CONTRATO CONSTITUTIVO DO FUNDO DE PENSÕES DOS ADMINISTRADORES E/OU DIRECTORES DA ROBBIALAC

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1 CONTRATO CONSTITUTIVO DO FUNDO DE PENSÕES DOS ADMINISTRADORES E/OU DIRECTORES DA ROBBIALAC CAPÍTULO I (DISPOSIÇÕES GERAIS) 1 A existência do Fundo de Pensões dos Administradores e/ou Directores da Robbialac adiante designado apenas por Fundo, é por tempo indeterminado e conta-se para todos os efeitos a partir de 1 de Dezembro de Identificação da associada e da entidade gestora a) A Associada do Fundo é a empresa Tintas Robbialac, S.A. adiante designada por associada. b) A entidade gestora é a ESAF Espírito Santo Fundos de Pensões, SA, com sede na Avenida Alvares Cabral, nº 41, em Lisboa, com o capital social de 1 milhão de euros. 3. São Participantes do Fundo os Administradores e/ou Directores da Associada nomeados até 31 de Dezembro de São Beneficiários do Fundo todos os Participantes que reunam as condições de elegibilidade definidas no Capítulo II, bem como os pensionistas existentes à data da constituição do mesmo e respectivos cônjuges e os cônjuges sobrevivos dos Administradores e/ou Directores nas condições definidas nos nºs 2.2. e 3.2. do Capítulo II. 4. O património inicial do Fundo é de por transferência do Fundo de Pensões Robbialac. A importância transferida corresponde ao somatório das seguintes rúbricas, calculadas de acordo com a avaliação actuarial reportada a 31 de Dezembro 2001 e tendo em conta os princípios que presidiram à repartição do Fundo: Somatório dos capitais de cobertura das pensões em pagamento; Valor actual das responsabilidades por serviços passados dos participantes, conforme previsto no plano de pensões constante no capítulo II deste contrato, na proporção em que o mesmo valor se encontrava financiado no Fundo de Pensões Robbialac à data da transferência. 5 O património do Fundo será integrado pelo valor da entrega inicial constante do ponto anterior e ainda: a) pelas contribuições a realizar pela associada, calculadas de acordo com o plano actuarial; b) pelos rendimentos das aplicações do património do Fundo; c) pelo produto da alienação, resgate ou reembolso de valores que o constituem; d) por outras receitas de qualquer natureza ou proveniência que nos termos legais e contratuais possam ou devam ficar adstritas ao património do Fundo. 6 Os objectivos do Fundo são os de garantir o pagamento das pensões de pré-reforma, de reforma e de sobrevivência, de acordo com o plano de pensões adiante definido.

2 7 O Fundo não prevê a concessão de empréstimos aos participantes. 8 As regras de administração do Fundo são, na generalidade, as legalmente exigíveis a um gestor diligente e, na especialidade, as regras de segurança, rentabilidade, diversificação e liquidez das respectivas aplicações, constantes dos termos do contrato de gestão celebrado entre a associada e a entidade gestora do Fundo, nos termos da lei. 9 São ainda integradoras das regras de administração do Fundo as orientações e normas regulamentares dimanadas do Instituto de Seguros de Portugal e, bem assim, subsidiariamente, as normas aplicáveis à actividade seguradora. 10 Os interesses da associada serão representados pela respectiva administração, ou em quem ela expressamente delegar. 11 A Associada poderá transferir a gestão do Fundo para outra entidade gestora, nos termos da Lei. A entidade gestora, mediante o prévio acordo da associada, poderá transferir o depósito de valores do Fundo para outra instituição depositária, desde que observados os prazos de denúncia de 180 dias, salvo se outros estiverem estabelecidos nos competentes contratos. 12 Os direitos dos participantes, constantes do Capítulo II Plano de pensões de pré-reforma e de reforma garantidas extinguem-se com a cessação do vínculo laboral à associada por circunstâncias que não sejam as que determinam a atribuição das referidas prestações. 13 No caso de extinção da associada, o Fundo responderá até ao limite da sua capacidade financeira, garantindo os seguintes direitos por ordem preferencial, após o pagamento de todas as despesas devidas: a) Assegurar a continuidade do pagamento das pensões em curso através de aquisição de rendas vitalícias imediatas junto de uma seguradora, para todos os beneficiários que se encontrem na situação de pré-reforma, reforma ou a receber pensão de sobrevivência paga pelo Fundo, na data da liquidação; b) Garantir a imediata entrada em pagamento das pensões correspondentes aos participantes que, encontrando-se em actividade de serviço, tenham ultrapassado a data normal de reforma ou que a atinjam no ano da extinção do Fundo, através da aquisição de rendas vitalícias imediatas junto de uma seguradora; c) Adquirir, junto de uma seguradora, rendas diferidas a favor dos Participantes, que não estando ao serviço da associada à data da liquidação do Fundo permaneçam com direitos adquiridos; d) Adquirir, junto de uma seguradora, rendas vitalícias diferidas de montantes calculados actuarialmente e proporcionais ao tempo de serviço de cada participante em actividade de serviço à data da liquidação do Fundo; 2

3 e) Se após assegurados os direitos referidos nos números anteriores, através de um relatório actuarial, existir algum valor remanescente do Fundo, este será utilizado para melhorar as pensões. Alternativamente, e segundo a hierarquização de prioridades referida, o património do Fundo, nos casos em que tal seja possível poderá ser transferido para outro Fundo. 14 O Fundo dissolve-se: a) pela realização do seu objectivo ou por este se tornar impossível; b) por acordo entre a associada, os participantes e os beneficiários efectivos do Fundo; c) na falta de meios financeiros que determinem a impossibilidade do Fundo garantir o cumprimento das respectivas obrigações; d) nos casos especialmente previstos na lei. 15. A dissolução do Fundo será formalizada por contrato escrito, entre a associada e a entidade gestora, seguindo-se a respectiva liquidação nos termos legais e contratuais, competindo à entidade gestora a execução das competentes operações sendo, com as devidas adaptações, aplicável o regime regulado para a extinção da associada, previsto no ponto nº. 13, se outro não for imposto por lei. 16. Quaisquer modificações das cláusulas constantes do contrato constitutivo do Fundo, deverão merecer o acordo da associada e da entidade gestora e ser precedidas da competente autorização do Instituto de Seguros de Portugal, não podendo nunca determinar: a) a redução do valor das pensões em pagamento à data da alteração; b) a redução dos benefícios dos participantes que se encontrem com direitos adquiridos à data da alteração; c) a restituição a favor da associada do todo ou parte do património do Fundo, sem prejuízo do previsto no artigo 28º do Decreto-Lei n.º 475/99; d) o sacrifício dos objectivos do Fundo. 17. Os diferendos surgidos entre as partes titulares das relações jurídicas emergentes do presente contrato, quer de natureza contenciosa em sentido estrito quer de qualquer outra natureza, designadamente relacionados com a interpretação, integração e execução das respectivas disposições, incluindo a sua actualização ou revisão, serão dirimidos por recurso a arbitragem, de acordo com a convenção seguinte: a) O tribunal arbitral será constituído por um árbitro, nomeado por cada uma das partes e competindo a estes árbitros designarem por acordo um outro que presidirá. b) Caso não seja alcançado acordo quanto à designação do Presidente, será o mesmo escolhido pelo presidente do Tribunal da Relação de Lisboa. c) O número de árbitros poderá ser aumentado para tantos quantas as partes em litígio, além do presidente. d) As regras do processo arbitral e o lugar de funcionamento do tribunal competem aos árbitros, tomados em consideração o valor e a complexidade das causas que lhes sejam submetidas; 3

4 e) São aplicáveis à presente convenção de arbitragem as disposições supletivas da lei nº 31/86, de 29 de Agosto. CAPÍTULO II (PLANO DE PENSÕES DE PRÉ-REFORMA E REFORMA GARANTIDAS) 1 Definições: Salário Pensionável por salário pensionável entende-se o último salário base mensal ilíquido, incluindo a remuneração especial por isenção de horário de trabalho, multiplicado por 14 e dividido por 13 (excluindo quaisquer outras verbas que o participante receba, ainda que regulares e periódicas, nomeadamente bónus, subsídio de almoço, abonos, etc.), auferido à data da passagem à pré-reforma. Data Normal de Reforma significa o dia 1 do mês seguinte àquele em que o participante atinja 65 anos de idade. 2. Administradores e/ou Directores nomeados até 31 de Dezembro de Pensão de pré-reforma e reforma a) Os Administradores e/ou Directores nomeados até 31 de Dezembro 1990, passam à situação de pré-reforma aos 61 anos de idade e têm direito a uma pensão mensal equivalente a: i Entre os 61 anos de idade e a Data Normal de Reforma: 100% do salário pensionável. ii A partir da data normal de reforma: 33% da pensão em pagamento nessa data (incluindo os aumentos referidos na alínea b)), deduzida da pensão a que o participante tiver direito do Fundo de Pensões Robbialac. b) As pensões mensais serão actualizadas em 5% no dia 1 de Janeiro de cada ano. No dia 1 de Janeiro, imediatamente após a passagem à situação de pré-reforma, o aumento será proporcional ao número de meses completos decorridos entre a data da última revisão salarial e o dia 1 de Janeiro. Este Fundo é igualmente responsável pela actualização, nos termos atrás referidos, da pensão que o Participante recebe do Fundo de Pensões Robbialac. c) As pensões mensais referidas em i) e ii) serão pagas 13 vezes por ano. d) O Beneficiário requererá a reforma por velhice junto da segurança social logo que atinja a data normal de reforma Pensão de sobrevivência diferida a) Se a morte de um participante já reformado ou em situação de pré-reforma ocorrer entre os 61 anos e a data normal de reforma, o cônjuge sobrevivo terá direito a uma pensão mensal equivalente a 22% da pensão que estiver em pagamento à data da morte. b) Se a morte de um participante já reformado ocorrer após a data normal de reforma, o cônjuge sobrevivo terá direito a uma pensão mensal equivalente a 67% da pensão mensal que estiver em pagamento por este Fundo à data da morte, bem como pelo Fundo de Pensões Robbialac. c) As pensões de sobrevivência acima definidas serão pagas até à morte ou casamento do cônjuge sobrevivo e serão actualizadas de acordo com a alínea b) do ponto 2.1 do presente capítulo. 4

5 3. Administradores e/ou Directores nomeados a partir de 31 de Dezembro de Pensão de pré-reforma e reforma a) Os Administradores e/ou Directores nomeados a partir de 31 de Dezembro de 1990 passam à situação de pré-reforma aos 62 anos de idade e têm direito a uma pensão mensal equivalente a: i Entre os 62 anos de idade e a data normal de reforma: 77,5% do salário pensionável; ii A partir da data normal de reforma: 26% da pensão em pagamento nessa data (incluindo os aumentos referidos na alínea b)), deduzida da pensão a que o participante tiver direito do Fundo de Pensões Robbialac. b) As pensões mensais serão actualizadas em 5% no dia 1 de Janeiro de cada ano. No dia 1 de Janeiro, imediatamente após a passagem à situação de pré-reforma, o aumento será proporcional ao número de meses completos decorridos entre a data da última revisão salarial e o dia 1 de Janeiro. Este Fundo é igualmente responsável pela actualização, nos termos atrás referidos, da pensão que o participante recebe do Fundo de Pensões Robbialac. c) As pensões mensais referidas em i) e ii) serão pagas 13 vezes por ano. d) O Beneficiário requererá a reforma por velhice junto da Segurança Social logo que atinja a data normal de reforma Pensão de sobrevivência diferida a) Se a morte de um participante já reformado ou em situação de pré-reforma ocorrer entre os 62 anos de idade e a data normal de reforma, o cônjuge sobrevivo terá direito a uma pensão mensal equivalente a 17% da pensão que estiver em pagamento à data da morte. b) Se a morte de um participante já reformado ocorrer após a data normal de reforma, o cônjuge sobrevivo terá direito a uma pensão mensal equivalente a 67% da pensão mensal que estiver em pagamento por este Fundo à data da morte, bem como pelo Fundo de Pensões Robbialac. c) As pensões de sobrevivência acima definidas serão pagas até à morte ou casamento do cônjuge sobrevivo e serão actualizadas de acordo com a alínea b) do ponto 3.1. do presente capítulo. 4. Cessação do Contrato de Trabalho por Mútuo Acordo a) Em caso de cessação do contrato de trabalho por mútuo acordo, o Participante desde que tenha um mínimo de 10 anos de serviço na Associada e 55 anos de idade, e desde que fique expressamente consignado no referido acordo, terá direito a uma pensão de pré-reforma e reforma. b) A pensão será calculada e paga conforme definido nos pontos 2 e 3 deste capítulo, tomando por base os anos de serviço e o salário pensionável existentes à data da cessação do contrato de trabalho. 5. Direitos em Caso de Antecipação da Idade da Pensão Por Velhice a) Caso o participante opte por se reformar ao abrigo do regime de flexibilização da idade de pensão por velhice junto da Segurança Social, manterá todos os direitos previstos neste Capítulo. b) Caso o participante exerça a opção definida na alínea a) antes dos 61 ou dos 62 anos de idade, a pensão a pagar pelo Fundo nessa idade será calculada conforme definido em 2.1. e 3.1., 5

6 respectivamente, tomando por base o salário pensionável existente à data da cessação do contrato de trabalho. 6. Pensionistas existentes à data de constituição do Fundo a) As pensões dos Administradores e/ou Directores pré-reformados ou reformados anteriormente a 31/12/90, são pagas 13 vezes por ano e sem actualizações. Em caso de morte, o cônjuge sobrevivo terá direito a uma pensão equivalente a 67% do complemento de reforma que estiver em pagamento à data da morte. Esta pensão de sobrevivência não é actualizável e apenas será devida se o cônjuge sobrevivo for o mesmo que existia à data da pré-reforma ou da reforma. b) Às pensões dos Administradores e/ou Directores pré-reformados ou reformados posteriormente a 31/12/90, são aplicáveis todas as disposições do presente capítulo, com excepção da referida na alínea anterior. 7. Disposições Genéricas Os direitos consignados no presente Capítulo pressupõem uma automática passagem à situação de pré-reforma e reforma logo que se verifiquem as condições respectivas. Não existindo acordo expresso entre a Associada e o Participante em sentido contrário, o participante deixará de ter direito aos benefícios atrás definidos, excepto se optar pelo regime previsto no ponto 5 deste capítulo. 8. Duração do Plano Os benefícios deste Plano de Pensões são atribuídos de forma voluntária, unilateral e livre da Associada e serão concedidos enquanto se mantiverem os actuais pressupostos, nomeadamente enquanto a sua situação económica e financeira o permitir, sem prejuízo do esquema de afectação do Fundo, previsto no ponto 13 do Capítulo I deste Contrato. 6

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