visita, com o cadastramento dos trechos que chegavam ao PV e o trecho que saia, anotando-se, para cada um deles, os materiais, diâmetros, e respectivas cotas, além de seu croqui. Figura 3 Esquema de Operação do Seesnake. LIGAÇÃO COM A BASE DE DADOS COMERCIAL O projeto também envolveu o mapeamento urbano do município de Cachoeiro de Itapemirim. Inicialmente foram levantadas as quadras com GPS. Paralelamente, a largura das calçadas e as frentes de lotes foram medidas de maneira convencional, com o uso de trenas. A partir das quadras levantadas e das medidas coletadas, foi gerado o alinhamento predial e, em seguida, um software desenvolvido pelos especialistas em Computação envolvidos no projeto tratava de quebrar o entorno do alinhamento predial para gerar as testadas. Este software foi denominado de Gerador de Testadas e foi criado utilizando a ferramenta de programação Borland Delphi. Nesta etapa, foi aplicado um Boletim de Cadastro de Consumidores de Água (BCCA) envolvendo questões como forma de armazenamento da água, quantidade de moradores no domicílio, tipo de ligação e número do hidrômetro. Por fim, ocorria a associação das ligações cadastradas na base de dados comercial com as testadas recém-identificadas obtendo-se como produto final um conjunto de dados interligados e espacializando os dados acerca do consumo de água. Uma informação importante conseguida por meio desta interligação de dados é a estimativa da vazão de esgoto, que é proporcional ao consumo de água (coeficiente de retorno esgoto/água = 0.8, conforme indicação da NBR 9649 da ABNT). Também é nítida uma melhoria na qualidade dos serviços prestados aos usuários. No caso de necessidade de manutenção em um ponto da rede, é possível engenharia sanitária e ambiental 205

5 Calijuri, M. L. et al. identificar todos os usuários afetados pelo serviço e dimensionar o seu impacto. O setor de projetos passa a ter à sua disposição dados quantitativos que permitem identificar e planejar as obras de maior benefício para a população. Os funcionários da companhia saem do escritório conhecendo a localização exata do consumidor, tornando mais rápido o atendimento. É possível identificar pontos críticos na rede e providenciar seu reparo, antecipando possíveis problemas. O tempo médio de atendimento aos serviços solicitados pelos usuários é minimizado, pois os técnicos, ao acessarem o sistema, têm informações como localização, diâmetro e material da rede. FERRAMENTAS IMPLEMENTADAS A aplicação da tecnologia da informação, segundo Chiara (1999), no gerenciamento de infra-estrutura é uma ferramenta efetiva para otimização, operação e manutenção do gerenciamento de sistemas de engenharia. Como mais de 75% dos dados de sistemas de abastecimento de água e de esgotos sanitários possuem características espaciais (localização) os benefícios trazidos pelo levantamento georeferenciado passam pela utilização de um sistema de informação geográfica como ferramenta, entre outras, para modelagens e simulações. Uma característica de destaque deste projeto é que a equipe envolvida não se limitou ao papel de mera usuária de sistemas de informática, mas tratou de desenvolver e customizar aplicativos para atender as demandas que surgiram ao longo do projeto. Esta metodologia representou um ganho em eficiência sem provocar aumento nos custos. Segue uma descrição destes aplicativos, explicando sua funcionalidade e desenvolvimento. Conversor de dados para o SANCAD O SANCAD é um aplicativo que funciona em conjunto com o AutoCAD e é bastante popular entre as companhias de saneamento, utilizado especificamente no projeto de redes. Diante da necessidade de utilizá-lo para executar cálculos hidráulicos, foi desenvolvido um conversor de dados espaciais armazenados no formato Shape do ArcView para o formato DXF do AutoCAD. Como já foi explicado anteriormente, o ArcView traz um ambiente de programação que possibilita a automatização de tarefas. O conversor de dados para o SANCAD foi desenvolvido neste ambiente, como um script do Arc View. Conversor de dados para o formato Shape3D O formato Shape é o formato padrão de dados do ArcView. O Shape é um formato vetorial para armazenamento de pontos, linhas e polígonos, onde cada coordenada é armazenada em duas dimensões, correspondentes à latitude e longitude. Quando há a necessidade do armazenamento da cota dos pontos, geralmente este dado é armazenado em um campo da tabela de atributos associada ao Shape. Uma variação deste formato é o Shape3D, onde cada ponto é representado nas suas três dimensões. Foi implementada uma ferramenta que executa a conversão de Shape para Shape3D. O formato Shape3D aumenta a quantidade de consultas e análises possíveis sobre os dados, principalmente com a utilização da extensão ArcView 3D Analyst. Este conversor também foi implementado como um script do ArcView. Ferramenta para verificação da consistência física dos trechos de rede Durante o processo de levantamento e lançamento dos dados coletados para o meio digital, surgiu a necessidade da implementação de uma ferramenta que avaliasse a consistência dos dados, com o objetivo de gerar uma malha reticular coerente, com a presença de todos os trechos e pontos, além do correto relacionamento de cada trecho aos seus pontos inicial e final. Este processamento ocorreu dentro do próprio ArcView e foi automatizado na forma de scripts. Para cada trecho no tema trechos de rede, o procedimento de consistência localiza um ponto nas proximidades do seu extremo inicial e outro nas proximidades do seu extremo final. Caso o ponto seja localizado, o trecho é modificado para que a posição dos seus extremos coincida exatamente com a posição dos pontos localizados. Além disto, a tabela de atributos do trecho é atualizada para que ele referencie corretamente os pontos localizados. A figura 4 ilustra o processo. A não localização do ponto inicial do trecho pela ferramenta de consistência pode significar que o seu início representa uma ponta seca, isto é, o início do processo de coleta do esgoto. Já se o ponto final não é localizado, é possível que se trate de uma ponta de descarga, o ponto de lançamento dos efluentes. A ferramenta trata de inserir estes pontos na base de dados, caso o usuário confirme a sua criação. Estes pontos não são coletados em campo, sendo função da ferramenta criálos neste procedimento de consistência. Outra possibilidade é a existência de dois trechos seqüenciais não conectados por um poço de visita. A ferramenta de consistência física identifica estes trechos e os une em um único trecho na base de dados. Isto é feito com o objetivo de gerar uma malha de trechos sempre interligados por pontos representativos dos elementos presentes na rede. Um campo na tabela de atributos armazena as características material, diâmetro e comprimento dos trechos que foram apagados da base de dados e unificados no novo trecho. Ferramenta para verificação da consistência lógica Foi desenvolvido um script do ArcView para procurar por inconsistências que podem ser geradas por erro no levantamento ou por erro de digitação, como: cota final do trecho maior que a cota inicial; profundidade inicial ou final do trecho nula; diâmetro do trecho nulo; material do trecho não está cadastrado ou é inválido. A ferramenta varre o arquivo procurando estas inconsistências e gera o resultado na forma de um relatório, na tela do usuário, que pode ser salvo em um arquivo texto para futuras consultas. Consulta Visual aos Poços de Visita Todo poço de visita identificado foi minuciosamente analisado e suas características relevantes (trechos conectados, profundidade, diâmetro, material da tampa, material da parede, estado de conservação, cota da tampa) coletadas para inclusão na base de dados. Duas ferramentas foram desenvolvidas no ArcView para apresentar, de maneira gráfica e intuitiva, dados desses poços, uma para a geração da vista superior e outra para a vista lateral do poço de visita, apresentadas na figura 5. Todos os elementos são representados mantendose a correta proporção entre si, de acordo com as informações medidas em campo e armazenadas na base de dados. Este tipo engenharia sanitária e ambiental 206

6 Ferramentas para gerenciamento de redes de esgoto sanitário de consulta é útil nos trabalhos das equipes de manutenção. Quando despachada para determinada área, a equipe pode levar relatórios impressos contendo informações a respeito da rede. E a inclusão de esboços nestes relatórios facilita o entendimento do problema e pode tornar o trabalho da equipe mais eficiente. Formulário para consulta e alteração na base de dados A forma convencional de consultar e alterar dados no ambiente do ArcView se dá acessando diretamente a tabela de atributos associada ao arquivo Shape que contém o objeto espacial. Ao longo dos trabalhos, este procedimento se revelou pouco prático e inseguro. Partiu-se, então, para o desenvolvimento de uma ferramenta que exibisse os dados na forma de um formulário e que também permitisse sua modificação, como pode ser visto na Figura 6. Esta solução foi desenvolvida dentro do próprio Arcview, também com o uso de scripts, e tornou o trabalho mais eficiente, diminuindo a quantidade de erros na fase de lançamento dos dados descritivos levantados em campo. Figura 4 Dois trechos de rede antes e após a execução do procedimento de consistência física Figura 5 Vista superior e lateral do poço de visita. Gerador do perfil da rede de esgoto Foi desenvolvida no ArcView uma ferramenta que gera o perfil de trechos da rede, selecionados pelo usuário, incluindo as distâncias entre os poços de visita, as cotas da tampa e do fundo, e também as cotas de início e fim de cada trecho de rede, apresentada na Figura 7. O perfil pode ser impresso e servir de referência para os trabalhos da equipe de manutenção, juntamente com as vistas laterais e superiores dos poços de visita. Figura 6 Formulário para consulta e alteração dos dados descritivos associados ao objeto espacial. MAPVIEW Foi desenvolvido um módulo de consulta aos dados, denominado MapView, que trabalha de forma independente do ArcView; implementado com a ferramenta de desenvolvimento Borland Delphi, utilizando o componente MapObjects, que permite a inclusão de recursos de SIG nos aplicativos por ele gerados. Este módulo foi criado com o objetivo de reduzir o custo do software disponibilizado para consultas às bases de dados, uma vez que a maior parte dos usuários necessitava apenas Figura 7 Perfil da rede de esgoto engenharia sanitária e ambiental 207 Vol. 8 - Nº 4 - out/dez 2003,

7 Calijuri, M. L. et al. visualizar algumas informações, sem a necessidade de alterar a base de dados e executar consultas elaboradas. O sistema permite a visualização de arquivos no formato Shape e a consulta aos dados descritivos associados a estes arquivos. A Figura 8 exibe uma tela do sistema com os temas trechos de rede e poços de visita. Algumas ferramentas desenvolvidas para uso no ArcView foram transportadas para o MapView, permitindo a consulta aos poços de visita ilustrado na Figura 9. CONCLUSÃO O processo de levantamento de dados, necessário à reabilitação da rede existente proporcionou o desenvolvimento de metodologias, procedimentos e um conjunto de aplicativos computacionais para o gerenciamento de redes de esgotamento sanitário. Tanto as metodologias quanto os aplicativos, desenvolvidos e implementados, mostraram-se eficientes, gerando melhorias e agilizando o atendimento aos usuários, sem contar a melhora no fluxo de informações dentro da companhia. Os aplicativos foram desenvolvidos à altura das necessidades da empresa, auxiliando na otimização do trabalho, reduzindo custos, pois as atividades são prédefinidas, ou seja, um veículo sai pra campo conhecendo o problema a ser resolvido. Figura 8 Visualização do sistema MapView. AGRADECIMENTOS Os autores agradecem ao engenheiro Luciano Lorentz que coordenou os trabalhos de cadastramento, e a Diretoria e equipe técnica da Citágua, pela oportunidade de participação no trabalho de reabilitação da rede de esgoto. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Figura 9 Consulta a um poço de visita em três dimensões. COSTA, A.J. F. Desenvolvimento Urbano. Saneamento Ambiental. Disponível em: federativo.bndes.gov.br/dicas/d005.htm. Acesso em: 12/09/2001. CHIARA, C. T. GIS e Modelagem Hidráulica Gerenciando o Sistema de Coleta e Transporte de Esgotos. In: TSUTIVA, M. T.; SO- BRINHO, P. A. Coleta e Transporte de Esgoto Sanitário. Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. São Paulo, p. HELLER, L. Saneamento e Saúde. Brasília: OPS/ OMS, JVJ Consultores Ltda. Engenharia Ambiental Saneamento Hidráulica. Plano Diretor de Esgotos de Cachoeiro de Itapemirim. Cachoeiro do Itapemirim, p. MARTINS, G.; BORANGA, J. A. Saneamento. Passando a história a limpo. Disponível em: Acesso em: 12/03/2002. ULLMAN, J. D. Principles of Database Systems. 2. ed. Rockville: Computer Science Press, Endereço para correspondência: Maria Lúcia Calijuri Universidade Federal de Viçosa Av. PH Rolfs, s/n - Campus UFV CEP: Viçosa - MG Tel.: (31) Fax (31) engenharia sanitária e ambiental 208

O sistema ora descrito apresenta as seguintes unidades operacionais:

O sistema ora descrito apresenta as seguintes unidades operacionais: A elevatória apresenta três conjuntos moto-bombas (Foto 3), dos quais dois operam em paralelo, ficando um de reserva, cada um associado a um motor elétrico de 150 cv de potência e recalcando uma vazão

Leia mais

3.9 VISCONDE DE RIO BRANCO

3.9 VISCONDE DE RIO BRANCO 3.9 VISCONDE DE RIO BRANCO Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul Em Visconde de Rio Branco, o sistema público de abastecimento de água é operado e mantido pela

Leia mais

3.3 CATAGUASES. Quanto ao sistema de esgotamento sanitário, a responsabilidade pela sua operação e manutenção cabe a Prefeitura local.

3.3 CATAGUASES. Quanto ao sistema de esgotamento sanitário, a responsabilidade pela sua operação e manutenção cabe a Prefeitura local. Da caixa de areia a água chega às quatro câmaras onde estão interligadas as tubulações de sucção das bombas, essas unidades de bombeamento são em número de quatro, cada uma com capacidade de recalque de

Leia mais

SISTEMAS DE TRATAMENTO DE ESGOTOS SANITÁRIOS PROJETO, IMPLANTAÇÃO E OPERAÇÃO DA ETE - ROTEIRO DO ESTUDO

SISTEMAS DE TRATAMENTO DE ESGOTOS SANITÁRIOS PROJETO, IMPLANTAÇÃO E OPERAÇÃO DA ETE - ROTEIRO DO ESTUDO SISTEMAS DE TRATAMENTO DE ESGOTOS SANITÁRIOS PROJETO, IMPLANTAÇÃO E OPERAÇÃO DA ETE - ROTEIRO DO ESTUDO Projetos de interceptor, emissário por gravidade, estação elevatória de esgoto e linha de recalque,

Leia mais

Sistema de Informação da Rede de Infra-Estrutura Sanitária de Cachoeiro de Itapemirim-ES

Sistema de Informação da Rede de Infra-Estrutura Sanitária de Cachoeiro de Itapemirim-ES Sistema de Informação da Rede de Infra-Estrutura Sanitária de Eduardo Macedo Bhering 1 Mestrando em Ciência da Computação pelo Convênio DCC-UFMG/DPI-UFV, Bacharel em Informática pela Universidade Federal

Leia mais

INSTRUÇÕES PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE LOTEAMENTO URBANO

INSTRUÇÕES PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE LOTEAMENTO URBANO SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO GUANHÃES MG INSTRUÇÕES PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE LOTEAMENTO URBANO SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO

Leia mais

II-338 PLANO DE MELHORIA OPERACIONAL DO SISTEMA INTEGRADO DOS COLETORES TRONCO DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO

II-338 PLANO DE MELHORIA OPERACIONAL DO SISTEMA INTEGRADO DOS COLETORES TRONCO DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO II-338 PLANO DE MELHORIA OPERACIONAL DO SISTEMA INTEGRADO DOS COLETORES TRONCO DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO Antônio Simões Teixeira Filho (1) Engenheiro Civil / Sanitarista pela Pontifícia Universidade

Leia mais

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTOS DE ITAPIRA

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTOS DE ITAPIRA NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO PARA LOTEAMENTOS URBANOS 1 DO OBJETIVO A presente Norma estabelece os requisitos mínimos a serem obedecidos

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS - UFPEL CENTRO DE ENGENHARIAS - CENG DISCIPLINA: SISTEMAS URBANOS DE ÁGUA E ESGOTO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS - UFPEL CENTRO DE ENGENHARIAS - CENG DISCIPLINA: SISTEMAS URBANOS DE ÁGUA E ESGOTO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS - UFPEL CENTRO DE ENGENHARIAS - CENG DISCIPLINA: SISTEMAS URBANOS DE ÁGUA E ESGOTO SISTEMAS DE ESGOTO SANITÁRIO Prof. Hugo Alexandre Soares Guedes E-mail: hugo.guedes@ufpel.edu.br

Leia mais

3.5 SANTOS DUMONT. Quanto ao sistema de esgotamento sanitário, sua operação e manutenção cabe a Prefeitura local, através da Secretaria de Obras.

3.5 SANTOS DUMONT. Quanto ao sistema de esgotamento sanitário, sua operação e manutenção cabe a Prefeitura local, através da Secretaria de Obras. Esta unidade compõe-se de três conjuntos moto-bombas idênticos, dos quais dois operam em paralelo, ficando o terceiro como unidade de reserva e/ou rodízio. Estão associados, cada um, a um motor elétrico

Leia mais

TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA. Nº. 016/ 2012 CREA/MG E FUNASA Setembro/2013

TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA. Nº. 016/ 2012 CREA/MG E FUNASA Setembro/2013 TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA Nº. 016/ 2012 CREA/MG E FUNASA Setembro/2013 S Capacitação de Técnicos e Gestores para Elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico Módulo I Sistema de Esgotamento Sanitário

Leia mais

Declaramos concordar com as condições estabelecidas no Regulamento para Apresentação de Trabalhos Técnicos na 38º Assembléia Nacional da ASSEMAE.

Declaramos concordar com as condições estabelecidas no Regulamento para Apresentação de Trabalhos Técnicos na 38º Assembléia Nacional da ASSEMAE. Título: Atualização e Manutenção do Cadastro Técnico Autores: Renan Moraes Sampaio Cargo Atual: Coordenador do Cadastro Técnico e Geoprocessamento. Formação: Engenheiro Civil e de Segurança do Trabalho.

Leia mais

AUTOMATIZAÇÃO DE CÁLCULOS HIDRÁULICOS DE PROJETOS DE REDE DE ESGOTO DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS

AUTOMATIZAÇÃO DE CÁLCULOS HIDRÁULICOS DE PROJETOS DE REDE DE ESGOTO DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS AUTOMATIZAÇÃO DE CÁLCULOS HIDRÁULICOS DE PROJETOS DE REDE DE ESGOTO DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS Fernando Cesar Uzan Graduando em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, atualmente trabalha na Coordenadoria

Leia mais

Coleta e Transporte de Esgoto Sanitário

Coleta e Transporte de Esgoto Sanitário Coleta e Transporte de Esgoto Sanitário Giovana Martinelli da Silva Ricardo Franci Gonçalves Universidade Federal do Espírito Santo Índice Evolução Histórica Definição Objetivos Tipos de Sistemas Componentes

Leia mais

DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E/OU ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE EMPREENDIMENTOS

DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E/OU ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE EMPREENDIMENTOS DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E/OU ESGOTAMENTO SANITÁRIO DE EMPREENDIMENTOS ÍNDICE 1. APRESENTAÇÃO... 3 2. PROCEDIMENTOS... 3 3. APRESENTAÇÃO DOS PROJETOS...

Leia mais

GT/FE/ Número / versão / ano ENG/CA/050/01/08 Data de aprovação 05.11.2008 Doc. de aprovação Resolução nº 4951/08

GT/FE/ Número / versão / ano ENG/CA/050/01/08 Data de aprovação 05.11.2008 Doc. de aprovação Resolução nº 4951/08 NORMA GT/FE/ Número / versão / ano ENG/CA/050/01/08 Data de aprovação 05.11.2008 Doc. de aprovação Resolução nº 4951/08 CADASTRO TÉCNICO DE SISTEMAS DE SUMÁRIO 1 OBJETIVO... 2 2 CAMPO DE APLICAÇÃO... 2

Leia mais

AGÊNCIA REGULADORA DE SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE NATAL

AGÊNCIA REGULADORA DE SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE NATAL AGÊNCIA REGULADORA DE SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE NATAL RESOLUÇÃO Nº 002/2011, de 25 de maio de 2011. Dispõe sobre determinações a serem cumpridas pela CAERN, no âmbito do Município do

Leia mais

VIII EXPOSIÇÃO DE EXPERIÊNCIAS MUNICIPAIS EM SANEAMENTO

VIII EXPOSIÇÃO DE EXPERIÊNCIAS MUNICIPAIS EM SANEAMENTO ASSEMAE VIII EXPOSIÇÃO DE EXPERIÊNCIAS MUNICIPAIS EM SANEAMENTO Título do trabalho O SEMASA E O TRATAMENTO DE ESGOTO NA CIDADE DE SANTO ANDRÉ Nome do Autor ISABEL CRISTINA ALEIXO DIAS CURRÍCULO DO AUTOR

Leia mais

PLANO DIRETOR PARA COMBATE ÀS PERDAS EM SISTEMAS DE ABASTECIMENTO PÚBLICO DE ÁGUA

PLANO DIRETOR PARA COMBATE ÀS PERDAS EM SISTEMAS DE ABASTECIMENTO PÚBLICO DE ÁGUA PLANO DIRETOR PARA COMBATE ÀS PERDAS EM SISTEMAS DE ABASTECIMENTO PÚBLICO DE ÁGUA A PERDA DE ÁGUA NO ABASTECIMENTO PÚBLICO O índice de perdas é um dos principais indicadores da eficiência da operação dos

Leia mais

ESGOTAMENTO. Conceitos básicosb

ESGOTAMENTO. Conceitos básicosb ESGOTAMENTO SANITÁRIO Conceitos básicosb Interrelação entre captação de água e lançamento de esgotos ESGOTO SANITÁRIO ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO (ETE) ÁREA URBANA COM REDE DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA

Leia mais

Check list e Avaliação. Orientações para preenchimento do Formulário de Inspeção/Vistoria e Subsídios para Avaliação do Sistema

Check list e Avaliação. Orientações para preenchimento do Formulário de Inspeção/Vistoria e Subsídios para Avaliação do Sistema SISTEMA DE ESGOTO ESTÁTICO Check list e Avaliação Orientações para preenchimento do Formulário de Inspeção/Vistoria e Subsídios para Avaliação do Sistema Belo Horizonte, Outubro de 2008 SISTEMA DE ESGOTO

Leia mais

O USO DO GEOPROCESSAMENTO NA IDENTIFICAÇÃO DE PONTOS CRÍTICOS EM SISTEMA CONDOMINIAL DE ESGOTO - MUNICÍPIO DO NATAL/RN

O USO DO GEOPROCESSAMENTO NA IDENTIFICAÇÃO DE PONTOS CRÍTICOS EM SISTEMA CONDOMINIAL DE ESGOTO - MUNICÍPIO DO NATAL/RN p. 001-005 O USO DO GEOPROCESSAMENTO NA IDENTIFICAÇÃO DE PONTOS CRÍTICOS EM SISTEMA CONDOMINIAL DE ESGOTO - MUNICÍPIO DO NATAL/RN ELIEZER MAZZETTI ROSA *Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico

Leia mais

Dimensionamento da Rede Coletora de Esgotos

Dimensionamento da Rede Coletora de Esgotos Dimensionamento da Rede Coletora de Esgotos Prof. Robson Alves de Oliveira robson.aoliveira@gmail.com.br Ji-Paraná - 2014 Atividades realizadas pelo projetista da rede coletora de esgoto: Identificação

Leia mais

Elevatórias de Esgoto Sanitário. Profª Gersina N.R.C. Junior

Elevatórias de Esgoto Sanitário. Profª Gersina N.R.C. Junior Elevatórias de Esgoto Sanitário Profª Gersina N.R.C. Junior Estações Elevatórias de Esgoto Todas as vezes que por algum motivo não seja possível, sob o ponto de vista técnico e econômico, o escoamento

Leia mais

VIABILIDADE ECONÔMICO-FINANCEIRA PARA IMPLANTAÇÃO DO SES AJURICABA-RS

VIABILIDADE ECONÔMICO-FINANCEIRA PARA IMPLANTAÇÃO DO SES AJURICABA-RS VIABILIDADE ECONÔMICO-FINANCEIRA PARA IMPLANTAÇÃO DO SES AJURICABA-RS Giuliano Crauss Daronco (1) Doutor em Recursos Hídricos e Saneamento. Departamento de Ciências Exatas e Engenhariais. (DCEEng). Universidade

Leia mais

FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DE PALMAS DIRETORIA DE CONTROLE AMBIENTAL GERÊNCIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL

FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DE PALMAS DIRETORIA DE CONTROLE AMBIENTAL GERÊNCIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL TERMO DE REFÊRENCIA PARA ELABORACÃO DE PROJETO AMBIENTAL DE DEDETIZADORAS, LIMPA FOSSA E EMPRESAS QUE PRESTA SERVIÇO DE LIMPEZA. Este Termo de Referência visa orientar na elaboração de PROJETO AMBIENTAL

Leia mais

Conceitos Básicos. Geoprocessamento: Uma Ferramenta Para o Desenvolvimento Regional Sustentável. Conceitos Básicos.

Conceitos Básicos. Geoprocessamento: Uma Ferramenta Para o Desenvolvimento Regional Sustentável. Conceitos Básicos. Geoprocessamento: Uma Ferramenta Para o Desenvolvimento Regional Sustentável Sistema de Informação Dados Armazenados Questão Informação Laboratório de Geoprocessamento (LAGEO) Programa de Mestrado em Ciências

Leia mais

Copasa obtém resultados eficientes no tratamento de esgoto em Serro

Copasa obtém resultados eficientes no tratamento de esgoto em Serro Copasa obtém resultados eficientes no tratamento de esgoto em Serro Inaugurada há pouco mais de 3 anos, Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) garante melhorias na qualidade da água do córrego Lucas, que

Leia mais

Manual de Construção: Fossa ECOLÓGICA E Sumidouro

Manual de Construção: Fossa ECOLÓGICA E Sumidouro Manual de Construção: Fossa ECOLÓGICA E Sumidouro Introdução Este manual destina a fornecer informações sobre a construção e dimensionamento do sistema individual de tratamento de esgotos, especialmente

Leia mais

Concepção de instalações para o abastecimento de água

Concepção de instalações para o abastecimento de água Universidade Federal de Ouro Preto Escola de Minas Departamento de Engenharia Civil CIV 640 Saneamento Urbano Concepção de instalações para o abastecimento de água Prof. Aníbal da Fonseca Santiago Universidade

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO DECIV DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL Sistemas de Esgotos DISCIPLINA: SANEAMENTO PROF. CARLOS EDUARDO F MELLO e-mail: cefmello@gmail.com Conceito Sistemas de Esgotos

Leia mais

A ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DE BOMBINHAS ETAPA 2

A ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DE BOMBINHAS ETAPA 2 A ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DE BOMBINHAS ETAPA 2 SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA PROBLEMÁTICA POSSÍVEIS SOLUÇÕES ETAPAS OPORTUNIDADES - Ampliação do atendimento (75% de cobertura);

Leia mais

O sistema ora descrito apresenta as seguintes unidades operacionais: O sistema conta com dois mananciais, ambos com captações superficiais:

O sistema ora descrito apresenta as seguintes unidades operacionais: O sistema conta com dois mananciais, ambos com captações superficiais: 3.8 SÃO JOÃO NEPOMUCENO Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul A Companhia de Saneamento de Minas Gerais - COPASA, é o órgão responsável pela operação e manutenção

Leia mais

SISTEMA ALTERNATIVO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Tanque séptico e Filtro Anaeróbio com fluxo ascendente EMEI Princesinha

SISTEMA ALTERNATIVO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Tanque séptico e Filtro Anaeróbio com fluxo ascendente EMEI Princesinha SISTEMA ALTERNATIVO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Tanque séptico e Filtro Anaeróbio com fluxo ascendente EMEI Princesinha Carazinho, RS, 30 de junho de 2014. APRESENTAÇÃO OBRA: Tanque Séptico Escola Municipal

Leia mais

Gráfico 1 Gráfico indicador GRMD ISP13 fonte: RG disponíveis no site do PNQS

Gráfico 1 Gráfico indicador GRMD ISP13 fonte: RG disponíveis no site do PNQS ORGANOGRAMA A. A OPORTUNIDADE A.1 Qual foi a oportunidade de melhoria de gestão (problema, desafio, dificuldade), solucionada pela prática de gestão implementada? Desde 1999, a OC utiliza o Modelo de Excelência

Leia mais

LICENCIAMENTO MATADOUROS

LICENCIAMENTO MATADOUROS LICENÇA PRÉVIA (LP): LICENCIAMENTO MATADOUROS 1. Requerimento; 2. Publicações no diário oficial e jornal de grande circulação; 3. Comprovante de pagamento da taxa de licenciamento; 4. Cadastro do empreendimento

Leia mais

22º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental

22º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 22º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 14 a 19 de Setembro 2003 - Joinville - Santa Catarina III-101 - FERRAMENTA COMPUTACIONAL PARA DIMENSIONAMENTO DE ATERRO SANITÁRIO E ESTIMATIVA

Leia mais

A seguir, far-se-á a descrição das unidades operacionais dos referidos sistemas:

A seguir, far-se-á a descrição das unidades operacionais dos referidos sistemas: 3.4 MURIAÉ Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul Os sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário da cidade de Muriaé são operados e mantidos

Leia mais

Instruções Técnicas para Apresentação de Projetos de Bases de Apoio a Empresas Transportadoras de Cargas e Resíduos - Licença de Instalação (LI) -

Instruções Técnicas para Apresentação de Projetos de Bases de Apoio a Empresas Transportadoras de Cargas e Resíduos - Licença de Instalação (LI) - Governo do Estado do Rio Grande do Norte Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos Instruções Técnicas para Apresentação de Projetos de Bases de Apoio a Empresas Transportadoras de Cargas e Resíduos

Leia mais

NORMA TÉCNICA INSTRUÇÕES PARA APRESENTAÇÃO DE PROJETO DE SISTEMAS DE TRATAMENTO DE EFLUENTES LÍQUIDOS CPRH N 2.005

NORMA TÉCNICA INSTRUÇÕES PARA APRESENTAÇÃO DE PROJETO DE SISTEMAS DE TRATAMENTO DE EFLUENTES LÍQUIDOS CPRH N 2.005 NORMA TÉCNICA INSTRUÇÕES PARA APRESENTAÇÃO DE PROJETO DE SISTEMAS DE TRATAMENTO DE EFLUENTES LÍQUIDOS CPRH N 2.005 SUMÁRIO 1. OBJETIVO 2. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 3. DEFINIÇÕES 4. CONDIÇÕES GERAIS 5. INFORMAÇÕES

Leia mais

Norma Técnica Interna SABESP NTS 024

Norma Técnica Interna SABESP NTS 024 Norma Técnica Interna SABESP NTS 024 REDES DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA Elaboração de Projetos Procedimento São Paulo Maio - 1999 NTS 024 : 1999 Norma Técnica Interna SABESP S U M Á R I O 1 RECOMENDAÇÕES DE

Leia mais

FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DE PALMAS DIRETORIA DE CONTROLE AMBIENTAL GERÊNCIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL

FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DE PALMAS DIRETORIA DE CONTROLE AMBIENTAL GERÊNCIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO AMBIENTAL DE EMPREENDIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE Este Termo de Referência visa orientar na elaboração de PROJETO AMBIENTAL PA para empreendimentos de serviços

Leia mais

Evolução do Sistema de Cadastramento de Redes e Ramais Visando a Redução de Custos Operacionais da SAE de Ituiutaba

Evolução do Sistema de Cadastramento de Redes e Ramais Visando a Redução de Custos Operacionais da SAE de Ituiutaba Evolução do Sistema de Cadastramento de Redes e Ramais Visando a Redução de Custos Operacionais da SAE de Ituiutaba Autores: Ezriel da Silveira Barros Cardoso Cargo atual: Engenheiro Formação: Engenharia

Leia mais

DIRETRIZES DO CADASTRO TÉCNICO DE REDES DE ESGOTOS SANITÁRIOS

DIRETRIZES DO CADASTRO TÉCNICO DE REDES DE ESGOTOS SANITÁRIOS DIRETRIZES DO CADASTRO TÉCNICO DE REDES DE ESGOTOS SANITÁRIOS 1. OBJETIVO Esta Diretriz fixa as condições exigíveis na elaboração de plantas e relatórios detalhados do cadastro de redes de coleta de esgoto,

Leia mais

3.1. JUIZ DE FORA. 3.1.1 Sistema Existente de Abastecimento de Água

3.1. JUIZ DE FORA. 3.1.1 Sistema Existente de Abastecimento de Água A adução é feita por gravidade, partindo da barragem que garante a submergência de duas tubulações que encaminham a água captada a duas estruturas de controle (Foto 2), ambas construídas em concreto armado,

Leia mais

SAN.T.IN.NT 33. A.R.T.: Anotação de Responsabilidade Técnica do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura CREA;

SAN.T.IN.NT 33. A.R.T.: Anotação de Responsabilidade Técnica do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura CREA; 1 / 5 SUMÁRIO: 1. FINALIDADE 2. ÂMBITO DE APLICAÇÃO 3. DEFINIÇÕES 4. PROCEDIMENTOS 5. REFERÊNCIAS 6. ANEXOS 1. FINALIDADE Esta Norma tem como finalidade disciplinar e padronizar os procedimentos para liberação

Leia mais

Esgotamento Sanitário

Esgotamento Sanitário CAPÍTULO 14 Esgotamento Sanitário Impacto socioambiental das práticas de esgotamento sanitário 14. 1 Soluções de esgotamento sanitário 14. 2 Modelo de gestão para o saneamento integrado 14. 3 245 14. 1

Leia mais

TERMO DE REFERENCIA PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL RCA PARA LICENCIAMENTO DE ÁREAS DE LAZER DE MÉDIO PORTE

TERMO DE REFERENCIA PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL RCA PARA LICENCIAMENTO DE ÁREAS DE LAZER DE MÉDIO PORTE TERMO DE REFERENCIA PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL RCA PARA LICENCIAMENTO DE ÁREAS DE LAZER DE MÉDIO PORTE Este Termo de Referência visa orientar na elaboração de PROJETO DE CONTROLE

Leia mais

INTRODUÇÃO AO GEOPROCESSAMENTO GEOPROCESSAMENTO. Introdução ao Geoprocessamento. Conceitos básicos 18/06/2015. Conceitos básicos

INTRODUÇÃO AO GEOPROCESSAMENTO GEOPROCESSAMENTO. Introdução ao Geoprocessamento. Conceitos básicos 18/06/2015. Conceitos básicos GEOPROCESSAMENTO INTRODUÇÃO AO GEOPROCESSAMENTO Prof. Esp. André Aparecido da Silva Introdução ao Geoprocessamento Conceitos básicos Conceitos básicos Componentes de um SIG Entrada de Dados em Geoprocessamento

Leia mais

READEQUAÇÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM PLUVIAL DO ATERRO SANITÁRIO DE SÃO GIÁCOMO

READEQUAÇÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM PLUVIAL DO ATERRO SANITÁRIO DE SÃO GIÁCOMO READEQUAÇÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM PLUVIAL DO ATERRO SANITÁRIO DE SÃO GIÁCOMO Autores Rafael Rivoire Godoi Navajas, Engenheiro Civil graduado pela UFRGS (Universisade Federal do Rio Grande do Sul) 1998.

Leia mais

Instruções Técnicas para Apresentação de Projetos de Sistemas de Tratamento de Efluentes Líquidos Industriais

Instruções Técnicas para Apresentação de Projetos de Sistemas de Tratamento de Efluentes Líquidos Industriais Governo do Estado do Rio Grande do Norte Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos Instruções Técnicas para Apresentação de Projetos de Sistemas Avenida Nascimento de Castro, 2127 Lagoa

Leia mais

ESTUDO DA VIABILIDADE DO APROVEITAMENTO DE ÁGUA PLUVIAL NO ESTADO DE RONDÔNIA

ESTUDO DA VIABILIDADE DO APROVEITAMENTO DE ÁGUA PLUVIAL NO ESTADO DE RONDÔNIA ISSN 1984-9354 ESTUDO DA VIABILIDADE DO APROVEITAMENTO DE ÁGUA PLUVIAL NO ESTADO DE RONDÔNIA Sérgio Luiz Souza Nazário (UNESC) Natália Sanchez Molina (UNESC) Rafael Germano Pires (UNESC) Débora Pereira

Leia mais

CONTROLE DE QUALIDADE e VALIDAÇÃO DE PRODUTO CARTOGRÁFICO

CONTROLE DE QUALIDADE e VALIDAÇÃO DE PRODUTO CARTOGRÁFICO CONTROLE DE QUALIDADE e VALIDAÇÃO DE PRODUTO CARTOGRÁFICO Editar dados em vários formatos e armazenar estas informações em diferentes sistemas é provavelmente uma das atividades mais comuns para os profissionais

Leia mais

RESPONSÁVEL TÉCNICO: Claudio Marcos Piotrowski Engenheiro Civil CREA 0601452877

RESPONSÁVEL TÉCNICO: Claudio Marcos Piotrowski Engenheiro Civil CREA 0601452877 INSTRUMENTO PARTICULAR DE INCORPORAÇÃO Condomínio Horizontal Fechado RESIDENCIAL VILLAVERDE (Identificado no Cartório de Registro Civil do Distrito de Monte Verde Camanducaia Livro 05-B 1º Traslado Fls

Leia mais

VAZAMENTO EM ADUTORAS DE FERRO FUNDIDO - CAUSA E SOLUÇÃO

VAZAMENTO EM ADUTORAS DE FERRO FUNDIDO - CAUSA E SOLUÇÃO VAZAMENTO EM ADUTORAS DE FERRO FUNDIDO - CAUSA E SOLUÇÃO Antônio Wilson Martins (1) Engenheiro Eletricista pela Faculdade de Engenharia de Barretos. Especialista em Engenharia Sanitária pela Universidade

Leia mais

Opersan Resíduos Industriais Sociedade Ltda. 3º Prêmio FIESP de Conservação e Reuso de Água

Opersan Resíduos Industriais Sociedade Ltda. 3º Prêmio FIESP de Conservação e Reuso de Água Opersan Resíduos Industriais Sociedade Ltda. 3º Prêmio FIESP de Conservação e Reuso de Água Projeto de Reuso de Água Eng. Juliano Saltorato Fevereiro 2008 1) Identificação da Empresa: Endereço completo

Leia mais

TÍTULO: VISTORIAS TÉCNICAS DAS INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS PREDIAS SANITÁRIAS

TÍTULO: VISTORIAS TÉCNICAS DAS INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS PREDIAS SANITÁRIAS TÍTULO: VISTORIAS TÉCNICAS DAS INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS PREDIAS SANITÁRIAS Autores: Rita de Cássia Junqueira: Cargo atual: Tecnóloga Sanitarista Formação: Tecnologia Sanitária Universidade de Campinas -

Leia mais

III - disciplinar a implantação adequada e o funcionamento dos sistemas de coleta, tratamento e disposição de esgotos sanitários;

III - disciplinar a implantação adequada e o funcionamento dos sistemas de coleta, tratamento e disposição de esgotos sanitários; PROJETO DE: EMENDA À LEI ORGÂNICA LEI COMPLEMENTAR LEI ORDINÁRIA RESOLUÇÃO NORMATIVA DECRETO LEGISLATIVO ( X ) Nº /2013 AUTOR/SIGNATÁRIO: Ver. GILBERTO PAIXÃO EMENTA: Dispõe sobre os serviços e obras para

Leia mais

Orientações para Instalação Domiliciar do Sistema de Fossa e Sumidouro.

Orientações para Instalação Domiliciar do Sistema de Fossa e Sumidouro. Orientações para Instalação Domiliciar do Sistema de Fossa e Sumidouro. INTRODUÇÃO Este manual destina a fornecer informações sobre a construção e dimensionamento do sistema individual de tratamento de

Leia mais

Documento sujeito a revisões periódicas CEP 59056-450 Tel: (84) 3232-2102 / 3232-2118 / 3232-1975 / 0800-281-1975

Documento sujeito a revisões periódicas CEP 59056-450 Tel: (84) 3232-2102 / 3232-2118 / 3232-1975 / 0800-281-1975 Governo do Estado do Rio Grande do Norte Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos Instruções Técnicas para Apresentação de Projetos de Armazenamento e Comercialização de Produtos Agroquímicos

Leia mais

Reunião Técnica Plano de Segurança da Água. 23 de novembro de 2010 - OPAS

Reunião Técnica Plano de Segurança da Água. 23 de novembro de 2010 - OPAS Reunião Técnica Plano de Segurança da Água 23 de novembro de 2010 - OPAS Introdução Qualidade da água e saneamento inadequados provocam 1,8 milhão de mortes infantis a cada ano no mundo (OMS, 2004), o

Leia mais

Fontes de Financiamento para o segmento de Saneamento junto à Caixa Econômica Federal

Fontes de Financiamento para o segmento de Saneamento junto à Caixa Econômica Federal Fontes de Financiamento para o segmento de Saneamento junto à Caixa Econômica Federal Piracicaba, 07 de Agosto de 2013 Atuação da CAIXA Missão: Atuar na promoção da cidadania e do desenvolvimento sustentável

Leia mais

SISTEMA DE COLETA DE ESGOTOS SANITÁRIOS

SISTEMA DE COLETA DE ESGOTOS SANITÁRIOS SISTEMA DE COLETA DE ESGOTOS SANITÁRIOS REDES DE ESGOTO NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO E EXECUÇÃO DE REDE DE ESGOTO SANITÁRIO Deverão ser obedecidas as normas NBR 9649, 8160 e 9648 da ABNT sobre o assunto

Leia mais

COPASA COMPANHIA DE SANEAMENTO DE MINAS GERAIS

COPASA COMPANHIA DE SANEAMENTO DE MINAS GERAIS COPASA COMPANHIA DE SANEAMENTO DE MINAS GERAIS Apresentação A Companhia de Saneamento de Minas Gerais, COPASA, criada em 1963, é uma empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Regional e Política

Leia mais

Panorama do Saneamento Básico no Brasil: situação em 2008 e os investimentos previstos para a Copa do Mundo de 2014

Panorama do Saneamento Básico no Brasil: situação em 2008 e os investimentos previstos para a Copa do Mundo de 2014 Panorama do Saneamento Básico no Brasil: situação em 2008 e os investimentos previstos para a Copa do Mundo de 2014 INTRODUÇÃO Reconhecendo a importância da oferta de saneamento para a melhoria da infraestrutura

Leia mais

TÍTULO: PROGRAMA DE IDENTIFICAÇÃO E ELIMINAÇÃO DE LIGAÇÕES IRREGULARES DE ESGOTO NO MUNICÍPIO DE JOINVILLE

TÍTULO: PROGRAMA DE IDENTIFICAÇÃO E ELIMINAÇÃO DE LIGAÇÕES IRREGULARES DE ESGOTO NO MUNICÍPIO DE JOINVILLE TÍTULO: PROGRAMA DE IDENTIFICAÇÃO E ELIMINAÇÃO DE LIGAÇÕES IRREGULARES DE ESGOTO NO MUNICÍPIO DE JOINVILLE Tema II Esgotamento Sanitário Palavras-chaves: ligação de esgoto irregular. Autores: Heloiza Rachel

Leia mais

INFRA-ESTRUTURA PARA PROGRAMAS DE SANEAMENTO INTEGRADO: O Caso Mangueira e Mustardinha Recife, PE

INFRA-ESTRUTURA PARA PROGRAMAS DE SANEAMENTO INTEGRADO: O Caso Mangueira e Mustardinha Recife, PE INFRA-ESTRUTURA PARA PROGRAMAS DE SANEAMENTO INTEGRADO: O Caso Mangueira e Mustardinha Recife, PE SÍNTESE A despeito das doenças relacionadas a ambientes insalubres, não há, na Cidade do Recife, registro

Leia mais

UTILIZAÇÃO DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA COMO PLATAFORMA PARA APLICAÇÃO DO MODELO SATURN

UTILIZAÇÃO DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA COMO PLATAFORMA PARA APLICAÇÃO DO MODELO SATURN UTILIZAÇÃO DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA COMO PLATAFORMA PARA APLICAÇÃO DO MODELO SATURN André Bresolin Pinto Helena Beatriz Bettella Cybis Davi Ribeiro Campos de Araújo Luis Antonio Lindau LASTRAN

Leia mais

SIG - Sistemas de Informação Geográfica

SIG - Sistemas de Informação Geográfica SIG - Sistemas de Informação Geográfica Gestão da Informação Para gestão das informações relativas ao desenvolvimento e implantação dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica

Leia mais

Protegida pelas últimas ramificações da Serra da Mantiqueira, em pleno vale do Rio Camanducaia.

Protegida pelas últimas ramificações da Serra da Mantiqueira, em pleno vale do Rio Camanducaia. MONTEALEGRE ALEGRE DO MONTE DOSUL SUL Protegida pelas últimas ramificações da Serra da Mantiqueira, em pleno vale do Rio Camanducaia. MONTE ALEGRE DO SUL Área 110,306 km² População (estimativa para 2014)

Leia mais

Gerenciamento e Tratamento de Águas Residuárias - GTAR

Gerenciamento e Tratamento de Águas Residuárias - GTAR Gerenciamento e Tratamento de Águas Residuárias - GTAR Segunda 15 às 17h IC III sala 16 Turma: 2015/1 Profª. Larissa Bertoldi larabertoldi@gmail.com Aula de hoje.. Tratamento Preliminar Gradeamento Desarenador

Leia mais

Gestão Integrada de Águas Urbanas

Gestão Integrada de Águas Urbanas Gestão Integrada de Águas Urbanas Prof. Carlos E. M. Tucci Consultor do Banco Mundial São Paulo 4 a 6 de dezembro de 2012 1 Impactos Aumento da magnitude das vazões e da frequência de inundações; Aumento

Leia mais

COPASA Day 2011. 24 e 25 de novembro

COPASA Day 2011. 24 e 25 de novembro COPASA Day 2011 24 e 25 de novembro Benefícios do Tratamento de Esgoto Despoluição dos córregos e rios; Eliminação do mau cheiro; Meio ambiente limpo, recuperado e preservado; Diminuição da presença de

Leia mais

PROGRAMA CAÇA-ESGOTO NAS BACIAS DOS RIBEIRÕES ARRUDAS E ONÇA NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE

PROGRAMA CAÇA-ESGOTO NAS BACIAS DOS RIBEIRÕES ARRUDAS E ONÇA NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE PROGRAMA CAÇA-ESGOTO NAS BACIAS DOS RIBEIRÕES ARRUDAS E ONÇA NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE Ronaldo Matias de Sousa (1) Engenheiro Civil com experiência de 14 anos na área de saneamento ambiental

Leia mais

Gestão Ambiental 22/10/2012. Profª Denise A. F. Neves MÓDULO SANEAMENTO AMBIENTAL

Gestão Ambiental 22/10/2012. Profª Denise A. F. Neves MÓDULO SANEAMENTO AMBIENTAL Gestão Ambiental Profª Denise A. F. Neves MÓDULO SANEAMENTO AMBIENTAL Tema: Sistemas Urbanos de Esgotamento Sanitário Objetivos: Conhecer os elementos que compõem um sistema urbano de esgotamento sanitário;

Leia mais

PORTARIA Nº 443/BSB DE 03 DE OUTUBRO DE 1978

PORTARIA Nº 443/BSB DE 03 DE OUTUBRO DE 1978 PORTARIA Nº 443/BSB DE 03 DE OUTUBRO DE 1978 O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 85, item II, da Constituição e tendo em vista o disposto no artigo 9º do Decreto

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GOTARDO

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GOTARDO LEI N.º 1.774, DE 24 DE ABRIL DE 2008. Dispõe sobre aprovação e instituição do Plano Municipal de Saneamento destinado à execução dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município

Leia mais

*MODULO 1 - IDENTIFICAÇÃO. *1. Requerente Pessoa Física. Distrito Caixa Postal UF CEP DDD Telefone Fax E-mail. *2. Requerente Pessoa jurídica

*MODULO 1 - IDENTIFICAÇÃO. *1. Requerente Pessoa Física. Distrito Caixa Postal UF CEP DDD Telefone Fax E-mail. *2. Requerente Pessoa jurídica 15 - CANALIZAÇÃO E/OU RETIFICAÇÂO DE CURSO D ÁGUA 1 Definição: É toda obra ou serviço que tenha por objetivo dar forma geométrica definida para a seção transversal do curso d'água, ou trecho deste, com

Leia mais

DISCIPLINA: SISTEMA SANITÁRIO (2/7)

DISCIPLINA: SISTEMA SANITÁRIO (2/7) DISCIPLINA: SISTEMA SANITÁRIO (2/7) Rede de capitação, tratamento e distribuição de água Rede de drenagem de águas pluviais Rede de coleta e tratamento de esgoto Serviço de coleta e tratamento de resíduos

Leia mais

O uso do ArcGIS Online como ferramenta de gestão e controle social do saneamento municipal

O uso do ArcGIS Online como ferramenta de gestão e controle social do saneamento municipal O uso do ArcGIS Online como ferramenta de gestão e controle social do saneamento municipal Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado SEA PSAM Programa de Saneamento Ambiental dos Muniípios

Leia mais

Obras do Sistema de Esgotamento Sanitário Rondonópolis MT

Obras do Sistema de Esgotamento Sanitário Rondonópolis MT Obras do Sistema de Esgotamento Sanitário Rondonópolis MT Sistema Condominial de Esgotamento Sanitário Elmo Locatelli Ltda PAC/BNDES BACIA D-E Vila Olinda Parque Universitário Sinalização ao longo das

Leia mais

SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA CIDADE DE PASSO FUNDO/RS

SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA CIDADE DE PASSO FUNDO/RS SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA CIDADE DE PASSO FUNDO/RS Giovani Meira de Andrade (*), Jennifer Domeneghini 2, Alcindo Neckel 3, Aline Ferrão Custodio Passini 4, Andreia do Nascimento 5 * Faculdade

Leia mais

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL NO BRASIL

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL NO BRASIL DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL NO BRASIL Maria Cecília Bonato Brandalize maria.brandalize@pucpr.br Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curso

Leia mais

PROJETO CÓRREGO LIMPO AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA DOS CÓRREGOS SITUADOS EM CAMPO GRANDE - MS

PROJETO CÓRREGO LIMPO AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA DOS CÓRREGOS SITUADOS EM CAMPO GRANDE - MS PROJETO CÓRREGO LIMPO AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA DOS CÓRREGOS SITUADOS EM CAMPO GRANDE - MS Área Temática Saneamento Ambiental Responsável pelo Trabalho Roberta Steffany Stangl Galharte - Endereço:Rua

Leia mais

SITUAÇÃO DO SANEAMENTO BÁSICO DO BAIRRO KIDÉ, JUAZEIRO/BA: UM ESTUDO DE CASO NO ÂMBITO DO PET CONEXÕES DE SABERES SANEAMENTO AMBIENTAL

SITUAÇÃO DO SANEAMENTO BÁSICO DO BAIRRO KIDÉ, JUAZEIRO/BA: UM ESTUDO DE CASO NO ÂMBITO DO PET CONEXÕES DE SABERES SANEAMENTO AMBIENTAL SITUAÇÃO DO SANEAMENTO BÁSICO DO BAIRRO KIDÉ, JUAZEIRO/BA: UM ESTUDO DE CASO NO ÂMBITO DO PET CONEXÕES DE SABERES SANEAMENTO AMBIENTAL Juliana Maria Medrado de Melo (1) Graduanda em Engenharia Agrícola

Leia mais

Uso de Softwares gratuitos (SPRING e EPANET) na simulação de pressão e vazão de uma rede de abastecimento de água

Uso de Softwares gratuitos (SPRING e EPANET) na simulação de pressão e vazão de uma rede de abastecimento de água Uso de Softwares gratuitos (SPRING e EPANET) na simulação de pressão e vazão de uma rede de abastecimento de água Sandro Henrique de Faria 1 Maria Lúcia Calijuri 1 Júlio César de Oliveira 1 1 Universidade

Leia mais

Nota técnica Março/2014

Nota técnica Março/2014 Nota técnica Março/2014 Sistemas de Saneamento no Brasil - Desafios do Século XXI João Sergio Cordeiro O Brasil, no final do ano de 2013, possuía população de mais de 200 milhões de habitantes distribuídos

Leia mais

Deivid Oliveira Analista Ambiental

Deivid Oliveira Analista Ambiental Deivid Oliveira Analista Ambiental Gestão da água e efluentes e alternativas de reuso Escassez Hídrica - Impacto na indústria O impacto sobre o setor possui uma abrangência ampla considerando o porte,

Leia mais

Soluções Amanco. Linha Amanco Novafort

Soluções Amanco. Linha Amanco Novafort Linha Amanco Novafort Linha Amanco Novafort s o l u ç õ e s a m a n c o i n f r a e s t r u t u r a Linha Amanco Novafort para Redes Coletoras de Esgotos e Águas Pluviais para Infraestrutura A linha Amanco

Leia mais

82,5% dos brasileiros são atendidos com abastecimento de água tratada

82,5% dos brasileiros são atendidos com abastecimento de água tratada Saneamento no Brasil Definição: Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), saneamento é o controle de todos os fatores do meio físico do homem que exercem ou podem exercer efeitos nocivos sobre o bem

Leia mais

Recomendações para o Projeto e Dimensionamento. Profª Gersina N.R.C. Junior

Recomendações para o Projeto e Dimensionamento. Profª Gersina N.R.C. Junior Recomendações para o Projeto e Dimensionamento Profª Gersina N.R.C. Junior Vazão; Recomendações Para Projeto Principais recomendações que o projetista deve observar: Diâmetro mínimo; Lâmina d água máxima;

Leia mais

MODULO 1 - IDENTIFICAÇÃO Identificação do requerente Pessoa física. Caixa Postal Município UF CEP DDD Fone Fax E-mail

MODULO 1 - IDENTIFICAÇÃO Identificação do requerente Pessoa física. Caixa Postal Município UF CEP DDD Fone Fax E-mail 1 Definição: Retirada de minerais (como areia, argila e etc.) do fundo dos rios com a utilização de dragas, para fins industriais ou de comercialização. Nome CPF Endereço MODULO 1 - IDENTIFICAÇÃO Identificação

Leia mais

PODER EXECUTIVO MUNICIPIO DE ROLIM DE MOURA SECRETARIA MUNICIPAL DE COMPRAS E LICITAÇÃO

PODER EXECUTIVO MUNICIPIO DE ROLIM DE MOURA SECRETARIA MUNICIPAL DE COMPRAS E LICITAÇÃO ANEXO VIII INFORMAÇÕES PARA A ELABORAÇÃO DA PROPOSTA TÉCNICA AS LICITANTES deverão elaborar a PROPOSTA TÉCNICA observando o disposto no presente documento, descrito em duas partes a saber: - PARTE A- DIRETRIZES

Leia mais

PLANO DE DISCIPLINA DADOS DO COMPONENTE CURRICULAR

PLANO DE DISCIPLINA DADOS DO COMPONENTE CURRICULAR PLANO DE DISCIPLINA DADOS DO COMPONENTE CURRICULAR Nome: SISTEMA DE ESGOTO E DRENAGEM Curso: BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL Semestre: 9º Carga Horária Semestral: 67 h EMENTA Noções Gerais sobre Sistema

Leia mais

II-149 TRATAMENTO CONJUNTO DO LIQUIDO LIXIVIADO DE ATERRO SANITÁRIO E ESGOTO DOMESTICO NO PROCESSO DE LODOS ATIVADOS CONVENCIONAL

II-149 TRATAMENTO CONJUNTO DO LIQUIDO LIXIVIADO DE ATERRO SANITÁRIO E ESGOTO DOMESTICO NO PROCESSO DE LODOS ATIVADOS CONVENCIONAL II-149 TRATAMENTO CONJUNTO DO LIQUIDO LIXIVIADO DE ATERRO SANITÁRIO E ESGOTO DOMESTICO NO PROCESSO DE LODOS ATIVADOS CONVENCIONAL Ernane Vitor Marques (1) Especialista em Engenharia Sanitária e Meio Ambiente

Leia mais

Desenvolvimento da Iluminação Pública no Brasil. Sistemas de gestão da iluminação pública

Desenvolvimento da Iluminação Pública no Brasil. Sistemas de gestão da iluminação pública 14 Capítulo IX Sistemas de gestão da iluminação pública Por Luciano Haas Rosito* Conforme apresentado no capítulo anterior, uma das oportunidades de melhoria na iluminação pública justamente refere-se

Leia mais

para apoio ao gerenciamento do Programa Onda Limpa

para apoio ao gerenciamento do Programa Onda Limpa SISTEMA /2008 INFORMATIZADO para apoio ao gerenciamento do Programa Onda Limpa O presente artigo tem por objetivo apresentar em linhas gerais o sistema informatizado desenvolvido e implementado pelo Consórcio

Leia mais

I-036 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DA CIDADE DE UBATUBA, ESTADO DE SÃO PAULO

I-036 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DA CIDADE DE UBATUBA, ESTADO DE SÃO PAULO I-036 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DA CIDADE DE UBATUBA, ESTADO DE SÃO PAULO Milton Tomoyuki Tsutiya (1) Engenheiro Civil pela Escola Politécnica da USP (1975). Mestre em Engenharia

Leia mais

SUMÁRIO ESPECIFICAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE ESGOTO SANITÁRIO 1.0 - ESCOPO 1.1 - PROCEDIMENTOS FORMAIS

SUMÁRIO ESPECIFICAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE ESGOTO SANITÁRIO 1.0 - ESCOPO 1.1 - PROCEDIMENTOS FORMAIS ESPECIFICAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE ESGOTO SANITÁRIO SUMÁRIO 1.0 - ESCOPO 1.1 - PROCEDIMENTOS FORMAIS 1.2 - ELEMENTOS PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO 1.3 - COMPONENTES ESPECÍFICOS 1.4 - APRESENTAÇÃO

Leia mais

Infraestrutura: água e esgoto

Infraestrutura: água e esgoto Evento SMH em 28 de junho de 2011, auditório do IAB RJ. Infraestrutura: água e esgoto Apresentação: Armando Costa Vieira Júnior - CEDAE Ana Lucia Britto PROURB José Stelberto - SMH Coordenação: Carlos

Leia mais