Regulamento Comum para os Cursos de 1º Ciclo da Escola Superior Agrária de Coimbra

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1 E SCOLA S UPERIOR A GRÁRIA INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA Regulamento Comum para os Cursos de 1º Ciclo da Escola Superior Agrária de Coimbra (Documento alterado pelo Conselho Científico na Comissão Permanente para os Cursos de ) O presente Regulamento estabelece a organização e normas de funcionamento, os regimes de presenças, de avaliação e de progressão, o acompanhamento de alunos e as regras para a obtenção do grau e classificação final dos alunos que frequentem os cursos de 1º ciclo da Escola Superior Agrária de Coimbra. 1.º O RGANIZAÇÃO E NORMAS DE FUNCIONAMENTO 1. Calendário académico Os anos e os semestres lectivos cumprem um calendário académico, fixado em cada ano pelo órgão estatutariamente competente, até ao final do mês de Maio do ano lectivo anterior. 2. Programa curricular O programa curricular de cada curso é composto por um elenco de unidades curriculares (UC) de acordo com a portaria que o criou. 3. Regente, Coordenador de Ano e Tutor 3.1. Regente de uma UC é um professor nomeado pelo CC a quem compete, entre outras funções, em relação à respectiva UC: i) propor o descritor; ii) acompanhar o processo de ensino-aprendizagem e zelar pelo cumprimento dos objectivos; iii) fazer aplicar os instrumentos de avaliação previstos no descritor; iv) lançar atempadamente classificações finais nas pautas de avaliação e tratar de outros assuntos relacionados com os Serviços Académicos; v) dar parecer sobre equivalências e creditação de formações; vi) elaborar Relatório Final Tutor é um docente da Escola, nomeado pelo Conselho Científico, a quem compete o acompanhamento do aluno durante o seu percurso académico ao longo do Curso. Este acompanhamento visa uma melhor adaptação do aluno à escola, nomeadamente em relação à percepção e propostas de solução de dificuldades pessoais, a 1 de 8

2 informações sobre regulamentos, serviços de apoio, estágios e programas de intercâmbio Coordenador de Ano de um Curso é um professor, membro da Assembleia de Docentes do Curso, a quem compete, em relação às UC desse ano: i) supervisionar a planificação das avaliações, estabelecida em colaboração com os regentes; ii) apoiar os regentes no cumprimento do plano de avaliações estabelecido; iii) dar encaminhamento adequado às situações problemáticas identificadas e relatadas pelos Tutores. 4. Unidades Curriculares 4.1. As UC poderão ser anuais ou semestrais Para além de UC de carácter obrigatório, poderão existir UC de carácter optativo Cada UC terá uma Regência que será atribuída a um ou, quando se considere mais conveniente, a dois professores Caso existam UC optativas, o elenco a oferecer em cada ano lectivo é fixado pelo Conselho Científico, sob proposta do Director de Curso A Direcção de Curso deve estabelecer o número máximo de alunos que se podem inscrever em cada UC optativa, devendo expressar por escrito as condições de selecção e de seriação O número mínimo de alunos necessário ao funcionamento de cada UC optativa é estabelecido, em cada ano lectivo, pelo Conselho Científico, sem prejuízo do cumprimento do plano de estudos Exceptuam-se do mínimo fixado no número anterior os casos em que o docente assegure a docência da UC para além do número máximo de horas de serviço de aulas a que é obrigado por lei, sem encargos adicionais para a instituição. 5. Descritores 5.1. Para cada UC será elaborado um descritor, em Português e em Inglês, usando, obrigatoriamente, o modelo aprovado pelo Conselho Científico. Nele constam os requisitos e precedências, as competências a adquirir pelos alunos, os conteúdos programáticos e metodologias de ensino/aprendizagem, os resultados de aprendizagem, a organização modular de avaliação, a forma de avaliação em exame, as condições para aproveitamento e a bibliografia de referência. 2 de 8

3 5.2. Os descritores, acompanhados de parecer(es) emitido(s) pelo(s) Departamento(s) responsável(eis) pela leccionação da UC, são propostos pelo(s) regente(s), aprovados pela Direcção de Curso e homologados pelo Conselho Científico Antes do início de cada ano lectivo, os descritores deverão ser entregues ao Conselho Directivo da Escola que procederá à sua divulgação No final de cada semestre ou ano lectivo, o(s) regente(s) elabora o Relatório Final da UC, em modelo aprovado em Conselho Científico, que deverá ser entregue à Direcção de Curso. Posteriormente, esta fará o envio dos respectivos relatórios ao Conselho Científico. 6. Organização modular de avaliação 6.1. As UC estão organizadas por competências e resultados de aprendizagem Para efeito de avaliação as UC organizam-se por módulos devendo, para cada um deles, ser indicado no descritor os objectivos, o peso relativo na UC e as modalidades de avaliação O número mínimo de módulos numa UC é de 2 (dois). O número máximo de módulos é de 4 (quatro) para as UC anuais e de 3 (três) para as UC semestrais O peso relativo mínimo de cada módulo na UC é de 20% em UC com 4 (quatro) módulos, de 25% em UC com 3 (três) módulos e de 35% em UC com 2 (dois) módulos Em UC que demonstrem particular especificidade, poderão ser adoptados valores diferentes dos referidos nos pontos anteriores 6.3 e Estágio final O estágio final rege-se por regulamento próprio que faz parte integrante do presente documento. 2.º R EGIME DE P RESENÇAS 1. A presença nas aulas (incluindo as horas de Orientação Tutorial) é obrigatória em todas as UC. 2. Para efeitos de aprovação em cada UC, o valor mínimo de presenças é de 75% das aulas efectivamente leccionadas, para cada tipo de aula. 3 de 8

4 3. Os Regentes das UC poderão utilizar num dado ano lectivo registos de presenças nas aulas do ano lectivo anterior. 3.º R EGIME DE A VALIAÇÃO 1. Adopta-se em todas as UC o regime de avaliação descrito no ponto 2 do presente artigo, excepto nos casos previstos no ponto Regime de avaliação 2.1. A avaliação realiza-se: I) Durante o período de leccionação das UC, recorrendo aos instrumentos de avaliação definidos no respectivo descritor, em conformidade com as modalidades de avaliação previstas no Guia de Avaliação. II) Poderá haver repetição de provas de avaliação referidas na alínea anterior, para alunos com desempenho negativo, nomeadamente no final dos módulos intermédios, por decisão dos Regentes das UC. III) Por acesso a reavaliação A planificação das avaliações referidas em 2.1, para cada ano lectivo de cada curso, será estabelecida até ao início de cada semestre ou ano lectivo, cabendo ao Coordenador de Ano e Director de cada curso, a supervisão desta planificação A classificação obtida em cada módulo faz-se numa escala de 0 a 20 valores, com arredondamento às décimas A demonstração de competências em cada módulo é obtida por uma classificação mínima de 7,5 valores A classificação final numa UC é a média ponderada das classificações obtidas nos vários módulos da UC, arredondada à unidade, na escala de 0 a 20 valores. Para os devidos efeitos, será adoptada a escala europeia de comparabilidade de classificações (Secção II do Decreto-Lei nº 42/2005) Um aluno está aprovado numa UC quando, cumulativamente: I) Tenha cumprido o valor mínimo de presenças nas aulas; II) A média ponderada das classificações dos módulos da UC seja igual ou superior a 9,5 valores; 4 de 8

5 III) Tenha obtido uma classificação em cada um dos módulos igual ou superior a 7,5 valores, obtida durante o período de leccionação da UC (conforme 2.1 I) e II)) ou em reavaliação (conforme 2.1 III)) Os Regentes das UC poderão utilizar, num dado ano lectivo, registos das provas de avaliação a módulos, do ano lectivo anterior Em cada ano lectivo, um aluno que não obtenha aprovação numa UC pode ter acesso a uma reavaliação, por módulo, havendo duas chamadas, em época prevista no calendário académico. Para cada aluno, não há limite de número de UC que podem ser avaliadas em provas de reavaliação Em cada UC, o aluno só tem acesso a reavaliação dos módulos em que obteve nota inferior a 9,5 valores Um aluno tem acesso a reavaliação numa UC quando, cumulativamente: I) Tenha cumprido o valor mínimo de presenças nas aulas; II) Tenha obtido uma classificação superior ou igual a 7,5 valores num qualquer dos módulos da UC. III) Não esteja ainda aprovado na UC Nos casos em que o aluno após a 1ª Reavaliação numa UC, cumulativamente: (i) não está aprovado na UC; (ii) obteve num qualquer dos módulos uma classificação superior ou igual a 9,5 valores, tem acesso a um exame de recurso a essa UC, conforme o ponto 3 do presente artigo. 3. Avaliação em Exame 3.1. Para cada UC, em cada ano lectivo existirão duas épocas de exame, normal e de recurso, previstas em calendário académico A avaliação em exame, normal ou de recurso, contempla os seguintes casos: I) Alunos a quem, por força de lei, não possa ser exigida a presença nas aulas; II) Alunos a quem o Conselho Directivo da Escola tenha determinado a relevação das faltas que impediram a avaliação do aluno segundo o regime previsto no ponto 2 do presente artigo; III) Para todos os alunos que pretendam fazer melhoria de classificação numa UC. IV) Casos previstos no ponto 2.11 deste artigo. 5 de 8

6 3.3. A avaliação em exame pode contemplar uma prova escrita, uma prova oral e uma prova prática. Os módulos da UC poderão ser avaliados conjuntamente. Nos casos previstos em 2.1 I) e II), os regentes das UC poderão utilizar registos das provas de avaliação a módulos, do ano lectivo corrente ou do ano lectivo anterior A classificação final de uma UC obtida por avaliação em exame é arredondada à unidade na escala de 0 a 20 valores e corresponde ao valor ponderado, de acordo com o indicado no descritor da UC. 4. Avaliação em época especial 4.1. Têm acesso a avaliação em época especial os alunos que, nos termos da lei, estejam em condições de concluir o Curso A avaliação em época especial faz-se nos termos do ponto 3.3 do presente artigo e seguinte. 4.º R EGIME DE P ROGRESSÃO 1. Ano curricular de matrícula 1.1. Um aluno transita do 1º ano para o 2º ano do Curso desde que obtenha aprovação em UC que perfaçam, cumulativamente, 30 créditos ECTS Um aluno transita do 2º ano para o 3º ano do Curso desde que obtenha aprovação em UC que perfaçam, cumulativamente, 84 créditos ECTS. 2. Inscrições em UC 2.1. Para se poderem inscrever a UC de um determinado ano curricular, os alunos devem estar inscritos ou ter obtido aprovação em todas as UC dos anos curriculares anteriores Os alunos que se inscrevem no 2º ano têm condicionada a inscrição em UC de acordo com a seguinte regra: I) Se número total de ECTS de UC aprovadas do 1º ano do curso é inferior a 36, só se podem inscrever a um número de UC cuja soma de créditos ECTS não exceda 66. I) Nos restantes casos, os alunos podem inscrever-se a um número de UC cuja soma de créditos ECTS não exceda de 8

7 2.3. Os alunos que se inscrevem no 3º ano têm condicionada a inscrição em UC de acordo com a seguinte regra: I) Se o número total de ECTS de UC aprovadas for igual ou superior a 96, podem inscrever-se a todas as restantes UC. II) Se o número total de ECTS de UC aprovadas for inferior a 96, só se podem inscrever a um número de UC do 3º ano cuja soma de créditos ECTS não exceda 30, ficando impedidos de se inscreverem no Estágio. Estas inscrições ficam condicionadas ao parecer favorável do Director de Curso. 5.º A COMPANHAMENTO DE ALUNOS 1. A cada aluno é atribuído um Tutor, a quem compete o acompanhamento do aluno durante o Curso, de acordo com o Manual do Tutor aprovado em Conselho Científico. 2. O Tutor deverá apresentar ao Coordenador de Ano do Curso um relatório semestral sucinto sobre o acompanhamento do aluno, onde se evidenciarão eventuais problemas, em particular os de aprendizagem, medidas e seguimento para a sua resolução. 3. No final de cada semestre, o Coordenador de Ano elaborará um relatório para análise global da Direcção do Curso, que deverá ser remetido para os Órgãos da Escola. 6.º O BTENÇÃO DO GRAU E CLASSIFICAÇÃO FINAL 1. O grau académico de Licenciado é obtido com a aquisição dos créditos nas áreas científicas que integram o plano de estudos do Curso. 2. A classificação final é expressa no intervalo da escala numérica inteira de 0 a A classificação final do grau de licenciado é obtida pelo cálculo da média ponderada das classificações das UC que integram o plano de estudos do Curso, sendo os coeficientes de ponderação estabelecidos pelos créditos ECTS, arredondada às unidades (considerando como unidade a fracção não inferior a cinco décimas). 7 de 8

8 4. Nos casos em que as UC são obtidas por equivalência, caberá ao Conselho Científico estabelecer o método de cálculo da classificação final. 7.º D ÚVIDAS E O MISSÕES As dúvidas e omissões deste regulamento serão sanadas por despacho do Presidente do Conselho Científico, sob proposta da Direcção do Curso. 8.º E NTRADA EM VIGOR As alterações ao presente regulamento entram em vigor no ano lectivo 2008/09. 8 de 8

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