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1 Painel da Indústria Financeira - PIF

2 Agenda Desintermediação Bancária nas Operações de Créditos Relacionamento com Instituições não Bancárias As Razões de Uso do Sistema Financeiro, segundo as Empresas: Variações em Função dos Indicadores PIB, Selic e IPCA.

3 Agenda Desintermediação Bancária nas Operações de Créditos Relacionamento com Instituições não Bancárias As Razões de Uso do Sistema Financeiro, segundo as Empresas: Variações em Função dos Indicadores PIB, Selic e IPCA.

4 Desintermediação Bancária O Sr.(a) Aumentou ou Reduziu o Uso de Empréstimos Bancários? ( % ) Aumentou 29,2 Reduziu 70,8 A redução no número de pessoas que solicitaram créditos bancários foi de 70,8% Base de Respondentes 653 Razões para a Redução do Uso de Empréstimos Bancários ( % ) Os juros elevados das operações, o alto endividamento e a redução da renda real foram as causas mais citadas pelos respondentes para justificar a redução na demanda desse consumidor. Do lado da oferta, a seletividade e a baixa disposição dos bancos em financiar aparecem como causas relevantes para a redução dos empréstimos. Os juros estão muito altos, não vale a pena tomar empréstimos com juros tão altos Estou muito endividado e achei prudente não tomar mais empréstimos em lugar nenhum 34,6 19,0 Fiquei com medo: inflação foi alta e minha renda já não dava pra tomar 18,2 O número de parcelas é muito pequeno e aumenta muito as prestações dos novos empréstimos Estou em atraso com alguns empréstimos que tomei no passado e quero liquidar esses empréstimos anteriores antes de fazer novas dívidas 16,6 15,8 Os bancos não aprovaram meus pedidos de empréstimos 14,5 Os bancos pediram garantias muito altas que eu não tinha para oferecer 12,5 Base de Respondentes (Respostas Múltiplas) 537 4

5 Desintermediação Bancária (continuação) Como Resolveu suas Necessidades de Crédito? ( % ) Reduzi fortemente minhas compras 67,3 Usei cartões de crédito que possuo 39,9 Usei crédito que as lojas e supermercados ofereceram 38,9 Recorri a uma instituição não bancária (financeiras, cooperativas de crédito e factorings) 35,9 Tomei emprestado de um parente ou amigo 23,1 Base de Respondentes 398 Os comportamentos de ofertantes e demandantes configuram um quadro de fortes dificuldades financeiras no contexto empresarial. Isso impulsiona, por um lado os atrasos nos pagamentos de impostos e de recolhimentos de encargos. Do lado da oferta, a seletividade e a baixa disposição dos bancos em financiar aparecem como causas relevantes para a redução dos empréstimos. 5

6 Desintermediação Bancária (continuação) Como Resolveu suas Necessidades de Crédito? ( % ) Reduzi fortemente minhas compras 67,3 Usei cartões de crédito que possuo 39,9 Usei crédito que as lojas e supermercados ofereceram 38,9 Recorri a uma instituição não bancária (financeiras, cooperativas de crédito e factorings) 35,9 Tomei emprestado de um parente ou amigo 23,1 Base de Respondentes 398 Os comportamentos de ofertantes e demandantes configuram um quadro de fortes dificuldades financeiras no contexto empresarial. Isso impulsiona, por um lado os atrasos nos pagamentos de impostos e de recolhimentos de encargos. Do lado da oferta, a seletividade e a baixa disposição dos bancos em financiar aparecem como causas relevantes para a redução dos empréstimos. 6

7 Desintermediação Bancária (continuação) Produtos para Manutenção do Equilíbrio do Caixa (Índice de Importância) Produtos Bancários Índice 2014 Índice 2013 Cartão de débito 120,7 122,4 Cartão de crédito 102,2 106,6 Empréstimos pessoais 61,7 75,7 Cheque especial 47,9 60,5 Financiamento de automóvel / consórcio de automóvel 15,2 12,7 Crédito imobiliário / financiamento residencial 11,5 9,3 Fundos de renda fixa / variável 11,0 4,3 Seguro de vida 10,7 9,7 Seguro de automóvel 7,7 4,6 Seguro saúde 5,6 4,2 Aplicações / investimentos no exterior 5,6 28,6 Títulos privados / públicos 5,4 3,1 Aplicações em bolsa 4,3 1,6 Seguro de residência / incêndio 4,2 2,2 Leasing 2,9 1,6 Títulos cambiais 0,8 0,5 Base de Respondentes Mesmo quando utilizado para manter o fluxo de caixa, os produtos de crédito perdem importância no portfólio dos usuários de bancos As maiores perdas se deram em empréstimos pessoais e Cheque Especial 7

8 Agenda Desintermediação Bancária nas Operações de Créditos Relacionamento com Instituições não Bancárias As Razões de Uso do Sistema Financeiro, segundo as Empresas: Variações em Função dos Indicadores PIB, Selic e IPCA.

9 Relacionamento Suas Experiências com essas Instituições Não Bancárias(*) Foram Mais ou Menos Positivas que as que o(a) Sr.(a) teve com os Bancos que lhe Negaram Crédito? ( % ) Menos positiva 13,7 Mais positiva 86,3 Experiências podem se transformar em atitudes e, mais tarde, em comportamentos efetivos. Isso exigiria, entretanto, a permanência dessa avaliação no tempo, bem como solicitaria esforços organizados para sua consolidação. Base de Respondentes 357 Para os Próximos 12 Meses, o Sr.(a) Pretende Aumentar ou Diminuir o uso dessas Instituições Não Bancárias(*)? ( % ) As intenções, nos percentuais manifestados pelos entrevistados, são compatíveis com as avaliações das experiências manifestadas, reforçando a ideia de um processo de desintermediação já em curso, para o crédito às pessoas físicas. Diminuir 15,3 Aumentar 84,7 Base de Respondentes 261 (*) Instituições não bancárias = cooperativas de crédito, factorings, empresas de leasing, cartões de loja e carnês, financeiras... 9

10 Relacionamento (continuação) Razões para o Aumento do Uso dessas Instituições Não Bancárias(*) ( % ) São mais ágeis e desburocratizados 55,1 São menos exigentes para conceder crédito 46,9 São mais flexíveis em relação às garantias pedidas 43,4 Concedem maiores limites de crédito 36,7 São mais flexíveis nos prazos concedidos para pagamento 27,0 São mais tolerantes com eventuais atrasos 1,0 Base de Respondentes 196 Os diferenciais competitivos não envolvem considerações sobre o custo dos empréstimos. Basicamente centram-se em questões funcionais do processo de concessão. Os atributos referentes à velocidade e à simplificação do processo de concessão e liberação do crédito já são tradicionais nessas instituições. O gigantismo do setor bancário subtrai a possibilidade de imprimir maior velocidade aos seus processos internos. (*) Instituições não bancárias = cooperativas de crédito, factorings, empresas de leasing, cartões de loja e carnês, financeiras... 10

11 Agenda Desintermediação Bancária nas Operações de Créditos Relacionamento com Instituições não Bancárias As Razões de Uso do Sistema Financeiro, segundo as Empresas: Variações em Função dos Indicadores PIB, Selic e IPCA.

12 Razões de Uso do Sistema Financeiro Trilhões de Reais % % 5 O que leva as empresas a utilizarem, com maior ou menor intensidade, as instituições financeiras, consideradas a tendência e a volatilidade dos indicadores na última década? Qual a influência, nas decisões de escolha das instituições financeiras, da taxa de juros, da variação anual do PIB e da inflação nesta relação? Evolução do IPCA Evolução da Selic Ano Ano Evolução do PIB Ano Gráfico 1: evolução do IPCA (acumulado no ano), da Selic (taxa anual apurada em julho) e do PIB (em valores de 2014). 12

13 Metodologia Para responder essa questão, a divisão de Analytics da Fractal organizou os dados histórico dos últimos 11 anos (2004 a 2014) do Painel da Indústria Financeira PIF a realizada junto a executivos de empresas com faturamento entre R$30MM e R$1Bi/ano selecionadas aleatoriamente nos 250 municípios com os maiores PIB s do país. Foram entrevistadas a cada ano, em média, empresas no período considerado. A pesquisa acessa o uso e a concentração de produtos e serviços financeiros de cada empresa em cada instituição financeira. Adicionalmente, levanta as razões de uso das instituições e dos seus respectivos produtos. O escore de cada razão de uso em cada instituição financeira é a frequência com a qual os clientes desta instituição apontam a referida razão de uso. 13

14 Metodologia (continuação) Razão de Uso Escore* Fornece produtos/serviços sob medida para a empresa 66,5 Facilidade de acesso do internet banking 62,8 Constitui-se em fonte confiável de crédito sempre que a empresa necessita 50,7 Apresenta forte agilidade operacional em sua estrutura administrativa 49,8 Fornece melhores serviços de administração financeira (cash management/administração de fluxo de caixa) 48,5 Dispõe de uma rede de agências que cobre praticamente todas as praças financeiras onde minha empresa opera 45,4 Atende através de profissionais com adequada qualificação 42,9 Mantém um relacionamento estreito, de parceria real e duradoura com a empresa 41,6 Possui um completo portfólio de produtos e serviços que possibilita à minha empresa o uso do banco de diversas formas 37,7 Tabela 1: Principais razões de uso de instituições financeiras nos últimos 3 anos. Valor médio dos últimos 3 anos ( ) do escore ponderado pelo número de clientes de cada instituição financeira. Ao ponderar o escore de cada uma das razões de uso pelo número de clientes de cada instituição, observa-se na tabela 1, que, para os últimos 3 anos, as principais razões de uso estão fortemente relacionadas às características do portfólio de produtos/serviços, à facilidade e conveniência de uso e ao nível do relacionamento. 14

15 Conclusões A analise a dinâmica de correlações entre as razões de uso, ponderadas pelo número de clientes de cada instituição financeira, vis-à-vis a evolução dos últimos 11 anos da inflação, do PIB e da Selic, observa-se que: 1) No caso do PIB, conforme pode ser observado na tabela 2, as correlações positivas estão pautadas em aspectos transacionais como a qualidade dos produtos, a eficiência operacional e a relevância da instituição como fonte de crédito confiável. Estes aspectos apresentam a maior variação positiva em momentos de aumento da atividade econômica. As correlações negativas, por outro lado, estão pautadas em taxas, tarifas, volumes das linhas de crédito e relacionamento; aspectos de maior relevância em momentos de retração da atividade econômica. Razão de Uso Correlação Fornece produtos/serviços sob medida para a empresa 0,88 Fornece melhores serviços de administração financeira (cash management/administração de fluxo de caixa) 0,87 Constitui-se em fonte confiável de crédito sempre que a empresa necessita 0,79 Apresenta forte agilidade operacional em sua estrutura administrativa 0,70 Proporciona rentabilidade mais competitiva para suas aplicações/investimentos -0,81 Mantém um relacionamento estreito, de parceria real e duradoura com a empresa -0,85 Cobra tarifas justas para a execução dos serviços -0,85 Oferece linhas de crédito nos volumes de recursos adequados às necessidades de minha empresa -0,85 Possui taxas de financiamento em operações nacionais mais competitivas -0,85 Trata a empresa como cliente exclusivo -0,95 Tabela 2: Principais correlações e anti-correlações entre as razões de uso de instituições financeiras e o PIB considerando os últimos 11 anos ( ). 15

16 Conclusões (continuação) 2) No caso da Selic, as correlações positivas estão pautadas principalmente na adequação dos volumes das linhas de crédito e na qualificação do relacionamento. Em outras palavras, quando a taxa de juros básica da economia cresce, os limites de crédito e o atendimento diferenciado constituem importantes estratégias de diferenciação competitiva. As correlações negativas, por outro lado, estão pautadas no desenho dos produtos e serviços, ou seja, quando a Selic alcança níveis mais baixos, a diferenciação do portfólio é uma estratégia importante. A tabela 3 apresenta as correlações e anti-correlações mais fortes com a Selic. Razão de Uso Correlação Oferece linhas de crédito nos volumes de recursos adequados às necessidades de minha empresa 0,82 Dispõe de uma rede de agências que cobre praticamente todas as praças financeiras onde minha empresa opera 0,77 Atende através de profissionais com adequada qualificação 0,75 Fornece melhores serviços de administração financeira (cash management/administração de fluxo de caixa) -0,77 Fornece produtos/serviços sob medida para a empresa -0,89 Tabela 3: Principais correlações e anti-correlações entre as razões de uso de instituições financeiras e o PIB considerando os últimos 11 anos ( ). 16

17 Conclusões (continuação) 3) No caso da inflação, medida pelo IPCA, não foram encontradas correlações positivas fortes com as razões de uso. As correlações negativas mais relevantes, presentes na tabela 4, mostram que em períodos de menor inflação o relacionamento das instituições financeiras com as empresas assume papel central. Razão de Uso Correlação Apresenta atendimento personalizado -0,70 O gerente de conta possui um profundo conhecimento das necessidades e estratégias da empresa -0,75 Apresenta um excelente relacionamento / atendimento através de seus gerentes de contas -0,79 Tabela 4: Principais anti-correlações entre as razões de uso de instituições financeiras e o IPCA considerando os últimos 11 anos ( ). As análises permitiram ainda concluir que as estratégias de marketing precisam ser repensadas a cada transformação dessas variáveis no cenário brasileiro. 17

18 Conclusões (continuação) 4) Em tempos de crescimento, a tendência é que o cliente enfatize necessidades a serem atendidas por produtos transacionais, subvertendo as intenções de centralizar as ações em princípios do marketing de relacionamento. Prevalece o oportunismo, à busca dos negócios mais pontuais. 5) Nos momentos de retração econômica, onde o PIB permanece com crescimento baixo ou negativo, o relacionamento é enfatizado pelas empresas e as instituições financeiras são convocadas para estreitar os vínculos de parceria com seus clientes. 6) Selic em elevação pede estratégias de marketing dirigidas ao atendimento mais personalizado, acompanhado da maior disposição para aumentar os volumes de crédito das operações. A instituição financeira, cujo apetite de risco mostrar-se mais alto, tende a obter ganhos de share. Em outros termos, a tendência, nesses casos, é que as instituições financeiras se vejam obrigadas à assunção de níveis de risco mais elevados. 7) Quando a Selic apresenta níveis decrescentes, as estratégias de diferenciação ficam associadas aos produtos que requeiram maior customização. 8) Igualmente baixos níveis de inflação supõem a intensificação das políticas de relacionamento com as bases de clientes, permitindo o crescimento das parcerias entre instituições financeiras e seus clientes. 18

19 Muito Obrigado.

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