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2 Às vezes, a elaboração do desenho técnico mecânico envolve o trabalho de vários profissionais. O profissional que projecta a peça é o engenheiro ou o desenhador. Primeiro ele imagina como a peça deve ser, depois representa as suas idéias por meio de um esboço, isto é, um desenho técnico à mão livre. O esboço serve de base para a elabtoração do desenho preliminar.

3 O desenho técnico chega às mãos do profissional que vai executar a peça, onde ele deve ler e interpretar o desenho técnico para que a possa executar. Quando ele consegue fazer isso correctamente, é capaz de imaginar exactamente como será a peça mesmo antes de a executar. Para tanto, é necessário conhecer as normas técnicas em que o desenho se baseia e os princípios de representação da geometria descritiva. Desenho técnico de marcenaria

4 Desenho técnico de mecânica

5 Projecções - o observador Observando o modelo de frente Observando o modelo de cima Observando o modelo de frente

6 Projecções - o modelo

7 Projecções- o plano de projecção SPVS - semiplano vertical superior SPVI - semiplano vertical inferior SPHA - semiplano horizontal anterior SPVP - semiplano horizontal posterior Estes dois planos, perpendiculares entre si, dividem o espaço em quatro regiões chamadas diedros. O método de representação de objectos em dois semiplanos perpendiculares entre si, foi criado por Gaspar Monge, é também conhecido como método de Monge.

8 O desenho técnico, tal como nós o entendemos hoje, foi desenvolvido graças ao matemático francês Gaspar Monge ( ). Os métodos de representação gráfica que existiam até aquela época não possibilitavam transmitir a idéia dos objetos de forma completa, correcta e precisa. Monge criou um método que permite representar, com precisão, os objectos que têm três dimensões (comprimento, largura e altura) em superfícies planas, como, por exemplo, uma folha de papel, que tem apenas duas dimensões (comprimento e largura). Esse método, passou a ser conhecido como método de monge, é usado na geometria descritiva. Gaspard Monge (Beaune, 10 de maio de Paris, 28 de julho de 1818) foi um matemático francês, criador da geometria.

9 E os princípios da geometria descritiva constituem a base do desenho técnico. Veja: Representação de umobjecto de acordo com os princípios da geometria descritiva.

10 Cada diedro é a região limitada por dois semiplanos perpendiculares entre si. Os diedros são numerados no sentido anti-horário, isto é, no sentido contrário ao do movimento dos ponteiros do relógio. Actualmente, a maioria dos países que utilizam o método de monge adoptam a projecção ortográfica no 1º diedro. Em Portugal, utiliza-se a representação no 1º diedro.

11 Para simplificar a compreensão da projecção ortográfica passamos a representar apenas o 1º diedro. Chamamos o semiplano vertical superior de plano vertical e o semiplano horizontal de plano horizontal. Ao interpretar um desenho técnico procure identificar, de imediato, em que diedro está o mesmo representado. O símbolo ao lado indica que o desenho técnico está representado no 1º diedro. Este símbolo aparece no canto inferior direito da folha de papel dos desenhos técnicos, dentro da legenda. Quando o desenho técnico estiver representado no 3º diedro, estará o símbolo ao lado representado na legenda do desenho técnico.

12 Para desenhar um objecto, é necessário conhecer todos os seus elementos emverdadeira grandeza, por esta razão, em desenho técnico, representam-se os objectos em mais de uma projecção ortográfica e em mais de um plano de projecção.

13 Imagine um prisma rectangular paralelo a um plano de projecção vertical visto de frente por um observador, na direcção indicada pela seta. A projecção ortográfica do prisma, visto de frente no plano vertical, dá origem à vista ortográfica chamada de vista frontal.

14 A vista frontal não nos dá a ideia exacta das formas do prisma, para isso necessitamos de outras vistas, que podem ser obtidas através da projecção do prisma noutros planos do 1º diedro. Imagine, então, a projecção ortográfica do mesmo prisma visto de cima por um observador na direcção indicada pela seta. A projecção do prisma, visto de cima no plano horizontal, determina a vista ortográfica chamada vista superior.

15 Para completar, além das vistas frontal e superior, uma terceira vista é importante:a vista lateral esquerda. Imagine agora um observador vendo o mesmo prisma de lado, na direcção indicada pela seta. A projecção do prisma, visto de lado no plano lateral, determina a vista ortográfica chamada de vista lateral esquerda.

16 Assim, temos: - a projecção do prisma no plano vertical dá origem à vista frontal; - a projecção do prisma no plano horizontal dá origem à vista superior; - a projecção do prisma no plano lateral dá origem à vista lateral esquerda; Agora, que já vimos como se determinam as projecções do prisma em cada plano, é mais fácil de entender as projecções do prisma em três planos, como indica a figura em baixo. As linhas que partem perpendicularmente dos vérticas do prisma até aos planos de projecção são as linhas projectantes.

17 As linhas que ligam as projecções nos três planos são chamadas linhas projectantes auxiliares. Mas em desenho técnico, as vistas devem ser representadas num único plano, assim realizamos o rebatimento dos planos de projecção horizontal e lateral, como podemos observar nas figuras da página seguinte.

18 Muito bem, agora temos os três planos de projecção: vertical, horizontal e lateral, representados num único plano, em perpectiva isométrica, como podemos ver na figura da página seguinte.

19 Observe agora como ficam os tr s planos rebatidos vistos de frente, na figura em baixo.

20 Em desenho técnico, não se representam as linhas de intersecção dos planos. Apenas os contornos das projecções são desenhados, as linhas projectantes também são apagadas. Finalmente, na figura ao lado, podemos observar em projecção ortográfica, o prisma rectangular.

21 Perspectivas cavaleira a 45 L P cavaleira a 30 A P L 45 A cavaleira a 60 P 30 A 60

22 Perspectivas dimétrica isométrica Relação das medidas reais com as do desenho PERSPEC. LARGURA ALTURA PROFUND. CAVALEIRA :1 1:1 1:1 1:1 1:1 1:1 ISOMÉT. DIMÉTRI. 1:4/5 1:4/5 1:1 1:1 1:2/3 1:1/2 1:1/3 1:4/5 1:1/2

23 Perspectivas Desenho de circunferências em perspectiva

24 Perspectivas 1ª Etapa! - com a ponta seca do compasso em A, abrir até 1 (tangente às linhas de contorno do cubo) e traçar a circunferência; D - com a ponta seca do compasso em B, traçar a circunferência com a abertura anterior e assim sucessivamente pelos pontos C e D. 1 A B C

25 Perspectivas 2ª Etapa! - traçar as rectas [cd], [de], [ef], [gh], [ij] - ponta seca do compasso em A, abrir até h e traçar a circunferência; - ponta seca do compasso em B, abrir até d e traçar a circunferência; i h A f B d j e g c

26 Perspectivas 3ª Etapa! - traçar recta horizontal por C e D; - traçar recta vertical por E; - traçar recta [fg] - traçar circunferências em A e B, tangentes a 2 lados da face do cubo. g D A C B h E f

27 Perspectivas 4ª Etapa! - tenta tu fazer sozinho esta etapa!

28 Perspectivas 5ª Etapa! - agora só tens de desenhar com outra expressão (maior espessura) as elipses obtidas!

29 Perspectivas Como desenhar a perspectiva isométrica da seguinte peça? B A r B

30 Perspectivas 1ª Etapa: 2ª Etapa:

31 Perspectivas 3ª Etapa:

32 Perspectivas Como desenhar a perspectiva isométrica da seguinte peça?

33 Perspectivas Observa as dimensões da peça e inicia o desenho da sua perspectiva.

34 Perspectivas 1ª etapa

35 Perspectivas 2ª etapa

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